All language subtitles for 1950 - Trem Para Tombstone

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Original subtitles

TREM PARA TOMBSTONE

A marcha da civiliza��o americana para o oeste

pode ser explicada com o progresso de seu transporte.

Primeiro, os desbravadores e batedores �ndios, seguidos

pela caravana Conestoga, o Pony Express,

as fabulosas dilig�ncias, e ent�o, o rugido trovejante do construtor

da civiliza��o... A FERROVIA.

Mas existiam pessoas que se recusavam a ajoelhar perante

sua irresist�vel vantagem mostruosa.

Homens como o temido Ger�nimo, o eficiente lutador selvagem.

Cochise e outros famosos chefes apaches juraram

guerra e morte contra o homem branco, n�o importasse

com o que atacassem. E ent�o a linha de guerra

foi marcada, os �ndios contra o Cavalo de Ferro.

O que tem a�? Chumbo?

- N�o ser� f�cil come�armos a noite. - N�o � isso que me preocupa.

J� viajamos de noite antes. Deve ser outra coisa.

� uma vergonha ter que esperar aqui sentada por horas na sua condi��o.

Eu n�o me importo, Abbie. Essa � a fronteira e eu sabia

- no que estava me metendo. - Mesmo assim, n�o gosto...

- L� est� ele de novo. - Quem?

Aquele homem malvado, que est� sempre nos encarando.

Coloque isso a�, rapaz. Tem troco para $5?

- Com certeza. - Pode me emprestar $2

- at� eu voltar a cidade? - Ele me parece normal, Abbie.

As apar�ncias enganam. Por sorte, eu enxergo bem,

sen�o n�o conseguir�amos diferenci�-Ios.

Algo incomodando, senhoras? Talvez eu possa ajudar.

N�o, reverendo. � s� a Abbie.

- Ela v� o mal em tudo. - Bem...

Sim, h� o mal em todos os lugares que forem, senhoras.

- Mas s� para os que procuram. - Mesmo assim, n�o gosto disso.

H� coisas negras � frente nessa viagem de trem.

Eu sinto. Caso contr�rio,

por que nos manteriam aqui esperando o dia todo?

Srta. Clayton, j� que estamos viajando juntos, eu...

Bem, essa � uma terra dif�cil. Estava me perguntando por que

algu�m na sua circunst�ncia viria para c�.

- Para me casar. - Casar?

Bem, sei o que deve estar pensando, reverendo.

Mas nossas fam�lias querem isso. Ele � tenente da cavalaria.

Sabe, reverendo, todos os m�dicos disseram que n�o h� nada de errado

com as pernas dela. O motivo pelo qual ela

n�o pode andar, est� aqui em cima.

Voc� sabe que tenho tentado andar desde a queda.

Pelo bem do Gary, assim como o meu.

- Como foi esta queda? - Fui derrubada de um cavalo.

Quando acordei, minhas pernas estavam paralisadas.

Uma verdadeira calamidade. Mas se todos tivermos f�,

tenho certeza de que tudo terminar� bem.

Tenho um pressentimento de que partiremos em breve.

J� est� na hora.

Olhe, Marie, esta � sua �Itima chance de voltar.

Tem certeza de que quer seguir em frente com isso?

O que te faz pensar que eu mudaria de id�ia de repente?

Bem, um saloon na fronteira n�o � o mesmo que no leste.

Voc� n�o os viu. Acredite, eu sei.

Olhe, Belle, esse papel de m�e n�o lhe cai bem.

- Vamos parar com isso. - Voc� quem sabe, querida.

Como v�o?

Quem � o novo passageiro?

O condutor disse que um jovem m�dico subiria � bordo.

Acho que � ele.

- Nossa. - Se me permitem,

sou o Dr. Willoughby. Ficaria feliz de ajud�-la a embarcar.

Voc� pode cuidar da cadeira e da bagagem.

Obrigado, doutor.

Por que eu n�o podia estar com a perna quebrada?

Mantenha suas pernas assim. Suas oportunidades ser�o melhores.

- Com licen�a, voc� � Srta. Faith? - Sim.

Soube que est� levando esta jovem para trabalhar num saloon em Tombstone.

- N�o vejo como isso � da sua conta. - Pretendo fazer com que seja.

