All language subtitles for legendas_tv_20200612222802716_Grand.Hotel.S03E18.1080p.NF.WEB-DL.DDP2.0.x264-Mooi1990

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Original subtitles

Estou muito feliz por você.

Com seu problema, estava condenada a ser solteirona.

Prove que Laura é louca.

-Não. -Eu te vi beijar o padre.

Quem você estava esperando?

-E Alicia? -Ficou abalada com a tragédia

e decidiu passar uns dias fora.

Como conhece Diego? E quem é essa mulher?

Ela se chama Marta Santos e era a mulher da minha vida.

-Não sei o que fiz. -Está preso pelo assassinato de Belén.

Nunca encontramos nada, mas ele acha todas as provas necessárias.

Das duas, uma:

ou é muito mais perspicaz que nós,

ou está envolvido em práticas duvidosas.

Deu tudo certo.

Amanhã Andrés morrerá.

Eu te adorava, Andrés.

Como posso não chorar?

Você está vivo?

É a Belén.

Você está viva!

Você também!

Quando estava na cela esperando,

só pensava em tudo o que vivemos juntos.

Mas não nas coisas ruins.

Só nas boas.

Nunca amei tanto alguém como você.

O que foi? Parece que viu um fantasma.

Enterros me deixam péssimo.

Mas não enterramos ninguém!

Você sabe que o caixão estava cheio de pedras.

É, mas me lembrou a tia Angustias.

Que Deus a tenha.

Você acredita na ressurreição dos mortos?

Acabei de ver um entrando na cozinha do Gran Hotel.

Belén?

Tinha razão. O cheiro de dinheiro a fez voltar do inferno.

Não sei se ela foi tão longe.

Senhora,

meus pêsames.

-Entenda que estava fazendo meu trabalho. -Não. Não entendo.

E poupe seus pêsames.

Saiba que Andrés Alarcón está vivo.

Decidi fingir sua morte para descobrir a verdadeira culpada de tudo isso.

Como é?

E deu certo. A Sra. Salinas me informou que Belén Martín voltou dos mortos.

Vou prendê-lo por isso.

Não escutou? Belén Martín está viva.

Andrés não é culpado. Mas relaxe. Como meu superior,

pode se beneficiar deste meu truque.

Inspetor. Detetive. Hernando.

Sr. Alarcón, que bom que chegamos a tempo de corrigir nosso erro.

Entrem.

Está bem, senhora?

Sem tosse, enxaqueca,

-nem uma leve indigestão? -Não.

Seu estado de saúde preocupou muita gente.

E quase custou a vida do seu marido.

Me sinto péssima por ter colocado sua vida em risco.

-Mas, graças a Deus, cheguei a tempo. -Não.

Chegou quando esperávamos. Após a execução.

-Nem um minuto antes. -Estou disposta a colaborar

para esclarecer tudo.

Já chega, Ayala.

Pode explicar depois.

Preste depoimento amanhã na delegacia.

Sra. Alarcón.

Senhor.

Senhor detetive.

O que foi isso?

É um pouco difícil de explicar.

Mas logo explicarei os detalhes do que parece uma infeliz coincidência

que quase custou a sua vida.

Não se preocupe, Sra. Salinas.

Vou provar o envolvimento dessa mulher nisso.

Eu também, senhora.

Sou muito grata a ambos.

Até lá é melhor não contar ao Andrés.

Seu filho é muito ingênuo, duvido que acreditará sem provas.

Andrés está vivo porque você o salvou e nunca poderei agradecer o bastante.

Tem minha colaboração pelo resto da vida, detetive.

Você também.

Ángela.

O hotel todo está falando de fantasmas. E você escondeu de mim.

-Deveria ter me contado do Andrés. -A senhora mentiu.

Disse que faria de tudo para salvá-lo, mas não moveu um dedo.

Tive que me virar sozinha.

Eu tentei te ajudar.

Já me enganou demais. Não vou mais cometer esse erro.

Acha que esse foi seu único erro?

Com Andrés vivo, nenhuma herança vai te proteger aqui.

Já é hora de nos separarmos.

A senhora acha?

Eu acho que seus crimes vão nos manter unidas para sempre.

Podem levar isso.

Deixem o resto aqui.

O que fizemos para Deus nos castigar com você?

Achei que amoleceria ao achar que eu estava morta.

