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SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS
Espere! Volte!
Aonde você vai assim? Você está com medo de mim?
O que você está fazendo de camisola tão longe de casa?
Você está fugindo? Alguém está te perseguindo?
Eu não sei.
Tudo bem, então. Qual é o seu nome?
Elisabeth.
Leve-me com você. Eu lhe imploro.
- Não deixe eles me levarem de volta. - De quem você está falando?
Eu não sei. Eu não sei!
Preciso fugir.
Me leve com você.
Socorro! Socorro!
Socorro!
Elisabeth. Elisabeth?
Me ajude.
Não tem mais ninguém com você? Você está sozinha?
Sim, acho que sim.
Sim, eu estou sozinha.
Se acalme. Estaremos em Paris pela manhã.
Elisabeth! Não me abandone.
Elizabeth!
Agora, me diga, pra onde eu devo levá-la.
Onde você mora?
Pare o carro. Eu gostaria de sair, por favor.
- Não está com medo de ficar sozinha? - Eu? Medo?
Por que eu estaria com medo?
Porque estava com medo agora há pouco. Você me implorou.
Eu não sei do que você está falando. Eu nem te conheço.
Me deixe sair.
O que foi agora?
Senhor, eu... Eu não sei para onde ir.
Não me lembro onde eu moro.
Você não precisa ter medo de mim.
Obrigada.
Tenho certeza que vou me lembrar. Eu não estou entendendo isto.
Siga-os. Nós precisamos pegá-la de volta.
Sinto muito, mas não tenho nenhuma roupa adequada pra você.
Eu moro sozinho.
Eu não sei mais nada.
Minha mente está completamente vazia.
Você disse que eu estava na estrada, que estava correndo.
Não consigo me lembrar disso.
Você diz que você me colocou no seu carro.
Não lembro disso também.
Não consigo me lembrar de nada do que aconteceu antes de chegarmos aqui.
Eu nem mesmo sei meu próprio nome.
Seu nome é Elisabeth.
Você estava fugindo. Estava escuro, você estava com medo.
Veronique.
Onde está Veronique?
O que eles fizeram com ela?
Você lembra desse nome? Quem ela é?
Eu não sei.
Ontem à noite, você estava correndo pela estrada, pedindo ajuda.
Não. Não, isso não é verdade. Não é possível.
Você me implorou para ajudá-la a escapar.
Não! Não!
Eu não lembro disso.
Minha mente está vazia.
Elisabeth!
Seu nome é Elisabeth. De quem você estava fugindo?
Você estava sozinha?
Achei ter ouvido alguém gritando.
Você estava sozinha? Quem estava atrás de você?
Me desculpe. Estava tentando refrescar sua memória, mas não adianta.
Você parece estar esquecendo as coisas progressivamente.
Aposto que não consegue se lembrar do meu nome.
Eu lhe disse quando vinhamos para o apartamento.
Você... Você se chama...
Está vendo?
Em alguns minutos, você não vai saber por que está aqui ou quem sou eu.
Isto é mais do que apenas uma amnésia.
Cada evento desaparece de sua mente assim que ele acontece.
Você vai perder completamente a sua memória.
Não vai se lembrar de ninguém.
Você sequer vai lembrar quem você é.
Minha cabeça dói.
É como se estivesse procurando por muitas coisas...
...que me aconteceram...
...há muito tempo atrás.
Há muito tempo atrás.
Eu não consigo me lembrar delas.
Apenas algumas imagens vagas, tão distantes.
Que imagens? Diga-me, rapido!
Veronique.
Estou segurando a mão dela. Estamos correndo.
Mas para onde? Onde você estava?
É escuro.
Veronique está nua.
Ela solta a minha mão.
Eu estou perdida no meio da noite, sozinha.
E, em seguida, duas luzes, como flashes.
Isso é tudo.
Foi o que aconteceu pouco antes de te encontrar.
As imagens pararam quando viu os faróis do meu carro.
Então, alguém estava com você.
Você estava segurando a mão de Veronique, o que aconteceu com ela?
Eu não sei.
Mas... Você estava fugindo.
Você de camisola. Veronique nua.
De um hospital, talvez?
Eu imploro...
...acabou.
Mesmo o que eu acabei de dizer agora, já se foi.
Eu olho pra você...
Você está aqui, na minha frente.
Nós pertencemos a este mundo.
O único que existe para mim.
