All language subtitles for legendas_tv_20200612222802716_Grand.Hotel.S03E10.1080p.NF.WEB-DL.DDP2.0.x264-Mooi1990

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Original subtitles

Estou procurando outro trabalho.

Se for embora, te prometo um trabalho em Santalla.

O dinheiro e o emprego são seus se partir.

Camila é quem foi embora.

Queria me afastar da Camila, não é?

Bom, você conseguiu.

Pare, Andrés!

Está bêbado!

Disse que se não se afastasse dela, eu a mataria.

Logo vamos fazer um leilão beneficente para os seus órfãos.

Eu, Javier, aceito Laura Elvira como esposa.

Em vez do dote normal, ela prefere nos dar um dinheiro mensal.

Juro que em alguma coisa você vai trabalhar.

Diga-me no quê.

As chaves não estão no lugar.

"Há uma ordem na sua desordem." É o que dizia o telegrama.

Quatro, dezessete, oito.

Adrián Vera Celande tem um mandado de busca

como suspeito do assassinato de Marta Santos de Vera, esposa dele.

Ele estrangulou Ezequiel e quis repetir os detalhes da morte de Marta.

É ela.

Quem?

Da fotografia do casamento do Diego.

-A que eu vi quando estava sequestrada. -Mas então...

Diego é Adrián Vera Celande.

Estou por perto, Adrián, mas onde?

Otelo.

Por que Otelo?

E por que a segunda cena do quinto ato?

A última da obra.

Você está bem?

-Parece preocupado. -Não tem nada a ver com isso.

Talvez nessa cena apareça algo que não percebemos.

Talvez não tenha a ver com a cena e sim com o livro.

Como da outra vez.

Não entendi.

Ficamos obcecados com Caim e a Bíblia e, por fim, era um anagrama.

Quer dizer para esquecermos a cena.

E nos concentrarmos em Otelo. Ato 5, cena 2.

Otelo, cinco, dois.

O livro chegou junto com as coisas do leilão.

Sim.

E o inglês não nos explicou que os objetos eram divididos em lotes?

Lote A, lote B...

O livro não é importante.

O anagrama de Otelo 5,2 é...

Lote O, item 52.

É uma boa possibilidade.

É um ponto de partida.

Vamos pensar em um jeito de pegar o objeto 52 antes do leilão.

Está brava com o Julio?

Não, por que estaria?

Por nada, só parecia.

Aonde está indo?

Ver como posso enganar o inglês do leilão.

Devem garantir que os itens sejam armazenados na ordem correta.

Não podemos correr o risco de haver confusão durante o leilão.

São muitas coisas, Sr. Barnes.

Não posso revisar cada caixa.

Mas terá que revisar, quanto antes começar, melhor.

Obrigado.

Sr. Barnes.

Boa tarde. Sou Alicia Alarcón.

Queria me apresentar.

E se me permitir, fazer uma sugestão sobre o leilão.

Em vez de encaixotar os itens,

não acha melhor mostrá-los antes do leilão?

Não é normal.

Por que deveríamos expô-los?

Aqui não é a Inglaterra, Sr. Barnes.

A maioria de nossos clientes nem sabe o que é um leilão.

Seria uma maneira de despertar o interesse

e vender itens a um preço melhor.

Talvez tenha razão.

Que encantadora.

Dom Jesús, está bem?

A quem vou enganar? Como posso estar bem?

Essa história de leilão é demais.

Não é para menos, o senhor ficou com toda a responsabilidade.

E não sabe o pior.

Ouvi o inglês dizer

que os itens vão ser expostos amanhã no salão,

-e precisamos monitorá-los. -Como dizer aos meus garçons

para trocarem o sono pela função de segurança?

-Eu mesmo terei que fazê-lo. -Nada disso, Dom Jesús.

Este é um trabalho de assistente.

-Faria isso por mim, Espinosa? -Claro.

Mas você sozinho?

Vou achar os garçons que estão de folga amanhã,

assim podem descansar durante o dia.

Que inteligente, Espinosa. Acho que vou aceitar a sua proposta.

-Obrigado, filho. -De nada.

Desculpe a familiaridade.

Não precisa se desculpar, Dom Jesús.

Vamos olhar as pupilas do ferido

e observar se dilatam ou se contraem quando olham para a luz.

Cuidado, Laura. Não quero ficar sem o bigode.

