All language subtitles for Il.Capo.Dei.Capi.2007.Episodio.4.(1979-1981).iTALiAN.DVDRip.XviD-GBM-por

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Original subtitles

O CAPO DE CORLEONE

Mais depressa, Biagio!

Mais depressa, n�o posso. Vamos chegar a tempo, n�o se preocupe.

Doutor!

� o Sr. Comiss�rio para si.

V�o andando, j� l� vou ter.

Por ali, vamos!

Tot�... Fico � tua espera.

N�o � preciso, eu arranjo boleia.

Eles aqui n�o se importam que eu suje os tapetes do carro.

Ol�, rapazes!

- De quem � esta bomba? - � do Don Stefano.

O Bontade � um mo�o de classe.

Com licen�a...

Est� ali!

Voc�s dois v�o por ali e tu vais por ali.

- Por que esperamos, inspector? - O aval do chefe.

Doutor, os marselheses est�o a embarcar. Escuto.

Espera...

Ouviu o que eu disse? Os marselheses est�o a embarcar!

- Escuto! - Espera!

Esperar porqu�? J� se v�o embora, eu vou atr�s!

Cancela tudo.

Mas porqu�? J� se v�o embora, eu vou impedi-los.

Cancela tudo!

- Ouviste? Cancela tudo! - Mas porqu�?

A opera��o foi anulada.

E deixamo-los partir?

Nem ingl�s eu falava.

Fazia...

Esparguete e disse com tudo!

E deram-me uma lagosta assim!

Don Michele...

O que me diz do novo canal da Tail�ndia?

Da Tail�ndia? Onde fica?

Nem sequer sei onde fica a Tail�ndia!

Nem eu! Mas com todo o respeito, para que queremos saber essa merda?

N�o interessa de onde se parte,

o importante � chegar e ter muitas notas de cem mil liras.

O que querem que vos diga, rapazes?

Que Deus aben�oe a Tail�ndia.

A fam�lia da prov�ncia quer investir?

Se houver essa possibilidade...

Se usarem as nossas refinarias, t�m de pagar.

N�o se preocupem com isso, n�s safamo-nos.

Posso saber o que aconteceu?

O chefe disse que n�o havia raz�o para os deter.

Como assim?! Duas p�ginas de tr�fico de droga n�o � nada?!

Como � �bvio, n�o chega.

E o senhor deixou-se ficar.

Estou t�o fulo como tu, por isso n�o me moas o ju�zo!

Vejamos isto pelo lado positivo.

Produ��o

- E qual �? - N�o souberam que estivemos aqui.

- Fingimos que � uma vantagem nossa. - Exacto, fingimos.

A Teresa fez massa com sardinhas?

Hoje n�o � domingo?

Ent�o vamos salvar uma parte deste domingo de porcaria.

Vamos.

Ainda n�o percebi porque temos de pagar o raio da taxa aos camp�nios.

Porque se ficam de m�os a abanar, irritam-se

e para n�s conv�m que ningu�m se irrite.

Com aquela gente, damos uma m�o e levam-nos o bra�o.

Levam-nos o bra�o, como?

� por venderem uns quilitos de hero�na em Palermo?

Porque te preocupas, Totuccio?

N�s somos quem verdadeiramente conta.

� a n�s que o Estado pede ajuda para libertar o Moro.

Temos bancos, o Sindona...

O Sindona nem por isso...

Mas por detr�s est� grande parte da DC que nos honra com a sua amizade.

E os camp�nios o que t�m? N�o t�m nada.

Mas n�s temos torneiras de ouro e eles t�m fome.

Eles, eles...

Eles nunca perdem o valor, n�o � assim, Tot�?

Quem tem dinheiro, faz com ele o que quiser.

Sabonete, toalhas, �gua-de-col�nia...

- Fica � vontade. - Obrigado, Stefano.

Cuidado! Meninos, estamos a cozinhar.

Com calma, Ninuzzo!

N�o consigo aceitar isto.

N�s damos o litro para os agarrar e os chefes deixam-nos fugir.

Ser� que estamos todos do mesmo lado?

� melhor nem perguntar isso.

Vamos antes tentar descobrir o que faziam c� os marselheses.

J� sabemos. Passavam o dia no hotel como dois turistas.

Piscina, restaurante e restaurante piscina.

Excepto a noite em que sa�ram.

O porteiro do hotel disse que chamaram um t�xi.

Sim, j� estamos a investigar isso.

N�o combin�mos que hoje n�o se fala de trabalho? Est� pronto!

Meninos, para a mesa!

Que algazarra � esta?

Michele, Margherita, para a mesa, vamos comer.

Lavaram as m�os?

� um lugar calmo e seguro, Sr. Tot�.

Aqui nem os p�ssaros voam sem pedir autoriza��o.

�s um bom crist�o, Peppe!

Sr. Tot�, foi o Don Stefano que me pediu

e para mim, � uma honra.

Vem c�.

Soube do teu irm�o, lamento muito...

Parece que h� uma esperan�a de ele ser operado na Am�rica, mas...

Toma, como agradecimento.

Sr. Tot�, n�o posso aceitar.

Don Stefano disse que tamb�m ia tratar do assunto. Esperamos?

Quando se trata da sa�de, n�o se espera.

Mas eu n�o sei se depois consigo devolver-lhe o dinheiro.

Esquece, pagas-me com a tua amizade.

Al�m disso, estamos a ganhar tanto dinheiro, h� que distribu�-lo.

Depois h� quem ponha torneiras de ouro e quem espera...

Meninos!

Gostam de estar aqui?

- Fiz um buraco, vem ver! - Sim, j� vou.

Viva!

O que veio aquele c� fazer?

Foi comprar o mil-folhas. Apetecia-me tanto!

- Porque n�o foi o Vito? - Porque n�o estava aqui.

- E onde est�? - Foi comprar cigarros.

Mas ele volta j�!

Acho que fui claro quando te disse

que a Ninetta e os meninos nunca podem estar sozinhos.

Sr. Tot�, foi meia hora, nem tanto.

N�o estamos na nossa terra, entre a nossa gente e em seguran�a.

Como fico descansado se a minha fam�lia n�o est� em seguran�a?

Tem raz�o, mas a casa est� sempre sob protec��o.

Vito, n�s somos h�spedes.

O Stefano Bontade trata-nos bem, n�o nos falta nada,

mas a situa��o pode mudar, nunca te esque�as disso.

N�o quero a Ninetta e os meninos sozinho, nunca!

- Entendido? - N�o volta a acontecer.

�ptimo.

Assim temos a certeza de que n�o te esqueces.

- Adormeceu. - Andou o dia inteiro irrequieto.

Eu gosto da confus�o.

Crian�as a brincar...

As fam�lias numerosas s�o muito bonitas.

N�o gostavas de ter outro filhote?

Sabes que sempre quis.

Se estiv�ssemos noutro lado, talvez fosse diferente.

- Mas aqui... - O meu trabalho � aqui.

N�s vivemos aqui.

Como � que podes querer ficar aqui depois de tudo o que aconteceu?

Eu estou viva por milagre.

Achas que noutro lado seria diferente?

J� viste o que se passa no continente? H� guerra!

Os terroristas matam um por dia. Pol�cias, ju�zes, jornalistas...

- At� o Moro mataram. - Mas � diferente, � pol�tica.

� a mesma coisa.

N�o podemos desistir de viver.

Essa seria a pior das derrotas.

Dantes quando toc�vamos nisto, os chefes cortavam-nos as m�os.

Os tempos mudam. Hoje quem n�o toca nisto n�o vale nada.

Comparando com o que ganh�vamos nas empreitadas, n�o � nada.

Sim, mas trabalh�mos muito!

Agora come�amos de novo como quando viemos para Palermo.

Tot�, para este neg�cio � preciso ter amigos e parentes na Am�rica.

