All language subtitles for 더클로져투더문

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean Download
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

DURANTE A 2� GUERRA MUNDIAL, A RESIST�NCIA ANTINAZISTA ROMENA

ERA ORGANIZADA PELO PARTIDO COMUNISTA.

JUDEUS ADERIRAM � CAUSA, CRENDO QUE A LIBERDADE VIRIA DA URSS.

O EX�RCITO VERMELHO ESCRAVIZOU O PA�S,

A EUROPA CENTRAL E ORIENTAL. UM REGIME RIGOROSO SE INSTALOU.

EX-RESISTENTES TORNARAM-SE PARTE DA ELITE GOVERNANTE.

COME�ARAM A PERDER POSI��ES, AT� QUE NO FIM DOS ANOS 50,

FORAM SISTEMATICAMENTE REMOVIDOS

DAS POSI��ES DE PODER E INFLU�NCIA.

BASEADO EM UMA HIST�RIA REAL

ROM�NIA COMUNISTA BUCARESTE, 1959

Estamos gravando um filme.

- O que � isso? - Eu n�o sei.

Mexa-se.

CAP�TULO 1 VIRGIL

BANCO NACIONAL

Deixe-me explicar, � simples. Fingimos que roubamos voc�.

Saia do carro com as m�os para cima, como viu nos filmes.

Vamos. Quero que coloque o dinheiro na van.

O dinheiro na van!

Vamos l�! Mostre um pouco de entusiasmo!

Agora fazemos filmes de g�ngster, n�o �?

Por que n�o? Estou farto de filmes

sobre f�bricas e constru��es.

Quando se trata de cenas de a��o

- os americanos s�o imbat�veis. - Desgra�ado!

N�o se preocupem, s� estamos fazendo um filme!

Eu nunca vi nada assim, e voc�?

- At� mais. Tchau. - Boa noite!

ATEN��O FILMAGENS

Senhor, com a sua generosidade, amaldi�oe os bolcheviques.

D� a eles as doen�as do mundo e os arru�ne.

Queime as casas deles e mande-os de volta para Moscou. Am�m.

Voc� ouviu algo do que eu disse?

N�o, Sr. Moritz. Nada.

�timo. Na minha casa, o inquilino � surdo.

Se ele ouvir, aumentamos o aluguel.

- Deixe-o em paz, Moritz. - Mas j�?

O que posso fazer com ele, de toda forma?

Ele � jovem, veio do norte,

os pais s�o pobres, e o futuro dele � de ouro.

Um dia colocar�o um convite no bolso dele e pronto!

Todos estaremos � merc� dele!

N�o ligue para ele. Est� velho e louco.

Isso � verdade.

Comprei o meu certificado de doente mental h� 10 anos.

- N�o podem mais me tocar. - Coma algumas batatas.

Fico louca ao v�-lo o dia inteiro

com o ouvido colado naquele r�dio velho.

Ela � t�o doce. Chama-se "Voz da Am�rica"

e foi bloqueado pelos bolcheviques.

E adivinhem o que vi hoje de manh�?

Uma filmagem na Pra�a dos M�rtires,

bem perto da cantina. Era um filme.

- Que filme? - Filme de a��o.

Com g�ngsteres, carros e tiros.

- E as damas? - Tinha uma mulher.

Ela atirava com uma metralhadora.

- Jean Harlow. - Perd�o?

Jean Harlow, grande estrela do cinema.

Fez alguns filmes famosos antes da guerra.

Eles n�o fazem mais filmes como aqueles.

Como se voc� j� tivesse ido ao cinema.

N�o preciso.

Eu leio os jornais, vejo os t�tulos.

"O 3� Homem", "O S�timo Selo",

"12 Homens e uma Senten�a".

Todos esses n�meros fazem sua cabe�a girar!

"Quando Voam as Cegonhas."

N�o sabia que podiam fazer aquilo.

"Cantando na Chuva",

foi como um primo meu morreu, de pneumonia.

"Sinfonia de Paris", grande coisa!

Se fosse Bucareste em vez de Paris,

e n�o estivesse s�, mas com 10...

n�o, com 20 divis�es de tanques,

eu me apressaria em ver.

Deixe eu te mostrar uma coisa.

Alguns dos filmes e estrelas que t�nhamos antes da guerra.

GREGG TOLAND O HOMEM DAS FILMADORAS

- Vamos l�. - Corram!

Cuidado, Cuidado. Pegue este aqui primeiro.

R�pido. N�o temos o dia todo.

Coloque estes aqui atr�s.

Sim, esses dois.

- Bom dia, Maestro Flaviu. - Bom dia.

- O que estamos filmando hoje? - O ensaio do desfile.

- Que desfile? - Do Dia da Liberta��o.

N�o me diga. J� estamos em agosto?

Eu te conhe�o de algum lugar?

Fa�a-me um favor, sim?

Corra at� a loja pr�xima da esquina

e compre para mim uma garrafa de vodca.

Moskovskaya.

Espere, espere.

Vai fazer alguma coisa hoje?

Bem, agora vai.

Despeje a vodca nesta garrafa t�rmica

coloque no seu bolso e me d� sempre que eu pedir.

E nunca saia do meu lado.

Pode ir agora.

V� logo!

UM ANO DEPOIS

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, pare.

5 minutos de intervalo.

Terminamos.

Guarde o equipamento e eu te encontro na van.

Como se chama essa lente?

� uma zoom. A �ltima a ser lan�ada.

- Tr�s leus para olhar. - De jeito nenhum!

Deveria te cobrar s� para ficar perto dela.

Certo, eu topo.

N�o, n�o. Aqui. Gire.

Legal, legal.

Vamos l�. Olhe aqueles peitos!

Isso, coce a sua bundinha.

- Isso � bom, n�o �? - Virgil!

O chefe quer ver voc�. Agora.

Desculpe, o tempo acabou.

Entre.

O jovem homem sobre o qual conversamos.

Camarada Holban, da Seguran�a do Estado.

Este � o seu dia de sorte, filho.

Os camaradas nos deram uma miss�o.

Faremos um curta-metragem sobre um evento especial.

Todos os c�meras est�o ocupados com o desfile.

Maestro Flaviu e eu decidimos que chegou a sua vez.

Voc� come�a depois de amanh�.

Camaradas, voc�s tomaram a decis�o certa!

- N�o diga! - � uma grande honra e...

eu juro solenemente n�o decepcion�-los.

Dificilmente foi um �timo come�o.

Desculpem-me, desculpem-me.

Voc� precisar� de prepara��o,

devido � natureza especial do filme.

Radoiu Maximilian, Dorneanu Dumitru,

Orodel Razvan, Ristea Yorgu, e Bercovich Alice.

Acusados de atacar e roubar, em 15 de agosto de 1959,

o carro do Banco Nacional da Rom�nia,

quando levava dinheiro para a ag�ncia

localizada no n� 13, Pra�a dos M�rtires.

Em frente � maternidade, no n�mero...

Foram estas as m�scaras usadas na Pra�a dos M�rtires?

- Foram. - Foram.

Testemunhas, confirmam as declara��es feitas

- durante a investiga��o? - Confirmamos.

Acham isso engra�ado, seus vermes?

Est�o se divertindo?

Camarada promotor, o seu complemento.

Na manh� do dia 15 de agosto de 1959,

5 hienas sedentas por sangue perseguiram a sua presa.

Um carro pertencente ao Banco Nacional,

com 2 milh�es de leus em verba salarial

de milhares de comunistas decentes e trabalhadores.

Armados com pistolas e metralhadoras,

eles atacaram violentamente um motorista

e um agente de seguran�a, ambos desarmados.

O povo foi submetido a momentos de p�nico.

Pedestres inocentes foram lesados.

Disparos foram ouvidos em nossa capital,

pela primeira vez desde a guerra.

N�o foi por acidente que esses b�rbaros

cometeram seus terr�veis atos em frente a uma maternidade,

onde beb�s inocentes saudam um futuro socialista.

� �bvio que estes criminosos est�o trabalhando

para imperialistas estrangeiros e sionistas,

e que nutrem um �dio profundo

pelas institui��es socialistas da nossa na��o.

O povo exige a mais rigorosa senten�a

para cada um desses sabotadores e traidores!

O povo exige que o exemplo seja dado!

Camarada juiz, o povo exige a execu��o

dessas v�boras infames!

Camarada juiz, honor�vel Corte.

Pedimos gentilmente que leve em considera��o

o fato de que os 5 r�us admitiram

e sinceramente se arrependeram de suas a��es.

Eles s�o pessoas instru�das.

E cada um deles � um profissional de respeito.

Infelizmente...

S� quero que o senhor leve isso em considera��o.

- Obrigado. - O veredito!

O Tribunal Militar da Rep�blica da Rom�nia,

no dia 17 de agosto de 1960,

decidiu que o r�u Maximilian Radoiu Rosenthal

� culpado por conspira��o contra o Estado,

atos terroristas, e assalto aos cofres p�blicos.

