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Original subtitles

"O �LTIMO ASSASSINO"

DVDRip de Danilo Carvalho

**Legendas sincronizadas por tetrao para o segundo �udio "Italiano"**

Ram�n.

Ram�n.

Ram�n!

O que houve, filho?

Pobrezinho.

Eu sei. Arde.

Tenha paci�ncia.

- Est� acabando. - Agora n�o temos como

- pagar o empr�stimo a Barrett. - Ele vai tomar nossas terras.

Barrett n�o � cruel.

Ele ter� piedade quando souber o que fizeram com voc�.

Barrett n�o � desse tipo, pai. Sei o que estou falando.

Ele quer nossas terras.

Tem 8 mil cabe�as de gado que precisam de pasto.

Ele j� expulsou alguns colonos.

Por que teria piedade de n�s?

Quando cheguei aqui com sua m�e,

nada crescia nessa terra inf�rtil.

Sua m�e e eu trabalhamos a terra.

Por dois anos trabalhamos duro nessas terras.

Nada parecia crescer aqui. Tudo era seco e �rido como rochas.

Os invernos eram t�o frios que a terra congelava e nada crescia.

E quando tinha sol, ele nos queimava como fogo do inferno.

Foram dois anos duros e ent�o a terra acordou.

Foi a m�o de Deus.

A chuva caiu em quantidade,

os campos ficaram verdes.

Um milagre. Os gr�os cresceram

e voc� nasceu.

Sua m�e est� enterrada aqui.

Nas suas �ltimas horas de vida, ela arou a terra.

Ela morreu esperando que n�s dois colh�ssemos os frutos.

Voc� sabe.

N�o permitirei que me tomem a terra.

Eu suei e trabalhei. Ela � minha.

Diga a Barrett que eu o pagarei.

Ele tem que ouvir, Ram�n.

Ram�n.

D� o melhor de si. Eles n�o podem ficar com a terra.

Vamos visitar Barrett. Venha lhe dar uma li��o.

A vingan�a n�o vai nos livrar dele.

O que devemos fazer? Permitir que queime nossas casas?

Isso s� vai piorar as coisas. A lei ir� nos defender.

A lei? Que piada!

O xerife n�o liga. Voc� sabe.

Temos que fazer justi�a com as pr�prias m�os.

Quer ir conosco ou n�o?

-Temos que agir antes que nos expulse. -Stevens, sua justi�a est� errada.

N�o vou.

E se tivessem queimado sua casa e matado seu pai?

Ningu�m morreu naquele ataque.

Foi sorte! Mas queimaram os gr�os.

Fale com o xerife. Devemos reclamar com ele.

Seu tolo, n�o sabe o que est� falando.

- Vou faz�-lo entender. - Calma, Mac.

Ele ainda acredita na justi�a.

� melhor saber que aqui n�o tem lei.

Se Barrett vier tocar fogo em voc�s,

n�o venha nos pedir ajuda.

Estou orgulhoso, meu filho.

A vingan�a n�o tem sentido. S� torna os cora��es amargos.

Agiu certo n�o indo.

Saia com as m�os para o alto!

Confederados imundos, saiam!

Queimem tudo!

Bart, um campon�s quer falar com Barrett.

Vim falar com o Sr. Barrett pessoalmente.

Est� vendo o mesmo que eu? � nosso amigo Ram�n.

Por que quer falar com ele?

- � sobre o pagamento da hipoteca. - Trouxe o dinheiro?

Eu estava trazendo o dinheiro, mas fui assaltado.

Foi aquele homem! Ele me roubou!

Ele me atacou e levou todo o dinheiro.

- Est� acusando um empregado meu? - Ele era o l�der de quatro.

Juro!

Slim, reconhece esse pe�o?

N�o, esses camponeses s�o todos iguais.

Disse que voc� o assaltou.

Duvido que tenha coragem de repetir essa mentira.

Foi voc� quem me assaltou.

O que est� havendo, Slim?

N�o gosto de viol�ncia. Cad� seus modos?

Ele acusou Slim de roubar o dinheiro para pag�-lo.

Isso mesmo.

Ram�n, estava esperando por voc�.

