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A HIST�RIA A SEGUIR � UMA FIC��O
E N�O RETRATA NENHUMA PESSOA, ENTIDADE OU EVENTO REAL
No sistema de justi�a criminal,
crimes sexuais s�o considerados especialmente hediondos.
Na cidade de Nova York, os dedicados detetives
que investigam esses crimes cru�is
s�o membros da equipe de elite
chamada Unidade de V�timas Especiais
Estas s�o suas hist�rias.
Isso tudo � culpa dela.
Ela que queria me mandar embora.
MAR�O DE 2013 -O que acontece agora?
Seu filho tentou matar a irm�.
Ele atirou em um policial.
O juiz o sentenciar� a um reformat�rio.
-Ele receber� ajuda? -Em um centro de tratamento.
Ent�o ele ser� preso?
Provavelmente, at� os 18 anos.
VARA DE FAM�LIA 17 DE DEZEMBRO DE 2020
Meu nome � Henry Mesner,
tenho 18 anos.
Sou paciente, desde os 10 anos,
do Reformat�rio Psiqui�trico Hesland.
Quando cheguei aqui,
era incapaz de ter empatia.
N�o tinha remorso,
era impulsivo,
um mentiroso patol�gico
e tinha pouco controle da raiva.
Sei que s�o termos de diagn�stico,
mas eles descrevem a mim
e meu comportamento quando crian�a.
Eu n�o estava bravo. Era s� um experimento.
O que quer dizer, Henry?
Eu queria ver se ela rolava at� embaixo.
Ela tinha o �ngulo, mas caiu e parou.
Tratei o Henry pelos �ltimos 5 anos.
Ele tem sido um paciente exemplar,
curioso e proativo na pr�pria recupera��o,
um participante ativo e emp�tico no grupo.
Voc� n�o v� isso, normalmente,
mas ele quebrou o diagn�stico.
Quando foi internado, estava no limite severo
do checklist de psicopatia juvenil.
Nunca gostei da Snowball.
E o que voc� fez, Henry?
Amarrei a coleira na torneira,
e liguei para encher a banheira e a segurei.
E a Snowball?
Demorou mais do que pensei.
Nos anos de tratamento do Henry,
com refor�o positivo de nossa instala��o,
ele aprendeu ferramentas
para controlar as emo��es e comportamento,
para quebrar o ciclo de disciplina e rebeldia.
Eu, minha esposa Holly, madrasta do Henry,
e a irm� dele, Ruby, o visitamos regularmente.
Estamos ansiosos para a volta dele,
para morar conosco e o irm�ozinho dele, Arlo.
Fico triste que a m�e de Henry,
que faleceu h� 5 anos, n�o esteja aqui para ver isso.
Mas sei qu�o orgulhosa e animada ela estaria
com Henry agora.
Meus anos em Hesland me ensinaram a entender
que outras pessoas t�m sentimentos.
Que elas podem ser feridas.
Que meu comportamento tem consequ�ncias.
Sou muito grato � equipe,
e especialmente � dr.� Mackie,
por me encorajar a acreditar que eu poderia mudar.
-Por ter f� em mim. -Henry!
Por me ver, n�o como um psicopata,
mas como uma garoto sozinho e amedrontado.
Um garoto que s� queria amar e ser amado.
Papai, n�o deixe eles me levarem.
Eu sinto muito. Eu te amo.
Amo voc� tamb�m.
Obrigada, Henry, por suas lindas palavras sobre amor,
sobre fam�lia.
Vamos ter um recesso enquanto reviso a evid�ncia.
Darei uma decis�o antes do feriado.
Law & Order: SVU 22x14 Post-Graduate Psychopath
Equipe Queens Of The Lab -Diabolicamente Majestosas-
Instagram: @qotl_diabolicamentemajestosas
King das Ressyncs: Hugota
Kings: rsquint | TatuW
Queens: Lu Colorada | MBrasil
Queens: Sassenach | AnaJS
Queen: Keila
A v�tima � Libby Blandon, 19 anos.
Inconsciente, queimada, perdeu muito sangue.
-Acabaram com essa garota. -Agredida sexualmente?
Encontraram-na amarrada, amorda�ada, nua.
