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Original subtitles

Adrián Vera Celande foi mencionado em um mandado

como o principal suspeito do assassinato de Marta Santos Vera,

sua esposa.

Diego é Adrián Vera Celande.

Estou mais perto agora, Adrián. Mas onde?

Eu não sei o que fiz.

Tudo que sei é que peguei Belén à força.

Matei minha esposa, detetive.

Se você não tem um corpo, não tem nada.

Quero comprar o Gran Hotel.

-Ela é a mulher que eu irei beijar. -Não se preocupe, senhora.

Algum problema, senhora?

Não, Ángela, nenhum problema.

-Preciso que você faça algo. -Até você pode ficar afetada com

algo tão doloroso como o que acontece com seu filho.

Não sou um duque.

Não tenho um ducado. Nem minha esposa sabe.

Alfredo, estou disposta a ouvir.

Para entender.

Fale comigo.

Vou tomar um pouco de ar.

Perdoe-me, Padre.

Pelo que vou fazer.

-Vamos a um lugar que você amará. -E onde é?

É uma surpresa.

Clara?

O que está fazendo aqui?

Javier, como você está? Ficarei aqui por uns dias,

meu marido viajou, não queria ficar em casa sozinha.

Sabe o quanto amo este hotel.

Laura.

Ela é Clara Solis, uma amiga. Bem, uma velha amiga.

Clara, minha esposa, Laura.

Prazer em conhecê-la.

Velhas amigas dele também são minhas amigas.

Bem, não tão velha assim.

Prazer em conhecê-la, querida.

Você se casou? Quem diria.

Parabéns para vocês.

Já era hora de alguém fazer você ter juízo.

Bem, te vejo mais tarde por aí.

Claro. Deve ter muito para contar.

Sim, querido.

É você quem tem muito para me contar, querido.

O que quer dizer?

Agora se chama assim, uma velha amiga?

Laura, por favor. Clara é uma...

uma amiga com quem me relacionei brevemente.

Foi anos atrás, éramos jovens.

Javier, vi como ela olha para você.

Por favor, não seja boba.

Clara não me olha de forma alguma. Ela é casada,

e eu também.

O padre não disse isso?

Ou estou enganado?

Sofia, você está bem?

Sim.

Estava aqui pensando.

Desculpe, fiz tudo o que pude

pelas terras do padre.

Mas o proprietário é teimoso e não queria vender.

Acredite em mim.

Usei até minha posição como duque,

mas isso foi pior.

Aquele homem é inabalável.

Insisti, tentei fazê-lo ver

quão conveniente seria conviver bem com os nobres.

Ter o apoio de um duque, pode ser útil se...

Pare, Alfredo!

Você não é duque.

Você não é nada!

-Sofia... -Não.

Não me conte outra mentira.

Como você descobriu?

E isso importa?

Tinha que ter contado a verdade, eu teria entendido.

Você deveria ter confiado em mim e eu não teria...

Sinto muito.

Isso não importa mais, Alfredo.

Você não é o homem com quem me casei.

-O quê? -Eu sei, filho. Eu sei.

Você não esperava ver sua mãe aqui

depois do que fez comigo.

Mas você está perdoado, Alfredo Luis.

Como uma mãe pode ficar com raiva do filho?

Mãe, o que está fazendo aqui?

Quero apresentá-lo a Víctor Alberto Muñoz de Vidal.

Meu filho, o novo duque.

-É um prazer conhecê-lo. -Meu Deus, você também sabe.

Sim, eu soube e não foi por você.

-Mãe, eu imploro... -Como sua mãe sempre faz tudo,

encontrei o melhor heraldista que poderia encontrar.

-O Sr. Muñoz de Vidal. -Por favor, Duque,

-pode me chamar de Víctor. -Víctor.

Mãe. Não, por favor,

-Por favor... -Não me agradeça, filho.

Seu ducado precisa de um brasão.

Eu não sou um duque, mãe.

Não sou um duque, você entende?

Não fale tolices, filho.

Olhe para você. Se comporta como um duque.

Menti para minha mulher,

menti para todos,

e agora não consigo nem me olhar no espelho.

É por isso que não quero um brasão.

Está feliz agora?

Como vou ficar feliz depois de ouvir isso?

Que tristeza.

Eu havia desenhado alguns esboços belíssimos para ele...

E o pior é que precisarei cobrar.

Não, meu querido.

Eu fiquei sem duque,

e sem um duque, não há nenhum brasão.

E sem brasão, não há pagamento.

Faltam peças.

Dona Ángela, estão faltando três peças.

Isso não é possível.

