All language subtitles for 02 - A Confissão de Judas

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Original subtitles

O encontramos escondido atr�s da igreja.

Ele deve ter visto o que houve.

Albert?

Olhe para mim, Albert.

Voc� s� precisa dizer a verdade. Foram Chino e Joseph?

Foram Chino e Joseph?

A verdade, rapaz.

Ou juro que ser� enforcado por isso. Foram aquele mesti�o e aquele �ndio?

Enforquem-no.

Foram...

Foram eles.

Foram eles.

Foram eles.

S01Ep02 - OS DAKOTAS -

Estrelando, Larry Ward.

Chad Everett.

Jack Elam.

E Michael Greene.

Uma produ��o da Warner Brothers Television.

CLUBE DO FAROESTE Apresenta

A CONFISS�O DO JUDAS

VISITE NOSSO SITE www.clubedofaroeste.blogspot.com

Aonde posso encontrar a Sra. Deborah James?

-Pode apontar, se quiser. -Na sa�da da cidade.

Aonde jogamos o lixo.

Sra. James?

Sra. James?

Me chamo Ragan. Voc� me mandou um telegrama.

Vim de longe por causa disso.

Volte. Voc� veio � toa.

� toa?

Voc� disse que seu filho foi preso por um assassinato que n�o cometeu.

Seu filho e seu cunhado. Voc� disse que eles foram incriminados.

-Sra. James? -Essa � uma casa em luto, delegado.

Quero que v� embora. Que me deixe em paz.

Por que, Sra. James?

Se calar� por que foi amea�ada?

Voc� acha que algu�m nessa cidade poderia fazer isso?

Essa cidade fez de tudo comigo por 10 anos.

Quando enforcarem o Joseph e meu filho,

eles estar�o apenas terminando o que sempre quiseram fazer.

Se forem inocente, te prometo...

Inocentes ou culpados, o que isso importa?

Eles ir�o morrer.

Quando se encara isso, � mais f�cil, sabe?

� mais f�cil.

-Sra. James. -V� embora.

N�o h� nada que possa fazer, exceto me lembrar

que meu filho est� morto.

Entendeu?

Meu filho est� morto.

Frank, este � o coronel Withers, aposentado.

Ele � o juiz de paz e n�o gosta de forasteiros.

Force-o e ele te chamar� de protetor.

-Viu a mulher? -Sim.

E suponho que ela te convenceu da inoc�ncia deles,

e agora est� pronto para dizer que somos preconceituosos.

Ningu�m os chamou de preconceituosos, coronel.

Voc� far� isso. Conhe�o homens como voc�.

Uma palavra da m�e de assassino cruel e arrogante,

e o governo federal est� pronto para vir a uma cidade como essa

e iniciar uma cruzada pag�.

Para transformar o certo no errado. Para crucificar uma cidade

e poupar os assassinos.

Essa � sua miss�o, n�o �, delegado?

-Voc� sabe qual � minha miss�o, coronel. -A verdade?

Justi�a? Investigar todas as acusa��es?

Isso mesmo.

Eu te darei tudo. A verdade e as acusa��es.

A verdade, delegado, � que ontem a noite,

logo ap�s anoitecer, dois animais b�bados,

um mesti�o e um selvagem, foram a igreja

e atacaram e mataram Gloria Tolliver, esposa do reverendo.

Chino e Joseph fizeram isso por estarem b�bados,

quebrados e n�o poderem seguir bebendo sem dinheiro.

Eles foram vistos entrando na igreja por meia d�zia de pessoas.

Eles foram ouvidos exigindo dinheiro da Sra. Tolliver.

Uma hora depois da morte dela, eles foram encontrados ainda b�bados,

hostis e em posse de $10 em dinheiro, e incapazes de se defenderem.

Caso isso n�o pare�a um caso forte o suficiente, delegado,

temos uma testemunha ocular.

Um rapaz chamado Albert que os viu cometendo

este ato b�rbaro atrav�s da janela da igreja.

E essa � a verdade.

Como todos podem ver, um caso fechado.

Culpado ou inocente, selvagem, mesti�o ou louco, coronel.

Voc� n�o nos deixar� julg�-los. Voc� os dar� um julgamento justo.

Voc� investigar� e mandar� o que encontrar

ao promotor federal, e chamar� o juiz circular.

