All language subtitles for tt2006421_Gran.Hotel_2013_S03_E15_U17_Lpt

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Original subtitles

Estou muito feliz por você, minha querida.

Nós duas sabemos que, com seu problema,

você teria sido uma solteirona.

Não vá embora e prometo que vou manter distância.

Perdoe-me pelo que estou prestes a fazer.

Dona Teresa...

-Você está bêbado! -Sei que levei Belén até lá à força.

Matei minha esposa, detetive.

Ou ele é muito mais esperto que nós, ou está obtendo provas duvidosas.

-Há quanto tempo? -Algumas semanas.

-Quero comprar o Gran Hotel. -Será a mulher que beijarei.

Não se preocupe, senhora.

Algum problema, senhora?

Não, Ángela. Nenhum problema.

Eu a vi.

O que aconteceria se o juiz descobrisse?

Só pedi que você ajudasse meu filho.

E eu me recuso a fazê-lo.

O que você quer, senhora?

Vejo que você também não consegue dormir.

Duvido que suas razões sejam as mesmas que as minhas.

Não sou tão cruel quanto pensa. Também me preocupo com seu filho.

Isso é uma mentira.

Alicia pediu-lhe para ajudar Andrés e você se recusou.

Só se preocupa com você mesmo.

Você, por outro lado, é amável, altruísta e nobre...

-Nunca pensei assim. -Não?

Nem quando teve a generosidade de dormir com meu marido?

Ou quando deixou ele te engravidar não só uma, mas duas vezes?

Por que está aqui? Para me dizer que sou pior que você?

Você não é melhor que eu.

Minhas mãos não estão manchadas de sangue.

Estarão agora.

E do sangue do seu próprio filho.

-Cale-se. -A verdade dói.

Você me machucou primeiro, sem pensar nele.

Falei para se calar. Não posso fazer nada para salvar meu filho.

Mas eu posso.

Em troca de algo, obviamente.

Pense muito bem sobre o que você quer dizer a esse juiz.

Dou-lhe a minha palavra, farei tudo ao meu alcance

para salvar seu filho.

Sua palavra não vale nada, senhora.

Terá que confiar em mim.

Não.

Quero que assine uma confissão.

O quê?

Quero que escreva que é culpada pelo assassinato da senhorita Velledur.

Se Andrés morrer, publicarei a confissão.

Se o salvar, ninguém saberá sobre isso.

Agora está mostrando quem é.

Acha que vou assinar uma coisa dessas?

Seu futuro está ligado ao do meu filho. A escolha é sua.

Liberdade ou morte para ambos.

Me dê um papel e uma pena.

-Isto é ilegal! -Não grite comigo, Hernando.

Você pediu que a ficha de Bazán fosse enviada de Madri.

Está investigando ele. Isso não é permitido.

Mas não é ilegal.

Não tente me confundir.

Não há nada de errado com o inspetor chefe solicitando sua ficha.

Mas por que Bazán pediria sua própria ficha?

Meu Deus, Hernando, é óbvio que ele não pediu nada.

Eu pedi usando seu nome.

Mas isso é ainda mais ilegal!

Sentenciar um homem inocente também. E se deixarmos isso acontecer,

isso não estará só na nossa ficha. Também estará na nossa consciência.

Se me der licença, tenho muito trabalho a fazer.

Feito.

Falta a assinatura.

Aqui está.

Espero que mantenha o nosso acordo.

Não sou como você, Dona Teresa.

Por isso, quero que saiba que, se alguma coisa me acontecer

ou se descobrir que você está planejando algo,

este documento se tornará público. Entendido?

No fundo, você sempre foi muito insolente.

Chama-se dignidade, mas isso é algo que você perdeu há muito tempo.

Boa noite.

Jesús?

Rosa!

Seu admirador está aqui de novo.

É aquele cara estranho.

O que está fazendo?

Não!

Por favor, pare.

Quero que use isto.