Tens parentes na Am�rica? N�o, e eu tamb�m n�o.

Portanto, temos de passar pelo caminho dos sacanas dos palermitanos.

Depois da tantos anos, ainda n�o percebeste?

O caminho � de quem o apanha.

Ciccio, entra, est�vamos � tua espera.

Eu vim s� por respeito a si,

mas n�o lhe posso fazer este trabalho.

Ent�o que respeito � esse?

Est� a ver esta cara?

� por causa dos vapores que respiro diariamente.

Se n�o paro, morro.

Ent�o, Ciccio, tu �s o qu�mico.

Sem qu�mico, como fazemos? Tens de te estar bem de sa�de.

Quando acabares, levamos-te a passar uns tempos ao mar, est� bem?

L� vais apanhar ar fresco.

Pede ao Luchino o que precisares

at� podes ensinar-nos como se faz.

Mas pe�o-lhe, � s� esta vez.

Sabe que estou comprometido com a fam�lia Bontade.

Ciccio...

Aqui somos todos uma grande fam�lia.

Ora bem...

Estes dois entraram no teu t�xi na quarta passada junto ao hotel Palme.

Reconhece-os?

O que posso dizer? Eu s� vejo as pessoas pelo espelho retrovisor.

Como posso ter a certeza?

Se fizeres um esfor�o, talvez te lembres onde os levaste.

- � dif�cil... - O que fazias antes de ser taxista?

- Mil coisas, inspector. - Ent�o diz-me uma.

Fui embarcadi�o. Chegava a estar fora tr�s meses.

- E gostavas de voltar a ser? - O que quer dizer?

Eu tenho um t�xi e a licen�a custou-me cinco milh�es.

Nem mais! E porque te arriscas a perd�-la?

Como assim? Eu...

Minha Nossa Senhora...

Esta � a casa de Francesco Marino Mannoia, 37 anos,

diplomado em qu�mica.

� suspeito de fazer parte da fam�lia de Stefano Bontade.

Sendo ele qu�mico e os marselheses envolvidos no tr�fico de droga...

O que achas? Ser� um conv�vio de amigos?

Ali est� ele, � aquele!

V�, vamos segui-lo!

- O que fazemos, doutor? - Esperamos.

Ali est� ele! Est� a sair.

Vamos segui-lo!

N�o! Quero perceber o que est�o a aprontar l� dentro.

Biagio, olha ali.

� hero�na.

Sabes o que isto significa? Que come�aram a refin�-la aqui.

E os marselheses vieram c� para os ensinar.

A m�fia j� n�o � apenas um intermedi�rio, j� deram o salto.

Isto acarreta muito mais dinheiro e mais meios.

Veja isto, comiss�rio.

Olhe!

Quantas pessoas � este?

Nenhuma delas.

Tu conheces este?

Leoluca Bagarella, tratam-no por Luchino. � o irm�o da Ninetta!

Tudo isto � dos corleoneses, doutore.

H�o-de voltar a buscar tudo.

J� se foram embora.

Parece que o aviso n�o serviu de nada �quele estupor.

Eu bem disse ao Tot� que tamb�m dev�amos mat�-lo a ele.

O que � certo � que descobriram isto.

E eu tenho de saber como.

H� umas 20 refinarias em Palermo e este chui foi logo descobrir a nossa!

Peppe!

Olha s� que espect�culo!

Isto � o sol da nossa bela terra.

Sr. Tot�, vim dizer que o meu irm�o foi operado hoje

e parece que correu tudo bem, gra�as a si.

E eu ainda te queria dar mais.

Mas j� deves saber da partida que os pol�cias fizeram.

- Sr. Tot�, Don Stefano estava fulo. - Ah sim? E porqu�?

A refinaria que descobriram era a nossa.

Por acaso o dinheiro era dele?

Disse que o qu�mico trabalha para a fam�lia Bontade

e quem n�o gosta de t�-lo como intermedi�rio, � bom que se acostume.

- E tu o que pensas disso? - Penso tal e qual como voc�.

Tudo isto � gra�a de Deus e devia ser um pouco de todos.

De vez em quando quem est� topo

esquece-se que a Cosa Nostra nasceu para ajudar-nos a todos.

Esquecem-se de quem est� por baixo,

de todos os mo�os capazes que d�o o sangue.

E sabe-se l� quantos destes bons mo�os tu conheces.

- Tantos, Sr. Tot�... - Pois �.

Temos de lhe dizer que nem todos os chefes s�o iguais.

E quem vem de baixo n�o se esquece de quem est� pior.

Porque suspendeu a vigil�ncia � refinaria?

Schir�, j� passou uma semana, n�o posso desperdi�ar homens.

Eles j� perceberam e j� n�o voltam ali.

Desta vez estivemos por um triz!

O importante � que sabemos que o n�cleo do tr�fico de droga

� aqui em Palermo. � uma revolu��o, percebes?

A m�fia envolveu-se na maior fonte de lucro criminal de todo o planeta.

Mas o grande mercado � a Am�rica e o jogo est� na m�o dos americanos,

que lidam directamente com o Bontade, o Badalamenti e o Inzerillo.

Se bem conhe�o o Riina, ele n�o vai querer ficar a olhar.

Ent�o quero fotografias a�reas de toda a cidade.

Como uma refinaria precisa de muita �gua e energia para funcionar,

tu vais verificar todos os consumos an�malos.

Outra coisa, tamb�m quero o aeroporto sob vigil�ncia.

Se a hero�na parte daqui, � aqui que chegam os d�lares.

Est� sempre a comer...

N�o foi uma den�ncia.

A Pol�cia chegou l� porque seguiu o qu�mico.

Os palermitanos n�o tiveram nada a ver.

- Ent�o continua tudo como antes? - E est�o satisfeitos?

Para voc�s chega?

Um quilo aqui, um quilo ali? N�o vos parece uma esmola?

Os neg�cios est�o a correr bem.

E, como est� na comiss�o consegue fazer um pouco mais,

quase outro tanto.

Portanto, voc�s contentam-se com esmolas.

E querem que seja eu a pedir esmola?

Querem que v� ter com o Bontade e o Inzerillo e diga:

"Ser� que podia dar um quilinho a mais? Tenham bom cora��o. "

Eu esmolas, n�o pe�o!

E se as coisas continuam assim,

n�s estaremos sempre por baixo e eles sempre por cima.

Ent�o, perderam o apetite?

O dinheiro que os palermitanos vos rouba, tirou-vos o apetite?

O Tot� tem raz�o.

Temos de dizer a alguns desses senhores,

que n�o s�o s� os palermitanos que existem.

Quem nos faltou ao respeito, como o Di Cristina e o Calderone,

j� c� n�o est� para contar.

Mas o Bontade e o Inzerillo s�o outra coisa.

Se formos contra os interesses daqueles dois,

depois temos de ter a certeza que damos mesmo cabo deles.

E quem nos d� esta garantia?

A fome! A nossa for�a � a fome.

Em Palermo n�o fazem a menor ideia do que isso �.

Mas eu passei fome.

E quem passou fome, jamais esquece para o resto da vida.

Ent�o j� decidiste?

Eu j� decidi h� 40 anos. E tu?

Eu n�o gosto de guerras.

Para haver guerra, tem de haver dois lados.

Quando se aperceberem que rebentou a guerra, j� ela acabou.

Descobrimos esta.

� uma oficina que consome electricidade como uma fundi��o.

E aqui ao lado h� um curso de �gua.

Al�m disso, s� l� aparece um carro quando o rei faz anos.

E o que quer dizer?

Quer dizer que a �gua e a electricidade n�o s�o para a oficina.

Posso estar enganado, mas para mim l� reparam carros tanto como aqui.

Vamos l�!

Agora! M�os ao alto!

Todos no ch�o!

Todos quietos!

Preparavam tudo para p�r em latas de tomate.

