All language subtitles for 1952 - Guerrilheiros do Sertão

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Original subtitles

GERRILHEIROS DO SERT�O

A guerra acabou! Lee se rendeu!

A guerra acabou!

Nunca mais levantarei uma arma contra um homem novamente.

A guerra havia acabado para Jefferson Waring.

Mas no seu amado sul, ainda n�o havia paz...

Apenas uma luta continua por poder, que de muitas formas, foi muito pior.

Assim como muitos de seus compatriotas, Jefferson Waring cavalgou em dire��o

as terras virgens do Oeste... E sua promessa de uma vida rica...

Para lutar consigo mesmo... Em busca de uma vida em que

ele nunca mais teria que usar uma arma contra um homem.

Voc� foi avisado, voc� est� nas terras do Taylor.

Temos um registro do governo, esta terra � nossa.

Pegue suas coisas e v�, Taylor n�o quer reclama��es.

-O Sr. Taylor n�o tem este direito. -Vamos, estamos perdendo tempo.

Mara, leve as crian�as para dentro de casa.

N�o!

-Queimem esta casa. -N�o, as crian�as.

-Ei, tem algu�m na colina. -Vamos peg�-lo.

Espero n�o ter te incomodado. O dia j� nasceu.

''Oh, natureza s�bia e justa, a manh� j� come�a sorrindo''.

John Milton.

-Jefferson Waring. -N�o, filho.

John Milton escreveu estas linhas imortais.

Me chamo Peter Sharpe, editor.

-Jefferson Waring. -Vamos tomar um caf�?

Fa�amos o seguinte, traga esse papel que farei o caf�.

-Mais caf�? -N�o, obrigado.

Sabe, nossa na��o parece pensar que o Oeste � o melhor para se cavalgar.

Voc� deve tar andado muito, planeja parar aqui ou est� de passagem?

Esta � uma p�ssima piada, perdi meu cavalo ontem � noite,

-no fim do mundo. -N�o foi minha inten��o, filho.

Mas pode ter certeza de algo, este � o fim do mundo.

-O caf� � bom. -Se voc� vai ficar,

voc� precisa de uma desculpa, voc� pode ter problemas.

S� tive problemas nos �ltimos quatro anos, j� estou acostumado.

Eu n�o tive. Mas sou um otimista.

''Abaixe e eles tomar�o sua espada e sua lan�a ser� usada...

-A na��o n�o deve...'' -Levantar espada contra na��o.

Nem pensar em guerra novamente. Obrigado pelo caf�.

S� um instante, filho. Te mostrarei onde fica minha casa.

V� dormir um pouco. Se minha filha n�o foi para a

escola ainda, diga a ela que te enviei, descanse um pouco.

Vamos.

Vamos aonde?

Saia da minha cama.

Voc� � a filha de Peter Sharpe? Voc� devia estar na escola.

Voc� � um pouca velha para a escola, n�o?

Voc� pensou em tudo, n�o? Entrar escondido enquanto dou

aula e meu pai est� trabalhando. Levante desta cama,

vamos visitar o delegado.

Vista-se.

-Me d� licen�a ent�o. -Para que?

Claro, mas n�o tente nada.

Est� na hora de pessoas descentes lutarem contra pessoas como voc�.

Chegando aqui e aceitando qualquer emprego que oferecem.

N�o procuro emprego.

-E � voc� quem est� armada. -E posso us�-la tamb�m.

D� mais um passo e atiro. Volte para dentro de casa.

Tive a impress�o de n�o ser bem-vindo.

Volte ou chamarei o delegado daqui.

Voc� n�o ousaria...

Voc� n�o deveria ter entrado no quarto de uma dama.

Terei que te dar uma li��o.

Pare de hist�ria.

Ou�a, senhor, tenho autoridade aqui.

E posso us�-la.

Bom dia, delegado. Temos um inquilino.

Deixe-me ver a reclama��o.

-A Srta. Cathy o trouxe. -�bviamente.

Sim, senhor, ele invadiu o quarto da Srta. Cathy, n�o sei por que,

mas ela o pegou e o trouxemos aqui, ele estava s�brio.

N�o acho que far� diferen�a explicar o que aconteceu.

N�o acho que far�, Sr... Waring.

Por que n�o pergunta ao Peter Sharpe, ele te dir�.

-V� chamar o Peter Sharpe. -Sim, senhor, delegado.

-Os filisteus nos atacam. -O delegado disse...

Eu sei, o delegado quer falar comigo, est�vamos a caminho.