-A v�tima disse algo a ela? -Eu deveria ter perguntado.
Ela est� totalmente apavorada.
Tudo bem. Obrigada.
Libby e eu est�vamos em um dage ontem,
um dia de raiva.
Libby saiu mais cedo �s 7h ou 8h.
Sozinha?
Acho que sim.
Mas voc� n�o voltou para casa at� de manh�?
Eu fiquei com meu ex, certo?
Meu Deus.
Isso pode ter salvado a minha vida.
Pegue essas pontas de cigarro.
O que diabos aconteceu aqui?
Estamos olhando para um psicopata.
-Voc� est� bem? -Estou.
As c�meras de seguran�a mostram grupos de jovens
entrando e saindo a noite toda.
Metade deles usando m�scaras.
Vai ser dif�cil descobrir.
Deve ter deixado algum DNA.
Ele pode n�o estar no CODIS.
Com um m�todo desses, se j� tivesse sido preso,
nunca teriam deixado ele sair.
M�e, isso � exatamente
do que eu estava com medo.
Eu sei, mas foi ideia sua o papai se mudar para a�.
Voc� n�o pode me ligar toda vez que ele
derramar suco de laranja.
Voc� est� bem, querida?
Quer saber? Irei no pr�ximo fim de semana e faremos
uma reuni�o de fam�lia, uma conversa,
e faremos algumas regras b�sicas, certo?
M�e, preciso desligar. � minha chefe me ligando.
Liv.
Tudo bem.
Sim, encontro com voc� no hospital...
Jesse,
est� na hora de ir.
Jesse!
Jesse!
Jesse!
Olha o que eu ganhei!
Voc� encontrou, n�o �?
Dev�amos deixar aqui para as outras crian�as?
Um homem bom que me deu.
O qu�? Tudo bem.
Ele � papai de algu�m?
N�o?
Certo. Quem �? Voc� pode apontar quem deu a voc�?
Ele agora foi embora.
Por favor, posso ficar com ela?
Ele me disse que o nome dela era Snowball.
HOSPITAL MERCY S�BADO, 3 DE ABRIL
Ele bateu na porta do meu dormit�rio.
Disse que estava trancado para fora.
Perguntou se poderia usar o meu celular.
Eu deixei ele entrar.
Sem pressa. Est� tudo bem.
Achei que ele morasse no dormit�rio.
Ele tinha a minha idade. Sabia o meu nome.
-Ele tinha um sorriso bonito. -Mas n�o o reconheceu.
N�o.
Depois de deix�-lo entrar,
pode nos contar o que aconteceu?
Foi r�pido.
Ele cobriu minha boca,
puxou uma faca e me empurrou para a cama.
Ele perguntou:
"Devo cortar as suas roupas ou queim�-las?"
Ent�o ele te fez escolher.
Eu n�o respondi.
Ele apenas sorriu.
Ent�o ele me amarrou,
cortou as minhas roupas,
me estuprou,
me queimou com cigarros,
me sufocou at� quase eu desmaiar,
ent�o, antes de sair, ele pediu meu cart�o de d�bito e a senha.
E quando estava saindo,
ele voltou e pegou um dos meus bichinhos de pel�cia.
N�o era um cachorro branco, era?
Na verdade, era sim.
Tipo esse?
Sim. Sim, � a Daisy.
Desculpe, Capit�, vamos levar Libby para cirurgia.
Voc� ficar� bem. A tomografia mostrou
uma hemorragia abdominal.
Tudo bem.
-O que foi aquilo? -No parque, de manh�,
Jesse estava com um bicho de pel�cia.
Me disse que um homem deu e o nome era Snowball.
Onde est�o as garotas?
Minha m�e as buscou. Est�o indo para Rockland.
Ele n�o vai at� l�.
Alerte o xerife de l�, por precau��o.
Isso n�o pode ser coincid�ncia, certo?
Digo, Henry, o garoto que atirou em Amaro,
ele afogou um cachorro chamado Snowball.
Certo, Henry Mesner, certo?
Ele tinha 10 anos. Ainda deve estar preso.
-Fin? -Farei umas liga��es.
Ele rastreou o cart�o da Libby.
H� quanto tempo?