A Corte sentencia o r�u � morte por fuzilamento.

A r� Alice Bercovich foi considerada culpada

por conspira��o contra o Estado e atos terroristas.

A Corte sentencia a r� � morte por fuzilamento.

Dumitru Auerbach Dorneanu � considerado culpado

por conspira��o contra o Estado.

A Corte sentencia o r�u � morte por fuzilamento.

Razvan Orvitz Orodel � considerado culpado

por conspira��o contra o Estado e por atos terroristas.

A Corte sentencia o r�u � morte por fuzilamento.

O r�u Yorgu Feldiman Ristea � culpado por terrorismo,

e assalto aos cofres p�blicos.

A Corte sentencia o r�u � morte por fuzilamento.

Vejo que os r�us n�o requisitaram a apela��o,

e declaro que as senten�as s�o definitivas e irrevog�veis.

Sinto que � um pouco cedo para comemora��es.

Seu trabalho est� longe de acabar.

Os camaradas ministros decidiram...

Obrigado, minha querida, pode ir agora.

Decidiram que o julgamento ser� apenas uma cena,

em vez de um filme mais elaborado.

N�o estar� no notici�rio?

N�o.

Essa ins�nia est� me matando.

Tomo todos os tipos de p�lulas e nenhuma faz efeito.

Ent�o, nossa miss�o � fazer

um filme educacional, algo mais especial.

Reconstruiremos com detalhes os eventos do ano passado:

o roubo, a investiga��o e as pris�es.

Estou dando a cada um de voc�s um arquivo

nos quais cont�m todos os elementos.

O que estamos fazendo nesta espelunca?

- Maestro... - Quero ficar b�bado

em um lugar de classe com m�sicos e baldes de gelo.

Maestro, tenho algo para contar.

Mas tem que ficar somente entre n�s dois.

O qu�? Fale logo, n�o estou ouvindo.

Eu estava aqui quando aconteceu. Eu era gar�om nesta cantina.

Parab�ns. E da�?

N�o foi nada daquilo que o camarada Holdan disse.

Primeiramente, a gangue fez tudo parecer com uma cena.

Cena de filme, entende? Ningu�m se machucou.

Havia muitas pessoas ao redor, curtindo o show como idiotas,

enquanto eles enchiam a viatura de grana.

A mulher atirava com uma metralhadora.

Dava para jurar que era um filme!

Qual � mesmo o seu nome?

Cretino? Palha�o?

Voc� n�o faz mesmo ideia, n�o �?

Em que mundo voc� vive? Aqui � Bucareste, garoto.

Rom�nia. Somos vizinhos de um povo fraternal.

N�o temos ataques como eles t�m na Am�rica.

N�o somos como Dillinger.

Por aqui, primeiro prendemos os camaradas problem�ticos,

e depois � que atribu�mos o crime.

Nunca houve ataque.

N�o fa�o ideia do que voc� viu ou do que n�o viu.

Mas se eu fosse voc�, esqueceria que vi alguma coisa.

Cuidado com as luzes.

Est� �timo. Mais r�pido, por favor!

Maestro, esses camaradas s�o figurantes.

Pedestres, transeuntes.

N�s os colocaremos onde voc� quiser.

Mas as roupas n�o s�o apropriadas, n�o acha?

N�o. Deixa para l�.

- Bom dia. - Bom dia, senhor.

Traga-me um caf� forte e aspirinas.

- Minha cabe�a d�i. - Sim, senhor!

N�o preste contin�ncia sem farda, seu idiota.

Encontre o oficial encarregado da seguran�a.

J� esteve em um filme antes, camarada tenente?

N�o, camarada capit�o. Primeira vez.

Entendo.

A �rea � totalmente segura. Todas as sa�das s�o protegidas.

Ou�a-me com cuidado: n�o quero nenhuma surpresa ruim,

ou isto se tornar� um inferno.

L� vem eles.

CAP�TULO 2 MAX

10, 9, 8

7, 6, 5,

4, 3, 2, 1!

Feliz Ano Novo de 1959!

Feliz Ano Novo, Boris, seu pregui�oso.

Feliz Ano Novo, camarada coronel!

Que nos traga sa�de e...

- L� vem ele. - Ele est� vindo para c�?

Acho que est� indo em dire��o � orquestra.

- N�o, espere. Ele est� vindo. - Tem certeza?

Feliz Ano Novo e tudo de melhor, camarada ministro.

- Feliz Ano Novo. - Feliz Ano Novo.

Feliz Ano Novo.

Venha comigo, precisamos conversar.

Voc� quer mesmo fazer isso?

Fazer o qu�? N�o entendi.

N�o se fa�a de besta. Ela est� aqui.

Chorando no meu ombro, a coitadinha.

Max, todos temos nossas diferen�as.

Hoje brigamos, amanh� ficamos bem.

A vida segue em frente com a marcha comunista.

Ent�o, por que n�o ficam bem e me d�o alguns sobrinhos?

Pois, quer saber? Eu seria um �timo tio.

Ilya � insuport�vel.

Como se eu n�o soubesse disso. Sim, ela � dif�cil.

Sim, ela � impulsiva. Ela � minha irm�, droga!

Mas ela ama voc�, eu sei que sim.

Max, n�o digo isso como Ministro do Interior

ou como o seu cunhado.

- Posso falar... - Esque�a isso de div�rcio.

Ent�o, por favor, eu imploro.

Ficaria at� de joelhos, mas eu seria mal interpretado,

Ent�o v� at� ela, e convide-a para dan�ar.

- Fa�am as pazes, certo? - Acredite...

Mesa, Sonia, dan�a. Por favor.

Vamos dan�ar.

- Ordens do ministro? - N�o comece, Sonia, por favor.

Vamos ser amigos.

Voc� � t�o fraco e covarde. O que ele disse?

Ele disse: "Paz duradoura entre as na��es."

Ele te convenceu com duas palavras, n�o foi?

E eu aposto que sei quais foram. Emprego seguro.

Pensei que est�vamos dando uma tr�gua.

Por que veio at� aqui?

Quero festejar.

Quero me divertir com o meu marido.

- Bem... - Max Radoiu, antes Rosenthal.

Policial amador, judeu profissional.

Diga-me, Rosenthal,

quantos judeus acha que eu tive em minha vida?

N�o fa�o ideia. Mas eu posso dizer umas coisas

- sobre garotas crist�s. - � mesmo?

Quer que eu bata do outro lado?

Feliz Ano Novo.

Eu volto logo.

- Pasco? Costin? - Sim, senhor.

Levem esta pessoa � delegacia mais pr�xima.

Digam ao oficial em servi�o que eu ordeno a pris�o dela.

Digam a ele que ela atacou um policial fardado.

V�o agora. V�o.

Certo, tudo bem. Calma, rapazes.

O que est� tentando provar?

Um telefonema meu, ela sair� na mesma hora.

Eu sei.

Mas voc� tem que fazer a liga��o.

CAP�TULO 3 - A GANGUE - Feliz Ano Novo, coronel!

- Dumi, sua vez. - S�rio?

N�o sei, eles inventam a cura para o c�ncer?

Tenho uma melhor.

Iniciam a Terceira Guerra Mundial.

- �tima ideia. - Sem guerra.

- Estamos lutando pela paz. - Ser� uma longa luta.

E voc�, meu amorzinho,

o que acha que mudar� o mundo em 1959?

A meia-cal�a chegar� � Rom�nia?

Tenho uma. Os americanos se retiram da Europa.

E a Alemanha Ocidental ser� anexada � Oriental.

- Ou vice-versa? - Vai sonhando.

Marilyn Monroe vai se divorciar.

Ela se divorcia mais do que se casa. N�o.

Cavalheiros, acho que o pensamento de voc�s

est� um pouco p� no ch�o demais.

Que tal em 1959, o primeiro homem ir ao espa�o?

Boa, boa!

Max, isso � muito meigo da sua parte.

Acho que ainda demora uns 10 anos

antes que mandem algu�m para o espa�o.

Por qu�? Os russos j� t�m uma cobaia em �rbita.

�. Laika, a hero�na de 4 patas do povo sovi�tico.

Mas eles j� enviaram-na, n�o �?

O problema, Max, � que ela ainda est� l�.

N�o descobrir�amos como trazer a c�psula de volta.

Mas eles n�o podem encontrar um volunt�rio a favor ci�ncia?

Voc� se voluntaria, se pedissem?

Imagine, a grande not�cia de 1959:

"Dumi Auerbach, o primeiro judeu deportado

para o espa�o, em viagem s� de ida."

Voc� n�o iria? Eu iria.

Claro que voc� iria.

Durante a guerra, voc� estava discutindo sobre mudar o mundo.

Agora que o mundo mudou para pior,

voc� quer ir para outro planeta.

- Voc� � um sonhador, Max. - Faz parte do meu charme.