Bem, o que achou disso?

Se as coisas ser�o assim, por que eles nos mandar�o atravessar?

- Ser� muito arriscado. - Eu n�o sei.

- S� recebo ordens, como todo mundo. - Sem guardas extras e com aquelas

mulheres � bordo? N�o gosto disso.

Acho que eles tem um prazo. Eles n�o tem outra escolha.

Bem, n�o recebemos a confirma��o ainda, talvez eles ainda...

"Imposs�vel atrasar. A ordem permanece.

Prossiga imediatamente." O que acha disso?

Acho que � bem claro. � melhor seguir em frente.

Sempre gostei da ferrovia, mas isso...

Ei, George. Pode levar isso para Tombstone?

Claro.

Voc� disse para n�o guardar aquilo. O que h� dentro dele?

- Rifles e muni��o. - Ser� esse tipo de viagem, heim?

Sim, � melhor manter um carregado em m�os.

- Leve um para o maquinista. - Tudo bem.

- Fique atento. - Sim.

Voc� sabe o que acontecer� se n�o conseguirmos atravessar.

N�o pare por nada, Tim. Esteja preparado para tudo.

Todos � bordo!

- Adeus, pai. - Adeus, querida.

Espere!

Eu tenho...

Tenho a bagagem. Espere um pouco!

N�o.

Espere um pouco. Espere um pouco.

A� est� aquele homenzinho mal de novo.

- Qual homenzinho mal? - O homem com o olhar maldoso.

Quase perco minha mercadoria.

Estaria envergonhada se fosse voc�.

Pelo o que?

O que pretende fazer com essas...? Isso � indecente.

- Mas, madame... - N�o me chame de madame.

Condutor.

- Algo errado, senhoras? - Como assim deixar um

homenzinho mal como esse viajar com mulheres decentes?

- Bem, se ele as tiver incomodando... - Espere um pouco.

- N�o estou incomodando ningu�m. - N�o? D� uma olhada nesta mala.

- Vou te dizer, isso custa $3,95. - Com que trabalha, senhor?

Com o corpo feminino. Entendeu?

Voc� acredita que ele tem orgulho desta monstruosidade?

Com certeza, tenho. Al�m do mais, madame,

vim direto do Missouri para comercializar este �timo produto.

Voc�s podem levar isso para as suas esposas tamb�m.

Clifton Gulliver. Vendedor de corsetes.

Estou vendo voc�s, senhoras. Aqui est�, madame.

Nada? Aqui est�, senhor.

Bem, acho que est� tudo bem. Mas agora n�o estou interessado.

Pelo que sei, este territ�rio � novo.

- Condutor. - Sim?

Voc� viria se eu chamasse? Sabia que ele ficaria assim.

Me chame �s nove horas, por favor.

N�o sabia que ter�amos dois delegados � bordo.

- Mas fico feliz com isso. - Est� esperando problema?

Problemas de verdade. Eles n�o atrasariam a viagem

- o dia todo se n�o tivesse. - Acha que ter� mais sorte

- viajando durante a noite? - N�o, mas se houver problema,

prefiro v�-Io chegando.

Me pergunto por que demoramos tanto para partir.

O condutor disse que o tel�grafo estava quebrado.

Isso n�o pode ser verdade. Ouvi telegramas chegando

a esta��o o tempo todo em que esper�vamos.

- Com licen�a, Srta... - Doris Clayton.

Srta. Clayton, como m�dico, se eu puder fazer algo pelo seu conforto...

Muito obrigado, doutor, mas estou me sentindo muito bem.

- Voc� vive no Arizona, doutor? - N�o, na verdade, esta � minha

primeira viagem para o oeste. Acabei meu est�gio e pretendo

abrir um consult�rio em Tombstone.

Bem, se voc� for bom em costurar feridas de faca e bala, doutor,

voc� se sair� bem. Assim que eu abrir minha loja

voc� ser� convidado para um caf� com bolo.

Caf� com bolo? Eu comeria qualquer coisa.

Falando nisso... Quer ver a foto do meu irm�o

- parado na frente do saloon? - Estou vendo o saloon,

- mas cad� seu irm�o? - Ele entrou no saloon de novo?