-Voc� devia ter me dito, pai. -Cathy, querida,

mulheres s�o a bagagem da vida, elas s�o um fardo pesado,

e mesmo assim, n�o existimos sem elas.

-Slocum, o que aconteceu? -Os Lloyds, algu�m os queimou

ontem � noite, achamos as crian�as esta manh�.

-Tommy, Billy. -Eles vir�o morar comigo, Srta. Sharpe.

-Eles podem ajudar na minha casa. -Vim avisar que o funeral ser�

-em 30 minutos, se puderem ir. -Estarei l�.

-Os �ndios devem ter feito isso. -�ndios?

Eles vieram do Colorado s� para queimar os Lloyds?

Assassinato � sangue frio. Os pistoleiros do Taylor

est�o queimando ranchos, matando homens e mulheres.

-A Sra. Lloyd era t�o gentil. -Cathy, sinto o mesmo que voc�.

-N�o podemos fazer nada. -Voc� deveria ser um jornalista,

por que n�o prensa a verdade, est� com medo?

N�o sei, talvez esteja. Tenho que cuidar de voc� tamb�m.

Sharpe, te disse que o delegado est� te esperando.

-N�o me fa�a diz�-lo de novo. -Olhe como fala, senhor.

Pai, ou�a, n�o pense em mim, coloque isso na primeira p�gina,

d� nome aos assassinos, se fizer isso o povo se

rebelar� e ser� o fim do Sr. Taylor e seus pistoleiros.

Bom dia, Peter. Srta. Cathy.

-John, houve um engano. -Foi o que o Sr. Waring disse.

O Papa Alexandre disse: ''Um homem nunca deveria ter

vergonha do que fez de errado, isso quer dizer que ele � mais

-s�bio hoje do que ontem.'' -Desta vez foi uma mulher.

A culpa foi minha, delegado. Me desculpe.

Carcereiro. Sr. Waring, voc� est� livre.

-Suponho que tenha um trabalho. -Ele pode trabalhar para mim.

Bom, carcereiro, entregue ao Sr. Waring sua arma.

-Ele n�o tem arma, delegado. -N�o tem arma?

-N�o gosto de armas. -Quem diria.

Acho que te devo um pedido desculpas.

Est� tudo bem. Me desculpe tamb�m.

Por que?

Por n�o termos come�ado melhor.

Um homem que fala macio assim ou � um jogador ou...

-N�o sou nenhum dos dois. -O que voc� �?

Apenas um cansado ex-soldado de Virg�nia.

Muito da guerra aconteceu aqui. Al�m de tudo, tivemos o Quantrill.

Ouvi falar disso.

Agora temos uma guerra privada aqui em Independence.

N�o quero fazer parte de nenhum tipo de guerra.

Ela cheira mal.

Voc� veio ao lugar errado, Sr. Waring.

-Vou ao funeral, pai. -Quem morreu?

-Os Lloyds, delegado. -Eles foram queimados ontem � noite.

Lloyd e sua esposa foram assassinados.

Eles foram convidados a sair mas ficaram, acho que os �ndios os pegaram.

Cale-se.

Eu sei, pai, voc� n�o pode combater a prefeitura.

Gostaria de dizer que John e Mary Lloyd vieram para o Oeste

procurando um mundo melhor, rezemos por eles,

rezemos para que eles tenham encontrado o que procuravam.

E desta vez devemos agradecer ao Sr.Mckeller, por sua generosa

contribui��o em nos emprestar, sem cobrar, o seu estabelecimento

para que pud�ssemos realizar este vel�rio.

� uma vergonha n�o termos um pastor na cidade, este � o coveiro.

Levantem para carreg�-los deste mar de l�grimas at� o para�so que

sabemos que eles alcan�aram.

-Am�m. -Am�m.

Sei que os Lloyds descansar�o em paz por que seus filhos ser�o

bem cuidados por estas duas �timas pessoas, os Godffreys.

Obrigado.

Preciso de alguns d�lares para o enterro.

Que tal, cavalheiros?

Afinal de contas, voc�s eram amigos dos falecidos.

Obrigado. ABERTO PARA NEG�CIO

E o veredito � que os Lloyds foram assassinados por desconhecidos.

Oh, pai.

Pai, voc� � um bom jornalista, isso n�o est� certo.

Cathy, voc� me ajudou a gerenciar o jornal pelos �ltimos seis anos.

Sua m�e fez o mesmo antes de morrer, mas da cozinha, n�o daqui.

Ainda sou o editor e sei o que � melhor.

Voc� est� ajudando os assassinos.

O que penso e o que imprimo podem ser diferente.