Certo. Tenha cuidado, est� bem?
Jesse, filha da Rollins,
pode ter tido contato com este cara.
Ele sabe quem somos.
PRA�A COOPER S�BADO, 3 DE ABRIL
Por que est�o incomodando Keys de novo?
Eu n�o fiz nada!
Usou um cart�o roubado ontem � noite,
e a dona do cart�o est� no hospital.
Eu n�o machuquei nenhuma garota.
S� estava tentando sobreviver.
Ent�o nos conte como conseguiu o cart�o.
Ele s� me deixou ficar com US$ 50.
Eu devolverei o dinheiro.
N�o quero ter nada a ver com ele.
Ele quem?
Tem algo errado com aquele cara.
Ele n�o � certo.
N�o quero ele vindo atr�s de mim.
Olhe, Keys, precisa contar o que aconteceu,
ou teremos que te levar para a delegacia.
Quer que mexam nas suas coisas enquanto estiver l�?
Certo. Certo.
Tudo o que fiz foi pegar o dinheiro para ele.
Ent�o ele me fez ir a uma ferragem.
Ferragem? Comprar o qu�?
Um monte de coisas malucas.
Amarras, corda,
fita adesiva.
E um ma�arico manual.
Henry Mesner. Isso mesmo, M, E, S, N, E, R.
Sei da confidencialidade do paciente,
mas � uma quest�o do NYPD.
Sim, senhora, sei que � s�bado,
mas preciso que seu supervisor me ligue.
Como podem n�o saber onde ele est�?
Capit�. Detetive, est� � a m�e de Libby, dr.� Blandon.
Sou a Capit� Benson. Esta � a Detetive Rollins.
Quem faria isso com minha filha?
Estamos tentando descobrir isso.
Pelo que falaram das les�es dela,
lidamos com um psicopata.
Dr.� Blandon, ent�o voc� � uma...
Psiquiatra de adolescente
especializada em comportamento violento.
Isso pode ser um tiro no escuro,
mas o nome Henry Mesner te lembra alguma coisa?
N�o vejo Henry a 5 anos.
Tratei ele quando foi internado no Centro Psiqui�trico Hesland.
Eu quem contei a ele que a m�e tinha morrido.
Por qu�?
J� falou com Henry sobre sua filha?
�s vezes, para fazer pacientes se abrirem,
revelo detalhes da minha vida.
Meu Deus.
N�o me diga que o soltaram.
CASA DE HOLLY E TOM MESNER S�BADO, 3 DE ABRIL
-Tom Mesner? SVU! -Abra a porta agora!
Os vizinhos dizem que ele mora aqui desde dezembro.
-Eles ouviram ou viram algo? -Nada desde ontem.
Vamos l�, Mass. Derrube.
Sr. e sr.� Mesner!
Pol�cia!
A madrasta est� morta!
O pai tamb�m.
Vou ligar para o necrot�rio.
Tem outro corpo l� embaixo.
Uma crian�a, v�rias facadas.
Ele tinha um irm� menor chamada Ruby.
Ela deve ter 13 anos.
� um garotinho. Parece ter uns cinco anos.
Ele est� numa onda de matan�a.
E come�ou aqui.
A perita disse que os corpos est�o r�gidos.
Disse que a hora da morte foi h� 48 horas.
O pai Tom, a madrasta Holly e o meio-irm�o Arlo.
Henry mata a fam�lia na sexta-feira de manh�,
ataca a Libby � noite
e no s�bado de manh� vai at� Rollins e Jesse.
-Ele est� muito r�pido. -E est� armado.
A per�cia achou um cofre de armas vazio no quarto.
Estou verificando as armas que Tom Mesner tinha.
N�o havia nada no quarto do Henry.
Se tinha computador e celular, ele levou.
Mande a TARU checar telefones fixos
e o celular dos pais.
Capit� Benson.
Gra�as a Deus. Gra�as a Deus.
Tudo bem. N�s a encontraremos l�.
A irm� do Henry, Ruby, est� viva.
Estava em Oyster Bay, na casa de uma amiga.
Temos que dizer a uma menina de 13 anos
que toda a fam�lia foi assassinada.