Nossa.

Acha que nos atacar�o antes do anoitecer?

N�o sei.

S� sei que esse trem precisa atravessar.

Bem, talvez o atraso d� tempo para a cavalaria mandar uma patrulha.

Espero que sim. H� muito territ�rio para cobrir.

Meu t�nico. Tenho bronquite.

Me incomoda �s vezes.

Olhem.

Saiam das janelas e da mira dos tiros.

- Venha c�, querida. - Mas, Abbie...

- N�o se arrisque. - Nada de passageiros

na plataforma dos fundos.

Sentem-se, pessoal. Eu cuido disso.

- O que est� havendo? - Isso � assunto pessoal.

Voc� percebe que est� colocando a vida dos meus passageiros em perigo?

Sinto muito, n�o posso evitar. Quero comprar uma passagem

- para Tombstone. - O que?

Quero comprar uma passagem para Tombstone.

- Voc� acabou de balear um homem. - Como sabe se acertei?

- N�s vimos ele se levantar. - Te venderei a passagem

depois de checar com a lei. Eu fico com essas armas.

- Por que? - Passageiros n�o tem permiss�o

para port�-las.

- Como se chama? - Len Howard.

Se tiver algum problema, condutor, basta me avisar.

Doutor, sabia que 1/6 de todas as mulheres nunca foram abordadas

- por nenhuma companhia? - � mesmo?

- Quais? - �ndias.

Veja esses desenhos que fiz especialmente para as peles-vermelhas.

Pelo que vejo, se eu puder vender para 3 ou 4 tribos por ano,

voc� imagina o que posso ganhar por ano?

Sairia do vermelho. Muito bom, heim?

Com licen�a, Sr. Howard. N�o est� dormindo, est�?

- N�o, s� estou pensando. - Sobre mudar de vida, espero.

- Depende de como v�. - S� h� uma maneira de se olhar

para uma vida de crimes, Sr. Howard.

Isso � mal.

Receio que as coisas n�o sejam t�o simples assim na fronteira, reverendo...

Jared Greeley.

Bem, reverendo Greeley, as vezes fazemos algo

que todo mundo pensa ser ruim.

Mas com o tempo, descobre-se que era a �nica coisa a ser feita.

Receio n�o entender isso.

Acho que a igreja diz algo sobre Deus ajudar aqueles que ajudam

- a si mesmos. - Isso mesmo.

Bem, aqui � dif�cil viver tempo o suficiente para ser ajudado por Deus.

Rezarei por voc�, Sr. Howard.

Abbie. Abbie.

- O que foi? - Nunca vi um fora da lei antes,

mas este n�o parece um desperado.

As apar�ncias enganam, mas os esp�ritos nunca mentem.

O que os esp�ritos lhe dizem sobre ele?

Eles me dizem que algumas pessoas n�o s�o o que aparentam.

- Ele n�o � um fora da lei? - Deixem aqueles que tem olhos, verem.

Mas os esp�ritos estavam errados sobre o homenzinho mal.

N�o tenho tanta certeza disso. Ainda digo que ele tem um

olhar mal�gno.

Quanto tempo voc� acha que lever� para abrir o lugar?

Duas ou tr�s semanas. Tenho que encontrar

um investidor primeiro, depois pintar o lugar.

As garotas vir�o assim que eu as avisar.

- E teremos um neg�cio. - Com licen�a, Srta. Faith.

Soube que vai abrir um neg�cio em Tombstone.

- Isso mesmo. - Ter� muitas garotas?

- Cinco ou seis, talvez mais. - Por que n�o mais?

- Por que est� se metendo? - Sabe, mais garotas, mais clientes.

N�o precisamos nos preocupar com clientes.

N�o estou falando dos seus clientes, e sim dos meus.

- Seus? - Sim.

Sabe, mais garotas, mais clientes. Sabe, eu gostaria de uma chance

- de coloc�-las em forma. - Chance de que?

Como eu disse, de coloc�-las em forma. Lembra de mim, Clifton Gulliver?

Corsetes. Pode distribuir...?

Espere um pouco, Srta. Faith. Vou mostr�-la minha mercadoria.

Belle, quero que sinta o material, senhora.

Sabe, eles tem garantia. Voc� pode...