Nesta cidade o Taylor � poderoso. Dependemos do Taylor para

para que jornal continue a existir. N�o podemos fazer nada sobre isso.

J� s�o quase 20 colonos mortos por desconhecidos.

Cathy, voc� tem muito o que aprender.

Jeff, estou t�o errada? Hoje foram os Lloyds,

amanh� podem ser os Quigleys ou os Godffreys,

depois disso eu ou voc�.

Voc� pode me entender.

Entendo que essa n�o � uma cidade para mim.

Bom dia, Sam. Deixe-me pag�-lo uma bebida.

-Voc� vai pagar? -Sim.

Ei, rapazes, a Funer�ria Frank est� pagando, o que acham disso?

-N�o h� necessidade disso. -Pessoal, a bebida � por conta do Frank.

-Sam, por favor. -Comece a servir.

Eu pago a minha.

Qual o problema, voc� � muito orgulhoso para beber conosco?

N�o quero problemas, s� quero pagar minha bebida.

Quem � voc�, estranho? Nunca te vi por aqui.

-Nunca estive por aqui. -� melhor respond�-lo, soldado.

-Acho que respondi. -Estranhos devem ser amig�veis.

-lsso se quiserem se dar bem. -� muito f�cil se dar mal.

-Especialmente rebeldes. -Ou colonos talvez?

-Explique-se, senhor. -Fui claro o suficiente.

Voc� e o Frank os atacam quando planejam algo.

Segurem-no.

Eu disse para segur�-lo, n�o disse?

Voc� sempre faz isso, n�o? Como fez com os Lloyds outra noite.

Levantem-no.

D� uma arma a ele, Tray.

Voc� fala muito, vamos ver se sabe atirar.

-Saque, senhor. -Esperem!

Este � um duelo particular, Harding. Cuidarei disso do meu jeito.

Sr. Tobin, eu quem dou os tiros nesta cidade.

Este estranho aqui insultou a mim e ao Franklyn.

N�o sabia que isso era poss�vel. Sr. Waring, por favor, me acompanhe.

Quero falar contigo.

-Para onde vai, Je_? -N�o sei.

-Calif�rnia talvez? -Talvez.

-Contanto que seja longe daqui. -Voc� n�o achar� lugar diferente.

-� melhor tentar. -Onde quer quer v�,

veja se eles precisam de um jornal, podemos perder o jornal em breve.

N�o, pai. Ficaremos aqui.

N�o fuja antes da briga come�ar tamb�m.

''Nos encontramos como os navios no mar, que por um momento se

encontram, depois partem sozinhos e n�o mais se v�em.''

Alexander Smith.

-Jefferson Waring. -Adeus, Jeff.

E boa sorte.

-Adeus, Cathy. -Acho que � um desistente, Jeff.

Espero que encontre o lugar que procura.

Obrigado, espero que l� haja algu�m como voc�.

Sei por que me chamou, Justin, sei que devia pag�-lo ontem,

mas as coisas est�o melhorando.

Temos diversos novos assinantes e promessas de comerciais.

N�o h� nada para se preocupar, Justin, nada mesmo.

N�o estou preocupado.

S� queria que soubesse que n�o fui negligente, Justin.

Claro que n�o, sente-se.

Farei o pagamento em uma semana ou duas.

N�s dois sabemos que essa � uma maneira tola de fazer neg�cios,

entretanto, o jornal presta um servi�o importante a comunidade.

-Obrigado, Justin. -Fume um charuto.

Obrigado.

Para o melhor interesse da comunidade h� algo que dever�amos discutir.

-Se eu puder fazer algo... -Obrigado, na verdade h�.

Voc� sabe sobre os elementos indesej�veis vindo para c�.

Voc� quer dizer os pequenos rancheiros?

Sim, eles vem em grandes n�meros e isto � perigoso.

-Eles s�o boas pessoas num todo. -lsso � uma quest�o de opini�o.

-Eles s�o ladr�es de terras. -Mas h� muita terra e eles

-tem a garantia do governo. -Com sua ajuda podemos expuls�-los.

Talvez com a opini�o p�blica, talvez com um comit� de vigilantes.

Vigilantes? Voc� n�o pode estar falando s�rio, Justin.

lsso significa desrespeito a lei e destrui��o.

Sobre a sua ajuda, Peter. Gostar�amos de ver uma

-s�rie de editoriais... -Acho que n�o faremos isso.

lsso � privil�gio de voc�s, claro. Mas voc� � uma jovem esperta,

voc� deve saber que tamb�m tenho o privil�gio de solicitar o pagamento

imediato ou a posse imediata do jornal.