CASA DE MEGAN E CHARLOTTE DAVIS
Ruby ainda pode ficar com a gente?
� claro, se a sua m�e concordar,
mas preciso falar a s�s com a Ruby por alguns minutos.
-Venha. -Estaremos aqui se precisar.
Temos que nos preocupar, detetive?
Ele ainda est� � solta.
A pol�cia ficar� direto na sua porta.
-N�o saiam de casa. -Isso � t�o horr�vel!
Holly era uma amiga.
Uma vez ela me disse que tinha pavor que o Henry
pudesse surtar algum dia.
-Ela tentou dizer ao Tom. -Por isso ele tinha uma arma?
Ela disse que Tom achava que se amassem o Henry,
ele ficaria bem.
Mas Holly insistia em se proteger.
O Arlo tamb�m?
Ele era s� um menino.
Henry o odiava.
Tinha muito ci�me.
Quando falou pela �ltima vez com seu irm�o mais velho?
Na sexta-feira.
Eu fui cedo para a escola. Eles estavam tomando caf�.
Lembra como estava o humor dele?
Se estava aborrecido com alguma coisa?
-Ele e meu pai discutiam. -Sobre o qu�?
Meu pai insistia para ele trabalhar,
-fazer alguma coisa. -O que ele andava fazendo?
Ele se gabava com a Ruby por estar aprendendo a dirigir.
Holly n�o gostava disso.
Ela preferia que ele ficasse no quarto.
Pelo menos sabia onde ele estava.
Ficava o dia todo no quarto fazendo o qu�?
Jogando videogames.
Eu o ouvia conversar com algu�m no fone de ouvido.
-Voc� sabe com quem? -N�o.
Ele ficou internado por 8 anos.
Os amigos que ele tinha conheceu l�.
Nunca deveriam ter soltado o Henry.
Por que o soltaram?
CL�NICA HESLAND DOMINGO, 4 DE ABRIL
� o pesadelo de qualquer psiquiatra.
Nos meus 5 anos aqui, demos ferramentas ao Henry.
Quando fez 18 anos, a fam�lia pediu a libera��o.
Demonstrou n�o ser mais uma amea�a � sociedade.
-Quem tomou a decis�o? -O tribunal.
Mas ele passou em todos os exames psicol�gicos,
tinha o registro exemplar,
a fam�lia testemunhou que se importavam com ele.
Tr�s psiquiatras, eu inclusive,
testemunharam a favor dele.
O juiz concluiu que n�o tinha porque mant�-lo.
-N�o estavam preocupados? -Novamente, n�o.
Quando conheci Henry, quem ele era antes
n�o existia mais.
Acreditei que ele tinha mudado.
Uma pergunta. Conhece a teoria
de que terapia em grupo n�o ajuda psicopatas?
Que eles aprendem como imitar ter sa�de mental?
Conhe�o sim e claro
que analisei a possibilidade,
mas o que me assusta � que fa�o isso h� 30 anos,
e ningu�m nunca enganou a mim
e toda a equipe dessa forma antes.
Est� dizendo que Henry passou
8 anos aqui aprendendo como parecer ser s�o?
Infelizmente, sim.
Achamos que haver� mais mortes.
E n�o sabem onde ele est�?
A irm� acha que ele conversa com algu�m daqui.
Ele tinha um amigo.
Henry disse estar com raiva da madrasta.
�dio e raiva s�o emo��es produtivas.
Connor, sabe onde o Henry possa estar?
Gostaria de ajudar, mas n�o sei.
Falou com ele ultimamente?
Ele me deixou um bilhete quando saiu,
me disse para aguentar firme,
-deixou cr�ditos para mim. -Podemos ver a carta?
N�o tenho certeza de onde est�.
-Quantos anos tem, Connor? 16? -17.
Aposto que quer sair daqui.
Henry cortou suas chances pela metade.
Isso � injusto.
Sou muito diferente do Henry.
Eu passei no diagn�stico. Pergunte a dr.� Mackie.
Connor, pode falar o que for, se n�o entregar o Henry,
irei testemunhar que voc� protegeu um fugitivo.
N�o sei onde ele est�, eu juro.
D� um palpite.
Deveriam falar com a Cora.
