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HERAN�A FATAL
- Acho que est� com ele. - Est� naquela carteira.
� tudo que precisamos saber.
- Ol�, Cleo. - Ol�, Joe.
- Faz muito tempo. - Quando saiu?
- H� cerca de um m�s. - Onde esteve esse tempo todo?
- Trabalhando. - Arrumou um trabalho?
N�o exatamente. Mas fiz um trabalho.
Joe, por que n�o pode se endireitar?
Todo esse talento te traria sucesso um dia.
Mas n�o posso esperar. Quero as coisas agora.
O que tenho nessa carteira colocar� o mundo todo nas minhas m�os.
E todos os diamantes e p�rolas sobre os quais canta,
n�o ser�o mais sonhos.
Voc� acabar� voltando para aquela pris�o, Joe.
N�o desta vez. Eu garanto.
- Deixe-me mostrar a voc�. - N�o.
N�o importa qual seja seu esquema, n�o quero nada com ele.
Quem est� nisso contigo?
Ningu�m, n�o confio em ningu�m.
Ent�o por que o Arnold, Trigg e Pike est�o aqui?
- Voc� os viu? - Agora h� pouco.
-Devem estar atr�s de mim. -Pelo o que?
Isso. Eles sabem o que tenho.
� melhor eu ir.
- Posso sair por ali? - � claro.
- Adeus, por enquanto. - Adeus, para sempre, Joe.
Voc� sempre diz isso, mas nunca fala s�rio.
N�o se esque�a. Diamantes e p�rolas, Cleo.
Mandarei um recado para voc�.
- Aonde vai, Joe? - N�o importa.
Voc� n�o vai a lugar nenhum.
- Est� ferido? - N�o o suficiente
- para fazer diferen�a. - Quem eram eles?
N�o sei. Ladr�es, eu acho.
Levaram algo?
N�o.
Talvez seja melhor chamar o delegado.
- N�o. - Por que n�o?
N�o adianta. Eles se foram.
Bem, obrigado, vaqueiro. Desculpe por te causar problemas.
At� mais.
Adeus.
Sabe, voc� � muito bonita para ser uma dan�arina.
- Tem alguma id�ia? - Sim, muitas.
Por exemplo?
Voc� est� olhando para um grande homem.
- N�o v� se machucar, querido. - Sabe quem eu sou?
N�o, mas aposto que vou descobrir agora mesmo.
Sou Chito Jose Gonzales Bustamante Rafferty.
Rafferty? Voc� n�o � irland�s.
Sim, meu pai era irland�s. Mas vamos falar de mim.
Tenho um rancho enorme com muitos gados.
- Quantos? - Centenas.
- Milhares. - Viu?
Milhares. Tenho muitos pesos no banco, tamb�m.
Agora sim. Quantos?
- Centenas. - Milhares.
Viu? Milh�es.
Ei, quem te convidou para esta festa?
- Senhora, ele te pediu em casamento? - N�o, mas estou disposta.
Com licen�a.
Espere por mim aqui, Chito.
A escritura estar� pronta em uma hora, Sr. Gregor.
Obrigado, Beth.
Quero registrar algo, senhora.
- J� te atendo. - Mas estou cansado
de esperar, senhora. Quero registrar uma garota
chamada Beth Winston.
Ross. Sabia que era voc�.
- Sabia sim. - Como foi em Tucson?
- Bem, Chito gostou. - Com certeza.
Trouxe um presente para voc�, Beth.
J�ia, Sr. Daggert?
� lindo.
Sabe o que significa quando um homem d� algo de ouro para uma garota?
- O que? - Que ele gastou muito dinheiro.
N�o vai coloc�-Io?
- � melhor voc� colocar. - Tudo bem.
Com licen�a. Documentos errados.
Tio Henry. Espere um pouco.
Vim v�-Io.
Aqui est�.
$6.000.
Recebemos o suficiente pelo gado para fazer nosso
�Itimo pagamento pelo rancho. Nossa d�vida est� paga.