Como estava dizendo,

se as pupilas não se alteram e se medirmos o pulso no pescoço,

na artéria carótida, e notarmos que não há pulso...

Assim só vai conseguir acelerá-lo.

Então devemos agir rápido. Deite-se.

Neste caso, devemos fazer uma ressuscitação artificial.

É a única maneira de reanimar o ferido.

Colocamos a mão sobre a cricóide e pressionamos com força.

Assim evitamos que o ar passe para o esôfago.

Com a outra mão, cobrimos o nariz.

Depois, aproximamos nossa boca a do ferido e sopramos.

Assim, conseguiremos que o ar dos nossos pulmões passe ao dele.

Muito bem. Entenderam tudo?

Agora preciso de um voluntário.

Por exemplo, o Mateo.

Agora vai repetir passo a passo o que ensinei.

Laura, Mateo é um homem.

Não seja infantil. Isso é ciência, Javier.

Vamos.

Ele é um paciente, está inconsciente e terá que reanimá-lo.

Vamos.

Venha.

A vida dele está em suas mãos.

Dona Laura, não devo.

Viu? Ele também não quer.

Quieto, está inconsciente.

Vamos, a vida dele está em suas mãos.

Coloque a mão na cricóide. Aperte, sem medo. Isso.

Com a outra mão, tapamos o nariz.

E agora, assopre.

Chega.

Acho que está bem claro, não é, Mateo?

Está bem?

-Você se cortou. -Cortei?

-Sim. -Onde?

E o que fazemos neste caso?

Examinar o ferimento e se estiver muito aberto, costuramos.

Tudo bem, está respirando.

Está tudo bem.

Não foi sério, vai sobreviver.

Se eu soubesse que acordaria com você ao meu lado,

teria desmaiado antes.

Está brava comigo, não é?

Eu nem consegui terminar a aula.

Desculpe, Laura,

é que só de ver uma gota de sangue...

Estava fazendo piadas o tempo todo.

Não levou a sério nenhuma explicação.

-Fiz tudo o que me pediu, como sempre. -Não! Não é verdade.

Pedi para ir falar com o Fleitas e não foi.

E também não me ajudou nisso.

Qual o problema, Javier?

Não se importa mais comigo?

E você se importa comigo?

Desde que nos casamos eu só faço as suas vontades,

e você nunca se importou com as minhas.

Primeiro, a roupa. Depois, o bigode, e agora o trabalho.

Estou fazendo isso por você, para ser um homem!

Eu sou, Laura, mas você não me deixa mostrar.

Não um homem qualquer.

Um homem de verdade, honesto, capaz de trabalhar pelo seu futuro.

Você tem que amadurecer, como eu.

Amadurecer?

De quem é esta boneca? Quem a leva a todo lugar como uma mascote?

Não envolva a Simoneta nisso!

Laura, por favor, não fique assim.

Quero que sinta orgulho de mim,

mas você se casou com um homem que não sabe fazer nada.

E duvido que alguém vai me dar um trabalho.

Está errado.

A minha mãe te daria.

Falei com ela e há um trabalho para você

no escritório do estaleiro.

-Mas não é em... -Sim, em Santander.

Eu poderia retomar o trabalho no hospital,

e você se encarregaria dos negócios da família.

Não é um plano perfeito?

Faça isso por mim.

Por nós.

Foi o que ela disse.

Ela quer que a mãe me dê um cargo na empresa da família.

Quem sabe

essa mulher consiga fazer de você um homem produtivo.

Vai permitir que me afastem de você?

Acho o mais sensato.

Afinal, o que está fazendo aqui?

Além de perder tempo e se embebedar no bar?

Mas, mãe, a minha vida está aqui.

Minha casa, minha família.

E querem tirar isso de mim e você nem liga.

Chega!

É em Santander e não na Patagônia.

E se isso faz a Laura feliz, você vai.

Assunto encerrado.

Tem razão.

Em Santander vou administrar o meu dinheiro como eu quiser.

Quem sabe? Pode ser que não sobre nada para você.

Não espere ver um centavo do dote, se eu precisar dele.

Como se atreve a me ameaçar assim?

Se eu for para Santander, você não terá o Gran Hotel de volta.

Dom Diego Murquía.

Pensei que nunca mais nos daria o prazer de sua presença.

