All language subtitles for legendas_tv_20200612222802716_Grand.Hotel.S03E07.1080p.NF.WEB-DL.DDP2.0.x264-Mooi1990

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Original subtitles

-Qual a sua confissão, filha? -Tenho duas mortes na minha consciência.

Se quiser conversar, pode contar comigo.

-O meu filho não cairá na sua armadilha. -Cairá quando eu quiser.

Sabe quem está lá embaixo?

-Quem? -Belén.

Ela foi à igreja com o Andrés usando o seu vestido.

Não faz ideia de como é ver quem você ama no braço de outro.

Sempre soube que desaprovava Alicia e eu.

Não é a sua história!

Eu fiquei aqui por causa da Alicia...

e de você.

-Quem é você? -Isto é o de menos, Sr. Murquía.

Ou prefere que não o chame assim? Já que não é Diego Murquía.

-O que quer? -Entregue o papel e acabamos com isso.

Para mim seria conveniente atirar em você.

Não se mexa ou eu atiro.

A senhorita vai me ajudar a sair daqui.

Não se mexa!

Desculpe, Sr. Murquía, mas um homem fez a Srta. Rivelles de refém.

Deve ser o mesmo homem em quem atirou.

Espinosa, é melhor avisar o detetive Ayala.

É pra já.

-O que vai fazer? -Não vou esperar o detetive.

Se alguém tentar entrar, eu a mato!

-Vamos arrombar a porta. -Não, você ouviu o que ele disse.

Ele vai matá-la.

Vai matar do mesmo jeito se não fizermos nada.

-Está sangrando muito, deixe-me ver. -Fique quieta aí!

Detetive, que bom que chegou.

-Ele está com ela aí dentro? -Sim.

Afaste-se!

Afastem-se da porta!

Ezequiel,

sou o Detetive Ayala.

O que você quer?

Resolver esta situação antes que haja mais feridos.

Só há uma maneira.

Traga um médico e um carro com motorista.

E a Srta. Rivelles?

Eu a deixarei ir com o motorista,

quando eu estiver a salvo e longe daqui.

Escute.

Não há nada para escutar, sabe o que quero.

Faça o que eu disse ou a mato.

Certo.

Mas antes quero uma prova de que a senhorita está viva.

Fale.

Fale!

Estou bem, detetive.

Sinceramente, a vida desse homem não importa.

-Vamos entrar e acabar com isso. -Não!

Então o que propõe, Alicia?

Atender às demandas dele.

Trazer um médico e um carro.

A vida de Maitê está em perigo, Diego.

Ou por acaso tem algum outro medo, Sr. Murquía?

-Tudo bem. -Posso interromper?

Ezequiel quer um médico.

E se um de nós fingirmos ser o médico e injetarmos um sedativo nele?

Será fácil detê-lo e libertar a Maitê.

Mas quem vai se passar pelo médico? Acho que ele conhece a todos nós.

Todos não.

Espero que valha a pena.

O Diego Murquía é tão importante assim para você?

-Ou talvez algo que lhe pertença. -Cale a boca!

Ouvir você me faz sentir ainda pior.

-Quem é? -O médico.

Entre.

Feche a porta, e coloque a cadeira.

-O que está esperando? -Nada.

Deixe-me ver o ferimento.

Rápido.

As suas mãos sempre tremem assim, doutor?

Não estou acostumado com uma arma apontada para mim.

Tem razão.

Um movimento em falso e eu a mato.

Não se preocupe.

Preciso limpar e desinfetar a ferida.

É melhor aplicar uma injeção.

O que é isso?

-O que é isso? -Cocaína.

-Um anestésico local. -Não quero anestesia.

Se eu não aplicar, você vai desmaiar de dor.

Certo.

Vai me dar pontos com o quê?

Tenho meus utensílios aqui na maleta.

Você os esterilizou?

-Sim, claro. -Com o quê?

Sim, com que os esterilizou?

Bem, com esterilizantes.

Esterilizantes?

Claro.

Maldito mentiroso! O que você vai me injetar?

