All language subtitles for The Phantom Speaks 1945.Pt.BR

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Original subtitles

Fala o Fantasma (1945)

Frankie, Harvey n�o est� na cidade.

Nos vemos no parque ao meio-dia. Betty.

Betty?

Oh. Ol�, Harvey.

Assustou-me por um minuto.

Eu ficarei com isso, Frankie.

Devem ter pregado uma pe�a em mim.

� um bilhete. Betty escreveu.

Ela n�o escreveu isso, Frankie. Eu escrevi.

Por qu�, Harvey?

Ouvi dizer que voc� anda carregando a foto dela.

D�-me tamb�m

Harvey, n�o fa�a isso!

D�-me um tempo.

Ol�, Mr. Bogardus.

Mary e eu est�vamos...

viemos aqui nas tardes de s�bado.

N�o �, Mary?

Como aquele garoto, n�o �?

Eu tamb�m.

Vamos dar uma pequena caminhada.

Certifique-se de que nada aconte�a com ela.

Por ali!

Est� bem, obrigado.

Voc� n�o me viu aqui hoje.

Nem ela.

N�s nos entendemos?

Sim, senhor.

Claro, Sr. Bogardus. Claro!

Quero falar com James J. Kennerley.

Aqui � Harvey Bogardus.

Al�. Jim?

Tire a poeira de seus livros de direito. Estou em apuros.

BOGARDUS ENFRENTA JULGAMENTO DEFESA PLEITEIA LEI N�O ESCRITA

BOGARDUS CULPADO!

ASSASSINO SENTENCIADO � MORTE

E n�o se esque�a daqueles dois assentos laterais para o The Daily Globe.

Mande Fraser entrar.

Qual � a ideia do livro?

Os editores do City n�o sabem ler.

E se voc� � um exemplo, os rep�rteres do Globe n�o sabem escrever.

Obrigado.

Acabei de falar com o Diretor Louis.

O governador negou a suspens�o da execu��o.

Bogardus passa por aquela portinha verde �s oito da noite.

Desculpe, velho, mas tenho um encontro para cobrir uma exposi��o de flores.

Estamos cobrindo essa execu��o, Matt.

Eu estarei l� para lhe pegar quando voc� desmaiar.

Por que os editores da cidade t�m uma alegria s�dica

de mandar rep�rteres para as execu��es?

Voc� nunca se cansa dessa mesma velha hist�ria?

"O homem condenado come uma refei��o farta."

Podemos obter uma nova inclina��o desta vez.

Diga, acho que voc� conhece o cara que escreveu isso.

Dr. Paul Renwick.

Eu conhe�o melhor a filha dele.

Corra para v�-la imediatamente.

Esta tarde.

Fique de m�os dadas com ela em um canto.

Na hora do Globe?

Qual � o truque?

Acabei de receber uma dica do diretor.

Renwick tem um passe para visitar Bogardus

�s sete da noite.

Agora, por que o doutor fantasma

quer ver o homem condenado

uma hora antes de ele ir para a cadeira el�trica?

Eu passo.

Pode haver uma hist�ria nisso, Matt.

Fale com essa garota, Renwick por n�s.

Qualquer coisa pelo velho Globe.

Espere um minuto.

Voc� acredita nessa coisa de "os esp�ritos falam do al�m-t�mulo"?

Sou rep�rter. Eu lido com fatos.

Mas h� muitas pessoas que acreditam nisso,

e tamb�m n�o s�o malucos.

O suficiente para fazer um bom artigo para a edi��o de domingo,

mas n�o com um jornal que usa todo o seu espa�o com,

Hist�rias de "Homem condenado com comida farta".

Matt Fraser est� conseguindo uma vantagem para mim.

Enquanto ele estiver nisso,

diga a ele para conseguir uma entrevista com o Dr. Paul Renwick

para uma edi��o de domingo.

Ol� querida. Que tal essa valsa, hem?

O doutor est� esperando por voc�, Sr. Fraser.

Quer dizer Joan, n�o �?

Um pouco pesado, querida.

Que tal um boogie-woogie?

Matt, algum dia vou amarrar sinos em voc�.

Sim, Corn�lia?

Desculpe-me, Joan.

Direi ao Dr. Renwick que est� aqui, Sr. Fraser.

Obrigado.

� uma pena que voc� n�o possa fazer algo a respeito da "Dor no Rosto".

Ela � a �nica nuvem escura em uma manh� ensolarada.

Corn�lia leva a vida a s�rio.

Ela vive no passado.

N�o h� futuro nisso.

E por falar no futuro,

aqui est� algo para voc�.

Um presente? O que �?

Por que as mulheres sempre perguntam: "O que � isso?"

antes de abrirem um presente?

Provavelmente porque elas j� adivinharam o que �

e s� querem ser educadas.

Ah! Antes de ir mais longe,

h� cordas amarradas a este presente.

� na forma de suborno.

Um suborno?

Sim. Meu ilustre chefe...

quer saber por que seu pai vai � penitenci�ria esta noite

para visitar Harvey Bogardus.

Voc� est� falando s�rio?

Claro, estou falando s�rio.

Bem, talvez seja melhor voc� mesmo perguntar a ele, Matt.

Voc� pode ter mais sorte do que eu.

Bem, obrigada mesmo assim.

Oh. N�o, n�o, n�o. Voc� fica com isso.

Vamos cobrar isso da folha.

Voc� mesmo embrulhou isso, � claro.

Durante minhas f�rias de ver�o.

Ah! N�o o deixe cair.

� de vidro.

Oh, Matt!

� pr�prio para usar no terceiro dedo, m�o esquerda.

O joalheiro me disse.

Eu perguntei a ele.

Falta de experi�ncia.

Falta de experi�ncia?

O doutor est� esperando, Sr. Fraser.

Voc� gostaria de sair hoje � noite e comemorar?

Posso conseguir um ingresso extra.

Um ingresso extra para qu�?