O mundo do presente, do agora.
Por favor...
...não vá embora.
Você é a única memória que eu tenho agora.
Robert.
Robert.
Enquanto você estiver aqui eu me lembrarei do seu nome.
Nunca me deixe.
Assim que você se for eu irei esquecer você.
É como se eu fosse uma virgem.
É a primeira vez que faço amor.
Tudo o que meu corpo fez antes deste momento foi esquecido.
Venha, me tome.
Se mova dentro de mim.
Suavemente.
Olhe para mim pra nunca se esquecer de mim.
Fique dentro de mim.
De novo.
Eu nunca vou te esquecer. É impossível.
Olhe para mim.
Quero morrer a cada respiração pra nunca me esquecer de você.
Eu tenho que ir agora.
- Estarei de volta à noite. - Não me deixe.
Eu preciso.
Não fique chateada.
Olhe, eu vou deixar pra você o número do meu escritório.
No caso de você querer me ligar ou se alguma coisa acontecer.
Vejo você à noite.
Bom dia, Elisabeth.
Naturalmente, você não me reconhece...
...ou a Solange.
Isso é normal.
Eu sou seu médico e Solange é a minha assistente.
Venha com a gente, vamos levá-la para casa.
Não. Eu tenho que ficar aqui...
...e esperar pelo Robert.
Quem é Robert?
Você nem sequer sabe de quem é a casa em que você está.
Em um minuto, terá até esquecido o nome Robert.
Ele não existirá mais para você.
A única coisa que existe é o presente.
O agora.
Você já esqueceu deste apartamento e do seu dono.
Eu sou o único que você pode reconhecer agora.
Se eu deixar você...
...ficará sozinha, sem memórias...
...sem saber onde você está...
...sem nem mesmo saber quem você é.
Está me ouvindo, Elisabeth?
Sozinha, sem memória, incapaz de pensar em nada ou em ninguém.
Sua mente está vazia, horrivelmente vazia.
Não, fique comigo.
Não, você vêm com a gente.
Ajude-a.
Não! Eu não sei quem você é.
Não acho que deva ir com você.
Mas você pode ir, Elisabeth. Pode voltar para o apartamento.
Onde é mesmo que ele ficava?
Como pode ver, você não é capaz sequer de encontrar o edifício.
Você ficará perdida sem a gente.
Você vive no 30º andar, apartamento número 35.
Você vive com uma amiga. O nome dela é Catherine.
- Catherine? Eu não me lembro. - Isso não importa.
Me solte. Eu não sou um prisioneira.
É aqui. Entre.
Olá. Eu sou Elisabeth.
Eu sou Catherine.
Acho que vivo aqui com você.
Sim, talvez.
Algumas coisas no armário não são minhas.
Devem ser suas.
Não está me reconhecendo?
Não.
Desculpe. Devia reconhecê-la, é claro.
Mas... Estou doente, você sabe.
Minhas memórias deixam minha cabeça. Elas fogem de mim.
Nesse caso...
...temos algo em comum.
Eu também não tenho nenhuma lembrança.
Não chore.
Nós não lembramos uma da outra...
...mas tenho certeza de que éramos amigas.
Vamos fingir que somos amigas de infância.
Sempre fomos. O que você acha?
Você é doce, Elisabeth.
Sim, éramos amigas de infância.
Nós crescemos e estudamos no interior.
Você se lembra?
Brincávamos juntas quando éramos pequenas, corrida de caracóis.
E mais tarde, nós...
Nós...
Sim!
Nós iamos para a escola juntas.
Lembro bem disso.
E...
...suas notas eram melhores que as minhas.
E você me ajudava com meu dever de casa, não é?
Não é?
Não é? Você se lembra?
Não é?
Não é? Você se lembra?
Bem, Elisabeth, você voltou.
Você me conhece?
É claro.
Desde que vivo aqui minha mente está intacta. Já não esqueço mais.
Então, eu sei que você é Elisabeth. Você desapareceu há dois dias.
Você duas parecem muito tristes. Não se preocupem.
Dr. Francis vai curar vocês.
Olhem para mim. Me lembro de tudo desde que cheguei aqui.
Eu ia esquecendo. Seu jantar.
Servem o jantar em nosso quarto.
- Assim como em um hotel. - Como em uma prisão.
Olhe.
Sopa de lagosta.
Você não consegue um prato desses na prisão.
Catherine.
Meu Deus!
