All language subtitles for A.Murder.of.Crows.1998.1080p.AMZN.WEB-DL.AAC.2.0.H.264-monkee

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Original subtitles

O ADVOGADO DOS CINCO CRIMES

Vejam quem est� aqui Boyle. F. Lee Bailey.

Advogado de porta de delegacia, bem vindo ao inferno.

O que foi? Seu advogado te ferrou?

Nem Jesus pode salvar voc�s, advogados.

Tranque a n�mero 7.

Nada alegra mais as pessoas que um advogado preso.

E quem pode culp�-los?

Eles representam a vit�ria da raz�o sobre a honra.

� f�cil perder a f� num sistema...

onde os fortes pisam nos fracos.

Eu sei. Come�ou na Ter�a-feira Gorda.

Mostre as tetas! Mostre as tetas!

Estava tendo uma noite ruim.

Acabara de ser apresentado � minha consci�ncia.

Minha primeira impress�o foi que gostei muito dela.

A miser�vel n�o ia embora.

Tive aprendizado em lei. Uma das primeiras coisas que ensinam...

� que moral � um luxo particular e caro.

Meu pai dizia que a jurisprud�ncia n�o era equ�voco...

se lembrasse que a verdade � a lei mais alta.

Juiz Banning, por favor. Lawson Russell.

Diga que � urgente.

Espero que seja importante. Estou quase conseguindo uma chupada.

Senhor, estou com um problema.

Vou pedir para sair do caso.

-Est� b�bado? -Totalmente s�brio.

-Informou seu cliente? -Sim.

-E sua rea��o? -Ficou infeliz.

Imagino. Sabe o que vai parecer para o j�ri?

Estou com o caso praticamente ganho.

Est� louco, sabia?

Est� cometendo um erro monumental.

N�o posso servir as necessidades do meu cliente.

� meu dever me retirar.

A papelada estar� na sua mesa �s 8h.

Chego �s 10h para rasg�-los. Vejo-o na minha sala.

Juiz?

Filho da m�e!

Seu advogado, enlouqueceu. Por que n�o me ligou?

Foi um erro monumental. Suic�dio profissional.

Meu cliente era Thurman Parks III.

Eu cresci com Thurman.

Seu pai era ex prefeito de Nova Orleans e um safado.

Mas Thurman era pior.

Estava sendo julgado pelo estupro e morte de uma stripper de Lafayette.

Morte por asfixia. A calcinha dentro da garganta.

Adorava j�ris. S�o todos iguais.

Achavam que julgariam culpa e inoc�ncia.

E no final, eles votam para quem tem o melhor advogado.

Ent�o eu mexi com a cabe�a deles.

Fiz olharem naquela foto at� que nada significasse.

Estava dando certo.

Voc� � bom, cara.

Repassou as perguntas que vou Lhe fazer amanh�?

Eu as decorei.

Vamos ganhar, n�o?

Pode apostar que sim.

Disse a vagabunda que me safaria.

A rep�rter.

Sabe quem �.

Sei quem �.

Sempre soube que Thurman era culpado.

Mas somos treinados para n�o pensar nisso.

Devemos ser imparciais, naturais, apaixonados.

N�o sabia na hora, que a consci�ncia repentina...

salvaria minha vida.

Calem a boca!

Ele sabe que o miser�vel � culpado.

Quero saber se houve anula��o de provas.

Foi um grande jogador e popular com as garotas,...

mas vou Lhe dar um conselho.

N�o quer lutar espada com um samurai, quer?

-N�o, Juiz. -Deixe-nos.

N�o venha com religi�o pra cima de mim. J� caminhamos muito.

Se prejudicar minha rela��o com Thurman Jr...

n�o ter� outra chance neste estado.

Darei um jeito para que nunca advogue de novo.

E posso fazer isso.

Volte e termine o caso.

A corte criminal do distrito est� em sess�o.

Levantem-se todos para o juiz Wally Banning.

Defendi tudo que foi gente podre na minha carreira.

Salvei a cara deles, sem conflito.

� o sistema. Inocentes, at� que se prove a culpa.

E se tiver dinheiro, prova � dif�cil de conseguir.

Sr. Russell, est� pronto para continuar?

Tem de ser rico para se safar de um Assassinato.

E Thurman era. Podre de rico.

Sr. Russell, est� pronto para continuar?

Eu gostaria de responder para esta...

''lei mais alta.'' A verdade.

Ele nunca deveria ter sorrido.

-Sr. Russell est� pronto? -Sim, senhor.

Estou.

A defesa chama Thurman Parks III.

Jura dizer a verdade e nada mais que a verdade?

Juro.

Diga � corte onde estava na noite de 17 de junho.

Na Boate Silver Carter Dance.

Onde conheceu e bebeu com Jeanne Broussard.

-Um drinque. -Um drinque.

Sobre o que falaram?

Sei que n�o � uma das perguntas que preparamos. Diga ao j�ri.

Diga ao j�ri sobre o que falaram.

Fal�mos sobre futebol.

Futebol.

Antes ou depois dela dan�ar no seu colo?

Sr. Russell, aproxime-se da corte.

Antes ou depois de lev�-la as margens do rio...

e arrast�-la at� o dique?

Basta, Sr. Russell! Saiu da linha!

Foi antes ou depois de despi-la, sodomiz�-la...

estrangul�-la?

Est� em desacato, senhor! Oficial de justi�a!

Retire o Sr. Russell deste tribunal!

