All language subtitles for 09 - A Dificil Decisao

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Original subtitles

Mais um homem.

-Quantos? -J� morreram cinco.

Cinco.

E h� mais 21 na enfermaria.

H� algo que possa fazer, doutor?

Todos eles foram envenenados.

-Irei a enfermaria assim que puder. -Sim, senhor.

Senhor, aqueles homens foram assassinados.

Foi como se tivessem sido fuzilados.

Ep09 - OS DAKOTAS -

Estrelando, Larry Ward.

Chad Everett.

Jack Elam.

E Michael Greene.

Uma produ��o da Warner Brothers Television.

CLUBE DO FAROESTE Apresenta

Ep09 - A DIF�CIL DECIS�O -

AOS MEMBROS DO EX�RCITO COM EFEITO IMEDIATO

Devido a recente trag�dia, Rapid City est� fora dos limites.

Violadores ser�o sujeitos a Corte Marcial imediatamente.

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Eu tive que fazer isso, Frank. Conhe�o Lloyd Mitchell e sua filha.

Sim, eu sei.

Eles cuidaram de voc� quando teve pneumonia no ano passado.

Eles foram bons com voc�.

Quem te disse para cuidar dos seus problemas pessoais?

Voc� devia estar numa miss�o em Pierre.

-Eu quero essa, Frank. -Tudo bem.

L� est�.

26 homens mortos por causa de porco estragado...

Da Companhia Mitchell.

Vamos.

Louis, Matthews.

Bonner.

Jesse.

Jesse.

Bonner.

Obie.

Cuidado com esse dois, senhor.

Claro, sargento.

Seus amigos?

Meus irm�os.

Isso � algo terr�vel.

Isso � algo terr�vel.

Voc� tem que me perdoar, delegado. N�o durmo h� dias.

Te digo. Daria tudo que tenho, tudo,

para que isso n�o tivesse acontecido.

O que aconteceu exatamente, Sr. Mitchell?

Bem, naquele dia...

Querida, por favor, isso n�o � para voc�.

Estou bem. Quero estar com voc�.

Esse � o delegado Ragan. Minha filha Catherine.

-Acredito que conhe�a o xerife. -Sim.

Srta. Mitchell.

E � claro que j� conhe�o o Sr. Stark.

Sr. Mitchell?

Bem, naquele dia o George Curella veio falar comigo.

E ele me mostrou que o porco j� estava estragando no galp�o.

Ele disse que gostaria de arriscar e enviar mesmo assim.

Eu disse a ele que n�o faria isso.

Achei que fosse o fim da conversa.

Mas naquela �poca eu tive que fazer uma viagem de dois at� Yankton

para verificar um equipamento de armazenamento.

E quando voltei...

Foi como se o c�u tivesse desabado.

A hist�ria tinha se espalhado pela cidade.

26 homens.

E o George j� tinha partido.

Nunca mais o vi.

Por que ele arriscaria assim?

Eu n�o sei.

George estava a cargo de criar os animais.

O fiz de s�cio h� um ano atr�s.

Era uma sociedade limitada.

Ele pode ter tido medo que usassem uma desculpa

como envio atrasado ou a falta de envio

para cancelar nosso contrato.

Eu n�o sei.

Isso poderia te deixar preocupado tamb�m, n�o?

Poderia, delegado, se eu fosse o George Curella.

Mas eu comecei a fazer neg�cio com o ex�rcito muito antes do George.

Tenho um bra�o sem movimento por causa de uma flecha ind�gena.

Por atravessar minhas carro�as atrav�s das linhas Sioux.

Quando a linha de suprimentos do forte foi cortada,

os homens comeram. E eles foram agradecidos.

N�o, delegado. Eu e o ex�rcito somos velhos amigos.

Houve vezes em que o porco estava ruim e n�o enviei.

Os homens reclamaram e eu perdi dinheiro.

Mas n�o cancelaram meu contrato.

Ningu�m morreu.

Ent�o, por que eu deveria ter medo desta vez?

Eu tinha que perguntar, Sr. Mitchell.