- Aqui, teste. - N�o.

Quero ver como ele fica. Teste voc�.

Quer testar?

Tamb�m n�o quero.

Bem, qualquer coisa por uma venda.

N�o visto um desses h� mais de uma d�cada.

S�o dez anos.

Primeiro, fazemos isso. � muito simples.

Antes de entrar nisso... Acho que... isso...

Esse � o �Itimo modelo direto do Missouri.

Isso... N�o sei exatamente...

Mas voc� pode notar o contorno e como te segura quando voc� anda.

Voc� simplesmente... Meio que balan�a.

� um balan�o. N�o sei o que � isso.

Provavelmente estilingues. Mas isso te dar�...

Onde a Sra. Abbie foi?

Ela n�o caiu.

Que os esp�ritos estejam conosco esta noite.

Ol�.

- Pode sentar-se, Sr. Howard? - E sua tia?

Tenho certeza de que a Abbie n�o ser� contr�ria.

Ela disse que os esp�ritos lhe aprovam. E eles nunca erram, Sr. Howard.

Bem, nesse caso...

J� esteve em Tombstone?

Como �? J� ouvi tantas hist�rias.

Bem, � bem selvagem e dif�cil. Suponho que a maioria das hist�rias

que ouviu sejam verdadeiras. Voc� vai visit�-la?

N�o, para me casar. Vou casar com um

oficial da cavalaria. Tenente Gary Landall.

- Gary Landall? - Sim.

- Voc� o conhece? - N�o, eu...

- Ent�o, voc� vai se casar? - Sim, nos conhecemos desde crian�a.

Nossas fam�lias sempre quiseram isso.

- Ent�o voc� n�o o ama. - O que quer dizer?

Isso � �bvio, se o amasse, voc� teria motivos.

Nada disso, se n�o gostasse, voc� teria sa�do daqui.

Eu nunca faria isso. Por que n�o posso.

Minhas pernas est�o paralizadas.

Volte ao seu assento, n�o quero que incomode as passageiras.

� melhor voc� entrar, senhora.

- Doce t�nico. - Aqui fora n�o � seguro.

- Essa terra � perigosa. - Tenho bronquite.

As vezes isso me deixa curada.

Entendo. � melhor entrar.

- Com licen�a. - Sim, senhora.

Senhora, seria mais f�cil pular sobre voc� do que dar a volta.

Nenhum dos meus corsetes poderiam ajud�-la.

Com licen�a, Howard.

Posso ficar aqui fora com voc� ou tem medo de ser visto na minha companhia?

N�o, na verdade, venho querendo falar com voc�.

Acho que j� disse o suficiente. Al�m do mais, voc� n�o sabia

- do que estava falando. - Sobre a garota.

Neste caso, sinto muito. Mas voc� n�o pode esperar

que eu acredite que um saloon seja um lugar para uma jovem mulher.

Ou�a, reverendo, vou te contar uma hist�ria.

� sobre uma garota que praticamente nasceu e foi criada num saloon.

Meu pai comandava um lugar honesto em Dodge City.

Ele foi morto h� dois anos atr�s. Eu assumi o lugar.

E comandava da mesma maneira que ele.

- Isso pode ser verdade... - Mantive o jogo honesto

e os b�bados fora. Era um lugar leg�timo.

Mas o perdi. E sabe por que?

- Receio que n�o. - Por que mantive o lugar honesto.

- Isso n�o est� muito claro... - N�o paguei os pol�ticos corruptos.

N�o comandei o lugar da forma que eles queriam.

Ent�o, primeiro me amea�aram. Depois me fizeram quebrar.

E finalmente, queirmaram o lugar.

Isso ainda n�o lhe d� a desculpa para introduzir uma jovem inocente

- a tal ambiente. - Olhe, reverendo.

Nunca tive uma filha. Mas a Marie � o mais

pr�ximo disso que terei. Ela vai cantar.

E me ajudar a comandar o lugar.

E te digo que nada acontecer� a ela.

Bem, Srta. Faith, essa � uma quest�o entre voc� e sua consci�ncia.

� t�o f�cil julgar outra pessoa.

Que lugar melhor h� para uma garota sozinha do que

num trabalho honesto, num lugar honesto?