Deve ter sido um mon�logo com a calcinha dela enfiada na garganta.

Retire-o do tribunal!

Escoltem-no � minha sala e detenham-no sob cust�dia.

O j�ri vai desconsiderar a conduta ultrajante da defesa.

O julgamento foi cancelado e fui demitido por Thurman.

Nunca fui mesmo com a cara dele.

O ruim era que haveria uma audi�ncia de exclus�o.

Fui severamente punido.

Senti-me como o cara que foi amputar a perna...

e cortaram a perna boa por engano.

E depois tiveram que cortar a perna ruim.

A corte foi a favor do doutor.

Parecia que fiquei sem perna.

� decis�o da corte Suprema da Louisiana...

que a partir desta data, o Dr. Lawson Russell...

n�o possa nunca mais advogar.

Eu errei.

Devia ter contratado um dos medalh�es do clube de campo.

Nenhum deles te defenderia.

Certo.

Sabe quais s�o as chances de uma mulher ser estuprada...

ou molestada neste pa�s? Uma em doze.

E a de um homem que mata uma mulher ser julgado?

Uma em tr�s.

Devia me orgulhar de mim mesmo. � o que est� dizendo?

Ele voltar� a ser julgado e n�o ser� condenado.

E acabei com minha carreira a toa.

N�o a toa. Defendeu um princ�pio moral b�sico.

Proteger os inocentes e punir os culpados.

-Seu pai se orgulharia. -Do que?

Desrespeitei a lei e meu juramento.

-Acabei com minha vida. -Sua vida n�o acabou.

Tiraram seu diploma, n�o sua masculinidade.

Pode fazer muitas coisas.

Soube que Winn Dixie est� contratado.

Qual �? Estou falando s�rio.

Eu tamb�m.

Quais s�o seus planos? Vai ficar aqui a toa?

Vou para Key West. Meu pai tinha uma casa l�.

Posso at� escrever um romance.

Sou t�o inteligente quanto John Grisham.

Lawson, posso fazer alguma coisa?

Pode pular na mesa para mim.

Por que est� rindo?

Se pedisse com jeitinho.

N�o sabe o que est� perdendo. Sou o melhor.

O orgulho chega antes da destrui��o e...

-a arrog�ncia antes da queda. -Tarde demais.

Eu j� ca�.

Isso que � triste. Voc� n�o caiu.

Fiquei na Fl�rida quase 13 meses.

Vivia de trocado como pescador.

Mais para ganhar tempo e evitar escrever meu livro.

Mas os neg�cios estavam fracos.

Sr. Russell?

Meu nome � Marlowe.

Falei com voc� ao telefone.

T� certo. Ol�, Sr. Marlowe.

Interessa-se por pesca?

Foi por isso que vim.

�timo. Venha a bordo.

Sr. Marlowe, aqui � o lugar.

� uma beleza.

Quanto tempo ficar� em Key West?

Permanentemente. Acabo de mudar para c�.

Tirei a aposentadoria do ensino.

Minha esposa faleceu. N�o tivemos filhos.

Sempre sonhei com este estado. ''O Velho e o Mar''.

-Aqui est� a sua vara. -Certo.

Certo, agora vamos p�r para boiar na mar�, na parte plana.

Joga deste lado e deixa a isca a deriva.

Certo.

-Suba um pouco. -Sinto-me um profissional.

Tinha algo estranho no Sr. Marlowe. N�o sabia exatamente o qu�.

Nem imaginava que fosse coisa do destino.

-Chucky. Um bacard�, aqui. -Tudo bem.

-E um daiquiri para mim. Obrigado. -O favorito de Hemingway.

Meu pai tinha um rel�gio de bolso. Muito distinto.

Este � especial. Olhe.

Genial.

-Pronto, senhores. -Deus o aben�oe.

Coisa boa.

Bem, �s novas amizades.

-Sa�de. -Sa�de.

Diga... sempre foi pescador, Sr. Russell?

N�o, � uma esp�cie de hobby.

Estou escrevendo um romance.

-S�rio? -Sim, senhor.

-Isso � maravilhoso. -Antes, fui advogado.

Minha nossa. E desistiu?

Por assim dizer.

Sabe que h� mais estudantes de direito que advogados?

-� mesmo? -Verdade.

Para cada engenheiro, h� 50 advogados.

Vinte e cinco bilh�es em processos de d�vidas no ano passado.

� um absurdo. S�o parasitas.

Sanguessugas, na minha opini�o.

Chris, parece que n�o gosta de advogados.

Se n�o fossem os advogados, n�o precisar�amos deles.

Conversamos a noite toda. Ele era um barato.

A noite mais interessante que passei vestido em um ano.

-Boa noite. -Boa noite.

Mas no fim, fiquei feliz de me livrar dele.

Odiava tanto os advogados, que me deu mal estar.

Uma sensa��o de filme visto, ou envenenamento alimentar.

Esque�a. N�o vendo a casa da cidade. Meu pai que comprou.

Venda o resto das a��es.

O livro est� indo muito bem, Harry.

Mas minha pr�xima pergunta �: quanto eu estou te pagando?

As a��es, certo.

H� um velho ditado: ''O dinheiro fala''.

A �nica coisa que o ouvi dizer foi adeus.

Precisava gerar renda. Trabalhava no livro h� um ano.

Escrever, meus amigos, � duro.

-Chris. -Lawson. Estou incomodando?

N�o. Entre, por favor.