Para a execu��o de um cara chamado Harvey Bogardus.

Ah, voc�!

J� fui entrevistado pela imprensa muitas vezes no passado.

E os artigos seguintes

foram decididamente pouco elogiosos.

No entanto, devido ao interesse do rep�rter pela minha filha,

espero ter um tratamento melhor.

Acho que a imprensa tem sido muito dura com voc�, n�o �?

Bem, � a mesma velha hist�ria.

Dever�amos estar vivendo em uma idade avan�ada.

E, no entanto, ainda estamos propensos a

ridicularizar qualquer coisa que n�o entendamos muito bem.

Bem, muitos idiotas riram dos irm�os Wright,

porque eles disseram que poderiam construir uma m�quina voadora.

N�o � s� os idiotas

que atacam novos campos do avan�o cient�fico, Matt.

Na verdade,

fui ridicularizado por algumas das maiores mentes do mundo.

Aqui est� um deles.

Ofere�o DEZ MIL D�LARES a algum chamado "Espiritualista" que possa provar para mim que pode se comunicar com o esp�rito de uma pessoa morta. Assinado: CARRINGTON, O GRANDE

Dez mil. Isso � algo para se almejar, doutor.

N�o entrei no campo da ci�ncia ps�quica por lucro.

Se esse fosse meu objetivo,

Eu poderia ter realizado sess�es esp�ritas nesta sala o dia todo,

e cobrar tudo o que eu quisesse por elas.

Leituras espirituais, dedos fantasmag�ricos,

vozes saindo de trombetas todo o neg�cio.

N�o. H� algo muito mais importante do que isso,

Eu lhe asseguro.

Carrington, O Grande, hem,

ele era um m�gico, n�o era?

Sim.

Homem muito brilhante

e uma �tima mente.

� uma pena que ele teve que morrer

antes de provar minha teoria a ele.

Voc� quer me dizer que se comunicou com os mortos?

Bem, Matthew,

em primeiro lugar, deixe-me esclarecer minha teoria b�sica.

Como todos sabemos, o homem existe no plano f�sico

com um corpo e um c�rebro.

Aqueles de n�s que seguem qualquer religi�o

acreditam que h� outra coisa.

Um esp�rito, uma alma.

Agora eu afirmo,

que o corpo e o c�rebro

n�o s�o meramente compostos

de c�lulas f�sicas que se deterioram ap�s a morte.

Eles s�o aliados do esp�rito.

Uma energia intang�vel.

Uma for�a que n�o pode morrer.

Resta apenas um experimento, Matt.

E estou muito perto disso.

Voc� gostaria de ver o laborat�rio?

Sim eu gostaria.

Nada complicado sobre isso,

como voc� pode ver por si mesmo.

Simplesmente fecho a cortina.

� � prova de luz

e praticamente � prova de som.

Isso n�o tem nenhum efeito assustador, garanto-lhe,

mas a extrema concentra��o � necess�ria

para minhas experi�ncias

e requer a aus�ncia completa de quaisquer interfer�ncias mundanas.

Eu sento sozinho.

Aqui, nesta cadeira.

E quem se senta naquela cadeira?

Essa � uma pergunta que poderei responder

no futuro pr�ximo.

Voc� n�o acredita em minhas teorias, n�o �, Matt?

Por que voc� diz isso?

Oh, nada.

Apenas pela sua express�o.

Espero que seu artigo n�o seja muito �spero comigo.

Oh. Voc� n�o precisa se preocupar com isso.

Joan vai lhe dizer por qu�.

Alguma outra pergunta, Matt?

Sim.

Eu gostaria de saber por que voc� est� indo � pris�o estadual esta noite

para visitar Harvey Bogardus uma hora antes de ele morrer.

E isso �...

Essa � outra pergunta que prefiro n�o responder.

Ei!

Pare com esse solo sagrado, sim?

Esta � a minha festa esta noite

e vou aceitar isso sem m�sica.

Nick gosta disso.

Vamos dar um tempo a ele, Harvey.

Ele est� saindo tamb�m, voc� sabe.

Sete horas, Harvey!

Dr. Renwick est� aqui.

Diga a ele para ir embora...

Est� bem. Deixe-o entrar.

>Sente-se, doutor.

Cigarro?

N�o, obrigado. Eu n�o fumo.

Voc� leu meu livro?

Eu li.

Voc� acreditou em alguma coisa?

N�o.

N�o me importo em dizer que h� partes em que gostaria de acreditar.

Quais partes?

Sobre voltar.

D� uma festa como a que estou fazendo hoje � noite.

Pena voltar depois disso

deve ser apenas um conto de fadas.

N�o precisa ser um conto de fadas, Bogardus.

� por isso que vim ver voc�.

O que est� tentando me vender, doutor?

Outra vida depois desta noite.

Por quanto?

Apenas pelo seu desejo por isso.

Sua vontade de voltar.

Se voc� leu meu livro com aten��o,

voc� saber� o que quero dizer.

No passado, cientistas ps�quicos

falharam em contatar os mortos.

N�o por causa da fraqueza de suas pr�prias vontades,

e poderes de concentra��o,

mas porque algo acontece com a vontade

do esp�rito que partiu.

Sou um cientista, Bogardus. N�o � um pregador.

Pode ser que o mundo al�m,

o mundo sobre o qual n�o sabemos nada,

est� t�o longe deste

que n�o h� o menor desejo de voltar ao passado vivo.

Meus experimentos me ensinaram um fato inquestion�vel.

Que quando um homem morre em corpo nesta Terra,

ele n�o pode retornar em subst�ncia espiritual

a menos que sua vontade de voltar

seja forte o suficiente para voltar do al�m-t�mulo.

Onde eu me encaixo?

Voc�, Harvey Bogardus,

tem a vontade mais forte que j� encontrei.

Voc� nunca me viu antes.

N�o, mas eu sei tudo sobre voc�.