Voc� e o Chito est�o fazendo aquele lugar lucrar.
� melhor endoss�-Io.
Custou caro. Ele fala s�rio.
Pegue-o antes que ele perceba.
Aqui est�, senhor.
Bem, � melhor depositar isso no banco.
Fico feliz que tenha feito uma boa viagem, Ross.
Mais uma viagem dessa e voc� n�o precisar� mais trabalhar no cart�rio.
Isso n�o me deixar� infeliz.
- Chito! - N�o!
- Qual � o problema? - Estava sonhando
que beijava uma bela garota em frente a janela.
- Soube que se divertiu em Tucson. - Me divertiria mais sem ele.
- Adeus, Ross. - At� mais.
Est�o nas nossas terras!
- V� a cidade chamar o Dr. Stevens. - Por que n�o o levamos conosco?
Ele est� muito ferido e n�o pode ser movido agora.
Vamos.
- Lembra de mim? - Ol�, Tucson.
Voc� � o homem que me ajudou ontem a noite.
Parece que aquele problema te alcan�ou.
S� tive azar. Mas n�o me pegaram.
Quando chegarmos a cidade chamarei o xerife...
N�o quero o xerife metido nisso.
- Por que n�o? - Voc� j� fez muito por mim.
Basta pegar meu cavalo que vou embora.
Com uma ferida dessa voc� n�o duraria meia milha.
Ficarei bem.
- Est� bem? - Sim.
Acho que estava certo, Tucson. Parece que chegou minha hora.
V� com calma at� o Dr. Stevens chegar aqui.
Se voltar a Tucson um dia, voc� pode fazer algo por mim?
� claro que posso.
Encontre uma garota chamada Cleo.
Cleo Raymond.
D� isso a ela.
- Cleo Raymond. - Ela entender�.
Eu lembrarei. O que digo sobre quem mandou?
Meu nome n�o importa.
Diamantes e p�rolas.
Certo, Trigg. Vamos pegar aquela carteira.
Est� dizendo que quando acordou o corpo havia sumido?
Sim, e levaram a carteira tamb�m.
Isso � estranho.
Tem certeza de que o homem estava morto?
- Sim, doutor. - Ele foi baleado aqui.
N�o tem como ter certeza sobre isso, filho.
Sabe, o corpo humano aguenta muita puni��o.
- O que havia dentro da carteira? - Eu n�o olhei.
- Por que n�o? - N�o era da minha conta.
Prometi entreg�-la a outra pessoa.
- Acho que irei at� l� dar uma olhada. - Tudo bem, xerife.
- Ross, est� muito ferido? - N�o, ele se sente bem.
- Eles poderiam ter te matado. - Eles tentaram.
Se o golpe fosse mais forte teria aberto o cr�nio dele.
- Fique parado. - Ainda bem que
ele tem a cabe�a dura, n�o?
- Ele ficar� bem, doutor? - Ele sobreviver�.
Sabe, conhe�o um homem que foi escalpelado por um �ndio e
ele parece melhor do que voc�.
Pode parar com isso?
Como aquela garota se chamava?
Cleo Raymond. Procurarei ela na pr�xima vez
- que levar o gado para Tucson. - Fa�a isso e irei contigo.
- Quem cuidar� do cart�rio quando for? - Esqueci que deixei a porta aberta.
Est� tudo pronto. Tire sua m�o daqui.
Pronto.
- Quanto lhe devo? - Acha $1 caro?
Est� tudo bem. Seu chap�u cobrir� isso.
Volte em alguns dias e darei uma olhada.
- Obrigado, doutor. - Est� tudo bem, filho.
- Esperem aqui. - Espera problema?
Nunca se sabe.
Tr�s homens seguiram aquele rapaz esta manh�.
Sim.
- Acha que s�o os mesmos homens? - N�o tem como ter certeza.
- Eles usavam m�scaras. - Vamos olhar mais de perto.
Ent�o? O que est� olhando?
Nada demais, senhor.
- N�o os encontrei antes? - � improv�vel.