Por que não me dá um desses vestidos?

Sente-se.

Você se parece muito com ela.

Então por que nunca me toca?

Me dá um?

Não sei o que há de errado com a Alicia.

Acabou de sair do quarto e nem sequer falou comigo.

Somos dois. Fui falar com ela esta tarde

e ela mal disse uma palavra.

Depois Diego chegou...

O que importa, afinal?

Quando uma mulher não quer falar...

Esse é o problema dos homens. Acham que todas as mulheres são as mesmas.

-Não disse isso. -Mas está pensando.

Por que as mulheres ficam sempre tão defensivas?

Se veio buscar respostas, não tenho nenhuma.

Se veio para ajudar, não está fazendo um bom trabalho.

Vim fumar um cigarro. Mas há lugares melhores para fazer isso.

-Maitê, desculpa. -Sabe qual é o seu problema?

Você é egoísta.

Alicia não está fazendo isso porque é uma mulher.

Está fazendo isso porque está sofrendo, assim como todos nós.

E se você parasse de se preocupar em como se sente

e pensasse nas outras pessoas...

Você aprenderia muito.

Preciso que me ajude a provar que Laura é uma louca.

-Javier, qual o seu problema? -Quero anular meu casamento.

-Acabou de se casar! -Mas ela é louca!

Deveria estar envergonhado.

O que foi? Já está entediado?

Não! Você tem que acreditar em mim.

Laura...

Bem...

Laura fala com uma boneca.

Ela a conta tudo.

Anda e dá banho nela como se fosse nossa filha.

Não fale besteira.

O nome dela é Simoneta.

Ela me assusta às vezes.

-Simoneta? -A Simoneta não.

Bem, um pouco. Falo da minha esposa.

Não posso conversar com ela com seriedade. Meus nervos estão à flor da pele.

Nunca sei o que ela vai fazer a seguir!

-Falando de mim, querido? -Eu?

Meu irmão estava apenas dizendo que ele se preocupa por sentir-se sozinha aqui.

Pensei que não seria capaz de viver longe de Santander.

É difícil deixar tudo para trás, minha família, meus amigos...

Mas entendo os problemas da família e do hotel.

Agora sei que meu lugar é aqui com Javier.

Javier, como você desceu vestido assim?

Olhe para você, parece um porco!

Sofia, desculpe, não estou acostumada...

Por favor, vá se arrumar.

Vamos, querido.

Acho que o único louco aqui é você. Sua esposa está certa,

este não é o melhor momento da família, então pare de falar besteira.

Agradeço sua visita, governador.

É um prazer, Sra. Alarcón.

Imagino que saiba porque lhe convidei.

Minha família não está passando por um bom momento.

Você conheceu meu marido

e o nome da família Alarcón fez muito para esta região.

Seu marido sempre foi um homem prático.

Sim, ele sempre soube como ajudar amigos

e como retornar favores.

E é por isso que preciso que interceda no caso de Andrés Alarcón.

Você é o governador regional

e tenho certeza que pode influenciar na sentença.

E salvar a vida desse menino.

Ele é um Alarcón, no fim das contas.

O hotel é importante, é claro, mas o nome da família...

Receio que o nome da família não seja mais assim.

O que quer dizer?

Sra. Alarcón, os tempos mudam e agora temos patrocinadores melhores.

Sei que o hotel já não pertence a você

e o novo dono me envia incentivos há algum tempo.

Está se referindo ao Sr. Murquía?

Você, mais do que ninguém, sabe que precisamos ser práticos.

Questão de sobrevivência.

Dom Diego tem sido muito convincente.

-Você não parece o ter seu favor. -Governador...

Me desculpe, minha senhora, mas não posso fazer isso que está pedindo.

Nem isso, nem outro pedido.

Dom Diego deixou isso bem claro.

Com licença.

Você é um miserável!

Vejo que também perdeu seus costumes.

Decidiu arruinar minha vida e não vai parar até conseguir isso.

