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CORA��O SELVAGEM
Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira
Um minuto, major.
Rapazes, tenho pensado na casa, nas �ltimas horas.
Estes morros e toda esta lama cansaram-me.
N�o percebia quando havia guerra, mas...
ficar a cavalgar, dia ap�s dia, acaba por ser horr�vel.
Ol�, amiguinho.
Como eu gostava de voltar ao Texas.
Ele deve achar que somos daquele lugar que chamam "o resto do mundo."
Vai dizer que h� outro lugar, fora o Texas, Neal?
Esperava que estiv�ssemos a viver um sonho mau.
N�o est� na hora de acordarem?
Shiloh, Murphysboro, Chicamanga...
Sujeira e sangue! 4 anos, para nada!
Lut�mos por algo em que acredit�vamos, Dan.
Ent�o vamos come�ar onde par�mos?
Se decidirmos, claro que podemos.
Queria ser como tu, Neal.
- Sempre v�s o melhor em tudo. - Faz o mesmo!
N�o, ao menos, sou esperto para me conhecer.
Sabes, maninho, n�o gosto de perder...
N�o sei sobre v�s, mas eu tenho muitos planos.
Acho que o futuro do Texas est� no seu povo.
E vou para l� ajudar a popula��o que est� a fazer crescer o meu estado.
- Achas que a tua esposa ainda te ama? - Sabes bem que ela me ama.
E tenho dois filhos para o provar.
�s um �ptimo pastor! O cordeiro podia ter-se afogado.
Sim, senhor, quando o Tiny McGilligan voltar ao Texas...
v�o chamar-me "O Pai da Popula��o".
Estamos a chegar a casa.
Tenho de recuperar muitos anos.
Sim, Neal... temos muitos anos para recuperar.
Acreditem em mim. Eu vou recuperar!
Tens a certeza que isto � Austin?
Tinha que estar ausente mais de quatro anos!
D�em uma olhadela por a�.
Tenho de tratar de um assunto.
Deixe-me ajud�-la, menina.
Voc� parece que n�o precisa
de um chap�u novo.
Deve ser um forasteiro aqui.
Acertou, menina. Primeira visita em 4 anos.
Major, houve mudan�as.
Estou a ver.
E para melhor, n�o acha?
N�o sei ainda.
Talvez descubra depressa.
Como ser� que vai ficar sem barba e com roupas modernas?
Adeus.
Dan, est�s a perder o teu tempo: Ela � comprometida.
Sam Hunter!
� a primeira prova que tenho que estou em Austin!.
N�o s� est�s, como te vou pagar um copo de boas-vindas.
A Riqueza do mundo inteiro parece estar em Austin.
H� muito por aqui, tens raz�o.
A maioria � de novos ricos. Capital nortista.
Foi o que imaginei.
Dinheiro chama dinheiro.
Espero que algum dele esteja contigo.
N�o, ainda sou escriv�o da cidade.
Um bom trabalho, mas... falta a garra antiga.
A rapariga da carruagem, quem � ela?
Ela � comprometida.
O que queres dizer?
Ela � casada.
Com quem?
Gordon Hardin de Illinois. Muito dinheiro.
Ranchos, gado.
O que podes fazer contra isso?
Nada.
Sou um vencedor, que regressa falido.
Quando um tipo volta e v� toda esta riqueza...
d� em que pensar.
Em fazer dinheiro?
Em ganhar muito dinheiro. Dinheiro r�pido.
- Tens alguma ideia? - N�o, mas...
acho que tenho de come�ar em algum lugar.
Vou procurar o Neal, antes que ele se comece a preocupar. Boa sorte.
Sally Eaton!
Bem-vindo ao lar!
Tiny, quando � que voltaram?
S� estou de passagem. Vou para o C�rculo H.
Dan est� contigo?
Aonde?
- Est� por a�? - Onde?
Olha. Eu n�o o trago preso na ponta de uma corda.
- Ei, tu cresceste! Est�s ainda mais bonita. - Bem, obrigada.
O que fazes em Austin?
- Pap� morreu no ano passado, ent�o fiquei... - A mam� escreveu-nos a contar isso.
N�o me digas que est� a dirigir uma empresa.
Olha! S� porque � um mundo de homens, n�o h� raz�o para que uma mulher n�o possa.
Uma mulher?
- Ela ainda � uma beb�. - Repete isso!
Calma, mi�da! Ela ainda � o terror do Texas.
Dan! Bem-vindo ao lar!
N�o te lembras de mim?
Claro!... Sally Eaton.
Tu cresceste! Como havia de te reconhecer.
Est�s perdoado.
Bem, vamos indo. O sol est� a desaparecer.
Gostei de ver-te, Sally!
- Vem at� ao rancho, visitar o pessoal, Sally. - Boa ideia!
Assim que puder.
Mam�, Sr. Hammond! O pap� est� de volta!
Crian�as! � o pai, Gal. McGilligan. Ele ganhou a guerra!
Como tu est�s grande. A pequena Celeste, que linda.
Estou orgulhoso de voc�s.
M�e, voc� est� maravilhosa.
Ira, n�o sei como lhe agradecer por ter cuidado deles durante este tempo.
Tiny, voc�s tamb�m fizeram muito para cuidar de n�s.
N�o � qualquer rancho que tem a sorte de ter um capataz assim.
- Sentimos a tua falta. - Obrigado, Martha.
Major, eu cuido dos cavalos. Pessoal, entrem em casa.
