Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
TREM PARA TOMBSTONE
A marcha da civiliza��o americana para o oeste
pode ser explicada com o progresso de seu transporte.
Primeiro, os desbravadores e batedores �ndios, seguidos
pela caravana Conestoga, o Pony Express,
as fabulosas dilig�ncias, e ent�o, o rugido trovejante do construtor
da civiliza��o... A FERROVIA.
Mas existiam pessoas que se recusavam a ajoelhar perante
sua irresist�vel vantagem mostruosa.
Homens como o temido Ger�nimo, o eficiente lutador selvagem.
Cochise e outros famosos chefes apaches juraram
guerra e morte contra o homem branco, n�o importasse
com o que atacassem. E ent�o a linha de guerra
foi marcada, os �ndios contra o Cavalo de Ferro.
O que tem a�? Chumbo?
- N�o ser� f�cil come�armos a noite. - N�o � isso que me preocupa.
J� viajamos de noite antes. Deve ser outra coisa.
� uma vergonha ter que esperar aqui sentada por horas na sua condi��o.
Eu n�o me importo, Abbie. Essa � a fronteira e eu sabia
- no que estava me metendo. - Mesmo assim, n�o gosto...
- L� est� ele de novo. - Quem?
Aquele homem malvado, que est� sempre nos encarando.
Coloque isso a�, rapaz. Tem troco para $5?
- Com certeza. - Pode me emprestar $2
- at� eu voltar a cidade? - Ele me parece normal, Abbie.
As apar�ncias enganam. Por sorte, eu enxergo bem,
sen�o n�o conseguir�amos diferenci�-Ios.
Algo incomodando, senhoras? Talvez eu possa ajudar.
N�o, reverendo. � s� a Abbie.
- Ela v� o mal em tudo. - Bem...
Sim, h� o mal em todos os lugares que forem, senhoras.
- Mas s� para os que procuram. - Mesmo assim, n�o gosto disso.
H� coisas negras � frente nessa viagem de trem.
Eu sinto. Caso contr�rio,
por que nos manteriam aqui esperando o dia todo?
Srta. Clayton, j� que estamos viajando juntos, eu...
Bem, essa � uma terra dif�cil. Estava me perguntando por que
algu�m na sua circunst�ncia viria para c�.
- Para me casar. - Casar?
Bem, sei o que deve estar pensando, reverendo.
Mas nossas fam�lias querem isso. Ele � tenente da cavalaria.
Sabe, reverendo, todos os m�dicos disseram que n�o h� nada de errado
com as pernas dela. O motivo pelo qual ela
n�o pode andar, est� aqui em cima.
Voc� sabe que tenho tentado andar desde a queda.
Pelo bem do Gary, assim como o meu.
- Como foi esta queda? - Fui derrubada de um cavalo.
Quando acordei, minhas pernas estavam paralisadas.
Uma verdadeira calamidade. Mas se todos tivermos f�,
tenho certeza de que tudo terminar� bem.
Tenho um pressentimento de que partiremos em breve.
J� est� na hora.
Olhe, Marie, esta � sua �Itima chance de voltar.
Tem certeza de que quer seguir em frente com isso?
O que te faz pensar que eu mudaria de id�ia de repente?
Bem, um saloon na fronteira n�o � o mesmo que no leste.
Voc� n�o os viu. Acredite, eu sei.
Olhe, Belle, esse papel de m�e n�o lhe cai bem.
- Vamos parar com isso. - Voc� quem sabe, querida.
Como v�o?
Quem � o novo passageiro?
O condutor disse que um jovem m�dico subiria � bordo.
Acho que � ele.
- Nossa. - Se me permitem,
sou o Dr. Willoughby. Ficaria feliz de ajud�-la a embarcar.
Voc� pode cuidar da cadeira e da bagagem.
Obrigado, doutor.
Por que eu n�o podia estar com a perna quebrada?
Mantenha suas pernas assim. Suas oportunidades ser�o melhores.
- Com licen�a, voc� � Srta. Faith? - Sim.
Soube que est� levando esta jovem para trabalhar num saloon em Tombstone.
- N�o vejo como isso � da sua conta. - Pretendo fazer com que seja.
Bem, o que achou disso?