Venha, pai, vamos embora.

S� um instante, Cathy. Qual o prazo para o pagamento, Justin?

Voc� j� est� atrasado, mas esperarei at� voc� se decidir.

-O jornal sai em tr�s dias, n�o? -Sim.

Lerei o editorial, ent�o tomarei uma decis�o.

Espero que ainda possamos ser amigos, Peter.

Passar bem, senhor.

-Atire nele. -Atirar nele?

-Simples assim? -Voc� me ouviu,

-ele est� na nossa terra. -Srta. Taylor, n�o posso fazer isso.

Venha c� e mantenha as m�os para o alto.

-Foi um p�ssimo tiro. -Reviste-o.

-Sim. -O que faz na minha terra?

-lndo para o Oeste. -Onde no Oeste?

-Apenas para o Oeste. -Um viajante.

N�o h� nada aqui, Srta. Taylor, nem mesmo uma arma.

Mantenha suas m�os na sela.

-Quem � voc�? -Ulisses S. Grant, quem � voc�?

Te darei uma audi�ncia para suas piadas.

Vamos.

-Est�o colocando uma nova cerca? -A propriedade do Sr. Taylor n�o

tem cercas, eles s�o top�grafos da ferrovia.

Cale-se, Ding. Vamos.

-lsso � tudo, Srta. Taylor? -Voc� j� disse o suficiente.

Norah! Norah, � voc�?

Onde esteve?

-Quem � ele? -N�o sei, mas irei descobrir.

-Sente-se, Sr... -Waring.

Jefferson Waring.

Me chamo Taylor. N�o temos muitas visitas por aqui.

Posso entender o por que. Voc� sempre atira neles?

Algu�m atirou em voc�? Fale, Norah.

Ding e eu o vimos no setor leste. Esperamos por ele no riacho.

Meu cavalo se assustou e eu errei o tiro.

lsso � tudo? Voc� nunca me conta tudo, Norah.

Nunca sei o que est� acontecendo preso a esta cadeira com artrite.

O Ding sempre lembra de tudo e me conta a verdade.

-O Ding fala muito! -Eu gosto dele.

Voc�, desde o in�cio, o que achou quando ouviu o tiro?

Estava com medo, n�o?

-Estava com medo. -Claro, eu sei.

Aconteceu comigo h� muito tempo atr�s, tamb�m tive medo.

Por que n�o fugiu?

Por que ela n�o erraria na segunda vez.

-Por que n�o atirou? -Ele n�o tem uma arma, pai.

-Por que falou isso sobre o Ding? -Ele viu os top�grafos quando chegamos.

Ding o disse que eles eram da ferrovia.

�s vezes o Ding � um tolo. Mas ele � um bom rapaz.

Ele lembra e me diz tudo, � como se eu estivesse l�.

Nunca tem pressa. Voc� � um ex-soldado, Sr. Waring.

-lsso mesmo. -Pena que tenha perdido.

-Algu�m tinha que perder. -Sim, algu�m tem sempre que perder.

-Estamos perdendo tempo. -N�o seja t�o apressada, Norah.

Um homem tem direito de saber por que vai morrer.

-Ding! -Sente-se.

Talvez n�o pare�a iusto. Talvez n�o seja culpa sua.

Mas n�o podemos arriscar.

Eu n�o fiz nada, nem sequer o conhe�o.

N�o, mas voc� viu os top�grafos. Eles instalar�o uma linha aqui,

a ferrovia vai querer comprar toda esta terra, minha terra,

lutei com �ndios por ela. Minha esposa est� enterrada aqui.

-Mas n�o quero sua terra. -N�o, mas os colonos querem.

E todos os dias chegam mais deles.

Se eles descobrirem que a ferrovia quer esta terra, o qu�o valiosa ela �,

n�o conseguirei expuls�-los nem com dinamite.

N�o, Sr. Waring, como eu disse, n�o podemos correr riscos.

-Algu�m mais sabe sobre a ferrovia? -N�o, s� voc�.

Voc� perdeu, soldado. Voc� perdeu de novo.

Ding, cuide dele.

Voc� me contratou para trabalhar com cavalos.

Sr. Taylor, n�o sou assassino.

Fa�a o que eu te disse, Ding.

Tudo bem, vamos.

Sam.

Os dois.

-Ding? -Sim, o Ding tamb�m.

-O que est� pensando, senhor? -Em permanecer vivo.

-Gostaria de poder ajud�-lo. -Voc� pode.

