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LOBISOMEM
LANIER PARRISH LAR DO "GRANDE PAI" FRASER
Ponham as m�os no painel. Agora!
Rapaz branco, saia do carro.
Motorista, siga em frente!
Vire-se, rapaz. Vire-se!
Venha at� daqui!
Ponha as m�os para tr�s!
N�o se mova, agora, rapaz!
"GRANDE PAI"
Bem-vindo � minha casa, Sr. Cord.
Pode n�o gostar disso mas...
encontr�-lo era algo a ser feito.
O que quer de mim?
Falaremos disso depois... at� ent�o,
estou feliz por t�-lo como convidado.
Sou Will Fraser. Amigos, fiz alguns e meus inimigos,
h� montes deles por a�, chamam-me de o Grande Pai.
Voc� n�o � sulista, sendo assim, duvido que reconhe�a meu nome.
N�o. Eu ouvi falar de voc�. Na faculdade.
Por um de meus professores de pol�tica.
O que ele disse de mim?
Disse que voc� era um anacronismo do s�culo vinte.
Disse que voc� � como mato em Kansas City.
subordinado de Chigago. Um chefe de divis�o
Um engodo pol�tico. Um escroque, como chamam.
Rapaz, comparados a mim, aqueles comerciantes
seriam como um coxo numa competi��o de tontos!
Ou�a-me. Durante quinze anos eu corri este estado
como se ele tivesse sido dado a mim pelo todo-poderoso
como presente de batismo.
Eu dizia "r�" e o maldito estado come�ava a tremer as pernas.
Esse professor desmiolado disse o que aconteceu a mim?
Achei que ele tivesse dito que voc� estava...
Morto?
N�o, relatos sobre meu falecimento foram um pouco prematuros.
Alguns matutos decidiram cortar o Grande Pai sob medida.
Encontraram um cabo de guerra e um complicado
candidato para governador.
Eles tinham uma plataforma simples.
Foi-se o tempo dos anos selvagens do Grande Pai.
Ent�o disputou com ele?
Tinha que faz�-lo.
Eu era feliz por ser o poder por tr�s do trono
at� que aquele pica-pau ter me queimado na abertura.
E eu o teria aparado como lascas de pinho, tamb�m.
Ent�o, dois meses antes da elei��o, eu tinha um check up de rotina.
C�ncer!
Sim, de fato. De repente, eu me confrontava com a humilha��o.
Eu estava humilhado e o picapau era o governador.
Foram-se seis anos. Seis anos de quimio e chafurdo na doen�a.
Quatro meses atr�s, tive a palavra final.
Disseram que n�o havia mais nada a fazer.
Disseram que era melhor fazer as pazes com Deus e o dem�nio.
Porque nada mais me restaria al�m do carro funer�rio.
Eu dei um jeito de saber que voc� estava vindo.
N�o parecem flores do Velho Sul?
Rom�ntico com o inferno.
Ladr�es e escravos, cada um deles.
Tem uma m� opini�o sobre seus ancestrais.
Inferno, n�o s�o meu povo, rapaz.
Eu nunca tive um par de sapatos at� os dez anos.
Uma cabana de madeira. Povo pobre, mas honesto.
Caminhando dez milhas para a escola atrav�s do brejo todo dia.
Enfim � o que imprensa diz.
Negativo, rapaz. Eu comprei esses ancestrais
quando comprei esta casa... e ela!
Minha �ltima esposa.
O que fez para sair disso?
O que fiz depois, rapaz. O que fiz depois.
Respeitabilidade.
E o que pensa que est� fazendo comigo?
Emily! Emily!
N�o quero comida de coelho.
Traga meus biscoitos e molho.
Tem que tomar suas p�lulas antes de comer.
Maldi��o, mulher! Traga meu jantar.
Esta � minha filha, Emily.
N�o dela. Ela podia procriar como cavalos.
Emily � o resultado de uma das minhas indescri��es.
Uma que prolongou-se por alguns anos.
Em mat�ria de fato, dizem que foi Emily e sua m�e
o que matou minha esposa.
Falam que ela morreu de cora��o partido.
Ela n�o tinha cora��o para se partir.
