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A� vem eles! D�-me isso.
A� vem eles! A� vem eles.
TASCOSA D� BOAS-VINDAS A CORTE DISTRITAL
PRIS�O DO CONDADO
Nada como uma parada antes de te condenarem.
N�o seja mal-agradecido, meu jovem. Esse show � para n�s.
CELEBRA��O DE GALA S�BADO
CORRIDA DE CAVALO FOGOS DE ARTIF�CIO
friendsharept.org Apresenta
Ol�.
Pessoal.
O HOMEM DE GALVESTON
Amigos do FriendSharePT
Os tribunais itinerantes do ent�o, novo Texas,
eram coloridos como seu tempo. O advogado, frequentemente,
tinha que ser t�o r�pido com a arma quanto com os livros de direito.
Timothy Higgins, de Galveston, ganhou fama no sudoeste
por sua coragem dentro e fora do tribunal.
Tudo bem. Se acalmem.
S� direi uma vez. Todos voc�s ir�o ver
os prisioneiros ao meio-dia em ponto, nem um segundo antes.
N�o culpem a mim, culpem o Timothy Higgins.
Ano passado, ele conseguiu tantos clientes que metade de voc�s
n�o p�de pagar a conta do hotel. Ent�o, agirei com seguran�a
desta vez. Meio-dia, cavalheiros.
Xerife.
- A dilig�ncia chegou. - Meio-dia em ponto, cavalheiros.
J� disse. Vamos andando.
Meio-dia, cavalheiros.
Assine a�.
- Ol�, senhor. - Ol�, Charlie.
Como vai? Trouxe alguns charutos para voc�.
- Est�o com seu amigo, o sub-xerife. - Obrigado, senhor.
- Pr�ximo. - Sabia que viria.
- Voc� vai me libertar. - � claro que vou.
Assim que me pagar por libert�-lo no ano passado.
- � a mesma queixa do ano passado? - Sim, senhor.
Tudo bem. Assine que preencho o restante.
Com licen�a, senhor. N�o pretendo interromper.
- Est� tudo bem. - S� gostaria de dizer que
- consegui a su�te presidencial. - Voc� � um bom homem, Stonewall.
- Vejo que ter� um futuro brilhante. - Est� tomando depoimentos, senhor?
Isso mesmo.
Talvez eu possa assistir para aprender algo.
Pode mesmo, Stonewall. Como se chama?
Legendas DANILO CARVALHO
N�o sei como faz as coisas em Galveston, delegado,
mas voc� n�o pode prender ningu�m na minha cidade sem um mandado.
Como eu disse, tenho um, s� n�o posso mand�-lo assinar
at� que o Sr. Taggart identifique o culpado.
- Qual � a acusa��o? - Assassinato.
Consiga um mandado e te deixo prender at� o prefeito.
Pode at� n�o ser uma m� ideia.
Quente, n�o �, Sr. Palmer?
Uma bebida cairia bem agora. Eu pago.
Olhe, a lei diz que tenho que traz�-lo aqui,
mas n�o diz nada sobre ter que beber com voc�.
Obrigado.
Rita?
Rita Crawford, faz muto tempo. Em Galveston, n�o foi?
Com certeza. Foi l� que conheci o Dillard.
Este � o meu marido, John. Timothy Higgins.
Parab�ns. Voc�s vivem aqui em Tascosa?
Sim, compramos uma fazenda aqui h� alguns meses.
Rita Crawford numa fazenda. Imagine isso.
L� est� ela, Palmer. Ela � a culpada.
N�o posso fazer nada at� falar com o juiz.
Bem, estava indo comer, querem se juntar a mim?
Obrigado, Sr. Higgins, mas...
Temos que comprar muitas coisas no armaz�m.
- Vamos. - Uma outra hora, ent�o.
Ser� maravilhoso. Adeus.
Antiga paix�o, senhor?
Voc� n�o faz ideia.
Tenho encontrado muitos velhos amigos esta semana.
- Com vai, Boyd? - Estou bem.
- Como vai, advogado? - Estou bem.
Vejo que ainda est� trabalhando com a mesma coisa.
Sim, mesma coisa. Chefe diferente.
E voc�? Ainda na promotoria?
