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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
Isso � muito fixe, Maze.
Est�s a desenvolver uma alma.
Incr�vel.
E Deus disse-te.
- Ena. - Bem, ele n�o me disse.
Disse que um dem�nio n�o pode desenvolver uma alma e Deus disse: "N�o pode?"
Irritantemente vago, eu sei, mas havia um brilho nos olhos dele e eu soube.
Nem sabia que isso era uma op��o.
Estava � procura de uma coisa que pudesse comer, talvez,
ou de uma nuvem cintilante em que pudesse respirar, ou assim,
mas n�o, desenvolveu-se no meu corpo, como uma alma beb�.
Tendo vislumbrado como o pai do L�cifer funciona,
acho que faz sentido, certo?
Sim, essa treta da autorrealiza��o.
Mas a minha pergunta �: j� acabou de se desenvolver?
Linda, est�s a ouvir?
Sim, Maze, claro.
Sentes que acabou?
Deus, terapeutas...
Todos respondem a perguntas com outras perguntas?
Que foi isso?
Nada.
N�o posso falar agora.
- Est�s a faz�-lo, n�o est�s? - O qu�?
Nem penses em mentir-me, Linda.
Eu disse-te que era m� ideia. Vais magoar-te!
Sei o que estou a fazer.
Levanta a ponta.
Ol�, marinheiro.
O que est�s a fazer?
Chega de distra��es parvas, Lucy.
Desculpa?
O barco garrafa � uma arte honrada de que me lembrei recentemente.
E a partida que pregaste ao coitado do Dan?
Um assunto muito importante.
Demorou semanas a planear e...
... agora que acabou, acho que vou aprender a tocar trompa.
Tenho andado para o fazer.
Lucy. L�cifer!
Temos de falar sobre o Pai.
Deus pode estar a reformar-se, Lucy. Deus.
- Temos de saber o que fazer se acontecer. - Isso.
Se tenho evitado algo, n�o � isso.
N�o fiques j� todo eri�ado, n�o h� nada para saber.
O Pai vai reformar-se. Sinceramente, j� o faz h� imenso tempo.
- O mundo n�o pode ficar sem um Deus. - Tens raz�o.
Algu�m o substituir�.
E por algu�m, refiro-me a ti.
- Eu? - N�o te fa�as de sonso, irm�o.
Tens treinado para isto desde que usavas fraldas de anjo.
O bra�o direito de Deus, o maior guerreiro,
o seu filho favorito.
N�o est�s errado.
Sempre quiseste isto.
Eu nunca disse isso.
N�o precisas de o dizer, irm�o.
Palavras s�o apenas palavras.
Sei como te sentes.
Cocktail de u�sque com mel e lim�o?
Fiz um curso de mixologia. A variedade � o que d� sabor � vida.
L�cifer.
Ser Deus n�o � simples.
�...
� um trabalho importante.
O mais importante.
Como posso tomar essa decis�o?
Em situa��es destas, quando h� muito em jogo,
pergunto-me: "Qual � a tua rea��o imediata?"
� �bvio que o queres. Salta antes de olhar.
Talvez agisses assim, mas, querido irm�o, mudaste.
N�o finjas o contr�rio. � a terapia.
A Linda ajudou-te a ser mais consciente,
a pensar bem nas coisas.
Como te atreves?
Mas podes ter raz�o.
A terapia arruinou-me!
Penso demasiado nas minhas decis�es, quando a resposta est� aos nossos p�s!
"Just do it."
N�o � bem assim. Sou um homem que usa Louboutin, mas tu percebes.
Obrigado, irm�o.
Est� bem.
Desculpa. � a minha trompa.
Ia desfazer-me dela.
O que est�s aqui a fazer?
Preciso de falar sobre n�s.
Sei que disse que podia esperar at� resolveres as coisas,
mas agora percebo que posso n�o conseguir.
Este limbo de rela��o � muito dif�cil.
E agora afeta outras pessoas, como a Trixie.
E, sabes, �s imortal,
o que significa que posso esperar muito tempo. Para sempre.
Mas o que quero dizer � que n�o posso esperar
e n�o � porque n�o disseste "as palavras",
porque palavras s�o s� palavras.
E acho que sei o que sentes,
mas eu...
Neste momento preciso de saber. Eu...
De uma forma ou de outra, preciso de saber se estamos juntos.
� isso.
Sim.
- Sim? - Sim.
- Vamos faz�-lo. - O qu�?
� �bvio que queremos estar juntos, vamos parar de pensar demasiado
e ficar juntos!
Est� bem.
Vamos a isto.
- Desculpa. - A tua trompa.
- Bom dia, Mna. Lopez. - Ol�.
Vamos?
Sabem que mais? N�o.
Desta vez, nem vou perguntar.
Porque voc�s s�o tipo a hist�ria "Pedro e o Lobo"
e eu n�o estou a perguntar.
Pronto, est� bem. Tenho de saber.