Na verdade, pensei que estivesse

-em abstinência. -Estou, Sebastián,

mas só de suas bebidas.

O que o traz aqui então?

Tenho um trabalho para você.

Um trabalho especial.

Diga.

Preciso que contrate alguém para mim.

E o que essa pessoa teria que fazer?

Me proteger, se for necessário.

Não estou satisfeito com a pessoa encarregada de minha segurança.

Deve ser alguém discreto, eficiente e sem escrúpulos.

Precisa de discrição?

Isto descarta qualquer um daqui.

-Tem como trazer alguém de outro lugar? -Claro.

Contanto que possa arcar com o custo.

Metade adiantado.

Quero que venha imediatamente.

Pode deixar.

Mantenha-me informado.

Tudo em ordem, Espinosa?

O Sr. Barnes está terminando de organizar a mostra.

Quando acabar, os clientes podem entrar.

Não acha que eles gostariam de uma bebida antes da exposição?

Já pedi champanhe,

e disse à cozinha também para prepararem canapés.

-Com a sua permissão, claro. -Sim.

-Espinosa? -Sim?

Eu estava pensando

que deixar a vigilância em suas mãos é demais.

-Não quero abusar de sua vontade. -E não está abusando, Dom Jesús.

É um prazer ajudá-lo.

Não sei.

Se é uma questão de confiança, diga.

Não, não é nada disso!

E então, senhor?

Tudo bem, então cuide disso.

Você é um jovem admirável, Espinosa.

Não sei o que trouxe o inglês aqui,

mas se você estivesse no leilão, ninguém olharia as obras de arte.

-Não sei o que quer dizer. -Você está linda.

Está me deixando sem ar.

Era isso o que queria dizer.

Veja.

Deve ser esse.

Com licença, senhoritas.

Podem admirar os objetos o quanto quiserem,

mas, por favor, afastem essas mãos delicadas.

Desculpe, senhor Barnes.

Fiquei impressionada com a beleza desse porta-joias.

Sim, é um trabalho muito refinado.

O dono deve ter ficado com dó de se desfazer dele.

Sabe a quem pertencia?

Não de cabeça. Com certeza está no catálogo.

Gostariam de vê-lo?

O que descobriram?

A joia pertenceu à família Vera por muitos anos.

Depois, foi de um colecionador de Madri, de onde o Sr. Barnes comprou.

Não há dúvida, temos que pegar o porta-joias.

Mas como?

Os objetos estão sendo vigiados.

Vigiados por empregados do hotel,

que recebem ordens minhas.

Antonio,

o turno acabou, pode ir para cama.

Você disse ao Dom Jesús que seríamos dois pelos menos.

Mas está tudo bem, não precisa.

A menos que queira ficar aqui comigo vendo ninguém passar.

-Tem certeza que dá conta sozinho? -Claro!

Além disso, amanhã é o seu dia livre.

Senão não vai aproveitá-lo.

-Obrigado, Julio. Você é um amigo. -Temos que nos ajudar.

-Espinosa. -Dom Jesús.

Não é desconfiança.

Eu juro, Espinosa, não consigo dormir.

Acho que essa história de leilão me deixou nervoso.

Vou ficar vigiando.

"Ainda não sabem o que é um leilão?"

Eu com certeza não.

Muito fácil.

O público oferece dinheiro por um item

e quem oferecer mais dinheiro, compra.

Então essa mensagem só pode dizer...

Que se queremos resolver isso, temos que dar um lance pela joia.

Como se fosse fácil. Com que dinheiro?

Com o do Diego.

Como vai convencê-lo?

Eu tenho meus meios com o Diego.

Sempre tive.

-Alicia. -Deixe-me em paz.

-Qual o problema? O que fiz? -Nada.

Alicia, não me trate como tolo.

Se não quer me contar, entendo, mas não negue.

Você tem me tratado diferente e isso me magoa.

Estou cansada.

Cansada de mim?

Não.

Cansada desta situação.

Quanto tempo falta para eu me livrar do Diego?

Para ser livre de uma vez?

Não sei, mas vale a pena, não vale?

Vale a pena para você?

Claro.

Por que está me esperando?

Há outras mulheres, Julio.

Quais outras mulheres?

-Outras mulheres. -Mas elas não são você.

Não entende que é você quem amo?