Sim, meu querido, esse � o seu charme.

Obrigado, querida.

Que charme!

Vejam s� onde chegamos, no charme do Max.

Os anos de Resist�ncia eram divertidos.

Mas e agora?

Noite de Ano Novo com putas, em vez das esposas.

Porque voc� ensinou que lutadores devem ser livres

e agora � voc� quem est� casado.

E por estar casado, e com quem voc� est�,

voc� � o �nico fora da lista negra.

Est� falando da Sonia, n�o �?

Eu n�o o invejaria se eu fosse voc�.

N�o me admira o fato de querer mudar de planeta.

Essa � a revolu��o dele.

Vamos brindar � minha revolu��o?

- � sua revolu��o. - � sua revolu��o.

- � revolu��o. - � revolu��o.

- Maestro, aque�a os cora��es. - A revolu��o � uma vadia!

- Todos concordam? - Concordo.

Sim. Mas o oposto tamb�m � verdade.

Mesmo? Voc� entendeu o que o cavalheiro disse?

Disse que voc� � uma revolu��o.

Eu n�o, talvez a minha s�cia.

Voc� est� me chamando de revolu��o?

Venha aqui.

Voc� � uma pequena revolu��o, � sim.

E voc� nos ferrou, sua vadia.

Est�vamos loucamente apaixonados por voc�.

Prontos para dar nossas vidas a voc� sem aviso pr�vio.

Na verdade, voc� n�o � nada al�m de uma vadia barata.

Agora, ver� com o que se parece uma revolu��o de verdade.

- Sabia que os encontraria aqui. - Alice?

� voc� mesmo?

A� est� o acontecimento de 1959. Alice voltou para casa!

H� rumores de que voc�s est�o festejando, e eu quis ver.

- Conversamos sobre Moscou? - N�o acredito que � voc�.

Eu conhe�o alguns partid�rios

que acusariam a dama de eleg�ncia burguesa.

Voc�, vodca! Voc�, "Kalinka"!

Todos voc�s!

Fidel Castro tomou Havana! Batista escapou!

Acabaram de anunciar no r�dio!

Vit�ria!

Aquilo foi algo que n�o previmos.

Ent�o, Alice...

O que voc� vai fazer?

Pergunto-me se me tornaria uma atriz,

j� que n�o preciso mais falar russo.

Boa ideia. Todos dever�amos fazer aulas de atua��o.

Voc�? Por que voc� faria isso?

Alice, o Pa�s das Maravilhas n�o � o que costumava ser.

Especialmente para n�s judeus.

Nossos camaradas come�aram uma limpeza na nascente

para revigorar o partido.

Ent�o, todos n�s dever�amos virar atores.

H� muitos pap�is bons para judeus nos dias de hoje.

Inimigos do Estado, aristocratas, especuladores.

Por que n�o, grand�o?

1959, o ano em que todos n�s viramos astros de cinema!

Certo, seus malditos desprez�veis,

vamos colocar voc�s em um filme.

Voc�s est�o nos dando uma rendi��o passo a passo

de suas a��es criminosas como g�ngsteres e traidores.

Depois que passarem pelo pelot�o de fuzilamento,

transmitiremos o filme por todo o pa�s.

Assim, todos poder�o cuspir em suas caras fedorentas.

Estes n�o s�o ladr�es ordin�rios.

Ficar� surpreso em saber que eram membros do partido.

E tamb�m n�o s�o recentes.

Todos se juntaram antes da guerra.

Eram combatentes ativos da resist�ncia

que fez parte da sabotagem contra os nazistas.

Ent�o, eram her�is.

Depois da guerra, alcan�aram posi��es importantes,

exceto a mulher, que foi estudar na URSS

e retornou graduada em Ci�ncias Pol�ticas.

At� o assalto, o l�der da gangue, Max Radoiu,

era chefe de investiga��es criminais

do Departamento de Pol�cia de Bucareste.

Diga-me, Rosenthal, como um inimigo das pessoas

como voc� consegue entrar para a pol�cia?

- Eu subornei um porteiro. - Que degenerado.

Dumitru Dorneanu era cientista, perito em f�sica at�mica

e representante romeno da URSS do programa espacial sovi�tico.

- Nome completo. - Prisioneiro Dumitru Dorneanu.

Dorneanu, ou seria Auerbach?

Diga-me, Auerbach, por que as pessoas

sempre escolhem nomes romenos?

Voc� acha mesmo que pode nos enganar?

Se est� escrito em seu rosto, como um an�ncio em um �nibus.

"Judeu."

Razvan Orodel, nascido em Orvitz,

era um importante colunista

at� perder o direito de assinar e ser rebaixado a revisor.

Abaixe as suas cal�as. Agora.

Ent�o, Orvitz o an�ncio n�o est� apenas em seu rosto, n�o �?

Yorgu Ristea.

Professor universit�rio de Hist�ria.

Antes do assalto, perdeu a posi��o na universidade

e estava lecionando no Ensino M�dio.

Feldiman, eu gosto de voc�, e posso provar.

Veja como est� indo bem aqui. Voc� engordou r�pido.

Sua barriga est� t�o grande quanto da minha mulher gr�vida.

E quem � o alegre pai?

Eles s�o todos judeus.

Nosso filme destacar� esse aspecto com eleg�ncia.

N�o somos antissemitas.

Mas n�o podemos ser indiferentes � amea�a do Sionismo.

Teremos que usar a t�cnica da insinua��o,

e contarei com a experi�ncia do Maestro Flaviu para isso.

Sim, claro, devemos ser sutis.

Quero que eles pare�am presun�osos e encantadores,

que at� os homens na rua considerar�o um insulto pessoal.

Senhora, concede-me esta dan�a?

Agora que estar� em um filme, voc� ser� famosa.

Direi aos meus amigos que dancei com uma estrela do cinema.

Estou com medo de pisar nos seus dedos.

O que � isso, querida?

Vamos ver se voc� tem algum talento.

- Conhece alguma poesia? - N�o.

N�o me diga que n�o conhece um �nico poema.

Todo mundo conhece pelo menos um poema do cora��o.

Certo, vamos ver quais poemas voc�s conhecem.

Voc� s�o todos grandes artistas, n�o s�o?

Ent�o, comecem a recitar, ou eu cortarei o pau de voc�s.

Um por um.

Todos voc�s, criminosos malditos.

Fui claro? Quero ouvir um poema! Agora!

5 mil p�ginas neste arquivo,

e ainda h� uma pergunta sem resposta.

Por qu�? Por que eles fizeram isso?

Como diz o poeta: "O que os levou � batalha?".

"O Partido levou todos n�s para a batalha.

Trabalhadores e camponeses unidos por fim,

a luta de classes se agu�a.

N�o somos mais o gado, somos comunistas

que se despedem do passado."

As luzes ser�o desligadas em 2 minutos.

Eu digo para recusarmos.

O que podem fazer? Executar-nos duas vezes?

Pelo menos, n�o ser�amos humilhados.

Est� pensando em escapar?

N�o. Se eles decidirem nos levar para fora,

a seguran�a ser� mais rigorosa que a daqui.

- Recusaremos, ent�o. - O que ganhamos recusando?

Eu j� disse. N�o seremos humilhados.

Voc� est� obcecado com a humilha��o.

Pena que voc� n�o tem um espelho agora.

Ficaria maravilhado com sua apar�ncia digna.

Eu abri a boca, pelo menos. Voc� n�o.

O que � isso?

Dignidade, humilha��o, fugas, cordas de violino.

Luz do sol, camaradas, ar fresco.

Grama verde, garotas com vestidos curtos.

- � disso que falaremos. - Sasha, diga aos outros

que n�s 4 vamos passear l� fora a partir de amanh�.

Se quiserem enviar mensagens, melhor escreverem logo.

Tem alguma carta? Escreva-as agora.

CAP�TULO 4 A FILMAGEM

Ent�o, cavalheiros, estamos prontos para os closes?

Posso tomar uma limonada?

Pode dar a sua limonada � dama, por favor? Obrigado.

- Theo, pode conferir o estoque? - George! Como est�, amigo?

Marcu! Cristescu! Como voc�s est�o, rapazes?

- Voc�s v�o pastar? - Vejamos. O que tem a�?

Nationale. Nada mal.

Roubado.

O que est� fazendo? Est� me filmando?

N�o, s� estava preparando...

N�o me filme sem eu saber, certo?

- Claro que n�o, eu... - Claro que n�o. N�o, nunca.

- Posso dar uma olhada? - Pode, claro.

Coloque o seu olho ali.

Eu n�o estou vendo nada.

L� est� o Yorgu! Ele � t�o engra�ado!

Este filme ser� uma com�dia.

Posso perguntar uma coisa?

Se estou livre hoje � noite? N�o, n�o estou livre hoje.

Voc� realmente roubou o carro forte?

N�o consegue acreditar, n�o � mesmo?

Eu tamb�m n�o acredito.