Ent�o, por que n�o pergunta se estou com medo agora?

Estou morrendo de medo, por que sei o que os homens

no forte est�o pensando.

N�o tenho medo por mim mesmo, eles podem me matar, n�o sou nada.

Pai!

Tenho medo por ela.

A cidade toda est� com medo.

Por isso, Curella tem que ser encontrado depressa.

Estamos sentados num barril de p�lvora.

Os soldados n�o sabem os fatos verdadeiros.

Eles est�o prontos para atacar.

Achei que estivessem presos no forte.

Bem, o coronel n�o pode prender 200 homens em suas camas, delegado.

Voc� tem uma arma?

Tenho uma espingarda e uma Derringer, que nunca usei.

Deixarei o Sr. Stark aqui para proteg�-los.

Quanta ajuda pode dar a ele, xerife?

Dois homens, talvez.

Sr. Mitchell. Srta. Mitchell.

-Del. -Delegado?

Voc� tem que colocar um fim nisso.

Voc� o encontrar�, n�o? Voc� tem que encontr�-lo.

N�s o encontraremos.

-O que tem sobre o Curella? -Quase nada.

Ele vivia sozinho. S� levou seu cavalo.

Um baio com uma marca branca na testa.

Tinha a forma de uma l�grima, isso o distinguia.

Seu �nico contato era um irm�o que vivia em Fargo h� 10 anos.

S� isso?

Sim.

Mandarei um telegrama para J.D e Vance me encontrarem em Fargo.

Acha que pode cuidar das coisas aqui?

Foi por isso que vim, n�o?

Foi?

� tudo seu, Del.

At� eu voltar.

Legendas DANILO CARVALHO

Se estava contando com a lei para cuidar do Mitchell,

pode esquecer disso. O delegado j� deixou a cidade.

Ent�o teremos que cuidar disso n�s mesmos.

Por que voltou?

Por que acha?

Outra parte do trabalho?

Sim.

Sim, apenas outra parte do trabalho.

Voc�, seu pai ou qualquer outro.

Estou dispon�vel por $40 ao m�s.

Cathy, eu tive que partir.

Estava bem e era necessitado.

Eu tive que partir.

E o que isso faz de mim? Uma qualquer?

Apenas mais uma em Rapid City, caso passasse por aqui de novo.

-Eu fui qual n�mero? -N�o diga isso.

Eu n�o inventei as palavras.

Desde que posso me lembrar...

Tudo, todo mundo de quem eu gostava...

Foi tirado de mim.

Eu tinha 5 anos quando os ianques mataram minha m�e...

Minha av�.

Nossa casa foi fuzilada.

Ent�o fui morar com uma tia no norte e meu pai veio para c� recome�ar.

Por 15 anos, eu tive apenas um sonho.

Estar com meu pai de novo.

Enquanto as outras garotas estavam...

Ent�o, aconteceu.

E ent�o, voc� chegou.

E ent�o, voc� partiu.

Eu cometi um erro.

-Simples assim? -N�o h� desculpas.

� assim que ser�.

Del, voc� veio aqui e tomou tudo que tinhamos para dar.

Tudo.

Ent�o voc� partiu.

Eu n�o esquecerei isso enquanto viver.

Delegado, Bonner est� a caminho da cidade

com um bando de homens.

Pegarei meu cavalo.

Ora, ora.

� sempre um prazer ver o bom povo de Rapid City...

Se divertindo.

Sim, senhor.

Bom ou ruim, com chuva ou com sol.

E a Companhia Mitchell segue ganhando dinheiro.

Assim como todos seus empregados felizes.

Mas n�o estou vendo o chefe aqui esta noite.

Est� falando do velho Mitchell? Ora, n�o soube, sargento?

Ele est� ocupado salgando o porco.

O porco que quase me matou!

Sente-se.

Voc� ainda n�o gastou o suficiente do seu dinheiro de sangue.

Ele parece que viu um fantasma.

� isso, cavalheiros?

Acham que est�o vendo fantasmas?

Ou nos confundiram com outros 26 homens?

Pode ser isso?