Não acho que seja o momento certo.

Faltam peças, várias peças.

Poderiam ter se quebrado.

Encontraremos uma solução.

Agora você deve descansar.

-Não irei. -Voltem aos seus afazeres, por favor.

Dona Ángela, você precisa me ouvir.

Fui eu.

Está certo, Dom Jesús, tem alguma coisa errada comigo.

Minha mãe ficou louca antes de morrer,

perdendo coisas e...

Não, Dona Ángela.

O que acontece é que está exausta e precisa descansar.

Não gostaria que isso acontecesse comigo.

Eu não desejaria isso a ninguém.

Vi como ela foi se perdendo dia após dia,

desaparecendo...

Não conseguia nem reconhecer a própria filha.

Não se preocupe, isso não vai acontecer.

Vamos, sente-se, vou fazer um chá.

Não tenho fome.

Imagino, mas coma algo.

Não podemos deixar tudo para a Maitê.

E o que podemos fazer?

Não será fácil com o novo detetive.

Temos que encontrar uma solução.

Irei ao bar.

Não sabia que álcool o ajudava a pensar.

Vou com você.

Não deixarei.

Sabe como seria se você fosse.

Não precisa ser assim.

-Vai me comprar uma bebida? -Claro. Venha.

Quer uma bebida? Venha comigo.

Garçom!

Quero perguntar sobre Belén. Ela trabalhou aqui.

Nas vezes que vim aqui, vi você com ela.

Acho que você sabe o que aconteceu. Sente-se.

E por que devo lhe dizer?

Chegou uma garota da mesma vila de Belén,

e perguntei sobre ela.

Ela a conhece, mas não ouve falar dela faz tempo.

Eu a conhecia muito bem

e mantivemos contato quando ela voltou a trabalhar no hotel.

Vai me servir outra bebida?

Sente-se ali.

Há quanto tempo não fala com ela?

Algumas semanas.

Sinto falta dela. Ela era boa comigo.

E quando se viam, do que falavam?

Sobre sua vida no hotel.

Seus filhos, aquele que ela perdeu,

sobre como o marido a tratava.

-Marido? -Sim, o Andrés.

Ele a assustava,

ela tinha medo dele.

Você tem certeza disso?

Esta é a última carta que Belén me escreveu enquanto estava no hotel.

Leia você mesmo.

Ei, a carta é minha.

Você tem um cliente.

Não é aqui, tem que ir neste endereço.

Vá se arrumar.

O álcool foi muito forte?

-Não sei por que pensa isso. -Você saiu correndo do bar.

-Bem, não saí correndo... -O seu rosto está pálido.

Deve ser a luz.

Venha.

Essa mulher te deu isso?

Sim. Ela conheceu Belén quando estava trabalhando no bar.

Mas por que Belén escreveria essas coisas sobre o Andrés?

Todo mundo sabe que ele não é assim.

Claro que não, mas por que ela escreveria isso?

Senhorita, tem uma ligação. É da delegacia.

-Alô? -Advogada? Aqui é o detetive chefe.

Olá, detetive.

Encontramos o corpo de uma mulher.

Maitê!

Venha comigo. Precisa identificar alguém.

Os cães a encontraram a poucos quilômetros do hotel.

Estava mal enterrada sob pedras em um lugar de difícil acesso.

Não será agradável de ver. O calcário queimou sua pele.

Embora não seja uma surpresa para você, certo?

Não sei se é ela.

Ela tinha isso na mão esquerda.

-Andrés, antes de falar... -Não, Maitê.

É a aliança de Belén.

Eu dei a ela.

Essa é uma cópia do relatório forense.

Obrigada.

É uma monstruosidade o que fizeram nesse corpo.

Sim, quem fez isso

é um monstro.

Quem fez isso?

Ainda tem dúvidas?

Apesar da má condição do corpo, sei que a garganta foi cortada.

A garganta da vítima foi degolada,

e combina perfeitamente com a arma que encontramos no quarto do suspeito.

Obrigado.

Você estava certa,

com o corpo temos as provas para condenar o Sr. Alarcón.

O juiz solicitou que ele seja enviado imediatamente à penitenciária.

Senhorita,

foi um prazer conhecê-la.

A prova é clara.

De acordo com as provas, Andrés degolou Belén

e tentou queimar o corpo.

Isso é impossível.

Julio está certo.

Isso não acontece após uma briga.

Parece algo feito por um assassino a sangue frio.

-Andrés não poderia ter feito isso. -Temo que poderia.

É possível que ele o tenha feito, assim como confessou.