-Ela e o Henry ficavam. -Cora � paciente aqui?
� minha irm� mais velha.
Ela vem me visitar a cada algumas semanas.
Cora Jackson, NYPD!
Pode derrubar.
Tudo limpo, Capit�.
-O que � isso? -Deite no ch�o, agora.
At� no ch�o, m�os onde possa v�-las.
-Voc� � Cora Jackson? -Sim.
Recebeu Henry Mesner aqui?
Sim, ele � meu namorado.
Ele est� aqui? S�o coisas dele?
N�o toque nisso! Ele n�o gosta que mexam.
Quando foi a �ltima vez que viu o Henry?
N�o sei. Essa manh�.
-E onde ele est�? -N�o sei.
Ele disse que visitaria umas pessoas.
-Quem? -Eu n�o sei.
-E quando ele saiu? -Tem notebook, tablet, roupas.
Levem tudo. Venha, levante-se.
N�o precisa de um mandado?
Na verdade, n�o. Circunst�ncias atenuantes.
Me escute.
Seu namorado est� armado e � perigoso.
Henry? N�o. Ele n�o � quem voc� pensa.
� uma boa alma.
Os dem�nios que o atormentavam, se foram.
Henry ficou internado por tanto tempo.
Ele precisa respirar sem ningu�m vigiando.
Desaparecer. Eu entendo.
Sabe aonde ele possa ter ido?
Ele gosta de ficar perto da �gua.
Gosta de ir ao parque e ver as crian�as brincando.
Tudo aquilo foi tirado dele.
Qual parque?
Ele foi ao Morningside ontem de manh�.
Como voc� sabe?
Quando ele tira foto do celular,
vem para a nossa nuvem.
Precisamos do seu telefone.
Dezenas de selfies,
fotos do pai dele, da madrasta Cora.
Filho da puta. Tirou foto da Jesse.
Libby Blandon est� ai tamb�m?
Deixe-me ver.
Sim. Aqui.
Deve ter sido sexta � noite.
Ele estava as observando. Todas elas.
A irm� dele, Ruby, na casa em Oyster Bay.
N�s est�vamos l�.
Isso foi tirado essa manh�.
Deve ser antes de chegarmos.
-Onde ele est�? -V�o para a casa.
Avisem os pais.
Vou ligar para a pol�cia de Nassau.
Megan Davis ainda n�o atende o celular,
e o Volvo n�o est� estacionado.
-Talvez deram uma sa�da. -Avisamos para n�o sa�rem.
Chegaram aqui s� agora?
Detetive, qual o problema?
-Ningu�m nos chamou. -Por que demoraram?
Amea�a de bomba no shopping. Todas as unidades.
Tinha uma unidade aqui como pediram.
-Onde ele est�? -N�o sei. No banheiro?
Abra o porta-malas.
Tire-o da�. Precisamos entrar.
Fin!
Tem pulsa��o. Megan.
Megan? Sr.� Davis, pode me ouvir?
A ambul�ncia est� vindo. Vou trazer os param�dicos.
NYPD! Quem est� a�?
Me ajuda, me ajuda! Socorro!
Charlotte, � a Detetive Tamin.
Vou tir�-la da�.
Minha m�e, ela est� bem?
Ela vai ficar bem.
Charlotte, o que aconteceu?
Foi o Henry. Ele levou a Ruby.
-Certo. -Ele disse...
disse alguma coisa sobre aonde iria?
Disse que iria dar uma passeio.
Um passeio? Obrigada.
-Venha. -Tudo bem.
Precisamos colocar um alerta no Volvo.
Est� com vantagem e em qualquer lugar.
Ele disse � Charlotte que queria
dar um passeio.
Achei que fosse um passeio de carro.
Tem parques de divers�o nas proximidades?
Certo, � o carro deles!
-Abra o porta-malas. -Vamos.
Vazio!
O port�o est� trancado, mas tem um v�o.
Podem ter entrado.
Vejam a casa dos monstros. Avisem no r�dio.
Verifiquem os brinquedos.
Sem sinal dele.
Talvez tenha algo na casa dos espelhos.
-Rollins, espere ajuda. -Entendido.
Henry.
Henry, vamos conversar?
