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Sarah...
- O que houve? - Ela caiu.
Uma ambul�ncia, chamem uma ambul�ncia.
JACK TAYLOR - EPIS�DIO 4 "O DRAMATURGO"
- Legenda por Frederic -
Boa garota. Quebrou seu pr�prio recorde.
N�o formamos um belo par?
Minha m�e, sete meses depois de um derrame.
E eu, comemorando seis meses sem uma bebida.
Amigo...
seu pai.
Nojento...
Jack, o que voc� fez?
O que � isso?
Iogurte grego.
Deve fazer bem ao meu est�mago.
Iogurte? Consertar voc�?
Uma palavrinha?
Jennings detetive? Keith Jennings?
Quer o n�mero dela pra dar parab�ns?
Jennings trabalha duro, � parte da equipe.
Parte da equipe, fala da equipe de hurling?
E trabalha duro? Ela s� trabalha pra cobrir suas merdas...
E o suic�dio, a garota, Bradley, como estamos?
Parece que caiu, sem sinal de overdose.
O relat�rio toxicol�gico deve chegar hoje.
Olha, Kate... voc� vai chegar a detetive.
Esteve em teste por quanto, quarto meses?
Cinco... cinco meses.
Eu estive por um ano...
Seguindo o manual.
E sendo visto seguindo o manual.
Obrigada, Sargento Detetive...
Uma trag�dia horr�vel. Al�m da mis�ria para a fam�lia.
Mas n�o me chamou pra ver se eu conhe�o as boas elegias.
Voc� tem uma reputa��o.
H�bil em achar coisas perdidas, ocultas, verdades...
Devagar, professor... elogios sempre me sobem � cabe�a,
eu fico insuport�vel.
A pol�cia parece contente com o veredito de suic�dio...
Talvez tenham raz�o, talvez...
E quanto ao azar?
Uma estudante pode voar de um jeito e, bem...
�s vezes, pode voar por algo mais.
Havia uma nota envolta num dedo da Sarah.
- O que dizia? - S� a pol�cia sabe.
Talvez tenham dito � fam�lia.
Disse que a Sarah era estudante de teatro?
Sim, ela largou uma das minhas disciplinas no ano passado.
Pelo que eu lembro, ela n�o tinha talento ou interesse.
Sarah tinha muita auto-estima,
eu realmente n�o posso aceitar que tenha se suicidado.
Quero que voc� investigue isso.
E estou disposto a pagar.
Os exames de sangue saem hoje, ent�o saberemos mais.
- Parece hero�na. - Mesmo?
Os bra�os tinham marcas?
Uma s�, deve ter sido a primeira vez.
N�o � muito comum, overdose por hero�na no interior, n�o?
Essa � a nota que estava amarrada no dedo.
Foi feita numa velha m�quina de escrever.
Buracos no papel...
Sou eu quem est� desolada,
eu, Sarah, que n�o viverei at� a velhice.
- � a Deirdre... - Quem?
� de "Deirdre das dores", de John Millington Synge.
A fala � da Deirdre, s� foi trocado por Sarah.
E o figurino... � uma leg�tima Deirdre.
Qu�? Assim que eu sai, a academia de pol�cia
deixou de ensinar sobre as grandes trag�dias irlandesas?
Jack, sabe por que eu pedi que viesse.
Sou t�o chamado para a casa das mulheres
que j� parei de questionar.
Uma coisa � voc� ver um arquivo sem querer,
digamos, que eu deixe por a�, por acaso...
Mas n�o posso mais trazer evid�ncias pra voc� copiar.
Problemas de cima? Aquele seu Sargento Detetive, Griffin?
Isso � sobre a minha carreira.
Sobre fazer as coisas pelo manual.
Jesus. T� brincando...
- Vou trocar. - Deixa...
Isso � do meu tempo...
uma dan�a lenta imperd�vel.
E assim � que a hist�ria segue...
Deirdre nasceu como uma das grandes belezas do mundo.
E Conchubhar de Ulster, prometeu despos�-la quando tivesse idade.
Ele a manteria segura nas profundezas da floresta,
onde nenhum guerreiro lascivo se apaixonaria por ela.
Me lembra alguma coisa.
Mas quando Deirdre atingiu a maioridade,
o rei se tornara um velho rabugento
e Deirdre, muito teimosa.
Ela se apaixonou por um jovem e belo guerreiro,
Naisi, e eles fugiram para a Esc�cia, onde, por 7 anos,
eles viveram em �xtase...
Mas Deirdre era muito independente para se esconder.
Ela insistiu que voltassem para encarar o rei juntos...
- Para reclamar sua liberdade. - E...
- Oi, sou eu. - Des�o num minuto.
- � o Griffin, est� adiantado. - Algo interessante?
Qual �... eu te contei a hist�ria.
E eu consegui as fotos. Estamos quites.
Apague as velas. Puxe ferrolho antes de sair.
O que houve? Deirdre das dores...
Ela voltou pra encarar o rei, e...
O rei matou o amante de Deirdre.
E em vez de casar com o rei, Deirdre se matou
para se unir ao seu amado no t�mulo.
Ent�o, Deirdre das dores, veredito: Suic�dio.
Estou faminto, pensando num tailand�s apimentado.
Talvez um mexicano picante. Mas n�o...
Kate Noonan gosta de comida de hospital.
N�o vamos para o hospital. Vamos para o necrot�rio.
E essa � a �nica marca de agulha?
O resultado dos exames � estranho.
Havia hero�na no sistema, mas n�o para uma overdose.
Sarah teve overdose de morfina,
pro caso da queda n�o bastar.
Morfina e hero�na na mesma inje��o?
N�o, s� a morfina foi injetada.
Mas acharam tra�os de alum�nio nos pulm�es.
De fumar direto da l�mina...
H� quanto tempo ela "persegue o drag�o"?
Certamente h� mais de um ano.
Ent�o... ela decide se matar
e quer encerrar com algo mais elevado que hero�na suja.