- O que houve? Foi assaltado? - Foi ele!

Ele e mais tr�s roubaram o seu pagamento.

� verdade?

Responda!

- N�o pode acreditar nesse porco. - A m�scara caiu e vi o rosto dele.

- Ele disse que n�o o roubou. - N�o, senhor.

N�o � verdade. Ele me levou tudo o que tinha.

� uma acusa��o muito grave. Pode se dar mal se estiver mentindo.

Sou um homem honrado. Estava vindo aqui quando...

Acho que ele n�o tinha o dinheiro e inventou isso.

Por favor, mais alguns dias e trarei o dinheiro.

Devia ter pedido antes de cham�-los de ladr�es e mentirosos.

Ram�n estava enganado.

Ele precisa de uma li��o, Sr. Barrett.

Mudou de id�ia ou ainda vai dizer que o roubei?

Foi voc�.

Ainda n�o aprendeu. Precisa de mais chicotada.

Voc�s s�o todos ladr�es.

D�i mais em mim do que em voc�. Fazemos isso para o seu bem.

Pare de mentir. Vou perguntar uma �ltima vez:

- Quem roubou seu dinheiro? - Voc�, seu covarde imundo!

J� chega?

Ou quer apanhar at� a morte?

- Voc� inventou tudo. - Falei a verdade.

Quem vai acreditar em voc�? Est� mentindo.

Ouviu? Mentindo! Fale a verdade.

Voc� � mentiroso, n�o eu!

Me d� uma m�o, depressa.

O que houve? Diga.

Stevens queimou o rancho. Destruiu a casa.

Preparem-se para partir. J� venho.

A casa foi queimada, n�o podemos deixar passar.

� hora de acabar com a enrola��o.

Temos que agir r�pido.

- Que tal colocar press�o... - J� est� pressionando, Bart.

- Queimou o rancho de Laurens? - Ele mereceu.

Quer ser ameno com um cara que envenena a �gua e n�o d� passagem?

Sabe o que penso sobre isso.

N�o gosto de viol�ncia.

N�o fa�a essa pose elegante comigo.

Finja ser cavalheiro com os outros.

N�o esque�a que somos parceiros iguais.

Somos parceiros, n�o esqueci.

Mas esses ataques s� servem para unir os colonos.

Pode nos causar muitos problemas.

Eu quero as terras. Claro.

Mas prefiro usar meios legais.

Voc� � louco!

Se usarmos meios legais vai levar anos!

Qual � a sua pressa, Bart?

Stevens est� reunindo os colonos.

- Quando estiverem... - Eu cuido de Stevens!

S� o uso da for�a bruta n�o � suficiente.

�s vezes, � necess�rio usar o c�rebro.

O que acha que vai acontecer?

Enquanto pensa em meios legais,

- os colonos v�o queimar... - Cale-se, Bart!

Fique atento com o gado, entendeu?

N�o seja presun�oso comigo.

Voc� se acha muito esperto, n�o �?

S� porque eu n�o me fa�o de elegante com as mulheres

como voc�.

Eu o conheci na sarjeta em El Paso, lembra?

Sem a minha arma, quem obedeceria voc�?

Muito bem, garotos. Vamos sair e nos divertir.

� um belo dia para um inc�ndio.

Como vai, Django? H� quanto tempo!

� verdade.

Seu pre�o � o mesmo?

Mais caro.

Eu pago.

Tenho uma tarefa para voc�.

N�o � f�cil, mas pago bem.

Antes de aceitar,

contra quem �?

Perguntei contra quem �.

Bart.

- Ent�o custa mais. - Est� for�ando a barra.

Tem um trabalho de US$10 mil em um m�s.

� muito dinheiro.

Quem vai querer que eu mate? O governador?

Ele � bem menos importante.

Mas vale muito para voc�.

T�o importante que estou lhe chamando.

N�o precisa me dizer. Para que esperar? Posso fazer agora.

� melhor deixar a poeira baixar.

Quero que as cabe�as esfriem um pouco.

Essa morte agora s� inflamaria tudo.

Sou paciente.

Posso esperar pelo que quero.

Mais US$1 mil ou minha arma n�o vai funcionar.