Obrigado. Precisava falar com voc�.

-Posso me sentar? -Claro. Sente-se.

Tudo bem?

Sim. � s� o calor. Pode me dar um copo d'�gua?

-Claro. -Obrigado.

Nossa conversa de ontem foi inspiradora.

Tive que passar aqui para falar com voc�.

Obrigado.

Trouxe-lhe uma coisa. Est� a�.

Assim est� melhor.

Meu romance. Meu primeiro.

-Um romance? -Sim.

Acabo de termin�-lo.

T�o covarde que n�o contei a ningu�m que o escrevi.

Queria que o lesse e me desse sua impress�o.

-N�o sou um especialista. -Acho que vai entender.

-� sobre advogados. -Vou ler.

Obrigado. Quero sua opini�o sincera.

-Darei. -�timo, tudo bem.

Sabe, pode descansar um pouco. N�o precisa...

Estou bem. Mas estarei no bar mais tarde, se for...

E v� devagar com isso. N�o tem pressa.

Quero que digira tudo.

-Obrigado sr. -Abro a porta.

- � muito am�vel. - Boa noite.

Obrigado.

Boa leitura, meu amigo.

''Um Assassinato de Corvos''

Dentro havia uma cita��o de Shakespeare.

''A primeira coisa a fazer ser� matar os advogados''.

O livro era sobre advogados. Cinco.

Todos advogados de defesa bem pagos de cidades do sul.

Todos com clientes ricos e culpados.

Rapazes ruins que mereciam ser presos.

Todos absolvidos.

Mas, em vez de perseguir os bandidos, o assassino...

decide que os advogados � que devem ser punidos

Ent�o mata todos. Um por um.

Cada assassinato era planejado e executado...

para parecer suic�dio, acidente ou assalto.

O livro era uma revela��o. Obra-prima de suspense.

E que t�tulo. Aprendi que um bando de corvos chama-se ''assassino''.

Como um bando de gaivotas, pombos ou codornas.

''Um Assassinato de Corvos''

Simplesmente, o livro era brilhante.

Minha nossa!

Chucky!

Lembras-te do coroa com quem bebi ontem � noite?

-Voc� o viu? -Esteve aqui.

Disse que n�o estava bem e se mandou.

Obrigado.

-Com licen�a? -Entendido.

-Com licen�a? Est� tudo bem? -Mora aqui?

N�o, vim visitar um amigo. O que aconteceu?

Parece que um velho teve um ataque card�aco.

N�o foi o Sr. Marlowe, foi?

-Sr. Marlowe. Sim, foi. -Ele est� bem?

-Infelizmente n�o. Ele morreu. -Falei com ele hoje a tarde.

Eu sei. Uma pena, n�o? Conhece-o faz tempo?

N�o, eu o conheci ontem. O levei para pescar.

-Soube que ele era novo na cidade. -Foi o que ele disse.

N�o sei muito. Foi professor, mudou para c�. Era aposentado.

Sabe de onde ele era?

Ele n�o disse.

A zeladora disse que ele contou que n�o tinha fam�lia.

Isso mesmo. Certo, certo. Sua esposa faleceu h� pouco.

Acontece sempre.

Morre um c�njuge e o outro n�o sobrevive um ano.

N�o haver� um vel�rio?

N�o, dever�o crem�-lo de manh�.

Pode acender-lhe uma vela em St. Andrews.

Tudo bem. Obrigado.

Com licen�a, detetive. Detetive?

-Goethe. -O que far�o com as coisas dele?

Bem, n�o deixou testamento.

E como n�o tem parentes, seus bens ir�o para o estado.

Por qu�? Tem alguma coisa que devemos saber?

N�o. Curiosidade.

Tudo bem.

Boa noite.

Boa noite.

UM ASSASSINATO DE CORVOS por LAWSON RUSSELL

Apresentei o manuscrito a 5 editores. A 1a. chamada foi da Editora Devrie.

Tinha hora marcada com a dona da companhia.

-Jannie Devrie. -Lawson Russell.

Achava que tinham gostado do livro, mas n�o imaginava...

esse tipo de recep��o.

Nunca fora tratado com considera��o.

Nem por clientes que estavam ferrados.

Como vai?

Nunca subestime o poder da arte.

Eu levo. Eu levo.

Cr�tica de livros do New York Times.

''Um indiciamento brilhante do sistema de justi�a''.

''Provavelmente a melhor oferta da temporada''.

''O Sr. Russel � um astro de primeira magnitude''.

Se mata uns advogados acaba sendo popular.

Est� no caminho, malandro.

PRECISAMOS MESMO DE ADVOGADOS?

Eles te adoram. Confie em mim. Isso � s� o come�o.

Vai ser um homem muito rico.

� duro de acreditar nisso tudo. � incr�vel.

Sabia que ganharia uma fortuna, antes de acabar.

Como tinha tanta certeza?

Me deixou �mida.

Dawn, algum recado para mim?

Obrigada.

N�o � grande coisa. Mas chamo de lar.

-Muito bonito. �ntimo. -Papai construiu para mim.

-Ele devia te amar. -Sim, muito.

-Ele me dava tudo o que eu queria. -Garota de sorte.

-Tem 15 quartos. -O suficiente.

O livro na lista dos mais vendidos era o sexto.

Janine j� encomendara a 2a. e a 3a. edi��o.

Ignorei o fato do livro ter sido condenado pela...

Associa��o dos Advogados Civis e Criminais.