Cocaína, eu já disse.

Maitê!

Não se mexa!

Eu nunca mais escuto você.

-Eu estava tremendo. -Estou muito orgulhoso.

Sim, muito obrigado, mas foi horrível.

Pegue a maleta, leve-a.

-Vai interrogá-lo? -Depois, na delegacia.

O mais importante é que ele não morra de hemorragia.

Perfeito, quero estar presente no interrogatório.

-Se me disser quando vai ser... -Não.

-Eu devo insistir. -E eu insisto em negar, Sr. Murquía.

-Gostaria de falar antes com ele. -Por quê?

Porque sequestrou a minha esposa e quase me matou.

Duas boas razões para eu impedir que se aproxime dele.

Detetive.

Detetive!

Esse homem quis destruir o hotel. É um assassino e um conspirador.

-E nem imagino do que mais é capaz... -Não se preocupe, Sr. Murquía.

Eu sei reconhecer um mentiroso.

Senhoras.

Trouxe uma tisana. Pode ser melhor que o chá.

Pensei que poderia ajudá-la a dormir.

Não precisava, mas muito obrigada.

Até amanhã, Julio.

Sinto muito pelo que disse, eu estava furioso.

Eu sei.

Jamais me perdoaria se acontecesse algo com você depois do que disse.

No fim, tudo deu certo.

Não quero que vá embora.

Não pensava em ir embora.

Fico feliz.

Eu e a Alicia precisamos de você.

Não sei o que faríamos sem você.

Boa noite.

Bom dia. Posso?

Por favor.

Parece que por fim saímos ilesos.

-Ilesos do quê, Dom Jesús? -Da festa.

Não acha que correu tudo bem?

Posso saber por que está sorrindo?

Se quer me dizer que tinha razão

e que os seus métodos são tão eficientes quanto os meus,

estou disposta a admitir.

Nunca tinha visto os garçons do Gran Hotel trabalharem tanto.

Realmente se empenharam no trabalho.

Agradeço suas palavras.

Acho que os rapazes queriam estar à altura do que você havia dito deles.

Obrigado novamente, Dona Ángela.

Mas vou negar ter falado isso diante de minhas criadas.

Bom dia.

-O que fez no seu cabelo? -Não está bonito?

-Está diferente. -Eu gosto.

Dá um ar mais formal.

Amor, se continuar comendo assim, vai passar mal no trem.

É verdade.

Deveriam estar pensando em sair, acompanho vocês até o carro.

Boa viagem.

-Ainda está aqui, Sofia? -Onde deveria estar?

Na igreja, onde mais? O Padre Grau a chamou.

Não sei se quero ir à igreja.

-Além disso, tem o nosso filho. -Eu cuido dele.

Você tem que ir.

Mas Alfredo, não estou com vontade.

Não vou discutir. Você se comprometeu, então deve ir.

Está bem.

Como quiser.

Viu a manteiga?

Padre Grau?

Meu Deus, Sofia! Esqueci-me de te dizer!

Devido a este trabalho, decidimos deixar a coleta para amanhã.

-Não se preocupe, eu volto amanhã. -Não, não precisa ir.

Uma ajuda me cairia bem. Não quer me dar uma mão?

O que tenho que fazer?

Primeiro, proteger esse vestido lindo.

A água vai para todo lado.

Se preparar a cal, eu trabalho mais rápido.

Mas não sei...

Não se preocupe, eu a ajudo. Posso ensiná-la.

Assim, com força.

Isso.

Agora você faz sozinha.

E como andam as coisas?

Bem,

difícil explicar.

Com o casamento do meu irmão, todo mundo se esforça para parecer feliz.

E você?

Me perdoe a informalidade, mas é difícil chamá-la de senhora.

Você também se esforça?

Eu tento ser feliz, em vez de apenas fingir, padre.

Mas se sente melhor?

Em paz?

Sim.

Eu me sinto melhor.

Olhe nos meus olhos.

Está no caminho da verdade,

mas ainda tem que passar por ele.