Só porque é um Alarcón agora,

isso não o dá o direito de entrar nos quartos de funcionários.

Nem mesmo no meu.

Você não tem nada para me contar, mãe?

Olha só quem fala.

Sei que mudou os turnos na última hora,

e o vestido malva que a Belén usava está em seu baú.

E o que queria que eu fizesse?

Desde esta manhã você não quer dizer o que aconteceu,

e algo estava errado.

Eu sei o que vi.

As suas mãos estavam manchadas de sangue.

O que você fez, filho?

O que você fez?

Não me lembro.

Juro que não me lembro.

Acho...

Eu acho que...

Não diga isso.

Não diga isso, filho.

Ninguém precisa saber.

Não quero preocupá-lo, mas é minha obrigação contar.

Apareceu um cadáver.

Qualquer dia você vai descobrir que os rios deságuam no mar.

Encontraram-no há 12 anos.

Senão, como teríamos as fotos?

Não estou falando sobre este corpo, detetive.

O corpo de Celia Velledur apareceu. Foi achado na costa, em Artiñán.

Vamos.

Detetive,

não acha que me deve desculpas?

O saldo de desculpas ainda está a meu favor, Hernando.

Não se precipite.

Caí no sono, mãe.

Você tem que me contar tudo do que se lembra.

Até o último detalhe.

Mas, mãe...

Não podemos perder tempo, filho.

Dê-me isso.

Me dê.

Vendido por 1.500 pesetas ao cavalheiro! Obrigado!

Em seguida, pegamos os seus dados para fazer o registro. Obrigado.

Vamos ao seguinte lote.

O item é um tabuleiro de xadrez do século 18,

que foi abandonado em um porão

de uma casa paroquial perto de Sussex,

por quase 90 anos.

Desculpe, me atrasei. Perdi alguma coisa?

Chegou na hora.

Acho que o porta-joias é o próximo.

O tabuleiro está em ótimo estado,

assim como as peças, que só o comprador poderá apreciar.

O preço inicial é de 1.700 pesetas.

Alguém dá mais?

Mil e setecentas...

O cavalheiro dá 1.800.

Mil oitocentas, mil e novecentas do cavalheiro ali.

Que pena que não tenho duas mil pesetas para dar pelo tabuleiro.

Não sabia que jogava.

Meu pai me ensinou

com um tabuleiro muito velho, semelhante a esse.

Duas mil e cem? Vendido! Obrigado e parabéns.

Vamos continuar.

Lote O, item 52.

Esta obra-prima da joalheria

é uma peça única do ateliê do Sr. Saint Denis em Lucerne.

Trabalhado em ouro e cravejado em esmeraldas.

Começaremos com mil pesetas. Alguém dá 1,2 mil?

É uma linda caixa de joias, não acha?

Poderia ser sua se desse um lance.

Não sei.

Você gosta?

Muito.

Está esperando o quê? Levante a mão antes que a levem.

Mil e seiscentas, mais algum lance...

Três mil!

Três mil da bela Sra. Murquía.

Três mil pesetas, mais alguém?

Três mil e quinhentas.

Quatro mil pesetas. Mais alguém?

Quatro mil e quinhentas.

Cinco mil pesetas.

Cinco mil e quinhentas. Animem-se.

Sete mil.

Sete mil pesetas. Alguém dá mais?

Sete mil. Ninguém?

Neste caso, sete mil, dou-lhe uma, dou-lhe duas...

Dez mil pesetas!

Dez mil pesetas.

Dez mil pesetas para a senhora de preto no fundo.

Dez mil pesetas.

Dez mil pesetas. Mais alguém aumenta o lance?

Dez mil...

Dez mil, dou-lhe uma, dou-lhe duas...

Vendido para a senhora de preto!

Diego, você está bem?

Sim.

Eu só preciso de um pouco de ar. Com licença.

O que aconteceu?

Não sei, mas acho que tem a ver com a mulher.

...pela generosidade de vocês para uma causa tão nobre.

Em prol dos nossos órfãos de Cantaloa. Obrigado.

Obrigado.

Vamos continuar.

Está tudo bem, senhor?

Sim, não se preocupe.

Mateo!

A senhora de preto,

a que ganhou o leilão, ela está hospedada aqui?

Posso checar, senhor.

Isso tudo não é coincidência, Alicia.

O maluco nos trouxe aqui por causa dela.

