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Obrigada. Como vai hoje, Jack?
- Que horas s�o? - S�o quase duas.
- E que dia �? - Desculpe?
- Que dia � hoje? - � dia quatro!
- Sexta? - N�o, � ter�a.
- Est� bem. - Cuide-se. Acho que n�o...
O lan�amento do primeiro foguete dos EUA.
E o foguete saiu da torre.
Por quanto tempo dormi?
N�o sei como eu poderia saber.
Faz sentido. Ent�o como tem passado?
Sim.
- Parece bom para voc�? - Sim.
Ouvi dizer que costumava trabalhar para o Miller?
Certo.
- � verdade? - N�o.
- S�rio? - Sim.
S� queria dizer que o meu est�gio acaba daqui h� duas semanas e...
- Eu arranjo outro estagi�rio. - Onde?
Dinheiro... As pessoas gostam de dinheiro.
Est� bem, funcionou comigo.
� verdade, n�o poderei vir na quinta.
Podemos falar amanh� na mesma hora?
Est� bem.
Obrigado. A discri��o � o melhor.
N�o posso na sexta porque a minha irm� tem um evento de orienta��o
e eu tenho que estar presente...
Amanh�!
- Ol�. - Ol�.
- Como foi o encontro com o Jeremy? - Tudo bem.
�timo.
Est� bem.
Ent�o... Voc� e o Jeremy se encontram muitas vezes?
- Algumas. - � mesmo?
Estamos procurando por ele. Talvez pudesse vir conosco.
- Estou bem. - Sim. Quer saber? N�o � op��o.
- N�o. - O que foi?
Minhas bolas...
Ol�, Jack. Meu Deus! O que aconteceu com sua m�o?
E com seus olhos.
- Spray de pimenta. - Algu�m lhe atacou?
Sim, com spray de pimenta.
- Por qu�? - Foi um acidente.
A senhoria pensou que eu estava assaltando o meu apartamento.
S�rio? A sua senhoria n�o tem uns 90 anos?
Sim, mas ela � �gil.
Depois, ca� em cima de um copo.
- Quer um pouco de gelo? - N�o, estou bem.
- Sabe o que quer pedir? - Farinha de aveia.
- S� isso? - Sim.
Tem alguma coisa marcada para mais tarde, esta noite?
Nada. Dormir... Ent�o, n�o.
Quer beber alguma coisa?
- Ch� quente. - Est� bem.
- Ol�. - Jack? � voc�?
Gillian? Por que est� me ligando, Gillian?
Lembro de odi�-la.
Cale-se. Preciso que busque a Andrea,
- antes que se meta no carro e... - Quem � Andrea?
A minha filha. Passou pela sua casa hoje.
- Vou desligar. - N�o!
Ela ligou de um orelh�o e disse que viria para casa.
N�o quero que dirija b�bada. � o �nico que conhe�o por a�.
Gillian, n�o sei do que est� falando.
- Andrea. - Repetir o nome n�o ajuda.
Andrea, imbecil. Ela disse que viu voc� � tarde.
Al�? Al�?
- Ela esteve aqui. - Eu sei.
Agora saiu e bebeu porque disse ou fez algo que a deixou indignada.
Abri a porta e ela fugiu. Foi s� isso.
- Voc� estragou tudo, Jack. - Nem sei o que fiz.
- Ela s� queria conhec�-lo. - Por qu�?
Adivinhe.
Eu odeio voc�.
- V� se foder, Jack. - Um aborto custa 300 d�lares.
- Tinha dinheiro para isso. - Por favor, v� busc�-la.
- Onde ela est�? - Lembra daquele bar, o Crackles?
- O que fa�o com ela? - N�o a deixe dirigir b�bada.
Ela tem a mania de fazer isso. J� suspenderam a carteira dela.
- O nome � Andrea? - Sim, Jack. Andrea, nossa.
Est� bem. Nunca mais me ligue.
Ol�.
Viu uma jovem com piercing no l�bio?
- Como era ela? - Uma jovem com piercing no l�bio.
- � pai dela? - Ela esteve aqui?
- Sim, � pai dela? - Sabe onde ela est�?
� pai dela?
- Sim. - Desculpe?
Sim, sou pai dela.
- Ela saiu com o Tim. - Quem � o Tim?
- Quem � o Tim? - � um carteiro.
- Onde ele est� agora? - N�o fa�o ideia.
- Onde ele mora? - Tamb�m n�o fa�o ideia.
- Qual � o sobrenome dele? - Dell.
Tem uns 35 anos.
- O que quer? - A Andrea est�?
V� se ferrar!
Espere um pouco.
- Oi. - A sua m�e ligou.
Voc� � intimidador.
- Est� bem. - Estou nervosa.
� importante para mim. Tenho um problema com o �lcool.
Me sinto mal, porque devia estar preocupado e...
Por favor, pare.
- Ent�o, est� bem. - Sim.
Ent�o, vou embora. N�o morra antes de chegar na casa da sua m�e.
- � s� isso? - Claro. J� fiz o meu papel.
Acho que dev�amos...
- O qu�? - Conversar.
- O que quer fazer? - Estou com fome.
Se importa se eu ficar na sua casa?
O que aconteceu com sua m�o?
Me deram um tiro hoje.
S�rio? Te deram um tiro? Com uma arma?
- � assim que se d� tiros. - Por qu�?
- Na verdade, n�o sei. - Tamb�m sempre venho aqui.
- Trouxe algu�m. Ol�. - Ol�.