N�o, agora defendo.
Subdelegado. Imagine isso.
Fico feliz que nosso amigo m�tuo esteja sendo bem usado.
- O que � isso? - Faz um buraco do mesmo tamanho,
na mesma velocidade.
Esse � um presente engra�ado para um homem receber
quando est� saindo da pris�o.
Especialmente, quando vem do advogado que o colocou l�.
Autopreserva��o, Boyd. Achei que fosse muito sens�vel
para me ca�ar com minha pr�pria arma.
Higgins.
N�o aposte nisso.
Bem... Ol�, crian�as.
� um prazer rev�-la. Como vai, Ray?
Senhoras, espero que tenham sobrevivido a viagem.
- Voc� enlouqueceu? - � muito confort�vel, juiz.
Que tipo de ser humano colocaria sete garotas em um quarto?
Sinto muito, Srta. Rose. � muito confort�vel, juiz.
Voc� j� me disse isso. Ou�a aqui.
Voc� sabe que sempre uso a su�te presidencial.
E n�o pretendo parar de us�-la agora.
Nunca ouvi nada t�o rid�culo na minha vida.
Srta. Rose, sinta muito. � aquele quarto ou nada.
- Juiz, d� uma olhada nela. - N�o aceitarei a su�te de n�pcias.
N�o na minha idade. Isso � um absurdo.
- � indecente. - Indecente?
Juiz, respeito a sua posi��o,
mas n�o ficarei parado vendo voc� atacar a santidade
da mais querida institui��o da civiliza��o.
Voc� � culpado disso. Voc� mandou essa barata morta
- roubar a su�te de mim. - Barata morta?
Quero que saiba que est� falando com meu associado, Stonewall Grey.
Rec�m-formado na Universidade de Harvard.
Dou 5 minutos a voc�s para tirar sua bagagem da su�te presidencial.
Excel�ncia, estou chocado. E acho que o senador Grey
- ficaria chocado tamb�m. - Senador Grey?
O homem que confiou seu filho mais novo aos meus cuidados.
- Esse jovem incorrupt�vel. - Filho mais novo.
Harley, a su�te de n�pcias est� bom. Mande minha bagagem para l�
enquanto janto. Mande para qualquer lugar,
contanto que seja longe dele.
Aquilo foi um golpe de sorte.
A pequena Rita sa�a do hotel com o marido.
Tudo que fiz foi apontar o dedo.
E o delegado acreditou?
Disse que pediria ao juiz para assinar o mandado.
Tudo bem. Olhe aqui.
Talvez voc� tenha que testemunhar no julgamento.
Quero que fique longe disso, entendeu?
N�o queremos que todo mundo saiba que nossa testemunha principal
� um b�bado.
Cole, voc� n�o tem direito de falar assim.
Trabalho para a fam�lia Marteen h� 15 anos
e nunca decepcionei nenhum de voc�s.
Se for b�bado ao julgamento, eu decepcionarei voc�.
E como. Entendeu?
Juiz.
Srta. Rose, o que faz aqui?
Minha chave funcionou e... Sinto muito.
� que nosso quarto est� muito apertado e n�o sabia que estava na su�te
- de n�pcias. - Bem...
- Era a �nica coisa dispon�vel. - Ela � ador�vel.
- Tudo isso para um �nico homem. - Sim, � demais, n�o?
Voc�... Seu quarto est� apertado?
Bem, com sete de n�s l�...
Bem, nessas circunst�ncias, um homem ocupar dois quartos � ego�smo, n�o?
- Juiz, eu n�o me atreveria a sugerir... - O que acha de discutirmos isso
tomando uma bebida? Podemos?
- Fechado? - Sim.
Entre a�.
Boa tarde, juiz. Pensei em aparecer
- para ver se estava confort�vel. - Sua preocupa��o � tocante,
- mas um pouco atrasada. - Tenho certeza de que
est� brincando. Um homem como voc�...
No momento, n�o quero ser incomodado. Se me d� licen�a...
- O que voc� quer? - Com licen�a, juiz.
Posso falar com voc� um minuto? Me chamo Boyd Palmer, de Galveston.
Tenho um mandado de pris�o para Rita Crawford,
agora conhecida como Rita Dillard. Preciso que o assine, senhor.