Os prisioneiros n�o podem tocar na c�mera! Entendeu?

Se tratar� as pessoas assim, empurrando-as,

ent�o, eu sinto muito, mas n�o trabalharei assim.

Quero voltar para a minha cela!

Talvez meus colegas aceitem esse tipo de tratamento,

mas como mulher, n�o posso permitir!

Senhorita Bercovich, � meu...

Do que se trata essa agita��o toda?

N�o estou acostumada com tanta arrog�ncia.

- No meu meio social. - O que houve? Ela ficou louca?

- Flagrei-a mexendo na c�mera. - Sem desculpas!

Sem desculpas para tal comportamento!

T�o grosseiro, t�o rude. Imperdo�vel!

O qu� foi, agora? Quem chateou a minha estrela?

Venha, meu anjo, n�o chore. Vai borrar a maquiagem.

Uma grande atriz deve ser forte no set.

Agora acalme-se e nos d� um lindo sorriso.

- Essa � a minha garota! - Tem que retocar a maquiagem.

J� chega. Leve-a para maquiar.

Quero come�ar as grava��es antes de anoitecer.

Mantenha seus homens sob controle, capit�o.

Desde quando � permitido mostrar iniciativa?

Est� melhor agora?

N�o seja bobo. S� estou marcando territ�rio.

Aguardem.

Tudo pronto.

Senhor Flaviu, podemos come�ar agora.

O qu�? O que estamos gravando?

A parte em que eles roubam o t�xi.

Precisamente.

O que est� acontecendo?

Senhor Flaviu. Maestro?

N�o deveriam ter dado vodca a ele.

Vodca? Quem deu vodca a ele?

Parece que o Maestro est� meio cansado.

Felizmente, todos os atores sabem os seus pap�is.

- Qual � o seu nome? - Virgil.

Virgil. O que voc� acha?

Vamos deix�-lo dormir e trabalhar?

Vou dizer o que faremos.

Voc� vai filmar o t�xi. Ele vai descer a rua,

chegar� mais e mais perto, e vai parar onde est� agora.

Acha que consegue fazer isso?

V� trabalhar.

Cena 4, tomada 1.

Aqui vamos n�s! Rodando e... a��o!

Parem, parem! Corta!

Por que est� sorrindo?

H� uma arma na sua cabe�a e voc� sorri?

Quero ver voc� cagando nas cal�as!

Como voc� deve fazer com o seu superior!

Entre no carro, vamos fazer de novo.

Cena 4, tomada 2.

Vai! Vai! Vai!

N�o, espere, espere. Pare, pare!

O que voc�s est�o fazendo?

Olhem para as vitrines, n�o para o t�xi.

Marcu, se eu te pegar olhando para o t�xi mais uma vez,

enfiarei um rolo de filme na sua garganta. Ouviu?

Nunca vi tantos idiotas na minha vida!

Ele parece saber o que faz.

Vamos pedir a Deus que saiba.

� apenas uma express�o.

Vou te dar uma coisa.

Quero que coloque no bolso e fique calado.

- Perd�o? - S�o endere�os.

Encontre-os e diga que os parentes est�o vivos,

mas presos na pris�o de Jilava.

Entendeu?

Todos prontos? Rode a c�mera.

Cena 4, tomada 2.

Se eu vir no seu rosto o esbo�o de um sorriso,

apanhar� tanto que n�o se levantar� mais.

Isso foi divertido.

Ol�? Desculpe-me pelo inc�modo, senhora.

Mas eu tenho not�cias importantes para voc�.

Um parente seu quer que voc� saiba

que ele est� vivo e saud�vel, na pris�o de Jilava.

Sim, e ele manda lembran�as. Boa noite.

Voc� s� pode fazer uma liga��o por dia.

Se fizer duas, n�o far� nenhuma amanh�.

A escolha � sua.

Se as suas inten��es s�o nobres,

podemos incomodar os bolcheviques.

Talvez consiga fazer uma negocia��o.

Posso perguntar com quem estava falando?

- Minha noiva. - �timo.

Tem que convid�-la para jantar

- para que possamos conhec�-la. - Tudo bem.

Que maravilhosa a conversa que voc�s tiveram.

"Pris�o de Jilava, not�cias importantes."

"Algu�m continua vivo."

Voc� a chamou de senhora.

Voc�s dois devem estar loucamente apaixonados.

Se Sarah descobrir que estou bebendo e fumando,

estou acabado. Sa�de.

Agora, pare de mentir e conte a verdade.

� complicado...

No est�dio, estamos gravando um filme educativo.

Uma reconstitui��o

de cinco pessoas que roubaram um carro forte

e fugiram com o dinheiro.

A gangue de Rosenthal. Sei tudo sobre isso.

O assalto na Pra�a dos M�rtires ano passado.

Como voc� sabia? Isso � um segredo.

Grande segredo.

A Voz da Am�rica e a R�dio Livre da Europa

- t�m falado disso por meses. - N�o podem ter falado.

Sim, podem. Acreditem em mim.

Sr. Zilber, tem gente que diz que nunca houve um assalto.

Que foi tudo inventado, um truque pol�tico

para se livrar de "ovos podres".

As coisas que p�em na sua cabe�a hoje em dia...

Escute-me.

Houve um assalto � m�o armada.

Eles iriam usar o dinheiro para pagar

para 10 mil judeus irem para Israel.

Isso se chama "opera��o sionista".

E � uma pena que nunca tenha sido feita.

Esse � o Voz da Am�rica.

Agora transmitimos a Sinfonia n� 3 em F� Maior,

de Johannes Brahms.

- Sr. Zilber? - O qu�?

Se gosta tanto de escutar m�sica cl�ssica,

por que a escuta no "Voz da Am�rica",

com toda a est�tica e o barulho?

Por que n�o escuta em uma esta��o oficial?

Em uma esta��o oficial, meu querido garoto...

At� Brahms se torna uma propaganda.

Obrigado.

Um momento.

Ningu�m toca na comida at� gravarmos!

O que � isso?

� uma piada? Essa � sua vis�o de opul�ncia burguesa?

Acha que gastamos dinheiro alheio comendo isto?

N�o me fa�a rir!

Meninos, fa�am um chateaubriand com batatas salteadas para mim.

E eu quero pato ao molho de laranja.

Fil� de peixe-espada grelhado.

Zingara com vegetais.

Talvez um pouco de caviar torrado.

E duas garrafas de vinho Borgonha.

Comecem a gravar.

Cena 2, tomada 1.

A��o!

Riam, conversem entre si.

Pausa para o almo�o!

N�o lhe farei nenhuma pergunta.

Venha aqui embaixo. Vamos fazer algumas liga��es.

Alice Bercovich, voc� est� presa.

Vamos.

Seu idiota!

- Voc� estragou a cena. - Mas ela lutou.

Estava perfeito. Achei muito realista.

Policiais comunistas n�o usam viol�ncia

como os policiais capitalistas. O que as pessoas ir�o pensar?

Pare de resistir? Apenas se entregue.

Cena 3, tomada 2.

Alice Bercovich, voc� est� presa.

S�rio? Que surpresa?

S� um momento, vou me vestir

e acompanharei voc�s at� onde quiserem.

Vamos, pessoal, n�o � hora de divers�o!

Vamos acabar logo com isso!

H� um policial da pol�cia romena aqui.

Ele quer falar com voc�.

Ele est� te esperando l� embaixo.

Ele deveria usar roupas mais quentes?

Um su�ter, meias de l�?

- N�o � necess�rio. - Ouviu isso?

"N�o � necess�rio." Isso � afirmativo.

Posso saber aonde estamos indo?

Fazer uma visita.

CAP�TULO 5 A VISITA

Finalmente! Achei que tinham se perdido.

Tire sua jaqueta, Virgil. Aqui est� quente.

Gostou da casa?

Eu a comprei h� 6 meses.

A maioria dos m�veis vem do antigo inquilino,

Max Rosenthal, atualmente morando na pris�o de Jilava.

Venha para o est�dio.

Caf�? Por favor, sente-se.

Estou bebendo isso o dia todo, n�o consigo mais beber.

Estou exausto.

Desde que minha esposa me deixou...

Esta � minha esposa, Sylvia. N�o consigo dormir.

N�o sei o porqu�. Deve ser psicol�gico.

Cigarro?

Achamos isso embaixo da cama dele.

Camarada Holban, admito, estou t�o apaixonado

pelo meu trabalho no est�dio que esqueci...

Sente-se.

N�o tenha medo. N�o � nada s�rio.

Pelo contr�rio, quero que continue

a fazer pequenos favores para eles.

Ganhe a confian�a deles.

Quero que me ajude a entender.

Depende do que voc� est� achando confuso.

O que fez essas pessoas se tornarem bandidos?

O que eles pretendem fazer com o dinheiro?

- Alguns dizem que... - O qu�?

Que foi tudo uma conspira��o sionista

para enviar judeus para Israel.

