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NETFLIX APRESENTA
UMA PRODU��O DE MENSEN
Ferry.
PATROCINADO POR SCREEN FLANDERS
EM COLABORA��O COM SALLIE GARDNER E DOMM
Onde est�s, minha ratazana?
Ferry?
Ent�o, idiota!
Anda c�.
Ferry.
Vem ao teu pai.
Se tens uma boca t�o grande, porque te escondes?
Jack.
- Por favor, volta para dentro. - Cala-te.
- Jack. - Fer.
- Acordas toda a gente. - Anda.
Volta para dentro. Tens raz�o. A culpa � minha.
Tira as patas de cima de mim.
Claudia, eu trato disto. Ele n�o a pode magoar.
Guarda isso, � perigoso.
Jack.
N�o tens raz�o nenhuma. �s um cretino pat�tico e b�bado.
- N�o quero mais nada contigo. - Puta ingrata.
Dou cabo de ti!
- N�o. - Para!
- Ferry. - Larga-a.
Fer. Larga isso, filho.
Vais matar o teu pr�prio pai?
Larga-a.
Ferry, volta para aqui.
- O que vais fazer? - Fer, filho.
E agora?
Ent�o, e agora?
- Jack, para. - Dispara, valent�o.
- Jack. - Dispara.
Jack.
- Se n�o, disparo eu. - Parem!
Jack, n�o.
Jack. Olha para mim. Para.
Nunca ameaces algu�m se n�o conseguires ir em frente.
Falhado.
Nos canais de Amesterd�o
Comprometi o meu cora��o para sempre
Amesterd�o enche-me a mente
Como a cidade mais bonita Do nosso pa�s
Bem-vindos a Amesterd�o.
Uma das melhores cidades do mundo e um para�so para os amantes da cultura.
Amesterd�o nunca dorme e tem algo para todos.
Clubes de strip, caf�s, coffee shops.
O meu chefe Brink tem de tudo. Ele � o rei da vida noturna.
H� uma casa No canal na Velha Amesterd�o
O Brink � t�o rico quanto o mar � profundo,
mas sempre foi um rapaz normal.
Um homem amoroso e comum que cuida das pessoas que ama.
Boa tarde.
Bem, o que te parece?
Estou b�bedo e ele parece o Brad Pitt.
Mas se o enganarem, arranjam problemas.
E eu sou o homem que resolve os problemas.
Nos canais de Amesterd�o
Voltarei amanh� e ter�s o dinheiro. Certo?
Certo.
Amesterd�o enche-me a mente
Fa�o tudo pelo Brink.
Como a cidade mais bonita Do nosso pa�s
Ele acolheu-me quando eu n�o valia nada.
Ele � o meu mentor.
Isso aplica-se a todos. O Olaf, o Robert, o Rico e o filho do Brink, o Mattijs.
Somos uma fam�lia, um clube fechado.
Trabalhamos muito, festejamos muito.
Toda a gente de Amesterd�o
O Brink cuida de n�s, e n�s cuidamos uns dos outros.
Fico com quem eu quiser, com o que quiser e com quanto quiser.
Do que ser de Amesterd�o
Sou o homem mais feliz do mundo.
Ol�.
Ent�o?
- Ali. - Baba.
Brink, Ferry.
Tira a pata.
Prova. Podias ser um verdadeiro mestre do kebab.
O Koeman faz falta.
O qu�? Ele n�o joga h� s�culos.
Com o Koeman, ter�amos sido campe�es.
A s�rio? Deves ter-te tornado um especialista.
- Como vai isso? - Mesmo a tempo, o jogo come�ou.
E aqui? Como est� a correr?
- N�o sabia que vinhas. - Estou s� a ver como est� a correr.
- Est� a correr bem. - A s�rio?
- Ouvi dizer que a Maroc acabou. - Sim, vende-se muito bem.
Sim. N�o te pedi para manter o stock?
Fiz isso, mas acabou outra vez.
Deixa-me tratar do meu neg�cio e tu tratas do teu.
Tenho tudo controlado. Por isso, deixa-me em paz.
- Pai, v� l�. - Como assim?
Sabes quem acab�mos de ver?
O Etienne, aquele teu bom amigo.
Ainda n�o pagou?
Est�s a deixar-te enganar. � mau.
- Brink. - Para todos n�s.
Eu e o Ferry trat�mos disso por ti, ent�o, usa isso como exemplo.
Caso contr�rio, voltar�s a mendigar dinheiro.
Pai.
Vai buscar umas cervejas. O jogo vai come�ar. Vai l�.
O jogo est� a come�ar. � importante para o Ajax.
Abram espa�o. Abram-se l�.
- M�os na cabe�a! - M�os ao ar.
Sem brincadeiras.
- Se te mexeres, morres. - Vai � parte de tr�s.
M�os na cabe�a.
Enche o saco. Agora. Despacha-te.
Depressa.
Continua a encher. Continua.
- J�. - Despacha-te. V� l�, meu.
Continua.
O que est�s a fazer? Idiota de merda.
- Queres morrer? - O que se passa?
- O que se passa? - Pai.
Mexe-te.
Continua a encher.
Depressa!
- N�o fa�as isso. - Est� quase?
Est� quase?
� tarde de mais. Temos os defesas a olharem uns para os outros.
- Suarez chegou mesmo a tempo... - Quem �s tu?
Foda-se!
Raios partam!
Ferry.
Isto n�o � bom.
Ferry, isto n�o � bom.
Traz o carro.
- Estamos quase l�. - Aguenta, rapaz. V� l�, aguenta.
URG�NCIAS
- Um tiro no t�rax. - Levem-no para a sala de cirurgia.