- Qual � o hist�rico dela? - Ela gerenciava um saloon
em Galveston. Sabe, jogo, dan�a e...
Bem, um membro do conselho dos cidad�os chamados Lore Moore
estava tentando fechar o lugar. E ele foi morto, baleado pela janela.
- Achamos que a Rita o matou. - E as provas?
- N�o havia provas... - E voc� quer prender minha cliente?
Sua cliente? Como a conseguiu como cliente?
- A necessidade cria a demanda. - Necessidade de quem?
- Sua ou dela? - Ela � minha amiga,
mas isso � imaterial. O delegado disse que n�o h� provas.
N�o havia provas. Agora, h�.
Um homem chamado George Taggart disse que ouviu o tiro
e viu uma mulher saindo do beco com uma arma na m�o.
- Ele reportou isso, � claro? - N�o na �poca.
- Ele ficou com medo. - Isso � tudo boato, Excel�ncia.
Se ele n�o pode apresentar a testemunha...
- Ele est� aqui na cidade. - Tudo bem, delegado.
N�o h� por que segui-lo.
Sugiro que reconsidere isso, senhor. Quero dizer, acho que voc�
deveria pensar nisso enquanto levam suas coisas para a su�te presidencial.
- Est� tentando me subornar? - Suborno � uma palavra forte,
Excel�ncia. Na verdade,
s� estou preocupado com o seu bem-estar.
Higgins, voc� me deixa maravilhado por ter a aud�cia de imaginar
que posso ser influenciado por...
Delegado, teremos que rever essa quest�o no tribunal pela manh�.
Muito obrigado, Excel�ncia.
Agora, sobre aquela su�te presidencial, tenho certeza de que ela te espera.
S�rio, rapaz. N�o quero incomod�-lo.
Al�m do mais, estou muito confort�vel aqui.
Sim. Vejo que est�.
Rose, voc� pode sair agora.
Rosy.
Rosy.
Juiz, voc� � t�o bom.
Senhoras.
Stonewall, ou�a. V� ao escrit�rio do tel�grafo
e mande uma mensagem para o Joe Moran em St. Louis.
Quero informa��es sobre um George Taggart.
Mandados n�o servidos, registro criminal,
qualquer coisa que o impe�a de testemunhar.
- Certo. - Sim, senhor.
Agora, aonde eles estavam indo?
Isso deve bastar, Sr. Steers. Agora...
Darei uma olhada no novo modelo de espingarda que recebeu.
Querida, por que n�o escolhe algo que goste, hein?
- Certo. - Por aqui.
A� est�, John. Era dessa que eu falava.
Sim.
- J� vou te atender, senhor. - Ela parece muito boa, Sr. Steers.
N�o � linda?
Cole.
Voc� parece p�lida, querida. Agora, terei que fazer algo sobre isso.
- O que voc� quer? - Voc�.
N�o h� nada em voc� que eu n�o sinta falta.
Esque�a isso. Est� tudo acabado.
- Voc� precisar� de um amigo. - N�o voc�.
Eu sim.
Uma testemunha apareceu em Galveston dizendo que viu o assassinato.
Ele vai testemunhar que foi voc�.
- Se fizer isso, ele est� mentindo. - Bem, s� falei o que ele disse.
Por que voc� o pagou para fazer isso. Aonde conseguiu o dinheiro?
Com o papai? Testemunhas s�o caras.
Rita, venha para casa comigo e n�o ter� problemas.
Sabe que n�o me importo com a minha fam�lia,
s� com voc�.
Tudo ser� do jeito que era.
Bela arma.
Bem, n�o era o que eu esperava.
Bem, eu voltarei, Sr. Steers.
- Encontrou algo que gostou, querida? - Eu quero ir para casa.
- Qual � o problema? - Acho que ela ficaria bonita
neste vestido azul de seda.
Ela est� mal vestida para o meu gosto.
- Voc� est� falando da minha esposa. - Isso mesmo.
Gostou, querida?
John!
Pare!
Pare! Pare!
John.
Te vejo mais tarde, querida.
E voc� tamb�m, senhor.
- Seu amigo? - Eu...