Nunca te vi com algu�m.
- Sou a Andrea. - Cara.
Quero a berinjela com parmes�o.
- Ele vem aqui muitas vezes? - Sim, quase todos os dias.
- Vim visitar meu pai. - O seu pai?
Est� bem, nunca disse que tinha uma filha.
Sim, n�o sei por qu�.
- J� sabe o que quer? - Quero a berinjela com parmes�o.
- Eu quero a salada de frango. - Est� bem, j� volto.
- N�o tenho dinheiro, ent�o... - Ent�o como acabou b�bada?
As vaginas s�o como cupons para �lcool.
Berinjela? Nada de frango ou vitela?
- N�o como carne. - S�rio?
Tem ar de quem come carne sempre que pode.
Se tiver sangue, n�o como.
- � vegetariano? - Suponho que sim.
Por qu�? O bacon existe.
- Por nada. - Isso � nobre.
� casado ou tem namorada?
- Est�vamos falando de bacon. - Ningu�m importante?
Nos conhecemos h� algumas horas, v� com calma.
- Desculpe. - � um pouco intenso.
Desculpe, estava curiosa.
- Ainda vai dormir aqui esta noite? - N�o se importa se eu ficar?
- Quanto tempo? - Dois dias?
- Ch� quente. - Muito bem, ch� quente.
Meu Deus! O que foi? Est� tudo bem?
N�o � nada. Volte a dormir.
Est� bem. Esqueci onde estava, por um minuto.
- O que foi isso? - Nada, volte a dormir.
Sim, ele foi me buscar ontem � noite.
N�o, me encontrou no caf�.
Tinha pensado em procurar um hotel e voltar para casa de manh�.
N�o. Sim, estou bem.
- At� agora, foi legal. - Que horas s�o?
Espere um pouco. N�o sei, n�o uso rel�gio.
- Com quem est� falando? - Com minha m�e. Gillian.
Desculpe. De qualquer forma, estou com ele agora e estamos bem.
- Boa tarde. - Boa tarde.
- Aonde foi esta manh�? - Fui dar uma volta.
Para clarear as ideias? Deve ser estranho descobrir que eu existo.
Estou atrasado. J� volto.
Tchau.
Vamos.
Fale comigo. Estamos aqui para ajud�-lo, est� bem?
Est� bem?
Acho que foi longe demais.
Ele est� bem?
N�o chore, amigo.
Nossa! Voc�!
� melhor se virar e dar o fora daqui.
Saia daqui, idiota! V� embora!
Preciso do homem que est�o matando.
N�o estamos brincando. Pode tirar este cara daqui?
Merda, cara!
- Onde est�o as suas chaves? - Merda, a minha perna.
- Leve-me a um hospital. - Onde est�o as chaves do seu carro?
N�o sei. Jack, por favor. Leve-me a um hospital.
- S�o estas? S�o as suas chaves? - Sim.
Quem � voc�? O que aconteceu? Algu�m o largou aqui.
- Aonde foi? - A lugar nenhum.
Saiu do quarto e apareceu duas horas depois.
- Foi a algum lugar. - Fui buscar rem�dios.
N�o vou perguntar,
pois sei que a maioria das pessoas n�o gosta de falar dos seus rem�dios.
Eu tinha um pequeno v�cio em Adderall e n�o queria falar sobre isso.
O que quer fazer hoje?
J� estou fazendo.
- Vamos fazer alguma coisa hoje? - Continuo fazendo.
Quer se embebedar e reclamar da minha m�e?
- N�o bebo. - N�o, tudo bem. � uma boa decis�o.
Nada de carne, nem �lcool e fumar? Fuma alguma coisa?
N�o.
Nossa, voc� � chato.
- O que faz o dia inteiro? - Nada demais.
- Nada �... bom. - Claro.
D� para voltar a p� para aquele bar, porque deixei meu carro l� e...
- Que horas s�o? - Quase seis.
Bingo!
- Vem aqui muitas vezes? - Pelo menos tr�s vezes por semana.
Quantas vezes ganha?
Uma vez por m�s.
Quatro. Aqui... pegue isto.
20 d�lares, por favor.
E quanto dinheiro ganha nesse m�s?
O primeiro jogo � bingo normal ou quatro cantos. 50 d�lares.
100 d�lares.
- Quanto isto custou? - 20.
- Ent�o, n�o compensa. - N�o, n�o compensa.
Ent�o, por que joga bingo?
- Essas pessoas n�o me distraem. - O qu�?
Para ter algo para fazer. Jogo para ter algo para fazer. Me mant�m ocupado.
Est�o anunciando os n�meros.
N34.
Pode ser uma linha qualquer?
- E os quatro cantos. - B2.
E B1. B1. Algu�m tem o B1?
Reparei que s� temos duas cartelas, mas os outros velhotes t�m dez.
I20.
Nunca jogo com mais de duas. N�o quero ter que cuidar demais.
I17.
O... O64.
O64.
Obrigada.
N41.
E continua girando.
Bem, j� foi alguma coisa.
- D� para passar o tempo. - Usar drogas tamb�m.
N�o sei se tem um argumento contra.
Nem pensamos quando jogamos bingo. A mente est� em piloto autom�tico.
N�o, sem d�vida � um jogador de bingo profissional.
Aqui est�.
- Gosta de bingo? - A sala de bingo cheia de velhos?
- Sim. - N�o sei, nunca joguei.
Consideraria jogar?