Eu não tinha ideia.
Por que você não me contou?
Você veio e me disse que nos conhecíamos...
...que brincávamos juntas quando éramos pequenas.
Eu esqueci que era assim...
...que não posso controlar o que as minhas mãos estão fazendo.
Cada movimento que faço é como o interior da minha cabeça.
Inútil.
Ilógico.
Irracional.
Inútil.
Meu filho. Você viu o meu filho?
Me diga se você sabe onde ele está...
...se você sabe alguma coisa.
Você entendeu? Eu sei que tenho um filho.
Eu tenho certeza disso.
Posso até ouvir a voz dele.
Mas quando estou quase vendo seu rosto...
...ele desaparece.
Eu nem sei se é menino ou uma pequena menina.
Deve haver alguém aqui que saiba.
Você... Você sabe quem é o meu filho?
Me diga. É a minha única lembrança.
Você sabe?
Você também não?
Não há mais nada...
...da minha vida...
...do que eu fiz, do que eu era.
Ninguém sabe mais nada.
Mas por quê?
Por quê? Por quê?
Vou me lembrar por você.
Ela é uma menina. Ela vai voltar.
Isso é verdade? Você realmente a conhece?
Sim. é verdade.
Mesmo se for loucura, é verdade.
A minha menina. Qual é o nome dela?
Ela se chama...
Alice.
Alice?
Alice. Sim, é ela.
Tenho certeza de que é ela.
Como você disse que era o nome da minha filha?
Viu? Inventamos lembranças para os outros.
Algumas coisas voltamos a lembrar desde que chegamos aqui.
Mas não temos certeza se as memórias são reais ou inventadas.
Olhe. Fotografias antigas.
São minhas.
Eles podem ser da minha família.
Eu não me lembro.
Mas basta olhar para eles e reconheço um rosto...
...alguns olhos...
...uma expressão...
...um sorriso.
Algo que eu reconheço.
Deus me ajude!
Somos todos prisioneiros...
...todos perdemos nossas mentes.
Qual é o problema dele?
Ele perdeu o senso de equilíbrio.
E ele é desajeitado, como eu.
Mal consegue ficar de pé.
Nenhum dos telefones do edificio está funcionando.
Deve haver uma maneira de escapar.
Por que fugir?
Para onde você iria?
Para quem você iria?
Não sabemos nada sobre nós mesmos.
Os médicos estão nos primeiros dois andares. Tudo está vigiado.
Ninguém consegue passar.
Ninguém tenta passar.
Eles cuidam da gente.
Às vezes, dois ou três de nós não reagem a nada.
Se transformam em animais...
...então são levados...
...e nunca mais os vemos.
A única coisa que nos resta é tocar nossos corpos.
É o nosso único prazer.
O único que não esquecemos.
Venha.
Boa noite.
Todo mundo procura aventura nos corredores.
Todo mundo precisa de alguma ajuda.
Eu sou o único aqui que me lembro.
Mais tarde, você vai me dizer que esqueceu o número do seu quarto.
Vai me chamar, e eu vou lhe dizer que você vive no número de 35.
Isso vale alguns privilégios, não é?
Que seja do seu jeito então.
Vai ter que se virar por conta própria.
Ela se foi.
E eu? O que vai acontecer comigo?
O que vai acontecer comigo?
Elizabeth?
Elizabeth!
Oh, meu Deus!
Eu não consigo me lembrar quem você é...
...mas você é alguém muito importante pra mim.
Você é Veronique.
Estava escuro.
Estávamos fugindo, de mãos dadas.
E então, você soltou a minha mão.
As luzes.
Os faróis do carro.
Eu não a reconheço... Não consigo me lembrar...
Mas tenho certeza de que éramos amigas.
Não adianta tentar lembrar.
Venha, não seremos separadas novamente.
Meu quarto é bem aqui.
Ela nunca será capaz de encontrar o quarto.
Ela nunca vai voltar.
Volte.
Volte.
Essa imagem é tão forte.
Você e eu, à noite.
Estávamos fugindo.
Eu não consigo me lembrar de nada deste lugar. Pode me contar sobre isto?
Estamos em um edifício de apartamentos.
Você pode ver o Arco do Triunfo das janelas do último andar.
É cercado por outros edifícios de apartamentos.
As únicas pessoas que vemos são o Dr. Francis...
...o guarda do andar e a Solange.
Há um guarda?