Est�o juntos ou n�o?
- Estamos. - Definitivamente juntos.
J� n�o era sem tempo.
V�o querer preparar-se para este.
Preparar-nos? Porqu�?
Parece bastante simples.
Sim. A v�tima � Arthur Sterling, o propriet�rio,
um tiro no peito.
O cofre foi arrombado, esvaziado, parece um assalto que correu mal.
A arma do crime � uma .38 com cabo de p�rola, roubada do cofre.
N�o � o assassinato, � o assassino.
Diz que j� temos uma confiss�o de um suspeito que estava no local.
Est�s a pensar demasiado? Cuidado, pode arruinar-te a vida.
Sigam-me.
Est� bem.
Doutora?
Fui eu.
Matei-o.
Daniel, podias ter-nos avisado.
Linda, mataste aquele homem?
Eu disse que sim, n�o disse?
Est� bem. Porqu�?
A quest�o mais importante �: porque � t�o dif�cil acreditarem em mim?
Problemas de confian�a resultam
de uma rela��o problem�tica com uma figura parental.
Talvez com a m�e?
Inspetora, n�o te deixes enganar pelos seus modos de terapeuta.
Ela est� a tentar enganar-te para analisares as tuas emo��es.
Antes que te apercebas, vais duvidar de todas as decis�es.
Vamos faz�-lo.
- O qu�? - Isto.
Doutora,
o que desejas?
Eu...
Eu quero ser uma m�e protetora.
Se algu�m quer magoar o Charlie, podemos ajudar-te.
Mas como � que ser presa por homic�dio o vai proteger?
Acho que o nosso tempo acabou.
N�o me deixas alternativa.
Dra. Linda Martin, est�s detida por homic�dio.
Que raio se passa aqui?
Por favor, digam-me que n�o acreditam que a Linda matou algu�m.
Ela confessou, Maze.
Mataste algu�m?
- Sim. - Quem?
Foi...
N�o interessa.
Crime por impulso.
Foi um crime por impulso.
Gosto disso. As melhores decis�es s�o tomadas no calor do momento.
Hipoteticamente, claro.
Como o mataste?
Muito bem.
E arduamente.
Mortinho da silva.
- Ela est� a mentir. - N�s sabemos.
A arma registada em nome dela � de 9 mm,
a bal�stica diz que a arma do crime � de .38.
- J� para n�o falar que � a doutora. - S� n�o sabemos porque est� a mentir.
Eu tamb�m n�o.
Falei com ela ontem � noite e...
- Linda? - Cala-te, Maze.
Se n�o contares...
N�o.
- Linda. - Eu... N�o.
Se n�o lhes disseres, digo eu.
� um segredo e tanto que nos tens escondido.
Uma filha biol�gica que n�o sabe que existes?
Adriana.
E tens andado a persegui-la.
� mais...
... ficar de olho nela.
De longe.
- Em segredo. - Obviamente.
Uma persegui��o inofensiva nunca matou ningu�m.
Est� bem.
Depois de a Maze a encontrar,
tentei ser paciente.
Esperar que ela me encontrasse. Mas...
N�o consegui evitar.
Tinha de a ver.
Ent�o, foste v�-la.
Podemos compreender isso.
Sim, e ainda bem que o fiz, porque,
mesmo � dist�ncia, percebi que ela estava envolvida em algo mau.
Perigosa, at�.
- Da� a arma? - N�o.
Comprei-a depois de ser frita por uma deusa
e o meu beb� ser levado por dem�nios.
Mas foi por isso que comecei a andar com ela.
Linda,
tens de nos contar o que aconteceu ontem � noite.
Est� bem.
Estava a seguir o carro da Adriana
quando, de repente, ela come�ou a conduzir como uma louca.
Eu sabia que algo estava errado.
Por isso, quando ela entrou na casa,
segui-a e foi a� que vi o corpo.
Viste mais algu�m?
Linda, detesto diz�-lo, mas parece que...
Sim, eu sei o que parece. Foi por isso que me entreguei.
Sei que n�o foi a Adriana. Ela n�o o podia ter feito.
- Porque n�o? - Porque...
Porque sim.
Estou a dar-lhe tempo para fugir, enquanto a Pol�cia encontra o assassino.
Parece que algu�m est� em nega��o.
Mas se � isso que o teu instinto te diz, eu apoio-te, doutora.
Seja como for, temos de a trazer.
Espero que ela esteja longe daqui.
Ela est� c�.
Ela n�o sabe de mim e n�o pode descobrir. N�o assim.
Como saberia quem �s?
Conheci-a uma vez, numa casa aberta.
� uma longa hist�ria, prometam-me que n�o lhe dizem.
Fui eu. Eu matei-o.
- Porqu�? - Sou agente imobili�ria.
Acabei de vender a casa ao Sr. Sterling.
Eu sabia que ele ia sair da cidade. E a combina��o do cofre dele.