Mentira. Israel compra judeus com d�lares

n�o com leu romeno.

Esses arquivos est�o cheios de poss�veis motivos

que investigamos. Um mais rid�culo que o outro.

Eles queriam financiar fam�lias sionistas judias

enquanto esperavam pelos passaportes.

Eles queriam sair sozinhos do pa�s

em um avi�o militar.

Eles estavam tentando financiar comandos anticomunistas

nas montanhas.

� tudo lixo.

Um monte de planos inSanos.

Um grande golpe como esse por alguns ma�os de leus?

N�o de d�lares, n�o de libras, n�o de francos su��os.

Mas de leus?

O que � isto?

- Uma nota de 100 leus. - Muito bem.

Com este peda�o de papel voc� pode encher sua geladeira,

comprar uma boa comida, ir de t�xi a algum lugar

ou pagar seu aluguel.

Diga-me o que voc� n�o pode fazer com isto?

N�o pode comprar uma casa, investir no mercado de a��es,

comprar uma arma ou sair do pa�s.

Cinco pessoas altamente inteligentes

se jogam na frente de um pelot�o de fuzilamento.

Por qu�? Para qu�?

Papel higi�nico azul?

- O que voc� est� fazendo? - � s� um adiantamento.

Iremos trabalhar juntos.

- Quero encontrar o sexto. - Sexto o qu�?

O sexto membro da gangue.

- Mas eram 5 ladr�es. - Eram 6.

Cinco participaram do roubo.

O sexto estava fingindo que estava filmando.

Ningu�m se importou com ele, caso encerrado.

Mas ap�s um ano de investiga��o,

tenho uma pista.

Um pequeno detalhe que todos deixaram passar.

Alice Bercovich tem um filho.

12 anos, criado na Uni�o Sovi�tica.

Ele despareceu logo ap�s sua m�e ser presa.

� vital que encontremos o jovem Bercovich.

E � a�, camarada Virgil, onde voc� entra.

Estamos nos aproximando do fim da filmagem.

Nossos amigos sabem o que significa.

Logo ser�o sentenciados.

Sinto que a mulher tentar� entrar em contato

com o filho uma �ltima vez.

Voc� ganhou a confian�a deles.

Isso faz de voc� um mensageiro ideal.

Eles te dar�o um endere�o ou um n�mero de telefone.

E � assim que voc� nos levar� at� o jovem Bercovich.

Sugiro descansarmos. Est� muito quente.

E quanto a cozinhar do lado de fora do t�xi?

Por que a pressa?

Temos dias de filmagens � frente. Olhe para eles.

Viu? Por que exagerar? Intervalo!

Intervalo?

Que intervalo?

Por que todos est�o dormindo?

Eu fiz uma pergunta.

Por que todos est�o dormindo?

Maestro, acabamos de gravar uma cena.

Gravaram coisa nenhuma!

Estive assistindo por horas e voc�s n�o fizeram nada!

Por que ningu�m segue minhas ordens?

Por que estou falando com uma parede?

Quem est� no comando aqui?

Diga-me quem est� no comando?

- Voc� est� no comando. - Eu estou no comando?

- Sim, est�. - Estou coisa nenhuma!

Sou um idiota in�til, � isso o que eu sou!

Toda minha vida tive que lidar com idiotas!

60 anos infernais,

40 de trabalho, 37 filmes!

E esse � o tipo de merda que me fazem dirigir!

Eu! Ganhador do Pr�mio Jury

no Festival de Filmes de Kursk.

A vida � uma merda!

Algu�m chame uma ambul�ncia.

D� espa�o a ele.

Chega de vod.. Chega de vodca.

Ele est� engasgando.

Veja se ele tem algo na boca.

CAP�TULO 6 ALICE

Vamos filmar mais um pouco antes que anoite�a.

Camarada Holban.

- Acho que devemos folgar hoje. - Por qu�?

Bom, n�o temos diretor...

E da�? Com ou sem ele, d� no mesmo.

Parece-me que o c�mera sumiu tamb�m.

O garoto? Virgil? Como assim, sumiu?

Ei! Onde est� o c�mera?

Temos outro problema.

Um dos prisioneiros sumiu.

O qu�?

- Mas est�o todos ali. - Bercovich.

Soe o alarme.

Alarme!

Todos de volta para o �nibus!

R�pido!

- Vamos, vamos! - R�pido! Mexam-se!

V�o te achar de qualquer jeito. Isso vai terminar mal.

Sabe o que estou arriscando por tentar escapar?

Sim, mas...

Amaria ser sentenciada a mais alguns anos, mas...

duvido que aconte�a.

Preciso ver uma pessoa. Vai me esperar?

N�o podem te acusar de nada.

Estou armada e voc� � meu ref�m.

Mas se quiser ir, v�.

De volta para o �nibus!

- Pare com isso! - Procure o c�mera.

Nossa �nica chance � que tenham sa�do juntos.

O que aconteceu?

- Estou bem. - Por que est� chorando?

Porque sou fraca. Fracotes choram por nada.

O que fazemos agora? Podemos ir para sua casa?

- Minha casa? Mas... - � longe?

- Na verdade, sim. - Que bom.

A caminhada me far� bem.

Devo te alertar. Moro com um casal judeu.

S�o bem velhos e um tanto religiosos.

S�o boas not�cias.

Podem insistir que jante conosco no s�bado.

Vou te contar um segredinho.

Comer n�o � meu pior pesadelo nesse momento.

E para quando planejaram o casamento?

Bom, n�o temos muita pressa.

Talvez ano que vem.

Mas se j� est�o noivos

por que n�o terminam logo com isso?

Pare de incomod�-los e deixe-os comer em paz.

� �timo ser jovem.

Ter toda a vida � sua frente.

Sim, agora que a divers�o de verdade come�a.

Casamento, crian�as.

Trabalho, dinheiro, problemas.

- Quer mais vinho? - J� chega!

Ele n�o deve ingerir �lcool. Sirva sua noiva.

Diga-me senhorita, por que usa esse uniforme?

� o uniforme da Guarda Patriota.

Est� ensaiando para o desfile do Dia da Liberta��o.

O Dia da Liberta��o?

E pensa em se aliar ao partido tamb�m?

Eu j� fui membro do partido.

Impressionante! Quando?

De 1945 at� ano passado.

- Quer ouvir m�sica no r�dio? - Desde 1945?

Mas no fim da guerra, o partido tinha menos de mil membros!

E tr�s quartos deles eram judeus.

Por isso dizem que judeus deram o poder aos Bolcheviques.

- Voc� � judia? - Sim.

E os Bolcheviques te chutaram do partido?

� um pouco mais complicado que isso.

N�o esperaria que fosse simples.

E eles cortaram seu cabelo desse jeito tamb�m?

Quando a gangue de Rosenthal atacou o carro do banco

a Voz da Am�rica disse que todos usavam

uniformes da Guarda Patriota.

E aquele carro estacionado ali, um Zis Sovi�tico

se n�o me engano,

copiado do modelo Packard, de 1939.

Ele pertence � Guarda Patriota tamb�m?

N�o se preocupe. Eu sei como funciona.

Eles n�o far�o nada at� amanh� de manh�.

� apenas vigil�ncia.

- E amanh� de manh�? - � quando eu me rendo.

Estamos filmando o roubo. � minha grande cena, meu caro.

Usamos algumas dessas naquele dia.

� uma daquelas.

Voc� estava l�?

Eu era gar�om na cantina da pra�a.

Todos pensamos que era um filme de verdade.

Fiquei t�o animado que decidi mudar de trabalho na hora.

Vou te deixar dormir.

Estarei l� embaixo se precisar de algo.

Vem c�.

- Venha. - Para onde?

Sei que estou pulando a parte que damos as m�os,

passeamos no parque e recitamos poemas um para o outro.

Mas � a �ltima chance que terei.

N�o, n�o. Por favor, voc� se arrepender�.

Estou fedendo.

N�o fa�am nada. S� fiquem de olho neles.

Sim, senhor.

Eu n�o fui muito bem, fui?

N�o, voc� foi �timo. Voc� foi �timo.

Mas voc� ficou t�o quieta.

O que foi?

N�o se preocupe com isso. � apenas uma das minhas manias.

Eu comecei a sair com garotos durante a guerra.

J� estava na Resist�ncia

e algumas vezes fiz amor em condi��es que eram...

Se eu fizesse o menor som, era...

Ent�o me treinei para evitar altas demonstra��es de prazer.

Nunca te vi fumar antes.

N�o � minha �nica primeira vez hoje.

Foi a sua primeira?

Como aconteceu?

N�o, n�o. Refiro-me ao roubo.

Quer mesmo que eu conte?

CAP�TULO 7 O ASSALTO

O ano de 1959 tinha come�ado com o p� direito.

Eu estava casa, com meus velhos amigos,

depois de 10 anos longe.

� aqui que eu moro!