-Vale o que o Sr. Taylor diz. -Como ele saber� se eu fugir

daqui e for para a Calif�rnia?

-O que o impediria de voltar a cidade? -N�o quero problemas,

por isso deixei Independence.

-Mas e se... -Como ele saberia?

Pelo jeito que ouviriam os tiros do rancho.

D� alguns tiros para o alto.

Sam, algu�m me emboscou.

Os comerciais est�o prontos?

-Checou a cadeia? -Ningu�m foi preso esta semana.

-Exceto o Jeff. -Exceto o Jeff.

Um �timo rapaz, talvez tenha sido melhor ele ter partido.

Ele era muito gentil para este lugar. Um tanto assustado tamb�m.

Assustado? � preciso coragem para manter suas convic��es

e ser chamado de covarde, � f�cil concordar com os bandidos.

Voc� gosta dele?

lsso n�o faz diferen�a agora, pai, ele se foi.

Se decidiu, pai?

N�o h� o que decidir, n�o posso perder o jornal.

Ou�a-me, as pessoas aqui o conhecem e o respeitam,

por isso o que voc� diz faz diferen�a, se voc� se assutar agora todos os

pequenos rancheiros e fazendeiros se assustar�o como voc�.

Gostaria de dizer a cidade o que est� acontecendo, Cathy.

-Faria na hora se... -Se o que?

-Se achasse que faria diferen�a. -Pode fazer, vale a pena tentar.

-Cathy, voc� devia ter sido pol�tica. -Eu sou, todo americano est�

na pol�tica, o problema � que alguns n�o percebem.

-Voc� ficar�? -Fale baixo, John.

Os filhos do Lloyd est�o dormindo l� dentro.

N�o podemos ficar, olhe o que aconteceu com os Lloyds.

-S� voc� ficar�. -Falei com minha mulher e ela

� a favor de ficarmos. De qualquer forma, como partir�amos?

Duas vacas, um cavalo, uma carro�a velha e nem um d�lar no bolso.

-N�o poderemos comprar provis�es. -Chegou minha hora de partir,

h� muita disputa aqui. H� terras em outros lugares.

N�o esque�a a luta para chegar aqui. Esta terra � nossa de acordo com a lei.

Kraemer, se algu�m entrasse na sua fazenda onde voc� morava

e dissesse: ''Saia Kraemer ou te mato''.

-O que voc� faria? -Primeiro chutava ele.

Ent�o eu iria at� a vila e contaria ao mestre.

-Mas aqui n�o h� mestre. -Kraemer, a lei diz...

Qual lei? N�o h� lei em Independence.

O Taylor ter colocado um distintivo no Harding n�o o difere

-dos outros pistoleiros. -lsso mesmo.

N�o h� ningu�m para nos proteger, ent�o fugiremos ou nos protegeremos?

Podemos ficar sentados como alvos f�ceis.

Primeiro me pegariam ou me expulsariam, depois voc�, John.

Ent�o o Slocun, depois o Kraemer, um de cada vez, enquanto o resto

fica sentado esperando por nossos funerais.

Mas se ficarmos juntos eles saber�o que lutaremos.

Espere um pouco, Guthrie. Foi por isso que os Lloyds morreram.

O Lloyd nunca contou a ningu�m sobre os planos do Taylor.

Na mesma noite que nos contou ele foi morto.

L�, Sr. Guthrie.

O que quer? Des�a do cavalo e levante as m�os.

�ltimo aviso, senhor. Ou ent�o te descerei eu mesmo.

Espere um pouco, John. Se ele fosse te fazer mal

ele j� terei feito.

Leve-o para dentro r�pido. R�pido, me ajude, ele est� ferido.

Devagar.

Procuro pelo Dr. Kennedy, ele n�o est� em casa.

Tente no saloon, o que aconteceu?

Um jovem foi baleado, provavelmente emboscado, ele sequer estava armado.

-Onde ele est�? -Na casa do Guthrie.

Pai.

V� com calma, querida. Encontrarei o Dr. Kennedy.

Ferrovia, isso deve ajud�-los a se decidirem, se pudermos esperar

-nossas terras valer�o $1.000 o acre. -Claro, mas como esperaremos?

Todos n�s temos armas.

N�o, preciso pensar na minha mulher e filhos.

Voc�s tamb�m, ele nos deu tr�s dias para sair daqui.

-O que? -Eu disse que isso � muito tempo.

Estejam aqui quando eles vierem, estaremos aqui tamb�m.

Com rifles. Tire sua esposa e filhos daqui.

Sr. Waring, voc� est� preso.

Pelos assassinatos de Sam Tobin e Ding Bell.