Isto sim, � uma refinaria.

Vamos, levem-nos todos para o cami�o. Vamos!

Toca a andar!

Cuidado!

N�o dispare!

N�o dispare!

- Estou desarmado. - Sai da�.

Vamos!

Agora s� temos de descobrir de quem era a droga que apreendemos

e a que grupo pertencem aqueles que detivemos.

V�o tentar desmobilizar as refinarias,

mas n�s temos de ser mais r�pidos.

Sim?

- � o Dr. Boris Giuliano? - Sim, o pr�prio.

Tu vais morrer em breve.

O que se passa? Quem era?

N�o era nada, enganaram-se no n�mero...

O Inzerillo queria fazer j� a folha ao xerife,

mas o Bontade disse que n�o, porque n�o podemos agir contra o Estado.

Claro, o Bontade tem neg�cios com o Estado.

Pois, grandes neg�cios... D�o uma data de dinheiro aos pol�ticos,

para eles dizerem que isto se pode fazer e isto n�o.

Entretanto o xerife continua a lixar-nos.

Para que serve esta comiss�o afinal?

Foram quatro horas de conversa e n�o se decidiu nada.

Quanto mais depressa acabarmos com a porcaria da comiss�o, melhor.

Anda, vou mostrar-te umas coisas lindas.

- O que �? - V� entra e aten��o aos cornos.

Olha que lindos! Dois GT e um Maserati... S�o novinhos em folha.

E o que vamos fazer com estes carros todos?

Com estes carros fazem-se grandes neg�cios.

Podemos at� oferecer algum.

Toma.

Este aqui, oferece-o ao primeiro dessa lista.

Quem � este?

� irm�o do Peppe, um superior do Bontade.

Do Bontade?

Agora somos amigos do Peppe.

Grande bomba!

- E o que fa�o com os outros nomes? - Tamb�m temos de presente�-los.

Temos de agradar a todos estes rapazes, n�o achas, Binnu?

Tot�, cada carro destes vale um milh�o.

A Cosa Nostra est� cheia de gente descontente.

Vamos dar-lhes algum dinheiro.

Assim, quando chegar a altura certa, sabem de que lado devem estar.

Tot�, olha que espect�culo!

Faz o que eu te digo, espalha as sementes.

Mas se n�o regas, morrem.

Mas n�s fazemos com que cres�am e depois ficamos com a planta toda.

Vamos, Luch�!

Deixe-me ver.

Passe.

Estes s�o os homens que detivemos na refinaria.

Todos com liga��es �s fam�lias Spatola, Bontade e Inzerillo.

Isto � o creme da m�fia palermitana.

Sabes como fazem? Compram morfina pura,

refinam-na e enviam-na para parentes na Am�rica.

Segundo os americanos,

todos os anos entram no pa�s entre 70 a 80 toneladas de hero�na.

Sup�e que metade prov�m de c�, a meio milh�o o quilo...

Faz as contas.

� o suficiente para comprarem o que quiserem.

Por�m, neste pa�s tudo tem um pre�o.

Sim?

Est� bem, vamos j� para a�.

Biagio, temos de ir j� para o aeroporto.

S�o 500 mil.

O passageiro deve ter-se assustado ao ver a vigil�ncia e abandonou a mala.

Falta descobrir a quem pertence o dinheiro, para o devolvermos.

J� fech�mos o cerco.

- Como se chama o passageiro? - Um tal de Tommaso Giglio.

Vejamos se conseguimos descobrir alguma coisa.

- Isto se o encontrarmos. - Isto se ele existir.

E esta?

� do mesmo artista, um aluno de Dal�.

Representa a ninfa Dafne antes do encontro com Apollo,

o deus que se apaixonou loucamente por ela.

Percebe-se porqu�.

� mais do que uma raridade. O pre�o faz desta uma oportunidade �nica.

- Fico com as tr�s. - �ptimo.

Obrigado. Gostaria de lhe dizer que...

Adeus!

Excelent�ssimo, j� ultrapass�mos todos os limites!

N�o, eu � que falo!

Estou pelos cabelos com o xerife! Ou voc�s o matam...

...ou matamos n�s.

Estamos entendidos?

Director, gostaria de saber se conhece um cliente seu de nome...

Tommaso Giglio.

Inspector, temos tr�s mil clientes, como quer que os conhe�a a todos?

Tem raz�o, mas este n�o � um cliente como qualquer outro.

Este recentemente depositou uma grande quantia em d�lares.

- O nome n�o me diz nada. - J� imaginava.

� que este Giglio tamb�m n�o constava no registo civil.

Provavelmente � um nome falso.

- Por isso lhe perguntei se... - N�o sei como posso ajud�-lo.

Al�m disso, o senhor conhece a legisla��o banc�ria.

- N�o posso fazer nada, compreende? - Claro que compreendo.

Ent�o fa�amos o seguinte...

Se por acaso este m�tico Sr. Giglio vier c�,

ligue-me para este n�mero.

Estamos entendidos?

Est�?

Sou eu.

Vieram c�... Fica descansado!

Eles n�o sabem de nada.

Os 500 mil d�lares que intercept�mos no aeroporto

supostamente pertencem a um tal de Tommaso Giglio,

que obviamente � um testa-de-ferro, uma figura inexistente,

atr�s da qual se escondem, mas n�o muito bem,

os grupos mafiosos palermitanos. - O que sugerem que fa�amos?

Quantos como este Giglio existir�o em Palermo?

Uma centena?

Se os encontrarmos, metemos as m�os no tesouro da m�fia.

Temos de ter acesso aos dados banc�rios, Sr. Procurador.

Os milhares n�o ficam ali,

s�o reinvestidos tamb�m em neg�cios legais e chegando a�, acabou-se,

j� n�o distinguimos o dinheiro limpo do sujo,

nem as empresas legais das ilegais.

N�o sou eu que fa�o as leis e com as que existem,

os testas-de-ferro como o vosso Giglio...

...jamais conseguiremos apanh�-los.

N�o compreendo... Est� a dizer que tudo o que estamos a fazer � in�til?

N�o, pelo contr�rio.

Voc�s est�o a fazer um excelente trabalho

e devem continu�-lo.

Acho que o Costa est� do nosso lado.

Agora temos de ficar de olho no director do banco.

Temos de vigi�-lo 24 horas por dia.

- Prazzi! - Boris!

Como est�s?

Schir�, cuidado, ele � um peso-pesado da Interpol.

Essa agora, tu � que te tornaste num peso-pesado,

gra�as �quela mala cheia de d�lares, tu levantaste voo, amigo!

N�o entendo... O que queres dizer?

Todos sabem que a tua promo��o est� pr�xima.

- Querem-te em Roma, Boris. - Em Roma?

E n�o te esque�as dos amigos quando estiveres no minist�rio. Adeusinho!

Adeus!

Doutor, � verdade que se vai embora?

Agora tamb�m faz caixinha comigo?

Que disparate! Eu n�o tenho segredos com ningu�m.

Nesta cidade morre-se por ter segredos.

Biagio, nunca te esque�as disto,

sempre que descobrires alguma coisa, escreve ou conta a algu�m.

Nunca guardes s� para ti. Nunca...

Os nossos amigos de Roma asseguram que est�o a tratar de tudo.

- Pedem apenas um pouco de tempo. - Mas qual tempo!

Perceberam que o sacana do pol�cia est� a esbanjar o nosso dinheiro?!

Al�m disso, agora qualquer pol�cia pode fazer o que lhe der na telha?

- N�o podemos permitir isto! - Pois n�o.

Tot�...

Eu acho que quando temos dores num dedo,

�s vezes mais vale cortar logo o bra�o.

E com tantos terroristas que existem em It�lia,

quem se rala com um pol�cia siciliano?

Ent�o?

- Quem trata disso? - A proposta foi dos corleoneses.