- Tucson, ontem a noite, talvez? - Nunca estivemos em Tucson.
- Que tal no vale esta manh�? - Deviam ser outros homens.
- Haviam tr�s de voc�s. - Se � da sua conta,
acabamos de chegar de Santa F�.
Onde perdeu seu len�o?
- Eles nos reconheceram. - Se isso fosse verdade,
- eles teriam feito algo. - Como sabe que n�o far�o?
Sr. Powell, voc� sabe o que tem aqui? Se essa concess�o espanhola
for aut�ntica, voc� ser� dono deste vale inteiro.
- Isso eu sei. - Como conseguiu isso?
- Que diferen�a faz? - Infelizmente,
isso faz diferen�a para todas as pessoas desta comunidade.
- Juiz, o que est� havendo? - Aqui.
Aonde este documento esteve nos �Itimos 150 anos?
Na posse de uma fam�lia mexicana que n�o sabia o que tinha.
- Por que n�o apareceu antes? - Bem, a fam�lia Domingues
nunca encontrou algu�m esperto o suficiente para saber o seu valor.
Voc� sabia?
A comprei por um d�lar e outros bens.
- O que isso significa? - Significa que o Sr. Powell
tem direito as suas propriedades. Se n�o pagarem o que ele pedir,
ele tem o direito de despej�-Ios.
Vivo nesse vale h� 20 anos. Nunca soube de nenhuma
concess�o espanhola. Acho que isso � um golpe.
Pare com isso.
Achei que ele fosse sacar sua arma.
- O Sr. Rodgers n�o anda armado. - Como eu saberia disso?
Sr. Powell, vejo isso como exemplo de como lidar� com o restante de n�s.
Quero registr�-la.
Terei que copiar alguns dados dela.
O que quer dizer que quer examinar minha concess�o minuciosamente.
Bem, para mim est� bom, juiz. Mas anote o que quiser agora.
Sabe, n�o deixarei minha concess�o aqui, por que � a �nica prova que tenho.
Mas fa�a os testes que quiser, juiz, tenho certeza de que ela � legal.
E quando decidir que estou certo, basta me avisar.
- Pode me devolver, senhorita? - Sim.
Obrigado.
Juiz, apenas registrar a concess�o a torna legal?
N�o, posso segurar a aprova��o do tribunal.
Mas n�o por muito tempo. A n�o ser que aquela
concess�o seja ilegal.
- Como pode checar isso? - Terei que ir a Santa F�
checar os registros.
- Ol�, Spade. - Ol�, Arnold.
- N�o me chame de Arnold. - Qual � o problema?
N�o importa agora. Te conto mais tarde.
Estou te esperando h� uma semana. Cad� o Joe Powell?
- Ele pensou grande demais. - Ent�o tivemos que cuidar dele.
Mas o Joe pensou nisso tudo. Ele at� deu um jeito de isso
- n�o funcionar sem ele. - Acho que pode funcionar.
- Me chamo Joe Powell. - Entendo.
Vamos entrar.
Ei, voc� tem um belo lugar aqui, Spade.
- Acho que sim. - Pode apostar.
Obrigado. Ei, podemos montar
nossa sede aqui.
Sabe, estamos bem agora. Temos um belo lugar.
- Do rio Gila � fronteira mexicana. - Faremos dessa uma cidade aberta
- e ganharemos muito dinheiro. - Claro, vamos aproveitar, heim?
Tenho muitas coisas planejadas. O direito sobre a terra e a �gua
deve valer, ao menos, $50.000 por ano.
O que acha de colocar ped�gio nas estradas?
Podemos ganhar dinheiro com as cargas vindas de Santa F�.
- Com as linhas de dilig�ncia, tamb�m. - Estamos no caminho principal
para a Calif�rnia, a ferrovia ter� que passar por aqui.
Faremos a ferrovia pagar bem.
- Mas precisarei de mais homens. - Eu j� cuidei disso.
Reuni alguns homens de confian�a. Como o Gringo, o Apache e outros.
Sim, estamos prontos para qualquer problema.