Como voc� construiu uma carreira no mundo sem experi�ncia,

sem assist�ncia, sem educa��o acad�mica.

Voc� se ergueu por pura vontade.

� claro que n�o aprovo a vida que voc� leva.

Voc� � uma amea�a � sociedade e merece morrer.

Ent�o � aqui que o serm�o entra, hem?

N�o, Harvey.

N�o estou aqui para pregar.

Estou aqui para lhe dizer que, de certa forma,

de duas maneiras, somos semelhantes.

Ambos estamos fora das tradi��es da sociedade.

Voc�, porque voc� vive fora de suas leis,

e eu, por causa de minhas teorias

n�o s�o aceit�veis pelas cren�as atuais.

Tamb�m somos semelhantes

nisso temos uma vontade sobrenatural de ter sucesso.

V� ao assunto, doutor.

O que voc� quer?

Voc� � o homem que eu esperava.

Esperando 30 anos.

Voc� tem uma vontade que � forte o suficiente

para voltar a este mundo

do al�m-t�mulo, se voc� quiser.

Quiser?

Escute...

Sabe o que eu gostaria de fazer?

Eu gostaria de voltar e obter...

Quem voc� pensa que est� enganando?

N�o � dif�cil morrer.

� a volta que � dif�cil.

Mas n�s podemos fazer isso.

"N�s"? Onde voc� conseguiu essa coisa de "n�s"?

Estou prestes a passar por aquela porta para a cadeira el�trica.

N�o com voc�.

Eu. Sozinho.

Mas voc� est� voltando, Bogardus.

Voc� quer garantir isso para mim?

S� por alguns dias.

Eu vou reivindicar isso

quando eu voltar.

Voc� � um maluco. Saia daqui.

Voc� pode duvidar de mim agora,

mas pense no que eu disse.

Concentre-se nisso.

Seu �ltimo pensamento ao deixar este mundo.

Eu vou para aquela sala com voc�, Harvey Bogardus,

e eu lhe trarei de volta.

Ele restaura minha alma.

Ele me guia nos caminhos da justi�a

por causa do Vosso nome.

Sim, embora eu ande pelo vale da sombra da morte,

n�o temerei o mal

"pois V�s estais comigo..."

Est� bem. Ent�o matei um rato.

Ele conseguiu o que estava vindo para ele.

Eu conhe�o alguns outros que obter�o a mesma coisa.

Eu ainda n�o terminei.

Ouviram-me?

Ainda n�o.

...segue-me todos os dias da minha vida

e habitarei na casa do Senhor para sempre.

Amem.

Eu declaro este homem morto.

Ol�, Corn�lia.

Por que voc� est� t�o feliz?

Dr. Renwick e Joan est�o na sala de estar.

Voc� sabe, eu deveria ter dado a voc� meu passe para a execu��o.

Voc� teria adorado.

N�o olhe agora, mas voc� tem companhia.

Algo errado?

Est�vamos lendo seu artigo, Matt.

Oh, a mesma velha hist�ria.

"O homem condenado comeu uma refei��o saud�vel."

Eu gostaria que outra pessoa escrevesse.

Eu gostaria que outra pessoa tivesse escrito este.

Joan quer dizer isso.

"Espiritualismo Versus Senso Comum.

"Daily Globe exp�e falsifica��es ps�quicas."

Eu n�o escrevi essa manchete.

O come�o tamb�m est� bem escrito.

"Podem os esp�ritos de seus parentes

"voltar dos mortos para conversar com voc�?

"H� um cientista ps�quico na cidade

"que afirma que eles podem.

"Mas h� um rep�rter neste jornal que afirma que eles n�o podem."

Deixe-me ver isso.

N�o podem ser todos erros tipogr�ficos, Matt.

"Carrington, O Grande.

"�ltimo homem da magia e principal contendor

"em Spook Doctors versus Living Facts,

"certa vez ofereceu 10.000 d�lares para os chamados espiritualistas

"que pudessem provar o contato conversacional com os mortos."

"Spook Doctors"?

Apenas Charlie Davis poderia ter escrito dessa maneira.

"O Daily Globe torna melhor a oferta do falecido Carrington

"e oferece 20 mil d�lares pela mesma prova."

Aqui est� em preto e branco. "Por Matt Fraser."

Com licen�a. Eu gostaria de usar seu telefone.

N�o, Joanie. N�o fa�a isso.

Ele � um cara legal e est� muito apaixonado por voc�.

E, afinal, ele est� apenas fazendo seu trabalho.

Ele n�o � um cara legal.

E ele s� est� apaixonado por sua pr�pria marca de jornalismo amarelo.

E estou feliz por ter descoberto isso a tempo.

Al�, Davis.

Qual � a ideia desse suplemento de domingo?

Voc� sabe o que eu quero dizer. Essas coisas sob minha assinatura.

Agora ou�a, Matt.

Essa � uma hist�ria quente e voc� receber� um b�nus por isso.

Claro, The Globe n�o autorizou voc�

escrever a entrevista t�o quente,

mas n�o se preocupe com nada.

N�s iremos proteg�-lo com nossos pr�prios advogados

caso voc� seja processado por difama��o.

Voc� me ou�a. Se houver algo assim,

Eu estarei lhe processando.

E quero uma corre��o sobre essa assinatura na pr�xima edi��o.

Voc� sabe perfeitamente que n�o escrevi dessa forma!

Voc� torceu cada linha disso.

Voc� e aquele fantoche que continua reescrevendo.

E voc� vai explicar isso para o Dr. Renwick e para Joan.

Harvey Bogardus.

Este � o Dr. Paul Renwick.

Bogardus.

Este � Renwick.

Harvey Bogardus.

Algu�m j� ouviu falar de Matt Fraser?

Ele ligou sobre seu cheque final.

Ele est� vindo esta manh�.

Segure isso. Diga a ele que quero v�-lo.

Est� bem. E h� uma Srta. Joan Renwick esperando.

Mande-a entrar.

Sente-se, Srta. Renwick.