Certo, Django. Estou confiando em voc�.

Isso � s� entre n�s.

Ningu�m vai saber de nada. N�o se preocupe.

Digo quem � o homem daqui a um m�s.

N�o � um trabalho f�cil, Django.

Matar um homem nunca � f�cil, Sr. Barrett.

Mas est� ganhando bem, n�o est�?

N�o esque�a que sou eu que mando.

Voc� s� manda quando paga. N�o se exceda.

Viu?

Tem sorte com o sete. J� � a quinta vez.

Est� me chamando de ladr�o?

Nada disso, senhor. S� disse que tem sorte.

Ele ainda n�o viu nada.

Vamos jogar os dados.

Quem vai pagar a aposta?

Ningu�m vai pagar?

Essa cidade me d� n�useas.

Aqui s� tem b�bados e porcos!

O porco b�bado aqui � voc�.

Ser� um prazer ass�-lo no fogo bem quente.

Parem ou chamo o xerife. D�em o fora daqui!

Fique fora disso, mulherzinha.

Voc� � s� a garota do Barrett.

N�o preciso dar ouvidos a voc�.

� melhor ter cuidado com o que diz. Sen�o conto para Barrett.

N�o me fa�a rir!

Voc� e aquele fresco do Barrett.

Ele n�o me assusta, j� sou grandinho.

Ningu�m me d� ordens, ouviu?

Vai pagar por isso, vagabunda.

Voc� vai se arrepender.

Calma, Bart.

Barrett n�o vai aceitar que fale assim com Lola.

Barrett! Barrett! Barrett!

Falso e esnobe.

Achou que viraria uma dama, n�o achou?

Voc� ainda n�o saiu da sarjeta.

O que houve? Quem arrumou encrenca?

Ningu�m vai falar?

Da pr�xima vez ponho todos na cadeia.

Rum.

Sete.

- Onde pensa que vai? - Vou parar.

Rum.

N�o seria justo, estou perdendo.

- J� perdi US$6 mil. - Ele disse que est� perdendo, ouviu?

Sou eu o perdedor.

N�o � educado sair quando se est� ganhando.

Vamos continuar o jogo.

O que est� esperando. Pague a aposta.

Vamos jogar.

Vamos, senhor.

Fa�a a aposta.

O que vai ser?

Eu aposto.

Vou apostar com meu amigo, n�o com voc�.

N�o se intrometa.

Ouviu o que ele disse?

Obrigado.

Vou apostar.

Jogue.

Sete. A� est�.

Voc� estava roubando.

Os dados est�o viciados, seu imundo!

Todos viram que atirei em leg�tima defesa,

se algu�m perguntar.

Seu maldito assassino!

Est� muito mal?

Est� com uma bala no ombro. Sabe quem ele �?

Sei.

Por favor, leve-o com voc�. Ele ser� responsabilizado.

Por favor, ajude-o.

Foi a primeira vez que me fizeram um favor. Eu cuido dele.

Vou traz�-lo de volta com seguran�a.

- O que houve? - Visita do anjo Gabriel.

Isso � tudo.

Levou um tiro e a coisa foi feia.

Vou ter que abrir.

N�o ser� f�cil, vou avisar.

Tome um caf� para se sentir melhor.

Como quiser.

Qual o seu nome?

O gato comeu sua l�ngua?

Falou alto quando tentou matar aquele homem.

Um conselho: antes de falar,

aperte o gatilho.

Assim n�o avisa o seu inimigo.

N�o falar nada � at� melhor.

Est� com medo?

Acho que sua voz vai voltar.

Beba isso.

Ent�o sabe falar?

Garoto, � mais f�cil tirar uma bala

que acertar o alvo.

Pelo menos para mim.

Fique � vontade.

Daqui a pouco voc� estar� pronto para ir.

Sua namorada est� esperando.

Garoto, est� com saudade da namorada?

Qual � o nome dela?

- N�o sei. - Ela � bonita.

Jovens ricos devem estar atr�s dela.

Conhecia uma garota assim. Por US$1 ela fazia de tudo.

Ela tinha um namorado como voc�. Era linda.

Era um garoto calado. N�o falava muito.

Todos o achavam louco porque n�o ouvia.