Como você pode pensar isso?

-É advogada dele. -Exatamente.

Agora tenho que ser imparcial e cautelosa.

Acho que não fiz isso antes, por isso não o defendi corretamente.

Como pode defendê-lo se não acredita nele?

Eu acredito, são as provas que estão contra ele.

Não aceitarei que você duvide da inocência de Andrés.

Julio, não se irrite comigo.

Sem o corpo, tínhamos uma chance

e pensei que, encontrando o corpo, provaríamos que ele era inocente.

-E foi o contrário. -Não me interessa aquele relatório,

-o juiz, Andrés, ou o que digam. -Julio...

Andrés não a matou.

Alicia, fale com ele.

E dizer o quê? Concordo com ele.

Mesmo que condenem Andrés.

Ou se o matarem.

-Sem bolas? -Sim.

-Precisa melhorar a técnica, mas... -Não usa bolas, nada?

Pode tentar de novo.

Que adorável, uma reunião entre velhos amigos.

Amor, falávamos sobre um esporte, o tênis.

Parece muito elegante.

Clara estava explicando como é jogado, ela jogou. Fale.

-Você adoraria, Laura. -Você acha?

Tem que correr atrás das bolas. Ela adora.

Bem, quis dizer...

que ela pratica esse esporte na grama.

Atrás de uma rede e com uma...

É com uma raquete.

É bem popular em Barcelona.

Muito estranho, correr atrás de uma bola

-com uma frigideira na grama. -Uma raquete.

Javier, meu Deus, não seja ignorante.

Provavelmente nunca praticou um esporte.

Javier?

Olha, querida, não gostaria de jantar conosco hoje?

É, será divertido.

Não podemos deixá-la jantar sozinha. Não é, amorzinho?

Claro. Isso é perfeito.

Sim.

Você é muito gentil, obrigada pelo convite.

Bem, até o jantar.

Será um prazer.

Obrigado por convidá-la. Isso foi muito gentil.

Você sabe que gosto de ser amigável com seus amigos.

Mesmo que ela seja insolente e adore correr atrás de bolas.

Ela não me engana.

Laura, está enganada.

Não. Viu como ela te olha para?

É claro que ainda gosta de você.

-É hoje à noite provarei isso. -O que vai fazer?

Hoje teremos um jantar a três.

Vamos nos divertir.

Preciso falar com você, senhora.

Que bom.

Estava te esperando.

Sei que ficou descuidada ultimamente, o que não combina com você.

Imagino que tenha algo a dizer sobre isso.

Acho que Dom Jesús está certo,

e que esse problema com meu filho me afetou.

E o que você vai fazer?

Pensei que fosse fazer algo.

Algo que pudesse salvar Andrés.

Há um rumor, senhora...

E dizem que vão condená-lo...

Como se eu pudesse fazer algo.

Ele é meu filho.

Talvez pudesse usar suas influências para ajudá-lo.

Ele é tudo o que tenho.

Lamento o que aconteceu, mas não posso fazer nada.

Seu filho confessou, e tudo aponta que isso seja verdade.

Meu filho se convenceu de ter feito algo que não fez.

Encontraram a faca que Andrés usou para matá-la.

Seu filho deve enfrentar as consequências.

Eu não posso, não devo e não quero me envolver. Espero que entenda.

Não, eu não entendo.

-Bem, isso é uma pena. -E não a deixarei ficar sem fazer nada.

E como vai me obrigar?

Logo você, que é incapaz de contar os talheres. Diga!

Todos nós erramos, senhora.

Sim, uns mais do que outros.

Todos nós, e você também.

Do que está falando?

Na noite em que a Srta. Velledur foi embora do hotel,

eu a vi falando sobre ela com um homem.

O que aconteceria se o juiz descobrisse?

Se ele soubesse que aquela mulher,

que agora está morta,

saiu do hotel imediatamente depois disso,

e não quando você fez todos acreditarem?

Bem, eu não sei

o que aconteceria.

Cumpra com suas ameaças

e descobriremos.

Não me obrigue a fazer isso, não quero fazê-lo.

Só lhe pedi para ajudar meu filho.

E eu me recuso.

Vá em frente.

Cumpra com sua ameaça.

Vamos ver se o juiz acredita

no que você diz ter visto e que mais ninguém viu.

Eu sei o que vi, senhora.

Mais alguma coisa?

É muito bom vê-los aqui.

Como deixaram vocês entrarem?

Você será enviado à penitenciária.

Isso não quer dizer que seja culpado.

Ainda falta o julgamento.

Sim, eu sei.

Mas serei sincera.