Suponho que voc� est� aqui para me perguntar

se Matt realmente escreveu essa hist�ria sobre seu pai.

Bem n�o. Eu...

Quer dizer, Matt realmente n�o escreveu aquele artigo?

Eu o escrevi.

Obrigada. Agrade�o por me contar.

Bem, afinal, eu n�o estou no neg�cio

para acabar com romances.

- Sente-se, Srta. Renwick. - Obrigada.

Al�m disso, bons rep�rteres s�o dif�ceis de conseguir hoje em dia.

Sabe, Matt saiu do jornal por causa daquele artigo.

Bem, lamento ouvir isso.

Mas, Sr. Davis,

estou aqui para ver voc� sobre algo que tamb�m � muito importante.

V� em frente, Srta. Renwick.

Sr. Davis,

N�o estou tentando fazer voc� acreditar no trabalho do meu pai.

Estou apenas pedindo que publique o lado dele.

Imprimimos as not�cias como as vemos.

Apenas um lado?

Achei que fosse sua pol�tica publicar os dois lados de uma controv�rsia.

Voc� me pegou a�.

Se voc� pensou que um dos lados trazia boas not�cias,

que tal escrever o outro?

Voc� me pegou de novo, mas...

Bem, afinal, dificilmente sou o homem para escrever o outro lado.

E quanto a Matt Fraser?

Essa � uma �tima ideia.

E se essa atribui��o

n�o trouxer Matt de volta ao jornal, nada o far�.

Sr. Davis, estou terrivelmente preocupada com meu pai.

Desde domingo, ele se mant�m trancado em seu escrit�rio.

Nervosismo � flor da pele, sem dormir, praticamente nada para comer.

Bem, se continuar por muito mais tempo,

eu n�o sei o que vai acontecer.

E sobre a ci�ncia ps�quica, Sr. Davis,

voc� e eu podemos n�o entender isso,

pode n�o acreditar nisso,

mas h� muitas pessoas que acreditam.

E isso � importante.

Harvey Bogardus.

Harvey Bogardus.

Este � o Dr. Paul Renwick.

Dr. Renwick, Harvey.

Dr. Renwick.

Sim, Harvey. Eu posso lhe ouvir.

Este � Renwick.

Dr. Renwick.

Estou aqui.

Concentre sua vontade na materializa��o de sua subst�ncia espiritual.

Eu quero que voc� apare�a...

Esta noite, Aqui. Agora.

Nesta sala!

Observe, doutor.

Observe.

Sim, estou observando.

Eu fiz isso.

Eu provei!

Voc� quer dizer que "n�s" provamos isso, doutor.

Bem, claro. Claro.

Eu nunca poderia ter feito isso sem voc�.

Sem sua vontade.

Existem algumas coisas que n�o posso fazer sem voc�.

Eu tenho m�os,

mas eu n�o posso pegar nada com elas.

Eu tenho pernas,

mas n�o posso andar por a� com elas.

Esses olhos...

Tudo que eu posso ver � voc�, Renwick.

Mas eu tenho uma mente.

Uma vontade, Harvey.

N�o uma mente.

Chame do que voc� quiser.

Eu posso pensar com isso.

Eu posso pensar que estou

bem nesta sala com voc�.

Claro que voc� pode.

� por isso que lhe procurei na pris�o.

Eu lhe disse que a sua vontade

tinha um poder quase t�o forte quanto o meu.

Quase?

Eu tenho uma vontade que � melhor que a sua.

Voc� quer dizer mais forte?

Muito mais forte.

Eu posso controlar sua mente.

Eu posso controlar voc�.

� um fato que procurei provar durante toda a minha vida.

Que um esp�rito dos mortos

poderia tomar posse dos vivos.

Se pudermos conduzir experimentos bem-sucedidos ao longo dessas linhas,

podemos provar que n�o existe loucura!

� o caso de um esp�rito do al�m

aglomerando a mente e o esp�rito dos vivos.

Quer experimentar, doutor?

Sim. Claro.

Apenas fique onde est�.

E me observe.

Observe.

Apenas sente-se a�.

N�o se mexa.

Olhe para suas m�os, doutor. Veja.

Elas est�o como as minhas.

Olhe no espelho, doutor.

V� em frente. D� uma olhada.

Uma boa olhada. Para n�s.

N�o gosto de perder tempo, doutor.

Temos coisas para fazer.

Coisas para fazer.

FOTO Semanal

FOTO SEMANAL COBRE UM JULGAMENTO DE ASSASSINATO O ACUSADO!

JAMES J. KENNERLEY, advogado de defesa perdedor na luta para salvar Harvey Bogardus.

Responda � carta dos Stevens.

Referindo-se ao seu dia 16,

em rela��o ao caso Harison Greenly,

Eu consultei meu cliente

e o considerou favor�vel a qualquer acordo razo�vel fora do tribunal.

Nossas evid�ncias, como voc� sabe, justificam...

Taxa gorda, Jim.

O que voc� quer?

Voc� se lembra de mim, Jim.

Sua voz...

A maneira como voc� fuma esse cigarro...

Isso � loucura!

Eu vou para a cadeira el�trica porque voc� perdeu meu caso.

Isso � loucura.

Deveria ter sido o contr�rio, Jim.

Tamb�m ser�.

Bogardus, n�o!

Sim. Kennerley. James J. Kennerley.

Voc� escreve com tr�s "E".

Ele era um famoso advogado criminalista.

Seu �ltimo grande caso

foi o julgamento de assassino Harvey Bogardus.

Ele perdeu.

J� encontrou alguma coisa?

Ainda n�o.

Tente isso. O cara deve ter ficado por aqui.

Sim. O legista acabou de sair.

Ele disse que tr�s balas entraram no corpo.

O jornaleiro da esquina ouviu tr�s tiros.

Eram 11:48 h.

� tudo por enquanto. Telefonarei mais tarde.

Voc�s t�m fumado cigarros aqui?