-J� mandei cham�-lo. -Se est� interessado

num julgamento justo, delegado, cancele esse pedido

e saia de Bismarck.

Quanto tempo nos dar�, coronel?

S� quero me despedir do meu cavalo.

Tentei ser razo�vel, cavalheiros.

Tentei ser mais justo com voc�s do que sua atitude parece merecer.

Tudo bem.

Seu jeito.

E tudo que acontecer ser� responsabilidade sua.

Voc�s viajaram de longe. Tomem uma bebida e descansem.

Voc� j� fez isso.

U�sque.

Divirta-se.

Vance.

Vance!

Obrigado pelo u�sque.

Legendas DANILO CARVALHO

Isso � tudo, xerife?

� s� o que tem a dizer?

Isso � tudo.

Ei, delegado?

Espero que o Chino n�o tenha mudado.

Espero que cuspa no seu olho, como fez comigo.

-Sabe quem sou? -� claro.

Est� tudo claro, delegado.

-Nosso salvador. -N�o h� por que ser hostil.

Ou temer.

Tem algo a dizer que possa ajudar a inocent�-los?

-Voc� nos ajudar�? -Cale-se!

N�o tenho nada a dizer.

Eu tenho.

Neste momento, voc�s est�o � caminho da forca.

Se forem culpados, farei com que sejam enforcados legalmente.

Se forem inocentes, n�o deviam esperar

para me contar o lado de voc�s. Por que tempo � a �nica coisa

que os separa de uma cova rasa no cemit�rio.

Entenderam?

Vejo que n�o.

Tudo bem, ent�o. Sejam enforcados.

Mentiras. � tudo mentira, delegado.

-Mentiras. -Pela �ltima vez, cale-se!

Estou esperando, Joseph.

Joseph.

O que quer de mim? O que voc�s querem de mim?

Eu n�o sei de mais nada. Nada.

Nada.

Por que n�o quer que ele fale? Por causa do seu �dio pela lei?

Ou por que est� com medo?

Com medo dele falar e garantir sua execu��o.

Qual delas, Chino?

Te fiz uma pergunta.

E te dei minha resposta, delegado.

Sabe, estou come�ando a entender por que sua m�e desistiu

e aceitou sua morte.

E estou come�ando a pensar que isso n�o ser� uma perda tr�gica

para as Dakotas, sendo inocente ou culpado.

-Satisfeito? -N�o.

Voc� est�?

Delegado?

Espero que queria visitar o Albert.

O reverendo Tolliver o acolheu...

Logo depois que ele fez a identifica��o.

Voc� pode encontr�-lo na casa do Tolliver

ou na igreja.

-Indo a algum lugar, delegado? -Ele te fez uma pergunta, delegado.

Ou precisa ser repetida em Sioux?

N�s vamos a igreja. Alguma obje��o?

Querem se juntar a n�s?

Nunca � tarde demais para ser salvo.

Reverendo?

-Sinto muito interromper... -Homens armados.

Outra morte.

J� basta de viol�ncia.

N�o permitirei que falem com o Albert.

-S� queremos falar com ele. -Falar com ele?

Tortur�-lo? Trazer mais dor para todos n�s?

Os vi chegando. E disse a mim mesmo:

"Esse � realmente o dia do diabo."

Viol�ncia gera viol�ncia. N�o ajudarei voc�s.

Se aqueles homens n�o tiverem um julgamento justo

com toda prote��o da lei, a�, de fato, ser� dia do diabo.

-O dia e a cidade dele. -Eu n�o ajudarei voc�s.

Olhe para voc�s.

Falando essas coisas sobre o caix�o da minha esposa.

Trazendo para casa de Deus o homem com a express�o de matador.

Um pistoleiro.

Acha que nunca vi o tipo dele? Enterrei dezenas deles.

Rezando aos c�us para que fossem perdoados.

-N�o ajudarei. -Reverendo.

Voc� tem minha resposta, senhor.

Cedo ou tarde, falaremos com o Albert. Voc� n�o poder� evitar isso.

Voc� s� pode dificultar nossas vidas e dos homens presos.

Mas n�o importa o que sinta ou o que essa cidade sinta,

eles s�o inocentes at� que se prove o contr�rio num tribunal.

Voc� pode ser a v�tima, mas n�o � o juiz deles.