Você se superou, mesmo isso parecendo impossível.

Queria meu filho morto por puro interesse.

Não sei do que está falando. Eu o amo.

Só quer a herança dele.

Só age por dinheiro, não por amor.

E o pior é que ele é o único que acredita em você.

Acho que Deus não criou ninguém mais ingênuo que meu filho.

Não seja tão dramática.

Acredite, minhas intenções são boas. Eu mudei, mas parece que a senhora não.

Deveria se esforçar mais.

Mãe, espero que não estejam discutindo.

Desta vez, vai dar tudo certo. Confie em mim.

E o tabelião vai vir por causa do testamento.

Voltar à vida é burocrático.

É normal que não se fale de outra coisa. Dois mortos ressuscitando no mesmo dia!

-O importante é que Andrés está vivo. -Mas o hotel vai virar um destino macabro.

É a última coisa que precisamos.

-Souberam do Andrés? -Estávamos falando disso.

Temos que contar à Alicia.

-Será um grande alívio para ela. -Claro.

Ela viajou por isso, então quando souber...

Eu conto quando falar com ela.

Eu ligo, só me diga para onde.

-Seria um prazer. -Não se preocupe. Eu ligo.

-Ela gostaria muito. -Eu não fui claro?

Alicia é minha mulher, eu cuido disso.

Que mistério. Por acaso não quer dizer onde ela está?

Diego só está cumprindo os desejos da esposa. Não é mesmo?

-Quer agredir o único que sabe dela. -Não exatamente.

É mais fácil descobrir assim, que à sua maneira, pedindo por favor.

Vai acabar se entregando.

E ele vai saber que estão juntos.

Isso não vai ajudar Alicia.

Vamos entrar no quarto deles para procurar pistas.

Está bem.

Mas se não descobrirmos nada, vamos fazer as coisas à minha maneira.

A história do seu irmão, Andrés, parece saída de um romance.

Alguém deveria escrevê-lo.

Acha que eu seria capaz de uma tarefa assim?

Não sei, Alfredo.

Embora seja você quem...

tenha essa inclinação pelas letras.

De onde tirou isso?

Eu li a sua carta.

Eu sei.

Não quero te martirizar com isso.

Acho que entendo.

Nada disso deve ter sido fácil.

Não é como você imagina.

Você sabe que eu não tenho imaginação.

Nunca fui capaz de escrever mais de duas linhas. Imagine um romance.

Não significou nada.

Eu nunca o amei.

Eu só...

-me senti perdida, confusa. -E foi tudo culpa minha.

Mas o que eu quero saber

é se quer continuar ao meu lado.

Porque o que eu sempre imaginei...

é que passaríamos a vida inteira juntos.

Laura!

-Oi, querido. -Onde você estava?

-No jardim. Saí... -Com Simoneta.

-Claro que não. -Meu amigo te esperou. Por que não veio?

-Para não incomodar. -Eu queria apresentá-los.

Você disse que era um velho amigo que não via há tempos.

-Por que tanto drama? -Porque era importante!

Temos que conversar.

Minha nossa...

Sim. Não é fácil para mim, mas...

Mãe!

Filha!

-Meu bem! -Que bom que você veio!

Obrigada por vir.

Oi, Javier.

Que bom ver vocês.

Dona Mercedes. Não sabia que viria.

Não, eu só queria saber como vocês estavam.

Depois de tudo que aconteceu, eu tinha que vir.

Sei que não liguei, nem reservei um quarto...

Não se preocupe. Eu cuido disso.

Um... dois... três...

Aqui não, filha.

O que faz aí? Alicia voltou?

Não. Não sei onde ela está.

Diego disse que ligaria para ela.

Se foi para longe, ainda vai demorar.

Sim. Tem razão.

-Rápido! Diego está para chegar. -Mas nem sei o que procurar.

Qualquer coisa que chame sua atenção.

Suas roupas e suas coisas estão no armário.

Não acha isso estranho?

Alicia viajaria sem levar nada? Mesmo por pouco tempo, teria levado algo.

Diego mentiu, eu disse!

-Se me deixasse agir... -Você estaria preso por agressão.

E nunca saberíamos o que aconteceu.

Temos que informar Ayala. Ele saberá o que fazer.

Jesús.

Tem alguma notícia da Sra. de Murquía?