Ele se apaixonou.

Essa � a verdade.

Ele resolveu se casar com essa mo�a.

Era t�o inocente!

Sempre que ela sa�a com outro ele pegava a arma

e dizia que ia matar.

Ent�o se casaram.

E enquanto ele trabalhava, ela abria as pernas o dia todo

para todos os homens da cidade.

Ela cobrava US$1. Um d�lar de prata.

Pare!

Garoto, vai ficar tudo bem.

� melhor dormir. N�o pense nisso. As mulheres s�o todas iguais.

Voc� j� vai?

Tudo bem. Estamos quites.

Foi bom conhec�-lo.

Garoto!

Para onde vai?

Volte.

Pode ficar um pouco aqui. Apenas n�o fique igual a uma m�mia.

- Se eu ficar, quero aprender. - O que quer que eu ensine?

Ser o que voc� �.

A primeira li��o � nunca esvaziar a arma de uma s� vez.

Nunca atire mais de cinco vezes, assim ter� um reserva.

Separe as pernas para ter equil�brio.

Mire devagar e com firmeza. Assim.

V�.

Muito baixo.

Muito alto.

Agora!

Tem que acertar a primeira sen�o morre.

A garrafa n�o atira de volta,

mas um homem � diferente. Tem que acertar de primeira.

Lembre que o tempo acaba depois do primeiro tiro.

N�o sabia que gostava de m�sica.

� relaxante.

Foi um velho que conheci quando crian�a.

Ele andava cantando pelo rua ao entardecer.

Onde foi isso?

Perto do Pac�fico.

� uma terra bonita.

Quer voltar?

Em 15 dias, quando eu acabar por aqui, vou embora.

Por que est� aqui?

Tenho um trabalho antes de partir.

Ser� o �ltimo.

Que tipo de trabalho?

N�o � da sua conta.

� s� um trabalho.

Paga bem.

S� quero ganhar o dinheiro para voltar a ouvir o homem cantando.

Susie.

Vem aqui.

Sente-se e beba.

Quero um pequeno.

N�o seja espertinho.

Por que o Sr. Barrett n�o est� aqui?

N�o se preocupe.

Ele nunca anuncia a chegada, assim como o anjo da morte.

Mas eles chegam.

Se repetir isso ser� demitido.

Vamos pedir mais duas bebidas.

- Ol�. - Oi, Phil.

Como vai?

N�o o vi.

Posso me juntar a voc�s, cavalheiros?

- As apostas s�o baixas. - Tudo bem.

Rapazes, desde que Bart morreu, esse lugar n�o � o mesmo.

- Que pena! - Ningu�m sente falta dele.

Aposto que nem voc�.

- Ele era meu amigo. - Ele era podre.

Tudo dar� certo no fim.

Se todos cooperarmos, esse vale pode se tornar...

Um para�so na Terra.

N�o seja tolo.

Aprendi a amar essas terras. � um prazer ver a colheita crescer.

Sou um cara simples.

Quero falar com voc�. Com licen�a.

Um momento, cavalheiros.

- � um simples trapaceiro. - A terra dos outros

� o que ele ama.

O primeiro e �nico mandamento:

n�o roube terra dos outros ou pode acabar debaixo dela.

Muito engra�ado.

Est� com medo? Estou ficando bom demais?

N�o seja arrogante.

Quando segura uma pistola, o que acha que tem?

Uma arma.

N�o, garoto.

� um motivo para levar um tiro na cabe�a.

Uma arma n�o vale nada se n�o souber us�-la.

- Estou aprendendo. - A atirar. Isso n�o � o suficiente.

Voc� � essa pedra e essa � seu advers�rio.

Est�o diante um do outro como iguais.

Cada um tem uma arma e seis tiros.

Precisa atirar. A vantagem � de quem est� de costas para o sol.

Com o sol nas costas, pode ver bem o advers�rio

O que est� de frente fica ofuscado.

Olhe para sua sombra. Se ela estiver � sua frente, pode atirar.

Se n�o a vir, ande devagar e a procure.

Enquanto andar, passe a l�ngua pelos l�bios.