Uma m�e � uma ju�za, delegado?

Meu filho � culpado.

Eu vim implorar seu perd�o, reverendo.

-Fugindo do funeral, xerife? -Voc� sabe do que estou fugindo.

Se tivesse alguma imagina��o, voc� saberia o motivo.

O quanto est�o falando sobre linchamento, xerife?

N�o falaram nada at� agora, mas enquanto estiverem na cidade,

a chance disso acontecer � muito grande.

Olhe, delegado.

Se quiser ser enterrado ao lado da Gloria Tolliver, fique � vontade.

Voc� n�o precisa de mim. Quer que seja r�pido?

Ent�o descubra por que prendemos o Chino e o Joseph b�bados,

dormindo no campo, na sa�da da cidade, ao inv�s de estarem � caminho do Canad�.

Ent�o descubra sobre a alian�a da Sra. Tolliver.

Foi tirada do seu dedo. Quem est� com ela agora?

Descubra isso e talvez consiga dois m�rtires.

E talvez consiga uma vaga no cemit�rio.

Mas essa � uma viagem que n�o farei com voc�.

Xerife.

Voltarei para colocar flores nos seus t�mulos ano que vem.

Senhor, o bom reverendo me pediu para dizer as �ltima palavras

pela falecida.

Seus l�bios fecharam com luto e desespero,

e cabe a n�s, seus amigos e vizinhos,

revelar a Voc� o que deve estar no seu cora��o.

O que posso dizer, Senhor? Eu tamb�m sinto esta perda...

Profundamente. Dolorosamente.

N�o digo nada. Pe�o, imploro humildemente, senhor...

Que este crime vil e selvagem seja punido.

Que os criminosos sintam sua ira em retribui��o

e que suas almas sejam condenadas ao inferno!

H� homens aqui, Senhor.

H� homens que vieram nos desafiar.

Conhe�o esses homens, vivi com esses homens,

fui destru�do por esses homens e sempre foi o mesmo.

Poupem o selvagem, defendam o selvagem,

libertem o selvagem, ignorem o sangue em suas m�os

e destruam aqueles que n�o podem fazer isso,

e n�o far�o isso!

Esses homens me destru�ram.

Eu n�o nego. Eles me destru�ram

por que amo meu pa�s e meus vizinhos.

E por que, num certo dia, eu levei meus soldados

ao covil dos selvagens e acabei com todos homens, mulheres e crian�as.

Fiz isso sabendo que era seu trabalho, Senhor,

mas eles me destru�ram por isso.

Eles me tiraram do servi�o e desgra�aram meu nome.

E agora os mesmo homens do governo federal

vieram colocar todos n�s em perigo, temendo por nossas vidas.

Pe�o a voc�, Senhor, em toda Sua infinita sabedoria

que os mande embora.

O imploro que os mande embora.

Mande-os embora, Senhor.

Pois eles n�o sabem o que fazem.

Saia.

Saia daqui.

Diga-me algo, reverendo.

O que mais odeia, ex-pistoleiros ou mentirosos?

-Te disse... -Sim, eu sei.

Voc� contou a n�s e ele contou a cidade toda.

Agora dois homens morrer�o por causa do testemunho de um mentiroso.

N�o acho que isso seja justo, voc� acha?

Pode vir aqui, reverendo? Queremos que veja algo.

Voc� e o Albert.

O que � isso?

Por que n�o faz o que pedi, senhor? Ficarei feliz em mostr�-lo.

Com medo, reverendo? De que?

S� queremos que olhe desta janela.

Bem, n�s tentamos. Olhamos dos dois lados...

Em plena luz do dia.

Mal pudemos ver algo por causa da poeira.

O que acha que o Albert conseguiu ver a noite?

Ajoelhe-se, rapaz.

Ajoelhe-se e conte-me a verdade.

Se fez pelo coronel, voc� pode fazer por mim.

Ajoelhe-se e jure perante � Deus que n�o mentiu.

De joelhos!

Agora, diga novamente o que viu.

-A janela. -O que tem a janela?

Estava aberta. Ouvi vozes e a abri.

Eu juro que abri.

Eu juro. Eu juro, reverendo.

Acredito em voc�, Albert. Acredito em voc�.

-Reverendo. -Acredito nele.

Agora, saiam daqui. N�o voltem a minha igreja

para acusar o inocente e inocentar o culpado.