Sim, e está armado.
Então, estamos presas aqui?
Eu não sei.
Talvez.
Na memória que dividimos estávamos fugindo. Estavam perseguindo a gente.
Vou anotar o número do seu quarto.
Caso contrário vou esquecer.
Um pedaço de papel.
É um número de telefone.
Robert.
Robert?
Não significa nada para mim.
Talvez seja um amigo.
De qualquer maneira, é alguém de fora.
Eu vou tentar sair para encontrar um telefone.
Talvez o guarda tenha um.
Se esse Robert é um amigo, ele virá, e nos encontrará.
Por que você quer ir embora?
Estamos escondidas, trancadas.
Você tem razão. Deve ser de noite.
Devemos ser capazes de dominar o guarda e fazer uma chamada.
As outras pessoas do edifício são perigosas?
Nós não somos perigosos.
Às vezes temos umas ideias loucas em nossas cabeças, isso é tudo.
Tudo é normal...
...exceto por esse pequeno problema dentro da minha cabeça.
- E na sua também, Elisabeth. - Sim, eu sei.
Esquecimento ou falta de jeito, mas isso é tudo.
Tem a ansiedade.
Tem o medo.
Você não se lembra dos ataques de ansiedade?
Eles podem afetar qualquer pessoa a qualquer momento.
É por isso que eles têm câmeras nos observando permanentemente.
Quando alguém tem um ataque de ansiedade, fica louco de medo.
Os guardas têm que intervir.
Ninguém planeja deixar este edifício.
Eu vou sair. Nós já escapamos uma vez.
Vou com você. Você é minha amiga.
Finja que está se preparando pra dormir.
Vou voltar para o meu quarto.
Há alguém que quero que vá com a gente.
Eu ia voltar por você.
Eu não tinha esquecido de você.
Devia ter confiado em mim.
Eu não esqueci de você.
Quando a noite chega...
...tudo o que resta é a ansiedade...
...para aqueles que estão perdidos no mundo dos apartamentos deste edifício.
Vamos. Vou levá-la de volta para seu quarto.
Você não será capaz de encontrá-lo por si mesma.
Me deixe fazer isso. Eu vou tirar sua roupa.
Eu não quero ficar com você.
Onde está Jacques?
Eu sou assistente do médico. Você tem que me obedecer.
Veronique.
Vamos sair agora.
Vamos. Ninguém deve ficar sozinha à noite com sua ansiedade.
Não! Você.
Com você. Sem injeções, sem drogas.
Com você. Só com você.
Você não quer que o médico lhe cure?
Ele cura a ansiedade, mas esvazia seus pensamentos.
Ele cura meu corpo, mas esvazia minha cabeça.
Vamos.
Vamos.
Não se mexa.
Parem aí mesmo!
Bloqueiem todas as saídas do edifício.
Reúna todos. Alerta geral.
- Oi? - É a Elisabeth.
Elizabeth, onde é que você está?
Como você me conhece?
Eu não me lembro.
Apenas me diga onde está. Estou indo te pegar.
É um grande edifício preto de apartamentos...
...rodeado por outros edifícios.
Estou com a Veronique.
Vamos tentar sair.
Acho que sei onde você está.
Espere por mim na frente. Estarei lá em 10 minutos.
Vamos sair daqui rápido.
Eu estou com medo.
Eu também estou com medo.
Como se o edifício estivesse tentando nos pegar de volta.
Eu as quero vivas!
Você não pode escapar do edifício negra tão facilmente.
Fique aí ou eu atiro!
ENFERMARIA
Olhe para a sua amiga.
Ela está morta.
O que fizeram com você?
Veronique?
Olhe para mim.
Veronique!
Veronique?
Quem é Veronique?
Oh, não.
Você não.
Mexa-se! Me liberte.
Faça alguma coisa.
Não se deixe morrer!
Veronique...
Meu pobre, pobre amor.
Não é educado entrar na casa das pessoas com uma arma.
Onde está Elisabeth?
Ela é uma prisioneira. Eu não vou sair sem ela.
- Você pode tocar piano? - Piano?
Não faça essa cara.
Venha, vou levá-lo.
Imagine alguns pianos, ou, melhor ainda, alguns violinos.
Deixe-se levar pela música de violino.
Depois, se você for bom...
...você irá encontrar a quem você ama.
- Onde está Elisabeth? - Fique quieto.
Dance comigo.