O conheci em Galveston.
Rita, teremos que conversar. Voc� acaba de se tornar minha cliente.
- Sua cliente. - O que est� havendo?
Sua esposa � procurada por assassinato.
Higgins, ela te disse que n�o conhece nenhum George Taggart.
O homem est� mentindo sobre Galveston.
Pode pensar em algum motivo para ele fazer isso?
Entre.
Higgins, eu... Me desculpe.
N�o, juiz. Entre.
- N�o quis interromper. - N�o, quero que conhe�a
John e Rita Dillard. Este � o juiz Homer Black.
- Ele ouvir� o caso dela amanh�. - Como v�o?
- Tudo bem? - Voc� decidir� se minha esposa
- vai ou fica? - Sr. Dillard, a lei decidir� isso.
Que tipo de lei deixa um homem mentir sobre uma mulher decente?
- Pode provar que � mentira? - N�o mais do que ele pode provar
que est� dizendo a verdade.
Juiz, voc� sabe que h� homens que diriam qualquer coisa por um pre�o.
Bem, terei que julgar a validade do seu testemunho quando o ouvir.
Um safado como ele n�o devia viver.
- Muito menos testemunhar. - Sr. Dillard, independente
de como se sinta sobre esse homem, no tribunal, ele tem o mesmo direito
que todo mundo. E estou aqui para
proteger esse direito. At� mais, Higgins.
Ele n�o pode ter falado s�rio sobre deixar aquele homem testemunhar.
Falarei com ele de novo amanh�.
Sr. Dillard, receio que j� tenha falado muito.
Certo, para tr�s. Deixem os prisioneiros passarem.
Senhoras e senhores, os eminentes advogados
Mullaney, Brown, Dunaway e Smith.
Entrando, o famoso promotor do Texas, Alonzo Hyde.
E aqui est� ele. Aquele homem brilhante
e destemido de Galveston, advogado Timothy Higgins.
Sua Excel�ncia, o juiz mais distinto do Texas, Homer P. Black.
Levantem-se.
Sentem-se.
Certo. Voc�s ouviram.
Me chamo Black, sou o juiz que presidir� este tribunal
e estou aqui para manter a ordem. Se o povo do Texas investisse
nesse tribunal o que investiram naquele saloon, estar�amos mais confort�veis.
Barney, chame o primeiro caso.
O povo do estado do Texas contra Tim Dooley.
Por favor, Excel�ncia.
A dilig�ncia parte em 10 minutos. A testemunha, George Taggart,
est� no tribunal. � s� assinar.
O caso foi chamado, Excel�ncia. Sei que o delegado est� preocupado,
mas tamb�m estou preocupado com o Sr. Dooley e sua sa�de.
- Ele est� doente? - Ele est� muito mal.
Ele s� quer a chance de limpar seu nome enquanto ainda h� tempo.
- Sim... - Delegado, assinarei
o mandado quando eu estiver pronto e n�o estou pronto.
Siga com o caso do Dooley.
Tim Dooley, se aproxime.
- Ele n�o me parece muito doente. - Ele est� fingindo ser forte,
Excel�ncia. Tudo que o mant�m de p�
� sua vontade de viver.
� o cora��o dele, Excel�ncia.
Muito pequeno para um homem t�o grande.
� claro.
- Certo, Sr. Hyde. - As acusa��es do
estado do Texas contra o r�u: Na noite de 7 de janeiro...
Certo. Quais s�o as acusa��es?
- Ele furtou $500 de um homem. - Como se declara, Dooley?
- Inocente, Excel�ncia. - Chamo Titus Gallagher.
Titus Gallagher, venha para a bancada.
Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada al�m da verdade?
- Eu juro. - Sente-se.
Agora, Sr. Gallagher, na noite de 7 de janeiro
voc� estava descendo a rua principal quando o Sr. Dooley,
j� b�bado, esbarrou em voc�. Estou certo?
Sim.
E ele bateu sua carteira, na qual continha $500.
- Certo? - Errado.
- Voc� disse "certo"? - Eu disse, errado.
- Ele s� pegou emprestado. - Pegou emprestado?
Olhe aqui. Voc� fez a queixa
- e o fez ser preso h� 2 meses. - E da�?