- Pulsa��o. - Iniciar.
Ele perdeu muito sangue.
A mesa de opera��o � aqui.
N�o pode entrar.
Travem. Levantamos aos tr�s.
- Um, dois, tr�s! - Certo.
- E a tens�o? - A tens�o est� muito baixa.
Queria endurec�-lo, quando era mi�do, para ele cuidar melhor de si mesmo.
Se ele fosse espancado na escola...
... levava de mim tamb�m, para o tornar mais forte.
Ele sempre foi diferente.
E n�o o consegui proteger.
N�o estava atento.
N�o devia t�-los deixado entrar. A culpa foi minha.
N�o. A culpa n�o � tua.
Eles sabiam aonde ir. Sabiam.
Esperaram pelo jogo.
N�o � coincid�ncia, Fer.
Sulistas.
Eram do Sul.
Sim, podiam ser.
Conheces essa zona.
Conheces pessoas l�.
J� n�o vou l� h� anos. E tenho os meus motivos.
Quero que descubras quem fez isto.
E quero que os mates.
Se te mexeres, morres.
Na tua cabe�a.
Se te mexeres, morres.
- Quem � este? - N�o sei.
Vai ver.
Quem �s tu?
O que fazes aqui?
- Vim fazer uma visita. - A quem?
Ao John e � minha irm�.
N�o te conhe�o. Estavas preso?
S� os idiotas v�o presos.
- Ai sim? - Sim.
- O meu pai est� preso. - Wesley.
- Vou furar-te os pneus, idiota. - Baza.
- Ferry. - John.
H� quanto tempo.
Pintaste o cabelo?
- J� viste a Claudia? - Vim falar contigo.
A Casa X foi assaltada. Alvejaram o Mattijs.
- Ele n�o est� nada bem. - Merda!
- Podemos falar? - O que fazes aqui?
Mana.
Eu estava por perto.
Em neg�cios.
- Pensei em tomar aqui um caf�. - S� uma ch�vena.
V�, entra.
Nada de sapatos no tapete.
Nada mudou.
Espera, querida.
Sim.
- Querido, podes fazer caf�? - Est� bem.
Ca�ste?
Mais ou menos.
O parque de campismo est� giro.
Ent�o, quais s�o as not�cias?
- O qu�? - N�o vieste tomar caf�.
H� quanto tempo me casei? H� uns quatro ou cinco anos? Ent�o?
- Finalmente vieste pedir desculpa. - Podemos ficar aqui em paz?
N�o. N�o consigo olhar para ti, se n�o pedires desculpa.
- Tenho de pedir desculpa, e tu n�o? - N�o tenho tempo para isto.
- John, ajuda-me. - Claudia...
- Ajuda-me aqui! - O Fer acabou de chegar.
Deixa-a ir e falamos.
N�o, sabes uma coisa? Eu fico aqui. Levanta-te tu.
Caramba! A Clau n�o mudou nada.
- Vai-te foder, bola de pelo! - Fica calada por um minuto!
Todo convencido, com esse loiro falso!
- Tu enojas-me! - Vai-te foder, hist�rica!
Eis o que penso de ti, seu babu�no feioso!
- Sempre foste dif�cil! - Eu, dif�cil?
- Sim. - Sua mancha de mijo!
Que madura. N�o te podes calar por cinco segundos?
Vai-te matar, caralho!
Querida, tem calma.
Calma.
Sai daqui, Fer. Desaparece. Baza.
Baza!
Est� tudo bem, eu estou aqui.
- Toma. - Sim.
O que se passa?
Ela est� doente, Fer.
Tem um tumor na cabe�a. � grande.
O qu�?
Provoca fortes mudan�as de humor.
Ela faz birras destas. A perna fica paralisada.
Tentaram remov�-lo, mas n�o conseguiram.
E ent�o?
D�o-lhe mais uns meses.
Posso falar com ela?
Esquece. Ela foi descansar.
- O que posso fazer por ti? - Bem...
O Brink quer que eu encontre os tipos.
Eram de um parque de campismo. Sulistas, acho eu.
Tr�s gajos. Dois ladr�es e um motorista.
Estou fora h� algum tempo, Fer. Prometi � tua irm�.
Eu sei, mas est�s c� h� algum tempo, podes saber de algo.
Tenho uma foto de um deles.
Podes t�-lo visto antes.
O que foi?
� o Jason. O filho do John Kant, um grande sacana.
Onde � que ele vive?
Fugiu para um parque de campismo na B�lgica, no ano passado.
Qual?
PARQUE DE CAMPISMO ZONNEDAUW
Zonnedauw.
Desculpe, estou � procura do Jason Kant.
Jason Kant?
- Conhece o Jason Kant? - N�o.
- Obrigado. - O Jason Kant, pessoal?
N�o, n�o o conhecemos.
Desculpe, conhece o Jason Kant?
Sim, acho que vive no chal� com a bandeira americana.
- Ali? - Sim.
- Obrigado. - Claro.
Misha?
Misha?
Misha, mi�da?
Hora de comer.
Misha?
Merda.
Misha?
Misha?
Misha?
Misha?
Misha?
A� est�s tu.
Sabes que n�o podes sair. Anda c�.
N�o podes sair. N�o � permitido.
Anda c�. D�-me um beijo.
Come.
Adeus, querida. Adeus.
Est� bom, Misha?
Maldita gata.
M�e, n�o consigo ir t�o depressa por causa dos joelhos.
- Ol�. - Est�s a fazer de prop�sito ou qu�?
- � o Sr.... - Ferry.
Sr. Ferry. Sim.
- �s o dono disto? - Sim, h� 20 anos.