Se estiver frio de um lado,

o vento est� vindo dali. Se estiver frio em frente, vem de frente.

Isso � ruim. Diminui a velocidade da bala.

E se estiver de lado?

Precisa calcular.

Se tiver poeira, o vento est� baixo e forte.

Se as folhas estiverem flutuando, o vento est� alto e fraco.

Como � que voc� calcula?

Deixo o cabelo grande, assim sinto o vento soprar.

� instintivo, voc� vira um animal selvagem.

A vida vira uma quest�o de sobreviv�ncia.

Voc� aprende a matar ou ser morto.

Seus sentidos ficam t�o apurados que reagem ao som e ao movimento.

O que o tornou assim, Django?

Quando algu�m quer mat�-lo, voc� aprende r�pido.

Sen�o voc� morre.

Os instintos tomam conta e voc� vira um animal.

� preciso.

Ou n�o tem chance. A puma, por exemplo,

voc� sabe como ela ca�a.

Come�a olhando e andando bem devagar.

Quando sente o cheiro, ela rasteja.

Por qu�?

Para testar o vento.

Quando o sente no focinho, ela rasteja.

O vento carrega o cheiro do animal.

Quando sente um cheiro que gosta, ela vai r�pido contra o vento.

Assim a presa n�o sente o cheiro dela.

Lembre, garoto: o homem que tem mais vontade de viver

� sempre quem ganha a batalha.

Como passa o tempo antes de matar um homem?

Fa�o a barba.

Quando voc� encontra algu�m t�o preocupado com a apar�ncia,

significa que quer muito continuar inteiro.

Voc� quer viver.

Quero.

N�o somos iguais.

N�o me importa viver ou morrer.

Isso pode ser uma grande vantagem. Pode se tornar um grande matador.

Pode ganhar muito dinheiro como uma m�quina.

N�o quero dinheiro.

Talvez queira viver por uma garota.

N�o.

� mais esperto do que pensava. As mulheres s�o criaturas estranhas.

N�o importa o que fazem ou dizem, nunca se sabe o que t�m por dentro.

Precisa saber de uma coisa. Quando matar o primeiro,

subir� um muro na sua frente.

- Um muro? - Entre voc� e o resto do mundo.

A sociedade cria um muro entre voc� e ela.

V�o respeit�-lo e tem�-lo,

- mas nunca mais ser� um deles. - N�o me importo.

Eu pensava assim.

Mas chega o dia em que se d� conta

de que queria estar do outro lado desse muro.

Voc� est� velho e cansado.

Talvez tenha raz�o.

� uma vida de c�o estar sempre sozinho,

esperando a morte em cada esquina.

Voc� � o �nico amigo que j� tive, garoto.

Talvez nunca tenha querido um antes.

Tem certeza de que sou seu amigo?

Tenho, como voc� tem certeza de mim.

Est� ficando descuidado. E o trabalho que tem que fazer?

Fa�a o trabalho primeiro e pense em amizade depois.

Voc� me ensinou isso.

- Agora eu estou lhe ensinando. - Est� mesmo.

Quase esqueci.

Quando se � um matador, n�o existem amigos do seu lado do muro.

Precisa aprender a ser s�. Para sempre.

Quando matar o primeiro, lembre-se disso.

- Vou acabar com esse gordo. - Voc� � dur�o...

Quer tentar?

Ordens s�o ordens.

Parem, estou mandando!

- Que confus�o � essa? - Mandei parar!

Parem!

Atacou um dos meus que n�o estava nem armado.

Mentiroso! Me atacou pelas costas.

Est� armado e ele n�o! Como explica?

Xerife, meus homens est�o cansados dessa provoca��o.

Se Stevens continuar piorando as coisas, eles v�o perder o controle.

Seu imundo!

Estou avisando os dois que se n�o pararem v�o acabar presos.

N�o fale besteira, xerife.

Se algu�m merece ser preso � Stevens.

Ele � um porco covarde que ataca homens desarmados.

Voc� se acha esperto, n�o �?

Eu respeitei a tr�gua.

Mas se quiser uma guerra, n�s estamos preparados.

Ter� o que merece, seu assassino!

Vamos, Stevens. Algumas horas preso v�o acalm�-lo.