Não sei do que está falando, mas sua resposta é "sim".

Acabei de falar com o governador.

Então, é isso.

É isso.

Finalmente descobriu que seu tempo acabou.

Se acha que vai escapar com essa, está enganado. Não permitirei...

Não vou permitir que me ameace.

A ameaça é o mínimo que vou fazer.

Vou tirar tudo que conseguiu até você ficar sem nada.

Estou farto de você. Saia.

Nunca deveria ter deixado você casar com Alicia.

Não sabe como me arrependo de deixar minha filha se casar com um bastardo como você.

Estou pedindo gentilmente...

Sabe o que me consola?

Saber que ela nunca vai te amar.

Estou lhe dizendo para sair! Saia daqui!

Ou o quê? Vai me bater? Como você faz com ela?

Se acha isso, por que nunca fez nada para impedir?

Aproveite seu momento de glória, porque está prestes a perdê-lo.

Não tenha dúvida.

Agora você espia as conversas das outras pessoas?

Quero saber o que acontecerá com meu filho.

Irei ao escritório do juiz,

mas primeiro gostaria de saber se falou com quem tinha que falar.

O governador prometeu interceder. Seu filho não morrerá.

Espero que sim, para o bem do meu filho e para o seu.

Cinismo... Pensei que estaria mais feliz.

Estarei quando o meu filho sair vivo daquela prisão.

Como você está?

Como está tudo no hotel? Como está a Alicia?

Gostaria de saber. Ela não me conta nada ultimamente.

Você resolverá isso. Sempre consegue.

Espero que sim.

Ultimamente, sinto que as mulheres só tornam as coisas mais complicadas.

Mas você já sabe disso.

Noites atrás, tive um sonho estranho sobre sua amiga Maitê.

Ela é uma mulher diferente.

Ela é linda, não é?

Não quis dizer isso, não foi isso.

Diz isso como se fosse algo ruim.

Agradeço por tudo que ela fez por mim.

Temos que tentar, mesmo que não ajude.

Não diga coisas assim, está me ouvindo?

Seu tempo acabou!

Certo.

Não quero ouvir você dizer isso.

Andrés...

Vou te tirar daqui.

Você tem que sair. Vamos.

Está bem.

Te procuramos por todos os lados. Onde você estava?

Fui ver Andrés.

Como ele está?

Mal.

Toda vez que o vejo lá dentro, isso me mata.

Não vou deixar que eles o condenem.

Nós não vamos. Sabemos que Bazán não é bom.

Então, temos que falar com Ayala.

Não, temos que ir à pousada e olhar em seu quarto.

Esse homem está escondendo algo, e seja o que for, está no seu quarto.

Tudo bem. Nos encontraremos no caminho da pousada em algumas horas.

Certo.

Não sei se chegarei a tempo.

Diego anda me observando de perto.

Não sei se posso me livrar dele.

Desde quando ele se preocupa com o que você faz?

-Aconteceu alguma coisa? -Não.

Simplesmente não posso fazer o que quiser sem dar uma desculpa plausível.

Bem, você terá uma.

Desde que cheguei, não tive oportunidade de visitar a cidade velha.

E precisarei de alguém para me guiar.

Não se preocupe, Diego não será um problema. Nos vemos lá.

Bom dia, Sofia. Meu filho não está com você?

-Não. -Deveriam tomar café da manhã juntos,

caso contrário, as pessoas vão pensar que algo está errado.

-Por que não diz a ele para descer? -Por que não convence ele?

Tenho que falar com minha mãe.

Tenho que tirá-la daqui. É como ter um espião por perto.

Por que ela está aqui?

Não sei. Talvez para julgar meu casamento, como sempre.

Está me ouvindo, mãe?

-Está tudo bem, senhora? -Não, Jesús, não está.

Lamento ouvir isso. Diga, qual o problema?

Não diz respeito a você.

Ou talvez diga.