Eu n�o.

Ei, espere um pouco.

Conheci um cara que costumava quebrar cigarros em dois assim.

Seu nome era Harvey Bogardus.

Voc� tamb�m o conhecia.

Deixe disso.

Bogardus est� morto e enterrado.

Diga, Tenente.

O garoto acabou de se lembrar de algo.

Ele vendeu um jornal para algu�m

logo depois de ouvir os tiros.

Onde voc� vendeu este jornal para ele?

Logo a� fora.

N�o me lembro se ele saiu do pr�dio ou n�o.

Voc� deu uma boa olhada nele?

N�o prestei muita aten��o nele.

Vendi a ele meu �ltimo jornal.

A primeira p�gina estava suja porque caiu na sarjeta,

mas ele comprou de qualquer maneira.

Agora, isso � �timo. Tudo que temos que fazer

� encontrar um jornal com uma primeira p�gina suja e pegamos nosso homem.

Leve esse garoto para o quartel-general.

Deixe-o passar algumas horas olhando os livros de suspeitos.

...o considerou compat�vel

com qualquer acordo razo�vel fora do tribunal.

Nossas evid�ncias, como voc� sabe, justificam...

Taxa gorda, Jim.

O que voc� quer?

Voc� se lembra de mim, Jim.

Sua voz...

A maneira como voc� fuma esse cigarro.

Isso � loucura.

Eu vou para a cadeira el�trica

porque voc� perdeu meu caso.

Isso � loucura.

Deveria ter sido o contr�rio, Jim.

Tamb�m ser�.

Bogardus, n�o!

Corn�lia...

Acho que devo ter caminhado dormindo ontem � noite.

N�o me lembro de sair de casa.

Que horas eu acordei?

Sua cama n�o foi usada para dormir.

Voc� est� trabalhando demais, doutor.

N�o consigo me lembrar.

Voc� me viu saindo de casa?

N�o. Eu n�o vi.

Joan disse alguma coisa sobre isso?

N�o. N�s duas pensamos que voc� estava no escrit�rio ontem � noite.

Corn�lia, n�o quero preocupar Joan, ent�o...

Claro que n�o.

Voc� n�o tomou o caf� da manh�.

Vou pegar uma bandeja para voc�.

Obrigado, Corn�lia.

Oh, obrigado, Corn�lia,

mas se voc� n�o se importa, eu...

prefiro ficar sozinho.

N�o. Seus olhos est�o bem, Renwick.

E eu sei o que mais voc� est� pensando.

Que voc� est� perdendo a cabe�a.

Talvez voc� esteja.

Que diferen�a faz?

Voc� perder� sua mente,

voc� ganhar� a minha.

� imposs�vel.

Imposs�vel eu voltar?

Quer dizer, porque voc� n�o se concentrou naquela sala?

Voc� n�o precisa mais se concentrar, Renwick.

Minha vontade � o suficiente agora.

Eu n�o preciso de nenhuma ajuda sua.

Eu nem preciso deste quarto.

Posso voltar a qualquer hora, em qualquer lugar.

Uma vida inteira de trabalho com o sobrenatural,

apenas para ter provocado algo que n�o posso controlar.

Talvez voc� ache que a noite passada n�o aconteceu, Renwick.

Talvez voc� pense que

Kennerley realmente n�o levou um tiro na noite passada.

Onde voc� estava ontem � noite, Dr. Renwick?

Ou talvez eu deva colocar desta forma.

Onde est�vamos ontem � noite?

Essa � a marca de cigarros

que eu sempre fumei.

N�s compramos este ma�o

perto do escrit�rio de Kennerley na noite passada. Lembra-se?

E depois,

compramos aquele jornal

de um garoto na esquina.

Lembra-se?

N�o me lembro de nada sobre a noite passada.

Nada.

Isso � porque voc� era eu ontem � noite.

Voc� vai ser eu novamente esta noite.

Bogardus, deixe-me em paz!

A� est� a pequena senhora que vamos buscar a seguir, Renwick.

Minha vi�va.

Ela mentiu no banco das testemunhas.

Disse que nunca conheceu Frankie Teal antes.

Voc� ver� um anel em seu dedo.

� um anel que dei a ela.

Ela tem coragem de ainda us�-lo

depois de me mandar para a cadeira el�trica.

Mas ela n�o o usar� depois desta noite, Renwick.

N�o depois desta noite.

Gar�om!

Leve este bilhete para a Srta. Hanzel.

N�o v� muito longe, Pops.

Posso n�o gostar da proposta do Sr. Brawfield.

� o Sr. Brawfield?

N�o!

Vou pegar meu anel de volta, Betty.

N�o. Harvey!

Qual � a apar�ncia dele?

Eu n�o sei!

� muito escuro aqui fora.

Tudo que eu sei, ele � um cara que

queria ver Betty aqui fora depois do show.

D� isso a ela, eu acho.

Ela me disse para ficar por perto no caso

que ela n�o gostasse da proposta dele.

Brawfield?

Esse n�o � o nome que ela chamou.

N�o depois que ela o viu.

Eu o ouvi dizer algo sobre querer um anel.

Um anel de diamante que Betty sempre usava.

Ele o puxou de seu dedo.

Que nome ela o chamou?

Harvey. Harvey Bogardus.

O mesmo que seu marido.

O marido dela est� morto!

Eu sei, mas foi assim que ela o chamou.

Antes de morrer, ela ficava me dizendo:

"Foi Harvey. Harvey Bogardus!

"Ele est� vivo. Continua vivo."

Sabe, parece-me

uma mulher deve conhecer seu pr�prio marido quando o v�.

Owen.

Eu acabei de pegar isso.

� o mesmo que voc� encontrou no escrit�rio de Kennerley.

� a mesma marca que Bogardus fuma

da mesma forma que sempre fumava.

Ou�a. Bogardus morreu na cadeira el�trica

exatamente tr�s semanas atr�s.