Sua filha? Ouvi dizer que viajou.

Jesús,

estou muito preocupada com ela.

Ainda mais depois do que me disse.

Sei que Diego não é flor que se cheire, mas não achei que fosse capaz disso.

Teresa...

Não paro de pensar que minha filha...

Esse homem é um monstro. Alicia pode estar em perigo.

Ainda mais agora, que ele não precisa do nosso nome.

Disse que acertaria as contas com ele e acertarei. Faremos isso juntos.

Acalme-se.

Sei que sua filha está bem.

-Se não deseja mais nada... -Obrigada.

Quero falar com Ayala.

-Foi preparar o interrogatório de Belén. -É urgente.

Não quer ser interrompido.

Amanhã, depois do interrogatório, ele estará mais descansado e...

Tudo bem. Não tem importância.

Eu volto amanhã.

Foi o que eu disse.

Volte amanhã.

Depois dizem que eu não imponho respeito!

Entre.

Trouxe o jantar e os cigarros que pediu.

Muito bem.

-Pode se retirar. -Sim, senhor.

Não sabia que fumava.

-Um hábito recente. -Curioso.

Fumantes costumam começar cedo.

Nunca é tarde para um erro, como a indiscrição.

-Desculpe, não queria importuná-lo. -Mas importunou. Retire-se.

Sim, senhor.

Por favor, me ajudem! Socorro!

Ninguém te ouve daqui.

Só vai ficar sem voz.

Não são as melhores condições para aproveitar um bom jantar.

Mas você pode mudá-las.

Me dê o nome dele, e ficará livre.

Acha que acredito na sua palavra, Adrián?

Quem é?

Eu nunca vou te contar.

Nunca...

Nunca,

é muito tempo.

Sua teimosia em resistir vai diminuir.

Mateo, sabe onde Dom Diego passou a noite?

Preciso saber se foi buscar sua esposa, para contar que o irmão está vivo.

Não sei, Srta. Maitê. Ele não me disse.

O chofer deve saber aonde ele foi.

Não se incomode.

Ele não pediu carro. Estou com as chaves.

Deve ter ido passear.

Com o que está acontecendo, é normal não conseguir dormir.

-Com licença. -Obrigada, Mateo.

Sim, entre.

Tem algo errado na cozinha. Está cheia de fumaça, temos que apagar a caldeira.

Não vou deixar o hotel sem água quente. Onde está Cisneros? É o trabalho dele.

Não o encontrei. Por isso vim avisar o senhor.

Abra as portas e janelas! Temos que tirar a fumaça!

Vá buscar ajuda!

-Senhorita, como posso ajudar? -Sabe onde Espinosa está?

Não deve estar longe.

Tem muita fumaça na cozinha!

Não preciso chamar ninguém.

O que faz aqui? É melhor sair.

Onde estava? Apague o fogão, antes que exploda!

Claro, senhor.

Você quase fez uma loucura!

Espinosa!

Sim, senhor.

Abra as janelas.

De onde tirou a pistola?

-Você enlouqueceu! -Só ia fazê-lo falar.

-Não estava carregada? -Estava.

E se disparasse? E se você se descontrolasse e o matasse?

Como descobriríamos onde ele escondeu Alicia?

Se está viva, você a teria condenado.

Diego passou a noite fora.

Não foi de carro. Ela deve estar presa em algum lugar.

-Julio! -Se importa de me deixar sozinho?

Não posso te beijar.

Mas, toda vez que te der um cigarro, será um beijo.

Toda vez que você pegar,

estará me beijando de volta.

Estaremos nos beijando,

nos abraçando.

E ninguém mais vai saber,

só eu e você.

Bem...

Onde está minha pistola?

Agora as cartas estão na mesa.

Onde está? Não a vejo desde ontem.

-Está escutando? -Que foi?

Meu Deus! Vá procurar em casa!

Mas antes ligue para o juiz.

Precisamos de uma nova autópsia do cadáver que confundimos com Belén.

Sim, senhor.

Foi um prazer, como sempre.

O que fez com Alicia?

Ela não foi ao enterro, apesar de adorar Andrés.

Nunca entendi o porquê.

Onde está minha filha?

Na casa de uns amigos, acredito.

Estava muito abalada e preferiu ficar um tempo longe.