Eu estava me divertindo demais.

-Nome? -Clifford. Com dois ''efs''.

-Dubose. -Dubose?

D-U-B-O-S-E.

-Entendi. -Beleza de livro, cara.

-Obrigado. -Adorei. Certo.

''Tudo de bom''.

Bonito. Po�tico.

-O nome? -Dedique para Jenny.

Jenny.

Eu adorei. N�o vejo a hora de ler o pr�ximo.

Nem eu. Quando estiver preparado quero falar de um adiantamento.

Voc� me enriquece, eu te enrique�o. � perfeito.

-Oi, Lawson. -Pope! O que faz aqui?

Sabe, meu amigo escreveu um livro, ent�o vim pedir um aut�grafo.

Esta � minha editora. Janine Devrie, Elizabeth Pope.

-Muito prazer. -Elizabeth � advogada.

-Com licen�a. -Prazer em v�-la.

-O mesmo. Est� �timo. -Obrigado.

-Espero que goste. -J� li.

J� leu?

Odiou.

Achei meio ''dark''.

Nunca achei que escrevesse nada deste tipo.

Parece-me incoerente.

Surpreendi voc� de novo.

� que n�o esperava que escrevesse algo assim.

Mas parab�ns. Estou impressionada

Pronto.

Boa sorte, Lawson.

-Prazer em conhec�-la. -Vamos nos ver?

Claro.

Era como eu me sentisse caindo, perder contato com a �nica...

coisa decente da minha vida.

Foi quando ca� em mim quanto ao que fizera.

Nunca haveria um pr�ximo livro.

Eu era um ladr�o.

Que vis�o!

Um advogado com as m�os no pr�prio bolso.

Esqueci, n�o � mais advogado.

� um grande escritor agora.

Perdi uma sess�o de aut�grafos?

Que droga! Comprei uma c�pia.

Thurman, quem te tirou da sua jaula?

N�o soube? Sou um homem livre.

Fui absolvido. A Am�rica n�o � �tima?

Onde mais um cara que perdeu a licen�a, um hip�crita...

um nada, como voc�, sairia por a� dirigindo um RoIlls Royce?

Est� me atacando? N�o. Voc� s� ataca mulher.

Ou isso � s� quando quer fazer sexo com elas?

Esqueci. N�o sei.

Continue rindo, espertinho.

Vai levar a sua, em dobro.

Sabe Thurman...

Na lista dos seres mais desprez�veis da terra,...

est� l� em baixo.

Foi uma revela��o te representar.

Foi quando percebi que n�o podia descer mais fundo.

Que doce.

Oi gatinha.

Este � seu �ltimo.

A��o afirmativo.

Deixo-os a s�s.

Boa noite.

N�o esque�a de chicote�-lo.

Conhece ele?

Voc� vem?

N�o, obrigado. Vou a p�.

DEPTO. DE POL�CIA DE NO VA ORLEANS

PARA O DETETIVE DUBOSE

-Bem-vindo de volta, detetive. -Obrigado.

-Como vai, Cliff? -Morris.

Droga!

Dubose.

N�o, acabo de chegar neste momento.

A Jamaica estava linda, cara.

Na verdade comprei umas terras l�.

Isso mesmo. Para quando me aposentar.

E j� que estamos tratando do assunto.

Eu me demito.

UM ASSASSINATO DE CORVOS

''Para Clifford Dubose melhores votos, Lawson Russell''.

Tudo bem. Chegamos em casa.

Tudo bem. Sem v�timas.

N�o vai demorar para mudarmos para as ilhas e...

vamos comer peixe fresco todo dia. Voc� vai adorar.

O que faz aqui, Cliff? N�o conseguiu dormir?

Claro que consegui. Fa�o tudo o que quero.

-Estava terminando a programa��o e... -Cale a boca.

-Trabalha com estas m�quinas? -Sim.

Senta.

Pode acessar arquivos de outras pol�cias dos estados vizinhos?

Pode acessar os arquivos das ocupa��es das v�timas?

-Sim, senhor. -Ent�o, digite a� ''advogados''.

-Advogados? -Isso mesmo. Advogados.

Comece com Mississ�pi. Biloxi.

M-I-S-S-I-S-S-I-P-I.

Certo, traga.

-Lawson Russell? -Quem quer saber?

Eu. Sou o filho da m�e com quem tem brincado.

-Pegue a esquerda. -O que est� acontecendo?

-Vai para delegacia. -Sob que acusa��o?

Arrog�ncia.

Por aqui.

Cuidado com a cabe�a.

Leia os direitos dele. E aperte o cinto.

Nem imaginava o que estava acontecendo...

mas quando � culpado, espera o pior.

Ah, sim, Billy Ray.

Oi, Lawson.

Acho que j� conheceu o detetive Dubose.

Sim, ofereci um drops de menta, mas ele recusou.

-Quer dizer o que est� acontecendo? -N�o

Mas � meu servi�o.

-� sobre seu livro. -O que tem ele?

Bem, parece que tudo � verdade.

-O qu�? -Tudo verdade.

Os cinco crimes do seu livro aconteceram...

como descreveu, em cada detalhe.

Todas as v�timas eram advogados.

As mortes foram consideradas acidentes ou suic�dios...

Exceto o primeiro, que pareceu ser uma tentativa de assalto.

E todas as mortes s�o ligadas por um �nico motivo.