Se as coisas ser�o assim, por que eles nos mandar�o atravessar?
- Ser� muito arriscado. - Eu n�o sei.
- S� recebo ordens, como todo mundo. - Sem guardas extras e com aquelas
mulheres � bordo? N�o gosto disso.
Acho que eles tem um prazo. Eles n�o tem outra escolha.
Bem, n�o recebemos a confirma��o ainda, talvez eles ainda...
"Imposs�vel atrasar. A ordem permanece.
Prossiga imediatamente." O que acha disso?
Acho que � bem claro. � melhor seguir em frente.
Sempre gostei da ferrovia, mas isso...
Ei, George. Pode levar isso para Tombstone?
Claro.
Voc� disse para n�o guardar aquilo. O que h� dentro dele?
- Rifles e muni��o. - Ser� esse tipo de viagem, heim?
Sim, � melhor manter um carregado em m�os.
- Leve um para o maquinista. - Tudo bem.
- Fique atento. - Sim.
Voc� sabe o que acontecer� se n�o conseguirmos atravessar.
N�o pare por nada, Tim. Esteja preparado para tudo.
Todos � bordo!
- Adeus, pai. - Adeus, querida.
Espere!
Eu tenho...
Tenho a bagagem. Espere um pouco!
N�o.
Espere um pouco. Espere um pouco.
A� est� aquele homenzinho mal de novo.
- Qual homenzinho mal? - O homem com o olhar maldoso.
Quase perco minha mercadoria.
Estaria envergonhada se fosse voc�.
Pelo o que?
O que pretende fazer com essas...? Isso � indecente.
- Mas, madame... - N�o me chame de madame.
Condutor.
- Algo errado, senhoras? - Como assim deixar um
homenzinho mal como esse viajar com mulheres decentes?
- Bem, se ele as tiver incomodando... - Espere um pouco.
- N�o estou incomodando ningu�m. - N�o? D� uma olhada nesta mala.
- Vou te dizer, isso custa $3,95. - Com que trabalha, senhor?
Com o corpo feminino. Entendeu?
Voc� acredita que ele tem orgulho desta monstruosidade?
Com certeza, tenho. Al�m do mais, madame,
vim direto do Missouri para comercializar este �timo produto.
Voc�s podem levar isso para as suas esposas tamb�m.
Clifton Gulliver. Vendedor de corsetes.
Estou vendo voc�s, senhoras. Aqui est�, madame.
Nada? Aqui est�, senhor.
Bem, acho que est� tudo bem. Mas agora n�o estou interessado.
Pelo que sei, este territ�rio � novo.
- Condutor. - Sim?
Voc� viria se eu chamasse? Sabia que ele ficaria assim.
Me chame �s nove horas, por favor.
N�o sabia que ter�amos dois delegados � bordo.
- Mas fico feliz com isso. - Est� esperando problema?
Problemas de verdade. Eles n�o atrasariam a viagem
- o dia todo se n�o tivesse. - Acha que ter� mais sorte
- viajando durante a noite? - N�o, mas se houver problema,
prefiro v�-Io chegando.
Me pergunto por que demoramos tanto para partir.
O condutor disse que o tel�grafo estava quebrado.
Isso n�o pode ser verdade. Ouvi telegramas chegando
a esta��o o tempo todo em que esper�vamos.
- Com licen�a, Srta... - Doris Clayton.
Srta. Clayton, como m�dico, se eu puder fazer algo pelo seu conforto...
Muito obrigado, doutor, mas estou me sentindo muito bem.
- Voc� vive no Arizona, doutor? - N�o, na verdade, esta � minha
primeira viagem para o oeste. Acabei meu est�gio e pretendo
abrir um consult�rio em Tombstone.
Bem, se voc� for bom em costurar feridas de faca e bala, doutor,
voc� se sair� bem. Assim que eu abrir minha loja
voc� ser� convidado para um caf� com bolo.
Caf� com bolo? Eu comeria qualquer coisa.
Falando nisso... Quer ver a foto do meu irm�o
- parado na frente do saloon? - Estou vendo o saloon,
- mas cad� seu irm�o? - Ele entrou no saloon de novo?
Nossa.
Acha que nos atacar�o antes do anoitecer?