Devia ser um simples assalto,
ningu�m devia sair magoado.
Mas o Sr. Sterling voltou para casa mais cedo e...
... apanhou-me em flagrante.
Ent�o, alvejei-o.
Tem a arma do crime ou algum dos objetos roubados?
N�o. Livrei-me de tudo imediatamente.
N�o ia confessar,
mas a culpa era demasiada.
� s� o que tenho a dizer.
Est� bem. Vamos precisar de um depoimento por escrito.
N�o foi ela.
N�o sei porque est� a dizer isto. Algo est� errado.
Por falar em coisas que parecem erradas, mas � exatamente o oposto,
eu e a inspetora estamos juntos e tudo parece certo.
Nenhum de n�s esconde nada, nem sentimentos de mal-estar.
O qu�?
Alguma opini�o? Sobre como isto � espl�ndido?
Sabes que ela est� a mentir, certo?
Ainda n�o sei nada. Ela era a �nica que viste em casa.
N�o h� mais pistas.
O tipo assustador.
O tipo assustador?
Foi por isso que achei que ela estava metida em algo perigoso.
No outro dia, vi-a a discutir
com um tipo grande, intenso e assustador.
A� est�.
Primeiro nome Tipo, apelido Assustador. Vamos busc�-lo.
Decorei a matr�cula, caso algo de mau acontecesse. E aconteceu.
Emitimos um mandado de busca,
mas at� l�, a Adriana vai ter de ficar c�.
Quando o encontrarmos, v�o ver. Tipo assustador. Sem d�vida o assassino.
Sem d�vida.
Muito bem.
Vamos ver quem �s, Clive.
Um proj�til n�o letal?
N�o �s o Clive.
Eva.
Maze.
� engra�ado ver-te aqui.
� o que ganhas por trazeres um proj�til n�o letal para uma luta de dem�nios.
Em que estavas a pensar?
Que te impressionaria com os meus movimentos ninja?
N�o impressionei, pois n�o?
O que fazes aqui, Eva?
Pronto...
Fui-me embora para descobrir quem sou, certo?
Sim.
Bem, eu...
Tentei muitas coisas e nada funcionou,
por isso, lembrei-me de quando era feliz.
Lembras-te daquela vez que fomos atr�s daquele tipo naquele caso?
Vagamente.
Acho que para ti foi s� mais um dia de trabalho, mas...
... para mim, foi...
... diferente,
desafiante,
e...
... assustador.
No bom sentido.
Seja como for,
percebi o que tinha de fazer para ser feliz.
Era bastante �bvio, n�o sei porque demorei tanto a perceber,
mas...
... tinha de me tornar ca�adora de recompensas.
Est� bem.
Boa sorte com isso.
Espera! N�o vais atr�s do Clive?
- Podemos ir atr�s dele juntas. - Trabalho sozinha.
Por favor!
- Podia aprender tanto contigo. - Que bom.
Apanhaste-me na minha fase de orienta��o.
Dividimos setenta-trinta.
Oitenta-vinte?
Combinado.
Boa!
J� revistei o local, n�o h� pistas sobre onde ele possa estar,
mas v� isto.
� um Hollingshead.
Os quadros custam centenas de milhares.
O que faz uma obra de arte cara numa porcaria de casa em Van Nuys?
Exatamente o que pensei, profe.
N�o me chames isso.
Certo.
Desculpe, onde est� a Adriana?
Com quem posso falar sobre ela? Adriana Nassar.
Algu�m tem de saber algo!
Desculpe. Ol�.
Sou a inspetora do caso. Posso ajudar? Obrigada.
Meu Deus, sim.
Sou o namorado da Adriana, o Owen.
N�o foi ela, inspetora.
Tenho ouvido muito isso ultimamente. Tamb�m vai confessar?
- O qu�? - Esque�a.
Tem alguma prova de que ela � inocente?
N�o, n�o tenho. Mas acho que sei quem � o culpado.
A s�rio? Diga.
Est� bem.
A Adriana estava com problemas de dinheiro.
Ela disse-lhe?
N�o. Ela n�o nos disse nada.
Acho que ela tem medo. Ela contraiu um mau empr�stimo.
Envolveu-se com pessoas duvidosas.
Ouvi-a a discutir ao telefone com um deles.
Era um tipo chamado Clive Winter?
N�o, era uma mulher.
Jamie.
Jamie?
Certo. Posso trabalhar com isso. Muito obrigado, senhores.
- As bebidas s�o por conta da casa. - L'chaim.
A mesa sete n�o paga.
O que foi aquilo?
Estou s�...
Estou a fazer alguma pesquisa.
Sobre o qu�? Chap�us pouco lisonjeiros?
N�o queres saber, acredita. � muito para absorver.
Meu, tenho sido surpreendido,
figurativa e literalmente, por isso tenho a certeza de que aguento.
Acho que vou ser Deus.
O qu�?