- Claro. - Devia vir conosco um dia destes.
Voc� joga bingo?
- N�o parece. - Tenho menos de 100 anos.
Est� bem, eu vou. Trabalho amanh�, mas estou de folga no dia seguinte.
Legal. N�o fazemos nada, ent�o tamb�m estamos livres.
Est� bem.
- Est�o prontos para pedir? - Vou precisar de um minuto.
Est� bem. Vou atender outra mesa e j� volto.
- Eu estava pronto para pedir. - Prontinho.
- O qu�? - Tem um encontro.
- � bingo. - Sim, at� o bingo conta.
Quando foi a �ltima vez que esteve com algu�m?
- Quantos anos voc� tem? - 19.
Ent�o, h� 19 anos.
- Sim. - Vai ser legal. Ela � simp�tica.
V�o se divertir.
- Voc� o conhece? - N�o olhe para ele.
- O qu�? - Consegue v�-lo?
Sim. Por que n�o conseguiria? � de carne e osso.
Ignore-o, mesmo que fale com voc�.
- Devo perguntar quem �? - N�o.
- � um cara mau? - Sim.
Est� bem.
- Voc� est� bem? - Sim.
- � meio maluco, n�o �? - Provavelmente.
Sim, n�o faz mal, eu tamb�m sou.
Podemos falar sobre minha m�e? O que aconteceu entre voc�s?
Sabe quanto tempo estivemos juntos?
- N�o posso dizer que saiba. - Um m�s. N�o... menos.
- S�rio? - Sim.
- Foi casado, antes da minha m�e? - Sim.
- S�rio? - Mais do que duas vezes.
- Est�o prontos? - Eu estou e voc�?
- J� estava pronto. - Cara!
- Sim? - Telefone.
Est� bem, j� vou.
Desculpem. Foram ao bingo, hoje?
- Fomos. - Algu�m ganhou?
Ningu�m ganha no bingo.
Eu podia me embebedar.
Est� bem.
Pode me emprestar seu carro?
Sim, deve perguntar isso ap�s o coment�rio sobre a bebedeira.
Pode?
N�o tenho carro.
Certo. Para que precisa de um carro quando s� se vai a tr�s lugares?
Exatamente.
- Est� bem? - Sim.
- Aonde vai? - J� volto.
Est� bem.
Porra, tem de ser um recorde!
Eu o vi bebendo. Ainda bem que n�o apagou no caf�.
Muito bem, vamos.
Droga, ele � pesado.
O metal em que o embrulhamos n�o ajuda.
Estou cansado, estou acordado h� muito tempo.
Merda, merda, merda, aquilo acabou de acontecer?
Ele vai voltar � superf�cie, certo? Vamos, Larry, idiota!
Nade para cima! Nade para a superf�cie, idiota!
- Devemos mergulhar atr�s dele? - Mergulhe voc�.
A �gua est� gelada!
V�o perguntar o que aconteceu ao Larry. O que diremos, Steve?
- Tem de mergulhar! - N�o, n�o farei isso.
Tem raz�o. Desculpe. Fui cruel com voc�.
O meu olho!
� ele? Sim.
Vamos, n�o � ele.
- Quem mais poderia ser, idiota? - Nem sequer parece ele!
Por que est� questionando? Claro que � ele.
Merda, n�o � ele.
S� pode estar brincando comigo.
Tem de estar drogado, cheirou sais de banho ou algo assim.
- Tudo bem, atire nele. - Eu n�o vou l� fora.
O meu olho. N�o deviam enfiar dedos no meu olho.
� melhor irmos!
Meu Deus! Por que ele est� me olhando assim? Meu Deus!
Calma, cara! N�o!
Meu Deus!
- O que aconteceu? - Foi a chuva.
- N�o est� chovendo. - Estava h� uns quil�metros daqui.
Aonde foi? N�o falaram em chuva na previs�o do tempo.
Fui dar uma volta.
Quando saiu, n�o disse aonde ia e agora...
- Tem que ir embora agora. - O qu�?
- Saia. - Agora?
Sim, agora. Nos pr�ximos 60 segundos.
- Espere, o que est� acontecendo? - Saia da minha casa.
- S�rio? - Sim.
- N�o entendo. Por qu�? O que est�... - Saia, pirralha n�o-abortada.
N�o te quero aqui. Ningu�m te quer.
V�. Cai fora.
V� se foder!
Oi.
Cale-se, vadia! Est� na minha porta todos os dias.
Deixe-me em paz. J� abaixei! J� abaixei! Saia daqui!
Que porcaria! Porra!
Eu pago o aluguel! O que mais quer?
At� logo! Adios!
V�, saia daqui! V� chupar um pinto, puta!
Pelo amor de Deus!
V� se ferrar, babaca!
- Bom dia. - Bom dia.
- Chegou uma hora mais cedo. - Sim.
- H� quanto tempo est� aqui? - Que horas s�o?
- Quase nove. - Estou aqui desde as seis.
Est� bem.
G60.
I17.
O75.
B1, B1.
Se � alco�latra ou algo assim, posso trazer outra coisa?
Ol�.
Desculpe...
Aqui est�.
N�o devia trazer tanto dinheiro.
- Obrigado. - Merdas acontecem.
Desculpe, cara.
Porra, meu!
Vai fazer isso?
Voc� vomitou em cima de mim.
Eu devia acabar com voc�.
� melhor que me pague por tudo o que estragou.
Tem de nos dar tudo o que tem.