A pergunta � como ela conseguiu a morfina...
Podemos checar nas prescri��es do hospital.
Precisa de um mandado... ok.
Essa n�o � a �nica pergunta.
O vestido, a nota liter�ria, isso � estranho.
Ponha hero�na na receita. Muita coisa fica estranha.
Oi, Lynda. Bom te ver...
Eu posso dar "oi" pra Lynda... Voc� est� muito bem.
Voc� tamb�m, Jack.
E a conversa fiada acabou.
Vamos, � o primeiro caso em meses.
Tem coleira e focinheira pra ele?
Por ora, tem que pegar como est�.
At� mais, Lynda.
Li o livro que voc� falou, Deirdre das... seja o que for...
Bem, um pouco. � dif�cil... Mas eu achei uma coisa.
Olha s�... Come�o do segundo ato.
"Cheguei ao chuveiro antes do amanhecer."
- E? - Cheguei ao chuveiro, genial.
�timo. Voc� est� parecendo um estudante.
Vai assistir as aulas da Sarah.
Observe os colegas dela, os professores...
T� me mandando pra universidade?
Se ajudar, pense que � um trabalho disfar�ado.
Este e este, abertos. Esta, fechada.
O professor Gorman. Seu cliente, n�o?
- Conhece ele? - Interrogamos ele, � claro.
Ela n�o acredita que a Sarah caiu.
Caiu? N�o pulou?
A pol�cia n�o est� pensando em suic�dio?
Essa � a linha...
E Sarah tinha uma hist�ria com drogas.
Se ela estava sozinha, como enganchou tudo isso?
Jack, guarda isso.
Vamos. O ros�rio est� prestes a come�ar...
Eu posso sentir.
Professor Gorman... Policial Kate Noonan.
Prazer rev�-la, policial.
Fizemos progressos...
no fim, a sua expertise pode ser �til.
Talvez n�o se lembre,
minha expertise � literatura irlandesa empoeirada.
Sim. Precisamos conversar sobre John Millington Synge.
- Jack, isso n�o � p�blico. - Conhece Lawrence Doyle?
Foi professor da Sarah antes deste terr�vel fato.
Jack Taylor e policial Noonan,
est�o investigando o caso da Sarah.
- Interesse pessoal, Sr. Taylor? - Interesse pela verdade.
Me avise se puder ajudar. Agora estou atrasado.
Ent�o... John Millington Synge.
Podem me visitar quando quiserem.
Companhia � sempre bem-vinda.
Cinco minutos, Jack. Por favor, sem gracinhas.
Sim, s� vim at� a casa da Sarah Bradley...
Que diabos pensa que est� fazendo?
Vendo se tem alguma m�quina de escrever.
Saia, agora n�o tem nada aqui. J� pegamos o porta fumo.
Esses livros... a cole��o Random.
Estranho para um estudante. Todos da mesma livraria.
L� pra baixo... agora.
Griffin est� vindo, n�o quero que te veja aqui.
O que ele faz aqui?
Sou um cidad�o preocupado, tocado pela trag�dia local.
Vim prestar meus respeitos, algo errado nisso?
Conhe�o voc�, Taylor,
n�o � jornalista, nem policial. Voc� � problema.
Isso parece familiar.
Mandou no dia dos namorados ano passado?
Ok, Taylor...
A pol�cia n�o considera o assassinato.
Odiaria pensar que estou interferindo numa investiga��o.
Tem pessoas de luto ali...
Voc� vem, Kate?
Eu disse pra voc� seguir o manual...
e no outro dia voc� est� com esse bastardo maluco
fazendo tour na casa de uma menina morta?
Kate...
Olha... sei que voc� vai se acertar.
Mas se quer seguir em frente, se livra desse cara.
Aos 51 anos, aparentemente influenciado pelo hor�scopo,
W. B. Yeats pediu Maud Gonne em casamento.
Pela quarta vez...
Ao falhar, se voltou, imediatamente,
para a filha de 21 anos de Maud.
N�o tendo sucesso ali, no mesmo ano,
ele pediu Georgie Hyde Lees. E enfim, se casou.
Teria Yeats inventado um novo complexo,
mais selvagem que o de �dipo?
Essas mulheres s�o meros objetos sem culpa nesta hist�ria?
O que sabemos sobre os feiti�os que lan�aram sobre o homem?
Amanh�, para as respostas, analisaremos a poesia do mestre.
Obrigado, cada um pegue um destes...
�dipo foi um rei grego que se apaixonou por sua m�e.
Ele matou seu pai para se casar com ela.
- E se escreve �DIPO. - Estava me espionando?
Bom, se est� no �ltimo ano e n�o conhece �dipo,
provavelmente precisa de cuidados.
�, valeu, nos vemos...
� �bvio que voc� n�o � estudante.
O que �? Est� aqui pra observar garotas?
� um tarado? Jesus, � um tarado...
Eu n�o sou... tarado. Fala baixo.
A garota que morreu, Sarah Bradley.
Estou investigando a morte dela.
Isso � do caralho...
Ent�o... quem est� na arma��o?
A Sarah era uma vadiazinha, sabe.
Meio que sumiu da universidade h� meses.
Mas, antes disso... "Meninas, prendam seus namorados."
Quando falaram que ela estava usando hero�na,
eu mesmo pensei, "bom, espero que morra, sua bruxinha."
Deus... eu sou mal e tal?
Conheci algumas pessoas m�s, Sheena, n�o acho que seja uma.
Enfim, eu n�o era a �nica que pensava assim.
Sarah Bradley era a rainha das vadias.
Deus a tenha.
Acho at� que ela tinha uma coisa com ele.
Doutor Lawrence Doyle.
E agora... voc� vai me pagar dois coquet�is.
- Happy hour pra Sheena. - Por qu�?
Pela informa��o sobre o Doyle?
Eu trabalho na administra��o da universidade.
Tenho total acesso a todos os arquivos.