Chamo-me Filip.
Belo s�tio.
Sei o que est�s a fazer, tarado.
M�e, n�o � o Eddy. Este � um tipo novo.
Desculpe, tivemos problemas com o inquilino anterior.
Fizeram filmes estranhos aqui, mas foi tudo limpo.
Mas n�o foi agrad�vel. N�o foi...
Vamos. D�-me a chave, m�e.
Vamos.
A chave.
Ai, ai...
Cabra maluca.
Pronto.
Entre.
Tem calma, sim? �timo.
Como pode ver, n�o � grande, mas tem todos os confortos modernos.
H� um frigor�fico, uma lareira, e se fizer muito calor,
pode alugar-nos uma ventoinha.
Quanto custa?
Duzentos por semana.
- Dinheiro? - O que mais?
Ena.
Certo, obrigado. O supermercado fecha daqui a uma hora.
E se quiser sair para ver coisas culturais,
a feira � no centro da cidade.
Sim, sei que n�o � muito, mas j� � qualquer coisa, n�o �?
Vou p�r a chave aqui.
� um bom s�tio, assim n�o as perde.
Pronto, adeus, certo? M�e, vira-te. Vamos embora.
Sim?
Sim, sou eu. Como vai isso?
Os n�meros das an�lises est�o a subir, mas n�o sei o que isso significa.
Subir � bom, certo?
- Certo? - Sim, claro.
Sim. E tu?
Pois, encontrei um dos tipos num parque de campismo na B�lgica.
Estou numa caravana malcheirosa, � espera dele.
- Foste r�pido. - Sim.
O John ajudou.
- Aguenta-te. - Tu tamb�m.
- Ouve s� um bocadinho. - Larga-me!
- S� dois minutos. V� l�. - Beer, para com isso!
Larga-me. N�o estou com disposi��o.
H� imensos pol�cias aqui. Vou cham�-los.
- Est�s a magoar-me! - Ent�o?
- Ent�o! - Mete-te na tua vida, sim?
Ele est� a incomodar-te?
Sim, est�.
Larga-a.
Vou pedir com jeitinho, sim?
Mant�m as m�os longe dela, ou parto-te os ossos todos.
Percebeste?
E agora vai-te lixar. Triste.
Desaparece.
Cabr�o.
- Est�s bem? - Sim, estou bem. Obrigada.
Que infeliz era aquele?
O meu perseguidor.
O meu ex.
Ou estamos juntos de novo, n�o sei. � confuso.
- Foda-se, que confus�o. - Eu ajudo.
N�o � preciso. Fizeste mais do que o suficiente.
- J� n�o podes vender isto. - N�o, � lixo.
� simp�tico, obrigada.
- Chamo-me Danielle. - Ferry.
Ol�.
Meu, estou mesmo a tremer.
N�o te conhe�o de algum lado?
- N�o sei. - Do campismo Zonnedauw?
- � onde vivo. - Sim?
- Alugo uma caravana l�. - Que coincid�ncia.
Vives no chal� com a bandeira americana?
- N�o. - Vi-te sair de l�.
N�o, fa�o as limpezas. � do meu vizinho.
Nunca vi l� mais ningu�m.
N�o, ele costuma estar na casa da namorada.
Ele fica l� muito tempo?
�s namorado dele?
Desculpa, perguntas a mais.
S� estou a tentar conhecer a vizinhan�a.
- Vivo sozinho. - De onde �s?
- Amesterd�o. - N�o pareces ser.
- N�o, sou natural de Brabant. - E porque voltaste?
A minha irm�.
Est� doente.
Cancro.
Isso � mau.
Desculpa, posso oferecer-te uma bebida ou...
... um charro?
Tenho de ir. Tenho de me levantar cedo amanh�.
Certo.
Talvez te veja no parque de campismo.
- Vemo-nos por a�. - Adeus.
OL�, MANA, COMO EST�S?
O que fazes aqui?
Anda l�.
O dono n�o est� em casa, n�o �?
Shakira, anda c�. V� l�.
- Ol�. - Ol�.
- Bom dia. - Bom dia.
- Desculpa, acordei-te? - Estou acordada h� tempos.
- O que fazes aqui? - Ouvi barulho na casa do vizinho.
Vi uma porta aberta. Acho que houve um assalto.
- N�o! - Talvez dev�ssemos ir l� ver.
- E ligar ao rapaz. - Sim, espera.
Vou p�-la no quarto.
Desculpa, ela � t�o nova, n�o a quero a fugir.
Certo, c� estou.
- Acordas sempre t�o cedo? - N�o.
Fui acordado pelo...
... sil�ncio, acho eu.
Que estranho.
- N�o, Misha. - Bem, ela desapareceu.
Foda-se.
Que horror.
Merda.
Foda-se. N�o, n�o toques em nada.
N�o deixes impress�es digitais.
- Impress�es digitais? - Sim, para a pol�cia.
A Pol�cia?
N�o devias ligar ao rapaz? Como se chama ele?
- Ligar ao Jason? - Sim, achas melhor?
- A casa � dele. - Sim.
Como sabias que ele se chama Jason?
Disseste-me tu.
Ontem.
Ol�, sou eu.
Sim, desculpa.
Sim, � muito importante. Houve um assalto.
- Onde? - Na tua casa.
O qu�? Quando?
N�o sei. A porta estava aberta. Est� tudo desarrumado.
- Raios partam! - Diz-lhe para vir c�.
Acho melhor vires ver por ti.
- Vou j� para a�. - Certo.
- N�o toques em nada. - Certo.
- Ele vem? - Que idiota.
- Ele vem? - Sim.