� uma honra que lhes pertence.

Tal como dizes, Totuccio, para n�s � uma honra.

� o terceiro em menos de 15 dias.

Algu�m fora de controlo, deve ter colocado nas ruas droga adulterada.

Isto n�o � bom nem para a m�fia.

O que se passa, doutor?

Vai-te embora, Biagio. Pega na tua fam�lia a vai-te embora.

O que est� a dizer?

J� s�o muitos os sinais. Est� a tornar-se muito arriscado para todos.

Porqu�, antes n�o sab�amos que era arriscado?

Eu n�o vou a lado nenhum.

N�s somos os pol�cias e eles s�o os ladr�es.

At� os pol�cias vigiam os pol�cias. Ser� que n�o entendes?

O boato da minha promo��o... Algu�m me quer longe de Palermo.

Mesmo dentro da esquadra.

Pusemos as m�os em muito dinheiro, h� muitos interesses.

Normalmente sou eu que vejo inimigos por todo o lado.

N�o, doutor.

Enquanto o senhor c� estiver, eu estarei do seu lado.

Eu vou mandar a minha fam�lia para fora uns tempos.

No teu lugar, faria o mesmo.

Os sacanas querem que sejamos n�s a faz�-lo.

Se qualquer coisa correr mal, vamos ter a Pol�cia � perna.

Muito bem.

Tens de fazer tudo direitinho.

E qual � o problema?

N�o h� problema nenhum.

Ele anda com uma Smith & Wesson de cinco tiros � cintura

e dispara quase melhor do que eu.

E depois l� vou eu de gravata preta ter com a tua irm�.

- Quando �? - Depois dizem-nos.

N�o h� problema.

H� algu�m que anda a vender material adulterado na cidade.

- Temos de descobrir quem �. - Mas quem �?

N�o fa�o a menor ideia.

- V� se descobres. - Vamos descobri-lo.

J� disseram quem anda a passar hero�na adulterada?

V�-se que gostam de estar pendurados como porcos no matadouro.

Ent�o v�o falar ou n�o?

Porra, agora � que eu estou mesmo irritado.

Entra no carro. Adeus, pequenos!

- Eu telefono. - N�s mandamos um postal.

Vemo-nos para a semana. Eu organizo-me aqui e vou ter convosco.

J� disse na esquadra que ia tirar uns dias.

- Promete. - Prometo.

E eu ainda acredito como se fosse a primeira vez que prometes.

Se calhar foi quando cumpri.

Biagio, conto contigo. � que ele nem de comer se lembra.

Ela est� a confiar a ovelha ao lobo.

At� breve, meu amor. Boa viagem.

Meninos, divirtam-se na montanha!

Sim, Pai.

- N�o tenhas pressa, vai devagar. - Fica descansado.

Adeus, meninos!

Nunca pensas naquilo que estamos a perder?

A mulher, os filhos...

As vezes em que querias estar com eles,

mas estavas nalguma investiga��o.

Um dia destes o mais velho p�s brilhantina no cabelo.

Pensei que ele tinha enlouquecido,

mas a minha mulher disse-me que era para ficar parecido com o actor...

O Travolta!

A� conclu� que n�o percebi nada.

O que podemos fazer? Tentamos ter tudo.

Fazemos os poss�veis.

As pessoas pensam que h� sempre tempo e que recuperam.

Mas h� coisas na vida que quando perdes, � para sempre.

De vez em quando pergunto-me se vale a pena.

Claro que vale a pena. � por eles, pelos nossos filhos,

para eles crescerem num mundo melhor, digamos assim.

Quem sabe? Talvez tenhas raz�o.

Vais dizer � Teresa para ir mudar de ares durante uns tempos?

Vamos trabalhar!

- O que se passa? - Mas o que querem, porra?

Tens uma mulher t�o bonita em casa, est�s aqui com esta?

Isso n�o � nada bonito.

Tu, desaparece!

Ora bem, Tanino...

Sabes o que te faz o Inzerillo se descobre que lhe fanar material?

- Mas de que fala, Sr. Tot�? - No m�nimo corta-te um bra�o.

Depois corta-te o outro e depois a cabe�a.

- N�o sei de que est� a falar. - Calma...

Percebi que era algu�m do topo

que mandava para a rua aquela porcaria impura.

Mas n�o esperava que fosse t�o no topo.

O bra�o direito da fam�lia chefe.

- O que te passou pela cabe�a? - No sei, Sr. Tot�...

Foi uma estupidez.

- Foi por necessidade. - Necessidade?

Por necessidade.

J� viste como est� o mundo dentro da Cosa Nostra?

Um chefe v�-se obrigado a adulterar o material para sobreviver.

Mas foi muito pouca coisa.

Se o Inzerillo descobrir...

E quem disse que ele vai descobrir?

Tu s� me �s �til vivo.

Vais fazer o seguinte...

Arranja algu�m que fique com as culpas e fazes um servi�o para n�s.

Depois vais ter com o Inzerillo

e diz-lhe que te propus um neg�cio,

uma quota de um carregamento.

Ele tem de confiar em ti como se confia num irm�o.

Obrigado! Obrigado!

Obrigado!

Teresa, hoje o Boris e a mulher n�o v�m almo�ar.

Desculpa... Desculpa, esqueci-me de te dizer.

- V�, eu acabo. - Porque n�o v�m?

A In�s e as crian�as foram de f�rias uns dias.

Sorte a deles.

N�s tamb�m est�vamos a precisar, n�o era, Tonino?

Teresa, eu n�o passo sem voc�s.

Porque dizes isso?

Porque... eu agora n�o posso mesmo tirar f�rias.

Eu sei. N�s de f�rias no Ver�o, nunca!

Mas hoje vamos � praia. Boa, Ninuzzo?

Queres ir � praia? Vamos l� passar o dia, meu amor.

Pai, tresandas a peixe.

- Qual qu�! Olha que cheirinho. - Deixa-o!

Este � o cheirinho do mar.

Luchino...

Amanh� acabas com o xerife no caf�.

Bom dia, doutor.

� o caf� do costume?

Posso?

Vamos! Anda!

Depressa!

Todas as unidades para o caf� Lux.

Fica na Via di Blasi. Escuto.

Gostas disto? N�o gostaste?

- Meninos, cumprimentem o tio. - Ol�, tio.

- Cuidado... - Tot�!

Acho que chegou a hora.

As contrac��es s�o irregulares e de fraca intensidade.

- O que quer dizer? - Quer dizer que � falso alarme.

Podem voltar para casa.

N�s daqui, n�o sa�mos.

Mas n�o faz sentido. Ainda pode demorar dois, tr�s dias...

Tem consci�ncia dos riscos inerentes, certo?

Para n�s o risco � voltar a fazer o caminho todo com ela neste estado.

Esse � o nosso risco!

E os seus riscos s�o muito bem pagos, ou estou errado?

Como quiser.

...de um pai de fam�lia,

um honesto servidor do povo,

do Estado, da Lei.

O Dr. Boris Giulino, chefe da Pol�cia de Palermo

assassinado como tantos outros,

por quem tinha interesse em elimin�-lo.

O pa�s est� cheio de assassinos,

s�o demasiados os mandantes,

s�o demasiados os executores...

Se calhar era melhor estarmos l�.

Ao lado do Lima e de Ciancimino?

O cardinal est� a falar sobre eles.

E aqueles est�o l� sem um pingo de vergonha.

Metem-me nojo, Teresa.

Tudo isto me mete nojo.

Ent�o porque n�o vamos embora daqui?

- J� fal�mos sobre isso, Teresa. - Mas eu quero falar outra vez.

Por favor, pe�o-te para n�o falarmos disso hoje.

Mas eu quero falar agora.

Agora! Quero saber o que te vai na cabe�a,

se queres ser morto como eles.

- Responde! - O que queres que eu te diga?