Problema? Pike, cuide daquele intrometido.
- Voc� quer dizer... - Isso mesmo.
E termine, desta vez.
No que est� pensando, amigo?
Um homem assassinado, uma carteira e uma concess�o espanhola.
Acha que a concess�o estava na carteira?
Pode ser.
Vejo que est� somando dois mais dois.
N�o, tr�s mais tr�s.
Olhe, haviam tr�s homens esta manh�. E tr�s homens acabaram de chegar
a cidade, sendo que um deles estava sem len�o.
- De qualquer forma, faz sentido. - Acho melhor chamarmos o xerife.
Para que? N�o temos prova de nada.
Vamos ver se encontramos aquele corpo.
Se abaixe.
- Mas voc� devia estar morto. - � isso que ele pensa.
Fique aqui e continue atirando.
- Chito. - Vou acabar com ele.
N�o, Chito.
Mas olhe o que ele fez com o meu chap�u.
- S� vou dar um tiro. - N�o, vamos lev�-Io a cadeia.
Vamos.
Traga os cavalos.
Xerife, quero que prenda esse homem.
- Por que? - Tentativa de assassinato.
- Alguma prova? - A pior arma no Arizona.
- Estava ca�ando coelhos. - Coelhos?
Minha orelhas parecem com as de um coelho?
- Parecem com as de um burro. - Quem est� chamando de burro?
J� basta. Para dentro.
Quanto tempo acha que pode me manter aqui?
Se dependesse de mim, eu jogaria as chaves fora.
Entre a�.
Gringo. Johnny.
Come�aremos agora. Vamos.
Esperem aqui.
Olhe, xerife.
Por quanto tempo voc� manter� o Pike aqui?
- Por que? - Tenho um trabalho para ele
- e quero que seja solto. - Ele permanecer� aqui
- at� o juiz Winston voltar. - Se ele n�o pode fazer o trabalho,
acho que voc� ter� que faz�-Io.
Entregue essas notifica��es.
- Isso s�o despejos. - Isso mesmo.
E quero que sejam entregues imediatamente.
N�o, eu n�o farei isso. Esse povo � decente
e respeitador da lei. Eles vivem aqui h� muito tempo.
Voc� s� os expulsar� de suas terras sem as ordens do juiz
por cima do meu cad�ver.
Bem...
Como quiser.
Ele n�o est� morto.
Rapazes, me ajudem a lev�-Io para dentro.
- A� vem eles. - Quantos?
Dois. Podemos expuls�-Ios no tiro.
N�o, vamos fazer o que eu disse.
- Voc� sabe o que fazer. - Sim.
- Quando saiu da cadeia? - Isso n�o importa.
Estou aqui a neg�cio.
Aviso de despejo do Powell.
- Por que o xerife n�o veio? - Ele sofreu um acidente.
Por isso estamos aqui. Vai criar problemas?
N�o.
Ent�o saia do caminho que ficaremos com esse gado.
Parece que a ca�a foi boa, Ross. Pena que n�o tenhamos um xerife
- para cuidar deles. - O que aconteceu com o Claibourne?
Powell e Trigg foram a cadeia e um deles o alvejou.
Ent�o foi assim que saiu. Vamos.
-O que � isso? -Aqui est�o seus homens.
Mantenha-os longe da minha terra ou na pr�xima vez n�o escapar�o
- t�o facilmente. - Aquela ordem de despejo � legal.
Esperaremos o tribunal decidir isso. Enquanto isso, estou te avisando.
Na pr�xima vez, atiraremos.
Por que est� lutando comigo? Voc� s� est� criando problemas
para si mesmo. Agora, se ouvir a raz�o,
- posso te dar uma chance. - Powell, voc� j� tentou me matar
duas vezes. Por que?
Sei de algo que tem medo?
Ou � por causa daquele homem que foi assassinado no meu rancho
no outro dia?
Para provar o assassinato, voc� tem que apresentar o corpo.
Se o xerife Claibourne morrer, n�s teremos um.