N�o sei.
S� sei que esse trem precisa atravessar.
Bem, talvez o atraso d� tempo para a cavalaria mandar uma patrulha.
Espero que sim. H� muito territ�rio para cobrir.
Meu t�nico. Tenho bronquite.
Me incomoda �s vezes.
Olhem.
Saiam das janelas e da mira dos tiros.
- Venha c�, querida. - Mas, Abbie...
- N�o se arrisque. - Nada de passageiros
na plataforma dos fundos.
Sentem-se, pessoal. Eu cuido disso.
- O que est� havendo? - Isso � assunto pessoal.
Voc� percebe que est� colocando a vida dos meus passageiros em perigo?
Sinto muito, n�o posso evitar. Quero comprar uma passagem
- para Tombstone. - O que?
Quero comprar uma passagem para Tombstone.
- Voc� acabou de balear um homem. - Como sabe se acertei?
- N�s vimos ele se levantar. - Te venderei a passagem
depois de checar com a lei. Eu fico com essas armas.
- Por que? - Passageiros n�o tem permiss�o
para port�-las.
- Como se chama? - Len Howard.
Se tiver algum problema, condutor, basta me avisar.
Doutor, sabia que 1/6 de todas as mulheres nunca foram abordadas
- por nenhuma companhia? - � mesmo?
- Quais? - �ndias.
Veja esses desenhos que fiz especialmente para as peles-vermelhas.
Pelo que vejo, se eu puder vender para 3 ou 4 tribos por ano,
voc� imagina o que posso ganhar por ano?
Sairia do vermelho. Muito bom, heim?
Com licen�a, Sr. Howard. N�o est� dormindo, est�?
- N�o, s� estou pensando. - Sobre mudar de vida, espero.
- Depende de como v�. - S� h� uma maneira de se olhar
para uma vida de crimes, Sr. Howard.
Isso � mal.
Receio que as coisas n�o sejam t�o simples assim na fronteira, reverendo...
Jared Greeley.
Bem, reverendo Greeley, as vezes fazemos algo
que todo mundo pensa ser ruim.
Mas com o tempo, descobre-se que era a �nica coisa a ser feita.
Receio n�o entender isso.
Acho que a igreja diz algo sobre Deus ajudar aqueles que ajudam
- a si mesmos. - Isso mesmo.
Bem, aqui � dif�cil viver tempo o suficiente para ser ajudado por Deus.
Rezarei por voc�, Sr. Howard.
Abbie. Abbie.
- O que foi? - Nunca vi um fora da lei antes,
mas este n�o parece um desperado.
As apar�ncias enganam, mas os esp�ritos nunca mentem.
O que os esp�ritos lhe dizem sobre ele?
Eles me dizem que algumas pessoas n�o s�o o que aparentam.
- Ele n�o � um fora da lei? - Deixem aqueles que tem olhos, verem.
Mas os esp�ritos estavam errados sobre o homenzinho mal.
N�o tenho tanta certeza disso. Ainda digo que ele tem um
olhar mal�gno.
Quanto tempo voc� acha que lever� para abrir o lugar?
Duas ou tr�s semanas. Tenho que encontrar
um investidor primeiro, depois pintar o lugar.
As garotas vir�o assim que eu as avisar.
- E teremos um neg�cio. - Com licen�a, Srta. Faith.
Soube que vai abrir um neg�cio em Tombstone.
- Isso mesmo. - Ter� muitas garotas?
- Cinco ou seis, talvez mais. - Por que n�o mais?
- Por que est� se metendo? - Sabe, mais garotas, mais clientes.
N�o precisamos nos preocupar com clientes.
N�o estou falando dos seus clientes, e sim dos meus.
- Seus? - Sim.
Sabe, mais garotas, mais clientes. Sabe, eu gostaria de uma chance
- de coloc�-las em forma. - Chance de que?
Como eu disse, de coloc�-las em forma. Lembra de mim, Clifton Gulliver?
Corsetes. Pode distribuir...?
Espere um pouco, Srta. Faith. Vou mostr�-la minha mercadoria.
Belle, quero que sinta o material, senhora.
Sabe, eles tem garantia. Voc� pode...
- Aqui, teste. - N�o.