Procurei por você noite passada para algo importante e não pude encontrá-lo.

Tive que reorganizar os turnos.

Sem o meu consentimento? E onde você estava?

Mãe...

Não se preocupe, senhora.

Estava no meu quarto.

Não achei que tivesse que consultá-la para ver se era um lugar adequado.

Não seja impertinente.

Desculpe, não era minha intenção.

Saia.

Eu não acho...

Vai me dizer como devo tratar os empregados?

Estou saindo. Tenho coisas mais importantes para fazer.

E não faça escândalo.

Acho que é inteligente o suficiente para lidar com essa mulher.

E com seu marido, se precisar.

Não será a primeira vez que Alfredo a manda para fora do hotel.

Espero que tenha algo, Hernando. Não aguento mais.

Além do fato da folha de serviço de Bazán ser mais limpa que a sua...

Não, isso não ajuda. Queremos exatamente o oposto.

Algo que o ligue diretamente a Belén Martín.

Eu não sei. Evidências de algum tipo.

Bem, a menos que você queira vasculhar sua casa...

Porque não há nada aqui.

Hernando.

Sempre digo que você sempre me surpreende e, geralmente, isso não é algo bom.

Do que está falando?

Bazán está hospedado na Pousada Cantaloa, certo?

Sim, por quê?

Porque é para lá que vamos.

Quando sairmos do escritório do juiz.

Temos que ver a declaração de Dona Ángela sobre o caso de Celia Velledur.

Mas você declarou outra coisa na delegacia!

Disse que a Srta. Velledur deixou o hotel às dez e meia da noite,

e não às oito, como está dizendo agora!

Também disse que ouviu uma conversa entre a Dona Teresa Alarcón e um homem

falando sobre a Srta. Velledur!

Não foi esse dia, foi depois, quando soubemos da morte da Dona Celia.

A Sra. Alarcón queria que aquele homem se encarregasse de que sua morte

não afetasse o hotel.

Senhora, está dizendo que não ouviu a Dona Teresa ordenar a morte

da Srta. Velledur no dia em que foi assassinada?

Não, claro que não.

O detetive deve ter me entendido mal quando falei com ele.

Ou talvez eu não tenha me expressado corretamente.

Hernando.

E esta pasta?

Vai me dizer que não encontrou isso no quarto da Dona Teresa?

Claro que sim. É dela.

Excelência.

A testemunha mudou sua afirmação. Gostaria de saber o porquê.

Detetive, você tem uma declaração assinada?

Porque nenhuma declaração é válida se não for assinada.

Eu sei, meritíssimo.

Não tenho uma declaração.

-Não tenho mais perguntas. -Eu tenho.

Como advogado da família Velledur, tenho algumas perguntas para a testemunha.

O inspetor Ayala diz que você mudou sua declaração.

O que eu disse aqui é verdade. Talvez estivesse confusa antes.

Na verdade, não é a primeira vez. Também ficou confusa no trabalho.

Perda de memória, esquecimento, estou certo?

-Excelência... -Excelência, por favor.

Esta mulher mudou sua declaração que acusava a Sra. Alarcón de assassinato,

tem histórico de instabilidade mental e diante das provas,

solicito que seja removida como testemunha.

Parece que seu testemunho é inútil. O caso deveria ser encerrado.

Fiz o que prometi.

Riram de você e não foi o que prometeu.

Ainda sou acusada e quero a confissão. Não há mais trato.

Você a terá quando meu filho estiver seguro.

Disse que o governador iria interceder e tudo ficaria bem.

Porque não temos nada com que nos preocupar, não é?

Graças a Deus.

Filho, todos os casamentos passam por maus momentos.

Mãe...

Uma boa esposa deve ser prudente e não criar confusão com certas coisas.

Especialmente, se o marido não fez nada de errado.

Acho que Sofia está agindo assim

porque ela quer fazer você se sentir culpado,

-mas o único culpado aqui... -Mas o que você sabe?