Isso te colocar� num lugar onde sua concess�o espanhola n�o far� diferen�a.
- Eu n�o atirei no Claibourne. - Ent�o foi o Trigg, sob suas ordens.
- Eu n�o atirei. - Decidam-se, rapazes.
Um de voc�s atirou. N�o foi o Pike, ele estava preso.
Enquanto isso, ningu�m te pagar� um centavo at� serem ordenados
por um tribunal federal.
Fiquem parados.
A� est� voc�, Ross.
- Ol�, juiz. - Chito.
- Acho que conhece todos. - Ol�, Mack.
Ol�, Rodgers.
Soube que atacaram seu rancho, tamb�m.
Sim, levaram o gado que criei por todos esses anos.
Colocaram um ped�gio na passagem perto do meu rancho.
Me custou $0,20 por cabe�a para mover meu gado dentro da minha propriedade.
Eles foram a minha mina e levaram todo o ouro.
- Spade, n�o esperava v�-Io aqui. - Por que n�o?
Powell tem me tratado da mesma forma.
- Ele n�o assumiu meu saloon? - Sim, mas notei que ainda est� l�.
S� me sobraram os jogos. Eu faria qualquer coisa para me vingar.
- Deixe-o ficar, Ross. - Spade est� com os
mesmos problemas que o restante de n�s.
- Bem, por que estamos aqui? - Viemos ouvir o que o juiz
- descobriu em Santa F�. - No velho arquivo espanhol
eu descobri que uma concess�o de terra foi dada a fam�lia Domingues
no ano de 1750. Os detalhes batem
com aquela que o Powell registrou com a Beth.
- N�o sei como ele a conseguiu. - O que podemos fazer sobre isso, juiz?
Francamente, eu n�o sei ainda. Em 1853, os Estados Unidos fizeram
um tratado com o M�xico chamado de "A Compra de Gadsden".
Por 10 milh�es de d�lares, nosso governo comprou
toda a terra entre o rio Gila e a fronteira mexicana.
- O que isso tem a ver conosco? - Bem, como pode ver,
nosso condado passa por aqui. Agora, "A Compra de Gadsden"
estipula que todas as concess�es espanholas devem ser respeitadas.
A viola��o pode causar um incidente internacional.
- Ent�o estamos com problema. - Isso � verdade.
Como ele conseguiu que passassem aquela concess�o para o seu nome,
n�o importa. Pelos seus termos,
ele tem o direito de despej�-Ios quando quiser.
- N�o h� alguma brecha? - Se h�, n�o consegui encontrar.
Notifiquei Washington e pedi que decidissem.
- Quanto tempo isso levar�? - Bem, � dif�cil dizer.
H� muito trabalho burocr�tico em Washington.
Dr. Stevens.
O xerife Claibourne morreu.
Mas antes disso ele recuperou a consci�ncia e disse quem atirou nele.
- Quem foi? - O Trigg McCord.
- Isso faz do Trigg um assassino. - Sim, mas essa prova ser� suficiente?
Confiss�o antes da morte � v�lida como testemunho.
- Prenderei o Trigg. - Nos d� o mandado
e iremos todos atr�s dele.
Ei, Claibourne morreu e est�o vindo atr�s de voc�.
- Eles n�o podem fazer nada comigo. - � mesmo?
O juiz disse que � assassinato.
Vai deixar eles me levarem? Voc� me mandou atirar nele.
Bem, pegue isso e atravesse a fronteira. Fique l� at� a poeira abaixar.
- O que mais aconteceu na reuni�o? - Bem, o juiz descobriu que a
concess�o � legal.
Bem, isso n�o � nada mal.
Cad� o Trigg, Powell?
- Por que? - O procuro por assassinato.
Vasculharemos este lugar. Certo, rapazes.
Bom dia, Sr Trigg. Voc� est� no caminho errado.
- N�o estou indo a lugar nenhum. - Tire esse cintur�o e coloque-o
na minha sela.
Tudo bem.
Agora, vire-se.
- Se fizer isso, voc� atirar�. - Se n�o fizer, eu atirarei.