Obrigada.
Uma das vantagens de estar s�brio.
Estar atr�s da dire��o. Depois de quantos anos?
Incont�veis...
Oh, querida... Pobre Sarah.
"O que estende sobre a gravilha, ser� minha cama esta noite."
Assim disse Deirdre.
Tem certeza de que n�o posso tent�-lo?
Absolutamente, professor...
Eu estou s�brio... por hoje.
Bem, admiro sua integridade.
Certo... o que temos aqui?
A nota no dedo de Sarah.
Bem, acho quer podemos descartar
o envolvimento de John Millington Synge
e dizer que � uma c�pia extraordin�ria.
Jack, como diabos teve acesso a isto?
A policial Noonan...
Voc� � um homem intrigante.
Pare de me chamar de professor, me chame de Eugene.
Certo. Enfim, a pe�a...
Bem, o texto est� repleto de morte e assassinato.
O pr�prio Synge morreu antes de finaliz�-lo.
Yates e Molly Allgood terminaram a obra.
Pra mim, sempre pareceu algo feminista.
Deirdre faz suas escolhas. � forte,
independente, talvez Sarah tamb�m fosse.
Essa � uma leitura... Podemos dizer tamb�m
que Deirdre era uma beleza ego�sta que s� via seus desejos
e, ao segui-los, espalhava dor e morte ao seu redor.
Minha esposa costumava dan�ar por aqui...
Ainda posso v�-la desaparecer entre as �rvores.
Rindo, surgindo outra vez...
Lamento. Ela faleceu?
Sim... h� quatro anos. C�ncer.
Um final vil para uma mulher com tal carga dram�tica.
Sabe, no in�cio ela menosprezou tudo isso,
achou que eu a havia afastado dos holofotes.
Do glamour da cidade de Galway.
Satisfa�a minha curiosidade.
Sua amiga policial, Kate Noonan...
Detectei alguma rela��o especial ali?
N�o, n�o... Kate � o que voc� disse.
Minha amiga policial.
J� me disseram que um policial n�o tem amigos.
Este ar n�o � glorioso?
Posso ajudar, senhor?
John Millington Synge. Poeta e dramaturgo irland�s.
- O que pode fazer por mim? - Acho que est� em falta.
Quanto pela m�quina de escrever?
5 mil. Pertenceu ao William Burroughs.
- Tenho que experimentar. - Voc� tem � que cair fora.
Sei quem voc� �... Taylor, n�o?
Anda por a� brincando de detetive e catando gente morta.
Isso, esse � o esp�rito. E quanto � garota?
Comprou muitos livros aqui.
Pulou do telhado da faculdade.
Acha que foi algo que ela leu?
Voc� n�o parece um cara que carrega um canivete. Mas eu...
Eu n�o tenho que falar com voc�.
Voc� n�o � policial.
Todo mundo me lembra disso.
Eu sei quem s�o meus alunos.
Voc� n�o � um deles.
Mas esteve em todas as minhas aulas desta semana.
S� quero aprender sobre...
Yates, �dipo e...
- os caras... - Voc� est� afim de mim?
N�o. Por que s� por estudar todo mundo me acha esquisito?
Certo. Sinta-se livre para assistir minhas aulas.
Voc� deve prestar mais aten��o que a maioria mesmo...
Mas pare de me seguir.
E diga ao Jack Taylor pra ficar fora dos meus assuntos.
Karen, espera. O que eu fiz de errado?
Nada, s� n�o fez o bastante.
Voc� disse que ia ver o velho decr�pito, professor Doyle...
�dipo... n�o me reconhece?
Acho que uma garota morta � de mal gosto.
Considerando a sua investiga��o.
Fui informado de que estaria aqui, com certeza.
Professor... Eugene. Jeff, um u�sque, por favor.
Tamb�m me dei conta que lhe devo seu primeiro pagamento.
Eu admito certa fascina��o.
As pistas enigm�ticas, a femme fatale,
o investigador dur�o...
Mais cansado que dur�o, no momento.
Mas, por que aqui? Digo... voc� n�o bebe.
- Duvido que seja f� de esporte. - N�o, um pouco de futebol...
mas, a verdadeira atra��o, Eugene...
� pela atmosfera.
Livraria Fables?
O dono... poder ser fornecedor de hero�na.
N�o quero assustar ele antes de dar uma boa sacudida.
"Sacudida"... excelente.
Karen, aonde voc� vai?
Vem c�...
Vem aqui um segundo. Quero tirar uma foto. Fica aqui.
Certo, zumbi, sorria.
- Ador�vel... - Obrigada.
Preciso que consiga uma coisa nos arquivos.
O cara sem olho, � Ronan Myers.
H� uns 6 meses, ele foi a uma festa e decapitou tr�s cisnes.
Acho que o �ltimo arrancou o olho dele.
N�o acredito que t� solto.
"H� muito tempo os homens falam em Deirdre,"
"a crian�a que recebeu todas as d�divas"
"e cuja beleza n�o se pode igualar."
D� um tempo. Peguei cinco desses num dia.
� uma tortura muito sutil.
Minha nossa, Jeff...
todo dia a mesma lama...
Jack?
- Conhece? - Sim, conhe�o, do campus.
Ronan Myers, n�o?
Teve uma quest�o infeliz com cisnes...
diagnosticado como psic�tico, creio.
Est� em um programa especial.
Acha que est� envolvido no assassinato da Sarah Bradley?
Gostaria de conversar com ele.
N�o, n�o � isso.
Isso nem tem mais gra�a.
Quem sabe...
Karen?
Me falaram de voc� Karen, disseram que seria assim,
devia ter ouvido. Karen?
Jack... como vai? Finalmente voc� chegou.
Eu e a Sheena temos uma coisa.
- T� me gozando. - �, inacredit�vel, n�o?
Ela � um achado.
Deus, que rio... escuta ele correr.
Como est� a sua m�e?
Eu que pergunto, o que diabos voc� tem?
