Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Quero comprar o Gran Hotel.
É ela quem terei de beijar.
É imprescindível que recupere esse documento.
Quero anular nosso casamento.
Andrés já não é um ninguém como você.
Ele não terá problema em conseguir a anulação,
e você não poderá fazer nada para evitar.
Estamos totalmente arruinados.
Talvez possa fazer algo. Possa se casar.
-Casar? -Com uma mulher rica, claro.
-Quanto querem? -Não é dinheiro que queremos.
Mas outra coisa que possui.
-Do que se lembra? -De um nome.
Ezequiel.
Havia uma foto do Diego, uma foto de casamento.
O Diego já foi casado.
Achamos a primeira esposa dele, está morta.
Não é ilegal, não há mais o que procurar.
Por que o Diego veio aqui?
Eu vi o que você queimou.
Já ouviu falar de hipnose?
-Onde você está? -No hotel.
Vejo a uma mulher.
Tem sangue.
-Sofia! -O que está fazendo?
Estava contando a ele o que fez com Cristina Olmedo.
Outro pesadelo?
Fiz coisas que me dão insônia, padre.
Quando consigo dormir, é pior.
Quando sonho...
Se seus pecados não permitem que durma,
é sinal de que é uma boa cristã.
Não sou, padre.
Deixe que seja eu a julgar isso.
Quais são os pecados que atrapalham o seu sono?
Ela não satisfaz os requisitos, querido.
Quem se casar com ela, terá muita sorte.
Quanta sorte?
Em pesetas, quero dizer.
Nesse sentido, eu não sei.
Uma enfermeira.
Mãe,
ela é a alma mais pura que já conheci.
Não duvido disso,
mas acha mesmo que, se casar com uma enfermeira,
tirará sua família da ruína?
Salvamos você de apuros desde que nasceu.
Desta vez, sua família precisa de sua ajuda.
Convidarei a filha do Basilio Felgueroso para jantar.
Precisa de ajuda?
Não. Obrigada.
Vejo que já se recuperou do fuzilamento.
Ia convidá-la para bebermos algo,
mas viu o estado da minha garrafa de bolso.
Agora, não posso. Estou ocupada,
mas terei tempo mais tarde.
Adoraria dar um passeio com você.
E depois poderíamos jantar.
Jantar?
Desculpe, acho que fui muito audaciosa.
Não...
Jantar seria ótimo. Eu adoro jantar.
Então vamos jantar.
Sua companhia é agradável, mas não posso ficar para sempre.
-Tenho pacientes para atender. -Meu coração está destruído.
-Deveria me atender primeiro. -Como pode ser tão impertinente?
É o pouco que me resta.
Viu como o hotel está.
Após o fuzilamento, imagine o que restou da minha dignidade.
Só a falta de vergonha me salva.
E que é muito útil em várias situações.
Mas não para conquistar uma dama.
Para isso, é melhor um gesto tímido e umas flores.
O gesto tímido será mais difícil.
Obrigada.
Não quero interromper seus galanteios, mas estou com fome.
Eu não avisei, mas a cozinha não está funcionando.
Eu me contento com qualquer coisa.
Vou jantar com outra pessoa.
-Então tem outro encontro? -Não...
Venha comigo!
O que está fazendo?
Javier!
Verá que meu filho está ansioso para conhecê-la.
Ele ouviu falar muito de você. Tenho certeza de que se darão bem.
No mínimo, ele é conhecido por ser muito divertido.
-É, e muito responsável também. -Eu devia dar-lhe um tapa.
Pode dar, mas tente não fazer barulho.
Ele mudou.
Javier?
Filho, pelo amor de Deus...
Mãe, eu...
Dona Laura?
Dom Alfonso...
Não me surpreende que a conheça, tendo esse comportamento.
Claro. Os Montenegros são amigos da nossa família.
Lau... Laura Montenegro?
Da Siderúrgica Montenegro?
Sim.
Também temos navios mercantes e algumas minas
de algo na Argentina.
Mas...
Mas por que não me disse nada, Javier?
Uma enfermeira.
Gosto de ajudar os necessitados.
Não sabe como admiro seu trabalho humanitário
e como fico feliz por se dar tão bem com o Javier.
Agora... preciso dar atenção aos convidados,
mas depois teremos tempo para tomar um chá ou um café.
-E nos conhecermos melhor. -Será um prazer.
Ela é maravilhosa.
Vamos, por aqui.
Gostaria de ficar sozinha, detetive.
Encontramos alguém chamado Ezequiel.
Pode ser outra pessoa.