- Para ele, n�o fa�o nada bem. - Ent�o, porque trabalhas para ele?
Preciso do dinheiro.
N�o fazes estas coisas. Que horror.
Deves pensar que isto � sempre assim.
Aquilo de ontem, agora isto.
N�o � t�o mau.
Normalmente � agrad�vel e sossegado...
... acolhedor.
F�rias o ano todo.
Queres uma visita guiada? Que tal esta tarde?
N�o posso.
- Certo. - Tenho de ir ver a minha irm�.
Certo. Adeus.
Roubaste a casa errada.
Conduz.
Foda-se.
Para onde vamos?
Podes parar ali � esquerda.
Como sabias onde est�vamos?
- Fomos contratados. - Por quem?
N�o sei.
Gostas dos teus tomates?
N�o sei mesmo.
- O meu amigo planeou tudo. - Quem � o teu amigo?
Desaparece, meu.
Sai.
Vamos a um jogo. Chama-se um em seis.
Este cabr�o � doido.
Olha!
Raios partam!
Foda-se!
Raios!
O que est�s a fazer?
Quem s�o os teus amigos?
Quem s�o os teus amigos?
- Quem s�o os teus amigos? - Vai-te foder!
Para de gritar. Quem s�o os outros dois?
- Vai-te foder. - � s� isso?
- Pois! - � s� isso?
Sim!
Cumprimentos do Brink.
Mancha de mijo.
Caixa de entrada
N�o penso em ti no duche. Deixa-me em paz.
Meu, hoje est� a ser do caralho. Est� tudo bem?
A que horas vamos para Amesterd�o?
Ol�.
Caramba! Olha para ti.
O que aconteceu?
- Ca�. - Ca�ste? De uma montanha?
- Isso tem de ser desinfetado. - Fa�o isso mais tarde.
N�o. Ferry, vai ficar infetado. Vais apanhar estafilococos.
- O teu cabelo vai cair. - A s�rio?
Sim, a s�rio.
Temos de fazer algo quanto a isso.
Anda. Ajudaste-me, agora vou fazer algo por ti.
Roubaste uma farm�cia?
N�o gosto de dor.
Talvez devesses tirar a camisa. Tens muitos arranh�es.
C�us!
Certo, vou tentar ter muito cuidado.
Pois, desculpa.
Como estava a tua irm�?
Est� bem.
Foi l� que ca�ste?
- N�o s�o pr�ximos, pois n�o? - Como assim?
Quando falo nela, ficas tenso.
N�o somos muito pr�ximos.
Sempre foi assim?
As pessoas mudam.
Bem, isso � bom, n�o �?
Apesar de tudo, est�s c� para apoi�-la. � isso que importa.
Acho que est� bem agora.
Vou buscar uma camisa para n�o teres de sair assim.
Comprei-a para o Berend, mas ele n�o gostou.
Podes ficar com ela.
Tenho algo para a dor.
� feito de avel�s. Onde o pus?
Sim, aqui.
Um gr�tis na compra de dois.
Podes dar isso � tua irm�. Talvez ajude.
- Obrigado. - O prazer � meu.
Adorava conversar,
mas a Shakira ainda n�o fez coc� e tenho de abrir o quiosque �s quatro.
Certo.
Querida, anda.
Vai l�.
Esta � a �ltima noite da feira,
se quiseres fazer algo divertido com a tua irm�.
Vai haver fogo de artif�cio. Vai ser uma festa.
E eu dou-te algod�o doce gr�tis, certo?
V� como te sentes. Sabes onde estarei.
- At� logo. - Adeus.
Obrigado.
- Brink. - Ol�, Fer, como vai isso?
J� tratei do Jason. Acho que sei como apanhar o segundo gajo.
- E tu? - O Mattijs est� em coma.
Dormi junto � cama dele ontem. � tudo muito incerto.
Est� aberta.
- �s tu. - Clau.
Sapatos.
Desculpa.
Como est�s?
N�o sabia que fumavas.
Comecei h� dois meses. O que importa?
Para a semana passo ao crack e � hero�na.
Desculpa.
Pela tua cena.
Pela minha cena?
Por estares doente.
N�o vamos falar disso.
Tenho uma coisa para ti.
- � suposto ajudar com dores musculares. - � a s�rio. N�o sou pat�tica.
Eu s� te trouxe uma coisa.
� como olhas para mim.
O que � isto?
Alguma parvo�ce homeop�tica?
Obrigada.
E o John?
Est� na loja.
Quando volta ele?
J� percebi.
- O qu�? - � por isso que est�s aqui.
O qu�?
Trouxe-te uma coisa, n�o foi?
- S� pensas mesmo em ti. - Vai-te foder.
Porque me esfor�o?
- Esfor�as-te? - Sim.
� �bvio que n�o me gramas.
Passas cinco anos longe de mim
e achas que fica logo tudo bem outra vez?
� culpa minha n�o me teres dito que tens cancro?
Sabes que mais? Vou-me embora. Voltamos a ver-nos daqui a dez anos.
- N�o te preocupes, eu estarei morta. - Bem, ent�o, boa viagem.
Raios partam.
Cabra!
Ol�, Fer.
- Tudo bem? - �timo.
E a tua mulher tamb�m.
Vais-te embora?
Nunca v�s o telem�vel?
Tenho uma pergunta. Conheces algum pol�cia que queira ganhar um extra?
Talvez conhe�a um tipo que conhece um tipo.
Tenho o n�mero de um tal Davy.
- Quero saber onde est�. - N�mero de telefone?
- Isso vai custar-te. - N�o importa. O Brink paga.
- Vou ver o que posso fazer. - Boa.