Vamos!

�timo, Ram�n.

Aprendeu bem.

- J� pode lidar com uma arma. - Sou bom, n�o?

Voc� � bom.

T�o bom que posso desafi�-lo para um duelo.

Quer me testar de novo?

N�o, garoto. Uma luta de verdade.

Se conseguir me matar estar� pronto.

N�o, Django. Eu posso mat�-lo.

Muito bem. Vai lutar ou � covarde?

N�o.

Agora � para valer.

Se tiver a chance � melhor me matar.

Estava mentindo. Quer viver e n�o morrer.

Se morrer, aquela garota vai achar 100 caras iguais a voc�.

Far� um favor a ela se levar um tiro na cabe�a.

Seja como quiser. Juro que ser� morto!

N�o teria tanta certeza.

Estamos combinados.

Sou eu ou voc�.

Aqui!

- Por que n�o me mata? - N�o seja arrogante, meu amigo.

Precisa contar at� seis.

Se n�o tem bala, como espera matar um homem?

� matem�tica, garoto.

Precisa contar.

Contar sempre.

Precisa contar os passos.

Precisa contar os tiros. Os seus e o do outro.

Conte, nunca pare de contar.

Conte os minutos.

Ningu�m consegue segurar uma arma mais de 3 minutos sem come�ar tremer.

Se sua m�o tremer, j� era.

Conte. Nunca pare de contar.

Se seu advers�rio der um passo e parar, est� com medo.

Se der dois, est� na d�vida.

Se der tr�s est� pronto para mat�-lo.

Por que est� fazendo isso?

Quando essa bala atinge o alvo, o chumbo espalha e abre um burac�o.

Esse tiro certamente mata.

O que tem que fazer? Quem voc� vai matar?

N�o sei.

N�o conhe�o o homem.

Amanh� � meu �ltimo trabalho.

- E me aposento. - Como assim?

J� lhe disse.

Quero voltar para o lugar onde nasci, comprar uma casa, me casar.

Quero ter dois filhos.

E se o velho ainda anda tocando ao entardecer,

vou convid�-lo para entrar e conversar com ele.

Vou falar para descansar.

"Voc� j� andou demais".

"Talvez queira descansar".

Ele tem que se sentar de vez em quando.

Sempre que o via, ele estava andando. Nunca se sentava.

Esse velho � voc�.

Voc� quer ir para o outro lado do muro.

O que voc� tem?

Esquece.

S� estava brincando.

Por que acha que eu quis aprender a atirar?

F�cil. Voc� quer matar algu�m.

Quem? N�o quer saber?

Talvez voc� mesmo. O garoto que foi um dia.

J� vi todo tipo de homem morrer. Isso n�o me incomoda mais.

Mas temo que voc� vai arranjar muita encrenca usando uma arma.

Vou lembrar de contar, n�o tenha medo.

Sinto muito por n�o poder fazer muito por voc�.

Mas posso fazer uma coisa.

Tome. Mantenha a l�mina afiada e n�o se corte.

- Obrigado. - N�o se esque�a de fazer a barba.

Quem se cuida permanece vivo.

Pegue.

Jogue no ar e tente acertar. Se conseguir vai se sentir bem.

Se n�o acertar, n�o vai saber, pois j� tem um buraco. Boa sorte!

- Ent�o n�o foi o seu tiro? - N�o seria bom saber?

A vida � uma ilus�o. O importante � saber que pode fazer.

Adeus!

Acabei de ver Ram�n.

Ram�n? Ele esteve aqui?

Quem � esse Ram�n?

Esqueceu quem ele �?

Que estranho! Ele lembra muito bem de voc�.

Ele s� veio por um motivo.

Ele quer mat�-lo.

Quer me matar?

Por qu�?

Pergunte a ele.

Parece que ele vai ficar por aqui. Acho que tem paci�ncia.

N�o entendo voc�, Lola.

Fale o que sabe.

Voc� foi violento demais, Barrett.

Agora n�o tem outra escolha.

Tem que mat�-lo.

Faria um grande favor a ele.

Ou ele pode mat�-lo.

Mas isso � pedir demais.