Sheena comprou p�lulas do Ronan, s� pra garantir.
Ele j� foi, encerrou a noite.
Ent�o pensamos, vamos tomar metade, sabe como �.
Achei que j� teria apagado, mas s� melhora.
Mas n�o se preocupe Jack, estou alerta.
Eu vi o arquivo do Ronan. Ele � um paciente externo em teste.
Parte de um programa da universidade
para ajudar a manter sua mente ligada.
Ronan.
Ronan.
Ronan, para...
Voc� joga sujo.
Ronan.
S� quero conversar...
Merda, eu estou morrendo.
S� quero conversar...
Forne�o um pouco de ecstasy e haxixe.
Nada grande... nada de p� ou coisas assim.
S� pro dinheiro no bolso.
Eu nem toco nessas coisas.
Digo, eu n�o posso, voc� sabe.
T� em tratamento. Antipsic�ticos...
coisa forte.
Quer algum haxixe? Ecstasy...
Cody. Volte pra sua garota ou v� pra casa. Como quiser...
N�o t� de cara, n�?
Voc� fez bem. Vai l�...
Voc� jogou sujo.
Eu parei de beber depois do que aconteceu.
N�o h� onde se esconder.
Te peguei...
Jack, o que voc� fez?
Cai fora daqui...
Lamento. Sabe... o olho.
Nunca entendi por que n�o me entregou.
Porque voc� me fez um favor, Jack.
Voc� me parou.
O que aconteceria depois?
Est� se esfor�ando pra melhorar, n�o?
N�o faz sentido ficar se torturando.
Sempre tem muita gente pra fazer isso por voc�.
N�o conta pra ningu�m que me viu vendendo.
Nunca falei de voc�, certo?
Meus l�bios est�o selados.
Devia respeitar o toque de recolher, sabe?
Mas a janela... N�o sabem que eu quebrei a tranca.
Posso perguntar sobre outra coisa?
A garota que morreu? Ela era maluca.
Tentou arranjar hero�na.
Foi h� mais de um ano. Antes...
Ela conseguia em algum lugar? Alguma ideia?
Mandei ela pro �nico cara que eu conhecia.
Voc� n�o soube disso por mim Jack, ok?
O cara � um psicopata...
N�o somos todos?
- Kate, como vai? Bom dia. - Bom dia.
Karen Lowe. N�o est� oficialmente desaparecida.
Os pais estavam na cidade ontem,
ela devia ter ido jantar com eles.
N�o acreditam que ela faltaria.
Conheci eles, e acredito que est� tudo bem.
Mesmo ano e as mesmas mat�rias da Sarah Bradley.
Deve estar em alguma cama em Sligo. Perdeu o celular.
Comece com amigos e familiares,
Quando acabar, ela j� voltou, sem desculpas ou gra�as.
Ele trafica direto na livraria?
Parece que a senha � "tem House Music?"
- Meio antigo, n�o? - Acho que a ideia � essa.
Acha que ele mataria a Sarah?
Drogas, literatura, reputa��o como psicopata...
Canivete debaixo da mesa, vale checar.
E pensei que depois de cegar um na �ltima pris�o de cidad�o
� melhor deixar pra voc�.
Quem � a sua fonte?
Lament�vel a falta de compaix�o.
O qu�?
� de "Deirdre das dores", de Synge.
Sabe, Synge... um dos favoritos do papai.
Nada de compaix�o...
s� o mal. O mal puro...
O mal puro.
Sim, tamb�m achamos... Certo, avise quando come�ar.
O esquadr�o antidrogas vai come�ar vigiar a livraria, j�.
"J�" quando?
Estar�o l� esta noite, talvez amanh�.
Mesmo ano, as mesmas mat�rias, � s� olhar...
Acho que a Karen est� em perigo.
Suic�dio e um desaparecimento, n�o h� conex�o evidente.
Quem informou sobre a livraria?
N�o querem ser identificados.
T�...
Karen Lowe. Disseram que est� desaparecida.
Parece que o Doyle tem uma coisa com ela, como a Sarah.
Sumiu por um dia...
conta como desaparecido para estudantes?
Ele sabe que vigiamos ele, ele me disse. � o nosso homem, Jack.
Agora est� se precipitando.
M�e...
Chame uma ambul�ncia, Cody.
Esta � a hora, ente o dia e a noite, onde o sono � eterno,
e n�o h� nada melhor que seguir...
Aqui � Karen Lowe...
n�o deixe de me ver como "Deirdre das dores".
�nica apresenta��o.
�NICA APRESENTA��O.
Sempre esteve disposta a dar um quarto
a quem precisava.
Ela teria adorado isto.
Taylor. Precisamos conversar.
Certo...
ent�o sabe aonde eu quero ir.
Ok, escuta. Talvez seja algu�m tentando fazer a coisa certa.
Ou queira continuar ferrando...
Sou eu... seu filho.
O mal puro...
Precisa ficar longe da Kate...
pessoal e profissionalmente, seria um favor.
Por qu�?
N�o � complicado, s� fique longe dela.
Merda...
Puta merda...
Encontrou algo que goste?
"Tem House Music?"
Por aqui...
Que diabos faz aqui?
Meu fornecedor, pegaram ele...
Nem conseguiu fian�a. T� precisando, quero ajuda.
Se tiver precisando muito, adoraria ajudar.
Mas preciso que me conven�a.
Pode pensar em como me mostrar o quanto precisa?
O que voc� quiser...
Pode me arranjar antes...
depois, o que quiser?
Posso ter uma puta drogada a hora que quiser.
Vou te passar agora...
Vou mostrar a mercadoria...
te botar no clima.
N�o uso agulhas... s� fumo.
Podemos fazer isso tamb�m.
A bela hero�na black tar.
Sabe...
n�o h� motivo pra n�o curtirmos juntos.
Vadia.
Tem raz�o. Vamos aproveitar isso.
- Como est� se sentindo? - Vadia...
o que voc� �, policial?