Mas este homem foi emboscado, John, ele sequer estava armado.

Partiremos em paz, cavalheiros. Sugiro que fa�am o mesmo.

De p�, Waring.

-Bom dia. -Ent�o, o que aconteceu?

-O Waring est� preso? -Bom dia, Norah.

Tudo bem, bom dia. Ele est� preso?

Sim, o Waring est� preso. Mas n�o acho que far� diferen�a.

-Por que n�o, delegado? -O prendi no rancho do Guthrie,

tenho certeza que ele contou aos outros.

-Que outros? -Os colonos estavam reunidos l�.

-Devia haver no m�nimo doze. -lsso quer dizer que eles sabem

sobre a ferrovia, temos que imaginar isso,

agora eles esperar�o os agentes da ferrovia chegarem aqui.

A companhia vir� com eles, n�s perderemos tudo.

Tenho a hipoteca de alguns deles.

lsso n�o faz diferen�a. Temos que agir agora e r�pido.

Quantos homens seriam necess�rios para expulsar estes ladr�es de terra?

-N�o sei, nunca fiz isso. -Vinte homens que possam

atirar, cavalgar e manter a boca fechada.

Esque�a isso. Quanto tempo levaria?

-Tr�s noites. -Uma noite.

Depende dos rancheiros. Eles n�o ficar�o sentados

-enquanto suas casas s�o destru�das. -Se eles se mexerem n�s atiramos.

-Entendeu? -Voc�, n�o ''n�s''.

lsso ser� uma massacre, esse n�o � meu tipo de luta.

-Mande outra pessoa fazer isso. -Quem? Tobin est� morto.

-N�o posso sair desta cadeira. -Sinto muito.

-Voc� est� com medo, n�o? -N�o tire vantagem por ser

mulher, Srta. Norah.

Te fiz xerife, voc� far� o que eu disser.

-Fa�a outro xerife. -Calma, cavalheiros, calma.

Estamos do mesmo lado, lembram? Estamos atr�s da mesma coisa.

Eu fa�o, levarei os homens e farei o trabalho.

Tudo bem ent�o. Estamos acordados.

Artemus, se a sensibilidade do Harding nos fez seguir este caminho,

acho que podemos continuar a noite sem ele.

E coloque este distintivo de volta nele.

-Se me d�o licen�a... -Norah, leve o delegado at� a porta.

Carcereiro.

Aqui.

-Como est� seu ombro? -Est� bem e estar� melhor

quando me enforcarem, eles me enforcar�o, n�o?

-Talvez, espero que n�o. -Por que n�o me deixa sair daqui?

-Voc� sabe que n�o posso fazer isso. -Voc� sabe que n�o matei

-aqueles dois homens. -� poss�vel que n�o,

mas tenho que te prender at� o julgamento.

-Voc� ter� um j�ri. -Sim, com os amigos do Taylor.

-Voc� fez amigos aqui tamb�m. -Mas eles n�o estar�o no j�ri.

Suponho que n�o. Seu julgamento s� ser� daqui

h� duas semanas e at� l� seus amigos j� ter�o partido.

-lsso significa o que? -Agora que eles sabem sobre

a ferrovia, sinto que n�o ficar�o aqui por muito tempo.

-Quando isso acontecer�? -Daqui a duas noites.

-Atacar�o todos de uma vez. -Eles n�o ter�o chance.

-lsso � o que todo mundo pensa. -Mas n�o � o que voc� pensa.

N�o, eu n�o estarei l�.

-Largou o Taylor? -N�o, ainda sou o delegado,

mas isso n�o � para mim, � como atirar em um homem pelas costas,

simples assim. E t�o complicado assim.

-Ent�o por que n�o impede isso? -Por que eu faria isso?

Temos que cuidar de n�s mesmos. Gosto de ser o delegado.

E por que eu desisitiria disso por uma bando de fazendeiros

que esperam por uma chance de testar minha velocidade no gatilho.

Sr. Waring, voc� chegou a esta cidade cheio de id�ias nobres.

E onde isso te levou? Esperando pelo carrasco.

Olhe, mantenha isso o mais baixo poss�vel e n�o machucar� seu punho.

Se n�o se apressar ficaremos acordados a noite toda.

Obrigado, mas com que irei beber? Voc� esqueceu a x�cara de novo.

Trabalhando at� tarde, Sharpe?

De repente todos come�aram a se interessar por mim.

S� queremos ver o que estar� nos jornais de amanh�.

-N�o demoraremos. -lsso mesmo.

Voc�s partir�o agora mesmo.

