All language subtitles for Werewolf 1 x 22 Skinwalker

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Original subtitles

"SKINWALKER"

- Vocês querem saber o que eu penso? Uma moto-serra não poderia cortar um cara daquele jeito!

- Eu estava lá! Eu vi ele! Ele estava em retalhos, parecia cortado em fatias.

- Não está cansado de contar essa história, Jim?

- Eu já vi caras espetados em uma espada com aparência bem melhor! Vê se bota isso na sua cabeça!

- Alguém quer tirar essa porcaria e botar Merle Haggard?!

- Sorriam! Por aqui. Temos poucos índios felizes esta noite.

- James, George.

- Roosevelt, a próxima rodada é por minha conta! Pelas coisas boas.

- O que estamos comemorando, amigo? Está querendo ficar bêbado ou o que?

- Você está olhando para o novo chefe do departamento! Agora sou eu que dou as ordens!

- Às crianças e à grana!

- Felicidades!

- Ei, capitão, qual é?! Achei que ia ficar aqui celebrando!

- Acho que Marie está me esperando em casa e ela fica mais zangada do que vocês se eu me atrasar.

- Vejo vocês depois.

- Senhora Bistie... eu acho que esse homem matou o seu marido.

- Ah, eu gostaria...

- Eu pago, Roosevelt!

- O que vai beber?

- Cerveja.

- Gelada. Obrigado!

- Você parece ser um desses estudantes que andam por aí,

pesquisando o que os índios da cidade gostam de beber?

- Achei que fosse um bar normal, desculpe você errou.

- Tem alguma coisa contra estudantes?

- Em geral, não. Eu já fui um. Mas em particular, sim.

- Ficam rondando. Este é o nosso mundo, e não gostamos que fiquem pesquisando a gente como animais.

- O cara que eu estou procurando ficaria bem em uma jaula. Grandalhão, feio. Se chama Janos Skorzeny.

- O último branco vagabundo que apareceu por aqui acabou espetado, que eu me lembre.

- Tente outro bar. Mas até você conseguir, eu agradeço uma contribuição para o memorial.

- O que houve?

- Eu digo: algum psicopata estraçalhou um navajo só para se divertir!

- Essa é uma das teorias...

- E qual é a sua?

- Continue. Conte o resto.

- Alguns de nós pensamos que... é um "skinwalker".

- E que diabos é um "skinwalker"?

- Uma das lendas mais "enfeitadas" da minha tribo...

- Superstição, alguns acham que é magia, depende com quem você fala.

- Um "Skinwalker" é um feiticeiro.

- Um bruxo que tem o poder de se transformar em outros seres.

- Um cão, um pássaro... um lobo. Quem sabe?

- Mais espíritos? Deixe-me contar-lhe sobre espíritos, garoto. Sou especialista.

-É o Khe Sanh: diz que todo animal tem o seu próprio espírito por aí... na neblina.

- Do lado de fora da cerca!

- Mas cada vez que nós descarregamos metade de uma 7.62 em um desses malditos fantasmas... me parecem bem sólidos.

- E bem mortos!

- Ah, Roosevelt tem dado ouvido a muitos velhos, como o tio dele.

- Corta essa, Gus!

- Ei, você é apenas um índio honorário!

- Se eu pagar outra rodada, posso me juntar de novo à tribo?!

- Bem, não batam na minha cabeça com o seu tacape ou qualquer outra coisa que vocês fazem quando um cara faz uma pergunta boba...

- Mas, e se como dizem, o tal "Skinwalker" está realmente por aí matando pessoas... o que vocês fariam?

- Mataríamos ele!

- Alguns dizem que temos que usar armas feitas de ossos. Ossos de cadáveres.

- Prata também deve funcionar.

- Claro! Bata com uma dessas fivelas de prata na cabeça de alguém e talvez ele fique morto por uns tempos.

- Alguns dizem que existe uma cura.

- Uma cura?

- Quer dizer, tem algum jeito?

- Existiam crenças em algum tipo de cerimônia de purificação. Uma trabalheira infernal...

- Bahe, o senhor Endocheeny, me falou sobre isto um dia. Ele é uma espécie de curandeiro.