Quem acha que é, vindo aqui e me julgando?

Se eu sou uma boa esposa, se não sou.

Meu Deus, fez isso desde o início, se intrometendo,

me julgando, e tive que aguentar isso. Mas isso acabou.

Sofia, preciso falar com você.

Só queria falar com Sofia, mas...

Vou encontrá-la. Com licença.

Mãe, por que precisa se intrometer?

E para onde ela vai com tanta pressa?

Para a igreja, pelo amor de Deus.

Ela passa muito tempo ajudando na igreja.

Há uma reunião hoje para separar roupas para os órfãos.

É isso que ela diz...

Mãe, pare com isso! Do meu casamento, cuido eu.

Sabia que você viria. Estava esperando.

Pensou sobre o assunto?

Eu rezei.

Posso conseguir dinheiro.

Pegarei meu filho e podemos ir.

É muito precipitado. Que pressa nós temos?

-Mas, meu amor... -Temos que fazer as coisas corretamente.

Não aguento mais.

Aconteceu algo?

Minha sogra está aqui.

E Alfredo está tentando...

consertar as coisas.

O que está dizendo? Que isso muda as coisas?

Não.

Mas temos que ir o mais rápido possível.

O mais longe possível.

Ele está no quarto 3.

Espere. Leve isso ao Sr. Bazán. Ele está no quarto 4.

Ele não estava no quarto 3?

É tão difícil levar uma carta lá?

Ele tem dois quartos.

O número 3 e o número 4.

A chave do número 4 não está aqui.

O que está fazendo aqui?

Sr. Olmedo! O que está fazendo aqui?

O que está procurando, advogada?

Não consigo ouvir você.

Não tem nada a dizer?

-O que está fazendo? -Maitê!

Ayala, na hora certa.

Qualquer um diria que estava me seguindo.

Nossa advogada se aproximou do outro lado da lei.

Eu a encontrei arrombando e entrando.

Que sorte que chegaram a tempo, não acham?

-O que fez com ela? -Não! O que ela estava fazendo aqui?

E o que vocês estão fazendo aqui?

Ouvimos um grito.

Claro. E vocês só estavam de passagem, não é mesmo?

Ayala?

Por que gritou, Srta. Ribelles?

Pensei que ele fosse me machucar.

O que deveria fazer é prendê-la.

Realmente quer que eu a prenda?

Devemos abrir uma investigação sobre esse incidente, senhor?

Saiam!

Todos vocês.

Sim, senhor. Vamos.

Disse para não fazerem nada que fosse ilegal.

-Não pode ser irregular. -Hernando está certo sobre isso.

E nem encontramos nada.

Bem, nós temos isto.

Encontrei em uma gaveta. Achei estranho

ver entre os pertences de um homem, e roubei.

Já vi isso antes.

É de Belén?

Não. Pertence à mulher do bar, a que me deu a carta.

-Tem certeza? -Absoluta.

Essa mulher desapareceu pouco depois de ter falado com você, no bar.

Como é?

Ninguém a viu desde então.

Bem...

Suspeito que a vimos,

na mesa de autópsia na delegacia.

O quê?

Está dizendo que o corpo que identificaram

sendo de Belén, é na verdade dela?

Estou começando a pensar que é mais do que apenas uma possibilidade.

Você mesma provou que o corpo não podia pertencer a Belén Martín,

mesmo que Bazán conseguisse esconder isso do juiz.

Esse colar pode vincular Bazán à morte daquela mulher.

Ele é mais perigoso do que pensávamos.

Ele é capaz de matar para incriminar Andrés.

Mas por quê?

Acho que sei por que, mas...

Agora temos que ligar essa mulher ao corpo

que foi encontrado e falsamente identificado.

Assim podemos salvar o Andrés.

Talvez.

Mesmo que isso signifique acusar Bazán de assassinato.

Rapaz! Desde quando estes panfletos estão aqui?

Desde essa manhã. O padre Grau os deixou aí.