-Quem diria... -Saia daqui ou atiro.

Estou avisando.

N�o precisa disso, garota. Uma coisa bonita como voc�...

S� viemos ver se seu pai n�o se meteu em problemas.

Seja boa conosco que seremos bons com voc�.

Pare com isso. Pare com isso.

Agora pegue seu amigo e saia.

Eles vieram criar problemas, John.

N�o parece que chegaram longe.

Tudo bem, tire-os daqui.

Ei, vamos.

Srta. Cathy, voc� n�o sabe que damas n�o devem usar armas?

Agora voc� conhece uma que usa. Boa noite, delegado.

Boa noite, Cathy.

Boa noite, Peter.

Pai.

JORNAL ACUSA TAYLOR

Nossa, o Peter Sharpe perdeu a cabe�a, isso ou ele

-naturalmente quer morrer. -Ele n�o morrer� naturalmente,

n�o depois que o Taylor ler isso. ''Os E.U.A. aprovou a lei em

que qualquer cidad�o disposto a trabalhar, pode se estabelecer com

sua fam�lia e criar um rancho, ele ser� livre e n�o ser� restrito por ningu�m.

Mesmo assim h� uma gangue aterrorizando cidad�os pac�ficos,

espalhando morte e destrui��o sem piedade. Todos sabemos quem

contratou estes bandidos, quem os est� pagando para impedir

os chamados ''invasores'' de entrar no que ele chama ''de sua terra''.

A terra pertence a todos os cidad�os pelo desenvolvimento deste territ�rio.

Assassinatos que n�o s�o vistos desde que o falecido �ndio Morris

realizou diversos ataques.'' Este jornal nos acusa...

Traga o Harding aqui imediatamente.

''Este jornal informa que John Harding, nosso delegado, n�o fez nada

-para impedir estes ataques.'' -N�o sei o que pensar...

lsso com certeza, fique quieto.

''Este homem, Harding, n�o � melhor que um pistoleiro comum e nos

for�aram a aceit�-lo como oficial da paz.''

Parece que o Peter se decidiu.

Por que o Peter faria isso? Gostaria de por um fim na

brutalidade e nos assassinatos, mas eu nunca escaparia.

Assim como o Peter n�o escapar� com este editorial.

-O que eles far�o? -N�o sei.

Ele n�o est� seguro.

Voc� ter� que proteg�-lo, este � seu dever como delegado.

Sr. Waring, voc� n�o tem que me dizer qual � o meu dever.

Temos que nos preparar para os pistoleiros do Sr. Taylor.

-Quando eles vierem atacar o Guthrie. -lsso mesmo, leg�tima defesa.

-Eles vem esta noite com certeza? -Ao que parece sim.

Se eles vierem, estaremos esperando.

''Estar preparado para a guerra � um dos jeitos mais eficazes

-de se preservar a paz''. -Voc� escreveu isso?

George Washington.

-Sharpe, isso significa problema. -Voc� j� tinha problemas, Quigley.

Voc� � um tolo se n�o souber. ''Estar preparado para a guerra

� um dos jeitos mais eficazes de se preservar a paz''.

-Sabe quem disse isso? -Claro, George Washington.

Mesmo assim isso trar� problemas. Talvez at� nossas mortes.

Voc� morrer� do mesmo jeito se n�o lutar.

-O que far�o sobre esta noite? -Seguiremos nosso plano original.

lsso se o Taylor n�o mudar seu plano.

Est� decidido ent�o, nos encontramos aqui ao p�r-do-sol.

-Acho que sim. -Coloquem as mulheres e

-crian�as na casa do Kraemer. -Deixe alguns homens de seguran�a.

-Quantos homens temos? -15 ou 16.

N�o s�o muitos. Queria que o Jeff estivesse solto.

Ele esteve no ex�rcito.

Tamb�m estaremos, talvez n�o no mesmo ex�rcito,

mas estamos juntos agora.

O delegado me mandou tirar estas algemas, eles vem esta noite te linchar.

N�o faz diferen�a se te enforcarem agora ou depois do julgamento.

Enforcamento � enforcamento se me perguntar.

-Quem perguntou a voc�? -N�o fique de valentia comigo.

O Sharpe acabou de ser baleado por causa disso.

Pai!

Ol�, Cathy.

-O que quer aqui? -Peter era meu amigo.

-Est� procurando pelo Jeff? -N�o.

-Voc� o viu? -Sim.

-E voc� o deixou ir? -Sim.

-Por que? -Peter estava certo sobre tudo.

Entendeu?

Sim.