Mesmo?

Fui mandada � Moscou com uma bolsa de estudos

com um futuro promissor em ci�ncia pol�tica.

S� que n�o era t�o f�cil ser estudante

e ter uma crian�a ao mesmo tempo,

sozinha num pa�s estrangeiro e sem o pai.

Entretanto, o partido tinha insistido

que Max adquirisse um estado civil digno de seu posto

e uma nova posi��o social.

Meu rebelde anti-burgu�s, ex-amante

era agora um homem casado.

Mirel?

Voc� se lembra deste cavalheiro?

Viu? Ele se esqueceu de voc�.

- Voc� � um capit�o? - Coronel.

Seu pai � um coronel.

Nas semanas seguintes,

Max come�ou a levar a s�rio a educa��o de Mirel.

Ele estava determinado a conquist�-lo.

Mirel Radoiu, voc� est� preso!

Ei, pessoal, eu vou para a cadeia!

Eu n�o estava muito feliz com toda essa encena��o.

Eu teria preferido manter Mirel o mais longe

do esp�rito de gangue o quanto poss�vel.

Voc� n�o vai conseguir nada de mim.

Isso � o que veremos!

Eu nunca vou falar.

Quando chegarmos ao estande de tiro, ent�o voc� fala.

Mas n�o tive chance.

Era o mundo mais fascinante que poderiam oferecer

- a um garoto de 12 anos. - Muito bom!

Eu acertei 14 de 20.

Nunca aponte uma arma carregada ao papai.

Nunca se sabe quando vai precisar dele.

Al�m disso, ele ainda pode te dar um pux�o de orelha.

Fa�a novamente.

Uma noite, Max nos convidou para irmos a sua casa.

Ele era o �nico que possu�a uma televis�o.

Pegou tudo?

Nosso convidado de hoje � o camarada Dumitru Dorneanu,

astrof�sico e especialista em miss�es espaciais.

- Boa noite, camarada. - Boa noite.

Voc� � um especialista, acabe com eles.

Bem, quando Lunik 1 foi lan�ada em janeiro deste ano

atingiu a velocidade de escape de 11,2 km por segundo...

Por segundo! Pense!

Mais r�pido do que as viaturas.

Que carregar� a bandeira sovi�tica

por todo o percurso at� a superf�cie iluminada da lua.

O jantar est� pronto!

Depois, Sonia. Estamos ouvindo o Dumi.

Em 14 de setembro, precisamente �s 07h30

do hor�rio de Moscou, a leste de Damaris ou Antartus.

Max, por favor, pe�a aos seus convidados para vir e sentar.

N�o quero ter que aquecer o jantar.

Tenha paci�ncia. Escute o homem um pouco.

- Max, pela �ltima vez... - Deus!

Para demonstrar ao mundo inteiro

que isto n�o � necessariamente para explodir

uma bomba nuclear na superf�cie da lua a fim de...

Sonia.

Sonia, est�vamos assistindo a televis�o.

Era o nosso amigo Dumi.

Ele estava falando sobre coisas interessantes.

Ele estava falando sobre voar para a lua.

Agora voc� vai voar para a lua.

N�o! Voc�, n�o. N�o!

Ent�o, quem est� com fome?

No dia seguinte, Max enviou uma c�pia do pedido de div�rcio

para o cunhado dele, o Ministro.

N�o demorou muito at� ele pagar o pre�o.

Muito bom.

Boris, sente-se. Fale comigo.

N�o aqui.

Segundo o rumor, v�o te tirar do cargo.

N�o agora, daqui uns meses...

Est�o esperando que termine os casos que est� trabalhando.

Achei que voc� deveria saber.

Sabe quem eles v�o colocar no meu lugar?

- Sei. - Voc�?

- Sim. - Parab�ns, Boris.

Um aviso, o fundo da gaveta esquerda da mesa

- n�o fecha corretamente. - Qual � a relev�ncia disso?

A ideia surgiu no anivers�rio de 40 anos do Dumi.

Demos a ele um pequeno telesc�pio.

Embora o Max fosse o �nico que brincava com ele.

Olha para ela. Que beleza!

Estenda a m�o e quase d� para toc�-la.

Seu rom�ntico tolo!

N�o h� lugar para esse pensamento

em nossa nova sociedade, Max.

N�o fique olhando para a lua, mas para baixo, para as pessoas.

Olhe dentro do para�so do trabalhador!

Pare de brincar com isso por um momento

e vamos brindar ao Dumi.

Nossos meninos no trabalho.

Algu�m quer vir e ver a revolu��o em a��o?

Pobre coitado. Voc� o conhece?

N�o, n�o mesmo. Ele � um b�bado.

Sempre em um bar. Um tagarela.

Faz-me lembrar da minha primeira pris�o.

Quase te invejo.

Na primeira vez que me pegaram, me emocionei.

Finalmente eles sabiam quem eu era.

Uma vida heroica aguardada...

Investiga��o, interrogat�rios, deten��es...

Lembra sua primeira vez?

"Atire agora! Atire em mim agora aqui na rua!"

- Tinha 14 anos? 15? - Na verdade, 16 anos.

Agora vamos brindar � Dumi, ou n�o?

Aos bons velhos tempos!

Aos bons velhos tempos!

Feliz anivers�rio.

Senhora, posso ter o prazer?

Minha m�e sempre disse que ele era um �timo dan�arino.

40 anos de idade. N�o acredito.

Devia escrever sua biografia.

Dane-se! Voc� � bom para conversar.

Tagarelando como uma av�.

Diga-me, se � t�o nost�lgico para a luta

por que n�o est� l� fora lutando?

Onde devemos lutar? N�s ganhamos, lembra?

O que ter�amos feito h� 20 anos?

- Explodido uma ferrovia? - Bem, isso n�o serve mais.

S� daria mais publicidade.

- "O inimigo interior." - Exatamente.

Algu�m j� considerou as coisas dif�ceis?

Como uma fam�lia? Crian�as?

- Vamos l�. N�o seja t�o s�ria. - Ideia rid�cula, desculpe.

Temos de atingi-los onde d�i. Mostrar o qu�o tolos s�o.

Explodir o congresso do povo.

N�s vivemos em uma sociedade sem crime, certo?

N�o h� mais assassinos, assaltantes, ladr�es.

- O comunismo significa... - N�o h� nada que vale roubar.

N�o. Comunismo significa o direito do povo

de andar nas ruas sem temer ser roubado.

E da�? Devemos ser ladr�es de bolsas?

N�o! Voc� pensa muito pequeno, Yorgu.

Vamos roubar as hortali�as.

- O qu�? Hortali�as? - Isso.

- Ele disse "hortali�as"? - As joalherias. Rapazes!

Voc�s realmente n�o t�m classe, n�o �?

Querem um crime? Assaltem um banco.

Qual, ent�o?

S� temos um, o Banco Nacional da Rom�nia.

- Mas se tem outra sugest�o... - Cara, voc� � um g�nio.

Pensei no Museu de Arte Socialista, mas um banco...

Sei l�. Ent�o roubamos o Banco Nacional.

- O que isso prova? - N�o v�?

Assaltos � um dos males do capitalismo.

Elas n�o acontecem aqui.

N�o podem acontecer aqui. Todo mundo sabe disso.

Mas se acontecerem...

Se o imposs�vel acontecer em meio ao progresso e fartura,

posso me sentar na minha f�brica e dizer: "Espere um pouco!"

� um pouco sutil, n�o �?

- O que faremos com o dinheiro? - Nada.

Gastar, guardar, dar para voc�.

Max, voc� � um policial.

Digo, quais s�o as chances de isso acontecer?

Quase zero.

- Eu amo a palavra "quase". - O qu�?

H� pouco, ele disse que sentia falta de ser preso.

Sim, mas hoje � diferente.

Se te prenderem agora, seria pena de 40 anos.

As coisas engrossam e quer sair?

Max, por favor. Sou um velho, n�o vamos esquecer.

N�o sirvo mais para a comida da pris�o.

Ent�o a resposta �, roube mais de US$100.000.

Como essa � a resposta?

Porque roubar mais de US$100.000 � pun�vel com a morte.

Sem longa senten�a, s� um tiro na cabe�a.

- Bem, isso � �timo, Max. - Ent�o n�o menos de US$100.000.

- � tudo ou nada. - Sim, ter�amos que humilh�-los.

Fazer em p�blico, na frente de uma plateia.

Nesse caso, n�o atacar a sede do banco.

Ataque a van que entrega o dinheiro nos bancos.

E disseram que ela era est�pida.

E se querem uma multid�o, t�m que fazer um show.

Todos quer�amos nos tornar estrelas de cinema, lembra?

Voc� � um anjo! Venha aqui, enquanto te beijo!

Passamos dos limites. Exibindo-nos como crian�as.

N�o nos sent�amos bem juntos h� um bom tempo.

Mas depois de um tempo, come�amos a perceber

que um de n�s estava levando tudo a s�rio.