Te fiz uma pergunta, senhor.

Certo, Bonner.

Olhem quem chegou!

Essa cidade est� fora dos limites para voc�s.

Voc� sabe disso.

Isso n�o � para voc� decidir, xerife.

N�o queremos problema aqui.

Ningu�m quer problema aqui.

Ningu�m!

Eu perdi dois irm�os mais novos no massacre do Sr. Mitchell, xerife.

Ent�o n�o venha me falar sobre problema.

Ouviu?

Eles eram dois meninos.

19 e 20.

E me pergunto se o Sr. Mitchell

gostaria de ver sua filha

agonizando na frente dele.

Bonner, n�s te entendemos.

Mas voc� est� atr�s do homem errado.

Voc� n�o est� ajudando em nada ao vir aqui assim.

Agora, pegue seus homens e volte para o seu lugar.

N�o se meta conosco, xerife. Estou te avisando.

Estou te dizendo pela �ltima vez.

E o que far�? Atirar�?

V� em frente, xerife.

Vamos ver voc� atirar contra o ex�rcito americano.

V� em frente!

Vamos ver.

N�o abuse da sorte, soldado.

Agora, voc�s ouviram o homem.

Todos para fora!

-Esse saloon est� fechado. -Fiquem onde est�o.

Ora, delegado...

Achei que trabalh�ssemos para o mesmo governo.

Solte seu cintur�o.

N�o me fa�a rir.

Eu disse para solt�-lo!

Agora, o restante de voc�s.

Agora, montem seus cavalos e saiam daqui.

E n�o voltem.

Ou prenderei a primeira casaca azul que eu vir.

Agora, andando!

Andando!

Delegado.

Voltarei a v�-lo... Em breve.

Venham. Vamos l�!

Vagabundo.

Seu tolo.

O homem que disparou foi preso.

A quest�o � que pode acontecer de novo.

S� pe�o que fa�a o Bonner respeitar suas pr�prias diretivas.

Bonner e seu grupo n�o retornaram ontem a noite.

Eles desertaram.

N�o posso mais me responsabilizar por eles.

Voc� pode mandar os soldados prend�-los.

Neste momento, nenhum homem neste posto prenderia o Bonner.

Nem mesmo se eu liderasse tal destacamento.

Voc� o deixar� solto?

H� pessoas naquela cidade.

Stark, ou�a-me. Pode tentar entender?

Estou a 3 meses da minha aposentadoria.

Agora, eu tive uma carreira levemente distinta.

Levemente, entendeu? Nenhum problema.

Quero mant�-la assim.

N�o posso arriscar ter um motim nas minhas m�os.

Ent�o n�o far� nada?

Farei o poss�vel.

Voc� far� o poss�vel.

Achei que o Mitchell fosse seu amigo.

Ele �.

Stark?

Ragan tem que encontrar o Curella.

Obrigado, coronel. Voc� ajudou bastante.

Del.

-Cad� seu pai? -Ele n�o est� aqui.

-Por que? -Voc� sair� daqui.

Del?

-O que quer levar com voc�? -Pare com isso!

Pare!

-Voc� n�o pode mais ficar aqui. -Qual � o problema com voc�?

Eu disse para parar.

Cathy, Bonner est� solto por a�. Haver� um banho de sangue

se ele voltar a cidade e que voc� longe disso.

Tanta considera��o do nada.

N�o do nada.

Desde o in�cio.

Mas suponho que n�o acredite.

Voc� est� certa, sabia?

Est� completamente certa.

Um homem n�o deveria respirar o ar puro antes de voltar para a mina de sal.

Esse � um pecado cardinal. Um homem pode ser enforcado por isso.

N�o importa que um homem tenha sido chamado,

tenha um trabalho, uma responsabilidade, um dever.

Ainda � um erro, n�o? De um jeito ou de outro.

Mas nunca os dois. Sen�o estraga tudo.

O trabalho, a garota, o homem.

Sou culpado, sim. Culpado do que fui acusado.

Exceto que, se n�o sair daqui, eu farei tudo de novo.

Esqueci de te dizer que eu n�o faria isso?