Ele é dono de uma casa perto do labirinto onde foi mantida.
E como sabe que é ele?
Eu não sei.
Por isso vim encontrá-la. Estou com ele na delegacia.
Se o ouvir falar, poderá dizer se é a mesma voz que ouviu no barco.
Confirma que é o dono da propriedade onde a Sra. Murquía foi mantida?
Se é o lugar que diz, sim. Mas não vou lá há anos.
Não?
-Por que não? -Eu aluguei.
Deve ter uma cópia do contrato de aluguel.
Não.
Pelo menos, deve saber o nome do inquilino.
Recebi o dobro para não fazer perguntas nem contrato.
E não pareceu suspeito?
-Sim, mas... -É ele.
É o homem que ouvi no barco.
Tem certeza?
Tenho.
Ela o identificou, detetive.
Do que está falando?
Sr. Rodríguez,
a Sra. Murquía ouviu sua voz enquanto falava com os sequestradores
na noite de Ano Novo, então deve contar a verdade.
Lamento, mas sua testemunha deve estar confusa.
Passei o Ano Novo em Santander.
-E claro, com certeza pode provar. -Posso.
Estive na festa do cassino, qualquer um pode confirmar.
Tirei foto com o prefeito. Posso informar o endereço dele.
E, se não me engano, as fotos saíram nos jornais.
Se não tiver mais perguntas, gostaria de voltar para Santalla.
-Como foi? -Muito bem. Não têm nada de concreto.
Perfeito.
É uma pena não poder ficar mais um dia.
Não se preocupe.
-Eu voltarei em breve. -Assim espero.
Seu casaco, Dona Celia.
Obrigada.
É do quarto do senhor Andrés.
-Avisarei à enfermeira. Foi dormir. -Não se preocupe. Eu vou.
-Tem certeza? -Claro que sim.
-Onde está a enfermeira? -Ela não está bem. O que foi?
O ferimento dói muito.
-Tem febre, acho que está infeccionado. -As gazes devem ser trocadas.
Eu vi como ela fez. Se quiser...
Posso?
Vamos voltar.
Não sei quem é ou o que quer,
mas não me mate. Entregarei tudo.
A pasta.
Tome.
Senhora...
Você demorou.
Não contou para ela que me deixou sozinha.
Este é o livro dos mortos da família Murquía.
Esta é a Remedios,
a primeira esposa do seu marido.
Mortinha da Silva.
Não.
Não era esta mulher na foto de casamento.
Não é a mulher com quem Diego se casou.
Ave Maria puríssima.
Sem pecado...
concebida.
Conte como pecou.
Tenho duas mortes na consciência.
Sou uma assassina, padre.
Bom dia a todos.
Devem estar surpresos por tê-los chamado, mas quero esclarecer algo.
Há um boato de que a Srta. Velledur veio comprar o hotel
para transformá-lo na residência dela,
e sei que isso os deixou nervosos, o que seria esperado.
Estão vendo seus trabalhos e sustentos ameaçados.
Vim aqui para pôr fim às suas dúvidas.
O boato é completamente verdadeiro.
O Gran Hotel fechará e não precisará mais de seus serviços.
Receberão a rescisão na próxima segunda-feira.
Aproveitem a semana livre para encontrarem um novo emprego.
Preparem o encerramento do hotel.
Lamento ter interrompido suas tarefas.
Podem voltar a elas.
Não ouviram?
Vamos! Ao trabalho!
Julio! Espera!
-O Diego vendeu o hotel. A Alicia... -Ela sabe.
Ela e a família acabaram de saber.
Talvez possamos fazer algo, convencer o Diego...
O Diego não se importa com o hotel ou com ninguém além dele mesmo.
-Isto requer uma explicação. -Alfredo, por favor.
-Ele pagará por isto um dia. -E enquanto isso?
-O que será de nós? -Enquanto isso, você está aqui.
Você é nossa única esperança.
Você deve se casar com a Laura logo.
Mas, mãe, eu...
Por que não pode se casar, Javier? Não entende a situação?
Não temos nada, nenhum de nós.
Só uma coisa é mais importante.
Permanecermos juntos.
Como sempre fizemos.
Como pôde?
Vá, fale! Quero uma explicação, Diego.
Quero que escolha nossa próxima casa.
Acho que gostará de Villa Arosa, fica perto de Santander.
Vamos sair.
Obrigada, Sofia.
À VENDA: MANSÃO
O que é isto?
Aqui é minha casa e da minha família.
A bomba destruiu mais que as paredes.