Henry?
Ruby?
Mam�e e papai me trouxeram aqui uma vez.
Antes de voc� nascer.
Henry, me deixa ir. Por favor.
N�o contarei a ningu�m, prometo.
Voc� � uma mentirosa, Ruby.
Voc� sempre foi uma fofoqueira mentirosa.
Henry, � a Detetive Rollins.
Detetive, por aqui.
Consigo te ver.
Henry, solta a arma.
Detetive Rollins?
Voc� � mais linda de perto,
e suas filhas s�o parecidas com voc�.
E voc� n�o mudou nada, Henry.
Abaixe a arma.
N�o � como se fosse machuc�-la.
Queria acreditar em voc�, mas...
ainda est� com a arma na cabe�a dela.
E voc� ainda est� segurando a sua.
Podemos abaix�-las juntos,
e sa�mos daqui ao mesmo tempo.
-N�o estou pronto pra sair. -Tudo bem.
Deixa a Ruby ir.
N�s podemos ficar.
A Jesse gostou do presente?
Ela era t�o fofa.
Eu pedi um abra�o e ela me deu.
Voc� lhe ensinou boas maneiras.
Sabe o qu�?
Voc� tem 60 segundos
at� que a equipe da USE entre aqui
para te tirar. G�s lacrimog�neo, armas de choque.
-N�o quero que isso aconte�a. -N�o quer?
Ent�o n�o est� brava pela Jesse?
Sabe que n�o a machucaria.
Ela n�o estava na minha lista.
Mesmo assim, uma m�e protege os filhos.
N�o a minha, ela me trancou.
Para, Henry. N�o foi culpa da m�e ou do pai.
Est� certa. Foi tudo culpa sua.
Voc� chorava, a escola ligava,
e ela ficava brava comigo.
N�o fiquei triste quando morreu.
-Ela mereceu! -�.
Ela devia saber o que aconteceria.
Voc� se vingou dos que o machucaram.
Ainda n�o, falta a Ruby!
Henry, por favor, n�o me machuque.
Voc� sempre foi um beb� chor�o.
N�o � culpa da Ruby. Ela tinha 5 anos.
Depois que atirou no meu parceiro, o Nick?
Fui eu quem te prendeu,
pra que n�o ficasse livre.
Ent�o foi tudo culpa sua!
Rollins est� l� dentro com o Henry.
E com a Ruby. Nenhum tiro disparado.
Rollins? Rollins, est� a�?
Rollins, se consegue me ouvir,
e voc� est� bem,
aperte no r�dio.
Algu�m est� saindo. Vamos.
Capit�, Ruby est� saindo com a arma do Henry.
Est� descarregada.
Recuar! Recuar, n�o atirem!
Socorro! N�o atira em mim!
-Vem aqui! -Pegamos ela.
Ruby, voc� est� ferida?
-N�o. -O que est� acontecendo?
Ele n�o quer mais falar comigo. Quer falar com a Rollins.
Ruby, est� segura. Vamos te tirar daqui.
Rollins?
Rollins, o que est� acontecendo?
Fin, ela n�o responde...
A pol�cia e o comiss�rio de Nassau est�o vindo.
Qu�o experiente � a sua detetive?
-Muito. -E o garoto est� desarmado.
Se ele n�o pegou a arma dela.
Vai ser dif�cil para voc� entrar escondido
em uma casa com espelhos.
Tentaremos colocar c�meras l� dentro.
Rollins? Henry?
Ningu�m precisa se machucar.
Rollins, qual a sua situa��o?
Preciso que me responda.
Capit�, nos d� alguns minutos.
Henry e eu estamos conversando.
Est� encrencada?
Provavelmente. N�o temos muito tempo.
E ent�o, sobre o que quer conversar?
N�o sei... Por que veio para c�?
Tive minha inf�ncia arrancada de mim.
Eu tinha apenas 10 anos.
Nada de praias, nada de parques de divers�o.
Apenas artes e trabalhos manuais.
Muitas artes e trabalhos manuais.
Sente falta da praia?
Eu amo o mar.
Sabe por qu�?
O mar n�o se importa com voc�
nem mais nada.
Ele faz o que quiser,
quando quiser,
e voc� tem que aceitar.