- Senhor Endocheeny...?

- Caia fora daqui! Eu não sou nenhum urso dançarino!

- Não estou aqui por causa disso... estou aqui por causa do "Skinwalker".

- Acho que podemos nos ajudar.

- Lá em cima...

- Vamos conversar.

- Esteve lá?

- Eu nuca subi no topo do Suribachi. Eu estava na encosta.

- Com um lança-chamas... tirando os franco-atiradores das cavernas. Ordens... nada demais.

- Tinha muitos índios lá em Iwo. Inclusive um cara chamado Ira Hayes. Ele sim foi um herói.

- É? O que aconteceu com ele?

- Ele morreu louco, falido, furioso... Hoje eles tem um nome especial para isso:

- Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

- Acho que isso acontecia com todos nós.

- Aconteceu com meu sobrinho Roosevelt, o barman lá embaixo.

- Ele parece bem lúcido.

- Ah, agora ele está. Alguns anos atrás ele estava vivendo... definhando na verdade, em um hospital de veteranos.

- Ele voltou da sua guerra, e naquela época não faziam nenhuma homenagem ou davam medalhas para veteranos. Ele estava mal.

- Foi quando eu comprei o bar.

- Transformei ele em um tipo de centro de recreação para os que saíram da reserva.

- Deixei Roosevelt dirigir as coisas. Acho que fiz as mudanças no tempo certo.

- Eu acho que é tudo uma questão de tempo certo.

- Respire e você já era, Skinwalker!

- Isso é feito de prata!

- Deixe-me ver sua mão. Abra a sua maldita mão!

- Eu sabia!

- Está bem! Está bem, eu sou um "Skinwalker", mas não o que está matando a sua gente.

- Eu só cheguei aqui hoje. Tenho a minha passagem de ônibus no bolso, tem a data, eu mostro para você!

- Acredite! Como eu te disse, é por isso que estou aqui, nós podemos nos ajudar!

- É melhor falar bem depressa ou a sua cabeça vai rolar no meu bar!

- É melhor por um pouco de comida aí. Ela vai começar a chutar como louca se não lhe der algo de comer.

- Como sabe que é uma menina?

- Porque, irmãzinha... ela já estaria chutando se fosse um menino.

- Ligue a TV enquanto eu lavo tudo. O café fica pronto em um instante.

- Está bem!

- Marie!

- Onde conseguiu isto?

- Um homem veio procurando por ele, um caçador de recompensas. Disse que é o cara que matou o Joseph.

- Por quê?

- Este palhaço estava no bar hoje!

- Então você acha que o "skinwalker" é esse tal Skorzeny?

- Exatamente! Eu o perdi há algumas semanas atrás e então eu li sobre os crimes aqui.

- Pode ter sido Skorzeny, mas eu posso pará-lo se você me ajudar!

- E o que você quer em troca?

- Eles estavam falando lá no bar sobre uma cura. Uma espécie de cerimônia de purificação...

- Existe esta coisa?

- Eu ouvi algumas histórias.

- Estudei para ser curandeiro, quando era menino.

- Como eu descubro sobre isso?

- Precisa de um índio bem velho para isso.

- Tipo quem? O cara que posou para a foto nas moedas?

- Quase... existe um velho "avô". Ainda estava na reserva quando eu saí.

- É, eu posso chamá-lo, se ainda estiver vivo.

- Então nós temos um acordo?

- "Arrume um lobo para pegar um lobo".

- Você o matou! Você matou meu marido!

- Pegue a corda na carroceria.

- Você está numa enrascada, cara-pálida!

- Não fui eu, cara!

- Quando deixarmos você na delegacia, eles não vão nem saber de que cor você é!

- Tudo bem! Você está a salvo agora!

- Não sei dizer o quanto sentimos com o terrível engano que cometemos!

- Foi por causa daquele homem com o seu retrato!

- Que homem?

- Ele disse que o nome dele era Joe Rogan.

- E o que fez vocês mudarem de idéia?

- Eu acho que você impressionou o senhor Endocheeny. Ele chegou na hora certa. Deu sua palavra por você.

- Eu... sinto muito.

- Eu liguei para a reserva. Aquele velho ainda vive...