Temos que fazer, enquanto sou chefe do departamento.

Assim poderemos contrabandear tudo que precisamos.

Espere, Max, n�o me diga que est� falando s�rio.

� claro que estou, voc�s n�o est�o?

N�o, Max. Estamos brincando.

- � uma ideia brilhante! - Mas voc� nos disse

que isso era pun�vel com a morte.

E da�?

Vale a pena!

Se os Nazistas nos capturassem em 1944,

acham que estar�amos vivos?

Aquilo nos impediu? N�o. E quer saber?

Se for bem planejado,

h� chance de dar certo.

Que loucura.

O que h� com voc�s? N�o querem se aposentar?

Isso n�o � uma Roleta Russa.

� uma Roleta Bolchevique, com todas as seis balas.

Trata-se de risco.

Pessoal, voc�s adoravam correr riscos!

Isso � suic�dio.

Poder�amos pular do terra�o.

N�o � uma m� ideia. Mas � um voo curto.

Eu estava sugerindo um de longa dura��o.

Max, j� acabou?

Vamos para assuntos mais s�rios...

Acho que posso fazer isso.

O qu�?

Estou nessa com Max.

- Est� brincando. - Claro que n�o.

- J� o viu brincando antes? - Dumi, n�o d� for�a.

Quando eles cancelaram minha bolsa de pesquisas

na Uni�o Sovi�tica, quase cortei meus punhos.

E talvez eu devia ter cortado.

Porque eu deveria ter ajudado a organizar miss�es espaciais.

E voc� sabe porque cancelaram sua bolsa, n�o?

Pelo menos n�o est�o nos pondo em fornos.

Ainda n�o.

Gente, � o anivers�rio do Dumi.

Ele est� fazendo 40 anos.

Espero que ele n�o fique chateado comigo

se eu n�o desejar a ele uma vida longa.

H� vinte anos, quantos achavam

que chegariam aos quarenta?

Antes, a ideia de uma vida longa era uma esp�cie de trai��o.

Razvan, qual � a sua melhor lembran�a dos �ltimos dez anos?

Ou lembra de alguma coisa boa desde o fim da guerra?

O dia em que Stalin morreu?

Cale-se. O que mais h� para n�s?

Se conseguirmos, �timo. Vamos rir na cara deles.

Se formos pegos, ser� o fim do show.

Mas que fim?

Quem vai brindar a isso comigo?

Ao sucesso do grupo.

Desculpem, n�o posso participar. Tenho uma crian�a para criar.

Nos dias seguintes, as coisas come�aram a acontecer r�pido.

Declare que voc� � um taxista sem cadastro,

cujo t�xi � clandestino.

Informe exatamente

quando e onde seu carro foi roubado.

Max Rosenthal num parque?

Essa me surpreendeu.

� melhor guard�-las aqui.

Na minha casa � bem arriscado.

A Sonia mexe nas coisas dela

- e vasculha tudo. - Eu as guardarei para voc�.

Mas n�o conte comigo para mais alguma coisa.

O que quer dizer?

Acho que seria melhor observar tudo de longe.

Estive pensando sobre isso, e voc� sabe...

Sou um historiador.

Quero saber o que vai acontecer nos pr�ximos anos.

Quero estar vivo para ver.

Vou te dizer o que vai acontecer:

Nada.

Vai continuar ensinando hist�ria para crian�as burras

at� se suicidar, � isso o que vai acontecer.

Ent�o, fa�a sua escolha. Agora ou depois?

Calma, s� estou brincando, garot�o.

Claro que se n�o quiser, pode sair.

Desculpe, Max.

- Como ousa? - N�o fique hist�rica.

Ele me pediu para que o inclu�sse.

Claro que disse que n�o.

Cad� ele? Mirel!

Ele se trancou no banheiro.

- Ele n�o quer falar com voc�. - Como ele descobriu o plano?

Os rapazes falaram quando fomos roubar a c�mera.

- Eu n�o vou sair, v� embora! - Voc� n�o pode deix�-lo em paz?

Deixaria. Mas ele est� obcecado. Sabe quando e onde vai ocorrer.

Est� amea�ando vir conosco.

Voc� tem que impedi-lo.

- Ele n�o me ouve mais. - Eu tentei.

Tente mais. � o respons�vel por ele, agora.

Se n�o o impedir, entregarei voc�s � pol�cia.

Alice Bercovich delatando pessoas. Essa � boa.

Ent�o, eu partirei. Eu o levarei comigo.

- Eu n�o vou sair. - Ele n�o vai embora.

Voc� � um monstro.

Voc� quer que ele participe.

Voc� quer fazer dele um outro "Max".

Ele � meu filho, afinal de contas.

Ele quer tanto fazer isso.

E j� est� planejado para cinco pessoas.

� muito tarde para mudar. E Alice, ele � menor.

Mesmo que nos prendam, o que far�o

- � mud�-lo de escola. - Ele fica em casa.

Voc� precisa de cinco pessoas?

Quer dizer que mudou de ideia?

Eu sou mulher. Sou vol�vel.

Olha s� quem est� falando sobre mudar de ideia.

Vou preparar alguma comida.

Voc�s estar�o com fome pela tarde.

Parem! Parem.

Estou chegando.

Aqui est�o as chaves do arquivo.

- Certo. - As fichas est�o atualizadas.

Algo mais a dizer?

Foi um prazer ter trabalhado com voc�.

Quase esqueci. Pus meus pertences num furg�o,

para lev�-los para casa.

Chamarei um motorista.

Eu cuidarei disso. O furg�o vai estar na garagem amanh�.

Boa sorte na sua nova vida.

Voc� tamb�m, Max. Com tudo que decidiu fazer.

- Claro. - Espero que um dia n�s...

Bom dia, companheiros!

N�o se assustem, estamos fazendo uma filmagem.

� bem simples. N�s fingimos te assaltar.

Saia com as m�os para cima.

- Fa�a como nos filmes. - Vamos!

Mas temos que entregar...

- Cad� sua arma? - N�o temos.

N�o acredito. Voc�s transportam dinheiro sem nenhuma arma?

Voc�, coloque o dinheiro no furg�o.

Coloque o dinheiro no furg�o.

Vamos, pessoal, mostrem algum entusiasmo.

Voc�s est�o sendo filmados.

E achou que o dinheiro era deles!

N�o sei por que est�o de mau humor.

- Como se chama? - Viorel.

Qual seu problema, Viorel? N�o est� animado?

- Talvez n�o goste do seu papel? - Deveria ter dito.

Quer saber, Viorel? Pode ficar com o meu.

E ele? Talvez queira trocar de papel.

- Com prazer. - Com prazer.

Peguem o dinheiro, poupem nossas vidas.

Podemos parar com o teatro e irmos para casa?

Por qu�? Estou apenas me divertindo.

Desde quando temos um c�mera verdadeiro?

Seu bastardo!

Por favor! Imploro-te!

N�o se preocupe! S� estamos fazendo um filme!

- Des�a, agora! - Vamos.

Obrigado. Aqui.

Vamos, Viorel. Marchar adiante.

Voc� atuou muito bem!

Agora, v� para a van da pol�cia.

N�o que voc� fosse tagarela, mas ainda assim.

Direita. Esquerda. Direita.

N�o. Quero ir com voc� e dividir o dinheiro.

De modo nenhum.

Fique aqui, ensaie para o grande desfile

e n�o volte at� tudo estar finalizado.

Direita. Esquerda. Direita.

Obrigado, voc�s dois,

por participarem de uma obra prima do cinema socialista.

Est�o livres para ir.

V�o!

Seu traidor! Mentiroso!

- Seu bastardo, mentiu para mim! - Pare! Pare! Pare!

- Mentiu para mim! - N�o fui eu!

N�o fui eu! Juro! Pare!

Comporte-se! Escute!

N�o menti para voc�.

Tranquei-o na casa ao sair pela manh�.

Ele deve ter quebrado a janela.

Juro, ele veio por conta pr�pria.

Alice, n�o se preocupe com o Mirel.

Mesmo se formos presos amanh�, nada acontecer� com ele.

Terei documentos falsos. O endere�o dele ser� secreto.

Seremos os �nicos a saber qualquer coisa sobre ele.

Por que est� chorando?

Era isso que eu n�o queria.

- Eu n�o.. - O que voc� n�o queria?

O que quer dizer? Conte-me!

Era isso que eu n�o queria para o Mirel.

N�o queria que ele...

N�o queria que ele tivesse que viver escondido.

A investiga��o da pol�cia come�ou no dia seguinte.

Os jornais nunca divulgaram uma palavra.

Mas as pessoas murmuravam pela cidade.

N�s nos tornamos os Robin Hoods romenos.

E ap�s duas semanas,

o Ministro do Interior ordenou ao Servi�o Secreto

que assumisse o controle do caso.

Do dia para a noite fomos promovidos

de simples bandidos a inimigos das pessoas.