H� um, na igreja.

� por isso que vou para Tombstone. Para ter certeza de que haja um lugar

para o sil�ncio e ref�gio... Quando se � preciso.

Com licen�a.

Os esp�ritos escurecem este dia enquanto coisas m�s acontecem.

Tudo parece estar em ordem, condutor.

Quem � ele?

- Bem, j� estava na hora. - Como assim?

Acho que sabe por que estou � bordo, n�o?

Sim, mas n�o fui avisado pela companhia de que estaria no trem.

� assim que quer�amos. O Tio Sam quer que isso

chegue a Tombstone. Fomos avisados de que

algu�m poderia tentar roubar o trem.

E que a gangue pode ter colocado um vigia entre os passageiros.

Ent�o decidimos ficar disfar�ados at� que ele se mostrasse.

Tudo bem, mas chequei todos os passageiros.

- Todos, exceto o Howard. - Howard?

Espere um pouco.

PROCURADO $5.000 DE RECOMPENSA

LEN HOWARD Por assalto, roubo a banco

e assassinato.

- Era s� o que precis�vamos saber. - Aonde vai?

Ter certeza de que esse fora da lei n�o cause problemas.

- Minha condi��o piorou. - Por favor, Abbie.

N�o pela manh�. Talvez um pouco de comida ajude.

Bem, vamos tentar.

Aqui.

Obrigado.

- Bom dia, Sr. Howard. - Bom dia.

Sei que deve estar com fome e temos tanto.

- Voc� n�o quer um peda�o? - Sim, estou com fome.

Obrigado.

- O que est� havendo? - Tenha calma, valent�o.

Voc� n�o se mexer� de agora em diante.

Acho melhor saberem. Somos delegados federais.

Este � Len Howard, procurado por assassinato e roubo.

Senhoras e senhores, tenho que lhes dizer

por que a viagem atrasou ontem em Albuquerque.

Recebemos informa��es avan�adas de que esse trem seria atacado.

Os esp�ritos me disseram que algo de ru�m aconteceria.

N�o temos certeza ainda, mas achamos que o Howard

- faz parte do assalto. - Por isso o algemamos.

- N�o desista t�o r�pido, querida. - O que quer dizer?

Os esp�ritos nunca falharam comigo.

- N�o julgue as coisas com pressa. - Espero que esteja certa, Abbie.

Como espero.

- Com licen�a, Srta. Bell. - Dr. Willoughby.

Por que n�o se senta aqui? A Belle n�o se importar�.

Obrigado, venho procurando uma oportunidade de me sentar com voc�

- desde que subiu � bordo. - Doutor.

Se eu puder fazer algo por voc�, n�o hesite em me chamar.

Voc� � muito gentil.

Ol�, baixinho. Que tal uma companhia?

O doutor pegou meu lugar.

Qual � o problema? O gato comeu sua l�ngua?

Isso � ruim para um vendedor. � claro que para falar com �ndios

voc� s� precisar� da linguagem de sinais.

Voc� me fez engolir a chave da minha mala.

Como irei pegar meus corsetes agora?

Vamos diminuir a velocidade, pessoal, mas n�o precisam se preocupar.

� apenas um rebanho de ovelhas atravessando os trilhos.

Ovelhas? Preparem-se para problema.

- Problema? - Traga as armas e me solte depressa.

- Do que est� falando? - Esta terra est� cheia de apaches.

�ndios!

Esse � um velho truque �ndio, debandar ovelhas ou gado

na frente de um trem, depois atac�-Io.

- Mas... - Pense nos seus passageiros.

Mande o maquinista n�o parar. V� depressa.

Deitem no ch�o. Ajudem a Srta. Clayton.

Staley, tire essas algemas de mim. Vamos, tire essas algemas de mim.

- Aqui ficar� apertado. - Esse � meu neg�cio.

- J� lutou contra �ndios antes? - N�o, mas tente fazer uma mulher

com o tamanho 44 entrar num corsete tamanho 41.

Isso � pior.

D�-me as armas. Distribua as armas.

Quebrem as janelas se n�o conseguirem abr�-las.

Certo, cuidado.

Se espalhem. Saiam do caminho.

Certo, a� vem eles. Preparem-se.