M�e, o que temos para jantar? P�o de milho?
Temos p�o de milho no forno nas �ltimas duas semanas.
E aqui est�o duas vossas quando eram jovens.
O Neal � uma beleza, n�o?
Sim, os dois mi�dos Hammon: "A Bela e a Fera".
Para mim, parece que foi ontem.
Aqui est� uma foto tua que tiramos logo que vieste morar connosco.
Muito gentil da sua parte. � bom t�-los de novo em casa.
� algo especial que tinha guardado, para esta ocasi�o.
Durante estes quatro anos, houve muitos dias que duvidava se iriam voltar.
N�s tamb�m, muitas vezes duvid�mos se alguma vez voltar�amos.
Um brinde a todos n�s.
O que � isto, pai?
U�sque.
Bem, n�o vai demorar muito para que o c�rculo H seja vosso.
A mam� e eu vamos descansar.
Mas agora, h� o amanh�. Come�aremos a vida, como se n�o tivesse havido guerra.
Sim, est� certo.
O que foi, rapaz?
N�o sei, parece tudo muito calmo por aqui.
O Texas � muito grande, filho. A gente se perde nele.
Talvez me tenha acostumado a viver ao som do constante perigo...
que o h�bito de cuidar dum rancho desapareceu de mim.
Ele vai voltar novamente!
Amanh� vou-te mostrar o funcionamento das coisas.
Nunca se perde o amor de cuidar de um rancho.
� melhor irmos dormir. Amanh� � um grande dia.
Boa noite, Dan.
Boa noite, m�e.
Gostas disto, n�o?
Claro!
Sabes, eu acredito.
Olha, Dan, para agradar ao pai. Tenta fazer isto.
Vai partir-lhe o cora��o, se desistires.
Vamos fazer mais um. Antes da hora do jantar.
Sim, � emocionante, cuidar do rancho, Dan.
Um homem e os seus sonhos com o gado no futuro.
Sim, senhor. Convers�mos sobre isto. O que far�amos ao voltar.
Estamos a fazer isto. A velha vida, de novo.
Pai,... quem s�o aqueles homens?
Toda a esc�ria do mundo.
Desertores do Ex�rcito, renegados, bandidos.
� onde moram?
Sim. � gente dura.
Duvido que os Rangers do Texas se n�o os desactivassem, n�o dariam cabo deles.
Restos da guerra.
O que mais um homem pode querer?
Boa casa, boa comida este ano, muito gado.
1600 cabe�as na sec��o extrema sul.
950 no Big Meadows.
Quando os grandes mercados do Leste se abrirem e os grandes do Kansas come�arem...
com um pouco de sorte, vamos sair-nos bem.
Enquanto isso, fica sem dinheiro.
Sim, enquanto isso.
E nas grandes cidades como Austin, algumas fortunas s�o feitas em 48 horas.
Esse dinheiro n�o � bom.
O que h� com ele?
N�o foi constru�do em terras s�lidas. � fruto de uma falsa prosperidade.
Gostaria de ter um pouco dela.
O que est�s a tentar dizer, filho?
Que talvez eu n�o me realize a cuidar do rancho.
A tentar fazer com que o dinheiro d�, ano ap�s ano, como vos aconteceu.
Mas �ramos felizes. Nunca nos faltou nada.
Parte da alegria foi tentar n�o termos pressa.
Vamos enfrentar os factos, pai. Tem 65 anos, e o rancho ainda n�o foi pago.
E eu n�o tenho tanta paci�ncia.
Desculpe, pai. Com licen�a, m�e.
Acho que um cidad�o n�o tem o direito de incomodar um funcion�rio p�blico.
Incomoda. Depois de tantos anos? Fala, Dan.
Quero ganhar algum dinheiro.
S� isso?
Bem, � tudo o que eu quero.
Engra�ado, pensava que querias ser rancheiro, que sa�as � fam�lia.
N�o, senhor.
O que te mudou?
A guerra, acho eu.
N�o �s o �nico. Vi isso em outros.
Como achas que te posso ajudar?
Conheces gente?
Conhe�o muita. Que tipo de gente queres conhecer?
Os ricos.
Ainda �s um fervoroso sulista?
Claro, mas...
posso esquecer isso por dinheiro.
Sem rancores?
A mesma resposta.
Se eu te apresentar a um ianque, n�o quero v�-los a trocar socos.
Serei cuidadoso.
Falo s�rio, Dan. � um novo mundo.
O velho acabou quando rebentou a guerra. O novo come�ou no mesmo dia.
Entre, Gordon.
Estou feliz em v�-lo.
Estou satisfeito que tenha passado por aqui.
Apresento-lhe o meu velho amigo, major Hammond.
- Este � Gordon Hardin. - Major.
Sr. Hardin.
- Posso, Frank? - Sim, � vontade.
Que tal um p�quer, hoje � noite?
Algo especial?
De certa forma, sim.
Unimo-nos para comprar 20 mil hectares de terra para algod�o, em Brazes.
Agrade�o que verifique os detalhes legais para n�s.
Hoje n�o posso, Gordon.
Que tal trazer os dados amanh� ao escrit�rio?
Posso fazer isso.
A prop�sito, Osborne e Kenny v�o ao jogo hoje � noite?
Est�o no grupo.
Gostaria que o major Hammond o conhecesse.
Talvez pudesse coloc�-lo em algum neg�cio?
Frank foi bastante directo.
- Joga p�quer, major? - � um bom jogo.