Bela camisa.
Vizinha.
Olha, vieste.
E... sozinho.
... vieste sozinho.
Pois.
A minha irm� n�o se sentia bem, ent�o...
� uma pena.
Por outro lado, trabalhas aqui, e acho que, �s vezes, v�s coisas.
E h� uma grande festa hoje
e as pessoas podem ficar meio loucas
por isso levam algo, certo?
Sabes o que quero dizer.
Drogas.
N�o tens de vir � feira para isso.
O que queres?
Branca.
Bem, vizinho, agora � que est�s a falar a minha l�ngua.
E s� para ti?
Dia dif�cil, n�o?
N�o �s falador.
Por isso, queres descontrair.
� sempre coca?
Sim.
Posso contar-te um segredo?
�s vezes, tens de tirar f�rias na tua mente.
Ecstasy?
E tens sempre isso?
Amanh� estou de folga. Acabei tudo aqui.
Podemos dividir.
Vizinha...
... �s cheia de surpresas.
Tal como estas pastilhas.
Cheios de surpresas, paz e amor.
Podes escolher. Se queres coca�na, posso arranjar algo.
Ou podes vir comigo de f�rias.
Vai ser a melhor pastilha que j� tomaste. Juro.
Que empolgante. Agora, esperamos que bata.
J� est�s a sentir?
A tua irm� n�o estava bem?
- Temos de falar disso agora? - N�o, n�o se n�o quiseres.
Falamos por cinco minutos e depois damos cabo da cabe�a um ao outro.
N�o estava a falar disso. Disseste que ela n�o se sentia bem?
- Tiveram uma discuss�o. - H� cinco anos.
- N�o. - Sim.
Cinco anos?
Conta-me.
Ela casou-se com um amigo meu, e conforme a tradi��o familiar,
honramos os mortos bebendo um copo nas suas sepulturas.
E os meus pais est�o mortos h� anos.
- Que horror. - Nem por isso.
A minha m�e sim, mas n�o o meu pai.
- Era um idiota. - Que horror.
Eu j� vivia em Amesterd�o h� uns anos, por isso nunca voltei para casa.
O que fazes em Amesterd�o?
- Neg�cios. - Que misterioso.
Ent�o, depois da cerim�nia, fomos ao cemit�rio.
De repente, vejo o nome do meu pai gravado na sepultura.
A Claudia tinha adicionado o nome dele.
- N�o. - Sim, e fiquei furioso.
- O meu pai era lixo. - E depois?
Ent�o, fiz um alarido,
comecei a discutir, e ela expulsou-me.
- Talvez eu seja um idiota. - N�o.
N�o �s um idiota. J� vi como �s.
Quem defende uma mulher que n�o conhece n�o � idiota.
Acredita, n�o �s idiota.
E eu tamb�m gosto muito dela.
Isso � t�o importante. Eu tamb�m. Adoro o meu irm�o.
Tenho um irm�o. J� te disse que tenho um irm�o?
Tens um irm�o? N�o me disseste.
Disseste isso? N�o sei.
- Estou a falar muito. - Est� a bater, n�o est�?
Sim. Est� a come�ar a bater.
- � bom, n�o? - Sim, que pastilhas fixes.
Ol�.
Ressonei muito alto?
Quando bebo, come�o a ressonar. Que vergonha.
- N�o ouvi nada. - Que sorte.
Merda. N�o devia ter tomado aqueles shots.
- Eu avisei, n�o foi? - Sim, eu sei.
Ela tem de fazer chichi.
N�o. M� ideia.
Podes ir l� fora com ela?
- N�o sei como fazer isso. - Ao fundo da rua.
Caso contr�rio, ela continuar� a ladrar e a minha cabe�a vai explodir.
Por favor.
N�o me olhes assim.
- �s um querido. - Pois.
Os sacos de coc� est�o sob o lavat�rio.
Sacos de coc�, lavat�rio.
Despacha-te.
- Estou. - Sou eu.
Tenho a morada do Davy. Mando-te por mensagem.
Certo, obrigado.
V� l�.
Ol�.
- Vem c� e eu liberto-te. - Ol�, querida.
Anda c�.
Ol�, querida. Ol�.
Ol�.
Est�s bem?
Bem, vomitei duas vezes.
Come ovos, faz bem ao f�gado.
N�o consigo pensar em comida. E tu?
Queres pequeno-almo�o?
Tenho de ir.
Est� bem.
Olha, diverti-me muito ontem � noite.
Eu tamb�m.
At� logo?
At� logo.
Sim, gostava de te beijar, mas vomitei.
�s mesmo estranha.
Sim?
Uma entrega para o Davy Mols.
Deixe � porta. Recolho mais tarde.
N�o posso fazer isso.
Preciso de uma assinatura.
- Para quem trabalhas? - Para quem achas?
Era um dos teus homens.
Quem?
O Mattijs.
- Est�s a mentir. - Ele estava em apuros.
Ele precisava de dinheiro. O pai dele deixou de dar.
� verdade.
- E porque foi alvejado? - Foi um acidente. Juro.
Vi uma arma e disparei.
- Quem foi o terceiro? - Um tipo do parque de campismo.
- Um dos tipos do Jason. - Nome.
Lars.
Lars van Marken.
Por favor, mano, n�o quero...
Sim.
Ele morreu.
Fer...
- O Mattijs morreu. - O qu�?
Come�ou a fazer barulho, a apitar.
Tentaram de tudo.
- Encontraste o segundo gajo? - Sim.
J� tratei disso.
E sabes quem � o terceiro?
Sim.
O Lars van Marken.
F�-lo sofrer.
Podes entrar.