O que queres que te diga, porra?

Sabes que pode acontecer, sempre soubeste.

Mas agora aconteceu. Primeiro o Silvio e agora o Boris.

Ser� que n�o tens no��o?

Teresa, eu n�o posso ir-me embora agora.

Se vou embora, tudo o que fizemos,

aquilo pelo que o Boris morreu, ter� sido in�til!

Percebes isto?

Tu j� n�o raciocinas.

J� n�o raciocinas.

Nem com o teu filho te importas!

N�o digas disparates!

Deste-me outro rapaz.

Olha como � bonito.

N�o, � feio.

� igual a ti.

Este meu menino, � lindo!

Vai chamar-se Giuseppe.

Tens a� aquele sacana que anda a roubar material? Tens a certeza?

Ainda tinha esta merda l� em casa.

Abre!

Roubaste-me material.

Se precisavas de alguma coisa, devias ter-me dito.

Que grande desilus�o, Salvatore.

Mata-o.

Larga-o no meio da estrada.

Que ningu�m pense que me pode dar a volta.

Totuccio, tenho uma coisa para lhe dizer.

- O Tot� prop�s-me um neg�cio. - Que neg�cio?!

Disse para n�o lhe contar nada. Quer que trabalhe para ele.

Aquele grande sacana!

- E tu o que disseste? - Nada, disse que ia pensar.

Muito bem.

Diz que alinhas para aquele camp�nio acreditar que pode confiar em ti.

No momento certo, damos-lhe cabo do canastro.

Masino! Mas tu est�s sempre com mulheres?

Ent�o, no Brasil n�o h� mulheres?

Todos dizem que as brasileiras s�o um espect�culo.

Tinha saudades das mulheres sicilianas.

Saiam.

Vem c�!

Est�s com �ptimo aspecto. O Brasil rejuvenesceu-te.

Toma, limpa as m�os.

- O que se passa? - Totuccio, n�o se fala aos amigos?

�s tu. Tu � que os propuseste para a comiss�o.

Os corleoneses...

O sacana prop�s um neg�cio ao meu homem

e disse-lhe para n�o me dizer nada.

N�o fa�as disso uma trag�dia.

Eu n�o fa�o trag�dias!

Antes temos de dar cabo dele.

O sacana do Riina vai primeiro do que julga.

Quando o propus para a comiss�o era para o controlar,

para o p�r com r�dea curta.

Se a r�dea estava comprida, o que queres que fa�a?

Quero que ele perceba quem � que manda aqui!

Temos de voltar a instaurar a paz e n�o a guerra.

A hist�ria do xerife j� te distraiu bastante.

Temos de voltar a pensar nos neg�cios, certo?

Os corleoneses n�o contam nada.

Se nos mantivermos unidos, nem sequer notamos que existem.

Estamos unidos?

N�o podemos perder a cabe�a.

Isto aqui � �gua suja.

Vem a minha casa, que eu sirvo-te champanhe a s�rio.

Totuccio, vamos.

Ent�o, doutor?

O que me diz?

A senhora tem de fazer um repouso absoluto.

Como assim?

Deitada, deve evitar esfor�os, levantar pesos

e durante tr�s dias deve tomar este medicamento.

Se, tal como penso, o �vulo voltar a colar firmemente

e n�o voltar� a ter mais problemas. - Obrigada.

- O menino � parecido com quem? - Com os dois.

Mas tu est�s bem, recuperaste muito depressa.

Antes isso.

Na mala pus-te...

Ninetta, sentes-te mal?

N�o � nada. Leva-me para casa.

O que foi, Ninetta?

Aconteceu tudo como previu.

Ele nunca ia desconfiar.

- Agora confia ainda mais em mim. - � isso mesmo que n�s queremos.

Quando tudo estiver organizado,

o Passo di Rigano, volta a ser da circunscri��o da tua fam�lia.

� uma promessa.

Obrigado, obrigado.

Eu nunca confiaria numa pessoa que trai.

Eu tamb�m n�o confio, apenas me � �til.

Olha quem nomearam para juiz conselheiro de Palermo.

O Terranova.

Este voltou para nos fazer a vida negra.

Sr. Tot�, tem um telefonema da Sra. Ninetta.

- Est�? - Biagio?

Est�s a�?

- Vi a Ninetta. - O que est�s a dizer?

Vi a Ninetta na cl�nica.

Mas em que cl�nica?

Na Sacro Cuore.

Ela viu-te? Responde! Se ela te viu est�s em perigo, percebes?

N�o sei!

- Onde est�s agora? - Aqui perto.

- Perto de qu�? - Da cl�nica, na Via Principe Amedeo.

Teresa, ouve bem.

Vai para o caf�, loja ou lugar p�blico mais pr�ximo.

Mete-te l� dentro e n�o saias!

- Vem depressa! - Vou j� para a�.

- O que est� a fazer? N�o pode! - Este � o meu filho.

Senhora!

Sai da frente!

Biagio! Vem depressa!

Tem calma, j� cheguei.

- Porqu�?! Porqu�?! - O que aconteceu?

Teresa, o que foi?

Vou preparar a opera��o. Com licen�a.

Como te sentes?

Porque n�o me disseste nada?

S� soube h� dois dias e queria ter a certeza.

Ia dizer-te hoje � noite.

Lamento muito, amor.

Lamento mesmo muito.

Desculpe, inspector...

Verific�mos os registos e parece estar tudo em ordem.

- N�o h� rasto da Bagarella. - Est� bem, falamos depois.

Tens mesmo a certeza de que era a Ninetta?

At� neste momento me falas da Ninetta?

Agora, que devias estar a pensar em mim, em n�s...

Minha senhora...

Estamos prontos.

Quando sair daqui, vou-me embora, Biagio.

Contigo ou sem ti.

- O que est�s a dizer? - N�o � j� suficiente?

Nunca ser� suficiente?

Venha, apoie-se a mim.

Eu enfio-lhe um bal�zio na cabe�a. A ele, a ela e ao filho!

Diz-me de que raio estamos � espera!

� assim, Tot�.

� mesmo assim!

Ent�o, n�o dizes nada?

Est� calado, Luchino.

Tot�, aquele tem de morrer. Se n�o o matas, mato-o eu!

Caluda!

J� te mandei calar!

Agora �s tu que decides quem deve morrer ou viver? �s o Nosso Senhor?!

E olha para mim quando falo contigo!

Queres matar um crist�o?

Ent�o mata este!

Sem a autoriza��o da comiss�o vai dar barraca.

Temos de fazer isto por nossa conta.

Se nos pomos na conversa com os palermitanos, depois � tarde demais.

E estes chuis comem-nos vivos!

Isto significa que vais dar origem a outra guerra, est�s ciente disso?

Ent�o vamos ter de estar � altura.

Ningu�m tem os teus requisitos. A nomea��o � quase certa.

Vamos esperar para ver. Nesta cidade, nunca se sabe.

Cesare, isto � importante.

Contigo no departamento de investiga��o podemos fazer mais.

E foi para isso que eu voltei.

Em Roma percebe-se muita coisa.

No parlamento,

h� quem tenha o desplante de dizer que a m�fia n�o existe.

Doutor...

- � um prazer em voltar a v�-lo. - Schir�, o prazer � meu.

Se tudo correr bem, vamos ver-nos com muita frequ�ncia.

- Cesare, at� breve. - Adeus, Gaetano e Schir�.

At� breve!

- Preciso de falar consigo. - Vamos ao meu gabinete.

N�o... Tem de ser num lugar mais seguro.

O Boris Giuliano foi atrai�oado.

O assassino sabia que naquele dia ele iria estar sozinho.

- E foi algu�m da Pol�cia. - Quem?

N�o sei quem foi, s� sei que o venderam.

E sei que o matou. Foi o Leoluca Bagarella,

cunhado do Salvatore Riina, o chefe dos corleoneses.