N�o deixarei que a casa de Deus seja profanada por voc�s.

Saiam.

Agora voc� pode ver, reverendo.

Foi preciso n�s dois para levantar a janela.

A m�e dele.

Ela mesma condenou o Chino.

Ela condenou ele e o Joseph.

Perto disso, o que seus truques significam?

Eu n�o a matei.

Tente de novo, rapaz.

O coronel quer uma confiss�o e a conseguir�.

Ouviu? Fale.

Eu n�o a matei.

Claro, eu entendo. D� ao coronel o que ele quer

e talvez os delegados saiam daqui satisfeitos.

Se isso acontecer, o coronel ser� misericordioso, Joseph.

Eu n�o a matei.

N�o quer um pouco de miseric�rdia, Joseph?

-Eu n�o a matei. -Voc� ter� que fazer melhor que isso.

-Eu n�o a matei. -Est� desperdi�ando tempo.

Voc� tem 5 segundos para me entregar as chaves.

5 segundos. E se ainda estiver aqui,

eu te darei uma li��o.

-Voc� ainda n�o me respondeu. -Eu te respondi.

Albert n�o mentiu. O que mais voc� quer, Jethroe?

Eles pareciam t�o certos. Estive pensando desde que partiram.

-Rezando, pedindo orienta��o. -Voc� deve pedir for�a, n�o orienta��o.

For�a para resistir ao inimigo, para ver o que precisa ser feito,

e fazer.

Est�o falando sobre linchamento, mas sabe disso.

-Est� por toda cidade. -O que est� pedindo, Jethroe?

Que eu deixe esses forasteiros levarem os assassinos da sua esposa?

Deixe que os deem um julgamento justo. N�o posso acreditar...

-Voc� quer o linchamento, John? -N�o haver� nenhum linchamento.

Voc� ser� contr�rio? Voc� ser� contr�rio?

Sua esposa era uma jovem ador�vel, Jethroe.

Eu tamb�m j� tive uma esposa.

Ela tamb�m era uma jovem ador�vel e morreu de forma pior que a sua.

Ela s� tinha 18 anos que os Sioux a levaram,

e a mataram. Voc� pede demais.

-Eu tenho direito. -Voc� pede demais.

Esses homens merecem morrer e ir�o morrer, n�o me importa como.

-Contanto que morram. -E se forem inocentes?

N�o pode ver isso? E se forem inocentes?

Eu te disse. Eles s�o culpados.

Quantas vezes tenho que dizer? Eles s�o culpados.

Temos prova que diz que talvez n�o sejam.

-N�o pode entender isso? -Sua prova � uma mentira.

Tudo � mentira. A vida � uma mentira.

O que te faz dizer isso?

O que aconteceu entre recebermos aquele telegrama e chegarmos aqui?

O que te faz acreditar que seu filho e seu cunhado merecem a forca?

Que s�o culpados?

Eu quero saber, e saberei.

E quando descobrir, te farei ir �quela cela

e pedir seu filho para corroborar.

-Te disse quando chegou. -Sim, eu me lembro.

O que importa? Eles morrer�o.

� mais f�cil.

Pode ser mais f�cil para voc� desistir do que lutar.

Mas n�o deixarei que seja t�o f�cil. Encare isso.

N�o ser� t�o f�cil.

Seu pr�prio filho, Sra. James.

-Meu pr�prio filho. -Ou�a.

A cidade est� ficando nervosa, podemos ter um linchamento.

Eu preciso da verdade, de ajuda.

N�o o ama?

Voc� deve am�-lo. Voc� nos chamou.

Ele confessou.

Ele confessou.

Fui a cela dele e ele me disse que a haviam matado.

Ele disse que estava feliz que iriam enforc�-lo.

Ele disse que a �ltima coisa que queria ver quando o enforcassem

era meu rosto o encarando.

Ele disse que suas �ltimas palavras seriam:

"Obrigado, m�e.

Obrigado, m�e, por me trazer aqui.

Obrigado, m�e, por ter dado a luz a um mesti�o.

Obrigado, m�e,

por vir ver seu povo finalmente me trazer alguma paz."

Meu povo!

Ainda quer que eu fale com ele? Acha mesmo que faria diferen�a?