Esqueci?

Tudo bem. Extravase.

Fa�a eu parar de me preocupar com voc�.

Fa�a eu parar de pensar em voc�.

Fa�a eu parar de querer voltar para c�.

Ent�o pare tamb�m.

Pare de me fazer querer que voc� volte.

Como est� se sentindo, Andy?

N�o muito bem.

Voc� ficar� bem.

Mais pano, depressa.

Talvez seja melhor lev�-lo a um m�dico, sargento.

-Ele n�o me parece muito bem. -Ele ficar� bem.

Ele ficar� bem.

N�o posso lev�-lo a um m�dico.

Podemos ser pegos e condenados a trabalho for�ado.

-� isso que quer? -O que pretende fazer?

-Ficaremos aqui at� ele melhorar. -E se ele n�o melhorar?

Eu cuidarei dele at� que melhore.

E se ele morrer?

Se ele morrer...

Acontecer� o mesmo com aquela cidade inteira.

Eu prometo.

Parece que a cidade est� morta, heim, Jester?

Ol�, Del.

-Soube que est� partindo. -Sim.

Ragan me telegrafou.

Ele voltar� esta noite com dois ajudantes.

Pedirei para ser liberado.

Entendo.

Ele n�o me queria aqui para come�ar, sabia?

Eu devia estar numa miss�o em Pierre.

Sempre h� um lugar, n�o?

� melhor dizer o que quer agora, Cathy. Voc� n�o ter� outra chance.

N�o parece ter restado muito a ser dito.

N�o importa o que diga, n�s quase tivemos algo importante.

Voc� n�o voltar�?

Eu n�o voltarei.

Suponho...

Suponho que seria a mesma coisa se eu te pedisse para n�o ir.

S� um tolo cometeria o mesmo erro duas vezes.

Cathy, se me pedisse para n�o ir, eu n�o iria.

Se me pedisse para desistir do distintivo,

eu desistiria.

Cathy, eu n�o quero ir.

Eu te amei desde o primeiro momento.

Bonner!

Bonner!

Bonner!

Bonner!

Agora s�o 27 homens, delegado.

27 homens...

Mortos por causa do Mitchell.

Gorman, tire-o da rua.

Deixe-o em paz.

Gorman.

-O que quer, Bonner? -Eu quero o Mitchell.

Te dou 2 segundos para entreg�-lo ou destru�remos essa cidade.

E voc� junto com ela.

Saia daqui, Bonner, antes que algu�m mais se machuque.

2 segundos, delegado.

Tudo bem.

Certo. Leve-me, se � isso que quer.

-Mas deixe os outros em paz. -N�o!

-Para tr�s, Sr. Mitchell. -Ele sabe o que queremos.

Agora, saia da frente.

Bonner, tente fazer isso e v�rios homens bons morrer�o � toa.

V�rios homens bons j� est�o mortos, delegado.

O levaremos.

Para tr�s.

-Ei, quem � o delegado aqui? -Volte para dentro.

Voc�s est�o procurando o cavalo com a l�grima branca na cabe�a?

-Volte para dentro. -Ningu�m ficar� com a minha recompensa.

Tire-o do caminho.

Fique longe de mim. Eu quero essa recompensa.

Voc� � o delegado?

Encontrei um cavalo morto como esse h� dois dias.

Enterrado a cinco milhas, em Upper Canyon.

-Tire esse velho daqui. -Ouviu o que ele disse, Bonner?

Podemos ter encontrado o cavalo do Curella.

Ele n�o � o homem que procuro.

Curella � o homem que todos queremos.

Foi ele que assassinou seus amigos, n�o o Mitchell.

Agora, se esse for o cavalo dele, � s� quest�o de tempo at� encontr�-lo.

-Voc�s me seguir�o? -Deem uma chance a si mesmos.

Quando o delegado Ragan voltar, voc�s podem ter a chance de anistia.

Assim poder�o voltar ao lugar de voc�s, como soldados.

Que chance voc�s tem assim, como renegados?

Voc�s todos ser�o ca�ados, de um jeito ou de outro.