Este retrato foi feito no dia do crime,

por�m no processo consta ainda que foi um desconhecido.

- O doutor n�o sabia de nada? - N�o.

E os executores podem ter sido os corleoneses,

mas os mandantes s�o os palermitanos.

Encerro a investiga��o da refinaria e do dinheiro do aeroporto,

mas depois tem de os prender. - De acordo.

- Bom dia, doutor. - Bom dia, sargento.

- Conduz o senhor? - Todos os dias a mesma pergunta?

Que a minha carne arda como esta santinha

se eu n�o mantiver este juramento.

Que a minha carne arda como esta santinha

se eu n�o mantiver este juramento.

Agora tu �s um de n�s.

Sou eu, Teresa.

Como te sentes?

Teresa?

Teresa.

Perdemos um filho.

A culpa n�o foi tua, mas eu vou-me embora.

N�o te quero perder a ti, mas tu n�o consegues perceber isso.

O assassinato ter� sido executado por tr�s homens com a cara descoberta

� porta da casa do juiz Terranova.

Foram disparados tr�s dezenas de tiros a uma dist�ncia muito curta

Nesta emboscada, para al�m do magistrado,

morreu o sargento Lenin Mancuso. - Merda! Merda!

Merda! Merda!

Vamos para casa, Teresa.

Por favor...

Eu j� te disse, eu vou-me embora hoje, contigo ou sem ti.

- Mas eu n�o passo sem voc�s. - Ent�o vem connosco.

N�o me pe�as isso...

N�o posso...

- Hoje mataram o Terranova - Est�s a ver?

Isto n�o tem fim!

- S� acaba quando matarem todos. - Mas n�o podem matar todos!

Mas � o que j� est�o a fazer.

Vamos.

Teresa! Ter�...

Faltam poucos dias... S� at� fecharem a investiga��o.

Entretanto acontece outra coisa.

Eu vou ter convosco.

Prometo.

Ninuccio...

Chegou a hora de partir.

- E tu, quando vens? - Daqui a pouco tempo.

N�o tarda vou ter convosco.

Cuidas da M�e?

Muito bem.

Antonio?

Vamos.

Adeus, Teresa, Ninuzzo...

- Adeus, Pai. - Vamos.

Foram eles! No meu territ�rio e n�o disseram nada!

- J� percebi, Totuccio... - Agora j� chegou ou n�o?

Eu trato do assunto. A excel�ncia est� aqui ao lado, j� falo com ele.

Isso, fala!

...foi assassinado ontem � noite,

pouco depois de terminarem os funerais das v�timas em Bolonha

e de que n�s demos not�cia...

- Foram os corleoneses. - Mas eles enlouqueceram?!

Mas o que pretendem eles fazer?

Isto vai provocar uma confus�o que voc�s nem imaginam!

- Tens de falar com o Ciancimino. - O Ciacimino...

Esse j� n�o me d� ouvidos.

Claro, o Don Vito recebe ordens deles.

T�m de falar com esta gente.

Eles t�m de pensar nos interesses de todos.

Os camp�nios nunca h�o-de aprender o que � o respeito, a honra...

Com eles � uma perda de tempo.

O meia-leca tem de ser eliminado, s� assim restauramos a ordem.

Concordo.

Mas vejo que se aproxima uma tempestade.

- E se calhar j� � tarde demais. - N�o � tarde demais.

Eu pr�prio o mato com as minhas m�os e perante toda a gente.

Ele amanh� vai a minha casa e amanh� vai morrer.

Se ele n�o nos matar primeiro a n�s.

Claro, a m�fia... O comiss�rio de certeza que andava a incomod�-los.

Mas h� quem diga que havia mais qualquer coisa.

O Giuliano gostava de mulheres e tamb�m andava metido no jogo.

H� quem diga que ele deixou d�vidas para tr�s.

O que disseste?

O que raio disseste?

O que se ouve por a�, se n�o gostas, ignora.

Nesta cidade n�o h� santos.

Filho da m�e! Nem sequer digas o nome do Boris, ouviste?

� a m�fia que est� por detr�s disto.

Agora somos todos mafiosos!

Fizeste um juramento, Schir�, v� l� o que tens de fazer.

Metem-me nojo! Assim est�o a mat�-lo uma outra vez.

N�o, Stefano, n�o podes matar um chefe de fam�lia sem autoriza��o,

assim est�s a agir contra os procedimentos.

Ou as regras valem para todos ou n�o valem para ningu�m.

E o Riina violou-as todas.

Este assunto tem de ser resolvido.

- Mas tu est�s de que lado? - Que pergunta � essa?

Quero apenas evitar problemas para todos.

O Riina � o problema.

- Mas porque � que ele n�o chega? - Chega, chega...

Descansa, que ele h�-de chegar.

� s� por alguns dias. Depois acaba tudo, at� estas mudan�as.

- Eu n�o me queixo... - Eu sei que n�o te queixas.

As crian�as n�o entendem e eu n�o lhe sei explicar.

Tu �s muito melhor do que eu com as palavras, sabes como us�-las.

- Tem cuidado. - Agora vai.

Estamos prontos.

Est�o a chegar.

- Os homens? - Est�o prontos.

Ol�, Don Stefano.

- O Tot�? - Pede imensa desculpa.

Um dos catraios est� com febre

e n�o o quis deixar sozinho.

Quer que lhe levemos algum recado?

Quero. J� chegou o dinheiro.

Se ele quiser, j� sabe onde encontrar-me.

Encontra-o!

Romeo Prampolini Editor - Livreiro

Inspector!

Consigo � imposs�vel falar num s�tio normal.

- Eu j� n�o confio em ningu�m. - Disso n�o posso censur�-lo.

O director do banco por onde passa o dinheiro da droga.

Esta � a moradia do Stefano Bontade.

Infelizmente o Stefano Bontade � um cidad�o livre.

Todos sabem quem � e o que faz,

mas infelizmente nunca ningu�m conseguiu provar.

Agora temos os meios necess�rios.

A refinaria,

os detidos que fazem parte da fam�lia do Bontade e do Inzerillo,

o dinheiro e o director do banco.

Schir�, n�o vai ser f�cil.

Desculpe, doutor...

O Bontade tem uma bela vida, o Riina � um foragido,

mas a mulher dele teve um filho numa cl�nica do centro de Palermo.

Mataram...

Mataram o Giuliano e o Terranova

e as investiga��es continuam na estaca zero.

Sabe dizer-me o que raio estamos n�s aqui a fazer?

Esperamos que eles nos matem a n�s!

O Schir� tem raz�o.

Mas n�o pode ser a raiva a ditar os mandados de captura.

Mas n�o � raiva que est� aqui dentro.

S�o factos que est�o aqui dentro.

A raiva guardo-a para mim.

Cumprimentos.

M�e, se encontrares aqui um trabalho, o que acontece?

Quando voltamos para casa?

Querido, � s� o Ver�o.

Depois logo se v�.

E nem sequer me disseram que me davam o trabalho.

Mas porqu�, n�o gostas de estar aqui em Roma?

Pois...

- Sentes a falta de qu�? - Dos amigos.

Fazemos outros amigos.

Fica tranquilo.

Vais tu abrir a porta?

- Est� bem. - Vou acabar de me arranjar.

Primeiro pergunta quem �.

Antonio?

Quem �?

Teresa...

Colegas, � in�til adiar.

Quero emitir ainda hoje todos os mandados de captura.

Doutor, acho que algumas posi��es ainda devem ser avaliadas.

- Como por exemplo? - A de Salvatore Inzerillo.

N�o est� provado o seu envolvimento no tr�fico de droga.

Nem o envolvimento do Bontade.

Suponhamos que a hero�na apreendida pelo Giuliano pertence ao seu cl�.