Cada uma das v�timas acabara de ter uma vit�ria legal...

para um cliente desagrad�vel. Como descreveu no livro.

Imposs�vel.

� uma coincid�ncia.

Receio que n�o.

N�o estamos falando de semelhan�as.

Mas de detalhes exatos de cada crime.

Detalhes nunca revelados � imprensa.

Detalhes minuciosos. At� a cor do carro.

Coisas que s� as v�timas, ou o assassino saberia.

Preciso te perguntar, Lawson...

Onde obteve informa��es para o seu livro?

Minha pernas amoleceram e n�o conseguia respirar.

Eu tinha sido t�o cuidadoso.

Destru� a �nica prova de que n�o escrevi o livro.

H� a possibilidade de ningu�m ter Lhe contado...

nenhum dos detalhes dos assassinatos.

H� a possibilidade de um advogado desgostoso...

insatisfeito, sem licen�a, com rancor do sistema que o impediu...

tenha se vingado nos homens que se recusaram...

a fazer o mesmo sacrif�cio moral que ele fez.

Ningu�m teve de Lhe contar, porque estava l�.

Matou aqueles homens.

Est� louco.

-Por qu� me mandou o livro? -O que?

N�o � sua letra?

N�o aguentou que n�o se soubesse de seus efeitos.

O que adianta cometer crime perfeito, se ningu�m souber?

Ent�o armou cada detalhe.

E mandou uma c�pia para a �nica pessoa que entenderia...

o detetive que trabalhou no primeiro caso.

Me mandou o livro, n�o foi, doutor?

Porque queria que o pegasse.

N�o foi?

Quero falar com um advogado.

Tenha sorte de achar um.

Obrigado por ter vindo.

Que diabos est� acontecendo?

Um grande mal entendido.

Est� sendo investigado por 5 acusa��es de homic�dio.

-Garanto que � um engano. -N�o tem engano.

A lista das v�timas. Morreram do modo que escreveu no livro.

N�o matei ningu�m. Juro.

Ent�o, vai ter de explicar onde obteve a informa��o.

-Estou sendo acusado? -Ainda n�o.

Querem ouvir sua hist�ria antes.

-N�o v�o acreditar. -Tente.

-Quais s�o minhas op��es? -Nenhuma. Tem de cooperar.

Diga onde obteve os fatos.

A lei n�o respeita prote��o de fontes em crimes capitais.

Devia saber disso.

� obstru��o da justi�a. C�mplice posterior ao fato.

� esconder um fugitivo. Se quiser o pior, homic�dio involunt�rio.

-Ir� para a cadeia, Lawson. Eu sei. Ta certo.

Diga que preciso de tempo para preparar o depoimento.

Diga que terei prazer em cooperar...

inclusive, dando o nome da fonte, mas preciso sair daqui agora.

-Lawson. -Pope, por favor, fa�a isso.

Cara!

Ele � culpado.

-Como sabe? -Olhe, vai olhar para tr�s.

Quando o culpado est� omitindo, olha para tr�s.

Dubose falando. O cara est� na pista.

Solte os c�es de ca�a.

Billy, Ray, preciso de um mandato de busca.

Conhe�o o juiz certo.

ADVOGADO ESFAQUEADO DURANTE ASSALTO

-Satisfeito? -N�o acredito.

Mas era verdade.

Cada assassinato do livro documentava um crime.

Eu estava ferrado.

-N�o escrevi o livro. -O qu�?

N�o escrevi o livro!

Foi me dado por um velho que conheci em Key West.

Ele me deu o original para eu ler e morreu de enfarto.

Fiquei ganancioso. Pus meu nome nele.

E submeti as editoras. E depois...

-Espera que eu acredite? -N�o.

Nem eu acredito. Mas � verdade.

Voc� mesma disse, quando leu, que n�o era meu g�nero.

Sou culpado de imitar a obra, n�o de assassinato.

Cad� o manuscrito original?

-Pus fogo. -�timo.

Ent�o, o coroa de Key West � o assassino. � isso?

�. Talvez. N�o sei.

Talvez ele conhecesse o assassino.

N�o acredita.

N�o sei no que acreditar.

-O que est� fazendo? -N�o me diga mais nada.

-O que est� falando? � um privil�gio. -N�o.

N�o �. N�o vou represent�-lo.

-� melhor que procure outro advogado. -Pope, ou�a. Ou�a, Pope.

-Lamento Lawson. -Preciso de sua ajuda.

Houve um tempo em que faria qualquer coisa por voc�.

Mas n�o sei mais quem �.

N�o posso te ajudar.

N�o sei se algu�m pode.

Seus pais devem estar orgulhosos.

Muito engra�ado.

Posso ajud�-los?

-O que est� acontecendo aqui? -Talvez isso explique, doutor.

Agora vou perguntar a um conhecedor da lei, vai cooperar?

-Porque sen�o... -Vou cooperar.

Excelente! Rapazes!

O Sr. Russell nos permite sermos destrutivos.

V�o em frente.

Aceita um drinque, detetive?

N�o. Nunca toco nisso. Me deixa feliz.

Sabe, Russell, at� que te admiro.

Que ideia!

Acabar com todos aqueles advogados asquerosos...

que deixam livres os culpados para que continuem...

espreitando a sociedade.

� uma ideia brilhante.

Pena que seja ilegal, n�o.

Gostei de seu livro. Muita coisa de arrepiar.

Amei a semelhan�a com os corvos.

� a palavra certa, n�o? Semelhan�a.