Voc� estava l�. Voc� viu com seus pr�prios olhos.

Ou voc� esqueceu?

Dr. Renwick.

Doutor.

Matt, voc� disse algo?

Bom dia, Doutor!

Disse algo? N�o, n�o. Eu n�o disse nada.

Renwick. Renwick.

Ela toca lindamente, n�o �?

Acho que vou desistir do meu trabalho

e conseguir um para ela.

Eles n�o podem nos ouvir, Renwick.

S�o apenas nossas mentes falando.

Sua e minha.

Principalmente a minha.

Renwick, n�o vamos ficar sentados aqui perdendo nosso tempo.

Voc� e eu temos trabalho a fazer.

Lembra-se de Louis Fabian?

Lembra daquela filha dele?

Eles me viram no parque naquele dia.

No dia que matei Frankie Teal.

E eles foram ao tribunal

e me apontaram no banco das testemunhas.

Lembra-se, Doutor?

Bem, eles est�o no parque novamente hoje, Renwick.

Ambos.

O homem e a garota.

Ent�o, vamos, voc� e eu,

dar um passeio no parque.

N�o!

Desculpem-me. Eu...

Minha mente deve estar divagando, eu acho.

Parab�ns pelo seu jeito de tocar, Joanie.

Eu volto j�. Acabei de me lembrar de um compromisso.

Ele tem trabalhado muito duro ultimamente.

Sim. Muito duro.

Terei uma conversa com ele.

Corn�lia,

o Dr. Renwick fuma cigarros agora?

Sim.

O Dr. Renwick est� sob grande press�o.

Achei que eles poderiam acalm�-lo.

Na verdade,

Comprei um ma�o para ele ontem � noite.

Dessa marca?

Dessa marca.

Para onde?

Sede da pol�cia.

Aqui � o despachante chefe da empresa de t�xis.

Aqui � Fraser do The Daily Globe.

Seu t�xi n�mero 64

acabou de pegar um passageiro. 928 Green Street.

Em um Q.T. quero saber para onde ele leva o passageiro.

Vou perguntar ao motorista, Fraser,

quando ele fizer o check-in ap�s a corrida.

Obrigado. E me ligue de volta no Elmwood 40905.

Motorista,

Mudei de ideia,

Leve-me ao parque.

Lincoln Park.

Est� bem, Doutor. Para o parque!

Provavelmente � para mim. Eu atendo.

Fraser falando.

Eu tenho a informa��o para voc�, Fraser.

O motorista do t�xi n�mero 64

deixou seu passageiro na entrada da Sycamore Avenue para o Lincoln Park.

Quer mais alguma coisa?

Isso � o bastante. Obrigado.

Estou a caminho. Desculpe, n�o posso almo�ar com voc�.

Posso fazer uma checagem?

Problemas, Matt?

Trabalho. Isso sempre � problema.

Tchau, querida. Adeus.

Uau! � um belo cavalo, Mary?

Posso navegar o meu barco, papai?

Sim querida. Voc� foi uma boa menina,

ent�o papai vai deixar voc� velejar seu barco agora.

Vamos.

Ol�!

Ol�.

O que voc� est� fazendo, garotinha?

Estou navegando o meu barco.

Voc� gostaria de me ajudar?

� um saveiro!

Eu conhe�o voc�!

Oh, voc� conhece?

Quem sou eu?

Voc� estava no parque antes.

Voc� j� esteve aqui uma vez com meu pai e eu.

Eu me lembro.

Voc� estava no tribunal.

Papai! Papai!

Papai! Papai!

Acorde!

Acorde, acorde!

Acorde!

Acorde, papai!

- Acorde! - Ol�, Mary!

Lembra-se de mim?

Meu pai n�o quer acordar!

Tenho um t�xi esperando. Vamos embora, doutor?

Ir embora, Corn�lia?

Ir embora?

Por que viemos aqui?

Devemos sair daqui imediatamente, doutor.

Matt Fraser lhe seguiu at� aqui.

Ele provavelmente quer algum tipo de entrevista.

Tenho certeza de que voc� n�o se sente bem para isso.

N�o hoje.

Obrigado, Corn�lia.

N�o, eu... n�o me sinto nada bem.

Encontrei esse sujeito escalando o muro.

Oi, Owen.

Era para ser estritamente no Q.T.

Como a imprensa soube disso?

Seu velho boato. � assim que mantemos nosso trabalho.

Diga, voc� tem uma ordem judicial para isso,

ou apenas como um hobby?

Venha aqui, Matt. Quero falar com voc�.

Olhe aqui, n�o quero que publique nada sobre isso.

N�o at� vermos como fica.

Voc� sabe por que estou fazendo isso?

Voc� tem um especialista em impress�o digital l�,

e voc� est� desenterrando Harvey Bogardus,

Posso somar dois e dois.

Duas pessoas morreram em circunst�ncias que apontam para Bogardus

como o �nico assassino l�gico.

Tr�s.

N�o se esque�a do cara no parque esta tarde.

Bem, tudo certo, tr�s.

Lembra-se disso?

Sim!

Este � o bilhete que atraiu Betty Hanzel para o beco.

Este � o bilhete que a matou.

Ent�o, examinei a caligrafia.

� muito parecida com o estilo de caligrafia de Bogardus,

dois especialistas n�o perceberam a diferen�a.

E voc� acha que talvez tenham mandado o cara errado para a cadeira, hem?

Irm�o g�meo de Bogardus ou algo assim.

N�o sei o que pensar, Matt. Estou perplexo e admito isso.

Parece quase pronto para mim l� embaixo.

V� em frente, voc� tem luz suficiente?

Sim.

Ei, aquela garotinha no parque esta tarde

foi quase a quarta v�tima.

Eu disse ao chefe que era melhor ele colocar uma guarda dupla em torno dela.

Espero que n�o se importe em executar seu trabalho para voc�.

Eu gostaria que algu�m administrasse isso para mim.