XERIFE

Agrade�a a Barrett por sair. Ele me pediu para solt�-lo.

Ele deu sua palavra de que evitaria continuar a brigar com voc�.

Isso me parece suspeito porque Barrett n�o � um anjo.

O que ser� que tem por tr�s disso?

- Voc� � desconfiado demais. - E voc� se engana.

Barrett s� tem uma id�ia fixa:

tirar as terras dos colonos de qualquer jeito.

Eu lhe dou um conselho: n�o ajude aquele porco.

XERIFE

Venham aqui!

HOTEL

Ram�n.

Que coisa terr�vel!

Ofere�o US$1 mil pelo assassino desse homem.

- Ramom, Barrett quer falar com voc�. - Quero falar pessoalmente.

- N�o mando recados. - Fale conosco.

Certo.

N�o chegou cedo demais?

- Quanto quer, tenho outro trabalho? - Outro?

Est� condenando todos os pecadores do mundo?

N�o � piada, estou falando muito s�rio.

- Quanto quer? - Nada. Meu trabalho acabou.

Esse ser� o �ltimo. Prometo.

Sinto muito, mas falei que n�o faria mais nenhum trabalho.

Vai valer a pena, Django.

Eu lhe darei mais US$10 mil. N�o pode querer mais.

Est� bem. Pago US$15 mil.

Minha oferta final � US$20 mil!

Quem �?

O nome dele � Ram�n. E est� em uma casa queimada fora da cidade.

- Aposto que foi voc� quem a queimou. - Vai aceitar?

Est� bem, aceito.

Eu trago o dinheiro aqui hoje � noite.

Estarei aqui.

At� mais.

Quando algu�m preocupa com a apar�ncia, siguinifica que quer viver.

Ram�n!

- Est� a servi�o de Barrett? - Era ele quem queria matar.

- N�o � assunto seu, Django. - Sou um profissional, Ram�n.

Quando me pagam, fa�o o servi�o.

O que tem contra Barrett?

Voc� mesmo disse. Quero matar o garoto que fui.

Pegue o meu cavalo.

D� o fora e n�o volte mais.

Quando h� �dio, n�o h� para onde fugir.

Vai esquecer Barrett logo.

Voc� quer voltar para o lugar onde nasceu.

Eu cresci aqui e vou ficar.

Est� dificultando as coisas. Se ficar aqui vai morrer.

Lembre-se do que falei sobre ficar de costas para o sol.

Conte. Um, o homem tem medo.

Dois, est� na d�vida.

Tr�s, ele est� preparado para matar.

Fiz a barba, Django!

Django!

Garoto, voc� conseguiu.

Fui um bom professor.

Agora est� diante do muro.

� melhor n�o tentar subir nele.

N�o d�.

BANCO

MacCray, o que decidiu?

Voc� venceu.

- Vou vender. - �timo, Mac. � inteligente.

Entre no escrit�rio para falarmos de pre�o.

Barrett!

Voc� � um homem morto!

O que est�o esperando? Peguem-no!

Ram�n!

Ram�n, pare! Solte a arma!

Fique fora disso, xerife. � um assunto nosso.

Xerife, n�o fique a� parado! Ele � louco!

O que quer, Ram�n?

Quero matar Barrett!

Por favor, n�o!

- O que ele fez para merecer? - � um assassino covarde.

- Matou meu pai. - Juro que n�o!

Foi Bart!

Matou por voc�.

Mandou mat�-lo, assim como Stevens.

Sabe quem matou Stevens?

Pergunte a Barrett. Ele sabe de tudo.

Se sabe de algo, fale. A lei deve det�-lo.

Tenho uma tarefa a cumprir, xerife.

Primeiro, esse rato vai morrer pela minha arma.

Django voltou, Barrett. Desta vez para peg�-lo.

Ram�n!

Ram�n!

Quem � esse Django de quem falou?

Um homem qualquer.

Um homem qualquer.

Quando matar o primeiro, subir� um muro a sua frente.

Um muro entre voc� e o resto do mundo.

A sociedade cria um muro entre voc� e ela.

V�o respeit�-lo e tem�-lo,

mas nunca mais ser� um deles.

Ripagem By Danilo Carvalho

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