At� amanh�, Frank. Oito horas?
- Tudo bem. - Eu vou esperar.
At� logo, Frank.
- Muito obrigado. - De nada, Dan. Mas...
jogam um p�quer duro, se valorizas o teu dinheiro, est� atento.
- Obrigado pelo aviso. - Boa sorte.
- Ol�, Dan! - O que est�s a fazer na cidade?
- Pensei em vir dar um "ol�". - Senta-te.
Como est�o as coisas no rancho?
O mesmo de sempre.
Sam, quero pedir-te um favor, mas n�o te culpo se disseres n�o.
Dinheiro?
N�o sei dizer-te quando o irei devolver.
Posso dispor de 1.000, gostava de ter mais, s�o da minha poupan�a particular.
Sem perguntas?
Isso � necess�rio?
2 pares de valetes.
- � demais para mim. - Estou fora.
2 pares de damas.
At� agora, a parte boa deste jogo, � que n�o importa se ganhe ou perde...
e continuamos com as mesmas pessoas.
Major, procura uma oportunidade para abrir um neg�cio?
� o que mais quero.
Com 25 mil, pode abrir um mo�nho de algod�o.
Tenho um pequeno que posso arranjar para si por 50 mil.
Grayson disse-me que a maneira mais r�pida de fazer fortuna...
A maneira mais f�cil de fazer dinheiro est� neste jogo.
Quem abre?
100 d�lares.
Eu fico.
Cubro o seu e mais 500.
Ol�, querida.
N�o se levantem, senhores..
- Acho que conheces todos aqui, a n�o ser... - Ol�, major.
- Conhecemo-nos antes? - Sim.
Na verdade, o major insultou-me, de um modo gentil.
� uma nova t�cnica. Tenho de aprend�-la.
Levante para eu ver, major.
Com licen�a, Sra. Hardin.
Quanto tem a�?
2.400, exactos.
Est�s linda, hoje, querida.
2.400...
mais 5.000.
- Estou fora. - Eu tamb�m.
N�o tenho muito comigo.
Cartas?
Vou jogar com estas.
Vou tirar duas.
Full House.
Full House. Rei.
Alto ases.
Espero os 5 mil d�lares, amanh�, �s 5 horas.
Receio que preciso de mais tempo.
Quando posso receb�-lo?
- Precisa de dar-me mais tempo. - N�o gostei dessa resposta.
Vou tentar arranj�-lo o mais r�pido poss�vel.
Tenho uns ranchos.
O Paradise precisa de mais um vaqueiro.
Pode dar uma ajuda.
Apresente-se ao meu capataz, amanh� cedo.
Se n�o se importar, resolvo do meu jeito.
Hammond, voc� sa�u de sua classe hoje.
� um tipo de rancheiro. Nasceu assim e vai morrer assim.
Al�m disso, � um bandido.
Al�m de se armar em espertinho.
Fora daqui!
Desta vez, fica assim.
Senhores!
Lorna!
D�-me uma bebida.
- Vem a� algu�m. - Espalhem-se!
Continue a andar, at� perto da luz.
Des�a do cavalo.
Tire o seu cinto.
Comece a andar.
- Quem � voc�? - Um amigo.
- De onde �? - De Austin.
O que o faz pensar que seja bem-vindo?
Diga o que quer. Depressa.
- Quem � o porta-voz de todos? - Aqui falamos todos.
Vejamos como � o senhor de Austin.
Rapazes, vejam o que encontrei.
O cavalheiro � de Austin.
Voc�s s�o muito fortes atr�s dessa artilharia.
N�o lhe batas com a tua m�o direita, Sy!
Queres vir antes?
Vamos continuar com isso a limpo!
Major, sempre gostei de ver um homem em ac��o. Como vai?
Dandy Taylor! Pensei que te tivesse deixado como guarda em Chickamauga.
Homens, este � o militar mais dif�cil...
o soldado mais duro que nunca perdeu uma guerra!
Major Dan Hammond! O que faz aqui, major?
Eu soube que voc�s estavam aqui.
E vim falar convosco, para vos dizer como podem ganhar a vida.
Para todos ganharem a vida!
E ele fala de todos. A guerra acabou.
Eu n�o acho.
Vejo aqui soldados, que vieram do Norte e do Sul.
Mas n�o somos mais soldados.
Entre voc�s...
pode haver desertores por uma raz�o pessoal ou por outra.
Outros, que podem ser procurados pela lei...
com v�rias acusa��es e que enfrentam um futuro incerto.
Eu vim dizer-lhes o que podemos fazer para tornar isto mais seguro.
Para voc�s e para mim.
Preciso de bons cavaleiros, que saibam lutar e bons em sobreviv�ncia.
Qual � o sal�rio para este trabalho?
Ter�o a minha lealdade. � o que espero de voc�s.
Isso n�o chega. E quanto ao sal�rio?
Quando Dan Hammond diz que vai crer a vossa lealdade...
quer dizer que v�o ganhar dinheiro, como nunca ganharam!
Obrigado, Dandy.
Deixem-me acrescentar algo mais.
Se decidirem vir comigo, esta ser� a �ltima noite...
que passaram escondidos, no fundo do rio.
Decidam-se!
Dandy! Recolhe os perdidos.
VOC� EST� A DEIXAR O TEXAS
VAI ENTRAR NA ZONA LIVRE
N�O PODE ENTRAR AQUI
SEM AUTORIZA��O DO GENERAL ESCOBAR
- 5 mil d�lares, pelo vinho franc�s. - Confere.