Tornou-se um caso pol�tico.

Enquanto isso, com�amos no Ath�n�e Palace toda a noite,

compr�vamos v�rias roupas...

Vida de alto padr�o.

Como te encontraram?

- Yorgu. - N�o, ele te entregou?

N�o necessariamente.

Tudo come�o com uma conversa ao telefone

que ele teve com outro professor.

Estavam examinando alguns alunos da sala de aula,

perseguidos porque os seus pais eram antigos donos de terra.

Sim, mas preciso dizer e espero que n�o me julgue.

Todos eles s�o esfor�ados, estudantes muito inteligentes.

N�o, sinceramente.

N�o acreditaria nos tesouros que eles escondem l�.

"Nos tesouros que eles escondem l�."

Essa foi a frase que nos entregou.

Meu vizinho, colega Ristea,

tem um tesouro escondido no s�t�o dele.

Provavelmente ouro.

A divers�o tinha terminado.

Durante as 24 horas seguintes, o Servi�o Secreto Comunista,

compensou todo o m�s de inefici�ncia.

Quem foi o brilhante l�der da Revolu��o de Outubro?

�ltima porta. Sala 3.

Um certo Vladimir Ilyich?

Lembra-se?

Permane�am sentados.

Voc� � Ristea Yorgu, nascido como Feldiman?

Vladimir Ilyich Lenin, nascido como Ulianov?

Ei.

Hoje, comemoramos um dia hist�rico.

Para aprendermos mais sobre esta vit�ria imponente

para os her�is comunistas da Uni�o Sovi�tica,

o especialista em astrof�sica e miss�es espaciais,

Camarada Dumitru Dorneanu.

Acredite ou n�o, isso ocorreu em 14 de setembro.

No dia em que o sat�lite Lunik 2 pousou na lua.

Max ganhou a aposta.

Isso... Sim, isso.

CAP�TULO 8 A FESTA DO ELENCO

Bom dia.

O que est� fazendo?

Estas s�o instru��es para voc�.

N�o as leia hoje. Espere at� a filmagem acabar.

E, caso pare�a complicado, pode conversar com o Sr. Zilber.

Tenho certeza que ele o ajudar�.

Vamos, levante.

Tivemos uma �tima noite. Agora voltemos ao trabalho.

Podemos ir?

Pra�a Martyrs', por favor. R�pido. J� estamos atrasados.

A� est�o eles.

Venha! Quero falar com voc�.

Sente-se.

Agora, quero que escreva algo muito simples.

O endere�o.

O que � isso?

O meu endere�o. Digo, o do Sr. Zilber.

Est� bancando o esperto comigo?

Por qu�? Sabe que eu estava l�.

- Seus homens estavam vigiando. - Quero o outro endere�o.

N�o sei nenhum outro endere�o.

Acredite! Eu daria se soubesse.

Virgil, meu amigo. V� o qu�o cansado estou?

Sabe a quantas noites estou sem dormir?

A �ltima noite foi a quarta. Por que est� fazendo isso?

- Desculpe-me! Eu... - Escute!

N�o tenho pressa. Te darei o dia todo para pensar.

Mas se n�o cooperar, ser� interrogado

por outros oficiais com outros m�todos.

Acabar� dando o endere�o para alguma outra pessoa.

E isso seria muito triste para mim.

Pense no tempo e no esfor�o que eu pus nisso.

O jovem Bercovich � um componente chave.

Um segredo que contei somente para voc�.

Por que deixar um tolo qualquer levar a fama pelo meu trabalho?

Enquanto isso, o sol n�o espera.

O seu assistente ter� que usar a c�mera hoje.

E... a��o!

Adiante!

Pare! Pare tudo!

Peguem as armas deles. Peguem as armas.

D�-me as armas.

- Prisioneiros, voltem � van. - Vamos, mexam-se.

Quem � respons�vel por essa opera��o?

Tenente Coronel Holban, senhor.

Onde ele est�? Ache-o!

Camarada Holban. Acorde!

O camarada ministro est� aqui.

Ache um lugar calmo para conversarmos.

Ei, voc�! Traga-nos caf�!

Interrompi seu cochilo, camarada?

Perdoe-me. � o cansa�o.

Se est� exausto, podemos oferecer f�rias estendidas.

N�o tem lugar para exaust�o no meu minist�rio.

Suponho que tamb�m estava dormindo ontem

quando um prisioneiro fugiu

com uma arma, em plena luz do dia!

Eu tenho o relat�rio aqui.

Nunca vi algo assim.

Sim, senhor, mas recapturamos o fugitivo.

Depois dela andar pela cidade a noite toda!

Permita-me lhe informar sobre o novo elemento

que descobrimos na investiga��o.

Que investiga��o? Esse caso j� foi julgado!

Estamos falando de neglig�ncia grave no dever.

- Por favor, senhor... - Cala essa boca!

Quero te escutar calar a boca.

Onde est� o caf�?

Desculpe-me, senhor, n�o sou um gar�om.

O que �, ent�o?

Sou respons�vel pela c�mera.

Ent�o v� cuidar da sua c�mera.

Fa�a suas malas hoje � noite.

Est� exausto.

Vamos te dispensar para descansar.

Num acampamento. Nas montanhas.

Bastante ar fresco.

Prisioneiro Radoiu.

Saia.

Quero que saiba que tudo isso foi minha ideia.

O qu�?

Tudo isso. O filme. As grava��es.

Bom pra voc�. Sempre adorei filmes.

Tudo que vai sobrar de voc�

ser� a imagem de um traidor e criminoso

capturado pelos homens no meu comando.

Daqui a cem anos,

as pessoas v�o ver esse filme, e dir�o:

"N�o deve ter sido f�cil erguer o socialismo no passado."

Felizmente havia homens como eu para o fazer.

Como est� a Sonia?

N�o se preocupe com ela.

- Ela est� bem. - Camarada, Sr. Ministro...

Aprendeu a se dirigir a mim apropriadamente.

Um presidi�rio n�o � meu camarada.

Tenho uma proposta. Interessa o grupo todo.

Em vez de nos executar com balas...

por que n�o nos manda ao espa�o num sat�lite sovi�tico?

Seriamos �teis para a ci�ncia. Todos ganhariam.

- Isso � uma piada? - N�o, n�o, n�o.

� s�rio! Por que sacrificar c�es?

Seria mais esperto enviar humanos...

pois podem enviar observa��es...

e relat�rios de tudo que virem antes de morrer.

Imagine. Podemos ter um homem no espa�o antes dos americanos.

Escute aqui, seu miser�vel!

Qualquer um que v� ao espa�o � um her�i do povo!

C�es ou n�o!

Traidores e bandidos n�o s�o enviados ao espa�o.

E sim a um esquadr�o de execu��o

e suas fam�lias t�m que pagar pelas balas!

J� chega! Voltem para as celas! A festa acabou!

Todos de volta para as celas!

Isso virou acampamento de ver�o?

Voc�s t�m equipamento suficiente para terminar o filme.

Foi divertido.

"Querido Virgil,

agora sabe onde meu filho mora.

Ele ter� 13 anos em 26 de agosto.

Na tradi��o judia, � o dia de seu Bar Mitzvah,

uma cerim�nia na sinagoga, seguida por uma festa.

� como os jovens s�o aceitos como membros da comunidade."

Vamos!

Mais r�pido! N�o me toque!

"Eu gostaria muito de achar algu�m confi�vel

para organizar a cerim�nia para Mirel.

Ficaria feliz se voc� o fizesse. Com a ajuda do Sr. Zilber.

Estou pedindo por favor para me ajudar.

E quero que saiba que voc� me deu

a �ltima noite maravilhosa da minha vida.

ESPA�O AMADOR DE DAN�AS E COSTUMES POPULARES

Fogo!

Preparar!

Apontar! Fogo!

Preparar!

Apontar!

Fogo!

Aten��o!

Preparar!

Apontar!

Para mim, as coisas foram diferentes.

No �ltimo minuto,

minha senten�a foi alterada para pris�o perp�tua.

Minha vida foi poupada, pois dias antes da execu��o

se descobriu que...

eu estava gr�vida.

EM 1964 UMA ANISTIA LIBERTOU

TODOS OS PRISIONEIROS POL�TICOS

ALICE BERCOVICH TEVE PERMISS�O PARA IR A ISRAEL

ELA LEVOU MIREL

JUNTO COM SUA IRMANZINHA

A RECRIA��O DA PROPAGANDA FEITA EM 1960,

NA QUAL ESTE FILME SE BASEOU, AINDA EXISTE

* You sigh the song begins

* You speak and I hear violins

* It's magic

* The stars desert the skies

* And rush to nestle in your eyes *

* It's magic

* Without a golden wand

* Or mystic charms

* Fantastic things begin

* When I am in your arms

* When we walk hand in hand

* The world becomes a wonderland *

* It's magic

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.