O hotel não se recuperará, e as dívidas nos destruirão com o tempo.
Eu cuidei do nosso futuro.
Diego, por favor, estou implorando. Não faça isso.
Eu já fiz.
Meu amor,
o hotel é seu passado, e seu futuro é comigo, onde eu estiver.
Escolha uma dessas casas,
-mas não demore mais... -Que uma semana, eu sei.
É o mesmo tempo que dá a todos.
Se não quiser
escolher onde passar o resto de sua vida comigo, não se preocupe.
Eu mesmo escolherei.
-Sr. Murquía... -Sim, o que deseja?
É só que...
Não posso perder meu emprego. Se pudesse me interceder...
Já tenho problemas suficientes. Por que eu faria isso?
Se eu perder meu emprego, o que vi no outro dia...
Sua esposa não gostaria de saber.
Eu vi o que queimou na cozinha.
Já tentaram me chantagear antes,
sempre em vão.
Acha mesmo que fará melhor?
Estou disposta a tentar e não estou mentindo.
Eu vi o que vi.
Sei que para você é importante que ninguém saiba.
Fale com minha esposa,
informe a todos,
e garanto que seu trabalho não será a única coisa que perderá.
Como ela está?
Estão tentando parar a febre.
Um médico veio aqui, mas a ferida está infeccionada.
Ele deixou mais nitrato, como se isso resolvesse algo.
Talvez o que esteja aplicando não esteja deixando a ferida cicatrizar.
Se não aplicarmos nada, ela morrerá.
Quem disse para não aplicar nada?
Lembra-se do cataplasma que usei em você quando caiu da árvore?
Como poderia esquecer? O cheiro era horrível.
Vou preparar isso e trazer.
Obrigado.
Mãe...
Está sabendo do hotel?
O Dom Diego me ofereceu para ser governanta na nova casa dele.
Não precisa ir. Posso cuidar da senhora.
Não se preocupe, filho.
Eu trabalhei toda minha vida.
Cuide agora do que realmente importa.
Como está a Camila?
-Está melhor? -Não está.
-Ficará feliz, imagino. -Claro que não.
Ela se recuperará, você vai ver.
No fim, nosso Senhor sempre põe cada um em seu devido lugar.
E qual é meu lugar, senhora?
Quer saber a primeira coisa que me vem à cabeça?
No Inferno.
-Esse é seu lugar. -Veremos qual das duas chega primeiro.
Meu coração é falho, mas a consciência está tranquila.
-Pode dizer o mesmo? -Não sou como eu era.
Reze por aquela infeliz e pelo meu filho,
que a ama como nunca amou você.
Não sabe a vontade que tenho de te beijar.
Não quero. Obrigada.
Não posso te beijar,
mas, quando te ofereço um cigarro, é como se estivesse te beijando.
E sempre que aceitar,
estará retribuindo meu beijo.
Nós nos beijaremos,
nos abraçaremos
e ninguém mais saberá.
Somente você e eu.
Sou eu.
Desculpem, não queria interromper.
Não se preocupe.
E eu queria falar com você.
Ainda tem o livro dos mortos?
Sim, claro.
Eu queria ver a foto da falecida de novo. Pode me ajudar a lembrar.
Não é essa foto que precisa ver de novo.
É a do casamento do Diego,
a mesma que viu no sequestro,
mas acho que será impossível.
Talvez não tão impossível.
Talvez haja uma forma de poder vê-la novamente.
Não com seus olhos, mas com sua memória.
Vai se sentir sonolenta.
Ceda ao sono.
Bom.
Abra os olhos.
Preste atenção no que digo.
Há uns dias, houve uma explosão no Gran Hotel.
Volte a esse momento.
Onde está durante a explosão?
Estou no salão.
Está muito confusa.
O que aconteceu depois?
Uns homens me levantaram.
Quem são? Por que a levaram?
Não sei.
Não os conheço.
O carro parou.
Sinto o cheiro do mar.
Quem é você?
Eles me tiram da camionete...
e vejo uma imagem.
É um leão.
Um leão?
Sim, mas...
eu não vejo nada mais.
Estou na água e tudo está se mexendo.
Está sendo levada num barco.
Para onde?
Eu não sei.
Vejo um labirinto.
Agora estou num quarto branco.
-Tem uma mulher. -Pode descrevê-la?
Ela é loura,
tem uma máscara no rosto.
Falou para não me preocupar,
mas não acredito nela.
Mas não posso... Quero sair!
-O que mais vê? -Estou amarrada!
Tem uma fotografia.
Que fotografia?
De um casamento.