Ent�o, o que tem a perder, al�m da sua vida?
E quem se importa com isso?
Depressa.
V� devagar.
- Como o pegou? - Quando o Sr. Spade
deixou a reuni�o, achei estranho. Ent�o o segui e o peguei.
Chito cuidar� do Trigg. Mack, cuide dos cavalos.
- Sim. - Tire-o daqui.
- O que far� com o Trigg? - Tentarei conseguir informa��es.
- Eu ajudarei. - N�o, juiz.
Haver� problemas. Assim que o Powell
descobrir que o pegamos ele se organizar�.
- Onde conseguiu isso? - O dinheiro?
- N�o, a carteira. - Eu sempre a tive.
Essa carteira pertencia ao homem que foi assassinado no nosso rancho
- naquele dia. - Voc� est� louco.
- O que fez com o corpo? - Qual corpo?
- O corpo do homem que assassinou. - N�o sei do que est� falando.
Voc� n�o poderia t�-Io levado longe sem ser visto.
Voc� est� acusando a pessoa errada.
Se n�o disser, te daremos uma li��o.
Voc� n�o s� assassinou aquele homem como me bateu e me deixou
- para morrer. - N�o fiz nada disso.
- Quem era aquele homem? - Voc� est� sonhando.
O que havia nessa carteira?
A concess�o espanhola?
O que sabe sobre a Cleo Raymond?
- N�o sei de nada. - Posso faz�-Io falar.
- Espere um pouco, Chito. - Deixe-me machuc�-Io um pouco.
- Em algum lugar que n�o apare�a. - Trigg, a posse desta carteira
� prova contra voc� de outro assassinato.
- Mas n�o fui eu. - Ent�o quem foi?
Voc� est� me fazendo dizer coisas que n�o quero.
V� para dentro daquela cela.
Chito, se quisermos encontrar aquele corpo, teremos que
vasculhar toda aquela terra.
Abra a porta ou a derrubarei.
- Posso pegar alguns atrav�s da porta. - Espere um pouco, Chito.
- Mas eles ir�o tirar o Trigg da cadeia. - Deixe-os fazer isso, vamos.
N�o deixem o Daggert escapar.
Vamos, tirem-me daqui.
- Ele se foram. - Foram?
- Por que os deixou escapar? - Disse algo a eles?
N�o, nada. Mas ele sabe sobre a Cleo Raymond.
- Como ele descobriu isso? - Eu n�o sei.
- Mas est�o atr�s do corpo do Joe. - Voc� e o Pike se livrem daquele corpo.
- Como? - Queime-o, enterre-o.
N�o me importa o que fa�am. S� n�o deixem ele ser encontrado.
Ei, o Joe ainda est� aqui.
Parece at� que foi conservado no gelo
Comece a cavar.
V� por este lado.
Abaixe-o devagar.
- Chito, est� bem? - Sim.
- Parece que cheguei a tempo. - N�o precisava se preocupar.
- Eu cuidaria dos dois. - Certo.
Mataram o Pike e pegaram o corpo do Joe.
Spade, chame os homens.
- N�o achamos o corpo do Joe. - Eles devem t�-Io levado.
Levarei alguns homens para verificar o rancho do Daggert.
Pegue o restante deles e vasculhe estas colinas.
Juiz, encontramos aquele corpo e voc� precisa nos ajudar a identific�-Io.
- Como? - Com isso.
- Pegamos com o Trigg. - Ela pertencia ao morto.
E antes de morrer ele me implorou para lev�-la a uma mulher em Tucson
- chamada Cleo Raymond. - Cleo Raymond.
Isso mesmo. Tenho certeza
de que ela pode esclarecer muitas coisas sobre o Powell.
- Voc� precisa encontr�-la, juiz. - A dilig�ncia para Tucson partir� agora.
- Chito, pare aquela dilig�ncia. - Sim.
Ei, condutor. Espere pelo juiz.
Espere pelo juiz. Ele j� est� vindo.
- Aqui est� sua passagem. - Explique a Beth por que fui.