Vou levá-lo até ela mais tarde.
Bom. Deixe que ela o atrase um pouco.
Só um pouco mais.
Já chega de encenação! Onde ela está?
Não importa, Veronique.
Eu posso sentir a mim mesma partindo agora.
Não me lembro onde estamos...
...ou quem somos.
Posso sentir a ansiedade...
...mas o que aconteceu com a gente?
Minha mente está vazia.
Está fechando.
Me diga...
Me diga o seu nome.
É isso aí, assim como os outros...
...elas estão mortas.
Sinto muito que você tenha sido atingido, mas era o único jeito.
Você não pode nos fazer mal algum agora.
O edifício foi evacuado, e meus pacientes se foram.
Falando dos seus pacientes, você tem uma estranha forma de tratá-los.
Vamos explicar. Então você vai nos deixar em paz.
É muito simples.
Isolamos um grupo de pessoas infectado com uma doença desconhecida...
...que estamos tentando tratar.
Eles concordaram em serem isolados.
E os guardas armados?
Esta doença ataca a mente...
...infectando as células do cérebro, que morrem.
Isso provoca reações estranhas.
A maioria deles perde a sua memória...
...em seguida, alguns de seus sentidos, o equilibrio, por exemplo.
Sofrem ataques de ansiedade, o que os torna perigosos.
É por isso que são vigiados.
Eles regridem. As células do cérebro morrem.
Eu não encontrei nada que interrompa esse processo destrutivo.
Se tornam mais mortos do que vivos, como mortos-vivos.
Assim como vegetais. Eles já não têm uma mente.
Como isso aconteceu?
Oh, isso é segredo, não é?
É um trabalho sujo. Eu não acredito em você.
As autoridades estão acobertando vocês para evitar um escândalo.
Eu quero ver Elisabeth.
É como se ela estivesse morta agora.
Eu quero vê-la.
Se eu a mostrar pra você e ela não reconhecer você...
Se ela passar na sua frente e não parar...
...você vai, finalmente, nos deixar em paz?
Sim.
Fique aqui. Você vai vê-la.
Elizabeth!
Elizabeth!
Cadela!
Onde diabos eles foram?
É muito tarde. Eles não existem mais.
A fase final do seu declínio é a destruição de suas mentes.
Onde eles estão? Onde?
Fale, ou eu vou acabar com você. Onde vocês os esconderam?
Escute.
Então?
Nós já começamos.
Os levamos para os vagões, injetamos a droga, morrem e são queimados.
Tudo bem, me poupe dos detalhes.
- Eles estão usando máscaras cirúrgicas. - Para quê?
Os olhos vazios dos pacientes os faz se sentirem desconfortáveis.
Alguns açougueiros não se atrevem olhar nos olhos de um bezerro.
Isso é suficiente. Não é engraçado.
Por quê? Tem vergonha do que faz?
Eu sou um médico.
O que eu sou obrigado a fazer aqui não tem nada a ver com medicina.
Esta está viva. Ela está se movendo.
Não podemos acabar com ela.
Ela é como os outros. Sua mente está morrendo.
Ela está tendo flashbacks.
Está recuperando a consciência.
Mate-a para que possamos acabar logo com isso.
Isso seria assassinato.
É eutanásia, só isso.
Ela não pode nem falar. Ela não é mais um ser humano.
Vamos lhe dar uma chance. Deixe-a ir.
Tudo bem, então.
Você vai ver o que ela faz.
É como se ela não pudesse ver ou ouvir nada.
Ela já está morta. Me deixe acabar com ela.
Seu cérebro está destruído.
As células estão mortas.
- É tudo culpa sua! - Não.
Houve um vazamento numa estação de energia...
...o reator nuclear foi sabotado.
A radiação escapou através das paredes por alguns segundos...
...atingindo aleatoriamente os transeuntes.
É Isso que causou a perda de memória e os ataques de ansiedade. Seu porco!
Você está mantendo tudo abafado!
As células morrem uma a uma até se atingir a regressão completa.
Fiz tudo o que podia.
Nada mais pode ser feito.
Tivemos que escondê-las.
Imagine o pânico que teria se instalado.
Colocamos todos no Edifício Negro.
Então, ela é como se fosse um animal?
Nem isso. Mais parecido como uma planta.
Elizabeth!
Tradução: Guillermo S. Frones
-== [ www.OpenSubtitles.org ] ==-
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