- 50 mil d�lares pelos diamantes. - Confere.
Claro, senhor Auriel, por 20 mil d�lares de seda francesa...
a nossa percentagem � 4.500 d�lares.
4.500 d�lares? Porqu�?
Eu vendi aos compradores champanhe, j�ias, perfumes...
e a percentagem do general Escobar foi sempre de 20%.
Que conversa � esta de 22,5%?
Boa tarde, Sr. Auriel.
Boa tarde, meu general.
- Sr. Hammond! - General.
General.
Por favor, general. O que s�o os 22,5%?
� como o Tenente Salazar diz: 4.500 d�lares.
Ferendez, o cubano, Hiller, o alem�o e Lopez...
vendem a mercadoria, mas � sempre por 22%.
� a nova regra de Escobar. Seda francesa, 5.000 d�lares em dinheiro!
Mas, general, acaba de dizer, 4.500 d�lares.
Sim, eu sei, eu sei! Voc� s� fala, fala. Faz-me perder tempo!
5.000 d�lares em dinheiro!
Est� certo, eu pago!
Sabe, Auriel, � bom para si que Escobar tenha um lugar com Zona Livre, n�o �?
Mas para mim � muito caro.
Tenho de pagar � minha pol�cia, aos ajudantes, a todo mundo. E ningu�m me ajuda.
Fica muito caro manter este ex�rcito, e tenho de cuidar do meu povo.
E fa�o isto. Por isso sou general. N�o �, Salazar?
Sim, meu General.
Est� a ver. Auriel, voc� e eu n�o temos problemas.
Espero bem que n�o.
- Boa tarde e muito obrigado. - Boa tarde, general.
E lembre-se, aqui voc� � sempre bem-vindo.
Meu amigo Hammond! Como vai?
H� quanto tempo!
General, est� magn�fico!
O qu�? Este uniforme? N�o � nada.
Talvez eu fa�a um para o Salazar, a semana que vem.
Obrigado, general, obrigado.
- Gostas? - Sim, general, sim.
- Mas sem o chap�u! - Obrigado, general.
Uma cadeira para o senhor.
Bem, amigo Holland. Diga-me, como tem passado?
Muito bem, general, e o senhor?
Os neg�cios n�o t�m sido bons, mas v�o melhorar.
Agora, vejamos. Nesta viagem, vendo 15.000 cabe�as.
A sua comiss�o � de 9.000 d�lares.
Salazar, quanto foi?
15.202 d�lares.
Estava a pensar que ele me ia enganar.
Sim, general!
- O qu�? - N�o, general, n�o!
Sr. Hammond, n�o eram 15.202 cabe�as?
Isso seria para mim, da minha comiss�o...
de 9.121 d�lares e 40 centavos.
Perdoe-me, general. N�o queria perturb�-lo com pequenos n�meros.
Dandy... Como fez uma conta t�o precisa?
As vacas s�o importantes para mim!
Certo, ora vejamos.
9.121 d�lares e...
Os 40 centavos Eu dou-lhos de presente.
Obrigado, general.
Ent�o fuma um charuto General Escobar?
Est� a ver? � a minha foto.
- Bem!... Dandy? - � bonito.
Voc� fuma?
J� ganhou 50.000 d�lares desde que nos encontr�mos na Zona Livre. Um belo encontro.
Ou�a, fique em minha casa uma semana. Vai se divertir.
Salazar. Para o Sr. Hammond, eu quero o melhor.
Para si o melhor, meu amigo.
A melhor cerveja, a melhor tequila, os melhores Mariachis.
- Tudo do melhor, entendes? - Sim, meu general!
E as melhores raparigas, tamb�m, hein?
Muito bom, general, mas tenho um encontro em casa.
Vai matar algu�m?
N�o, esse � o povo que eu amo.
- Bem, talvez da pr�xima vez? - �ptimo.
FELIZ ANIVERS�RIO DE CASAMENTO
Vamos, pai! Metade disto � seu!
Parab�ns aos melhores pais que algu�m alguma vez teve!
Uma coisa especial, meu bem, por ficar junto dele por tantos anos.
Se ele tivesse ficado no rancho, nunca teria ganho dinheiro para uma coisa destas!
Posso ver, Sra. Hammond? � mesmo uma beleza!
Bem, vamos l�!
Vamos cortem o bolo!
Eu pergunto-me como, � que em t�o pouco tempo,
tu consegues ganhar para tudo isto?
Tive sorte, pai.
Mete ali dentro, pode ficar mais quente na panela.
Os meus amigos deram-me 1.000 d�lares. Sam Hunter.
Por causa de um palpite fui para Nova Orleans. Grande cidade.
Foi o que soube.
Est�o todos a especular.
Recebi uma dica sobre o futuro do algod�o. Comprei r�pido e vendi r�pido. S� isso.
Foi um belo presente que deste � tua m�e.
Acho que ela nunca teve nada assim.
A prop�sito, pai. Est� aqui uma carta para si.
Carta?
- Bem, bem. - � verdade.
6.000 d�lares que devia ao banco. Est� tudo pago.
Filho, eu n�o sei como te agradecer.
Se tentar, dou-lhe um soco na cabe�a.
Isto tira toda a press�o de todos n�s. Confesso que andei bem preocupado.
O C�rculo H tornou-se a minha vida para mim, filho.
Claro que isto � desde quando o Texas era jovem.