Mas diz aqui que a reunião para as roupas dos órfãos é amanhã.

-Sim, senhora. -Achei que era hoje.

Não, senhora. Olhe para a data.

Além disso, o padre Grau insistiu

que eu lembrasse algumas damas que queriam ajudar.

Certo.

Me dê a chave do quarto do meu filho. Deixei o meu leque lá.

Claro, senhora.

Sofia, espere! Tenho que falar com você

Javier, não tenho tempo agora.

Sofia, por favor. Tem que me ajudar com Laura.

De novo com essa coisa? Não! Não vou ajudá-lo.

Eu vi você beijando o padre Grau.

Eu vi, Sofia.

Na igreja.

-Acha isso normal? -Só vejo uma boneca em um carrinho.

Sim, mas ela fala com ela.

Eu brinquei com bonecas quando era pequena.

Quando era pequena. Laura é uma mulher adulta.

Não é comum, mas talvez seja sua distração aqui no hotel.

Não acho que seja sério.

Minha esposa está louca e você não acha sério.

Sou o único que vai ficar com ela até que a morte nos separe.

Não sei por que pensei que me apoiaria.

Depois do que vi, não sei quem está mais louca.

Javier, o que acontece entre o padre Grau e eu depende de mim.

Não mencione isso novamente.

Tudo bem, mas tem que me ajudar com isso.

Prometa que não contará a ninguém.

Olá, Sofia. O que está fazendo aqui?

Olá. Vim convidá-la para o almoço.

Eu vi sua boneca.

Ela é muito bonita. É de porcelana?

Simoneta.

O quê?

Ela não é uma boneca.

Ela é Simoneta. Deixe-me apresentá-la.

Esta é Sofia. Olá, Sofia!

Ela não é bonita? Ela é!

Olá, Simoneta.

Querido amigo, deixe-me chamá-lo assim.

Não posso aceitar a ideia de sua partida sabendo que faz isso para me evitar.

Você tem medo de que esse beijo

seja o começo de um amor proibido que é inconveniente para nós dois.

Pode parar de ter medo, eu imploro que você fique.

Estou disposta a esconder meus sentimentos por você até que...

algum dia eles parem de me torturar.

Prometo a você, mas por favor, não vá embora,

não sacrifique sua vida

por algo que eu prometo que não acontecerá.

Para sempre sua, Sofia.

Disse para não se envolver. Sou perfeitamente capaz de...

Ela está traindo você, filho.

O quê?

Sua esposa está com outro homem.

E pelo que está escrito, é mais do que apenas um caso.

Onde conseguiu isso?

Isso não importa. Você tem que descobrir quem é.

Eu não faço ideia. Ela beijou outro homem.

O beijo não é importante. O que é importante é quem é.

A carta fala de um beijo e de uma renúncia.

Por que está tão desconfiada?

Por que você é tão ingênuo? Deixe-me ajudá-lo a descobrir.

Se não sabe quem pode ser, pelo menos pense para quem ela poderia ter contado.

Deixe-me em paz, mãe.

Disse que ela passa muito tempo com o padre.

Ele deve saber.

Talvez Sofia lhe tenha dito em confissão.

Claro...

E você acha que o padre Grau vai quebrar o segredo de confissão?

Ele não te contará.

Mas talvez eu possa encontrar uma maneira para ele me dizer.

Entre.

Dom Diego, uma mulher deixou o hotel sem pagar.

Você sabe quem?

Marta Santos.

Aqui está o registro.

Quem estava com ela? Mateo a registrou?

Sim, embora eu a tenha levado para seu quarto.

-Você a viu? -Sim.

Poderia descrevê-la, Jesús?

Claro, senhor.

Altura média, cabelo castanho, puxado para trás,

uma pinta aqui entre o nariz e o lábio.

-Gostaria que eu chamasse o segurança? -Não, não se preocupe. Eu chamarei.

Legendas: Leonardo Schwider

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