- Como correu? - Bem...
- N�o falemos disso. - A s�rio? � um dia desses?
- Como est�s? - Muito melhor.
Deitei-me um pouco e tomei um duche. Sou uma pessoa nova.
Vou fazer tostas e descontrair a ver TV com um charro.
- Queres juntar-te a mim? - Sim.
Est� bem, senta-te.
- Uma cerveja? - Sim.
- Toma, querido. - Obrigado.
Adorava ir a Amesterd�o.
Pod�amos fazer isso.
N�o sei, nunca calhou.
Sim, li algo h� um tempo sobre a Ponte Magere numa revista.
- � suposto ser gira. J� l� foste? - � muito bonita.
Pessoalmente, fico sempre no centro.
H� um banco. Pego numa sandu�che e numa cerveja.
Sento-me ali e fico sozinho.
- O qu�? - Que fixe.
J� percebi quem �s.
Debaixo desse exterior duro, h� um cora��o gentil.
Ol�.
- Ol�. - Ol�! Viva.
Desculpa interromper.
Vim deixar os ovos e tenho uma surpresa.
Para mim? Da quinta pedag�gica.
O pudim de arroz � mesmo bom. �s um querido, maninho.
Parecias estar de ressaca ao telefone, mas agora que vejo a tua cara...
Fer, este � o meu irm�o.
Sim, j� reparei.
- Ol�. - Ol�.
- Ouvi falar de ti. - Coisas boas?
- N�o, claro que n�o. - Felizmente.
- Ferry. - Ferry.
N�o ouvi falar de ti.
Estava a brincar.
Sou o Lars.
- Lars? - Sim.
Acham que � por causa do Lars Ulrich, mas ele s� tinha dez anos.
Fer.
- Isto � bom, tens de experimentar. - O qu�? N�o.
- H� algum problema? - N�o.
- P�e os ovos no frigor�fico. - Sim.
Mas com este tempo...
DANIELLE VAN MARKEN
Ent�o, Ferry, acabaste de te mudar para c�?
- Para sempre ou... - N�o.
Ele veio ver a irm� doente.
Sim, voltou especialmente de Amesterd�o.
- Isso � muito querido. - Amesterd�o?
- H� quanto tempo est�s aqui? - H� uns dias.
O que deve ele pensar de n�s,
o Berend a querer andar � luta, o chal� do Jason foi arrombado.
Sim. Que coincid�ncia.
Encontraste-o tu?
Sim, ouvi um barulho e fui ver.
- Tens not�cias do Jason? - Liguei-lhe para lhe dizer.
- N�o, depois disso. - Deve estar em casa da namorada.
N�o sei.
Preciso falar com ele, mas n�o atende.
Talvez seja melhor assim. Sabes o que penso.
Viste o Jason, Ferry?
Quanto tempo ficas?
Depende de umas coisas.
- E em que trabalhas? - Lars, n�o o interrogues.
- N�o posso saber o trabalho dele? - Ele faz sempre isto com novos amigos.
- Hotelaria. - J� chega, Lars?
- J� nos podemos divertir? - Tenho de ir.
Ent�o? V� l�.
Sim, tenho mesmo de ir.
S� vim deixar isso. Tenho de ir.
- Como se tivesses o que fazer. - Sim, adeus, Daantje.
Ferry, at� � pr�xima.
- Certo. - O que se passa com ele, de repente?
- Desculpa. - N�o faz mal.
O Lars � especial, mas n�o sei o que faria sem ele.
Deixei a carteira em casa da minha irm�, tenho de voltar.
Est� bem.
Ei, Fer?
Estamos bem, certo?
Sacana!
- O que fazias com a minha irm�? - N�o sabia que era tua irm�.
Lamento pelo teu amigo. Se eu soubesse, n�o teria participado.
N�o queria que houvesse v�timas.
Nunca ameaces algu�m se n�o conseguires ir em frente.
- Por favor. - Para a floresta.
- Por favor. - Anda.
- Por favor. - Anda.
Por favor, estou a ir.
Por favor. Tens de acreditar em mim. Percebeste mal.
S� o fiz pela Daan.
Queria ajudar.
- Ela trabalha at� � morte. - Cala-te.
- Ela trabalha at� � morte, certo? - Cala-te.
Queria pagar-lhe. S� temos um ao outro, sabes?
S� temos um ao outro.
Lamento muito.
De joelhos.
Tens de acreditar.
Foi pontual. Ainda nem recebi dinheiro deles.
Eu era apenas o condutor.
Ol�.
- Vais-te embora? - Sim.
Ficas na tua irm�?
- O que importa? - Bem, n�o sei.
N�o temos o n�mero um do outro, temos?
- Vais embora, assim de repente? - J� acabei aqui.
E continuaremos a ver-nos?
Conhecemo-nos h� dois dias e fodemos uma vez.
Achaste que �amos casar?
Que idade tens?
- Pensei que nos tiv�ssemos entendido. - Foi divertido.
Adeus.
Ent�o?
Ol�, Fer.
Raios partam.
Ainda bem que voltaste.
Resultou?
V� l�.
Foste tu?
� o primeiro.
O segundo vai aparecer daqui a nada.
E o �ltimo, Van Marken?
Ele tamb�m.
Vivia no parque de campismo. Longe de olhares curiosos.
Segui-o at� � floresta e matei-o l�.
Foi canja.
Claro que isso n�o traz o Mattijs de volta.
Ele era neur�tico, sabemos isso.
Mas sim...
Sim, tamb�m era um bom mi�do.
Sabes quem nos delatou?
N�o.
Disseram que nos vigiavam h� algum tempo, seguiam os mensageiros.