� isso que querem? J� houve mortes o suficiente.

Ouviu? J� basta!

O culpado ser� encontrado e punido.

Eu juro.

Tudo bem, delegado.

Te darei 36 horas.

Ent�o, nos mostre o Curella.

Ou levaremos o Mitchell.

E n�o me importa quantos tenha aqui.

Nem que tenhamos que nadar no nosso pr�prio sangue para peg�-lo,

o pegaremos.

Isso � o que eu juro a voc�.

O que acha disso, Frank? Quem enterraria um cavalo morto?

Essa � a quest�o. Quem faria isso?

Eu come�ando a pensar que n�o h� nenhum Curella.

N�o vivo.

Um homem fugindo n�o perderia tempo enterrando seu cavalo, perderia?

E o qu�o longe voc� espera que ele chegue a p� na plan�cie?

O qu�o longe ele chegaria sem ser reconhecido numa cidade vizinha?

Ainda assim, ningu�m viu algu�m com a descri��o do Curella

tentando comprar um cavalo em algum est�bulo.

N�o h� um �nico relat�rio de um xerife no territ�rio todo.

Eles sequer viram o Curella. Aquele homem partiu

s� com a roupa do corpo.

No entanto, durante todo o tempo em que o J.D. e o Vance

ficaram na casa do irm�o dele, ele nunca foi visto ou deu not�cias.

E da�?

Acho que ele est� morto. Acho que ele foi morto.

E acho que quem o matou, enterrou seu cavalo

para criar a ilus�o do desaparecimento dele.

� dif�cil de acreditar nisso, n�o?

�?

De Fargo, fui a Yankton.

Tamb�m n�o h� nenhuma evid�ncia

de que o Mitchell estava l� quando ele disse que estava.

-Isso mesmo. -Espere um pouco, Frank.

Est� dizendo que acha que o Mitchell matou o Curella?

-� poss�vel, n�o? -Pare com isso, Frank.

Qual � o problema com voc�?

N�o vamos fazer acusa��es sem provas.

Est� dizendo que acha que o Mitchell matou o Curella,

enterrou ele e seu cavalo?

Um homem com um bra�o s� funcionando?

Dois dias � tempo o suficiente para ele ter feito isso.

Especialmente, se ele foi respons�vel pela morte de outros 26.

Isso � insano. Como sabe que Curella est� morto?

N�o h� nenhuma prova. Ele ainda pode estar l� fora.

Ele pode ter enterrado o pr�prio cavalo. Por que n�o?

Ora, � claro. Ele amava aquela pobre criatura.

Uma hist�ria simples de um homem e seu cavalo.

-Prefiro que evite piadas. -Sinto muito.

-Frank... -Del...

N�o estou dizendo que isso aconteceu.

Estou dizendo que o Mitchell tem que ser questionado novamente.

Agora, voc� quer fazer isso, ou fa�o eu?

-Frank... -Voc� quer fazer isso?

Ou fa�o eu?

Eu fa�o.

Vigie a estrada. Eu cuido da casa.

-Ol�, Del. -Chegou na hora do jantar.

Cathy, gostaria de falar com seu pai a s�s, por favor.

Sim, � claro.

O que foi, Del? Qual � o problema?

Ragan acaba de voltar de Yankton.

Ele disse que n�o esteve l� como disse.

-O que? -Foi o que ele disse, Sr. Mitchell.

Ele deve ter se enganado.

Eu disse que fui a Yankton ver um equipamento de armazenamento.

Ele checou.

Isso quer dizer que pode apostar sua vida nisso.

Agora, aonde estava?

-Qual � o problema com voc�? -Quero saber o que houve naquele dia.

N�o aconteceu nada.

O que quer dizer com isso? Te contei o que houve.

Curella te mostrou a carne. Agora, o que voc� fez?

-Qual � o problema com voc�? -Eu quero saber o que voc� fez.

Voc� quer me entregar ao lobo do Bonner?

Ningu�m quer te entregar a ningu�m.

Ragan acha que o Bonner pode ter estado certo desde o in�cio.