-Voc� tem que me ouvir, Sra. James. -Conhe�o meu filho,

conhe�o seu �dio e acredito que ele me disse a verdade.

Agora, de uma vez por todas...

N�o me importo com sua prova.

Mesmo que fosse verdade...

Ele n�o me contaria nada.

Eu, de todas as pessoas.

Agora, v� embora.

E me deixe ter um pouco de paz tamb�m.

Sra. James?

Nunca te ocorreu que ele tenha confessado

para te punir por t�-lo trazido a um mundo

que poderia enforc�-lo sem derramar uma �nica l�grima?

Em que a �nica pessoa que sofreria seria voc�?

Tire-o daqui. Tire-o, me ouviu?

-Chino, eu tenho que saber. -Limpe sua consci�ncia em outro lugar.

N�o te quero aqui.

Sua prega��o sempre me enojou.

Voc� e sua congrega��o me enojam. Agora, saia daqui.

N�o.

N�o at� eu ter a verdade.

-A verdade... -Chino!

Eu vou morrer. Essa � toda verdade que precisa.

Voc� quer que eu confesse? Que alivie sua culpa?

Ent�o me acerte como fizeram com o Joseph.

V� em frente. Me espanque.

Isso s� te trar� desprezo.

Por todos voc�s.

Tudo bem, Chino. Estou convencido.

Agora, tudo que posso fazer por voc� � rezar...

Pelo que sobrou da sua alma.

Certo! Solte-os!

Darei dois minutos para sa�rem da rua.

Qual � o problema, delegado? Tem um est�mago fraco?

Muito.

E quem n�o come�ar a andar agora mesmo,

ter� um buraco no seu.

Saiam daqui!

Todos voc�s.

O buraco no est�mago � uma boa ideia, Frank,

mas n�o � o homem certo.

-O coronel? -Por que n�o?

Um l�der morto � uma multid�o morta. E n�o acho que teria problema

para for��-lo a um duelo.

Frank.

� melhor se acostumar com a ideia.

Cedo ou tarde, algu�m puxar� o gatilho.

Eu quero ver meu filho.

Ele est� aqui, senhora.

Por que teve que voltar? Eu tenho o direito de morrer

da forma que eu quiser.

Um cachorro raivoso tem direito a morrer com mais dignidade.

Voc� chama morrer por um crime que n�o cometeu de dignidade?

Oh, voc� me convenceu ontem a noite. Eu acreditei em voc�.

E te enterrei, e sofri por voc�.

Bem, n�o acredito mais em voc�.

E n�o deixarei que morra por causa do seu �dio pelo mundo ou por mim.

Chino!

Voc� me dir� a verdade.

Exatamente o que aconteceu quando encontraram a Sra. Tolliver

e o que houve depois, e eu contarei ao delegado.

Eu j� te disse.

Por favor, Chino. Eu tenho que te implorar?

-Voc� me odeia tanto assim? -Eu n�o te odeio.

N�o tenho mais tempo para �dio.

Eu n�o sinto �dio de voc�.

Ent�o fa�a o que pedi.

-Se j� signifiquei algo para voc�... -N�o far� diferen�a.

-Eu contarei ao delegado. -N�o far� diferen�a.

Nada que digamos far� diferen�a. Entendeu?

Para homens como n�s, n�o h� justi�a.

S� h� orgulho.

Agora, v�.

Perd�e-me pelo que eu disse ontem a noite, mas v�.

Talvez voc� entenda um dia.

Joseph?

-N�o. -Joseph.

J� basta, Chino. Orgulho.

Do que adianta o orgulho para um homem morto?

-N�s roubamos, s� isso. -Joseph!

N�s roubamos o que nos era devido da caixa de coleta.

$10, dinheiro que ela nos devia por um trabalho.

Ela disse que o usarar�amos para comprar mais u�sque,

que volt�ssemos no outro dia.

Por $10, nosso dinheiro, eles nos matar�o.

Conte a eles, Deborah. Conte aos delegados.

Se morrermos, ao menos, eles saber�o a verdade.

Sub-delegado, me tire daqui.

Entre.

N�o havia ningu�m l� embaixo.

Acredite, reverendo, eu n�o viria se...

Se um mentiroso n�o estivesse solto pelas ruas.

-Isso mesmo. -E voc� acha que posso dom�-lo.

-Voc� pode tentar. -Eu tentei.