Temos que descobrir quem ela é.

...tanto em seu mérito quanto em sua história.

Senhoras e senhores, este relógio pertencia...

Um relógio excepcional, sem dúvida.

Veio disputar algum item?

Não sabia que o salário de um detetive dava para tais caprichos.

Eu não poderia comprar nem os ponteiros, Dona Teresa.

Preciso falar com a senhora, por favor.

Em particular.

Não há mais lances? Nenhum? Oitocentas?

Oitocentas pesetas, mais algum lance?

Oitocentas pesetas, mais alguém?

Oitocentas pesetas do cavalheiro.

Oitocentas pesetas, novecentas.

Novecentas.

Mil pesetas do cavalheiro.

Mil, dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três.

Vendido para o cavalheiro na terceira fileira. Obrigado.

Meus sentimentos à família Velledur.

Vou enviar um telegrama com os meus pêsames.

Mas, sinceramente,

eu não entendo por que me dar a notícia

com tanta urgência, detetive.

Às vezes, os seu cinismo me diverte.

Trata-se de uma morte muito conveniente para a senhora, como sabemos.

Sua fixação em me acusar sem motivo

começa a parecer doença.

Dona Ángela confirmou que Celia Velledur saiu do hotel

em uma hora diferente da registrada no livro.

Se devo adicionar ao delito de assassinato o de obstrução da justiça,

assim o farei com prazer.

Cumpra com o seu dever, detetive.

Não me ameace com isso.

Padre, o que achou do leilão?

As pessoas foram bem generosas.

Com isto e com o arrecadado no jantar,

temos mais do que o suficiente.

E esta boa alma é a culpada.

Eu sou qualquer coisa, menos uma boa alma, padre.

Sempre me atraiu mais o pecado do que a virtude.

Agora já se redimiu.

Não! Os anos não passam em vão.

De todos os pecados,

creio que só fiquei com os imprescindíveis.

E poderia me dizer quais são?

Vou procurar a Dona Teresa.

Espere-me aqui.

Acho que devo parabenizá-la.

Comprou o único item pelo qual eu me interessei.

-Alicia Alarcón. -Encantada.

Isso mostra que tem um gosto excelente.

Para ser sincera, não acho que ele vale o preço que pagou.

Eu sei.

Mas teria pagado duas vezes mais para recuperá-lo.

Esse porta-joias era seu?

Da minha família.

Há alguns anos, minha casa foi roubada e ele desapareceu.

Estive procurando-o desde então.

Entendo.

O meu filho dormia com a música desse porta-joias.

Mas isso foi há muito tempo.

Não o vejo há anos,

e sinto que o porta-joias é o que me restou dele.

Desculpe, não queria incomodá-la.

Não, não se preocupe.

E agora, com licença, vou descansar um pouco no meu quarto.

Claro.

Obrigada.

Está elegante e bonita como sempre.

Quem é você?

Não me reconhece?

Adrián?

Meu filho!

Doze anos sem notícias suas!

Tinha medo que estivesse morto.

Sinto muito.

-Não tive escolha a não ser fugir. -Mas como pôde?

Fiz tudo para protegê-la.

Eu não matei a Marta,

mas a mera suspeita iria manchar você

e o bom nome dos Celande.

Coloque-se no meu lugar.

Deixar o passado para trás foi a única saída.

O único que importa

-é que Deus nos reuniu. -Deus não tem nada a ver com isso.

Infelizmente, não é coincidência que esteja aqui.

Alguém está me perseguindo, mãe, e quer me ferir.

Feri-lo?

O que fez desta vez?

Nada, mãe.

Por que diz isso?

Acham que matei a Marta, mas sou inocente.

Durante todos esses anos,

tentei me distanciar dos erros do passado e de Adrián Vera,

mas agora esta pessoa não deixa.

Meu único consolo é que a senhora está aqui.

Eu imploro,

me perdoe.

Aceite a pessoa que sou agora: Diego Murquía.

Mas você é meu filho,

Adrián Vera Celande.

Nunca deixei de ser, e continuarei sendo se quiser.

Mãe...

Claro que quero, filho.

Há somente um documento,

uma única prova de que sou Adrián Vera.

-Eu o guardei sabendo... -Tem que destruir esse documento.

Mas sou seu único herdeiro, e o documento é a única prova disso.

Farei com que não precise dele quando eu morrer.