Meu marido se casando com outra mulher.
O que mais vê?
Estão me amarrando.
Alguém me amarra de novo. Me solta!
-Não, pare, quero sair... -Acorde-a!
Fique calma.
Fique calma.
Pare de se lembrar.
E acorde!
Está mais calma?
O que aconteceu?
Reviveu o que fizeram com você.
Descobrimos algo?
Não muito, mas tem algo que pode ser útil.
Disse ter visto uma camionete com o símbolo de um leão.
Há uma empresa estrangeira com esse símbolo.
Achando o dono da camionete, acharemos os sequestradores.
Com sorte, em uma semana isto terminará.
Agora só temos de achar o dono.
Preciso ir.
Esta semana, ainda tenho emprego.
Por que ela solicitou seus serviços?
Queria reviver o sequestro.
Mas não descobriram nada que ela já não soubesse.
E o que ela já sabia?
No cativeiro, viu uma foto sua com outra mulher,
uma foto de casamento.
E parecia muito importante para ela saber mais sobre essa mulher.
Entendo.
Detetive Ayala...
Sra. Murquía, que surpresa!
Se veio perguntar sobre a investigação do sequestro,
lamento informar que não tive nenhum avanço.
Mas nós temos.
Vindo de alguém tão destemida, não estou surpreso.
A que se refere?
Eu me lembrei de algo do sequestro. Reconheci a camionete que usaram.
Como fez isso?
Digamos que lembrei de detalhes.
Havia uma imagem na camionete, um leão.
-Há uma marca estrangeira... -Eu sei disso.
Precisamos da sua ajuda.
-Isso não é do seu feitio. -O que não é?
Pedir ajudar.
Detetive,
localizar a camionete nos ajudaria a achar os sequestradores.
Farei o que puder.
Se eu descobrir algo, comunicarei a senhora.
Obrigada.
Nada mais justo.
Farei algo pelo senhor.
Posso?
Aqui está.
Onde esteve?
Na delegacia, com o detetive Ayala.
Não descobriram nada sobre meu sequestro.
E o psiquiatra?
Você parece surpresa.
Era segredo?
Não, só preferia não falar disso.
Sabe há quanto tempo estamos casados?
Um ano, dois meses e 15 dias.
E você ainda não me conhece.
Está tentando me enganar de novo.
Sei que Maitê foi a Valtejar...
e que usou hipnose para tentar se lembrar de uma foto.
Uma foto de casamento.
Só está comigo para investigar meu passado e descobrir um jeito
de se livrar de mim para sempre.
Não é verdade?
Não é verdade?
Apesar de eu ter avisado.
Você se lembra?
Se me deixar,
farei outras pessoas pagarem pelo dano que me causar.
Encontrei essa mulher,
sua primeira esposa.
Vi uma foto dela.
Não era a foto de um casamento, mas...
uma foto de cadáver.
Então você se livrou de novo.
Escondeu de mim que foi casado e que sua esposa morrera,
mas, infelizmente, nada o obriga a avisar que é viúvo.
Segundo Maitê, você não cometeu nenhum crime,
mas não te faz ser menos canalha.
Não há nada no seu passado que possa me libertar.
Mas tem razão em uma coisa.
Eu não te conheço,
mas, acredite, não quero conhecer.
Minha vida começou quando a encontrei neste hotel.
Nada do passado importa.
É para levantar fundos para os órfãos da região.
Se puder entregar uns para os clientes do hotel...
Preciso perguntar ao Sr. Murquía, padre.
Dom Alfredo quer que guarde isto no cofre.
Sim, senhora.
Nós nos conhecemos?
Poderíamos dizer que sim. Sou o padre Grau.
Desculpe, sua voz é inconfundível.
Pensei que já tivesse voltado à sua paróquia, padre.
Pensei que só estivesse substituindo o padre Amaro.
A saúde do padre Amaro não está tão boa como gostaríamos.
Coisas da idade.
O bispo me pediu para cuidar da paróquia por enquanto.
Bem...
Estou feliz por saber.
Por você, quero dizer.
Desculpe a minha indiscrição, mas...
posso pedir um favor?
O que desejar.
Estamos tentando levantar fundos para os órfãos da região.
Sei que os clientes do hotel são pessoas...
com possibilidades e queria saber se...
Pode distribuir os panfletos que quiser.
Uma causa tão nobre despertará muita solidariedade,
mas, ao meu ver,
não temos muitos clientes neste momento.
Não sei se será o suficiente.
Se quiser conversar ou ouvir conselhos,
pode me procurar sem medo.