- Mandaram alguém para a montanha para trazê- lo até aqui.

- Não se entusiasme muito.

- Mesmo que o velho lembre do ritual, não vai ser fácil.

- Os brancos pensam que os índios só sabem se enfeitar com peles, contas e dançar até ficar com os pés em carne viva...

- Coisas assim são mais complicadas, que levam tempo para aprontar.

- E vai ser preciso muita purificação individual, sem comida, sem bebida... sem cigarro, sem nada.

- E eu tenho alguma outra escolha?

- Vamos fazer o possível. Eu prometo.

- Não quebrou nada, você vai sarar rápido. "Skinwalkers" sempre saram.

- Além disso, temos que agir rápido, esta noite tem lua cheia. E Skorzeny vai estar caçando.

- Olá, Bahe, quanto tempo. O que deseja?

- Eu preciso do meu amuleto.

- Ah, não vai esquecer de pagá-lo, não é?

- Ah, tem muita prata rolando hoje.

- Há duas horas Marie veio querendo comprar aquela minha adaga de prata, que eu uso para abrir caixas.

- E ainda fez eu afiar ela!

- Marie?! Marie?!

- Roosevelt, você viu Marie?!

- Oi, Marie! Ah, deixa eu te ajudar!

- Ah, não... eu preciso me exercitar.

- Então... ah, como está indo?

- Bem... você sabe...

- Geralmente as coisas não acontecem do jeito que nós planejamos.

- Metade das coisas que eu pensei que aconteceriam nem sequer saíram do chão.

- Você sempre foi tão sábio, George. Até onde me lembro todos pensavam maravilhas a seu respeito.

- Já cheguei a te contar... o que eu costumava pensar?

- Como assim?

- Você nunca soube, não é?

- Sobre a minha "queda" por você?

- George, isso foi a anos atrás. Nós éramos só duas crianças.

- Crianças têm sonhos.

- O meu seria: ser um índio de colar azul. Como o Joe.

- Voltar para casa, resmungar sobre o conselho da tribo, passar a mão na cabeça das crianças.... Ter casado com você!

- Ao invés disso, eles me mandaram para a escola, sabe?

- Estranho como as crianças encaram as coisas. Todo mundo pensava que estavam me fazendo um favor...

- Eu me senti tão abandonado. Expulso pela tribo!

- Meu Deus, George! A tribo toda pagou pelos seus estudos!

- Bem, não me parece um favor tão bom quando você é George. O cara meio branco meio índio.

- Passando de pessoa para pessoa, de escola para escola. Como um objeto!

- Fez eu me sentir pequeno, insignificante. Como um mosquito voando por aí!

- Eu tenho certeza que eles queriam fazer o melhor por você! Nunca pensaram...

- Ninguém nunca pensou, essa é a questão! Ninguém nunca deu a mínima para mim...

- Você nos odeia, não é?

- Este é o meu outro sonho, Marie: acabar com toda a maldita tribo!

- Que diabos você vai fazer com isto?!

- Sai de perto de mim! Agora!

- Mate-o! Senão eu o mato!

- Eu falei com o velho "avô" lá na reserva.

- O espírito de Jim Chatto vem de muito tempo atrás.

- Antes mesmo de existirem as pessoas.

- Se houvesse uma cura...

- Não haveria Chatto.

- Mas e a lenda...?

- A lenda era uma mentira, Eric.

- Quando o velho "avô" ainda era criança, o avô dele lhe contou essa história.

- Havia um "skinwalker"... era filho do chefe.

- O chefe trouxe um curandeiro com grandes poderes. Mas a cerimônia.... não funcionou.

- O chefe matou sou próprio filho, com uma lança com ponta de prata.

- Por isso inventaram essa mentira... a lenda. Para esconder a vergonha.

- E agora, duzentos anos depois, a vergonha voltou para nos envergonhar de novo.

- Desculpe por não poder cumprir a minha parte do acordo.

- Eu acho.... que tenho que encontrar a cura eu mesmo.

- Se conseguir...

- Eu voltarei.

- Eu imagino.

Legendas: André Bozzetto Junior e Rodrigo Zioli

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