Cad� ela, cad� a Karen?
N�o conhe�o nenhuma Karen.
Onde ela est�?
N�o sei. N�o vejo ela h� uma semana.
Pegou o de sempre e saiu.
- T� dizendo que era usu�ria? - Voc� n�o sabia?
Aqui � Karen Lowe...
n�o deixe de me ver como "Deirdre das dores".
�nica apresenta��o.
No lugar que leva o nome do meu autor...
John Millington Synge.
Ela disse que era no lugar que leva o nome de Synge.
Tem uma rua Synge em Dublin, o que mais leva o nome dele?
O t�mulo dele, tamb�m em Dublin. Mas em Galway...
Eles adquiriram um lugar pra constru��o no campus.
Vai se chamar J.M. Synge Hall.
Jack.
AS DORES MORREM COMIGO
O lugar est� sempre deserto. Teve o tempo que precisava.
�, e precisava de tempo, o doente desgra�ado.
O que houve com o seu olho?
- Houve o Jack Taylor... - Por qu�? Como?
Dei um ultimato pra se afastar deste caso.
Quer dizer, se afastar de mim?
Enquanto estiver no caso, d� no mesmo.
Jack recebeu a mensagem do assassino
e at� agora voc� insistia que nem havia um caso.
Admito que estava errado sobre as garotas.
Tinha raz�o, devia ter escutado. Mas, Kate...
sei que o Jack foi o informante da livraria.
E voc� podia ter morrido.
Eu avaliei a situa��o e achei o risco aceit�vel.
Da pr�xima vez me deixa fazer essa avalia��o. Por favor...
Sei que tinha suas ideias sobre a Mary e eu.
Que havia algo entre n�s...
Talvez algum caso...
Passou pela minha cabe�a...
A �ltima coisa que se espera de um Padre hoje em dia � dec�ncia.
�ramos amigos, Jack. Apoi�vamos um ao outro.
E sim... da forma mais inocente...
Eu amava a Mary. Eu amava ela...
Fico feliz que ela tenha tido isso.
Fico feliz por voc� tamb�m.
Obrigado, Jeff.
Aqui est� o seu.
Ok... obrigada, Lewis.
O que aquela gente faz aqui?
Eram amigos do meu pai.
Saber que est�o aqui significaria muito pra mam�e.
Cody?
Queria me desculpar, pelo Doyle.
- O que quer dizer? - Voc� sempre suspeitou.
Eu ignorei... devia ter escutado.
A pol�cia est� com ele agora.
Logo saberemos se tem alguma coisa.
Mas n�o devia pensar nisso, de qualquer forma...
N�o � o dia, Jack.
Devia tirar isso da cabe�a. Vai ficar bem?
Se precisar dos seus servi�os de conselheiro, eu aviso.
Fa�a isso.
Obrigado por vir, pessoal.
Den�ncias de grave torpeza moral.
� o que se diz quando um professor dorme com as alunas?
- Grave torpeza moral. - � como se chama.
O que diz sobre essas acusa��es?
O que tenho a dizer � que foram feitas pelo Jack Taylor.
Estas fotos s�o do dia em que Karen sumiu.
Elas foram tiradas pelo ajudante cara de doninha dele.
N�o importa quem tirou, mas quem est� nelas.
Mais uma vez detetive, estou sendo acusado?
N�o. S� est� ajudando a pol�cia com as investiga��es.
Isto foi encontrado no seu escrit�rio.
Como o que ela vestia na �ltima vez que foi vista.
Sabe que v�o provar que era dela.
Kate... sente-se.
Vou poupar seus peritos.
Sou tutor da Karen, ela ia ao meu escrit�rio sempre.
Deve ter deixado l�.
Vamos virar sua casa com pente e palitinhos.
Vamos encontrar o DNA dela. No travesseiro, no seu pijama...
em algum lugar.
Ent�o, como est� indo?
H� momentos, muito raros...
de tempos em tempos... que � realmente f�cil.
E voc�?
Eu tenho essa grande sensa��o �s vezes,
quando percebo que passaram dias, semanas...
sem que eu me sentisse culpada.
- � bom. - Parece bom.
Homens e mulheres lidam com o luto de forma diferente.
Mulheres podem desabar totalmente.
Deixar que os sentimentos aflorem.
E ent�o seguir adiante com as coisas.
A maioria dos homens n�o costuma lidar com emo��es intensas.
Um homem enlutado pode perder totalmente a cabe�a,
porque n�o consegue p�r a emo��o em seu cora��o.
� assim que me v�?
� como v� a si mesmo?
A bebida n�o � a �nica forma de esquecer os problemas, Jack.
Nossa... Lynda, eu s� quero...
S� quero fugir de tudo. Tudo...
S� por uma noite. Mesmo por uma hora, sabe?
Em momentos assim, alguns tem linhas, discursos completos.
"A noite foi muito especial, mas... � uma mulher maravilhosa."
"Mas..." e precisam dizer algo depois do "mas".
Jack, isso foi ador�vel.
E voc�... bem, voc� � voc�.
Mas voc� entende, n�o?
N�o estou em busca de nada.
Dou gra�as que algumas mulheres tenham essas linhas tamb�m.
O que � isso?
Parece o Cody. R�pido...
Jack? Lamento, Jack.
Sei que � muito tarde.
Mas eu descobri uma coisa. � importante.
Um minuto, Cody. Estou indo.
O que eu vou fazer?
Jesus, eu n�o sei. Colocar um chap�u?
M�e? � voc�?
Sem chance...
Voc� n�o fez isso, Jack...
Cody... relaxa, somos adultos, certo?
Liam, n�o, pelo amor de Deus...
Tudo bem...
Tudo bem, Lynda.
Ent�o, o que tem a dizer que � t�o importante?
� um bom soco que tem a�...
Desculpe por ter te batido.
Como voc� disse, voc�s s�o adultos...
n�o � como se eu fosse o �dipo ou algo assim.