Estaremos te esperando.
Gringo. Apache.
Aqui.
Peguem suas armas e cuidem do Ross e do Chito.
Est�o planejando matar voc�s. Vi o Spade falando com o Ringo
- e o Apache, ele os pagou. - Temos que sair da cidade.
Voc�s n�o podem sair por a�. Eles est�o esperando por voc�s
do outro lado da rua. Usem a porta lateral.
Chito, fique aqui. Vou atra�-Ios para o meio da rua.
- Pegue os cavalos e me encontre. - N�o, Ross, eles te matar�o.
Talvez n�o. Sei o que esperar agora.
- Por favor, tome cuidado. - Fique calma.
J� estivemos em situa��es mais complicadas que essa.
Gringo. Apache.
- Tem certeza de que viu isso antes? - Absoluta.
- Quando? - Recentemente.
- Quem estava com ela? - Pertencia a um homem
pelo qual j� fui apaixonada. �amos nos casar.
- Ent�o descobri algo sobre ele. - Descobriu o que?
Que ele era um falsificador. Ele podia copiar qualquer coisa
e fazer parecer real. Notas do banco, cheques,
- at� mesmo assinaturas. - Srta. Raymond,
temos raz�es para acreditar que o Joe Powell foi assassinado.
Bem, isso n�o me surpreeende. Tive um pressentimento estranho
- sobre ele naquela noite. - Joe tinha inimigos?
Sim.
Ele disse que estavam atr�s de algo nesta carteira.
- O avisei que estavam na cidade. - Eles quem?
Arnold, Trigg e Pike.
Algu�m est� se passando pelo Joe Powell.
- Pode nos ajudar, Cleo? - Bem, n�o quero problema
- com aqueles tr�s. - Mas a felicidade de uma
comunidade inteira est� em jogo. Tudo depende de voc�.
Ross.
Chito, tranque aquela porta.
- Onde esteve nos �Itimos dias? - Fugindo, Beth.
Desde que encontramos aquele corpo os homens do Powell tem nos perseguido.
- Mas escondemos o cad�ver. - Est�o procurando em todos
os lugares por ele. Eles queimaram nosso rancho.
E roubaram nossas vacas.
Eles revistaram nossa casa duas vezes. Tenho sido seguida constantemente.
N�o, v�o para o escrit�rio.
- Ol�, Dan. - Telegrama para voc�, Srta. Beth.
Obrigado.
Eu fico com o telegrama.
Seu tio se meteu nos meus assuntos pela �Itima vez.
Vamos, rapazes.
- Beth, o que havia naquele telegrama? - O tio Henry est� vindo na dilig�ncia
de Tucson com a Cleo Raymond.
- Est�o indo encontrar a dilig�ncia. - Eles est�o atr�s da garota.
- Preciso chegar antes deles. - Ross, voc� n�o pode fazer isso sozinho.
Avise ao Mack e ao Rodgers sobre o que aconteceu.
Sim.
O Sr. Gregor e seus dois filhos est�o na cidade.
Chito, re�na uma posse e venha.
- Eu n�o devia deix�-Io ir sozinho. - Fa�a o que ele disse, depressa.
Se puder ver aquela concess�o, posso ajudar a provar que � uma falsifica��o.
Provar que esse homem que chama a si mesmo de Powell
� um impostor j� � o suficiente.
- O que houve, Ross? - Est�o atr�s da Cleo Raymond.
Temos que proteg�-la. V� para atr�s daquelas rochas.
Juiz, acabei de pegar isso com o Powell.
Esse n�o � o Powell. Ele se chama Arnold.
Arnold?
Voc� � muito bonita para cantar num sal�o.
- Chito, preciso viver. - Em que lugar melhor que esse?
Tenho um rancho com centenas de acres.
- Milhares. - Milhares.
E tenho centenas de pesos no banco, tamb�m.
- Milhares. - Milh�es.
- Ele prometeu se casar com voc�? - Sim, desta vez, eu prometi.
Tenho alian�as para quatro.
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