Eu tive o suficiente.

Qual � o veredicto, Harry?

Bem, como diz o velho ditado,

impress�es digitais n�o mentem.

Esse � Bogardus tudo bem,

e ele est� morto demais para sair por a� atirando nas pessoas.

A menos que ele tenha um fantasma.

Dr. Renwick. Renwick.

Temos outro trabalho, Renwick.

Matt Fraser nos seguiu at� o parque hoje.

Esse rep�rter est� ficando muito sabido, Renwick.

Precisamos fazer algo a respeito dele tamb�m.

Bogardus.

Me deixe em paz ou eu irei...

Voc� o qu�, Renwick?

O que voc� pode fazer?

N�o, Renwick. Me ou�a, n�o.

Ainda n�o.

Renwick, � preciso muita vontade para apontar uma arma contra voc� mesmo.

Minha vontade diz n�o, Renwick.

E minha vontade supera a sua.

Assim � melhor, Renwick.

Vamos guardar a arma para Matt Fraser.

Bogardus.

Deixe-me em paz. N�o tem... Voc� n�o fez o suficiente?

Dr. Renwick!

- Doutor? - N�o responda, Renwick.

Corn�lia. Corn�lia, entre!

Feche a porta, por favor.

Eu ouvi sua voz, doutor. Eu pensei que...

Corn�lia.

Se Matt Fraser ligar esta tarde,

Eu n�o posso v�-lo Mande-o embora.

N�o posso explicar por qu�, mas tenho um motivo excelente.

Eu sei, Doutor.

Sim, voc�...

Voc� sabe, n�o �?

Essa � a raz�o pela qual voc� me avisou esta manh�

que ele estava me seguindo at� o parque.

Mas eu n�o... eu n�o quero que nada aconte�a a ele.

Voc� acredita nisso, n�o �, Corn�lia?

Eu acredito no senhor, doutor.

Voc� tem sido uma amiga leal, Corn�lia.

E eu quero que voc� me ajude.

Farei tudo o que puder.

Eu quero que voc� ligue para o promotor p�blico

e diga a ele que preciso v�-lo imediatamente.

Eu n�o posso continuar assim.

Eu tenho que me colocar no comando dele.

E conto com voc� para ver que...

Para ver que nada aconte�a que me fa�a mudar de ideia.

Essa � a coisa certa a fazer.

� a �nica coisa, n�o �?

Sim.

Obrigado, Corn�lia.

Vou ligar para o promotor p�blico imediatamente.

Qual � a ideia, Renwick?

Fazendo as malas?

Sim, estou fazendo as malas.

Estou juntando as provas para me condenar por assassinato.

E voc� n�o pode me impedir, Bogardus.

Estou indo ver o promotor p�blico.

Com certeza voc� vai. N�s dois vamos.

N�s o veremos esta noite, Renwick,

mas n�o pela raz�o que voc� pensa.

Ele tamb�m est� na nossa lista, lembra-se?

N�o, Renwick, n�o na bagagem,

ponha a arma no seu bolso.

No seu bolso.

No seu bolso!

O promotor p�blico est� esperando pelo senhor.

Eu disse a ele que era muito importante.

- Motorista! - Sim, senhor!

A senhora vai voltar com voc�.

Mas voc� disse que queria que eu fosse com voc�!

Mudei de ideia, Corn�lia.

Isso � exatamente o que voc� me pediu para n�o deixar voc� fazer.

Corn�lia, v� para casa.

S� quero lhe ajudar, doutor.

Eu s� quero fazer o que � melhor para voc�,

mesmo que voc� saiba que � melhor.

Adeus, Corn�lia.

Isso � tudo que temos a oferecer aos nossos leitores sedentos de sangue?

Tr�s pessoas foram eliminadas,

e tudo que o The Globe publica s�o nomes e endere�os.

Voc� ainda n�o tem uma teoria?

Sim, tenho uma teoria.

Mas o Daily Globe deve publicar fatos.

Algum mal em contar ao seu editor?

A teoria que tenho, eu n�o contaria nem para minha m�e.

Em primeiro lugar, � uma loucura,

em segundo lugar, n�o acredito nela.

E ainda h� outro motivo.

Pessoal.

Escrit�rio do City.

Oh, � para voc�.

Fraser falando.

� sobre o Dr. Renwick.

Ele �... Bem, ele n�o � ele mesmo esta noite.

N�o sei se voc� me entende.

Quer dizer, ele foi ver o promotor p�blico.

- E receio que ele... - Quando? Onde?

Agora mesmo, Sr. Fraser, na Prefeitura.

Obrigado, Corn�lia.

Est� bem, continue tentando obter o DA,

e quando voc� o pegar, diga a ele para esperar por mim.

� importante.

Alguma coisa quebrou?

Vamos manter nossos dedos cruzados, algo n�o quebrou.

Vou revisar o caso Rogers com voc� pela manh�.

Eu tenho as coisas muito bem configuradas,

mas gostaria de obter uma declara��o de sua esposa.

� melhor voc� tamb�m obter uma declara��o daquela garota Henry.

Voc� vai precisar.

Tudo bem, Owen. Vejo voc� pela manh�.

- Boa noite, Willard. - Boa noite.

Ei, Owen!

Ol�, Matt, tudo bem?

Voc� viu o Dr. Renwick?

Onde voc� ouviu sobre isso? Fofocas de novo?

N�o, esperei o suficiente.

Al�m disso, vai exigir muito mais do que um doutor fantasma

para resolver esses assassinatos de Bogardus.

� sobre isso que ele queria falar com voc�?

Oh, alguma teoria maluca.

Ele provavelmente queria me cobrar dez d�lares

olhar na bola de cristal e ver o assassino.

Melhor me deixar lhe levar para casa, Owen.

Agora, espere um minuto, Matt.

Voc� realmente n�o acha que eu sou o pr�ximo na lista do assassino, acha?

Descubra por si mesmo.