Já ia esquecendo. Ela te deixou isto.

O que estava esperando para me dar?

Acho que ela fez bem em se afastar para descansar. Deveria fazer o mesmo.

Um pouco de sossego te faria bem.

Talvez eu faça isso.

Talvez vá onde Alicia está para contar do Andrés. Onde ela está?

Se eu soubesse...

Não está preocupado?

É minha mulher, confio nela.

Mulheres como Alicia são especialmente sensíveis e volúveis.

Sei que logo mudará de ideia, voltará

e ficará ainda mais feliz de ver o irmão vivo.

Não acha?

Mãe,

decidi me ausentar por alguns dias.

A morte de Andrés me abalou muito.

Espero que entenda minha partida repentina.

Te amo demais. Sua filha, Alicia.

Padre.

Obrigado por me encontrar.

O que deseja?

As notícias voam. Já deve estar sabendo da minha situação com a garota.

Sim, sei mais do que gostaria.

Preciso de ajuda. Ela está grávida e todos na vila a repudiam.

Quero ajudá-la, mas não posso. E pensei que talvez você...

Como se atreve a me pedir isso?

Você me pediu ajuda e eu dei sem pedir nada em troca.

Mas esse é seu dever, não?

É um homem de Deus.

Apesar de nem sempre honrar essa...

condição.

Sou um homem que veio pedir ajuda a outro homem.

Apareceu na sacristia com uma arma e eu não te julguei.

Ajudei com o problema da sua mulher.

Até te considerei um amigo. Agora só peço

que não me julgue também. Não peço por mim, e sim por ela

-e pelo pobre bebê... -Está bem.

Está bem.

Deus te deu o dom da palavra.

Pena que o usa para o que não deve.

Peça para essa pobre mulher me procurar.

-Obrigado... -Não me agradeça.

E vá pensando em sair desta vila. Cantaloa não merece um padre como você.

Pode trazer um copo d'água?

-Nervosa? -Estou com sede.

Hernando.

Certo. Comecemos pela última noite em que foi vista antes de sumir.

O Sr. Alarcón declarou que tiveram uma grande discussão.

Sim, é verdade. No hotel. Meu marido havia bebido demais.

Acredito que você e seu marido já não tinham nenhuma relação conjugal.

Isso também é verdade.

Por isso a discussão. Ele queria que eu saísse do hotel.

Obrigada.

E o que você fez?

O que eu podia fazer?

Eu implorei.

Tentei lembrá-lo dos nossos bons momentos juntos.

Mas o Andrés...

não ouvia a razão.

Não quis me ouvir.

Então fiz a única coisa que podia fazer:

fui embora do hotel.

Comovente. Você, sem dúvida, é a vítima dessa história.

Pode rir se quiser, mas foi isso que aconteceu.

Então saiu do hotel na mesma noite?

Sim, mas não tinha trem até o dia seguinte.

E também precisava de dinheiro.

Então fui à Cantaloa e procurei uma amiga que conheci trabalhando no bar.

Ela sempre gostou do meu anel, então o vendi.

Esse dinheiro bastou para a passagem e para começar...

uma nova vida.

Na manhã seguinte, parti para Santander com a ideia de não voltar nunca mais.

E esteve lá esse tempo todo?

Sim.

Mas meu plano era ir à França,

a Bordeaux, e começar uma vida nova.

Quanto mais longe, melhor. Por acaso, guardou o recibo da passagem?

Não achei que seria preciso.

-Mas que pena! -E como decidiu voltar?

Na estação, um menino estava vendendo jornal.

Fui comprar um e não acreditei que na primeira página, estava Andrés.

Ele ia ser executado!

Em vez de uma passagem à Bordeaux, comprei uma para Cantaloa.

E não pensou em procurar as autoridades para esclarecer o erro, ou telefonar?

Passei um dia inteiro viajando.

-Pensei que chegaria a tempo. -Parece que calculou mal!

Ayala, chega!

Acredito em você.

Acredita?

Você não?

Bem, Ayala,

se tem alguma prova contra esta mulher,

esta é a hora de apresentá-la.

-Pode ir, senhora. -Obrigada.

Entre.

Vim assim que chamou. Novidades?

Parece que Alicia está bem. Recebi uma carta, a letra é dela.

Parece que não gostou da notícia.