- Parece que tem 14 anos. - Chupa aqui!
E nos d� tudo o que tem, antes que comece a sangrar.
- Voc�. Quantos anos tem? - O bastante para acabar com voc�.
Vamos nessa.
Ol�, Jack n�o-sei-o-sobrenome.
S� queria avisar que vamos matar a Andrea K. Huntsman
se n�o aparecer nas docas.
Como decidiu matar um colega nosso, resolvemos rapt�-la.
Pelo caminho, matamos uma Sra. Gillian Huntsman.
N�o era a inten��o, mas �s vezes acontece.
� meia-noite nas docas. N�o chame a pol�cia, bl�, bl�, bl�.
At� logo. Isto � s� para sua informa��o.
Tchau! Quando matamos esta vadia?
Est� bem.
- S�ndrome do Perdedor? - S�ndrome do Perdedor.
Sim?
- Oi. - Oi.
- O que foi? - N�o sei. Nada.
Parece que h� alguma coisa.
N�o � nada. Estou bem.
O que foi aquilo esta manh�?
- Hoje? - Voc� fugiu.
� verdade, desculpe.
Eu s�...
estava um pouco fora de mim.
Como est� agora?
- Tranquilo. - Isso � bom.
- Cara. - Sim?
- Tem um telefonema. - Quem �?
Quem acha que �? Diga para ele parar de ligar.
J� disse, mas ele � louco.
N�o quero saber. Cuide disso.
Tenho que cuidar disto. � r�pido. O que quer?
- Bife. Mal passado. - Est� bem.
E o Ted? Sei que � magrinho, mas sabe o que dizem dos magros.
- O seu namorado est� l� fora. - Ele n�o � meu namorado.
N�o me importo. Est� causando problemas.
Merda. Desculpe.
N�o seja boba.
Est�o discutindo mesmo.
- H� mais algu�m l�? - N�o, s�o s� os dois.
- Vou chamar a pol�cia. - Vamos!
Parece que v�o come�ar a se bater, Norm!
Qual � o problema dela? O cara parece retardado.
Sim, voc� saberia. Al�? Sim, estou no Times Square Diner. Tenho...
- Eu cuido disso. - Legal.
Devolva-me o meu carro! Caramba!
- Devolva a minha bolsa. - Aqui.
Fique com ela.
Voc�? Que diabos, cara?
Estou falando...
� melhor parar com isso ou acabo com voc�. Juro!
Jack, saia daqui. V� embora. Agora, Jack. Por favor.
N�o!
Eu s�...
- Vou levar o carro! - E eu vou busc�-lo!
Como quiser, vadia! V� vender o corpo!
Acha que sou uma puta?
Tim, n�o leve o carro! N�o leve o carro!
Merda! Porra! O qu�? Por que fez isso?
- Namora com o Tim? - N�o, isto �, namorei,
mas nos odiamos porque divid�amos um carro que ambos precisamos.
- Meu Deus. Conhece o Tim? - Um pouco.
Minha nossa, por que fez isso?
- Pareceu apropriado. - Mas n�o foi.
Mas... obrigada, eu acho.
- Sei que anda muito. - Sim. At� onde vai?
- S�o uns 12 quarteir�es de dist�ncia. - Vai ficar bem.
Sim. Ficarei bem. Bem, tchau.
- Cuide-se. - Merda.
- Moramos h� 6 quarteir�es. - Parece que sim.
Tem horas?
S�o 00h48.
Tem algum compromisso no meio da noite?
Tinha, mas j� passou.
Certo, estava muito ocupado levando porrada?
Na verdade, deve ter sido melhor do que a alternativa que tinha planejado.
Ali�s, aquilo foi incr�vel.
Ganhou uma luta por n�o fazer nada.
- J� foi pugilista ou algo assim? - Sim, um pouco.
Legal.
O que faz?
Vejo voc� quase todos os dias e, al�m de o seu nome ser Jack,
n�o sei mais nada sobre voc�.
S� h� pouco tempo soube que tinha uma filha.
- Onde ela est�? - Deve estar com a m�e.
Eu cresci com pais divorciados. Ela vai ficar bem, parece ser forte.
Gosto de pensar que sim.
Sinceramente, se tivesse de escolher como sua filha seria,
- seria muito parecida com a Andrea. - � uma pena.
N�o, � bom.
Voc�s t�m... uma liga��o bem humorada.
N�o sei. � algo importante.
N�o tive isso com a minha m�e ou com o meu pai.
Quem me dera ter tido. Teve isso com os seus pais?
Caramba! Voc� � meio louco, n�o �?
- J� me disseram isso. - E �.
- Temos de ter cuidado com os normais. - Tem toda raz�o.
Ent�o... o que faz? Nunca fala sobre voc�.
N�o fa�o muita coisa, mas quando fazia,
fazia um pouco de tudo.
Como por exemplo?
Durante algum tempo, fui guarda-costas.
Depois, vendi antiguidades, que foi onde ganhei mais dinheiro.
Tive alguns neg�cios.
Trabalhei com constru��o por um tempo. Fui caminhoneiro.
Fui professor por um tempo, principalmente de Hist�ria.
O Ex�rcito ocupou parte da minha vida. Geri v�rios tipos de neg�cios.
Jardineiro. Pescador.
Fiz contrabando de bebidas alco�licas. Mergulhador de naufr�gios.
Minerador...
de carv�o, prata, ouro.
Fui dubl� no cinema por um tempo. Enfermeiro.