Dê tempo a si mesma.

Por que chegou tão cedo?

Sim...

Parece que a coleta beneficente vai ser amanhã.

Então amanhã você vai de novo.

Não acho uma boa ideia, Alfredo.

Não pode fazer feio com um homem que a ajudou tanto.

É conveniente estarmos bem com a igreja.

Além disso, se tudo correr bem, recuperaremos nossa legítima posição.

E terei menos tempo livre.

Como quiser, Alfredo.

Está bem, Sofia?

-Parece nervosa. -Eu?

Não.

Não se preocupe.

Vou tomar um banho.

Havia muito barro pelo caminho e estou imunda.

Está se sentindo melhor?

O médico fez um ótimo trabalho.

Fico feliz.

Vai me contar a verdade sobre o ocorrido que quase acabou com a sua vida?

Há mais que uma pessoa interessada no meu silêncio, detetive.

O mais provável é que me matem, falando ou não,

mas prefiro ficar quieto.

Se falar, o juiz pode levar em consideração ao sentenciá-lo.

Vou continuar calado.

Confesso que gostaria de saber por que sequestrou Dona Alicia,

por que a drogou e a libertou depois.

Mas não sou tão ingênuo de pensar que vai confessar seus crimes por bem.

Então por que pergunta?

Porque sei que sabe algo sobre Diego Murquía,

que ele não gostaria que fosse revelado.

Disse que não vou falar.

Por que defende um canalha que quase o matou?

Se eu falar, detetive, não sairei daqui vivo.

De quem tem medo, Ezequiel?

Vai morrer de qualquer jeito no ferro e eu garanto que não vai ser agradável.

Se colaborar, posso protegê-lo, senão...

Espere!

Ele quer dinheiro, 20 mil pesetas.

E uma carta diplomática para sair da Espanha

e a anistia assinada pelo juiz.

E está pensando em dar isso tudo?

Vai deixar o sequestrador de minha esposa sair da Espanha sem pagar pelo crime?

Ezequiel estava a serviço do verdadeiro autor do sequestro de Dona Alicia.

Ou isso ele contou!

Não me diga que vai cair nessa chantagem.

Não depende de mim.

Se o sequestro de minha esposa parece algo pequeno,

aja pelas desgraças que eles causaram na noite de Ano Novo no Gran Hotel.

Ou não se lembra dos mortos e dos mutilados, Ayala?

Escute, Sr. Murquía, nem o sequestro de sua esposa,

ou o atentado são menos importantes, mas repito, a decisão não é minha.

A decisão foi sua!

Ou estou errado?

Em todo caso, quem decide é o juiz.

Que sorte a nossa.

Quer dizer que eu não seria justo?

Quero dizer o que disse, nem mais, nem menos.

Tenha um bom dia, Detetive Ayala.

Ainda não acredito que saí vivo dessa.

Ele teria me matado sem pensar duas vezes.

Já passou e você está bem.

E o que aconteceu com você?

Como sou bobo!

Feliz aniversário, meu amor.

Disse para não gastar dinheiro comigo.

Abra-o.

Não vai falar nada?

Obrigada.

Não gostou, é isso?

São lindos.

Coloque-os.

Aonde está indo?

Vou experimentá-los, já volto.

Belén!

Parabéns, Camila.

Sabe que é um dia muito feliz para mim também?

Na verdade, era.

Como assim?

É meu aniversário de casamento.

Mas agora nem importa mais.

Tenha um ótimo dia.

Aqui está.

O perdão assinado pelo juiz

e o dinheiro que solicitou.

E a carta diplomática?

Não sei por que o atraso.

Em breve estará aqui.

Então vamos conversar quando a carta chegar.

Não tem por que duvidar da minha palavra.

Sei muito bem o que enfrento, detetive.

Traga a carta,

e eu contarei tudo o que sei

sobre o meu chefe

e sobre Diego Murquía.

-Meu amor, o que você tem? -Fique longe de mim.

Mas por quê? O que aconteceu?

Eu sou uma boba.