Imagine! Estou muito feliz, Teresa. Eu disse que Alicia estaria bem.

Não posso continuar vivendo com esse desgraçado.

Temos que fazer algo.

Em breve, Teresa.

Muito em breve.

Agora tenho que ir, senhora.

Adrián não agiu como esperava: a mulher está viva.

Não. Mas tem um modo de ele matá-la, sem saber disso

e ter que pagar, o que é a intenção.

Escute.

Preciso que me mande algo.

Abra.

Abra.

Pertencia a alguém que eu amei muito.

Era dela, não era? Da Marta?

Eu não a obriguei a me amar.

Ela me entregou seu coração

e depois me enganou e dormiu com outro.

E eu sou como ela.

É isso que quer dizer?

Não...

Você é a mulher da minha vida. Sabe como eu sei?

Eu não poderia te matar.

Não consegui te matar.

Não deveria fumar tanto.

É só o que me resta.

Ninguém vai acreditar que eu parti. Vão me procurar.

-Já devem estar procurando. -Duvido.

Sua carta os tranquilizou. Um dia, Alicia,

você me amará como pensa que o ama.

Tudo isso será...

só uma lembrança.

Eu te perdoarei

e você começará a me amar como...

como nunca amou ninguém.

Não vou amar ninguém como amo a ele.

Então não vai revelar quem é o desgraçado.

-O que vai fazer, Diego? -Eu?

Não vou fazer nada.

Quem fará é Maitê, com o estímulo certo. Sei que ela sabe quem ele é.

Se ela descobrir onde você está, vai contar a ele.

E ele virá aqui libertar sua amada.

E você vai assistir enquanto o mato.

Não... Diego!

Diego, não! Por favor, eu imploro, não faça isso!

Diego, por favor, não!

Queria falar comigo?

Sente-se.

Sei que está preocupada com Alicia também.

Já chega, Diego.

Onde ela está?

-E se eu disser que não sei? -Claro que sabe.

E acho que a aprisionou.

Que absurdo!

Mas tem razão em parte.

Acho que ela é prisioneira de si mesma.

Como assim?

Que ela pode ter a chave para voltar, mas não quer.

-Diga onde ela está. Eu posso convencê-la. -Já disse que não sei.

Mas não se preocupe. Ela está bem.

Nas cartas, ela diz que tem uma vista maravilhosa do mar.

-Que cartas? -As que me manda sempre.

Infelizmente, sem remetente e carimbo postal.

Um mistério.

Que joguinho é esse?

Joguinho?

Sei que, se Alicia me confessasse o segredo que a atormenta,

se sentiria livre para voltar. Você pode ajudá-la.

Pode me ajudar.

Talvez o conheça.

Não tem segredo nenhum.

Você vai pagar por isso.

Vou achá-la. É bom que não esteja sob a terra.

Talvez as duas coisas sejam verdade:

que ela esteja sob a terra...

e com vista para o mar.

Alicia não pode estar longe.

Maitê,

-finalmente te achei. -Aconteceu alguma coisa?

Sei que está preocupada. Recebi uma carta.

Alicia diz que está bem, mas precisa de tempo.

-Uma carta? -A letra é dela.

Isto não prova nada.

Aposto que Diego a entregou.

Além disso,

-sei que vocês discutiram... -Maitê, não é da sua...

Sei que não é da minha conta, mas isso não importa agora.

Não acha estranho, nestas circunstâncias, ela se despedir assim?

"Te amo demais. Sua filha, Alicia."

Acho que é um pedido de socorro.

Só pode ser.

Tem razão.

Confio mais na teimosia dela que nas palavras do Diego.

Talvez ela não esteja tão bem assim

e Diego a tenha obrigado a escrever a carta.

Acho que ele a aprisionou e não muito longe daqui.

Como assim?

Diego está dormindo fora do hotel e esta manhã quis falar comigo.

Parece que queria me desafiar.

Disse que sabe que Alicia está bem.

Disse que ela tem vista para o mar... mas está sob a terra.

Não gosto nada dessa charada, Dona Teresa.

Sei onde ela está.

Sei onde ele escondeu Alicia.

O hotel fica sobre uma gruta que era usada por contrabandistas.

Quando era pequena, Alicia encontrou uma entrada e se escondia lá.

Diga que sabe chegar lá.