Fui m�dico por um tempo, enquanto estive no Ex�rcito. Cozinheiro.
Estive na pris�o. Passei bastante tempo na pris�o.
Jogador profissional. Criador de cavalos.
Oleiro. Fiz potes de cer�mica durante algum tempo.
Latoeiro, depois, ferreiro.
Vendi quase de tudo. Mec�nico...
- Nossa! - Sim.
- Isso � muita coisa. - Sim.
� um faz-tudo.
Caramba.
Fiz quatro anos de Faculdade de Gest�o para ser gar�onete.
O que queria fazer?
Queria ter um caf� e tive durante algum tempo.
Mas fracassou, depois me divorciei.
E virei uma gar�onete para recuperar a minha vida.
Acho que continuo recuperando, porque continuo no caf�, que odeio.
Mas gosto da aus�ncia de responsabilidade.
- Nunca fui gar�om. - Seria p�ssimo nisso.
Tem raz�o, seria.
Nunca tinha ouvido voc� falar tanto.
- Nunca tinha falado tanto em anos. - Que bom que estava aqui para ouvir.
Moro aqui.
Nossa, sou uma fraca. Vai a p� para o caf� todos os dias?
- Gosto de andar. - Andar, bingo e levar porrada.
- Agora, j� sei tr�s coisas que gosta. - Isso resume quem sou.
Bem... obrigada... outra vez.
Est� bem.
Isto pode ser ruim.
N�o.
N�o.
Sem hora marcada, n�o pode entrar.
Deixe-me entrar, Gary.
- Jack? - Sim.
- Faz tempo que n�o te via. - Sim.
Sem hora marcada, n�o pode entrar.
- Abra a porta. - V� dar uma volta.
N�o vai entrar, principalmente t�o cedo.
- Pergunte ao Tom se posso entrar. - O Tom morreu!
- O Tom morreu? - Pode crer.
Sim, morreu. Quem manda agora?
- O Alex. - Ent�o pergunte ao Alex.
- Ele est� indo dormir. - Ent�o pode falar.
Est� bem.
- Ei, cara! L� fora! - Precisamos conversar.
Oi, Jack. Nossa!
- Vejo que conseguiu entrar. - Vamos, cara.
- Vou lev�-lo at� a porta. - N�o.
Est� tudo bem. V� dormir.
- N�o precisa de mim? - Est� tudo bem. N�s ficaremos bem.
- Jack, precisa de algo? Uma vitamina? - N�o.
Viu? Estamos bem. Bom trabalho esta noite.
Est� bem. Nos vemos � noite.
- Deixou a porta aberta? - N�o a fechei.
Maldito Jack.
Ent�o, Jack...
O que achou da porta nova?
Foi o melhor que pudemos fazer para substituir a sua seguran�a.
Acho que se algu�m quiser entrar, entra.
Por onde tem andado?
Parece ter desaparecido do mapa, ap�s ter se... "aposentado" � a palavra?
N�o tenho feito muita coisa desde que deixei de trabalhar para o Tom.
Sim, meu pai ficou devastado quando fez isso.
N�o me importo.
Ordenou o sequestro de uma Andrea Huntsman?
- Desculpe? Quem �? - Uma amiga da fam�lia.
Fam�lia... Nunca ouvi voc� falar em fam�lia.
Comecei a pensar que tinha sa�do de baixo de uma pedra.
- Responda-me. - N�o a conhe�o, est� bem?
E esse tipo de coisa era o neg�cio do meu pai. Agora, s� cuido do bar.
Est� dizendo que n�o?
Sim, estou dizendo que n�o.
Caramba, Jack, s� sabe ser amb�guo e hostil?
Ouviu falar no sequestro? Alguma coisa?
- N�o, nunca ouvi falar em uma... - Andrea Huntsman.
Andrea Huntsman! Est� bem? At� ter falado nela.
E de voc� tamb�m n�o. Nem sequer estava no meu radar,
at� o Gary mencionar o seu nome 30 segundos antes de entrar...
Eu s� cuido do lugar.
- S�rio. - Est� bem.
N�o vai perguntar pelo meu pai?
Ouvi dizer que morreu.
� bom saber que est� atento.
- O cora��o dele parou? - Sim.
Deve ter morrido, pouco depois de ter sido atropelado.
Se precisar de trabalho,
pode trabalhar como seguran�a. Se n�o for aqui, em outro lugar.
- N�o voltar� a me ver. - Est� bem.
Boa sorte com tudo.
Ele est� vindo.
- Ol�. - O que est� acontecendo?
- Caf�? - N�o. O qu�? N�o.
- N�o. - Desculpe. Sinto muito.
Ajude-me.
- Vou ao banheiro. - Est� bem.
- Est� pronto para pedir? - Sente-se.
- N�o. - Sente-se.
- O que est� acontecendo? - Por favor, sente-se.
Merda! Meu Deus! As suas costas.
Meu Deus! Jack, est� sangrando. Est� bem?
- Sim, � um picador de gelo. Sente-se. - N�o. Vou buscar toalhas.
Cara, sente-se. Sente-se.
Devia estar de folga hoje.
Sim, mas a Georgia est� doente. Meu Deus! O que est� acontecendo?
N�o se preocupe.
- Est�o aqui por sua causa? - Sim, acho que sim.
- Certo. Quem s�o, Jack? - N�o sei.
- Devem ser uns mafiosos. - O que querem de voc�?
N�o sei. Apareceram h� uns dias e temos nos encontrado.