Depois h� ainda a rela��o com os boss americanos,

a visita do director do banco, mas n�o passam de suposi��es.

E corremos o risco da acusa��o n�o ser bem fundamentada.

Pela primeira vez, ap�s tantos anos,

o departamento tem a possibilidade

de atingir directamente o sistema poder mafioso.

Com todo o respeito para com as vossas opini�es,

estas provas s�o mais do que suficientes

e temos de assinar.

Pe�o-vos que saiam deste gabinete.

Parece que o Bontade mandou fazer um Giulietta especial, blindado,

que custou 30 milh�es � sa�da da f�brica.

Trinta milh�es? Com esse dinheiro preferia um Mercedes descapot�vel.

Ou um Pagodino, com bancos de pele.

Se � para morrer, que importa que o carro seja blindado?

� verdade.

Sabem qual � o problema dos jovens de hoje?

Voc�s pensam que dinheiro � tudo, mas na verdade n�o � nada.

O dinheiro s� serve para fazer amigos.

Os amigos � que vos d�o o poder.

Usam-no para comprar rel�gios de ouro, carros e porcarias do g�nero.

O dinheiro n�o � nada, s�o s� n�meros.

- S�o zeros em fila. - Sr. Tot�, mas na verdade...

As mulheres... As mulheres s�o importantes.

S�o a base da fam�lia, � preciso respeit�-las e confiar nelas.

Antigamente os chefes de fam�lia

puniam os homens que tra�am as suas mulheres.

Vejam os palermitanos.

Todos t�m amantes. Mas n�o t�m s� uma, t�m duas, tr�s, quatro...

S�o como animais, acasalam com todas as que lhe passam � frente.

Caramba...

Luchino, achas gra�a?

Estava s� a pensar... N�o � nada.

N�o, diz-me porque te divertes.

Estava...

Estava a pensar...

Estamos aqui a dizer que existem todas estas regras,

em que dizemos sempre a verdade aos superiores...

Mas depois n�s nem sempre respeitamos essas regras.

E depois?

Eu falo e ele ri-se.

- Queria dizer que... - Esquece.

- Tot�, vamos, que se faz tarde. - Espera.

Dizes que eu n�o respeito as regras? Qual � o problema?

Responde!

- Vai � merda, Tot�, caramba! - Ele teve medo!

V�, vamos embora.

Mas que raio? Onde est�o?

Filhos da m�e! Enganaram-nos.

Sacanas!

Sacanas...

Se fic�ssemos mais um minuto, lix�vamo-nos.

� assim. Devem estar passados, queriam rebentar connosco!

Nada. Todos dizem o mesmo.

Dizem que se foram embora.

Estupores!

N�o podem ter desaparecido!

Sai daqui, seu in�til!

Aquele sacana, filho da m�e...

Merdoso...

Tem calma, Stefano. Calma...

Est�s a perder a cabe�a � conta do Riina, assim nunca mais o apanhas.

E fala o grande Buscetta!

Ent�o diz-me o que pensa a tua bela cabe�a!

Tu j� n�o nos d�s ouvidos.

Aquele homem apoderou-se da tua alma.

E n�o tarda ainda se apodera do teu corpo.

O Masino tem raz�o.

Temos de manter a calma.

At� parece que � ele que anda atr�s de n�s.

Mas os patr�es somos n�s.

Temos de dar um sinal, Todos t�m de perceber quem � que manda.

A come�ar pelo juiz Costa.

Aquele estupor quer mandar-nos de f�rias para a pris�o Ucciardone!

Isto � bonito, est�-se aqui muito bem.

� a primeira vez na minha vida que me sinto livre.

Isto � uma demonstra��o de uma outra forma de viver.

Mas faltas-me tu.

Porque n�o pedes a transfer�ncia para c�?

E ele, como est�?

Ele est� bem, tem montes de amigos, � tudo novo.

Ent�o, Ninuzzo, gostas de estar aqui?

Gosto, mas agora n�o temos praia.

E que falta te faz no Inverno? S� vamos � praia no Ver�o, nas f�rias.

Mandados de Captura para os Boss Palermitanos

O que foi, Biagio?

- O que se passa? - Vou fazer um telefonema!

- Sr. Procurador? - � voc�, Schir�.

- J� leu os jornais? - Sim, j� li.

Ent�o, est� contente?

Deixaram-no sozinho, Sr. Procurador.

E fizeram quest�o de divulgar que s� o senhor assinou os mandados.

O comiss�rio sabe disso e dentro de dias terei uma escolta.

Mas dentro de dias, como?

H� um problema de autoriza��o. � a burocracia de sempre.

Estou? Ainda est� a�?

Estou, sim.

N�o espero que os capturem j�.

Mas pelo menos j� demos um sinal.

� verdade, o doutor tem raz�o.

Agora tenho de ir. Bom dia!

Igualmente para si, Schir�.

Chefe, falei com o Costa, tem de designar-lhe uma escolta de imediato.

Eu sei que lha d�o dentro de dias, mas isso tamb�m os outros sabem!

Binnu, antes de jogares, tens de pensar no que eu estou a pensar.

Se pensas s� no teu jogo...

...eu lixo-te.

Como os palermitanos.

- � o Peppe. - Manda-o entrar.

- Ol�, Sr. Tot�. - Senta-te aqui connosco.

Obrigado.

Olha s� para a cara do Binnu.

Sorri para ele, Peppe!

Eles est�o a dar em doidos.

Mobilizaram toda a gente.

Andam de uma lado para o outro de carro por toda a cidade.

Quatro camp�nios est�o a enlouquecer o Stefano Bontade,

o filho de Don Paolino.

- � como o gato e o rato. - Ah sim?

Ent�o eu sou o rato?

Tanto trabalho para ser o rato?

- Foi s� uma express�o. - E disseste muito bem, Peppe.

Mas agora o rato est� cansado

e quer ser gato.

Depois de amanh� o Bontade vai festejar os seus anos com a fam�lia.

Depois vai apagar as velas em casa da amiga.

Ent�o temos de lhe dar um presente.

Boa noite, senhoras e senhores. Acorreu mais um atentado grav�ssimo.

Mais uma vez, a v�tima foi um magistrado.

O procurador da rep�blica Gaetano Costa

foi assassinado ontem � noite.

Vamos em directo para Palermo para saber not�cias do homic�dio...

Teresa? Temos um filho que � um fen�meno.

O mi�do quando for grande vai parar ao clube nacional.

Teresa?

Teresa, o que se passa?

O juiz Costa...

...o carregador inteiro de calibre 38

e quando o v� ca�do no ch�o, dispara um �ltimo tiro na cabe�a.

Depois da aut�psia

e da an�lise ao carro usado na fuga,

que foi incendiada num beco do centro hist�rico...

O que est�s a fazer?

- Tenho de ir j� para baixo. - Tu daqui n�o sais.

Teresa, fui eu que o convenci a assinar os mandados. Fui eu!

Eu, eu...

Achas sempre que tudo depende de ti.

Eu!

Fui t�o parva ao pensar que tu podias mudar.

Pe�o-te, meu amor. Tenta entender, tenho de voltar para Palermo.

Quando nos cas�mos,

disseste que a �nica coisa que querias era estar comigo.

N�o precisavas de mais nada.

V� no que est�s a tornar a nossa vida.

E que vida � fingir que n�o se passa nada?

� uma vida normal, como a dos outros.

Mas n�o � a minha. Desculpa, meu amor.

N�o � a minha.

Est� bem. Mas ent�o vive essa vida sozinho.

Se fores embora, desta vez � para sempre, n�o te quero mais ver.

Tudo a postos.

Estamos prontos, Sr. Tot�.

Acham que o Don Stefano vai gostar do Pocketcoffee?

Ele nem sequer deve apagar as velas.

N�o h� problema, apagamo-las n�s.

E depois ser� a vez do Inzerillo.