Quero ver como ele fica. Teste voc�.
Quer testar?
Tamb�m n�o quero.
Bem, qualquer coisa por uma venda.
N�o visto um desses h� mais de uma d�cada.
S�o dez anos.
Primeiro, fazemos isso. � muito simples.
Antes de entrar nisso... Acho que... isso...
Esse � o �Itimo modelo direto do Missouri.
Isso... N�o sei exatamente...
Mas voc� pode notar o contorno e como te segura quando voc� anda.
Voc� simplesmente... Meio que balan�a.
� um balan�o. N�o sei o que � isso.
Provavelmente estilingues. Mas isso te dar�...
Onde a Sra. Abbie foi?
Ela n�o caiu.
Que os esp�ritos estejam conosco esta noite.
Ol�.
- Pode sentar-se, Sr. Howard? - E sua tia?
Tenho certeza de que a Abbie n�o ser� contr�ria.
Ela disse que os esp�ritos lhe aprovam. E eles nunca erram, Sr. Howard.
Bem, nesse caso...
J� esteve em Tombstone?
Como �? J� ouvi tantas hist�rias.
Bem, � bem selvagem e dif�cil. Suponho que a maioria das hist�rias
que ouviu sejam verdadeiras. Voc� vai visit�-la?
N�o, para me casar. Vou casar com um
oficial da cavalaria. Tenente Gary Landall.
- Gary Landall? - Sim.
- Voc� o conhece? - N�o, eu...
- Ent�o, voc� vai se casar? - Sim, nos conhecemos desde crian�a.
Nossas fam�lias sempre quiseram isso.
- Ent�o voc� n�o o ama. - O que quer dizer?
Isso � �bvio, se o amasse, voc� teria motivos.
Nada disso, se n�o gostasse, voc� teria sa�do daqui.
Eu nunca faria isso. Por que n�o posso.
Minhas pernas est�o paralizadas.
Volte ao seu assento, n�o quero que incomode as passageiras.
� melhor voc� entrar, senhora.
- Doce t�nico. - Aqui fora n�o � seguro.
- Essa terra � perigosa. - Tenho bronquite.
As vezes isso me deixa curada.
Entendo. � melhor entrar.
- Com licen�a. - Sim, senhora.
Senhora, seria mais f�cil pular sobre voc� do que dar a volta.
Nenhum dos meus corsetes poderiam ajud�-la.
Com licen�a, Howard.
Posso ficar aqui fora com voc� ou tem medo de ser visto na minha companhia?
N�o, na verdade, venho querendo falar com voc�.
Acho que j� disse o suficiente. Al�m do mais, voc� n�o sabia
- do que estava falando. - Sobre a garota.
Neste caso, sinto muito. Mas voc� n�o pode esperar
que eu acredite que um saloon seja um lugar para uma jovem mulher.
Ou�a, reverendo, vou te contar uma hist�ria.
� sobre uma garota que praticamente nasceu e foi criada num saloon.
Meu pai comandava um lugar honesto em Dodge City.
Ele foi morto h� dois anos atr�s. Eu assumi o lugar.
E comandava da mesma maneira que ele.
- Isso pode ser verdade... - Mantive o jogo honesto
e os b�bados fora. Era um lugar leg�timo.
Mas o perdi. E sabe por que?
- Receio que n�o. - Por que mantive o lugar honesto.
- Isso n�o est� muito claro... - N�o paguei os pol�ticos corruptos.
N�o comandei o lugar da forma que eles queriam.
Ent�o, primeiro me amea�aram. Depois me fizeram quebrar.
E finalmente, queirmaram o lugar.
Isso ainda n�o lhe d� a desculpa para introduzir uma jovem inocente
- a tal ambiente. - Olhe, reverendo.
Nunca tive uma filha. Mas a Marie � o mais
pr�ximo disso que terei. Ela vai cantar.
E me ajudar a comandar o lugar.
E te digo que nada acontecer� a ela.
Bem, Srta. Faith, essa � uma quest�o entre voc� e sua consci�ncia.
� t�o f�cil julgar outra pessoa.
Que lugar melhor h� para uma garota sozinha do que
num trabalho honesto, num lugar honesto?