Temos de mudar o sistema.
- Ter mais cuidado. - J� est� resolvido.
Preferia estar mais seguro a estar arrependido.
Certo. Bom trabalho.
O Rico tratou do neg�cio enquanto estavas fora.
Ent�o.
Vamos beber.
Ei, meu.
Obrigado.
- Ligas sempre t�o tarde? - Ol�.
Ol�, Ferry.
Clau, eu...
... queria dizer-te uma coisa.
Quero pedir desculpas pelo que aconteceu no teu casamento.
N�o faz mal.
Como est�s?
Estou a morrer.
Mas tive um bom dia. Sem muita dor.
Aquilo que me deste ajudou.
O John e eu and�mos de bicicleta.
Comemos bife. Foi bom.
Isso � bom.
Que bom.
Se estou grata por algo, � por ter conhecido o John atrav�s de ti.
Sem ele, teria sido in�til.
Certo.
- Est�s de volta a Amesterd�o? - Sim.
E o neg�cio est� feito?
Fizeste o que tinhas a fazer?
Sim.
Certo.
Boa noite, ent�o.
Boa noite, mana.
Adoro o meu irm�o.
Eu era apenas o condutor.
Foda-se!
Foda-se!
O meu chefe n�o pode descobrir.
Se descobrir, d� cabo este lugar.
Eu fico calado. Juro.
Vais chegar tarde todos os dias?
A tua irm�...
... n�o pode descobrir.
- E nunca mais ter�s de ver-me. - Juro.
Fer, j� te foste embora?
O Rico disse achou-te estranho. Est� tudo bem?
Ferry, onde est�s? Estou aqui sozinho outra vez. Vens?
DOIS MESES DEPOIS
O que foi agora? Temos um encontro com os marroquinos.
Desculpa, adormeci. Vou j�.
Esquece.
Vem ter comigo ao Arena.
Chegaste a horas, idiota.
Desculpa.
- O que se passa? - O que achas?
J� acab�mos. O Rico tratou de tudo, e por um bom pre�o.
Entregam mais tarde.
O que se passa contigo?
Nada.
Nada? Est�s sempre rabugento, b�bado ou atrasado.
Vai para casa. Tira umas f�rias, faz um curso.
N�o quero saber, mas faz alguma coisa. Recomp�e-te.
�s in�til assim.
Vai correr tudo bem.
- Mais tarde a que horas? - Apanho-te �s cinco.
Perto do teu banco.
Comemos um Happy Meal.
Queremos ver pilas
Queremos ver pilas
Queremos ver pilas
Vejo-te em meia hora.
N�o, vemo-nos daqui a meia hora no hotel.
- N�o, n�o fa�as isso. - �s t�o chata.
- �s t�o chata. - N�o fa�as isso.
- Adeus, diverte-te. - Obrigada.
Queremos ver pilas
Ferry?
- Ol�. - Ol�.
- Como vai isso? - �timo.
- E tu? - Sim.
Est�s em Amesterd�o.
Numa despedida de solteira. Uma colega minha vai casar-se.
- Uma colega de limpeza? - N�o, agora trabalho num cabeleireiro.
- Gostas de Amesterd�o? - Sim, � �timo.
Isto realmente �...
- Isto � agrad�vel. - Sim.
- Fico feliz por te ver. - Sim.
- E como est� a tua irm�? - Est� bem.
- Sim? - Sim.
Fizemos as pazes. Ligamos muito um ao outro.
Ela est� bem.
Tem infernizado a vida aos m�dicos.
Que bom para ela.
- Desculpa. - Meu, tivemos uma despedida de merda.
Sim.
Sim, achei que foi muito duro. Quero dizer...
Talvez eu estivesse a exagerar.
Conhec�amo-nos h� uns dias.
Mas, para mim...
Aquela noite e o modo como nos entendemos foi muito especial para mim.
Sim, pensei muito nisso.
Tamb�m gostei.
Mas tu mereces algu�m melhor do que eu.
Algu�m que te d� o que precisas.
- Posso decidir isso sozinha? - Idiota, o que � isto?
Tens namorada, e eu n�o sabia?
Caramba, Rico.
Ol�.
O Rico � um colega. T�nhamos um compromisso.
Temos muito tempo. Cheguei cedo.
Sou o Rico. Sou o colega preferido dele.
- Quem �s tu? - Sou a Danielle.
- Somos s� conhecidos. - S� conhecidos, claro.
Eu sei. A Danielle do Sul?
� assim t�o �bvio? N�o consigo esconder.
Vim para uma despedida de solteira com amigas.
Pensei que n�o parecias uma freira a s�rio.
- Desculpa, Daan, mas temos de ir. - Tens vergonha?
Ouve l�, Daan.
Como se conheceram?
Conhecemo-nos no parque de campismo.
O Ferry estava a cuidar da irm� doente, e eu vivo l� com o meu irm�o.
- Pronto, vamos. - Fer, vamos ficar no hotel Parklane.
Se quiseres ir tomar um caf� amanh�, diz.
A reserva est� em meu nome, Van Marken.
Mas podes mandar-me uma mensagem.
Estou a acertar em todas.
Diverte-te nesta bela capital, Danielle.
- Obrigada. - Vamos.
Fer, n�o tens o meu n�mero.
Eu encontro-te.
Adeus.
- Adeus. - Sim.
Isto parece-me bem.
Carrega.
Fer, podes ajudar?
- F�-lo tu. - Tenho de fazer uma chamada.
Sim, est� bem. J� vamos.
Temos de ir ao Brink.
- Porqu�? - Que importa?
Senhores, foi um prazer, como sempre.