N�o parem de atirar.

- Acha que sa�remos dessa, reverendo? - Pode apostar que sim.

Temos a chance de lutar.

Pai, me perd�e.

Venham c�.

- Doutor. - Eu cuido dele.

Mantenham-se abaixados.

Continuem atirando!

Traga a bandagem que tiver.

- Como se saiu? - Fui bem.

Levei um tiro de rasp�o. As coisas ficaram dif�ceis por um tempo.

� melhor deixar o m�dico dar uma olhada no seu ferimento.

- Tem alguma bandagem? - Sim, aqui.

Leve-a com voc� quando for. Vou ver como as coisas est�o

- l� na frente. - Certo.

- Nossa. - Est� tudo bem.

- � grave, doutor? - Ele perdeu bastante sangue,

- mas ficar� bem. - Quer ajuda?

Sim.

- Obrigado, Sr. Howard. - Voc� est� bem, Belle?

- Sim. - E voc�, Gulliver?

Fiz minha parte. Marquei tudo ali.

Voc� � um combatente de �ndios agora.

Obrigado, senhor.

Trouxe mais bandagens.

- Ei, doutor, pode olhar minha perna? - J� falo com voc�.

E pensar que ele fez isso por mim.

Depois de tudo que eu disse.

Sim, ele acabou demonstrando ser um homem e tanto, n�o �, Belle?

O melhor. Quer saber, baixinho?

Vou ajud�-Io a construir aquela igreja.

- Tivemos sorte at� agora, n�o? - Com certeza.

Len, tem algo que venho querendo pergunt�-Io.

Por que agiu t�o estranhamente quando mencionei o nome do Gary?

Agi? N�o percebi.

Voc� sabe de algo e n�o quer que eu saiba, � isso?

N�o, eu devia estar pensando em outra coisa.

Tudo bem, Len.

Aqui tem mais muni��es. Isso pode vir a calhar.

- O que est� havendo? - Espero estar errado,

mas � melhor estarmos preparados para o caso de sermos atacados de novo.

- Vou ficar no bagageiro. - Essa � uma boa id�ia.

Mas primeiro, terei certeza de que nosso amigo aqui...

Tente me algemar novamente e se arrepender�.

Voc� est� resistindo a um oficial federal.

Estou? D�-me a chave desta algema.

- Eu disse para me dar a chave. - Voc� � muito cara de pau para

tentar algemar o Howard depois do que ele fez para salvar o trem.

Ele ainda � um fora da lei e temos que proteger...

Proteger o que? Os passageiros que j� est�o � salvos?

Tenho certeza de que pode confiar no homem.

Tudo bem, esse trem � de minha responsabilidade e arriscarei

- com o Howard. - Tudo bem.

Mas se algo acontecer, lembre-se de que foi avisado.

- O que � isso? - Sais.

N�o vou a lugar nenhum sem isso.

- O que aconteceu? - Nada demais.

Voc� s� salvou a minha vida.

- Ainda n�o sei o por que. - Talvez eu tenha percebido

no meio de todos os problemas que te julguei com muita pressa.

Afinal de contas, � f�cil condenar sem saber.

Voc� j� falou o suficiente, recoste-se e descanse.

Poderia ter ido trabalhar na cl�nica do meu pai.

Mas queria fazer algo por mim mesmo.

Por isso decidi vir para o oeste. Pensei que aqui eu poderia

- realmente ajudar. - Isso foi maravilhoso de sua parte.

Bem, parecia a coisa certa a se fazer no momento e desde que

era um garoto eu pensava em vir para c�.

- Ver as novas fronteiras. - Posso sentar, madame?

Essa tosse.

� a minha condi��o.

Sim, eu sei, Sra. Abbie, mas com condi��o ou n�o,

- � um pouco cedo, n�o? - O que?

Venho querendo falar com voc� j� faz tempo, Sr...

- Sobre o que? - Voc� vem me encarando desde

que deixamos Albuquerque. Por que?

Bem, te direi, Sra. Abbie. Voc� � um desafio e tanto para mim.

Sabe, pelo que vejo, se puder lhe acomodar,

poderei acomodar o mundo todo.

Em outras palavras, voc�... Bem, voc� tem uma silhueta incomum.