Ele tamb�m acha que voc� pode ter matado o Curella.

Agora, quero tirar essa ideia da cabe�a dele

mais do que tudo nessa vida.

Ou voc� fala comigo ou fala com o Ragan.

E o Ragan n�o est� apaixonado pela sua filha.

Del...

-Voc� quer me ajudar? -� claro que quero.

-Voc� realmente ama a Cathy? -O que aconteceu naquele dia?

A carne estava estragando, ele me mostrou.

Eu n�o sabia o que fazer.

Eu sabia que o forte estava considerando dar o contrato ao Sindicato de Carne.

Achei que n�o tivesse medo disso.

N�o tive medo por 15 anos por causa de lealdade e gratid�o.

15 anos de neg�cio leva a uma amizade.

Voc� entende amizade?

Bem...

Todos os meus amigos no forte se foram.

Mortos, aposentados.

At� mesmo o coronel se aposentar� em 3 meses.

N�o sobrou ningu�m. E novos homens chegaram.

Eles n�o entendem amizade, eles n�o s�o agradecidos.

O que eles sabem sobre 15 anos?

Eles s� querem saber do contrato mais barato, o menor pre�o.

Meu neg�cio � pequeno.

Tudo que tenho est� investido nisso.

Eu estava com medo.

Estava com medo de n�o poder mais competir.

Estava com medo de usarem o atraso do envio para cancelar o contrato.

Ent�o eu arrisquei.

Disse a ele para enviar a carne.

Voc� disse a ele?

Juro por Deus que n�o queria que isso acontecesse.

� praticamente imposs�vel ter certeza sobre porco salgado.

Eu pensei que n�o seria t�o ruim.

Ent�o aconteceu.

Del, voc� tem que acreditar em mim. Eu quase enlouqueci.

Eu teria me entregado no primeiro dia se n�o fosse pela Cathy.

Mas ela estava aqui. Tudo que ela queria estava aqui.

Ent�o, eu...

Falei com o Curella.

E o implorei.

Ofereci $1.000, $2.000 para ele assumir a culpa e desaparecer.

Isso cuidaria do restante da vida dele.

Ele n�o tinha ningu�m. Ele n�o tinha nada a perder.

Ele se recusou.

Ent�o o matei.

Sabe o que 15 anos significam?

Como eu poderia deix�-lo destruir tudo?

Onde eu conseguiria outra chance de deixar algo para a Cathy

depois de tudo que ela perdeu?

Um homem na minha idade, aleijado.

Del, n�o v�?

Como...

Como p�de?

Del, ou�a-me. Del, voc� tem que me ajudar.

27 homens.

Voc� matou 27 homens.

Del?

Del?

Del.

Del, querido, o que houve?

O que houve?

Volte para dentro, Cathy.

-O que aconteceu? -Volte para dentro.

Diga-me o que aconteceu. O que foi?

Seu pai enviou a carne.

O que?

Ele enviou a carne que matou aqueles homens.

N�o.

Eu n�o acredito.

-Cathy. -Eu n�o acredito.

-Ele admitiu para mim. -Eu n�o acredito.

O que voc� far�?

-Tenho que prend�-lo. -Del.

Tenho que fazer isso, Cathy.

-Ainda � meu trabalho. -Seu trabalho?

Depois de tudo isso, ainda � seu trabalho?

E n�s?

Eu n�o queria isso.

Achei que quisesse uma vida juntos.

-Eu quero. -E faria isso conosco?

N�o conosco, Cathy.

Isso � entre seu pai e a lei.

Isso n�o tem nada a ver conosco. H� algo mais para n�s.

Nunca.

Nunca haveria nada para n�s se fizesse isso.

Eu esperei por muito tempo, sofri muito, para perd�-lo de novo.

-Cathy. -Nunca!

Nunca!

Cathy.

Pai!

Quer que eu v� com voc� agora?

N�o.

N�o.

Aonde esteve?

Estava te esperando.

Ent�o? Qual � a hist�ria?

Hist�ria?

-N�o h� nenhuma. -O que ele disse?