H� um, na igreja.
� por isso que vou para Tombstone. Para ter certeza de que haja um lugar
para o sil�ncio e ref�gio... Quando se � preciso.
Com licen�a.
Os esp�ritos escurecem este dia enquanto coisas m�s acontecem.
Tudo parece estar em ordem, condutor.
Quem � ele?
- Bem, j� estava na hora. - Como assim?
Acho que sabe por que estou � bordo, n�o?
Sim, mas n�o fui avisado pela companhia de que estaria no trem.
� assim que quer�amos. O Tio Sam quer que isso
chegue a Tombstone. Fomos avisados de que
algu�m poderia tentar roubar o trem.
E que a gangue pode ter colocado um vigia entre os passageiros.
Ent�o decidimos ficar disfar�ados at� que ele se mostrasse.
Tudo bem, mas chequei todos os passageiros.
- Todos, exceto o Howard. - Howard?
Espere um pouco.
PROCURADO $5.000 DE RECOMPENSA
LEN HOWARD Por assalto, roubo a banco
e assassinato.
- Era s� o que precis�vamos saber. - Aonde vai?
Ter certeza de que esse fora da lei n�o cause problemas.
- Minha condi��o piorou. - Por favor, Abbie.
N�o pela manh�. Talvez um pouco de comida ajude.
Bem, vamos tentar.
Aqui.
Obrigado.
- Bom dia, Sr. Howard. - Bom dia.
Sei que deve estar com fome e temos tanto.
- Voc� n�o quer um peda�o? - Sim, estou com fome.
Obrigado.
- O que est� havendo? - Tenha calma, valent�o.
Voc� n�o se mexer� de agora em diante.
Acho melhor saberem. Somos delegados federais.
Este � Len Howard, procurado por assassinato e roubo.
Senhoras e senhores, tenho que lhes dizer
por que a viagem atrasou ontem em Albuquerque.
Recebemos informa��es avan�adas de que esse trem seria atacado.
Os esp�ritos me disseram que algo de ru�m aconteceria.
N�o temos certeza ainda, mas achamos que o Howard
- faz parte do assalto. - Por isso o algemamos.
- N�o desista t�o r�pido, querida. - O que quer dizer?
Os esp�ritos nunca falharam comigo.
- N�o julgue as coisas com pressa. - Espero que esteja certa, Abbie.
Como espero.
- Com licen�a, Srta. Bell. - Dr. Willoughby.
Por que n�o se senta aqui? A Belle n�o se importar�.
Obrigado, venho procurando uma oportunidade de me sentar com voc�
- desde que subiu � bordo. - Doutor.
Se eu puder fazer algo por voc�, n�o hesite em me chamar.
Voc� � muito gentil.
Ol�, baixinho. Que tal uma companhia?
O doutor pegou meu lugar.
Qual � o problema? O gato comeu sua l�ngua?
Isso � ruim para um vendedor. � claro que para falar com �ndios
voc� s� precisar� da linguagem de sinais.
Voc� me fez engolir a chave da minha mala.
Como irei pegar meus corsetes agora?
Vamos diminuir a velocidade, pessoal, mas n�o precisam se preocupar.
� apenas um rebanho de ovelhas atravessando os trilhos.
Ovelhas? Preparem-se para problema.
- Problema? - Traga as armas e me solte depressa.
- Do que est� falando? - Esta terra est� cheia de apaches.
�ndios!
Esse � um velho truque �ndio, debandar ovelhas ou gado
na frente de um trem, depois atac�-Io.
- Mas... - Pense nos seus passageiros.
Mande o maquinista n�o parar. V� depressa.
Deitem no ch�o. Ajudem a Srta. Clayton.
Staley, tire essas algemas de mim. Vamos, tire essas algemas de mim.
- Aqui ficar� apertado. - Esse � meu neg�cio.
- J� lutou contra �ndios antes? - N�o, mas tente fazer uma mulher
com o tamanho 44 entrar num corsete tamanho 41.
Isso � pior.
D�-me as armas. Distribua as armas.
Quebrem as janelas se n�o conseguirem abr�-las.
Certo, cuidado.
Se espalhem. Saiam do caminho.
Certo, a� vem eles. Preparem-se.