Quero dizer, eles s�o extremamente inteligentes.

Alertas, comem de tudo.

Tamb�m muito protectores um com o outro. Uma esp�cie de sucesso.

Sabia que seu n�mero explode neste pa�s?

Como os advogados.

Isso � met�fora? Ou � compara��o. Tanto faz.

Voc� me jantou no banco dos r�us uma vez.

Lembra?

Vagamente.

Gosta de ser esperto, n�o?

Deve ser um tra�o gen�tico de sua profiss�o. Como cobrar demais.

E todos adoram atacar a pol�cia. Ganha o dia.

Chamam aqueles ''peritos'', que ganham 10 vezes o que ganhamos para...

acabar com nossas investiga��es e trabalho de laborat�rio.

Enquanto somos mau pagos, sobrecarregados de trabalho...

e humilhados como se fossemos criminosos.

Alguns s�o.

� preciso esfor�o de equipe para ter a maior taxa de crime da na��o.

-Est� sendo agressivo. -N�s dois estamos.

A diferen�a � que eu estou tentando ser, e voc� n�o pode evitar.

Eu acompanhei o julgamento do Parks.

O Thurman era culpado, n�o?

Como foi o trato? Por que o derrubou?

Luxo demais.

Parece que foi algo caro.

Tenente, � melhor que veja isto.

Minha nossa!

Achei na cozinha.

Olha s�. Parece uma boa.

Pudera que sabia dos detalhes. Tirou fotos!

N�o � meu. Nunca vi essa coisa antes.

Jura? Ent�o, � melhor te soltar, n�o?

-Espere, escute. Isso � uma cilada! -M�os para tr�s.

Minha parte favorita do servi�o.

Lawson Russell, voc� est� preso por assassinato.

Droga! Merda!

O maldito coelho est� � solta!

Repito, o coelho est� � solta.

A pol�cia de Nova Orleans est� procurando Lawson Russell...

pelo assassinato de 5 advogados...

descritos em seu livro ''O Assassinato de Corvos''.

Que triste!

O Sr. Russell fugiu da cust�dia e est� a solta.

Vem c�, boneca.

Est� na hora de brincar de fugitivo e esposa do guarda.

Srta. Devrie, imaginava que o livro se baseasse em eventos reais?

N�o. Estou chocada.

Qual � a posi��o da editora?

A editora Devrie s� quer que se fa�a a justi�a.

Espero que a pol�cia prenda logo este man�aco...

e que o fa�a pagar por cada um destes crimes.

-Como me sa�? -Foi brilhante.

O livro vai vender mais que �gua.

Meu pai amava a lei.

Achava que sua busca era o maior feito do homem.

Justi�a.

E um pouco de justi�a, dizia, � tudo o que basta.

Quando sa� da faculdade de Yale, me deu 3 conselhos.

Nunca perca a oportunidade de dizer a algu�m que o ama.

Nunca fique com cr�dito ou a culpa de algo que n�o fez...

e sempre diga a verdade.

� mais f�cil.

E agora est� morto.

Queria saber o que houve com os objetos pessoais de um homem...

-que morreu aqui neste ano? -Certo. Como se chamava?

Sobrenome Marlowe. Christopher Marlowe.

-Quando ele morreu? -Tr�s de mar�o.

Aqui n�o tem nenhum Marlowe. Tem certeza que morreu aqui?

Absoluta.

N�o temos registros.

-Tem que estar em algum lugar. -Se morreu aqui, o atestado...

de �bito estaria no arquivo. Tem o nome do m�dico que o atendeu?

N�o, mas falei com um detetive de Key West.

-Detetive Goethe. -Goethe.

Como o escritor alem�o?

N�o h� um detetive Goethe na pol�cia. Talvez seja o condado errado.

Estava parcialmente certa. Eu estava no planeta errado.

Devia reformar minhas ideias. Tudo o que eu sabia era errado.

A HIST�RIA TR�GICA DO DR. FAUSTO

POR CHRISTOPHER MARLO WE

Christopher Marlowe foi o escritor ingl�s que...

primeiro interpretou a lenda medieval de Fausto.

O homem que vendeu a alma ao diabo.

Goethe, foi o poeta alem�o cuja coroa��o como escritor...

foi esta vers�o mais famosa do conto de Fausto.

Eu fui tentado pelo diabo e vendi minha alma inteira.

Carro 1 4, responda. Ele est� aqui.

INTIMA��O

-� a Sra. Evans? -Sim.

Inspetor Harrison do Depto. De Justi�a. Posso entrar?

-Estou em alguma encrenca? -N�o, senhora.

Investigo um homem que foi seu inquilino em mar�o deste ano.

Christopher Marlowe. Usava �culos, andava de bengala. Sotaque ingl�s.

Claro, Sr. Marlowe. Lembro dele.

-O que ele fez? -N�o posso dizer.

-Quanto tempo ele ficou? -Uma semana.

E parecia boa pessoa.

-Pagou em dinheiro. -Deixou algum endere�o?

-Encontrou-se com algu�m aqui? -N�o que eu saiba...

A intima��o pede os registros telef�nicos da pens�o...

-enquanto ele esteve aqui. -Ele n�o usou o telefone.

Achei esquisito. Sempre usou o orelh�o da esquina.

O orelh�o?

-Obrigado, Sra. Evans. -As ordens.

O supervisor da Ma Bell foi mais solicito ainda.

As vezes, a vida funciona assim.