Acreditei que você me amava.

Claro que amo.

Eu vi o broche que deu a ela.

Que broche? Para quem?

Eu sei...

Sei que ela foi à igreja com você

e com o meu vestido.

Esqueça-se de mim, por favor!

-Camila, eu juro... -Não, vá embora!

Por que fez isso?

Você acha mesmo que eu desisti de você?

Você não me ama, nunca me amou.

Quero o que é meu por direito como esposa.

Não depois da anulação.

Já mandei o pedido ao advogado.

Infelizmente, eu não enviei.

Eu também te enganei nisso.

O que vai fazer? Me bater?

Agora vai criar a coragem que sempre lhe faltou?

Se você se aproximar dela, eu te mato.

Senhor! A carta!

Finalmente.

Nem os juízes são como antes.

O que vai dar a ele, detetive?

Quer mesmo ver esse homem?

Ouvir o que ele tem a dizer?

Claro que quero.

Venha comigo.

As chaves, Hernando.

A carta chegou tarde demais. Não serve para nada.

Isto não é uma carta diplomática.

"A verdade estava em Cain."

Querida mãe.

Escrevo estas breves linhas para que saiba que estou bem,

e para lhe dar uma boa notícia.

O seu filho agora é ajudante do maître. O que achou?

Dom Jesús está me preparando...

-Tudo bem, Espinosa? -...para eu me tornar o maître do hotel.

Quem iria imaginar, não é, mãe?

Nunca coloque a tigela na mesa. Está bem?

Agora sim.

Parece que esse homem tem um carinho especial por mim,

e não sei bem o porquê,

já que dou mais motivos de reclamação do que de alegria.

A prataria deve ser polida toda manhã.

Há alguns dias, por exemplo,

ele poderia ter me repreendido por um descuido no trabalho,

e simplesmente me disse para eu não sair do hotel sem avisá-lo.

Onde está o Espinosa?

Não sei, senhor. Quer que eu o procure?

Não é necessário.

Talvez ele tenha relevado,

porque disse que estava na igreja, o que era a verdade.

Mas não se engane, mãe. Continuo incrédulo, como bem se lembra.

Mas peço a Deus que a conserve com saúde sempre

e que possamos nos ver logo.

Seu filho que tanto a ama, Julio.

Garoto, sabe onde está o Padre Grau?

Está no confessionário.

Perdoe-me, padre, mas pequei.

Estou escutando, minha filha. Qual o seu pecado?

Tenho pensamentos e desejos impuros, padre.

E quem nunca pecou contra o sexto mandamento?

Quem nunca desejou alguém que não tem direito a desejar?

Não sei, padre,

mas não posso viver assim.

Se eu continuar próxima a esse homem, os pensamentos vão continuar.

Pelo menos são apenas pensamentos.

Estou perdendo o controle, padre.

E acho que se tivesse a oportunidade,

eu teria dado um passo

que não deveria dar,

e que não quero dar.

Fico feliz em ouvir isso. Vejo que tem princípios.

Não tenho, padre.

O que preciso fazer

é me afastar desse homem.

Bom dia.

Bom dia. O seu rosto é familiar.

Nós nos conhecemos no Gran Hotel. Sou Alicia Alarcón.

A esposa de Dom Diego, não é?

Sim.

A irmã de Sofia.

Sim, claro.

Em que um humilde padre pode ajudá-las?

"A verdade estava em Cain."

Achamos que é da Bíblia. O senhor reconhece essa passagem?

Como parte das sagradas escrituras, não.

-Mas Cain... -Representava a inveja, o mal, a vingança.

Mas não a verdade.

Em Gênesis não se diz isso. De onde tirou a frase?

Isso não é importante.

Só queríamos ter certeza.

Que confiança.

Minha amiga não queria incomodá-lo, padre.

Encontramos esta frase entre as páginas de um livro antigo,

e chamou a nossa atenção.

Posso saber qual livro?

Um romance, não me lembro do título.

Adoraria ver esse livro.