N�o parem de atirar.
- Acha que sa�remos dessa, reverendo? - Pode apostar que sim.
Temos a chance de lutar.
Pai, me perd�e.
Venham c�.
- Doutor. - Eu cuido dele.
Mantenham-se abaixados.
Continuem atirando!
Traga a bandagem que tiver.
- Como se saiu? - Fui bem.
Levei um tiro de rasp�o. As coisas ficaram dif�ceis por um tempo.
� melhor deixar o m�dico dar uma olhada no seu ferimento.
- Tem alguma bandagem? - Sim, aqui.
Leve-a com voc� quando for. Vou ver como as coisas est�o
- l� na frente. - Certo.
- Nossa. - Est� tudo bem.
- � grave, doutor? - Ele perdeu bastante sangue,
- mas ficar� bem. - Quer ajuda?
Sim.
- Obrigado, Sr. Howard. - Voc� est� bem, Belle?
- Sim. - E voc�, Gulliver?
Fiz minha parte. Marquei tudo ali.
Voc� � um combatente de �ndios agora.
Obrigado, senhor.
Trouxe mais bandagens.
- Ei, doutor, pode olhar minha perna? - J� falo com voc�.
E pensar que ele fez isso por mim.
Depois de tudo que eu disse.
Sim, ele acabou demonstrando ser um homem e tanto, n�o �, Belle?
O melhor. Quer saber, baixinho?
Vou ajud�-Io a construir aquela igreja.
- Tivemos sorte at� agora, n�o? - Com certeza.
Len, tem algo que venho querendo pergunt�-Io.
Por que agiu t�o estranhamente quando mencionei o nome do Gary?
Agi? N�o percebi.
Voc� sabe de algo e n�o quer que eu saiba, � isso?
N�o, eu devia estar pensando em outra coisa.
Tudo bem, Len.
Aqui tem mais muni��es. Isso pode vir a calhar.
- O que est� havendo? - Espero estar errado,
mas � melhor estarmos preparados para o caso de sermos atacados de novo.
- Vou ficar no bagageiro. - Essa � uma boa id�ia.
Mas primeiro, terei certeza de que nosso amigo aqui...
Tente me algemar novamente e se arrepender�.
Voc� est� resistindo a um oficial federal.
Estou? D�-me a chave desta algema.
- Eu disse para me dar a chave. - Voc� � muito cara de pau para
tentar algemar o Howard depois do que ele fez para salvar o trem.
Ele ainda � um fora da lei e temos que proteger...
Proteger o que? Os passageiros que j� est�o � salvos?
Tenho certeza de que pode confiar no homem.
Tudo bem, esse trem � de minha responsabilidade e arriscarei
- com o Howard. - Tudo bem.
Mas se algo acontecer, lembre-se de que foi avisado.
- O que � isso? - Sais.
N�o vou a lugar nenhum sem isso.
- O que aconteceu? - Nada demais.
Voc� s� salvou a minha vida.
- Ainda n�o sei o por que. - Talvez eu tenha percebido
no meio de todos os problemas que te julguei com muita pressa.
Afinal de contas, � f�cil condenar sem saber.
Voc� j� falou o suficiente, recoste-se e descanse.
Poderia ter ido trabalhar na cl�nica do meu pai.
Mas queria fazer algo por mim mesmo.
Por isso decidi vir para o oeste. Pensei que aqui eu poderia
- realmente ajudar. - Isso foi maravilhoso de sua parte.
Bem, parecia a coisa certa a se fazer no momento e desde que
era um garoto eu pensava em vir para c�.
- Ver as novas fronteiras. - Posso sentar, madame?
Essa tosse.
� a minha condi��o.
Sim, eu sei, Sra. Abbie, mas com condi��o ou n�o,
- � um pouco cedo, n�o? - O que?
Venho querendo falar com voc� j� faz tempo, Sr...
- Sobre o que? - Voc� vem me encarando desde
que deixamos Albuquerque. Por que?
Bem, te direi, Sra. Abbie. Voc� � um desafio e tanto para mim.
Sabe, pelo que vejo, se puder lhe acomodar,
poderei acomodar o mundo todo.
Em outras palavras, voc�... Bem, voc� tem uma silhueta incomum.