Policia! Pare!

Pare de correr! Parado!

Carro 1 4, estou perseguindo suspeito...

pulou uma cerca em Calder Alley! Vou para Elizabeth.

N�s o perdemos.

-O FBI est� aqui. -Que se danem.

-Precisamos conversar com eles. -Por qu�, Billy Ray?

Para que a gente trabalhe, e eles d�em uma coletiva?

Devia saber que iriam querer isso.

Foi este que ele envenenou.

Exumaram o corpo hoje. Deve ter ouvido sobre Key West.

Acho que foi besteira.

Deve estar longe. Am�rica do Sul, talvez.

De modo algum. Est� voltando.

Acha?

Eu sei. Ele n�o acabou. Falta outro advogado.

-Quem? -Ele mesmo.

Por que acha que ele me mandou o livro?

Peguei um v�o para Baton Rouge e peguei um �nibus para a cidade.

Todas as liga��es em Key West eram locais...

Exceto uma. C�digo de �rea, 504.

Nova Orleans. Minha cidade natal.

O telefone estava em nome de Althea Delroy...

Jackson Street, 616. O Distrito Jardim.

Thurman Parks morava no Distrito Jardim.

N�o achei coincid�ncia.

Queria ver se o telefone de Althea Delroy estava...

na agenda de Thurman Parks.

N�o estava.

Nada se encaixava.

Mas pelo som. Thurman e Janine se encaixavam.

Lembro-me da hist�ria de Ad�o e Eva.

Ad�o, irritado, perguntou por que Deus fizera Eva t�o linda.

''Para que a ame,'' respondeu Deus.

''Por que a fez t�o burra?''

E Deus respondeu: ''Para que te amasse''

Eles se mereciam.

-Elizabeth Pope. -Oi, sou eu.

N�o posso falar com voc�. Posso ser presa.

Eu sei. Preciso de sua ajuda, Pope.

Os dados que Elizabeth me dera diziam que a Sra. Althea Delroy...

era uma dona de casa vi�va. Tinha uma filha de dez anos..

e morava num condom�nio de 2 quartos em Jackson Street.

Devia 59 mil d�lares dele.

O que ela tinha a ver com isso? Tudo era um mist�rio.

Oi, Sr. C. Como vai?

O tema � a ideia controladora da pe�a.

O �nico pensamento que o autor tenta provar na pe�a.

Algu�m me diz qual � o tema de Macbeth?

Laura?

Se for ganancioso isso o leva ao desastre.

Isso � gan�ncia verdadeira?

-Macbeth � mais que isso. James? -Ele � mais ambicioso.

Ele � ambicioso, n�o? At� que ponto?

At� ser impiedoso?

Shakespeare quer provar que a ambi��o impiedosa...

leva a pr�pria destrui��o. Acho que ele fez isso.

Achei que o professor estaria ocupado mais de uma hora.

Era hora de ver onde os corpos estavam enterrados.

Nunca invadira a casa de ningu�m antes.

Deve haver um jeito legal.

N�o conhecia nenhum..

O nome do professor era Arthur Corvus.

Eu vi a foto de sua esposa e filha. Podiam estar chegando.

O quarto da filha cheirava a musgo.

Imaginei que estivesse num internato.

Ent�o, ele n�o conhecia Thurman Parks III..

Mas ele ensinava drama. Atua��o, hist�ria de teatro.

Como escrever pe�as.

Qual era sua liga��o com Marlowe?

Passei anos ouvindo besteira para n�o reconhec�-la.

Tinha de haver uma liga��o.

A LEND A DE FAUSTO

Se n�o fosse pelos advogados, n�o precisar�amos deles.

Boa noite.

Bonito, Po�tico. Obrigado.

A ambi��o impiedosa leva � sua pr�pria destrui��o.

Tudo bem, professor. Obrigado.

Como vai?

Professor?

Professor?

-Ron, o que aconteceu? -Algu�m invadiu sua casa.

-Eu moro aqui. -Pode entrar.

-Althea? -Professor.

-Est� bem? -Estou. N�o me machucou.

-Foi embora direto. -Quem?

Lawson Russell.

O autor do romance, ''O assassinato de Corvos''.

O que matou todos aqueles advogados.

Voc� n�o leu sobre esse cara?

Li sobre ele. Achei que se enganou.

N�o, era ele. Olhei no rosto dele.

O que ele queria aqui?

� o que queremos saber. Sou o detetive Dubose.

-Policia de Nova Orleans. Homic�dios. -Como vai?

Pra ser sincero, confuso como uma freira em lua-de-mel.

-Posso mostrar-lhe algo? Aqui. -Claro.

Parece que quebrou a vidra�a da porta dos fundos.

E entrou. Estava em cima quando a governanta chegou.

-Que estranho! -N�o �?

Assassinos em s�rie s�o imprevis�veis.

Pode querer ver se est� faltando algo.

Sim, eu vou fazer isso.

Professor, nunca conheceu Lawson Russell?

-N�o, gra�as a Deus. -Nem ningu�m que o conhe�a?

N�o creio.

Imagino que n�o tenha lido o livro dele.

N�o, senhor.

Pode ser que ele tenha se escondido aqui um pouco.

-Possivelmente. -Professor?

Sua governanta, a Sra. Delroy....

-diz que d� aulas na universidade. -Eu dou.

-De direito? -N�o. Dou aulas de teatro.

Atua��o?

Entre outras coisas.