Por isso eu n�o queria que nada lhe acontecesse.
Bem, at� agora, nada.
O que quer dizer?
Roubo de gado, Dan. Est� a acabar com os maiores ranchos de Travis.
Eles aproximaram-se, mas at� agora escap�mos.
O que o xerife Clawson est� a fazer?
Bem, ele acha que � um bando organizado.
Se continuarem, n�s � que teremos que nos organizar.
Quais s�o os teus planos, Dan?
Tenho dinheiro suficiente para ir para onde quiser.
A tua m�e e eu gostar�amos que te estabelecesses por aqui.
Particularmente em Austin. Seria uma grande ajuda para n�s.
Ira e Dan! Os nossos convidados est�o a ir-se embora!
Obrigado, meu filho!
- Tenho pena que tenham de ir. - Obrigado
Quando voltarei a ver-te?
Quando quiseres. Se estiveres interessado.
Interessado?
Eu pensei que preferias o Dan.
Neal, sabes que eu amo o Dan desde a idade dos 2 anos.
Mas vou dar-te uma hip�tese para mudar de ideias.
- Vejo-te um dia destes, Pigtail. - Adeus, Dan.
Estou feliz porque estejas t�o interessado.
O qu�... est�o?
Bom!
Dan!
H� um boato em Austin, que o Gordon Hardin...
tem a tua promiss�ria de 5 mil d�lares e que n�o a pagaste.
� uma p�ssima hist�ria, para ser verdadeira.
Se n�o for verdade, � melhor que o resolvas.
Vou resolv�-lo, hoje � noite!
Com sede?
Dois u�sques.
Como eu dizia,...
V� para onde for, encontra sempre o homem que lhe lembra um caloteiro.
Tome uma promiss�ria de 5.000 d�lares.
Vou vender para quem der mais, mas n�o vale o papel em que est� escrito.
Eu pensei em lhe fazer uma visita hoje � noite no seu rancho.
Ver-me porqu�? Algo ligado ao p�quer?
Aqui est�o os 5 mil d�lares da promiss�ria, Sr. Hardin...
e o resto disto!
Fiquem sentados!
Senhores, eu e o major viemos em paz. E assim gostar�amos de sair.
Tarleton, Butler, Clark,
Todos os amigos de Hammond.
Os cinco ranchos.
O que � isso? Um novo jogo, chefe?
Estava a tentar entender onde � que o Hammond conseguiu 5.000 d�lares.
Nenhum dos ranchos foram tocados.
E deram tr�s batidas nas minhas terras.
Ei, major Hammond! Ol�.
Ol�, Sra. Hardin.
Seria muito ousada se dissesse que tenho muito prazer em v�-lo?
Acaba de o dizer, Sra. Hardin.
� mesmo, eu disse.
Acompanha-me at� � carruagem?
- Esteve fora da cidade, n�o? - Estive.
Conseguiu aquele dinheiro que estava t�o ansioso em ganhar?
Acho que acabo de come�ar.
O Sr. Hardin esteve a perguntar por si.
Acabo de pagar ao Sr. Hardin.
Que bom para si.
- Est� hospedado no hotel? - Desde hoje cedo.
Ficamos aqui, sempre que se torna tarde demais para ir para o rancho.
Venha visitar-me quando puder.
Acho que ele n�o aprovaria.
Talvez eu tenha algo a dizer a esse respeito.
Uh! Entendo. Conven��es.
Bem.
Boa sorte, major.
Muito bem, Edward. Neal Hammond, m�os para cima!
- Comecem a andar! - Do que falavam?
Jack, verifique a marca daquele gado novo. Muito bem, Hammond. Ande! Ande!
Est�s nesta com o teu irm�o?
D�-me o cinto.
Assume, Ed.
Vamos recome�ar!
Tu e esse teu irm�o!
Lorna!
Chegaste cedo, querida.
�s um homem corajoso, Gordon.
Talvez gostasses de ver o Hammond l� amanh�? Talvez preferisses.
Entre.
Est� a pedir boatos, Sra. Hardin? Invadir o quarto de um homem assim.
Dan, eles tem o seu irm�o preso no nosso rancho!
Acredite em mim! Porque havia eu de vir aqui, e correr este risco?
� o que eu pergunto.
Est�o a tortur�-lo tanto, que pode morrer.
Dan, Podem estar � sua espera. Tenha cuidado.
Des�a do cavalo!
Ent�o, a Sra. Hardin fez-lhe uma visita? Interessante!
Onde est� o meu irm�o?
N�o procuramos o seu irm�o, mas o homem que roubou o meu gado!
Voc� poupou-nos trabalho.
Tirem-lhe a arma!
Larguem as vossas armas!
Ningu�m se mexa!
Onde est� o Neal?
N�o est� aqui.
Hardin, dou-lhe 5 segundos para aparecer com ele.
V�o busc�-lo!
Muito bem, Hardin!
Agora, vai levar a sua!
Como te chamas?
Ed Tompkins.
� o chefe?
Recebo ordens dele.
Vai contar toda a verdade sobre este tiroteio.
- Levem-nos. - Vamos.
E ele?
Cobre-o.
Fica aqui at� ele voltar.
Neal, lamento. N�o podia lamentar mais.
Obrigado.
O Hardin pensou que te podia acusar.
N�o tens de acreditar em tudo o que ouves, tens?
N�o, s� estou a pensar nos pais, s� isso.
Nada vai acontecer. N�o vou fugir de nada!