Sua situação é complicada.

Por que estão tristes? Não quero vê-los assim.

Nós que deveríamos fazê-lo se sentir melhor.

Estão fazendo um péssimo trabalho.

Não vamos desistir,

está me ouvindo?

Não, Julio.

Tive muito tempo para pensar.

É preciso saber quando desistir.

Faça o que quiser, mas não me diga o que devo fazer.

Imagino que sua advogada o tenha avisado.

Você será enviado à penitenciária regional.

E para ser sincero, Sr. Alarcón, deixei seus amigos entrarem

porque não os verá novamente.

-Onde conseguiu essa partitura? -É o novo livreto.

Chegou nesta manhã.

Sessenta folhas e apenas uma não numerada.

"O Quarto fechado".

-Javier falou muito bem de você. -Mesmo?

Só o ouvi falar bem de si mesmo.

O casamento muda as pessoas. Não acha, amor?

Casamento? Sim.

Sim, bastante. Estou muito feliz.

Agora ele vive falando de ter uma família.

Disse que é hora de ser responsável.

A responsabilidade é ótima, mas...

Tenho medo de você achar isso chato.

Chato?

Não é chato.

Não sei, a vida de casados pode ser um pouco...

sufocante, não acha?

Tenho pensado nisso ultimamente.

No que, querida?

Se seria melhor se nosso casamento

não fosse assim tão...

exclusivo.

O que você acha, amorzinho?

Bem, eu não sei...

Não pode ser ruim, claro que não.

Mas, Javier...

Sim, Claro.

O casamento me fez mudar, eu...

Já não faço mais besteiras.

-Algum problema, querida? -Comigo? Não.

E com você, Javier?

Comigo? Não, está tudo bem.

Bem, está tudo bem, no momento.

O jantar está delicioso,

e as companhias maravilhosas.

E você, Clara, como mulher, o que pensa sobre isso?

Não acha que o casamento

deveria ser mais...

aberto?

Não.

Não?

Não me sinto bem, voltarei para o meu quarto.

Poxa, estava divertido. E a noite é uma criança.

Desculpe. Não me sinto bem.

Se precisar de alguma coisa, sou enfermeira.

Não se preocupe.

Desculpe.

-Desculpe, deixe-me limpar. -O que você vai limpar?

Eu? Nada. Eu só...

Laura, foi só um acidente. Não vamos fazer escândalos.

Eu me limpo e resolvo o problema.

-Precisamos conversar. -Não pode ficar aqui!

É sobre sua esposa.

Ela é ciumenta. É melhor não ver você aqui.

Sua esposa me paquerou.

Ela o quê?

Sim, no jantar. No começo, pensei que fosse você.

Eu? Você que estava me paquerando.

-Queria que parasse de me tocar. -Eu?

Foi a Laura. Era ela.

Eu sabia.

Eu disse que ela era uma vagabunda!

Javier, fale algo. Eu não fiz nada.

-Ela é uma louca! -Bruxa!

Parem!

Solte! Agora!

Venha cá!

Eu disse.

Sabia que ela estava atrás de você.

Não parou até arriar as suas calças.

Que vergonha, no nosso quarto.

Sabia que o encontraria aqui.

Eles vão condená-lo à morte.

Não diga isso.

Tento imaginar tudo isso sem ele.

Mas não consigo.

Abrace-me e diga que tudo vai ficar bem.

Vai ficar tudo bem.

O FIM DE UMA FAMÍLIA

ANDRÉS ALARCÓN SERÁ CONDENADO

Entre.

Achei que iria querer tomar o café da manhã aqui.

Sim. Obrigada.

Já viu isso?

São apenas rumores, senhora.

Quem dera fossem.

Não imagine o pior.

E por que não deveria?

O pior se aproximou e não consegui prevê-lo.

Isso não é o fim, senhora.

Era o que eu pensava.

Que somente a morte é definitiva.

-Eu me sirvo, obrigada. -Não. Eu faço isso.

Não.

Obrigada.

Às suas ordens. Com licença.

O que houve?

A Maitê encontrou algo.

Deveria ter notado quando vi o corpo nu,

-mas finalmente notei. Toma. -O que você achou?

-O corpo não é de Belén. -O quê?

Belén era mãe.

Um parto difícil, duas crianças.

E então?

A mulher encontrada na floresta não teve filhos.

Ou não teve um parto como o de Belén.

Não sei se estou entendendo o que está dizendo.

-Bem, as mulheres quando dão à luz... -Sim?

Você sabe.

Não, eu não sei. Vai me contar?