A entrada fica perto das rochas, no despenhadeiro. Vamos.

Espera. Se formos agora, Diego pode ver. Temos que ter cuidado.

Não quero arriscar a vida dela.

Sim. Tem razão. Não sei no que estava pensando.

Te pedi prudência esse tempo todo, e agora eu...

Viu só? Funcionou.

Temos uma vantagem.

Você descobriu que Diego vai para lá de noite.

Vamos esperar a noite toda. Quando ele sair, eu desço e a tiro de lá.

-Você é nova aqui? -Meu nome é Amalia, senhora.

Jamais poderia agradecer o bastante o que fizeram por mim.

Vejo que conheceu a nova criada.

Quem é ela e por que está tão grata?

Espere.

Antes lembre-se do dever cristão de ajudar

-quem precisa. -Alfredo.

É a mulher da vila que o padre engravidou.

-Ele veio me ver. -Não pode ser verdade.

Desculpe por não ter te consultado.

Mas, apesar de ele ter traído seus votos,

também fez muito pela comunidade. Foi generoso conosco. Devemos isso a ele.

Obviamente, eu... exigi que ele fosse embora de Cantaloa.

Quanto mais longe, melhor.

Dona Mercedes?

Sal de lítio...

Doutor, é o Javier Alarcón.

Não! Sei que não vai falar com minha esposa.

Estou ligando porque

recomendaram sal de lítio para ela e...

sabe para que serve isso?

Transtornos mentais?

Que bom! Ótimo!

Não! Não estou feliz, imagina!

Claro.

Muito obrigado, doutor.

Se eu provar que o sal de lítio é dela...

-Javier, não tenho tempo agora. -Temos um acordo. E o padre?

-Fale baixo! -Por quê? Ela não liga.

Essa mulher...

Alfredo a contratou para ajudar o Padre Grau.

Todo mundo anda falando dela e do Padre Grau.

O quê?

Ela também?

Javier, não olhe para ela assim!

O padre a engravidou.

Esse padre é um fenômeno!

Nada aqui.

Nada aqui. Aqui uma jovem ingênua.

-Aqui uma esposa desencantada... -Para!

Está bem.

Quer provar que Laura é louca?

Dê um jeito de ela não tomar o remédio.

Se ela tomar e fizer efeito, esqueça.

Mas como eu faço isso, irmã?

Não sei.

Mas pode haver uma forma.

É a primeira leitura de testamento que faço com o finado.

Não posso dizer que isso me desagrada.

Preciso da sua assinatura para cancelar seu levantamento cartorial e a da sua mãe.

Não. Quero deixar as coisas assim.

Perdão?

Quero que minha mãe herde tudo.

O que está dizendo?

Bem...

não é usual, mas claro que pode fazer uma doação à sua mãe.

Tenho que preparar uma escritura e outra declaração juramentada.

-Não vou permitir isso. -Você merece muito mais que eu.

Tive tempo para pensar. Não é justo.

Passou anos sofrendo sem usufruir do que te pertence.

Nunca serei uma dama.

Sempre foi uma dama, apesar do uniforme.

Mãe, preciso que faça isso por mim.

-Mas, filho... -Não, mãe. Quero te ver fora da cozinha.

Quero te ver em um dos quartos descansando como merece.

Acabou.

Chega de limpar a sujeira dos outros e preparar cafés.

Chega de passar roupa e servir os outros.

Chegou a hora de ser servida.

Filho...

Juro! Convenceu a mãe a parar de trabalhar.

Assim o hotel vai ficar sem quartos livres!

Quero falar com a senhora.

Tarde demais.

Sei o que veio dizer. Assim como o hotel todo sabe.

Perdão. Queria que fosse a primeira a saber.

Mas estou decidido.

-Escuta... -Não. Perdão, Dona Teresa.

O dinheiro é meu e quero melhorar a vida da minha mãe com ele.

Está enganado. Tem esse dinheiro graças a mim.

Consenti que usasse nosso sobrenome e agora me agradece dessa forma?

Não, senhora.

Sou muito grato, mas à minha mãe.

Sempre a menosprezou enquanto ocupava o lugar dela.

-Como se atreve? -Ela dedicou a vida ao hotel.

Agora ela vai desfrutar dele...

e eu terei meu lugar nesta família.

Legendas: Juliana Gomes da Cruz

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