Bem, o meu pai
vai reformar-se e parece que sou o sucessor �bvio.
Aquilo foi trabalho de casa celestial. Um grupo de discuss�o, se quiseres.
Perguntar �s pessoas o que gostariam de ver num deus.
Mas chega de falar de mim.
Como est�s, amigo?
J� recuperaste da partida do L�cifer?
Sim, estou bem.
Estou com problemas em concentrar-me...
Desculpa.
Deus?
Vais tornar-te no pai
de todo o mundo?
Sinceramente, � um pouco intimidante.
Claro, acredito.
Que promo��o. Nem consegui lidar com o cargo de tenente.
Prefiro envolver-me,
gosto do essencial do dia a dia.
Mas tu pensas a mais longo prazo. �s perfeito para isto.
O c�u � o limite, s� que n�o.
Parab�ns, estou feliz por ti.
Obrigado.
O quadro que a Maze viu na casa do Clive
leva-nos at� esta galeria.
O nome da dona �...
Jamie. Jamie? Diz que � Jamie.
Certo. E estamos nervosos porqu�?
O Owen disse que elas discutiram ao telefone.
E ela est� ligada ao tipo que vi amea�ar a minha filha?
Manhoso. Vamos faz�-la confessar.
Linda.
O qu�? Disseste que eu podia vir, o meu conhecimento do caso podia ser �til.
Disseste que nos seguias se n�o te troux�ssemos.
Acho que as tuas informa��es s�o valiosas para o caso,
mas n�o podes estar presente durante o interrogat�rio.
Pronto, est� bem. Vou ficar aqui.
Porque n�o ficas aqui com a Linda? Faz-lhe companhia.
Claro. O que quiseres, querida.
Reparaste nas palavras de afeto entre mim e a inspetora?
Como j� disse, estamos juntos.
Juntos, juntos, inteiramente comprometidos,
n�o h� mais tretas. Ent�o...
E como insistes em perguntar, est� tudo a correr bem.
Sei o que est�s a fazer e n�o vai resultar.
O que estou a fazer?
Tentas fazer-me perguntar sobre a tua rela��o
para discutirmos as reservas emocionais que tens.
Caso n�o tenhas reparado,
estou preocupada com outra coisa.
Reservas emocionais. Porque as teria?
Ali�s, n�o. N�o respondas.
N�o preciso da tua opini�o profissional.
Na verdade, percebi que a terapia foi uma perda de tempo.
Meu Deus.
Olha.
� a mesma carrinha que vi numa das casas que a Adriana vendeu.
Que tipo de arte � transportada numa carrinha de flores?
Arte roubada.
N�o, a inspetora disse para esperarmos por ela aqui.
E o "Sr. Sigo o Meu Instinto"?
Terapeutas.
Sempre a usar as tuas palavras contra ti.
Est� bem.
Mas estamos a seguir a minha pista impulsiva.
Est� bem.
Jamie Evington?
� a dona?
Inspetora Decker. Posso fazer umas perguntas?
Sobre o qu�?
Conhece a Adriana Nassar?
N�o.
Ela n�o lhe vendeu a sua casa em Malibu?
Essa Adriana.
Mal interagi com ela.
E Clive Winter? Esse nome diz alguma coisa?
N�o. Desculpe.
� que ele tem um quadro da sua galeria em casa dele.
Muita gente tem Hollingsheads.
N�o disse que era um Hollingshead.
� com o que trabalho mais.
Apenas assumi.
E agora, se me desculpar, tenho de atender clientes.
A s�rio, querido?
Posso escolher um?
Claro, querida. Vai l�, Van Gogh.
Sim! Ficaria fant�stico ao lado do teu toucador, querida.
As cores s�o t�o...
... coloridas.
Bom olho.
O artista escolheu uma paleta
para expressar a complexidade da emo��o do casal.
Ou talvez n�o seja nada complexo.
Aposto que s� h� felicidade entre estes dois.
Por muito que a minha Linda insista em analisar demasiado.
Eu entendo que ela est� preocupada com a filha
e que ele continua a achar que o mundo gira � sua volta.
Que interpreta��o arrojada
e estranhamente espec�fica.
� isso que adoro na arte.
� t�o subjetiva.
N�o �?
Vou dar-vos um tempo para refletir.
O que estamos a fazer?
� �bvio que a Jamie rouba arte.
- N�o quer dizer que matou o Sterling. - N�o.
Foi o Clive.
Ele � o gorila dela. N�o v�s?
Ele e a Jamie devem ter obrigado a Adriana a entrar no seu esquema de crime,
usando-a para ter acesso a casas de luxo com arte valiosa.
Talvez, mas sem provas, n�o temos qualquer vantagem,
por isso, vamos deixar isso para os profissionais.
Ent�o?
O belo casal est� interessado no belo casal?
Bem, na verdade...
Est�vamos a pensar se tinha algo mais exclusivo?