� sua fam�lia?

Agente Manning, FBI. Quem � o encarregado?

-Detetive Dubose. -Cristo.

L� v�m eles. Os espinhos no meu traseiro.

-� Dubose? -N�o. O coelho da P�scoa.

Belo terno, babaca.

Arist�teles disse:

''Tudo o que fazemos � com segunda inten��o.''

Ou simplesmente para entender o feito, busque o motivo.

Jeffrei Lowell foi o primeiro dos 5 advogados assassinados.

Pensei que houvesse liga��o entre as v�timas e o assassino.

Ela estaria no primeiro crime. O mais confuso. O mais violento.

Tive que voltar 3 anos antes de ach�-lo.

Jeffey Lowell representou um banqueiro de Baton Rouge...

acusado de atropelamento e fuga em estado de embriaguez.

Uma mulher e sua filha foram mortas no acidente.

Os nomes das v�timas eram Jean e Trudy Corvus.

Lowell retirou o caso da corte dos aspectos t�cnicos.

O investigador falhou, como disse a corte...

se ler os direitos do banqueiro.

O banqueiro se safou. E nasceu um assassino em s�rio.

N�o � bom come�o para a sua carreira.

Questione tudo.

Eu fico com a arma de fogo, obrigado.

Estou contente que tenha vindo falar comigo.

Por que n�o vem e fica uns tempos?

Muito bem. Sente-se a�.

N�o vai vir com aquela arrog�ncia de tribunal?

N�o vai sorrir para mim?

Eu devo confessar. Estou impressionado.

Me deu um dia e tanto, Sr. Russell.

Mas pensando bem, foi sempre imprevis�vel, n�o?

Como aquela noite, quando ligou para o Juiz Banning.

E retirou-se do caso Parks.

Isso mexeu comigo.

Mexeu comigo.

Me impressionou tanto, que decidi n�o mat�-lo.

Sempre estive na sua lista de v�timas.

Sim. Mas decidi test�-lo, como Deus testou J�.

-O livro. -Sim.

Adorei a coisa do Fausto. Muito inteligente.

Obrigado.

Sabe...

� uma obra prima.

Entendo que tenha se sentido obrigado a partilhar.

Era uma hist�ria que precisava ser contada.

Sinto muito por sua fam�lia. Deve ter sido duro.

Nem imagina como foi.

Ver o homem ser solto depois de mat�-las.

Sabe, eu vi nos olhos dele, que ele sentia remorso...

mas o advogado dele sorriu e bateu nas costas dele.

Eu te digo uma coisa. Algo mudou em mim.

Senti �dio dentro de mim, juro que tentei afast�-lo.

Tentei dar a outra face.

''A vingan�a � minha, disse o Senhor.''

Mas eu n�o pude esper�-la. Eu n�o estava usando a lei...

e sim escondendo-se atr�s dela. Usando-a...

como um martelo para os privilegiados da sociedade.

Ele era como voc�.

N�o se interessava por justi�a, s� queria vencer.

Porque isso alimentava seu ego e seu tal�o de cheque.

Por algum dinheiro, abriu m�o da integridade.

Por algum dinheiro, frustrou a justi�a.

Estou aqui para dizer que por todos que destruiu.

Eu quero um pouco de justi�a. E quero agora!

Levante-se! Levante-se!

Venha, saia por l�.

Vamos.

Uma pena de ter de mat�-lo por violar meu lar.

Vendeu a alma ao diabo, Sr. Lawson Russell...

E o diabo veio cobrar.

Que Deus tenha piedade da sua alma.

Abaixe a arma, professor.

Abaixe-a.

Eu vou mat�-lo.

O tapete � seu.

Vamos, acabou. Abaixe a arma.

Largue-a.

Para tr�s. Para tr�s.

-Obrigado. -N�o h� de qu�.

Oficial precisa de ajuda. Coliseu, 17 41 .

Deve lembrar, Sr. Russell...

que � a parte favorita do meu trabalho.

Voc� est� louco!

Eu n�o o matei.

Voc� o matou. E ele te matou...

com aquela arma.

Olhe para mim!

Foi da� que percebi que estava com a arma que matara Dubose.

Minha arma, minhas digitais. Era eu que os tiras procuravam.

Meu nome estava no livro.

� a sua palavra contra a minha, n�o? N�o �?

Isso mesmo.

Um professor e di�cono contra um advogado.

E um advogado que perdeu a licen�a!

Cara, voc� est� numa enrascada.

Eu fugia, no seu lugar.

Ele tinha raz�o. Eu seria preso, sem d�vida.

Corvus ia se livrar.

Eu n�o sou inocente.

Mas voc� � culpado.

Faremos o seguinte.

A publicidade fez o livro vender feito �gua.

Os direitos autorais me fizeram um milion�rio.

O J�ri chegou a um veredicto?

Chegamos, merit�ssimo.

Elizabeth contratou o melhor advogado de defesa do pa�s.

Mas, infelizmente meu amigo juiz Banning, julgou o caso.

O r�u deve levantar-se. O oficial de justi�a ler� o veredicto.

Fosse qual fosse a decis�o, eu estava preparado.

N�s o j�ri consideramos o r�u, Lawson Russell...

Inocente.

Direi de novo. � um fato da vida.

Os fortes sempre pisar�o nos fracos.

Mas de vez em quando, talvez se consiga justi�a.

� s� o que podemos esperar.

>:: Ressincroniza��o ferneiva ::

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