Olhe, ainda acho que temos que encontrar o Curella.

-Vivo ou morto. -Estou ciente disso.

Agora, o que ele disse?

Por que sem isso n�o h� prova, n�o h� caso.

-Pode me dar uma resposta direta? -Sim, te darei uma resposta direta.

-Me deixe em paz. -Ela te pegou de novo?

O sonho me pegou.

E quero que me deixe em paz. Ouviu, Frank?

E deixe os Mitchells em paz.

Eles n�o s�o qualquer um como estamos acostumados.

E se n�o gostou do jeito que estou falando com voc�, Frank...

Del, quero resolver isso.

As 36 horas do Bonner acabam a meia-noite.

N�o quero discutir com ele de novo.

O que voc� sabe sobre isso?

Voc� est� sob o c�u o dia todo.

Dia ap�s dia.

Resolve um crime aqui, mant�m a paz l�.

Vai de uma cidade para a pr�xima, e para a pr�xima, e para a pr�xima.

O homem mec�nico.

D�-lhe 3 refei��es, seu cavalo, sua balas

e ele seguir� para sempre.

Pelo que? Quando voc� para?

Quando dir� "j� basta"?

E isso � meu, � aqui que ficarei.

Isso � o que amo, � por isso que luto.

Sabe algo sobre isso, delegado?

Um pouco, talvez. Mas isso tamb�m pode desaparecer.

Num piscar de olhos, quando sua esposa

� assassinada numa emboscada. E voc� tem que enterr�-la sozinho...

Com todas as mem�rias. Quando s� lhe resta voc�.

Por que isso � s� o que todo mundo tem no final.

Por que voc� n�o tem mais nada para olhar pelo restante da vida.

Acha que s� carrego um distintivo e uma arma?

Tamb�m carrego dor, rapaz. Mostre-me um homem que n�o.

Isso vem com o territ�rio.

Sim.

Bem, voc� pode ficar com o territ�rio tamb�m.

Certo, Bonner.

Os outros voltaram.

Enfrentar�o a Corte Marcial.

Mas eu n�o.

Quantas vezes acha que me parar�, senhor?

Quantas vezes?

Quantas vezes?

Essa � a �ltima vez, Bonner.

Por que?

Por que est� protegendo um a�ougueiro como aquele?

Por que?

Por que?

Eu perdi dois irm�os.

Olhe, senhor. Voc� j� perdeu algu�m?

J� perdeu algu�m?

N�o desta vez, Bonner.

Eu n�o perderei ningu�m.

Ningu�m.

Meus irm�os. Meus irm�os est�o mortos.

Est�o mortos!

Mortos.

Mortos.

Meus irm�os...

Est�o mortos.

Eu sinto muito.

Eu sinto muito.

Del.

O corpo do Curella. J.D. o encontrou.

A 900 metros de onde o cavalo foi enterrado.

Eu retirei a bala, Del. Veio de uma Derringer.

Eu sei.

Veio por mim ou pela Cathy?

Por voc�.

N�o se aproxime, Del.

Voc� devia ter me prendido ontem a noite.

Agora eu n�o deixarei.

Del, n�o.

Eu te amo. Te amo de todo cora��o.

N�o fa�a isso.

Por favor!

Cathy, voc� sabe o que precisa ser feito.

Voc� n�o me quer?

Como ser� se fizer isso?

Como ser� se eu n�o fizer?

Mas, por que? Por que?

Que diferen�a isso far� agora?

Acabar com ele trar� os mortos de volta?

Acabar com todos n�s?

N�o.

Mas muitos homens bons morreram, Cathy.

Algu�m tem que pagar por isso.

Parece que todos n�s teremos que pagar por isso.

E de alguma forma acabaremos quites.

Cathy...

Agora eu estou te pedindo para ficar.

Por favor.

Voc� sabe que n�o posso.

Eu te amo, Cathy.

Espero que me perd�e um dia.

Um dia.

Eu sempre pensarei em como poderia ter sido.

Acho que n�s dois faremos isso.

Legendas - Danilo Carvalho www.clubedofaroeste.blogspot.com

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