O que houve aqui, Henry?
Viemos para c� com um garoto, Oscar.
T�nhamos 6 anos.
Nossas m�es eram amigas
e esperavam que f�ssemos tamb�m.
Mas n�o eram.
Ele era legal.
Comi o cachorro quente dele e ele n�o contou.
Ele n�o sabia nadar.
Est�vamos brincando nas ondas,
n�o sab�amos que era fundo depois da marola.
Ficamos presos em uma correnteza.
Pude ver o Oscar lutando, ofegante,
tentando nadar at� a costa.
A m�e dele pulou na �gua, um salva-vidas tamb�m.
Mas Oscar e sua m�e se afogaram.
Isso deve ter sido muito assustador.
N�o.
Eu s� fiz o que o mar queria que eu fizesse...
flutuei com a mar�.
A guarda costeira me encontrou.
Eu estava h� 1,5 km da costa.
Minha m�e estava muito nervosa.
Mas voc� estava bem.
Mais do que bem.
Foi a primeira vez que percebi que eu era diferente.
Todos estavam t�o preocupados comigo,
t�o tristes com a morte do Oscar e sua m�e.
E eu chateado por n�o ter visto acontecer.
Sei que est�o conversando, mas preciso que me atualize.
ESU instalou c�meras nas tubula��es de ar.
� uma casa espelhada. Est�o olhando para reflexos.
-Est�o se preparando. -Porque o garoto
deixou um enorme rastro de sangue.
D� tempo para minha detetive.
A decis�o n�o � sua, Capit�. Eles v�o entrar em 5 minutos.
Rollins, fique sabendo, Nassau ESU est� no controle.
-Voc� precisa responder? -Preciso.
Pela minha experi�ncia, ESU deve estar prestes a entrar.
Voc� quer tomar um tiro ou quer vir comigo?
Estou desarmado. N�o v�o atirar.
Eu n�o contaria com isso.
Se sairmos juntos,
posso proteg�-lo.
Por que faria isso?
Lembro de voc� pequeno,
na cozinha,
comendo morangos.
�?
Voc� se esquivava quando eu passava para ir at� a geladeira.
Mas n�o sa�a.
Eu estava preocupada com voc� e continuo.
N�o quero que morra.
Entendido, Rollins. Eles est�o saindo!
N�o atirem! N�o atirem!
Est� algemado.
Devagar e com calma.
Eu n�o consegui. Perguntem a ela.
N�o estou normal.
-Est� certo. -Vamos.
O que foi isso?
Sabe que eu gosto de entrar na mente deles,
e tentar entender o que acontece.
-Conseguiu algo? -Esse plano
foi tudo o que ele pensou nos �ltimos 8 anos.
Independente de onde colocarem Henry,
precisam jogar a chave fora.
A morte � mais perto da vida do que imaginam.
Todo sangue que corre dentro de seu corpo...
Poderia morder o seu pesco�o agora.
Quando chegarem, ser� tarde demais.
Est� certo, Henry.
Fica bravo com pessoas que julgam voc�.
-N�o estou julgando voc�. -N�o est�?
Ent�o, por que est� aqui?
Como eu disse, quero entender como chegou aqui,
o que voc� acha que aconteceu.
Meu estado mental?
De acordo com o Estado de Nova York,
4 meses atr�s,
eu n�o era mais um perigo para mim e para os outros.
Acha que tomaram a decis�o certa?
Na minha opini�o,
quem deixou o menino sair, tem que perder a licen�a.
Exatamente, doutor, mas ele pode participar do julgamento?
� uma pergunta complicada.
-Eticamente, moralmente... -Mas legalmente.
Ele sabe quem � e sabe o que fez.
� capaz de participar de sua defesa.
Conhe�o os protocolos legais,
mas tamb�m sei
que Henry j� estava fora do normal
e era insens�vel e sem emo��o quando tinha 10 anos.
O c�rebro de um psicopata � diferente, desde o nascimento.
Podem argumentar que isso afeta a sanidade.
N�o ser� culpado por insanidade.
-Essa ser� a apela��o. -Isso � for�ar.
Ele sabe que estava errado,
e ele n�o ligou.