Sr. Gulliver.
Um desses dias gostaria de lhe apresentar ao John L. Silvan.
Sr. Gulliver, estou disposta a admitir que talvez os esp�ritos
- tenham se enganado. - Bem, desde o in�cio eu
- percebi que consultava os esp�ritos. - Mas as cartas nunca erram.
- Vou cortar as cartas para voc�. - Bem, corte as cartas,
escolha o jogo, me diga qual � a aposta...
E ao vencedor, os despojos.
- Estamos diminuindo a velocidade. - H� algum problema?
5 milhas por hora. Claro.
Com licen�a.
Espere, senhor.
- O que � isso? - Pergunte a ele.
A porta estava aberta e ele estava puxando o ba� quando o parei.
- O delegado? - Ele n�o � um delegado,
ele � um assaltante. O parceiro dele tentou
trazer � bordo o �ndio que o matou. Achou que ele era um membro da
- sua gangue vestido de �ndio, n�o? - Isso mesmo.
Eles tinham que terminar o assalto antes da pr�xima parada,
por isso estava preparando o ba�. Qual � o sinal?
N�o h� sinal, eles aparecer�o antes da pr�xima parada.
Amarre-o.
Teremos outro combate. Abaixem-se todos.
Abaixem-se.
Certo, peguem suas armas. Todos abaixados.
Eu aviso quando for para atirar.
- Mais �ndios? - N�o.
Foras da lei vestidos de �ndio.
Gary! Len, ele ia atirar em voc�!
Minhas pernas. Len, minhas pernas.
- Len. - Cuide dela, reverendo.
Pode deixar.
Bom trabalho.
- Cad� o Howard? - N�o sei.
Ele foi ao outro vag�o.
Bem, se ningu�m ir� falar nada, gostaria de dizer algo em nome
da minha empresa de corsetes. Gostaria de dar meus cart�es
a todos voc�s j� que estamos quase no final da viagem.
- J� tenho v�rios. - J� tem?
Conte aos seus amigos. Parece que voc� precisar�
- de um corsete agora. - Voc� � um bom homem.
- Obrigado. - Um bom homem, Sr. Gulliver.
- Obrigado, reverendo. - Foi um prazer conhec�-Io.
Vigie-o. H� algo de errado l� frente.
Darei uma olhada. Depressa.
Est� muito ferido?
N�o, conseguirei chegar.
Eu sabia o tempo todo que voc� n�o era um fora da lei.
- Como voc� sabia? - Por que os esp�ritos contaram a Abbie.
Mas n�o disseram que voc� era um capit�o do ex�rcito americano.
Ent�o voc� subiu neste trem disfar�ado, capit�o?
Isso mesmo, descobrimos que algu�m havia avisado os foras da lei
- sobre o carregamento de ouro. - � assim que sabia sobre o Gary?
- Sinto muito. - Mas o carregamento
- deve ser muito valioso, capit�o. - Ele �.
- $250.000 em ouro. - $250.000?
Isso mesmo, dinheiro para construir a ferrovia ao sul de Tombstone.
Ele tem que chegar l� dentro do prazo.
Engra�ado o que um pouco de tempo faz.
Perdi minha assistente. O doutor ganhou uma
enfermeira para a vida toda.
Terminarei ajudando a construir a igreja.
Com voc� ajudando, n�o ir� demorar para ela ser constru�da, Belle.
J� que a Doris veio at� aqui casar com algu�m,
talvez possamos ser os primeiros fregueses.
�timo. Reverendo,
a� est�o seus primeiros dois d�lares.
Ficarei feliz em fazer a cerim�nia.
Bem, foi uma viagem dif�cil. Em breve, ela chegar� ao fim.
N�o ser� t�o breve para mim. Este � um dos trens mais lentos
- no qual j� viajei. - Se n�o gosta do servi�o,
- por que n�o vai andando? - Faria isso, mas sou esperado
- com a chegada do trem. - Muito engra�ado.
Voc� tamb�m. Na verdade,
acho que voc� deveria estar no palco.
- Acha mesmo? - Sim, na Calif�rnia.
Pode ir quando quiser.
Gostaria de falar o que penso a esse homem.
Nada de janela.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.