Enfim...
estive tentando entender o resto da pe�a.
Como eu disse, n�o � a minha praia.
� s�: "h� tantas formas de secar o amor quanto estrelas no c�u."
E Sheena disse para tentarmos nos arquivos do teatro.
Eles tem performances de quase tudo.
Isso � de dez anos atr�s.
O "College Drama Sock", abreviatura pra "sociedade".
Abra a porta e sigamos para a cabana entre o freixo...
Seu amigo Lawrence Doyle.
Naisi, n�o me deixe Naisi, eu sou Deirdre das dores.
A gostosa...
Sucesso no circuito teatral de Galway. Morreu cedo.
- O nome dela � Isolde Branigan. - Isso...
Ent�o sabe com quem ela era casada.
Eu n�o sabia que ela era casada.
Seu...
Bem... o marido da Isolde Branigan...
O DNA na sua casa confere com o das meninas.
- Isso n�o � bom. - N�o � bom...
� �timo.
Ok, escutem...
Com Sarah aconteceu... foi h� 2 anos. Um caso.
Mas, Karen...
Eu estava apaixonado pela Karen.
Est�vamos apaixonados...
At� o qu�?
Terminou quando eu descobri.
Karen estava usando hero�na.
Ela fumava.
Queria que ela parasse, que conseguisse ajuda.
Mas ela n�o queria. Ou n�o conseguia...
Ent�o n�s terminamos. Mas eu nunca machuquei ela.
Sarah usava tamb�m.
Voc� tem esse efeito em todas as garotas?
Sarah? N�o, n�o enquanto eu estive com ela.
Eu nunca soube disso.
N�o podemos mesmo det�-lo por suspeita?
Voc� suspeita dele?
A verdade? Acho que � s� um velho explorador,
mas assassino? Duvido.
Voc� sempre teve boas intui��es e eu te bloqueei.
Devia ter escutado.
Eu estava errado... lamento.
Legal da sua parte.
O esquadr�o antidrogas vem pra cima por causa da livraria.
Acham que impediu eles de pegar um peixe grande.
Quero assegurar que vai ser recomendada por este.
N�o quero nada pessoal, sabe...
Quem pensa que eu sou?
Algu�m que gosta de mexicano picante...
� tarde, acha que est� aberto?
N�o � t�o tarde.
Lamento o estardalha�o repentino... e a hora.
Quando disse "qualquer hora", era s�rio, Jack.
Entre, entre...
Isolde Branigan...
interpretou a pr�pria Deirdre...
Eugene, por que n�o me contou?
Deixe-me mostrar uma coisa.
Eu cuidei da Isolde aqui.
E agora, sempre que durmo, ela est� aqui.
Soube que sua m�e faleceu, meus sinceros p�sames.
Obrigado.
Posso perguntar se estava com ela quando partiu?
Isso � triste... � mesmo uma dor.
Eu estava com Isolde quando ela foi...
acariciar a eternidade com uma das m�os.
� um privil�gio.
T�nhamos um sonho. Mas esta noite certamente nos despertou.
Vivemos muito em pouco tempo, Naisi...
Isolde...
Ela era t�o natural...
Podia tentar dirigir o tempo depois disso.
Ela n�o � algo celestial?
Doyle, que fiasco...
N�o pude fazer nada com ele.
Doyle transou com ela. Sabia disso?
Sim... ele foi um dos primeiros.
Faz muito tempo que eu perdoei.
E houve outros... muitos outros.
Mas esta Deirdre sempre voltou para o seu velho rei. Para mim.
� uma narrativa diferente.
Minha narrativa.
No fim, Isolde se tornou hostil.
Gostava de esfregar as humilha��es no meu nariz.
Contava cada detalhe do que os jovens amantes faziam com ela.
Com seu dedos fortes...
com suas l�nguas �midas.
contemplem o corno...
Nunca soube se era verdade ou apenas tortura,
mas n�o esqueci nada.
Certamente n�o os nomes.
Nomes como Lawrence Doyle.
Nomes como Jack Taylor.
Foi s� uma noite. H� muito tempo...
N�o sabia que ela era casada.
Ela era... ela era.
Voc� matou Sarah Bradley e Karen Lowe?
Voc� espera que eu responda essa brusca
e terr�vel acusa��o... sem provas?
Jack Taylor...
ter� que fazer melhor.
Dif�cil de responder...
- Bom, foi picante. - N�o, fiquei doente em Dublin.
Aqui estamos...
Tem certeza de que vai ficar bem?
Boa tentativa, Luke. Boa noite.
Ok... te vejo amanh�.
Boa noite.
- Bom dia. - Bom dia.
Relat�rio toxicol�gico da Karen.
De novo, tra�os de alum�nio nos pulm�es...
mas a overdose foi por morfina.
De novo, uma �nica marca de agulha.
Administrada com expertise.
Temos que conseguir as receitas do hospital.
Sim, vou pressionar pelo mandado.
Devo conseguir hoje.
A nota deve ter sido escrita com agulha de seringa.
O fluxo de sangue indica que estava viva...
quando aconteceu.
O professor Gorman quer v�-la.
Policial Noonan. � sobre Jack Taylor.
Admito que ser parte da investiga��o me excitava,
eu sou um devorador de dramas.
E sobre a noite passada...
Sem, bem... Jack esteve bebendo.
U�sque, eu diria... estou especulando.
Enfim, ele faz acusa��es, disse que eu era um assassino.
Eu tentei afast�-lo...
Ele era incoerente...
Gritava sobre as meninas mortas. Exigia que eu confessasse.
A essa altura eu j� estava no ch�o.
Ele disse...
Lamento, lamento...
Disse coisas irrepet�veis sobre a minha esposa.
Isolde faleceu h� alguns anos.
Ele tinha uma esp�cie de acess�rio.
Chamam de arma de choque?
Ele usou em mim e eu desmaiei.
Quer apresentar queixa, fazer uma declara��o formal?