Vou fazer um relat�rio �s autoridades competentes.
Sinto muito, senhora,
mas antes de levar este caso ao Grande J�ri...
achei que nos dev�amos reunir aqui, para determinar se foi assassinato.
Sr. Tarleton, com licen�a.
Como advogado do Sr. Hammond,...
asseguro-lhe que ele ir� responder a todas as perguntas que lhe fa�a.
Obrigado, Sr. Dodson. � gentileza do major.
O Sr. Hardin estava convencido de que
o seu cliente tinha roubado muito do seu gado.
Como � isso poss�vel?
Claro, um homem da minha posi��o tem inimigos.
O Sr. Hardin era um cavalheiro de honra aqui.
Eu estava dispon�vel para qualquer acusa��o.
- Posso falar, Sr. Tarleton? - Sim, Sra. Hardin.
O major Hammond � inocente de tudo.
E ele n�o estaria aqui,
se eu n�o lhe fosse dizer que o meu marido e os seus homens estavam a torturar o seu irm�o.
- Voc� matou Hardin? - Sim.
Foi assassinato premeditado?
N�o foi.
Meu irm�o matou o Hardin em legitima defesa.
N�o havia como o evitar.
Juro isso perante qualquer tribunal.
Sim, senhor, juro.
Como promotor, n�o vejo raz�o para acusar Dan Hammond.
Major Hammond.
Eu estava � sua espera.
Estou a ver.
Obrigado pela tarde.
Havia alguma d�vida?
Sente-se.
Quais s�o os seus planos?
S�o simples.
Dinheiro?
Dinheiro.
H� poucos meses, tinha a ideia de que o dinheiro compraria tudo no mundo...
ent�o casei-me com o Gordon Hardin.
N�o comprei nada que valesse muito a n�o ser �dio.
Ele era o homem mais malvado e cruel que j� conheci.
Quer mais alguma coisa, Dan?
- � muito linda, Sra. Hardin. - Obrigada.
De repente, eu quero ser muito linda.
Sempre pensei como � que seria uma mulher livre, de novo.
Agora sabe.
N�o, n�o sei.
Pensei que n�o havia nada que me prendesse aqui.
Seria livre para ir, para onde quisesse.
Mas agora sei que n�o posso ir para nenhum lugar...
sem voc�.
J� percebeu que nunca me beijou?
Foi uma coisa que n�o tentei pensar muito...
at� agora.
O major convencional.
Tem um estranho c�digo de honra, Dan.
Quebra todas as regras que existem, menos uma.
Talvez at� o admire por isso.
Sou bem fatalista...
mas soube, desde o momento em que a vi, que um dia...
Voc� parece um anjo.
Eu vou ter terras,
cobertas de gado e algod�o.
Vou ter mo�nhos de madeira.
E quando o caminho de ferro chegar, vou ter um pouco dele, tamb�m.
- Como pretendes fazer isso? - Vais ajudar-me a come�ar.
Vais entrar nos arquivos e descobrir...
Descobrir os furos nos t�tulos de terra.
- E erros nos t�tulos de terra. - Muitos deles!
Vai obter informa��o sobre todos os lugares que pagam impostos absurdos.
- Providenciarei que consiga por nada. - Est� em condi��es de legalizar tudo.
Legal e tudo em ordem. Mas podes ter de te apoiar em alguns � for�a.
- Temos isso. - Temos tudo.
Este per�odo de reconstru��o foi feito para ti. Nada de Rangers.
Sam, velho ladr�o! Disseste que n�o tinhas mais aquela ast�cia!
Tenho estado � espera de algu�m em quem possa confiar. Algu�m forte, como tu.
O major o far� um homem rico, Hunter.
Eu vou ter roupas finas, charutos, �lcool!
Sim, vou ter dinheiro para escolher terras, como escolhia amoras na minha inf�ncia.
N�o precisa se esfor�ar, adapta-se f�cilmente.
- N�o �, major? - Falou bem, Dandy.
Vou ter ju�zes, advogados, oficiais de paz, estar�o todos na minha m�o.
Eles v�o proteger-me, porque eu vou construir um imp�rio.
E, quando eu estiver no topo.
V�o jurar que nunca fiz nada de errado!
Transferido para Dan Hammond.
Dan, n�o gosto de elogios mas diria que voc� est� no bom caminho.
At� agora tenho sido lento, e seguro, mas, a partir de agora, vamos acelerar.
Olhem para o mapa.
Aqui est� o Snyderman Ranch. 2600 hectares.
Aqui, as terras de Dor, de Cooper X- B, cerca de 1600 hectares.
E � s� para come�ar.
Uma palavra de aviso, Dan. N�o gosto de desonestidade.
N�o pode voltar a tr�s. Est� muito envolvido. J� tem o suficiente para ser enforcado.
Dennis! Dennis! Venha aqui! Tenho um mandato para si.
A Ag�ncia de Terras Hammond, comprou a sua propriedade por impostos delinquentes...
se n�o sair daqui em tr�s dias, enfrentar� um despejo e ser� expulso � for�a.
E como delegado de Austin, aconselho-o a obedecer a ordem.
Xerife Clawson, se tentar, haver� tiroteio.
Dennis, pode arranjar problemas. Muitos problemas.
Como, n�o?
Dan Hamond oferece-lhe 1/3 dos lucros do gado por 5 anos.
Queres dizer-lhe algo por mim?
� melhor n�o dizer, Layton.