Talvez a frase tenha a ver com o enredo.

O padre tem razão.

Não pensamos nisso, deveríamos ler esse romance.

Muito obrigada pela ajuda.

Não ajudei muito, se trouxerem o livro...

Não precisa. Com certeza deve ter na sua biblioteca.

Acabei de lembrar o nome: La vida del Buscón, de Quevedo.

Mas a sua amiga disse que era um romance.

E não é?

Que decepção.

Enfim. Tchau, padre.

-Vamos. -Ele disse algo?

Nada útil.

Que vaidoso. Não sei o que a sua irmã viu nele.

Um humilde padre?

Do que está falando?

Está bem, mãe?

Sim.

Ainda que não tenha motivos.

Mas sabe que nada me derruba.

Às vezes, é melhor pensar que tudo está perdido, não acha?

Não.

Não vou permitir que Diego faça o que quiser com o hotel.

Ou com a minha família.

E o que mais pode fazer?

O seu irmão está para chegar da lua de mel.

Quando recebermos o dote, tudo vai mudar.

-Vai investir esse dinheiro... -Sim.

Em recuperar parte da propriedade.

Mas não vou comprá-la sozinha.

Não aos olhos do Diego.

Tomara que saia como planejado.

Vai ver que sim.

Mas primeiro preciso do dote,

que já deveriam ter nos pagado.

Fico imaginando qual o sentido de tudo isso.

-Fica imaginando? -Sim, Hernando, isso mesmo.

E qual a conclusão?

É um jeito de falar, meu Deus!

Veja a traqueia. O que você deduz?

Ele foi estrangulado.

Mas e o golpe na cabeça e o dedo cortado?

Sim, o assassino bateu nele e o mutilou, mas quando já estava morto.

A pergunta é: qual a necessidade de se fazer algo assim?

Outra pergunta?

E imagino que sem resposta, claro.

Qualquer dia você vai acabar com a minha paciência.

Queria saber quando.

É um jeito de falar, senhor.

O que descobriram na visita?

O Padre Grau disse que não é uma citação bíblica.

O Padre Grau pode estar enganado.

Por algum motivo, ela não gostou do Padre Grau.

"A verdade estava em Cain."

Cain matou o seu irmão Abel.

Será que o irmão de Ezequiel o matou?

Isso você pode descartar, Sr. Olmedo.

Você sabe quem o matou?

Não, senhorita, mas o falecido era filho único.

Quer dizer que...

Claro!

E então, qual a referência de Cain?

É difícil saber.

Primeiro, pensei se tinha a ver com a fratura no crânio.

Na Bíblia, Cain matou Abel com um golpe na cabeça.

-Mas não cortaram um dedo? -Não.

O Antigo Testamento não menciona esse detalhe.

"Não é na Bíblia que têm que buscar, e sim, nos quartos.

Há uma ordem na sua desordem."

Por que diz isso, Hernando?

Eu li, senhor.

Este telegrama acabou de chegar.

Como pode chamar isso de café?

O que está acontecendo?

Nada, Dona Ángela.

Uma hóspede difícil.

Sim, estou vendo.

E o que está fazendo aqui trabalhando, filha?

Já estou melhor.

Não é justo que façam o meu trabalho.

Meu filho sabe? Ele concorda?

Desculpe, Dona Ángela,

mas não posso falar do seu filho agora.

Não com a senhora.

-O que aconteceu? -Acabou.

Acabou.

Camila, como pode dizer isso?

Tenho certeza que há uma solução.

Não, senhora.

Estou procurando outro trabalho.

Não posso continuar no hotel.

Como se acostumou rápido com a vida de rico.

Eu não consegui dormir de noite.

O que você fez para a Camila?

Ela não quer dizer, mas está mal,

e tenho certeza que você tem a ver com isso.

Eu amo a Camila, mãe. Não fiz nada para ela,

mas ela tem certeza que fiz.

Andrés, do que ela tem tanta certeza?

Que ainda estou com a Belén.

E é verdade?

Sou sua mãe, olhe nos meus olhos.