Lembra de Kennerley, o advogado que perdeu o caso Bogardus?

Ele era o n�mero um, depois sua esposa mentirosa.

O n�mero tr�s foi Louis Fabian no parque.

Uma testemunha.

A garotinha foi quase a quarta,

outra testemunha.

E voc� foi o promotor que enviou Bogardo � cadeira el�trica.

Bem, eu odeio admitir,

mas essa coisa est� realmente come�ando a me dar arrepios.

Voc� sabe, Matt, eu tenho um palpite

voc� sabe mais sobre este caso do que est� me contando.

Oh, estou mais do que um barril, Owen.

Eu tenho ficado louco a tarde toda.

Se eu falar, estarei enganando algu�m,

e se eu n�o falar, posso estar enganando muitas pessoas.

- Sabe quem � o assassino? - Eu acho que eu sei.

O que voc� vai fazer sobre isso?

O que posso fazer sobre isso?

Pode haver um quarto assassinato,

e n�o quero isso na minha consci�ncia.

Bem, voc� pode me dizer. Afinal...

Bem, eu vou lhe dizer, tudo bem,

mas voc� vai pensar que sou louco.

Bem, isso eu sei h� muito tempo.

Tente assim mesmo.

Sim, isso mesmo, Matt.

Tente assim mesmo.

Quem � ele, Matt?

Dr. Paul Renwick.

Est� tudo bem, doutor.

Matt.

Matt, onde estou?

Est� tudo bem, doutor.

Que estamos fazendo aqui?

- Ol�, Doutor. - Boa noite, Matt.

N�o preciso dizer o que sinto a respeito disso, doutor.

Pior do que eu, sem d�vida.

Sente-se um pouco.

Fale-me sobre Corn�lia.

N�o h� mais nada a dizer.

Ela foi embora ontem.

Seria pelo menos um ano.

N�o h� como contornar a lei

e n�o h� nada que qualquer um de n�s possa fazer.

Ela n�o teve nada a ver com isso, Matt,

absolutamente nada.

Se ela me protegeu de alguma forma, foi porque...

Por causa de sua lealdade ao meu trabalho.

N�o s� para o seu trabalho, para voc�.

Sim, � isso que torna as coisas duplamente dif�ceis.

Joan, tamb�m.

Eu baguncei a vida dela.

Joan n�o pensa assim.

Mais lealdade injustificada.

Voc� sabe por que lhe chamei aqui, Matt?

Esperava que me dissesse que n�o � culpado, doutor.

Gostaria de poder lhe dizer isso.

Mas n�o posso.

Sou culpado, Matt.

Primeiro o advogado, depois a Srta. Hanzel,

ent�o... Ent�o o homem no parque.

Mas porqu�?

Eu n�o sei.

� tudo como um sonho.

Voc� pode se lembrar de algumas partes do sonho.

N�o tudo disso.

O resto est� em branco.

Mas n�o lhe convidei aqui para contar tudo isso de novo.

Por que voc� me convidou?

Voc� j� testemunhou muitas dessas

execu��es, Matt.

N�o sinto que estou pedindo muito.

Eu quero que voc� testemunhe a minha.

A sua?

Desculpe, Doutor.

Estou pensando em Joan.

Eu quero que voc� seja capaz de dizer a ela

que eu deixei este mundo facilmente

e... E sem medo.

Haver� outros para contar a ela.

Eu quero que voc� diga a ela, Matt.

� meu �ltimo pedido.

Sinto que devo insistir.

Mais alguma coisa, doutor?

N�o, obrigado, Matt.

Isso � tudo.

Adeus, Doutor.

O tempo acabou, Sr. Fraser.

Como ele est�?

Perfeitamente.

Algum sinal de insanidade ainda?

Isso � o que eu n�o consigo entender.

Dr. Renwick, Renwick.

Renwick. Dr. Paul Renwick.

Espero que voc� esteja satisfeito, Bogardus.

Satisfeito? Voc� me decepcionou, Renwick.

Ainda t�nhamos a filha de Fabian para pegar e o promotor.

E Matt Fraser.

Isso � algo pelo qual posso ser grato.

Que fomos parados.

Que quer dizer com "parados"?

Vai ser a sua vontade, n�o a minha,

isso morre na cadeira el�trica esta noite, Renwick.

Estou deixando voc� para sempre.

Bem aqui e agora.

Quando voc� entrar naquela outra sala,

atrav�s daquela portinha verde,

N�o irei junto com voc�, Renwick.

Minha vontade vai viver e voltar novamente.

Bogardus, deixe-me em paz.

Claro, vou deixar voc� em paz.

Sozinho.

Tr�s meses atr�s, bem nesta cela,

voc� me disse que n�o � dif�cil morrer.

O sapato est� em outro p� agora, Renwick.

Vamos ver como � dif�cil para voc�.

Tudo pronto, doutor.

Estou pronto, Tom.

O Senhor � meu pastor, nada me faltar�.

Ele me faz deitar em campos verdes.

Ele me guia sobre as �guas paradas.

Ele restaura minha alma.

Ele me guia pelas veredas da justi�a por amor do Vosso nome.

Sim, embora eu ande pelo vale de sombra e da morte,

N�o temerei o mal

pois v�s estais comigo, Vosso bast�o e Vosso cajado, eles me confortam.

V�s preparais a mesa diante de mim...

Est� bem, ent�o matei um rato.

Ele teve o que estava vindo para ele.

E eu conhe�o alguns outros que ter�o a mesma coisa.

Eu ainda n�o terminei.

Voc�s me escutam? Ainda n�o.

Voc� ouviu o que ele disse?

A mesma coisa que Harvey Bogardus disse

h� apenas tr�s meses nesta sala.

Voc� viu o rosto dele?

Ele se parecia com Bogardus.

At� falava como ele.

Eu me pergunto se foi Bogardus.

Eu declaro este homem morto.

7 - Pois como ele pensa em seu cora��o, assim �:

Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2 2021

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