Sai da minha terra!
Tenho pensado no caso Bronson contra mim.
O que pretende fazer, juiz?
Curioso... Eu ia perguntar-lhe isso.
Dispense isso, deite-o fora.
Boa sugest�o, senhor.
OS HOMENS ARMADOS DE HAMMOND TOMAM POSSE DOS RANCHOS
Eu nunca lhe vou perdoar, Ira. Nunca!
Por um truque legal, eu perco meu rancho, com tudo!
O meu gado � roubado, a minha casa incendiada, e n�o posso provar nada.
Que poder � este que a Lei n�o lhe pode tocar?
N�o entendo isto.
O nosso filho, um soldado de quem nos orgulh�vamos tanto.
Temos de fazer alguma coisa.
Ol�, Neal.
Pareces um homem com alguma coisa em mente.
Isso mesmo, Dan.
Fala!
Vim por minha conta. Os pais n�o sabem de nada.
S� breve!
Dan, est�s a fugir � quest�o.
Sei que, quando voltaste, n�o querias fazer isto. Magoar tantas pessoas.
Disse para seres breve!
Est� bem, Dan.
N�o acredito, Dan, que estejas a fazer isto s�zinho.
Acho que h� mais algu�m. Acho que � a Hardin.
Agora, olha. Isso � suficiente para ti!
Uma mulher daquelas? Com tantos boatos sobre ela?
Vai-te embora. N�o me incomodes mais.
Eu vou fazer-te parar.
� um trabalho de homem, Neal. N�o quero que te magoes.
� a �nica forma de veres as coisas, n�o? Arma contra arma.
Irm�ozinho, n�o esperes um centavo de mim.
N�o te preocupes. N�o estou a pedir-te nada.
Bem, est�o a fazer uma luta por isso.
Tarleton,
o meu pr�prio irm�o.
Muito mau. Eu n�o posso voltar atr�s agora.
Porque n�o?
Porque, quando comecei, tinha duas ideias.
Construir um imp�rio no Oeste e tornar-te a maior dama do Texas.
Pela primeira vez, sei o que � amar um homem.
E � por isso que temo o que possa acontecer contigo.
Vamos sair daqui. Vamos para Nova Orleans. Para qualquer lugar.
Eu quero um imp�rio, meu bem.
Mais do que a mim?
Eles v�o juntos.
Dan, n�o me contaste tudo.
Quero que v�s � Zona Livre. Espera-me l�.
Prefiro ficar aqui consigo.
Apanha a dilig�ncia para Brownsville. Vais partir hoje � noite.
- Dan, esperas problemas? - N�o disse isso.
Vais fazer o que te pe�o?
N�o fa�o isso sempre, Dan?
Bem, senhores, preciso de saber se cada homem aqui me vai apoiar.
e que est�o dispostos a depor em tribunal...
contra Dan Hammond.
Quando chegar a hora, cada um de voc�s pode estar a arriscar a vida.
Hammond e os seus cavaleiros n�o v�o aceitar isso.
Se a lei n�o pode, vamos levar as armas.
Lamento, Ira, mas usaremos a for�a se for preciso.
Eu entendo, Frank. Tens de fazer o teu trabalho.
Agora que sei que todos me v�o apoiar parto para Washington amanh� cedo.
Temos de accionar as tropas federais...
para vigiar a fronteira e ter autoridade policial.
Assim que eu voltar, farei campanha, para restabelecer os Rangers do Texas.
� tudo, senhores.
Hammond, Neal, voc�s ficam.
Jim!
Tenho autoridade legal para pedir a sua demiss�o. Leia.
O que est� por detr�s disto?
N�o confio em si. N�o o convidei para a reuni�o. N�o sei porque veio.
Assim que voltar, fa�o uma audi�ncia consigo, se ainda quiser.
- Enquanto isso... - E se eu for contra.
Passe-me a sua ins�gnia.
Apanhe-a, Jim.
Ouviu o que o homem disse?
Agora, desaparece!
Ira.
Vou pedir ao Neal para aceitar este trabalho at� eu voltar.
Eu aceito.
Vamos, pai.
Acha que � mau, Clawson?
Tem sido pior do que imaginou, Dan.
Pior porqu�?
Tarleton vai para Washington, de manh�. Ele vai come�ar.
Ele vai pedir tropas federais especiais. Ele quer restaurar as mil�cias do Texas.
Obrigado, Jim. Vou cuidar de si, para que n�o se perca.
- Obrigado, Dan. - Apaga a luz, Dandy.
Pare a carruagem, Sr. Tarleton.
Boa noite, Frank.
- Quero falar consigo. - Ol�, Dan.
- Vamos entrar em casa. - � melhor dar uma volta.
Borden, leva-a para os fundos.
Frank! O que foi? Quem est� contigo?
S�o alguns amigos. Est� tudo bem, querida.
O que quer?
Vamos dar uma volta.
- Frank? - Pai! Pai!
Estou bem, Jane, Dick. S�o s� alguns amigos.
Frank, n�o vai para Washington, amanh� nem nunca.
Dan, perdeu totalmente o ju�zo.
Alem disso,...
vai pedir a demiss�o do seu cargo.
N�o, n�o vou! Podia ter-te matado duas vezes, mas deixei-te fugir.
N�o vou cometer o mesmo erro, de novo.
N�o tenho tempo para discutir. Sugiro que seja sensato.
N�o sou como os homens que anda a aterrorizar.
Usarei toda a minha influ�ncia para o destruir.