Essa � sua resposta?

Vai esperar sentado enquanto Bismarck se banha em sangue?

Ou talvez realmente acredite que eu deixarei que o Coronel

e seus seguidores linchem o Chino e o Joseph.

O que quer que eu fa�a? Que os pare com palavras?

Acha que sou t�o eloquente? Eu nunca estive...

Isso n�o me importa. Estou te dizendo pela �ltima vez

para falar com essa cidade.

Tente faz�-los enxergar a raz�o.

Raz�o?

Aonde est� a raz�o disso?

Teve alguma raz�o minha esposa ser enterrada aos 21 anos?

Tem alguma raz�o voc�s alimentarem a chama que diziam temer?

Teve raz�o o Chino James rejeitar minha m�o em ajuda?

Raz�o.

N�o h� raz�o, delegado.

-Acho que n�o h� mesmo, reverendo. -Delegado, n�o consegue entender...

Que n�o posso fazer nada?

Eu posso.

"LEI MARCIAL

Saloon ser� fechado at� segunda ordem. Todos os cidad�o fora das ruas

ao por do sol. Nenhum reuni�o com mais de 3 pessoas.

Quem violar as leis estar� sujeito a pris�o.

FRANK RAGAN DELEGADO TERRITORIAL"

Com licen�a.

Sub-delegado?

Sub-delegado?

-Tire isso da�. -Voc� est� b�bado, senhor.

Estou cansado de voc�s, entendeu?

Essa � nossa cidade, rapaz, n�o sua.

Agora, tire isso da�.

Eu disse para tirar isso da�.

Vamos.

Eu sei. Nunca vire suas costas.

Isso ou se abaixe.

V� com calma, rapaz.

Como ele est�?

-Ent�o? -Estamos esperando o m�dico.

O sangue dele est� nas suas m�os. Voc� sabe disso, n�o?

Suas m�os, delegado.

Essa � sua recompensa por pisar nas pessoas dessa cidade.

-� isso que veio me dizer, coronel? -N�o, vim te dizer o seguinte:

Toleramos sua interfer�ncia por muito tempo.

E n�o toleraremos mais. Os vimos transformar

cidad�os decentes em rebeldes.

Sofremos com sua arrog�ncia e desprezo, e isso acabar�.

Amanh� de manh�, voc� nos entregar�

aqueles dois selvagens para serem julgados

e os puniremos. Eu fui claro?

Perfeitamente. Agora, deixe-me ser claro.

At� encontrarmos quem fez isso,

os �nicos selvagens que conhe�o est�o neste lugar.

Outra coisa.

Essa cidade agora est� isolada.

As linhas de tel�grafo foram cortadas e as estradas bloqueadas.

Voc�s s� sa�r�o com vida se nos obedecerem.

Amanh� de manh�.

Cad� o Albert?

Ele n�o est� aqui.

Ele n�o est� aqui!

Seu ajudante.

Ele sobreviver�? Ele n�o vai...

Sim, ele sobreviver�.

Contanto que Chino e Joseph sobrevivam.

Contanto que eu e o restante dos meus ajudantes sobrevivam.

Delegado, que diferen�a far� incomodar o Albert agora?

N�o importa o que ele diga, essa cidade n�o voltar� atr�s.

-� tarde demais. -Talvez.

Pelo bem desta cidade, espero que esteja errado.

Acho que sei como se sente.

N�o � f�cil condenar homens inocentes, �?

�?

Chegou a hora da verdade, rapaz. � agora.

Por favor, eu n�o quero...

Sabe o que acontecer� se n�o falar?

Muitas pessoas morrer�o. Boas, ruins, de todo o tipo.

E voc� estar� pior que todos eles, por que ter� que viver com a lembran�a

de ter matado cada um deles.

� isso que quer? Diga-me.

� isso que quer?

Como saberia o que quero?

Ningu�m se importa com o que eu quero?

Ningu�m nunca se importou.

N�o posso te contar nada. Eles me machucar�o.

-Ningu�m te machucar�. -Eles me matar�o.

Ningu�m se importa. Ningu�m!

Albert?

Eu gostaria que enforcassem outra pessoa.

Que n�o enforcassem o Chino e o Joseph.

Que n�o fosse algu�m na mesma situa��o que eu!

-O que aconteceu? -Vamos sair daqui.