Sabemos que tem um talento para adquirir arte que j� est� a ser usada.
Estou a ver. E o que � que procuram no mercado?
- Matisse. - Monet.
Qualquer um serve.
Colecionamos impressionistas que come�am com a letra "M", n�o �?
Que sejam inacess�veis, indescrit�veis, proibitivos, fora do alcance.
S� trabalho por refer�ncias diretas.
Garanto-lhe que somos clientes de confian�a.
Nunca ajo sem "Monet-da".
Sabe que mais? Tamb�m levamos o casal feliz.
Sim.
Muito bem.
O Victor da rece��o tratar� dos pormenores deste
e entrarei em contacto sobre os impressionistas.
�timo.
Para ti, inspetora. Chama-lhe uma compra por impulso.
Obrigada!
Nunca recebi um presente de uma cilada.
N�o tens de qu�.
Cilada? Como assim?
N�o temos nada. Porque n�o est�s fula por desobedecermos?
Porque n�o desobedecemos.
O L�cifer ligou-me quando foram � galeria. Ouvi tudo.
A inspetora ouviu enquanto encant�vamos a Jamie.
Eu fui charmoso, tu tagarelaste.
Sabes da carrinha com flores falsas e da tela roubada?
Senti que o teu conhecimento do caso seria �til.
Ent�o concordas.
O Clive � o assassino e a minha filha � inocente.
Sim, mas porque � que assumiria a culpa pelo Clive
se n�o estivesse envolvida?
Porque ali a Jamie G�lida deve t�-la amea�ado.
N�o viste como ela � intimidante?
Aposto que parte uma noz com a p�lvis.
Foi por isso que precisei que o L�cifer desse conta dela.
Doutora, o que te disse sobre deixar isso para os profissionais?
O plano j� est� em a��o. Certo, inspetora?
Sim. Pedi uma escuta telef�nica, depois do embuste.
S� temos de esperar que a Jamie ligue ao Clive,
a pedir-lhe que nos arranje o Monet.
Localizar o telem�vel, traz�-lo, com vantagem.
- Se a Adriana n�o nos disser... - Talvez o Clive diga...
V�s, doutora?
Combina��o perfeita.
Charlie.
Ol�.
Ol�.
Correu tudo bem?
Sim. Na boa.
Foi muito divertido.
E sabes que adoro o Charlie,
mas n�o sei como fazem isto o dia todo,
todos os dias.
Sim. Melhora com a pr�tica.
E eu gosto mesmo das coisas essenciais.
O dia a dia, as coisas m�gicas.
N�o sei, acontece nos pequenos momentos.
Isso foi piroso. Desculpa,
N�o, eu percebo.
Deus est� nos detalhes.
Por falar em Deus...
- ... posso perguntar-te uma coisa? - Sim.
Se pudesses mudar uma coisa nele,
o que mudarias?
Mudar? Em Deus?
N�o. Quero dizer, � esse o objetivo da f�.
Aceita��o.
Certo, mas...
... por curiosidade.
Imagina que Deus est� aqui � tua frente a perguntar-te:
"Como posso fazer um trabalho melhor?"
Com certeza dirias alguma coisa.
N�o.
N�o.
Deus est� sempre l� para mim.
Sempre.
Ele ama-me.
Provavelmente mais do que qualquer um devia.
Como assim?
Tenho...
Tenho um lado muito escuro.
E Ele sabe e...
... n�o se importa.
Ele s� faz o Bem.
E � por isso que n�o o mere�o.
N�o concordo, Ella.
A s�rio.
Acho que se Deus estivesse aqui, agora mesmo, � tua frente,
dir-te-ia para pegares nessa f� que tens n'Ele...
... e us�-la em ti.
Isso �...
Obrigada por dizeres isso, Amenadiel...
Vou tentar.
Est� bem.
Quero tentar.
Porque achamos que o Clive est� aqui?
Os pol�cias localizaram uma chamada da cabra para ele.
O n�mero do telem�vel dele estava perto de um armaz�m que eu conhe�o bem.
Chama-lhe palpite.
Certo.
Inteligente. Bom lugar para guardar arte roubada.
Diz-me, porque escolheste este s�tio para o vigiar?
Porque podemos v�-lo a chegar sem ele nos ver.
Ena.
Toma.
Para que � isto?
� uma granada.
N�o vamos precisar disso. Isto � uma vigil�ncia.
Inteligente.
Boa ideia. � exatamente por isso que te estou a observar.
Tanta coisa para aprender.
- Sabes que mais? Para. - O que foi?
Esta cena de iniciante, est� bem? N�o acredito.
- O qu�? - Vi-te a lutar l� atr�s.
Sabes o que est�s a fazer.
Ent�o, porque est�s aqui, Eva?
Esta cena de "encontrar-me"
� mesmo dif�cil, est� bem?
N�o � virar � esquina e l� estou eu!
Tive de pensar sobre quando fui mais feliz.