Por que n�o vai para casa? Eu cuido das coisas aqui.

V�.

Usem seus cavalos mais r�pidos e descansados.

Rev�lveres, rifles, tenham certeza de estarem funcionando.

N�o esque�am de trazer bastante muni��o.

-Voc�s ter�o que mudar os planos. -O que aconteceu agora?

Peter Sharpe foi morto h� uma hora.

-Por causa do jornal? -Sim, eles planejam queimar

todos voc�s esta noite.

N�o se preocupe, temos duas coisas, surpresa e algo pelo qual lutar.

Os homens do Taylor s�o pistoleiros contratados.

Acho que vir�o num bando, 25 ou 30 homens.

Parece certo.

-No que est� pensando? -Duas linhas de defesa.

Uma em Mountain Color.

H� duas milhas do rancho do Taylor.

Aqui tem uma passagem chamada Webster Grouper.

Do outro lado s� h� colinas.

-Sem sinal deles ainda. -Ao primeiro tiro n�s atacamos.

N�o atirem at� eu mandar.

-Fogo cerrado? -Fogo cerrado o tempo todo.

lsso � mais eficaz. Assumam suas posi��es, homens.

Boa sorte.

Depressa, n�o h� muito tempo.

Cesar fogo, eles se renderam.

Voc� est� bem, Quigley? E agora, Jeff?

Vamos at� o rancho do Taylor resolver isso de uma vez por todas.

Tudo bem, Patrick, leve os homens e escoltem as mulheres at� suas casas.

Vou com o Jeff.

Norah, � voc�?

Norah.

-Quem est� a�? -� o Jeff, Taylor, se lembra?

Sim.

Desta vez voc� perder�.

lsso n�o faz diferen�a. Voc�s n�o sair�o deste rancho.

Quem nos impedir�, Taylor? N�o sobrou um homem seu sequer.

lsso � uma mentira.

Desta vez est�vamos prontos. Seu pessoal caiu na nossa armadilha.

Norah.

O que aconteceu com a Norah?

Se fizeram algo com minha filha, eu juro... que matarei voc�s.

N�o sinto nada por voc�, Taylor, voc� est� derrotado, n�o sinto muito.

Voc� arru�nou tantas vidas que a sua n�o vale nada.

Eu te matarei. Eu juro.

-Onde est� a garota? -N�o sei.

Ela deve ter fugido durante o ataque.

-Norah, j� acabou? -lsso mesmo, estamos acabados.

Quero meu dinheiro, abra o cofre.

-Algo deu errado? -Tudo.

Eles estavam esperando por n�s. Depressa, n�o h� muito tempo.

Creio que voc� ter� que esperar, Norah.

-O banco abre amanh� as 9:00 h. -Ou�a, tenho $40.000 naquele cofre.

Pegue-o agora. Tenho que sair daqui.

Minha querida, as lei dos bancos do nosso Estado requer prova do dep�sito

a ser apresentada no momento do saque.

Voc� tem esta prova? N�o, claro que n�o.

Temos aqui uma lista dos depositantes.

Se olhar de perto ver� que seu nome n�o...

Abra o cofre. Abra o cofre!

Norah, sou o melhor amigo do seu pai, te conhe�o desde pequena.

Norah, eu estava brincando.

N�o se aborre�a com minha piada.

Ai est�, minha querida. N�o h� nada para se preocupar.

Sou o melhor amigo do seu pai. Seu dinheiro sempre esteve ali.

Norah, n�o... N�o se apresse, por favor.

Por favor, Norah.

Vou te matar, Harding.

N�o seja tolo, Jeff.

Voc� deixou o Peter Sharpe morrer, os Lloyds e muito outros.

Pessoas que contavam com voc�.

Vou te matar.

Jeff! Jeff!

Estava te esperando.

-Voc� est� bem? -Estou.

Voc� est� cansado, Jeff, voc� n�o est� pensando direito.

Venha at� a casa.

Voc� n�o � mais r�pido que eu, Jeff, voc� sabe disso.

Tentarei.

Obrigado, John.

O prazer foi meu, Srta. Cathy.

H� uma vaga no jornal.

N�o sei muito sobre isso.

-Assustado? -Um pouco.

O jornal fala com muitas pessoas.

N�o h� nada a temer se voc� tem algo a contar.

Fico feliz que n�o tenha fugido, Jeff.

Eu n�o tinha para onde fugir.

''Se voc� tiver completo entendimento e n�o tiver amado,

voc� n�o tem nada.'' Primeira ep�stola aos Cor�ntios.

Jefferson Waring.

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