Sabe onde me encontrar.
-E a minha esposa? -Está rezando.
Ele ainda está dormindo?
Sim.
Como conhece o novo padre?
O quê?
O novo padre da paróquia.
-Vi vocês conversando no saguão. -Sim, mas não o conheço de verdade.
Nós nos esbarramos, e ele se apresentou.
Sofia, preciso saber de algo?
-Eu me confessei com ele. -O quê?
Sim, Alfredo, eu me confessei com ele.
Pensei que ele só ficaria aqui por uns dias.
Eu contei tudo a ele.
E o que ele disse?
Apenas que me perdoava.
Muito bem, teremos de confiar na discrição dele.
Ele é padre. O segredo da confissão é um voto inviolável.
Tem razão. Não devemos duvidar de sua honestidade.
Deus o abençoe.
Graças a ele, recuperei minha esposa.
Sim.
Apesar de não termos nada mais.
Uísque.
-Não bebe? -Só em ocasiões especiais.
Esta é, creio eu. Pelo menos, para você.
De quanto dinheiro estamos falando?
Bem, depende do posto e título, claro.
Um ducado.
Se quer ser duque,
nem pense em gastar menos que 250 mil pesetas.
Pode ser marquês por 150 mil, conde por 100 mil, barão por 80 mil.
Por que não me diz quanto tem?
Assim terminaríamos logo.
Consigo juntar...
uns 15 mil.
Se eu soubesse disso, nem teria vindo.
Peço desculpas.
E eu as aceito.
Por favor, nos deixem a sós.
Estou um pouco nervosa também.
"Também?" Não estou nervoso.
Javier, não está quente aqui, mas você está suando.
Sou sensível ao calor.
Não sei.
Este momento pareceu tão romântico, pensei que...
-Não importa. -Não.
Importa, sim. Tem razão.
Era para pedir sua mão em casamento.
E por que não pede?
Porque...
eu não quero.
-Bem... -Não...
Eu quero me casar com você.
Eu te amo, como não iria querer?
Mas então...
Laura,
isto não é o que parece.
Minha mãe insistiu que te pedisse em casamento agora.
Ela até me deu o anel.
Não entendo a pressa.
Para você não saber que não somos mais donos do hotel,
que se casaria com um miserável.
Por que não me pede?
Agora?
Com este anel? Depois do que eu contei?
Exatamente porque contou.
Você se apaixonou por mim quando achou que fosse enfermeira,
alguém humilde, sem dinheiro.
Peça.
Laura,
aceita se casar comigo?
Mais que tudo.
Você parece feliz.
Mas, mãe...
O que faz aqui?
-Quando chegou? -O que acha?
Você veio a este hotel como voluntária
e, pelo que soube, os últimos feridos já se foram.
E minha filha ainda não voltou para casa.
Tem algo para me contar, Laura Elvira?
Mamãe, eu vou me casar.
Como? Com quem? Por quê?
Mãe, gostaria de apresentar meu noivo, Javier Alarcón.
Sua beleza é impressionante, senhora. É difícil dizer quem é mãe e quem é filha.
Talvez eu tenha escolhido a noiva errada.
Não me entenda mal, senhora. A Laura é a única mulher que desejo,
a única que desejo agradar
e a única que amo.
Vamos descer para o restaurante?
Está bem,
mas já te aviso, Laura Elvira,
que perdi meu apetite.
Mamãe...
Ali está nosso aliado, o alfaiate.
-Bom dia, detetive. -Bom dia.
Senhoras...
Posso?
Sr. Olmedo...
Fui informado de uma camionete como a que descreveram.
Bem... Isso facilita as coisas.
Está registrada na propriedade De Soto, em Santalla.
Mas só posso investigar mais tarde.
Posso saber por quê?
Não é por quê, é por quem.
Detetive-chefe Bazán, 26 anos, defensor de regras,
pronto para conquistar o mundo e, infelizmente, meu novo chefe.
Ele quer discutir um caso novo.
Não se preocupe, detetive. Logo estará de volta.
Ouça, Sr. Olmedo, conheço esse seu tom, que nos leva a situações desagradáveis.
Nem você, nem ninguém se atreva...
a dar um só passo por conta própria.
-Não se preocupe. -Prometem?
Claro, detetive.
Bom.
Avisarei quando eu voltar.
Bom dia.
Temos de ir à propriedade De Soto logo.
Mas não será fácil ir sem ele saber.
E ele me vigia constantemente.
Tentarei mantê-lo ocupado.
Legendas: Maria Isabel Rodrigues
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.