Vou mudar o meu testamento

e deixar tudo para Diego Murquía.

Passei todos esses anos pensando que a fortuna dos Celande morreria comigo.

E você...

qualquer que seja o seu nome, você continua sendo meu filho.

Não vamos perder tempo.

Espere aqui.

Vou ligar para o tabelião e já volto.

Não abra a porta para ninguém.

Nem responda.

Filho.

-Descobriu? -Ela se chama Sagrario Celande.

Deve ser a mãe ou a tia de Diego.

De Adrián Vera. Celande não é um nome comum.

Diego não queria encontrá-la.

Temos que avisar Ayala antes que ela deixe o hotel.

-E falar com ela. -Não sabemos o que ela faz aqui.

Chamar a polícia somente a alarmaria.

Você não viu a Belén ontem à noite.

Não dormiu no bosque, dormiu aqui no hotel,

no quarto de sua mãe,

que o viu bêbado e não quis deixá-lo sozinho.

-Não é a verdade. -E qual é a verdade?

Você mesmo disse que não lembra.

Não sacrifique a sua vida por ela.

Ela não merecia.

Aquela mulher parecia sincera, duvido que saiba por que está aqui.

Se ele nos enganou, poderia tê-la enganado também.

Temos que descobrir. Ela pode nos dar a chave de tudo.

Julio, preciso de você.

Temos que levar os itens aos quartos dos proprietários.

Como quiser, Dom Jesús.

Sra. Celande?

Sra. Celande?

Mãe.

Mãe, sou eu.

Mãe!

Por favor.

Por favor.

"Diego Murquía jamais herdará o que não lhe pertence."

Julio.

O que aconteceu?

Espero que nada grave.

Fui ao quarto da Sagrario, mas ela não atendeu.

Pode ter acontecido alguma coisa.

-Temos que avisar o Ayala. -Sobre o quê, Sr. Olmedo?

O que aconteceu?

Passa tanto tempo no hotel que deveria pensar em reservar um quarto.

Detetive, o que faz aqui?

Fui informado que a hóspede deste quarto não atende a porta.

Como é uma senhora de certa idade

e eu estava no hotel,

achei que deveria vir checar.

-A pergunta, em minha humilde opinião... -A sua opinião nunca é humilde, detetive.

O que está fazendo aqui, Sr. Murquía?

E já que perguntei,

por que está tão decidido a me impedir de entrar no quarto?

Há algo que não quer que eu veja?

Estou no meu hotel e vou aonde quiser e quando quiser.

Mas para satisfazer a sua curiosidade, vim aqui para tentar comprar da...

-Sra. Celande. -Sra. Celande

o porta-joias de que minha mulher gostou.

-A senhora... -Celande.

Obrigado.

A Sra. Celande deu um lance e o comprou.

Eu só queria dar uma alegria à minha mulher.

Bem a sua cara.

E onde está a Sra. Celande?

Não sei, detetive.

Entrei, porque a porta estava aberta.

Acredito que a Sra. Celande foi embora.

Confesso que estou tão surpreso quanto o senhor, pois nem pagou a conta.

Talvez ela esteja dentro do quarto,

ao qual não me deixa entrar.

Sabe tão bem quanto eu,

que de acordo com a lei, na ausência de motivo aparente,

-eu posso impedi-lo de entrar. -Tem razão.

Mas eu não vejo razão para dificultar a sua vida.

Detetive.

Tudo em ordem?

Que desastrado.

Obrigado, Sr. Murquía.

Não sei se isso é certo, mãe.

Nada do que estamos fazendo é certo.

Mas é o que podemos fazer.

Mãe.

Você não me criou assim.

Eu sei o que tenho que fazer.

E no fundo, ainda que a magoe,

você também sabe.

Ela não teria ido sem o porta-joias.

Era a única recordação do filho.

Eu também acho, mas ela não estava lá quando cheguei.

Sabe como o Diego mente.

Não acho que ele machucou a mãe.

Ele não hesitou com a esposa.

Ele se refere à primeira esposa, a falecida.

-Eu sei, agente. Obrigada. -Detetive Ayala!

Andrés.

-Quero me entregar, detetive. -Por quê?

Pelo assassinato de Belén Martín.

O que está dizendo?

Eu matei a minha esposa, detetive.

Legendas: Paula Lousada

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