N�o, n�o... n�o quero prestar queixa, absolutamente...
Jack est� perturbado. Sua m�e morreu h� alguns dias.
O qu�?
�... isso obviamente o levou ao limite.
S� garanta que n�o machuque mais ningu�m.
Inclusive a si mesmo.
Eu n�o toquei nele. Kate, eu juro, acredite.
Eu tentei te ligar.
Gorman matou aquelas meninas.
E enquanto conversamos,
ele est� se preparando pra matar de novo.
Se est� armando pra voc�, por que n�o prestou queixa?
Deus, eu queria que tivesse, porque eu te trancaria agora.
E deixaria voc� sedado.
Pergunte ao Gorman sobre a Isolde.
A esposa morta, ela interpretou Deirdre.
Ele � obcecado pela pe�a.
Ela � a raz�o de me envolver, em primeiro lugar.
- A raz�o? - Vingan�a, eu dormi com ela.
Foi h� anos atr�s.
Voc� me impressiona. Estou impressionado...
- Como mant�m a forma? - Fale com o Doyle.
Ele teve um caso com ela tamb�m, pode comprovar o que eu digo.
� bem simples, fique longe da universidade
e fique longe desta investiga��o.
E acima de tudo, fique longe do professor Gorman.
Acha que pode fazer isso?
Gorman confirmou a aus�ncia de Ronan na universidade
e a cl�nica diz que est� sem rem�dios h� 2 dias.
Acha mesmo que ele possa ser o assassino?
Dif�cil saber at� que esteja de volta.
Enquanto isso, com paradeiro desconhecido,
ele � extremamente perigoso.
Voc� fez parte da pris�o na quest�o dos cisnes, n�o?
Lembra disso?
"A dor de um cisne pela morte do companheiro"
"� uma das coisas mais belas da natureza."
E ele sai sem permiss�o no dia em que o segundo corpo aparece.
- Vamos... - Vou dar uma caminhada.
Pensar em algumas coisas...
Acha que o Gorman prendeu as garotas em casa?
Digo, Jesus, Jack, pode ter uma l� agora.
- Dev�amos ir l�. - A casa � isolada.
N�o acho que arriscaria, a pol�cia pode ir l� de repente.
Acho que ele tem um lugar especial.
Seu pr�prio teatrinho.
N�o pude prestar condol�ncias por sua perda.
E n�o fui no funeral.
Lamento muito, Jack.
Andou ocupada, latindo na �rvore errada.
Achei que devia saber que Ronan Myers desapareceu.
Est�o atr�s dele como suspeito pelos assassinatos.
Eu encontrei ele h� algumas noites.
Ele ferrou tudo, � psic�tico, mas, basicamente, um bom garoto.
N�o � um assassino, Kate.
Volta um pouco. Voc� encontrou ele? E...?
Tem vendido haxixe. Informalmente...
Ele me deu a dica da livraria.
Ele queria ajudar.
Sabia que o Ronan traficava? Voc�s dois?
- Foi o informante da livraria. - S� pegue o Gorman.
Interrogue ele como consultor. Concentre em Deirdre das dores.
Ele n�o vai quebrar, mas voc� Kate, voc� vai ver.
N�o podia dizer isso na delegacia.
Mas e a arma de choque...
Se ele est� mentindo, como ele sabe disso?
Arma de choque?
Cody, eu...
eu ceguei o Ronan com a pr�pria arma de choque.
Eu n�o contei e... deveria ter feito.
Fale com o Doyle de novo.
Tem uma hist�ria com o Gorman e a esposa.
Ele pode saber algo...
Doyle � um explorador de mulheres nojento. Ele � in�til.
Olha, Jack...
lamento sinceramente por sua perda. Fique em casa.
Tome o tempo que precisar pra se recuperar.
Voc� cegou o Ronan.
E todo esse tempo me deixou acreditar que foi um cisne.
Voc� nem confia em mim.
Quando confio em algu�m, merdas tendem a acontecer.
Quem est� a�? Me solta...
- Eu estou sufocando. - J� tive 5 desses num dia.
Uma chance pra adivinhar como foi.
Taylor, seu filho da m�e. Voc� arruinou a minha vida.
Eu fa�o muito isso.
Ent�o, estou vendo seu porta fumo...
O que mais n�o contou � pol�cia?
Calma, tigre. Meu palpite agora?
As meninas mortas, Sarah e Karen...
voc� apresentou a elas o prazer de perseguir o drag�o.
Eu perdi meu emprego, minha carreira, o que mais voc� quer?
Deviam te achar algum poeta maldito sofisticado...
Belo Lord Byron. Ent�o...
a hero�na?
Ok, ok, sim... eu apresentei a hero�na pra elas,
elas estavam interessadas.
Droga, v� em frente, fume.
Quero que fique a vontade.
Estou cansado de arrancar informa��o das pessoas.
De qualquer forma...
n�o vim aqui pra falar de voc�.
Quero falar sobre o professor Gorman.
O que tem ele?
Pode querer dar o tapa antes.
Gorman matou as garotas.
- Voc� � doido. - Ele est� levando o cr�dito.
Pelo menos comigo...
Aquele bastardo...
Deve ter plantado o moletom da Karen no meu escrit�rio.
E contratou voc� pra investigar.
Isso � grotesco...
Minha vida agora... se encaixa.
Gorman est� puxando todas as cordas.
Botou a pol�cia de prontid�o pra me dissecar,
o principal suspeito � o garoto que eu ceguei.
Perdi minha m�e h� alguns dias.
- Lamento por seus problemas. - Obrigado.
Dormi com a m�e do meu �nico amigo leal
e estou meio apaixonado pela policial
- que me acha um psicopata. - Kate Noonan, a durona?
Ela est� errada sobre o lance do psicopata?
Voc� tem sa�de...
Conhece o Gorman h� muito tempo. Comeu o mulher dele.
Eu tamb�m, n�o importa...
acho que ele n�o come�ou a matar garotas do nada.