Sair? Para onde?

Para o hotel.

Que bem isso far�? Estamos mais seguros aqui.

Voc�s n�o tem chance. Uma banana de dinamite

pela aquela janela e estar� tudo acabado.

Vamos sair daqui, heim? Decidimos n�o esperar amanhecer.

O que faz aqui?

N�o posso mais viver com isso, coronel.

-Viver com o que? -Sabe, foi voc� que me fez dizer aquilo.

-Esse era o seu dever. -Ou�a.

Um homem vive pelo seu dever, Albert. Voc� n�o pode fugir dele.

Voc� fez o certo e n�o precisa se envergonhar.

-N�o precisa. -Voc� n�o entende.

Eu entendo. Eu entendo.

Por favor, ou�a-me.

Voc� precisa ser forte, Albert. Todos precisamos ser fortes.

Voc� os condenou e o Senhor o aben�oar� por isso.

Ele me odeia. Ele devia me odiar pelo que fiz.

N�o entende? Eu menti.

Algu�m andou falando com voc�, Albert?

-O delegado te amea�ou? -Por que n�o consegue entender?

-Eu menti. -Por dizer a verdade!

O medo te confundiu.

Que tipo de mundo � esse onde n�o h� ningu�m corajoso?

Devo ser o �nico com coragem? Devo carregar a bandeira

de dec�ncia sozinho? Tenho que estar sempre

cercado de covardes?

-Voc� disse a verdade. -Eu menti!

Aqui.

O anel dela. O anel da Sra. Tolliver.

Eu a matei. Pode fazer algo por mim, coronel?

-Voc� me deixar�... -Eles te obrigaram a mentir.

Para salvar a vida de dois selvagens sujos,

eles pegaram um garoto como voc�...

-Eles n�o merecem viver. -Coronel...

Ou�a-me, Albert.

Se repetir essa mentira grotesca e vil,

prometo que ser� posto numa cela pequena

pelo resto da sua vida para morrer lentamente.

Eu juro!

Eu juro!

Fique longe daqui. N�o quero voltar a v�-lo.

Vance, porta dos fundos.

Lembre-se, fique abaixado. Eles est�o l� fora.

-Smith? -N�o se preocupe, Frank.

Darei um jeito de n�o morrer.

Tudo certo, Del?

Se n�o conseguir atirar, d� a arma a ele.

Falei s�rio, Del. N�o banque o her�i.

Bata na pr�xima vez, delegado. Posso explodir sua cabe�a por engano.

Frank?

-Sim? -Diga-me algo.

No fim, o que acontece com um Judas?

Se eu sobreviver, talvez pergunte ao Albert.

Essa � sua resposta?

�?

Aqui est� a minha.

Albert est� morto.

Ele mesmo se matou.

Ele assassinou minha esposa!

Essa � a confiss�o dele.

-Deixe. -O que disse mesmo?

Voc� acabou com todos eles, homens, mulheres e crian�as.

Voc� n�o matar� mais, John.

Est� acabado. Tudo.

V� para casa e leve esses homens com voc�.

A confiss�o do Albert � falsa.

Os avisei sobre esses homens do governo!

Os avisei sobre o que fariam para salvarem as vidas

do Chino e do Joseph!

Essa confiss�o � falsa.

Albert me encontrou h� menos de uma hora.

Ele estava aterrorizado por causa do que lhe fizeram.

Eles o destru�ram, como fizeram a mim.

Eles o quebraram at� confessar o assassinato de qualquer um.

Eles fizeram isso!

Eles!

Albert est� morto e o assassinaram.

O dia amanheceu. Quem ir� comigo?

N�o com essa confiss�o assinada, coronel.

Que o c�u lhe perdoe, John.

Voc� est� louco.

Tudo bem. Irei sozinho.

Se houver algum homem aqui, ele me seguir�.

N�o! N�o!

Voc�s n�o podem! Eles s�o inocentes!

N�o me entenderam? Eles s�o inocentes!

Smith?

Fique atento.

O reverendo Tolliver disse que queria me ver.

Achei que teria muito a te dizer, delegado, mas...

Obrigado.

Delegado?

Suponho que queira que eu te agrade�a tamb�m?

Delegado?

� bom saber que algu�m se importa.

Legendas - Danilo Carvalho www.clubedofaroeste.blogspot.com

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