-� tudo culpa dele. -� mesmo?
Henry ficou internado metade de sua vida.
Ent�o voltou para sua fam�lia,
que ele acha que o prendeu.
Mand�-lo para casa...
� como jogar gasolina e acender o f�sforo.
A defesa ir� falar isso.
-O Estado ser� julgado. -Por favor, n�o.
N�o!
N�o, ele vai tirar f�rias,
conseguir morte e volta para terapia
-com amigos no Camp Hesland? -Eu entendo, detetive.
Voc� e a sociedade querem punir Henry,
mas prender algu�m que � doente...
J� fui � cadeias onde havia apenas um psiquiatra
para mais de 500 homens.
N�o estamos melhores do que o passado.
Doutor, podemos discutir isso,
mas hoje, s� preciso do seu testemunho
que Henry est� apto para um julgamento.
Ele est�,
mas essa pergunta � o problema.
Preciso de um ar.
Eu vou com ela.
Como est�, Olivia? Foi um ano dif�cil.
Foi mesmo, e...
Mas tenho sorte, sabe?
Meu Noah est� bem, meu esquadr�o � saud�vel.
E as coisas com voc� e o detetive Stabler?
Sua mensagem.
-Disse que ele apareceu... -Do nada.
E isso...
tem sido dif�cil de processar.
Entendo por que voc� queria conversar,
e estou ansioso para isso.
Sim, eu tamb�m.
AUDI��O DE COMPET�NCIA SUPREMA CORTE
A inspe��o da lei e da psiquiatria
� muito complexa.
A lei � objetiva, procura culpa ou inoc�ncia.
A psiquiatria � subjetiva,
-Merit�ssima... -Dr. Lindstrom, com respeito,
na sua opini�o, Henry Mesner pode passar por julgamento?
-Pode sim, Merit�ssimo. -Pode descer.
Ouvindo o testemunho das partes relevantes,
e revisando os relat�rios psiqui�tricos,
submetidos pela defesa e acusa��o,
� definido por esse Tribunal que o R�u, Henry Mesner,
� capaz de participar de sua defesa,
e pode participar do julgamento.
Obrigado, Merit�ssima. O Povo vai marcar o julgamento.
Vamos mudar a declara��o para n�o culpado,
por insanidade. 4 meses atr�s,
afirmaram que meu cliente n�o era mais um risco,
o que, tragicamente, n�o foi verdade.
� a inten��o do Estado convencer o j�ri,
que mesmo depois da �ltima semana,
ainda defendem isso?
Advogada, hoje n�o. Guarde para o j�ri.
Foi rude com a minha advogada.
-Chega, sr. Mesner. -Deixe-a terminar.
Sente-se, sr. Mesner.
-Henry, volte! Pare! -Ningu�m ouve.
-Ningu�m ouve! -Ordem!
Pare! Seguran�as, peguem o r�u!
Tirem ele daqui!
Quero meu pai!
-Tirem ele daqui, agora! -Quero meu pai!
-Chame a ambul�ncia! -Quero meu pai!
J� volto com a receita e sua alta.
M�dica disse que tem sorte, sr. Carisi.
Eu tenho orelhas pequenas.
-Est� bem? -Vou sobreviver.
N�o sei como, mas ele errou meu t�mpano.
-O que acontece com Henry? -A ju�za o prendeu.
Tomar� rem�dios at� melhorar.
Ele conseguiu o que queria.
Voltar para o hospital psiqui�trico.
Ele atacou voc� para provar que era louco.
Mas ainda vai � julgamento,
estando ou n�o dentro da defini��o de insanidade.
Ele matou a madrasta...
O pr�prio pai e o irm�o de 5 anos.
Se ele n�o � louco,
ningu�m mais �.
Como voc� est�, Henry?
Est� bem drogado, n�o?
Pode fingir que n�o escuta, mas sei que escuta,
e preciso falar uma coisa.
Quando disse que n�o queria que morresse...
eu menti.
Se sair daqui...
Se for atr�s do promotor Carisi ou algu�m da minha fam�lia,
ser� o seu �ltimo dia aqui na terra.
Eu mesma irei matar voc�.
Mesma tens�o de 8 anos atr�s.
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