Não é, mãe.

Mas se a Camila acredita é por algum motivo.

Belén se encarregou disso.

Você tem que resolver as coisas, Andrés.

Ela quer ir embora do hotel.

Se não for embora hoje,

é porque não tem outro emprego ou lugar para morar.

-Ela não vai escutar. -Você tem que tentar.

Por que acha que não dormi à noite?

Não parei de pensar nela.

Fui vê-la três vezes.

Ela não quer me ver.

Andrés.

Trabalho há 45 anos e conheci muitas pessoas desprezíveis,

mas você é a pior de todas, sem dúvida alguma!

Não sei o que o seu filho contou, mas com certeza não foi tudo.

O que você tem para dizer do meu filho?

Não importa.

O que você tem para dizer do meu filho?

Andrés não é a pessoa que você pensa. Ele nunca levantou a mão para você.

Espera que eu acredite que Andrés a maltratou?

É a verdade.

Quem dera.

Continue esfregando.

Não quero que ninguém escorregue.

Violeta!

Onde está a Violeta?

Onde está a minha mulher?

Venham comigo.

Quem você acha que é para entrar neste hotel?

Saia daqui!

Diga a ela que hoje escapou, mas vou voltar.

Não vou dizer nada, porque não sei quem ela é e não trabalha aqui.

Fique aqui.

Não é o que me disseram.

Não me importa o que disseram. Saia daqui! Anda!

Saia!

Obrigada.

Obrigada? Como assim obrigada?

Acho que deve uma explicação à sua irmã mais velha.

Posso saber o que foi esse escândalo?

Nada, um homem que entrou na cozinha.

Mas foi só um susto.

Não o conhecia?

Não, senhor.

Deveria ter me dito a verdade desde o princípio.

Não é estranho que ele a procure, se você o abandonou.

A minha vida naquela casa era um inferno.

E por que não me disse?

E em que isso ia ajudar?

Saber que eu estava com um homem que passava a vida se embebedando

e descontando em mim?

Você não vai gostar do que vou dizer.

Como assim?

Você vai ter que ir embora, Violeta.

Se continuar aqui, ele vai descobrir cedo ou tarde.

E para onde vou?

Não sei.

Posso te dar todo o dinheiro que tenho, mas você tem que ir, irmã.

Parece que o nosso amigo gosta de brincar.

Ele gosta de jogar em vantagem.

Por favor, intelectual.

Como sabia que estávamos procurando na Bíblia?

"Não é na Bíblia que têm que buscar, e sim, nos quartos.

Há uma ordem na sua desordem."

É possível que ele esteja perto.

Ou que tenha um informante.

Não tão depressa, senhorita.

Nosso amigo nos enviou uma primeira mensagem:

"A verdade estava em Cain."

E soube que cairíamos nas escrituras. Aonde mais poderia nos levar?

Mas o Padre Grau disse que não é uma passagem bíblica.

O que nos leva a pensar nesta frase como um enigma dela mesma.

Nosso amigo quer jogar para decifrarmos.

Ele nos mandou uma segunda pista.

Quartos que parecem desarrumados, mas não estão.

É impressão minha ou isto o diverte, detetive?

Eu adoro charadas, Dona Alicia. Não posso negar.

Para mim, não há jogo mais estimulante.

Diga isto a Ezequiel.

Mas o que quer dizer com isso?

Quartos desarrumados, mas com uma ordem.

São os quartos do hotel?

E se desarrumaram coisas dos quartos

para nos darem alguma pista?

O que sugerem? Olhar quarto por quarto?

Não é possível.

Somente um garçom pode fazer isso.

Ou uma Alarcón.

Ou uma amiga de um Alarcón.

Senhorita!

Julio! Você me assustou.

-Esse quarto não era um dos meus? -Não, era meu.

Achou alguma coisa?

Nada.

Estamos sozinhos.

Julio.

Alguém pode entrar a qualquer momento.

Tenho que ir à recepção para checar outros quartos livres.

Legendas: Paula Lousada

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