Mas me deixou sem nada mais do que este c�o sem dono
com jeito de ser humano como meu �nico herdeiro.
�s vezes admiro o senso de humor do Bom Deus.
O molho est� coalhado!
Eu o afinei.
Deus tenha piedade, Emily! Como algu�m mistura biscoitos com molho?
N�o h� nada que voc� fa�a direito! N�o sabe falar, cozinhar...
voc� devia era arrumar um b�bado para fazer amor com voc�.
� t�o in�til quanto as tetas de um porco barr�o!
Ao inferno com isto! Traga-me um drinque.
Mas o m�dico disse...
Mulher, eu estou morrendo, lembra?
Voc� me lembra um cara da escola prim�ria.
Ele era inferno puro na quinta s�rie.
Essa boca vai te trazer um monte de problemas.
Deve ser legal ter um tira estadual como bajulador.
Bobby, atire nele.
Espere um minuto!
Voc� gostou disso, filho?
Sim, balas de prata nessa arma.
Eu falei que diria o que queria quando chegasse a hora.
Bem... aqui est�.
Amanh� voc� vai me tornar um lobisomem.
Voc� tem que fazer o que ele quer.
Essa coisa toda � insana, n�o pode enxergar isso?
Claro que sim. Eu sei que n�o existem coisas como lobisomens.
Mas, deixe prosseguir. Acompanhe-o.
Talvez em alguns dias ele descubra como estava iludido.
N�o h� barras em sua janela.
Ningu�m est� apontando uma arma para sua cabe�a. O que ele fez a voc�?
O que ele fez a mim?
A mim e � minha m�e?
Ela era professora. Quando ainda haviam escolas segregadas.
E este bem aparentado jovem volta da guerra indo para a Faculdade de Direito
come�ou a cortej�-la. Sem dizer que ele a queria
para ser sua garota da rua de tr�s.
Ela passou por isso.
Por mim.
Ent�o ele a despejou?
Oh, n�o. Nada t�o agrad�vel.
T�o logo ele teve poder, surgiu uma boa escola constru�da para n�s de cor.
E lutou duro pela integra��o.
Acho que ele foi um dos primeiros a contar votos negros.
O que ele fez com minha m�e foi faz�-la parar de ensinar.
Era a �nica coisa que ela amava. Al�m dele.
Ele a p�s em um apartamento na Capital.
E tudo que ela tinha que fazer era estar ali
qualquer hora que ele a quisesse.
Isso foi tudo.
Tudo que ele tirou dela foi sua vida.
Como est� fazendo com voc�?
Eu quase fui livre.
Uma vez. Ele me deixou ter um emprego.
Trabalhava num hospital em Tulane.
Era apenas assistente de pesquisa. Mas era alguma coisa.
Ent�o foi Emily. "Eu vou morrer".
"Emily, voc� � tudo que tenho agora."
"Emily, voc� tem que voltar e ficar por mim."
Eu o fiz.
Ajude-me a sair daqui. Venha comigo.
Por que voc� iria querer isso?
N�o. eu... estou acorrentada aqui.
Nunca serei livre... n�o at� que ele...
Rapaz, n�o banque o inocente para mim.
Eu cresci entre os igarap�s.
L� haviam hist�rias.
J� ouviu falar dos Loup Garou?
Vers�o "cajun" para lobisomem.
E lobisomens s�o imortais, diz a lenda.
Pareceu a mim, quando pensei a respeito, que poderia ser minha sa�da do Big "C".
E quando eu soube o que voc� fazia pelo pa�s afora,
achei que uma noite dessas seria proveitosa.
Como eu disse antes, acho que voc� � louco.
Mas, suponha que eu seja um lobisomem? Como acha que eu daria a voc� esse...
... poder m�gico? Bastaria usar minha varinha m�gica e "puf!" voc� � um lobisomem?
Inferno, se � isso que sou, eu poderia rasgar sua garganta.
Mataria voc� mais r�pido do que o c�ncer faria.
N�o temos apenas um lobisomem, mas uma moral nisso.
Maravilhas que n�o cessar�o.
N�o acho que isso seja sua resposta.