Sr. Gulliver.

Um desses dias gostaria de lhe apresentar ao John L. Silvan.

Sr. Gulliver, estou disposta a admitir que talvez os esp�ritos

- tenham se enganado. - Bem, desde o in�cio eu

- percebi que consultava os esp�ritos. - Mas as cartas nunca erram.

- Vou cortar as cartas para voc�. - Bem, corte as cartas,

escolha o jogo, me diga qual � a aposta...

E ao vencedor, os despojos.

- Estamos diminuindo a velocidade. - H� algum problema?

5 milhas por hora. Claro.

Com licen�a.

Espere, senhor.

- O que � isso? - Pergunte a ele.

A porta estava aberta e ele estava puxando o ba� quando o parei.

- O delegado? - Ele n�o � um delegado,

ele � um assaltante. O parceiro dele tentou

trazer � bordo o �ndio que o matou. Achou que ele era um membro da

- sua gangue vestido de �ndio, n�o? - Isso mesmo.

Eles tinham que terminar o assalto antes da pr�xima parada,

por isso estava preparando o ba�. Qual � o sinal?

N�o h� sinal, eles aparecer�o antes da pr�xima parada.

Amarre-o.

Teremos outro combate. Abaixem-se todos.

Abaixem-se.

Certo, peguem suas armas. Todos abaixados.

Eu aviso quando for para atirar.

- Mais �ndios? - N�o.

Foras da lei vestidos de �ndio.

Gary! Len, ele ia atirar em voc�!

Minhas pernas. Len, minhas pernas.

- Len. - Cuide dela, reverendo.

Pode deixar.

Bom trabalho.

- Cad� o Howard? - N�o sei.

Ele foi ao outro vag�o.

Bem, se ningu�m ir� falar nada, gostaria de dizer algo em nome

da minha empresa de corsetes. Gostaria de dar meus cart�es

a todos voc�s j� que estamos quase no final da viagem.

- J� tenho v�rios. - J� tem?

Conte aos seus amigos. Parece que voc� precisar�

- de um corsete agora. - Voc� � um bom homem.

- Obrigado. - Um bom homem, Sr. Gulliver.

- Obrigado, reverendo. - Foi um prazer conhec�-Io.

Vigie-o. H� algo de errado l� frente.

Darei uma olhada. Depressa.

Est� muito ferido?

N�o, conseguirei chegar.

Eu sabia o tempo todo que voc� n�o era um fora da lei.

- Como voc� sabia? - Por que os esp�ritos contaram a Abbie.

Mas n�o disseram que voc� era um capit�o do ex�rcito americano.

Ent�o voc� subiu neste trem disfar�ado, capit�o?

Isso mesmo, descobrimos que algu�m havia avisado os foras da lei

- sobre o carregamento de ouro. - � assim que sabia sobre o Gary?

- Sinto muito. - Mas o carregamento

- deve ser muito valioso, capit�o. - Ele �.

- $250.000 em ouro. - $250.000?

Isso mesmo, dinheiro para construir a ferrovia ao sul de Tombstone.

Ele tem que chegar l� dentro do prazo.

Engra�ado o que um pouco de tempo faz.

Perdi minha assistente. O doutor ganhou uma

enfermeira para a vida toda.

Terminarei ajudando a construir a igreja.

Com voc� ajudando, n�o ir� demorar para ela ser constru�da, Belle.

J� que a Doris veio at� aqui casar com algu�m,

talvez possamos ser os primeiros fregueses.

�timo. Reverendo,

a� est�o seus primeiros dois d�lares.

Ficarei feliz em fazer a cerim�nia.

Bem, foi uma viagem dif�cil. Em breve, ela chegar� ao fim.

N�o ser� t�o breve para mim. Este � um dos trens mais lentos

- no qual j� viajei. - Se n�o gosta do servi�o,

- por que n�o vai andando? - Faria isso, mas sou esperado

- com a chegada do trem. - Muito engra�ado.

Voc� tamb�m. Na verdade,

acho que voc� deveria estar no palco.

- Acha mesmo? - Sim, na Calif�rnia.

Pode ir quando quiser.

Gostaria de falar o que penso a esse homem.

Nada de janela.

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