Sim. Ca�a de recompensas.
J� falaste nisso.
S� que eu
omiti umas coisas.
Depois de me tornar ca�adora de recompensas,
percebi que a minha felicidade n�o tinha nada que ver com o trabalho.
Era feliz porque estava contigo.
Eu sei.
E n�o fazia ideia de como te recuperar.
Ent�o, procurei-te, vi que estavas atr�s deste Clive
e elaborei um plano maluco.
Arranjei um encontro. Pensei que talvez fosse rom�ntico.
Mas quando me tiraste a m�scara,
n�o saltaste para os meus bra�os.
Parecias mesmo zangada.
Tipo, muito zangada.
Entrei em p�nico e menti. Desculpa.
Claro que estava zangada.
Partiste-me o cora��o.
A s�rio?
Isso � fant�stico.
Quer dizer, isso � horr�vel.
Lamento imenso.
N�o te quis magoar.
Mas agora estou aqui.
E quero estar contigo.
Chegou algu�m.
Olha, isto foi aberto.
Brilhante.
Combina com a descri��o da arma roubada do cofre do Sr. Sterling.
Deve ser a arma do...
Cuidado!
Maze.
Nada mal para uma iniciante.
Obrigada, profe.
Ent�o.
Meu Deus.
Meu Deus, levaste um tiro. Olha para mim.
Est�s bem?
Fica comigo, Eva.
Eva!
Por favor, fica comigo!
Aguenta. J� te tenho.
A Eva est� bem?
Espero que sim.
Est� no bloco operat�rio.
Disse-te que o Clive era assustador.
E o gorila da Jamie no esquema de roubo. Acertaste duas vezes.
Devia ser consultora da Pol�cia.
V�o libertar a Adriana?
Parece que tinhas raz�o sobre outra coisa.
A Adriana fazia parte do esquema, era ela que contava
� Jamie e ao Clive sobre as casas que estavam prontas para serem assaltadas.
Sim, porque a obrigaram, como eu disse.
Ent�o, quem � o novo suspeito?
H�...
H� um novo suspeito, certo?
A Maze encontrou a arma do crime no armaz�m com os objetos roubados.
Tinha as impress�es digitais da Adriana.
V� l�, n�o.
N�o, n�o pode ser.
Porque n�o? E, por favor, n�o digas "porque sim".
Porque sim!
Porque, se for verdade, a culpa � minha.
A culpa � minha dela ser assim.
Adiante.
Chega de m�s not�cias. Vamos ao que realmente importa.
Eu e a inspetora tivemos...
Um arrufo, eu sei! Eu vi.
Eu sei, e agora queres que opine sobre a tua rela��o.
� s� isso desde o in�cio, n�o �?
Nunca quiseste ajudar-me.
S� precisavas que eu andasse atr�s de ti.
Por uma vez, precisava que te preocupasses com algu�m que n�o fosses tu,
que te preocupasses comigo!
L�cifer, tens raz�o.
A terapia falhou.
Eu falhei.
�s t�o ego�sta e egoc�ntrico como �s...
O que faz ela aqui?
Como eu estava a dizer...
... eu e a inspetora convers�mos
e decidimos falar com a Adriana outra vez.
Mas as provas apontam para ela. Achas que ela � culpada.
Mas tu n�o.
Pondo o meu egocentrismo de lado, estou a tentar ajudar. Estamos todos.
E n�o vamos desistir.
Por isso...
... vamos ver o que a tua filha tem a dizer?
Nada.
N�o tenho nada a dizer. Escrevi tudo o que sei.
Lemos o seu depoimento e fomos investigar.
Gost�vamos que esclarecesse algumas das nossas d�vidas.
Encerrem a investiga��o.
Fui eu. � tudo o que vou dizer.
N�o teria tanta certeza.
Diga-me, Adriana.
O que deseja?
Quero...
... proteger a minha m�e.
A minha m�e est� doente.
J� h� algum tempo.
O tratamento � caro.
� por isso que tem problemas de dinheiro? O Owen contou-nos.
Sim. Hipotequei o apartamento, esgotei as minhas poupan�as.
N�o me resta nada.
Depois conheceu a Grande Mestre do Crime.
- A Jamie abordou-a, n�o foi? - Disse-me que seria dinheiro f�cil.
Ela prometeu que ningu�m se magoaria.
Ela convenceu-a a dar os c�digos de alarme,
onde estavam os objetos de valor e os seus hor�rios?
E o Clive fez o trabalho sujo?
Tentei desistir.
- Tentei. - Mas amea�aram-na?
Disseram que matavam a minha m�e.
Senti-me encurralada.
Estava � procura de uma sa�da,
quando soube de uma mudan�a de �ltima hora nos planos de viagem do Sr. Sterling.
Ele vinha para casa mais cedo,
na noite em que o Clive devia assaltar a sua casa.
Entrei em p�nico.