Mas penso que mesmo meus inimigos admitem.
Quando o Grande Pai planeja, ele vai fundo.
Tudo que eu preciso � um pouco do seu sangue, filho.
Mas eu o quero quando estiver mais potente.
O qual estar� quando voc� estiver... mudado.
O problema que quero resolver � como controlar essa mudan�a.
E tendo feito a coleta... prata � fatal para lobisomens.
Talvez isto funcione como rea��o al�rgica.
Esta agulha cont�m solu��o de prata nela.
Vejamos se n�o podemos aplicar a dose certa.
Emily.
Emily!
Est� havendo algum efeito! Um pouco mais.
D� o resto a ele.
Senhor Deus, miseric�rdia. Voc� � mesmo Loup Garou.
Aqueles cajuns n�o estavam apenas vendendo bilhetes de lobisomens,
Pergunto o que mais eles tem por tr�s do p�ntano.
Emily! Minhas costas doem. D�-me minha almofada.
Bobby, ponha madeira no fogo. Est� frio aqui. N�o est� sentindo?
D�-me isso aqui.
Fale-me, filho. Diga como � isso.
Voc� n�o � mais voc�, realmente.
O sangue em fogo.
Voc� sente como se tivesse toda a energia do mundo.
Qualquer um parece fraco... e voc� t�o forte.
E voc� est� faminto. Meu Deus, est� sempre faminto.
H� alguma ferida? Alguma dor?
N�o para voc�. Mas para qualquer um. A dor deles � t�o suave...
Se voc� faz isso ningu�m estar� seguro.
N�o importa o quanto voc� os ama.
Nem LaCroix. Nem Emily.
Mas voc� toma precau��es?
Voc� n�o quer entender!
Emily! Apronte tudo. Quero fazer esta noite.
Sim, Grande Pai.
Isso pede uma celebra��o. O que acha Bobby?
Bourbon e Branch por a�?
Sim, eu poderia ter algum, j� que mencionou.
Deixe-me ajud�-lo, Bobby.
Est� ficando de fora, filho. Anime-se.
Voc� parece o c�o Johnson co�ando as orelhas.
Desculpe. Mas eu nunca fui muito de rir num cemit�rio.
Eu espero que esta droga comece a funcionar mais tarde.
No auge da lua cheia e tudo mais.
Provavelmente � meia-noite, certo Eric?
Voc� tem assistido a muitos filmes de horror.
Tanto quanto posso dizer, a hora n�o tem muito a ver.
... e eles, os lobistas. Senhor, eles est�o em voc� como larvas
numa empada. Eu costumava advertir meus colegas.
A regra de ouro do Grande Pai: Se voc� n�o pode comer a comida deles,
beber seu lic�r, ir para cama com suas mulheres,
e ainda votar contra seu programa, n�o negocie com pol�ticos!
Naqueles dias, custava tr�s das grandes para um lobista ter o Grande Pai no caf� da manh�.
Ele bateria em retirada com 10 por cento se outro n�o mostrasse nada.
Aqueles eram os dias...
Lembro disso diferentemente.
Quando voc� ficava b�bado costumava ir para casa com minha m�e.
E o inferno ca�a sobre ela.
O que est� pensando, crian�a?
Eu nunca ergui a m�o para aquela mulher na vida dela.
Como eu disse... recordamos as coisas de modo diferente.
N�o sei quando voc� mudar� ou se voc� mudar�.
Mas � melhor prender-se �quela cela. E tenha LaCroix � porta.
Eu lhe avisei o que poderia acontecer.
Filho, voc� tem sua tend�ncia e eu terei a minha.
N�o h� nada nessa vida que eu n�o possa controlar.
Exceto o c�ncer.
Bem, eu fiz algo sobre isso tamb�m, n�o fiz?
Al�m do mais, por todo esse poder que voc� me d�
agora e para sempre, n�o seria eu algum tipo de idiota
se n�o fizesse uma tentativa?
Emily! Isto era para mim!
Emily!
VOC� EST� DEIXANDO LANIER PARRISH LAR DO "GRANDE PAI" FRASER
Tradu��o e sincronia: CAYMAN [Da Este Strigoi]
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