Olhando pra tr�s, na �poca que o conheceu...
tem algo em possa pensar, algo fora do comum?
Quando Isolde morreu, uns meses depois. Estava b�bado,
me prendeu num canto de bar e disse que me perdoava.
Foi quando eu percebi que ele sabia...
- nosso caso... - Ele curte emboscadas.
Disse que n�o era culpa minha.
Disse que Isolde era como a Deirdre.
Uma beleza que espalhava dor entre os homens.
Disse que outras mulheres adoravam isso
e que s� havia uma forma de acabar com as dores.
Estaria disposto a dizer isso � pol�cia?
- Pode ser um come�o. - Claro.
Estou ferrado mesmo. E aquele bastardo tentou me incriminar.
Jack Taylor foi um dos nomes
que Isolde sussurrou no meu ouvido muitas vezes.
Quando n�o pude mais aguentar,
eu libertei ela com a morfina que haviam prescrito.
Quando ela deixou o teatro da vida, eu tive uma revela��o.
Isolde havia levado as dores com ela.
E eu estava livre.
A jovem Sarah...
bela, determinada, dores em seu rastro.
Soube de seu v�cio, era um primeiro ensaio adequado.
Mas, como artista,
eu continuei indistinto...
Podemos ajudar, n�o tem que fazer isso.
Cale-se... est� aqui para escutar.
E, quando chegar a hora,
interpretar como foi dirigida.
Karen foi meu ensaio geral.
Eu fiquei satisfeito com o efeito...
Mas percebi que meu papel estava nos bastidores.
Eu era o dramaturgo.
Vamos... vamos l�, boa menina.
Quantas pessoas mais vou ter que identificar?
Que tipo de acordo est�o oferecendo?
Continue falando, eu digo quando. Vamos ver.
Vejamos os professores da universidade.
Ele... � um cliente.
Compra pra si mesmo. N�o fornece...
eu acho.
Doyle... ainda n�o terminei com voc�.
Sim? Griffin...
Esta � sua pista para assistir Kate Noonan
na performance desta noite de Deirdre das dores.
N�o diga a ningu�m do que estamos falando
e venha direto para a minha casa...
sozinho. Est� claro?
Se tocar nela, eu te mato.
Esse � o esp�rito da pe�a.
Agora Kate tem algo a dizer.
"Vivemos muito, Naisi..."
Kate, vou buscar voc�.
Vamos...
"n�o � de lamentar"
"perdermos a seguran�a do t�mulo"
"enquanto pisamos em sua borda?"
Kate, escuta...
Luke, n�o venha, � uma armadilha.
O papel de uma vida espera. N�o diga a ningu�m.
Merda...
- Sargento detetive... - Agora n�o.
� importante. O traficante identificou outro comprador.
Agora n�o.
Disse que comprou o bastante pra fornecer.
Senhor...
Eu cuido disso.
Kate Noonan.
Onde est� Kate Noonan?
Tem algu�m que vai depor contra o Gorman.
Professor Doyle, Gorman falou com ele quando a esposa morreu.
Doyle � viciado e o principal suspeito.
Cad� a Kate?
Voc� vai pra cela provis�ria.
Se n�o sabe onde est�, ele pode ter pego ela.
Ponham ele numa cela.
Taylor, volte aqui.
Pare...
Volte...
O �ltimo ato come�a.
E Kate espera a chegada do seu rei.
Deixa eu falar com ela.
Venha sozinho, Jack.
N�o vamos ter um palco superlotado.
Direto para o por�o.
Vamos...
Voc� me cegou, seu desgra�ado.
O professor disse que os rem�dios me confundiam, Jack.
Disse que voc� me deve. Que tem que pagar.
Se entregue, Ronan. Prometa.
- Eu vou... eu vou. - Prometa.
Cody, � o Jack...
Voc� foi agraciada com a beleza, Kate.
E a usa para espalhar dor e destruir os cora��es.
Voc� zomba dos cora��es puros dos homens que a amam.
E � por isso...
que deve morrer.
Vamos... vamos.
Usei toda a morfina prescrita para a minha esposa.
Receio que tenha apenas o material sujo
das ruas para a sua liberta��o, minha querida.
Estamos interpretando uma nova narrativa.
Voc� escolher� quem morre.
O qu�?
Pode ser o jovem guerreiro, Luke Griffin...
ou o velho rei, Jack Taylor.
- Ter� que me matar primeiro. - N�o, n�o...
N�o precisa dizer nada.
Saberei pelos seus ador�veis olhos.
Quem vive, Luke?
Ou Jack?
E acredito que j� tenha feito sua escolha.
N�o, eu n�o escolhi.
- Ele est� aqui. - Voc� vai ficar bem.
Atr�s de voc�...
Seu desgra�ado...
N�o fa�a isso. Por favor, pare.
Fique quieta, lutar pode causar complica��es.
Kate... voc� est� bem?
Sua majestade...
suba ao trono.
Suba ao trono.
A perfei��o...
Ela escolheu voc�, Jack.
No final, ela escolhe o seu rei,
e morre em seus bra�os.
Obrigado.
Obrigado... finalmente.
Kate? Fique comigo.
Fique comigo...
Pare, Jack, acabou...
S� para se atirar em mim.
Deixe ela levar suas dores consigo, Jack.
Deixe a sua m�o acariciar a eternidade.
E agora...
a sa�da do dramaturgo.
Se ela morrer... Deus me ajude, se ela morrer...
Kate... Kate, voc� est� bem? Isso...
Olha pra mim...
Respire. Respire, querida. Isso...
Voc� vai ficar bem.
Tem um DVD no computador.
� relevante.
Gorman estava muito errado...
As dores n�o se espalham por belas mulheres
determinadas, como Deirdre, Isolde,
Sarah, Karen ou Kate.
As dores se espalham por desgra�ados como ele.
Por desgra�ados como eu.
Can't find what you're looking for?
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