Obrigado. At� � pr�xima.
Vens, idiota?
- Brink. - Ferry.
O que � isto?
Senta-te.
S� uma conversa r�pida para esclarecer algumas coisas
e tranquilizar o Rico.
Ele diz que nos enganaste. Acho que n�o � poss�vel.
Isso n�o � poss�vel. Confio a minha vida ao Ferry.
O Rico deve estar errado.
Mas ainda temos algumas perguntas sobre o Lars van Marken.
Conta-me outra vez...
... exatamente como foi?
Caramba, rapazes, a s�rio? Inacredit�vel.
Ent�o...
O Davy disse que o Lars era o terceiro.
Vive num parque de campismo, fui at� l�, esperei por ele.
Ele correu para a floresta, eu segui-o e alvejei-o.
O Jason e o Davy vieram no jornal, mas o Van Marken n�o.
Era uma floresta grande.
Talvez ainda n�o tenha sido encontrado.
Quem era aquela mi�da, esta tarde?
- A Danielle. - Pois �.
� s� uma mi�da do campismo.
Estava aborrecido � noite.
Danielle van Marken.
Pois.
Eu tamb�m n�o sabia.
N�o fal�mos muito, se � que me entendes.
� verdade?
- Caramba, Brink. - Ando preocupado contigo.
Pensei que tinha acontecido algo no Sul que te tivesse mudado.
Mas e depois? Nunca foste de falar muito. Todos sabemos disso.
E depois o Rico ligou, e tudo se encaixou.
Mentiste sobre o Lars?
- N�o. - Podes dizer-me a verdade.
- N�o. - N�o me vou zangar.
- Mas tenho de saber. - N�o estou a mentir.
Perguntamos � mi�da?
Deixa-a fora disto.
Trata-se do meu filho.
Preciso de saber.
Queres saber? Queres mesmo saber?
Queres saber a verdade?
Foi o Mattijs.
Ele estava por tr�s do assalto.
- O que disseste? - O Mattijs estava por tr�s de tudo.
Ele estava zangado contigo por n�o o quereres ajudar.
Isso � treta. Disseste que fomos seguidos.
Disse isso para te proteger.
- Cala-te. Isso � um disparate. - E se eu o tivesse dito?
- Est�s a mentir. - O teu filho roubou-te.
Alvejei dois deles. O terceiro n�o merecia.
� essa a verdade.
Porque est�s a fazer isto, Fer?
Porqu�?
Gosto muito de ti.
E j� perdi um filho.
Acaba com isso.
Por favor.
Faz isso por mim, e isto fica entre n�s.
N�o posso.
Se n�o nos disseres onde encontramos o Van Marken...
... teremos de perguntar � mi�da.
Isso n�o vai acontecer.
Ent�o, desculpa.
V�o buscar a mi�da.
N�o piores mais as coisas, Fer.
Ferry, acalma-te, p�.
Calma, Fer, n�o vamos deixar que ela sofra.
- Seu cabr�o. - O qu�?
Vamos chorar?
Foste como um pai para mim.
N�o serei enganado.
O que vais fazer sem mim?
Sem mim, n�o �s nada.
Sem mim, �s uma merda perdida, um sulista imundo.
� o que vamos ver.
Nem por isso. Que nojo.
Isso � t�o nojento.
O que aconteceu aqui?
Acham que � coisa da M�fia. Bem-vindas a Amesterd�o.
Talvez haja um tipo giro. Podias saltar para cima dele.
- N�o podes fazer isso. - Porqu�?
Pessoal...
V�, a s�rio.
- Daan, v� l�. - Sim. For�a.
Ol�.
Tenho caf�, se quiseres.
N�o.
Nem gosto de caf�. N�o sei porque disse isso.
E este at� est� frio.
Daan, desculpa.
Por tudo.
Tive tantas saudades tuas que...
Queres outra coisa?
Canja de galinha.
- Canja de galinha? - Sim, passei a noite fora.
- Queria mesmo canja de galinha. - Ent�o vais comer canja.
- N�o gosto de Amesterd�o. - Eu tamb�m j� n�o.
Por um dia ou dois
Tive borboletas na cabe�a
Por um dia ou dois
Estive agradavelmente dormente
Quase me esqueci Do que � estar apaixonado
V� l�. Est�s �tima.
Eu olho em volta
Atrav�s de �culos cor-de-rosa
Gira�a.
Ol�.
Como podia saber Que o meu mundo era t�o pequeno
Quero apresentar-vos algu�m.
- Certo. - Esta � a Danielle.
� a minha namorada.
- Ol�. - Ol�.
Trouxe-te bolo.
Tarte de banana e natas. O Ferry disse que gostas muito.
Sim, � verdade. Querido, podes fazer caf�?
Bem-vinda � fam�lia.
- Obrigada! - Idiota!
Ent�o...
... idiota, vais ficar mais um pouco desta vez? Senta-te, pega num banco.
Querido, vamos mas � beber champanhe.
N�o � permitido, mas bebo todos os dias.
- Aguentei-me tr�s meses a mais. - J� experimentaste crack?
Uma vez. N�o gostei nada.
- N�o? - N�o.
A Daan tem �timas pastilhas. Podemos tomar juntos.
- O qu�? - Ecstasy.
Sim. Por que n�o?
Ainda os tens?
- Eram do meu irm�o. - Ele ainda os tem?
- Ele f�-los. - A s�rio?
Vou ligar-lhe, ent�o.
Est� aqui algu�m?
A� est�s tu.
Ent�o...
... sabes cozinhar.
Com os meus amigos.
Malta?
Este � o Ferry.
Legendas: Daniela Mira
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