Depois o Buscetta e depois a fam�lia dele.

Destes, nem a semente deve ficar.

Est�s nervoso?

Tal como quando �ramos mi�dos e faz�amos um servi�o ao Dr. Navarra.

- Lembras-te? - Isto � mais ou menos igual.

S� que hoje n�o � Corleone que vamos conquistar,

mas sim Palermo.

E com Palermo, toda a Sic�lia � nossa.

Desculpe, mas o senhor trabalhava com o Dr. Costa?

Sim, de certa forma.

� um dos cavalheiros que n�o assinou os mandados?

N�o, n�o sou um deles.

- E o senhor, quem �? - Sou o inspector Biagio Schir�.

Trabalhei nas investiga��es que levaram ao mandado de captura.

Giovanni Falcone.

Estou a preparar o processo contra o Bontade e os outros.

Estranho, nunca o tinha visto.

Transferiram-me h� pouco tempo.

Tudo bem. Eles confiaram no �ltimo que mandaram.

Giovanni, est�s aqui!

Anda! Mataram o Bontade.

Com licen�a.

Bolas, o carro blindado n�o lhe serviu de nada.

Vejam s�, n�s os chefes,

vemo-nos obrigados a reunir escondidos como ratos.

- Cacem-me aquele camp�nio! - Ningu�m quer ca�ar ningu�m!

O Stefano Bontade queria matar o Tot� Riina

e o Tot� Riina matou o Stefano Bontade.

Tudo aqui?

O meia-leca elimina o Stefano Bontade,

o homem de honra mais importante da Cosa Nostra,

e para si � um homic�dio como qualquer outro?!

Masino, estou t�o ou mais perturbado do que tu.

Eu vi o Stefano crescer.

Diz-me, o que fazemos?

Os americanos est�o preocupados.

Eu disse para sossegarem, porque este assunto ia resolver-se.

Agora somos n�s que temos de resolv�-lo.

Primeiro, pensava que o Don Michele n�o queria perceber.

Agora, vejo que sempre percebeu muito bem.

O meia-leca n�o se fica pelo Stefano Bontade.

Ele quer tudo!

Talvez algum de n�s sobreviva,

mas a Cosa Nostra j� acabou.

O que dizes, Masino? Nada acabou!

Tu �s o pr�ximo, Totuccio, e depois ser� a minha vez!

A Cosa Nostra nunca ir� parar �s m�os do camp�nio enquanto eu c� estiver.

A mim, aquela cobra n�o me mata!

Quero que saibas que te n�o guardo rancor.

Por mim, podemos p�r uma pedra sobre o assunto,

em nome dos neg�cios.

- Do resto trato eu, entendido? - Entendido.

Ali est� ele!

Inzerillo!

- Vamos l�! - Vamos!

Repito. O mais prov�vel � que o Inzerillo tenha morto o Bontade

e os homens do Bontade, para se vingarem, mataram o Inzerillo.

Sim, neste momento � nessa linha de investiga��o que estamos.

V� � merda!

E tu, o que queres?

Para mim, a hip�tese de vingan�a n�o tem qualquer fundamento.

- O que sabes tu? - Uso a cabe�a.

Eles eram aliados, n�o havia motivo para entrarem em guerra.

Isto s� tem uma m�o, � a de Salvatore Riina.

Ouve, Schir�, eles est�o a matar-se uns aos outros

e para n�s est� bem assim.

Ningu�m nos pede outras explica��es. Entendido?

E o Giuliano foi morto por d�vidas e o Costa n�o precisava de escolta?

Aten��o ao que dizes, Schir�!

- Voc� n�o querer ganhar esta guerra. - Mas que guerra?! Vai-te embora!

Nem t�o pouco quer combater.

Schir�, j� n�o posso contigo!

Vou transferir-te e voltas de novo para Corleone, seu estupor!

- Viva, Don Michele. - Ol�.

- Deixa-me ver. - Olha.

Mas que �rvore t�o grande!

D� um bocadinho de caf� � M�e.

Bom dia, Tot�.

Cara senhora, est� cada vez mais jovem e mais bonita.

- Don Michele � muito gentil. - Que lindas crian�as.

Est�o bem instalados neste hotel. Est�o satisfeitos?

- N�o nos queixamos. - Tot�, temos de falar.

- Vamos a isso. - Com licen�a, minha senhora.

Fa�am favor.

Tot�, os americanos est�o preocupados.

E porqu�?

Esta guerra tem de acabar, Tot�.

Eles est�o fartos de contar os mortos, do lado deles e do lado.

Todos os que morreram na Am�rica tinham o nome Inzerillo.

Sabes quem � o Johnny Gambino?

S� de nome.

O Johnny Gambino representa todas as fam�lias americanas

e ele agora vem c�, a Palermo.

E n�s receb�-lo-emos com o respeito que um chefe merece.

Johnny Gambino n�o � "um" chefe.

O Johnny Gambino � "o" chefe.

Espero que o conven�as de que esta carnificina era mesmo necess�ria.

Veremos o que se pode fazer.

Vou mostrar-te os tomates.

Est�o a ficar lindos.

Viva, sou o sono Schir�.

- Acabo de chegar de Palermo. - J� o esper�vamos.

Por aqui.

Esta � a sua secret�ria.

Temos estes documentos para despachar, estamos atrasados.

- Se precisar de alguma coisa... - N�o, est� tudo bem, obrigado.

- Schir�! - Patan�?

Vejam s�! Como est�s?

- Bem, e tu? Est�s com bom ar! - Barriguinha e cabelos brancos...

Mas que faz uma pessoa como tu aqui, a tratar de passaportes?

V�-se que fiz algum disparate.

O teu �nico disparate � seres uma pessoa �s direitas.

Por outro lado, tamb�m n�o me espanta o que est� a acontecer.

J� leste os jornais?

Ma�onaria, Propaganda Due e tudo o mais.

Est�o todos metidos, Schir�.

Generais, governadores, ministros e at� os servi�os secretos.

Este � o novo chefe da Pol�cia de Palermo!

Foi este me que transferiu para c�!

J� viste a quem entregaram as investiga��es dos mafiosos?

Esta gente tem quem os proteja em todo o lado!

Nos bancos, na Pol�cia, nos tribunais!

Aqui vai tudo de mal a pior.

Julgavas que est�vamos todos do mesmo lado?

- Que ningu�m ajudava aquela gente? - Aquela gente, quem?

Todos os mafiosos, o Riina e os seus homens.

Est�o todos metidos!

Os "p�s sujos" partiram todos daquela pra�a.

Agora s�o os novos donos de Palermo!

Achas que ningu�m os ajudou? V�, responde!

Schir�, tu precisas de f�rias.

Bem-vindo!

Aqui as regras, s�o regras

e infelizmente o Stefano Bontade violou-as.

Ele queria matar um de n�s, um chefe de fam�lia, sem autoriza��o.

Ser� que n�s pod�amos permitir isto?

E o Totuccio Inzerillo queria fazer o mesmo.

N�s sabemos.

E agora, o que vai acontecer?

Nada.

O que devia acontecer, j� aconteceu.

J� vimos isso.

Mas para n�s as coisas estavam bem antes.

Queremos garantias.

O senhor pode voltar para a Am�rica tranquilo.

O que fizemos, foi pelo bem da fam�lia.

Eram demasiadas cabe�as a mandar.

A m�o direita nem sabia o que fazia a m�o esquerda.

Muito dinheiro mal gasto...

E mais cedo ou mais tarde a Pol�cia ainda nos apanhava.

Arrisc�vamo-nos a perder tudo.

N�s... e voc�s.

Mas agora � s� uma cabe�a.

E � s� uma m�o.

Podemos garantir confian�a.

Desculpem...

Tenho a minha gente � espera.

E o que lhes vai dizer?

Que agora quem manda � Corleone.

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