Tentou avis�-lo? Foi por isso que lhe mandou a mensagem?
Mensagem? N�o, liguei-lhe e ele n�o atendeu,
por isso, fui � pressa para a casa e...
... era tarde de mais.
O Clive deve ter sido surpreendido pelo Sr. Sterling e matou-o.
S� que o Clive n�o estava a roubar a casa do Sr. Sterling.
Ele estava num clube de strip.
H� provas de que ele estava em Vegas.
Segundo ele, a Adriana cancelou tudo e mandou-lhe uma SMS na sexta � noite.
Sexta-feira?
N�o, s� ouvi falar da mudan�a de planos do Sr. Sterling
no s�bado.
Mesmo antes de ir para a casa.
Estive no cinema na sexta � noite.
Eu n�o...
Por favor, t�m de acreditar em mim.
S� quero proteger a minha m�e.
Tudo o que fiz foi por ela.
Entendido. Obrigada.
Ol�! A m�e da Adriana est� a salvo. Encontraste a Linda?
N�o, parece que ela se foi embora. Deve ter sido muita emo��o.
Sim. Ol�.
E a Lopez Controladora volta a conseguir!
A arma do crime n�o foi analisada da primeira vez por mim,
por isso, disse: "Devia v�-la outra vez." E adivinhem quem estava certa?
A arma foi limpa.
E s� havia uma impress�o digital da Adriana.
Que estranho.
E, al�m disso, tamb�m encontrei acrilato de metilo na arma.
Uma droga de que nunca ouvi falar. Isso sim � estranho.
N�o. N�o � uma droga.
� uma subst�ncia que est� no lado pegajoso da fita adesiva.
Algu�m usou a fita para transferir a impress�o digital.
Ent�o, a Adriana foi incriminada. Pelo Clive?
Acho que n�o, verifiquei o registo das chamadas. Ele n�o est� a mentir.
O Clive recebeu uma mensagem da Adriana a cancelar o trabalho.
- N�o significa que o tenha feito. - Isso.
Quem mais tinha acesso ao telem�vel dela quando estava no cinema?
Se a Linda c� estivesse, ela saberia. Com toda aquela persegui��o.
Acho que sei quem fez isto.
E isso � mau?
S� se a Linda tamb�m descobriu.
Est� bem.
Owen.
Tens de te entregar.
N�o a conhe�o e n�o sei do que est� a falar.
Sou algu�m que se preocupa com a Adriana,
n�o algu�m que finge que se importa enquanto a incrimina por homic�dio.
- Espere, o qu�? - Vi-te sair do cinema.
Pensei: "Que educado,
n�o quer enviar mensagens durante o filme."
Educado, o tanas.
Estavas a mandar mensagens ao Clive do telem�vel da Adriana, a cancelar tudo,
para saqueares a casa. Mataste o Sr. Sterling.
D�-me a arma, antes que algu�m a interne.
N�o at� confessares.
Achas que n�o vou disparar?
Eu percebo.
Pare�o uma boa pessoa.
Mas n�o sou.
Sou uma m�e terr�vel.
Nunca fiz nada pela Adriana.
Isto � a �nica coisa que posso fazer, por isso vou salv�-la de ti.
- De uma forma ou de outra. - Linda!
Larga a arma.
N�o o posso deixar escapar impune.
Ele incriminou a Adriana!
Esta mulher � maluca.
Cuidado, ela � uma excelente m�dica.
Linda.
Porque incriminaria a minha namorada? Fui eu que lhe disse que ela era inocente.
Tamb�m apontou o dedo � Jamie, que nos levou ao armaz�m
e � arma do crime que l� p�s, o que foi inteligente.
Mas agora temos provas forenses
de que a impress�o da Adriana foi transferida para a arma.
Est� preso.
N�o.
Conseguiste, doutora.
Salvaste a tua filha.
Obrigada.
Ol�.
Parece-me familiar. Conhe�o-a?
N�o, n�o me parece.
N�o foi a uma casa aberta h� uns tempos?
Sou agente imobili�ria.
Certo. Talvez.
Talvez.
Se te perguntas o que estou a fazer na esquadra, eu...
S�o amigos meus.
E estavam a ajudar-me com uma coisa...
... importante.
Que bom.
Tamb�m me ajudaram.
Podia ter corrido muito mal se n�o o tivessem feito.
Sim.
Quer dizer, isso � bom.
Bem, tenho de ir.
Olha.
Fico feliz por estares bem.
Obrigada.
Muito bem, L�cifer, tens toda a minha aten��o.
De que querias falar?
S� quero falar de ti.
J� lhe disseste que �s m�e dela?
N�o. Estou a ser...
... respeitosa.
Dito por uma mulher s�bia que conhe�o, parece que est�s a evitar qualquer coisa.
Os limites s�o importantes.
Diz a perseguidora.
Porque n�o lhe disseste, doutora?
Acho que devia ser uma escolha dela.