- Meu Deus! - Recuperou o seu carro?
Sim.
- Pode me dar uma carona? - Agora?
- Sim. - Est� bem.
�timo. Agora v� se sentar com os seus colegas.
- Por qu�? - Logo entender�.
Merda.
Eu avisei! O que eu disse?
- N�o! Solte-me! - Vamos.
- N�o � hora para isso. - Que diabos est� acontecendo?
Meu Deus! Precisa de uma ambul�ncia.
- Vamos. - N�o, Jack...
- Espere aqui. - O qu�? Jack!
O que est� fazendo?
- Ele cabe no porta-malas? - Largue-o!
- Ele cabe no porta-malas? - N�o, n�o vai coloc�-lo no meu carro!
- Por que n�o? N�o est� morto. - N�o!
Eles t�m a Andrea.
- A sua filha? - Sim. A minha filha.
Raptaram-na e pode estar morta, mas preciso tentar.
- N�o, n�o acredito nisso. - Por que n�o?
- Meu Deus, n�o sei. - Temos que ir.
N�o, n�o, n�o, v� se ferrar, Jack!
- Cara, disse que me daria carona. - Eu estava confusa e assustada.
Te darei um milh�o de d�lares, em dinheiro.
De onde teria um milh�o de d�lares?
- Eu tenho. Juro. - Um milh�o de d�lares?
Dinheiro que pode mudar uma vida.
- � a minha caixa de ferramentas? - Sim.
- Posso usar a sua... - Poderia n�o olhar para mim?
� por causa do sangue e dos buracos na sua cabe�a.
- Nossa. N�o olhe para mim. - Est� bem.
- Podemos ir? - Que diabos est� fazendo?
Se deixar as balas, vai cicatrizar por cima e ficarei com dores de cabe�a.
Mas voc�... Meu Deus, n�o tem problema em fazer isso?
Tenho um alicate na cabe�a. Isso d�i.
N�o sei como funciona. Como n�o est� em morte cerebral?
Devia estar...
Mas n�o estou.
Meu Deus!
Podemos ir?
Jack? O que vai fazer com ele?
- Falar com ele. - Ele est� inconsciente.
N�o agora.
- O que vai fazer quando... - Jack?
Ruth.
N�o sabe por onde o Ben tem andado?
- O Ben? - O jovem que mora na sua frente.
N�o, n�o.
N�o o vejo h� dias
e n�o sei se foi dormir na casa de um amigo ou...
Talvez tenha sa�do de f�rias, mas se foi devia ter me dito.
Se o vir, eu aviso.
Obrigada, fiquem bem.
- Ol�. - Ol�.
- Merda. - Fique calma.
Remigny, 1914.
Foi na Fran�a.
Foi dif�cil me readaptar � l�ngua.
Mudaram um pouco, desde a �ltima vez em que tinha precisado dela.
- � voc�? - Sim.
N�o � o seu pai ou o seu av�?
Nem sei se tive pai.
- Esta pessoa, nesta foto, � voc�? - Sim.
- Em 1914? - Sim.
- N�o acredito. - Est� bem.
Como?
- N�o sei. - Como n�o sabe?
- N�o sei. - Isso n�o faz sentido.
N�o disse que faria.
O vinho deve amadurecer com a idade.
Mas acho que 450 anos possam deix�-lo azedo.
- O qu�? - � ingl�s.
- E isso n�o era vinho. - Est� bem.
N�o. N�o. N�o � poss�vel.
Acabou de me ver tirando uma bala da cabe�a com um alicate.
- A velhice nunca me preocupou. - Isso significa que tem mais de...
150 anos.
Nem de perto.
- Quantos anos voc�? - N�o fa�o ideia.
Mas estou na B�blia, se isso tem algum significado.
O qu�? N�o.
Pronunciava-se Quayin, mas sou conhecido como Caim.
Acho que vou vomitar.
Vou interrogar o homem que est� no meu banheiro.
O seu dinheiro est� ali.
- Posso ir embora? - N�o vejo por que n�o.
Nunca mais me ver�.
O que est� fazendo?
N�o sou f� de .9 mil�metros. Prefiro algo que me atravesse.
Est� bem.
- Vale a pena falar com o Derrick? - N�o sei.
Faz atividades ilegais com o Derrick?
Sim. Sim.
O que vai fazer com...
- Al�? - Stevie!
N�o.
Por que est� mexendo em um celular que n�o � seu? Onde est� o Steve?
- Est� preso no meu banheiro. - Preso no... Quem est� falando?
- Onde est� a Andrea? - Quem fala?
Onde est� a Andrea?
� aquele cretino do Jack que est� me criando problemas?
- Sou o Jack. - Filho da m�e! Passe para o Steve.
- Onde est� a Andrea? - Coloque-o no telefone, desgra�ado!
- Sabe do que estou falando? - Sim, da garota com aquilo no l�bio?
- Sim, � ela. - Sim... fomos n�s.
- Por qu�? - N�o sei.
Acho que fomos contratados. Sou novo nisto.
N�o sou o cara certo para falar sobre isso.
- Onde ela est�? - Tamb�m n�o sei.
Deixamos ela com o cara que nos contratou.
- N�o estava nas docas ontem? - Nem sei o que isso significa.
Disseram-me que, se n�o estivesse nas docas � meia-noite, a matariam.
- Sim, ontem � noite, certo? - Meia-noite.
Sim, n�o, deixaram-na mais cedo. Talvez por volta das cinco?