- Eu nunca vou desistir de si. - Vai obedecer-me!
Dandy, seu parvo!
Mas, juiz, n�o entendo porque estamos a ter esta reuni�o. � t�o �bvio.
Mas, Sra. Tarleton, at� agora n�o houve prova concreta.
Prova?
J� disse mil vezes que foi a voz de Dan Hammond que reconheci.
Reconheceu? Com todo respeito, isso n�o chega!
Claro que chega!
Se n�o estivesse a favor de Dan Hammond, faria alguma coisa.
Sim, vai ser como todas as vezes. Ficaremos aqui e nada vai acontecer.
Vou expuls�-los, se fizerem outro coment�rio.
Desculpe, querida. Estas coisas s�o desagrad�veis.
� uma desgra�a! O melhor funcion�rio p�blico de Austin foi assassinado!
Bem, o que v�o fazer quanto a isto?
A Sra. Tarleton jura que foi o Sr. Hammond.
� porque foi mesmo o Dan Hammond!
N�o pode prender um homem porque algu�m...
A Sra. Tarleton n�o � um algu�m.
O juiz Smythers n�o vai dar um mandado.
- N�o h� provas suficientes. - N�o esperamos provas.
A palavra da Sra. Tarleton basta para mim.
Bem? O que est�o � espera?
Eles acusam-me de um assassinato que n�o cometi.
N�o entendo o que o Dandy anda a pensar.
Um rapaz que gosta de dar tiros estraga os meus planos.
Isto � algo novo em Austin..
Certo, Hammond. Venham!
V�o vir connosco.
Fique fora disso, Dodson.
Larguem as armas.
Vem c�, Dan.
N�o � assim que vou deixar fazer isso.
Se o meu irm�o for culpado, ser� julgado.
- Ent�o h� d�vidas da sua culpa? - N�o h� d�vidas!
Esta cidade vai ser dirigida pelos Hammonds?
Eu sou o delegado, e minhas ordens ser�o para cumprir.
- Vamos tirar a lei de si. - Tente!
Vamos, Dan.
- Temos de tirar o Dan daqui. - D�-me uma arma.
- E se arrombarem a porta? - N�o v�o arrombar nada!
- Passa-me a arma! - Nada de armas!
Vai l� e diz-lhe que n�o haver� linchamento.
Nem que nos obriguem a atirar. Diz-lhes que atiraremos!
Leva o Dan ao port�o da Igreja de Saint David.
Quando as coisas se acalmarem, � noite vamos lev�-lo a Houston. Vamos!
Temos de empilhar tudo contra a porta.
Pare, major!
Sente-se, major.
Vai ser mais seguro aqui, por algum tempo.
Major, parece estranho que, ao ser um prisioneiro...
por assim dizer. N�o me acostumo.
Tiny, n�o pense nisso.
- Sem ressentimentos, major? - Nenhum.
Dev�amos ter ficado juntos, no C�rculo H.
N�o estava destinado?
Importa-se que eu lhe pergunte uma coisa?
For�a!
Alguma coisa lhe aconteceu. Major, eu...
Vamos, fala!
Bem, em algum lugar perdeu a piedade, a miseric�rdia e a compreens�o.
Foi como se tentasse construir o mundo � sua volta.
Major, o que �?
Tiny, n�o tenho a certeza.
� uma coisa dentro de mim.
Talvez seja crueldade e ambi��o juntas. Uma for�a que me empurra a isso.
Talvez por isso eu queira ser o maior homem do estado...
e n�o sei como faz�-lo de outro modo.
Afasta-te dessa escada!
N�o � uma guerra, Dan. Devolva-me a arma!
Major, leve o meu cavalo!
De qualquer maneira n�o me parece certo, o pai contra o pr�prio filho.
Seria melhor irm�o contra irm�o?
N�o, m�e, desta vez n�o � com o Neal, � comigo. Eu levo-o a julgamento.
N�o sei o que dizer. Nem o que pedir nas preces!
Neal!
Quero que saibas que estarei � tua espera.
AQUI, TERMINA O TEXAS VAI ENTRAR NA ZONE LIVRE
- Fala ingl�s? - Sim.
Onde fica o gabinete de Dan Hammond?
Porque quer saber?
Sou o pai dele.
Aquela constru��o de dois andares.
Obrigado.
Ol�, pai.
Ol�, filho.
Visita inesperada.
Dan, vais voltar comigo.
Sabe que � imposs�vel, pai.
Vais voltar comigo e vais devolver tudo o que tiraste.
Vou voltar, mas no meu tempo.
Tudo o que tenho tem nota. N�o vou devolver nada.
Vais devolver tudo e ser�s julgado por homic�dio.
D�-me a tua arma, Dan.
Procura a Sra. Hardin.
Fizeste a tua �ltima morte, Dan.
� o que dizes!
N�o sou Tiny, que confiou em ti, nem Tarleton, sem arma!
Larga a tua arma, Neal.
D� um passo para tr�s, Sra. Hardin. N�o fa�a barulho.
Onde amarraram os cavalos?
Dan...
Dan!
Dan...
Querida...
acho que vamos ter de esperar um pouco...
para construir o nosso imp�rio.
Pai, eu...
Dan...
- Parece bom, n�o �? - � maravilhoso!
Vamos ser os primeiros a embarcar gado no comboio em Abilene. Dia hist�rico, mam�!
Estou orgulhoso de todos v�s.
At� j�.
F I M
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