Mas, para ser sincera, acho que...
Tenho medo.
De rejei��o, eu...
N�o que eu tenha uma rela��o com ela agora, eu...
N�o sei. N�o faz sentido.
Faz todo o sentido.
Queres conhec�-la, estar com ela,
� tudo o que sempre quiseste, mas n�o te podes abrir completamente
porque, no fundo, acreditas mesmo que n�o...
... mereces o seu amor.
Porque ela � t�o perfeita
e tu, bem...
... indigno.
� muito perspicaz da tua parte, L�cifer. Talvez devesses ser terapeuta.
N�o devia ter feito isto.
Pareces menos morta.
Obrigada.
Quando foste alvejada...
Detestei.
Sim, tamb�m n�o foi bom para mim.
Nunca me senti assim.
Foi estranho.
Novo e eu estava...
Com medo?
Sim. Acho que sim.
J� senti medo antes, mas aquilo foi todo um outro n�vel.
Maze, est�s a dizer o que penso?
Tamb�m quero estar contigo, Eva.
H� algo que quero que tenhas.
Est� bem, �...
Uma rel�quia de fam�lia, se quiseres.
O L�cifer devolveu-mo.
Ter medo n�o � comigo, por isso, isto deve resolver disso.
Tem a imortalidade da minha m�e. Por isso, acho que te vai proteger.
Isto vai tornar-me imortal?
Esperemos que sim.
Quase te perdi outra vez e nunca me custou tanto.
Acho que desenvolvi uma alma.
Mas se � isto que � ter uma alma, n�o quero voltar a senti-lo.
Querida, eu...
N�o quero viver para sempre.
Porque n�o?
Porque vi o que fez ao meu filho Caim.
Tu tamb�m o viste.
A mortalidade � uma d�diva.
Faz-nos apreciar a vida.
Tal como o medo te fez apreciar-me.
- N�o posso aceit�-lo. - Tens de aceitar.
Tens de aceitar.
Est� bem? Ou n�o posso fazer isto.
- O qu�? - Estou a tentar proteger-te.
N�o, est�s a tentar proteger-te.
Quase te perdi, Eva.
N�o te posso perder outra vez.
N�o percebes?
Amo-te.
Maze, tamb�m te amo muito.
� por isso que isto � t�o assustador.
Mas temos de aceitar isso.
N�o posso.
- Podes, sim. - Lamento muito.
N�o, Maze...
Maze.
Sim? Apanhei-te.
Ol�.
Linda, certo?
Ol�.
A Pol�cia n�o a estava a ajudar, pois n�o?
Estava a ajud�-los com o meu caso.
S� lhe queria agradecer.
N�o foi nada de mais.
Queres entrar?
Claro.
Est� bem.
Al�m disso,
foi feito um donativo an�nimo � cl�nica onde a minha m�e est� a ser tratada.
Muito generoso.
S�o �timas not�cias.
H� uma coisa que eu tenho querido dizer.
� a minha m�e.
N�o �?
Como sabias?
Quando somos adotados, olhamos para todos com quem somos parecidos.
Todos na faixa et�ria certa.
E ficamos a pensar.
Naquele dia em que fui � casa aberta.
Tive as minhas suspeitas.
A Linda e a outra senhora foram t�o estranhas.
Queria contar-te.
Mas eu...
N�o sabia se me querias.
Achei que devia deixar-te vir at� mim.
Bem...
... aqui estou eu.
Aqui est�s tu.
Tem um beb�?
Sim.
Queres conhec�-lo?
Est� bem.
Est� bem.
Est� bem.
Este � o Charlie.
Viva. Ol�, Charlie.
Meu Deus. Ol�.
Ol�.
Ol�, Charlie.
Sou tua irm�.
� esse tipo de Deus que vais ser, n�o �?
S�rio e fastidioso.
Pensei... que estaria t�o ansioso por substituir o Pai.
Mas tenho d�vidas.
Acho que compreendo.
Sentes-te indigno.
N�o. N�o � isso.
Sinto-me digno. Quem mais seria?
� que passei tanto tempo a menosprezar a humanidade.
E agora...
Lucy, adoro viver entre eles.
Finalmente aprendi a relacionar-me. Constru� uma vida aqui.
Fiz amigos. Uma fam�lia.
Para ser sincero,
eu...
... n�o quero que nada disso mude.
E ent�o? Est�s a pensar desistir?
N�o.
Isso seria ego�sta, Lucy.
- Devo aceitar o meu dever celestial. - Faz o que te fizer feliz.
Oxal� fosse assim t�o simples.
Talvez possa ser.
Ou seja, se outra pessoa estivesse disposta a assumir a responsabilidade.
Algu�m digno.
Quem?
Eu, claro!
� disto que preciso para provar o meu valor.
- O qu�? - Ouviste-me, irm�o.
Acabei de decidir.
Vou ser Deus.
Legendas: Carla Chaves
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