- Entregaram-na a quem? - N�o sei, cara, por favor.
Desculpe. Por favor, n�o me mate.
Sim?
Nunca me deixe esperando. Qual � o seu problema?
Isto n�o � um jogo. N�o estou brincando.
A quem entregou a Andrea Huntsman, ontem?
Pare de me interromper, desgra�ado! Qual � o seu problema?
- Juro que... - � o Derrick outra vez.
- Posso falar com ele? - O que vai dizer?
Vou dizer que estou bem e que deve deix�-lo em paz.
- S�rio? - Sim, n�o quero morrer.
Coloque-o no telefone, maldito.
Sou eu, Derrick. N�o, sou o Steve.
N�o, fale mais devagar, est� bem? N�o, ele n�o me machucou...
de novo. N�o, desde o caf�.
Poderia ser pior. N�o, acho que n�o � boa ideia.
N�o, isso � m� ideia. N�o, n�o fa�a isso.
Ele desligou.
- O que est� acontecendo? - V�o mandar algu�m.
- Aqui? - Sim, lamento.
- Est�o l� fora? - Sim.
- Conhece quem v�o mandar? - Pessoalmente?
- Sim. - Sim, mais ou menos.
� o Vinny. Joga pinball, por isso...
- Teria problema se eu o matasse? - Vai me matar?
- Provavelmente n�o. - Ent�o n�o tenho nenhum problema.
- Ele j� chegou. - Merda, sinto muito.
- Como me encontraram? - O cara a quem entregamos a garota
nos deu o seu contato e disse por onde andava.
N�s... Eles ficaram irritados por causa daquilo nas docas.
- � bom saber. - Sim. Sim, obrigado. Merda.
Aqui est� ele!
- Devia ter ido embora. - Precisei de um minuto.
Cale-se.
- Vamos, Jack. - Muito bem, deixe-a ficar.
Tudo bem, como quiser. Vamos!
- Outra vez? - Eu sei.
Meu Deus!
Est� pronta para ir? Porque eu vou embora.
Sim. Tem certeza que posso ficar com isto?
� vontade. Eu vendo qualquer coisa se precisar de dinheiro.
- At� � pr�xima. - Acabamos? N�o vai...
Parece que sim.
Leginum. Convictio.
Scientia. Veritate.
Acorde.
Jack!
- Tudo bem? - Aqueles mafiosos a quem deve...
- Sabe quem s�o? - N�o sei do que est� falando.
- Os caras que quebraram sua perna. - Sim, � dif�cil esquecer.
- Faz ideia de quem s�o? - Nunca tinha visto eles antes.
Acho que foram contratados.
- Devia estar aqui? - Claro. De onde tirou o empr�stimo?
Um cara me emprestou dinheiro para pagar meus estudos.
- Foi em um bar qualquer. - Como se chamava?
Arcudi's.
O sobrenome do respons�vel pelo lugar era Miller?
N�o, Arcudi. Acho que o nome dele era o mesmo do bar.
- Lembra do primeiro nome? - Alex. Alex Arcudi.
Nunca pensei que fizesse algo assim.
Jack. Nunca tive a chance de te agradecer.
Voc� sabe que eu...
N�o! N�o!
Disse que nunca mais lhe veria. E aqui est� voc�, uma hora depois.
Desta vez, preciso de um carro e de um motorista.
� um assassino lun�tico. V� roubar um carro.
Preciso de algu�m que leve a Andrea.
- Sabe onde ela est�? - Acho que sim.
Merda! Merda!
Se for assim, preciso de algu�m preparado para o momento certo.
- Esta noite me deixou t�o confusa. - Se fizer isso, lhe dou esta bolsa.
A sua fam�lia e a fam�lia da sua fam�lia nunca mais ter� que trabalhar.
N�o sei o que n�o entende. Eu recuso, est� bem?
Provavelmente vai matar mais pessoas.
- Vai? - Provavelmente.
Vamos! Merda!
- � como um vam... - Podemos n�o falar sobre isso?
Est� dizendo que voc�s existem?
Sim. Mas sou o �nico.
Por que n�o tem... os dentes?
Por que precisaria deles?
- Isso significa que... - N�o, n�o.
Pare... Por favor.
Est� bem.
A Guerra Civil... Como foi?
N�o sei. Estava na China.
Chegamos.
- Pode ficar aqui. - Sim, esse era o plano.
Diga o seu n�mero para poder ligar e dizer o que est� acontecendo.
- 609-555-4382. - Est� bem.
- 609... - J� decorei.
Certo. Claro que sim.
- � um dedo? - Deixe-me entrar, Gary.
Esta noite, n�o, Jack. V� para outro lugar.
- Abra a porta. - N�o vai rolar, Jack.
Aonde pensa que vai? Amigo, aonde vai?
Idiota, estou falando com voc�!
O que diabos foi aquilo?
Atirou em algu�m?
N�o ouviu aquilo? Acabou de matar o Gary!
- Quem? - Aquele cara!
- Em quem atirou? - Naquele cara!
- N�o entendi. - � melhor sa�rem.
Est� bem.
- � o Derrick? - Sim, filho da m�e...
Eu ligo depois.
- Onde est� a Andrea? - Onde est� o Gary?
Tem certeza que quer atrasar isto?
Porra! N�o!
- N�o devia ser assim. - O que isso significa?
- Meu Deus! � verdade. Voc� � forte. - Sim.
N�o saia daqui.
Chamam-se livros, Jack.