Durante o parto, uma abertura se forma.

Principalmente em um parto de gêmeos.

E essa ferida é suturada.

E a mulher morta...

-Não tem cicatrizes. -E como você sabe?

-Não diga que teve tempo de olhar. -Não, Julio.

Vi isso no relatório da autópsia.

Sabe o que isso significa?

Bazán acabou de perder a única prova contra Andrés.

-Vou contar à Ángela. -E eu vou falar com o detetive.

Maitê.

Ave Maria cheia de graça o Senhor é convosco,

bendita sois vós entre as mulheres,

e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte. Amém.

O que você deseja? Estava concentrada, trabalhando.

Não ouvi você chegar.

Suas orações funcionaram, Dona Ángela.

Vão soltar o meu filho?

Esperamos que sim.

A mulher na floresta não era Belén.

Graças a Deus.

E obrigada a vocês também.

Foi a Maitê quem fez isso. Ela que descobriu.

Onde ela está?

Gostaria de agradecê-la.

Terá que esperar até ela voltar.

Ela foi falar com o detetive.

Obrigada.

A vocês dois.

Deve ser um erro.

Sim, um erro grave que você cometeu.

O corpo estar queimado foi muito conveniente.

Agora,

a mulher estava morta e usaram o corpo para culpar Andrés,

o que nos faz pensar:

há um assassino solto por aí.

Você terá um pouco de trabalho.

Mais alguma coisa?

Bem, detetive.

Acho que devemos avisar ao juiz.

O que as cartas estão fazendo aqui? Devia tê-las levado ao escritório.

Acabaram de chegar, senhor.

Não há nenhuma carta para mim?

Não, senhor.

Sessenta.

Claro, o hotel tem 60 quartos.

Entre a 27 e a 28.

Chegou a tempo para o brinde de Andrés.

E tudo graças a você.

Dona Ángela gostaria de te agradecer.

O que foi?

Não deu certo?

O juiz não aceitou a prova.

Por que não? Ele tem que aceitar.

Ele descartou, dizendo que não é conclusiva,

que Belén talvez não tenha tido um corte.

-Não entendo. -Não há muito para entender.

Esse juiz de quinta condenou o seu amigo antes do julgamento.

Ele chamou a imprensa e disse

que nunca viu um caso tão claro, que o julgamento seria rotina.

Que tem todas as provas para condená-lo.

Um juiz pode fazer isso?

Podem condenar alguém sem julgá-lo?

E ter falado isso com a imprensa?

Bem, esse juiz o fez.

Mesmo eu pedindo para não publicarem antes do julgamento.

Se minha mãe não falar com o juiz, eu o farei.

Não quero desencorajá-la, mas isso não ajudará.

Vou fazê-lo mesmo assim.

Além disso, o juiz terá que me dizer por que está contra nós.

Antes ele estava do nosso lado.

Leve o champanhe, Sr. Olmedo. Não há nada para comemorar.

Não gostaram?

É o que parece, Dom Jesús.

Espinosa.

Não pense que sou enxerido, mas se quiser fazer uma carreira aqui,

algumas coisas podem complicá-lo.

Não entendo, Dom Jesús.

Não é bom que um criado seja amigo de uma senhora.

Imagino que você saiba os riscos de um adultério.

Se envolveria em dois problemas, não seria sábio.

Com todo o respeito, por que diz isso?

Só estava servindo a mesa.

E eu estava pensando em voz alta.

Continue com o que estava fazendo.

Sua amiga já chegou?

Sim.

E não foi como esperávamos.

Mas não se preocupe. Há esperança.

Você é muito amável, senhora.

Quero falar com o juiz, mas não consigo achá-lo.

Ele não está em casa, nem no tribunal.

Às vezes, sua mãe ligava para uma casa de campo que ele frequentava.

Preciso saber o endereço.

Nem pense em perguntar à sua mãe.

Eu não iria perguntar mesmo.

Mas...

ela deve ter isso escrito.

Em um caderno talvez.

Não podemos mexer nas coisas dela.

Conhece o quarto dela melhor que eu.

Nada.

Nenhum caderno aqui.

Pode estar na cômoda.

Nada aqui também.

Ángela, o que houve?

Esta é...

a bolsa da Srta. Velledur.

Ela a usava quando foi morta.

O que é isto, mãe?

Onde achou isso?

Você sabe onde.

E também sabe a quem pertencia.

O julgamento está te afetando.

Está falando besteiras, e não aceitarei. Vá para o quarto.

Além de roubar a Srta. Velledur,

também mandou matá-la.

Legendas: Simone Campbell

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