Cale-se.
Afaste-se de mim. N�o.
Andrea. Sou eu, o Jack.
Vou tir�-la daqui.
Consegue andar?
Est� bem. Fique aqui. Eu j� volto.
Merda, n�o cheguei a lugar nenhum.
Estou com a Andrea. Me encontre na porta da frente. J� vou para l�.
Devo dizer que estou chocado que tenha voltado por ela.
N�o voltei. Tamb�m n�o voltei por voc�. Estou fazendo tudo isto por mim.
O que diabos est� fazendo?
- Quero que fique quieto. - N�o! N�o! N�o! N�o!
Eu volto.
Como quiser!
Meu Deus! Ela precisa de uma ambul�ncia.
N�o. Ela seria a �ltima prioridade, se viessem aqui.
O que quer que eu fa�a?
Leva-a ao hospital e esque�a que me conheceu.
N�o, Jack, ela est� muito ferida. Meu Deus, n�o. Preciso de ajuda.
- Voc� consegue. - O que est� fazendo?
- Eu vou ficar. - Jack, o que isso quer dizer?
Quer dizer que vou ficar. Agora, tire-a daqui.
N�o, Jack! Jack! Jack!
Merda... Tudo bem.
H� algo que eu possa dizer para ir embora?
Matei crian�as de nove anos sem nenhum motivo.
Por que acha que tem chance?
Merda!
Para que servia a c�mera no banheiro?
�amos espancar a Andrea e mandar para voc� por e-mail.
Por qu�?
Para irrit�-lo.
Por qu�?
Porque voc� � especial, Jack.
E te dar um tiro n�o tem o mesmo impacto
que tem em uma pessoa normal!
Raptaram e torturaram a Andrea para me afetar?
Voc� entendeu, Jack.
Vamos!
O meu tornozelo!
Merda!
Contratou outros caras para poder alegar o anonimato.
Sim.
Descobriu que eu estava envolvido quando ajudei o Jeremy com o cr�dito.
Maldito Jeremy.
Disse onde me encontrar e eles descobriram sobre a Andrea.
Pensei que fosse uma prostituta ou algo assim.
Fiquei chocado quando soube que era sua filha.
N�o funcionou.
N�o, n�o funcionou.
Este nosso rancor, suponho que seja por ter assassinado o seu pai.
Pode crer, desgra�ado!
- Como descobriu? - S�rio?
No dia em que foi embora, meu pai morreu e todos tinham um �libi.
S� sobrava voc�. Acha que foi t�o dif�cil assim?
Bem... Gosto de ser discreto, mas o seu pai tinha outras ideias.
Ent�o, teve de ser assim.
Ia matar a Andrea?
E n�o minta.
- Como saberia se mentisse? - Diria que n�o.
Ent�o, a� est� a sua resposta.
Jack!
Jack, sabe o meu tipo sangu�neo?
Jack! Qual � o meu tipo sangu�neo?
Sabe qual � o meu tipo sangu�neo?
N�o. Ainda n�o.
Jack...
Jack, eu te odeio. Eu te odeio!
Durante algum tempo, tudo correu bem.
Estava seguindo pelo caminho da sobriedade.
Depois, a sua proeza de vingan�a me fez descarrilhar.
Vou mat�-lo. Quero que saiba disso.
- Sim. - Mas quero que saiba que vou com�-lo.
Vou despeda��-lo e com�-lo.
Lembre-se, n�o � porque quero.
N�o sei por qu�.
Mas tenho que faz�-lo.
Sempre foi assim. Sempre.
Mant�m minha mente s�.
Como se pode ser s�o, se � preciso comer pessoas?
N�o sei.
O qu�? Por qu�?
Por qu� agora?
Por ele?
Aquele homem � um assassino e sabe disso.
O mundo seria um lugar melhor se eu o matasse agora.
Torturei milhares de inocentes at� � morte e nunca apareceu por eles!
Nem sequer apareceu no Egito. Ou em Wallachia!
Empalei milhares de pessoas em Wallachia s� para v�-las morrer.
Olhe para mim. Olhe para mim!
V� se ferrar! Eu te odeio! Odeio este lugar.
Tudo.
- Com quem est� falando? - N�o consegue v�-lo?
J� tenho a sua aten��o? Qual � o seu problema?
Por que faz isto comigo? � por causa daquele Haba'l? V� se ferrar!
Por que essa morte � t�o importante? �ramos muito jovens.
Fui eu que dei in�cio a isto? O homic�dio n�o existiria se eu n�o o matasse?
Mais ningu�m passa por isto.
Eu n�o mere�o isto. Eu n�o mere�o isto!
Dane-se Deus, porque ele n�o existe.
Se existisse, n�o deixaria isto acontecer!
S� te vejo andando por a�.
Deixe-me morrer. Deixe-me morrer!
Jack! Jack, precisamos de ajuda.
- O qu�? - Por favor, Deus, ajude-me.
N�o consigo levar a Andrea para o carro.
Estou piorando as coisas ao tentar lev�-la. Preciso de ajuda.
- Mas... - Mas o qu�?
O que pode estar fazendo que seja mais importante?
Pare de brincar com aquele idiota e v� ajudar a sua filha.
Ela � da sua fam�lia, por amor de Deus. Nem sei o que h� para pensar.
Por favor, v�.
- Suponho que nada. - Ent�o, v� l� fora.
Est� bem.
Jack...
Um dia ver� com quem eu estava falando.
Ol�.
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