- Voc� est� retirando a queixa? - Tenho certeza de que o Sr. Higgins
fez com que o Sr. Dooley quitasse sua d�vida com o Sr. Gallagher.
- Menos os 10�/� pelos seus servi�os. - Obje��o, Excel�ncia.
� claro que objeciona, Timothy. E voc� objecionar� muito mais alto
se encontrar provas dessas manipula��es contra voc�.
Esse caso est� encerrado.
Mais um som de voc�s e esvaziarei o tribunal.
- Agora, Excel�ncia? - Tudo bem, delegado.
- Este � o homem? - Sim, senhor.
- Testemunha, George Taggart. - Voc� � o George Taggart?
Excel�ncia, alego que este homem n�o � o George Taggart.
N�o nos conhecemos em Boston, Joe Riley?
- Do que est� falando? - Pensando bem,
n�o foi em Boston, foi em Dallas. Voc� � o Jack Bennett.
- Sr. Higgins, o que est� aprontando? - N�o acredito que esse homem
- seja o George Taggart. - � claro que ele � o George Taggart.
O Sr. Taggart deve ser capaz de identificar a si mesmo.
� claro que posso. Tenho a identifica��o que precisa.
Ela est� aqui. Minha carteira.
Sinto muito. Devo t�-la deixado no hotel.
Isso � rid�culo, juiz. Eu o identificarei.
- Ele � o George Taggart. - N�o h� provas de que
esse homem seja o George Taggart. E voc� n�o pode provar
que ele n�o � o Joe Riley ou o Jack Bennett.
N�o acredito que esse tal de George Taggart sequer exista.
Voc� acredita, Excel�ncia?
Delegado, voc� poder� identificar sua testemunha na se��o de amanh�?
Sim, Excel�ncia.
Certo, Barney. Prossiga.
Pr�ximo caso.
Obrigado, querida.
John, eu...
Sabe, as vezes � dif�cil que n�o te fa�am perguntas.
N�o tenho nada para perguntar. Sei que aquela testemunha est� mentindo.
N�o � s� isso, John. H� coisas sobre as quais
nunca conversamos.
- Rita... - N�o me impe�a desta vez, John.
Sabe o homem com quem brigou no armaz�m?
Ele se chama Cole Marteen.
Ele investiu num saloon que eu gerenciava em Galveston.
T�nhamos mais que uma sociedade.
- N�o quero saber de nada disso. - John, talvez seja hora de saber.
Talvez seja hora de enxergar.
Por que tudo que essa cidade diz sobre mim, � verdade.
Eu n�o sou boa.
Isso n�o � verdade. Voc� � boa.
Cole disse que pode me livrar disso com o Taggart.
Tudo que preciso fazer, � ir embora com ele.
- Voc� quer ir? - John, voc� sabe que n�o.
Mas j� te causei tanto sofrimento.
Ou�a-me. N�o me importa o que
essa cidade pense. Ou o que meus amigos pensem.
Ou o que qualquer um pense.
Eu te amo. Eu te amo, Rita.
E preciso de voc�.
Entre.
Boyd, meu velho amigo. A que devo o prazer desta visita?
Pensei em te parabenizar pelo belo trabalho que fez hoje no tribunal.
- Delegado, estou tocado. - E te dizer que n�o funcionar�.
Por que posso esperar sentado enquanto voc� fala.
O que eles tem em comum?
- Quem? - Cole Marteen e seu amigo,
George Taggart. Eles n�o tem nada em comum.
Ou tem? Entre.
Sr. Higgins, recebi o telegrama de St. Louis.
Bom. Quer dar uma olhada?
Xerife, odeio incomod�-lo, mas terei que pedir que prenda algu�m.
Sempre fico feliz em ajud�-lo, Sr. Higgins.
Quem � ele? Esque�a isso, filho.
- Assim ele dura mais tempo. - Boyd Palmer.
- Fa�o a queixa mais tarde. - Certo, Boyd Palmer.
- O delegado? - Isso mesmo.
Isso n�o seria adequado. Um homem da lei prender o outro.
N�o precisa se preocupar, xerife. Ele n�o vai te incomodar
enquanto estiver usando o distintivo.
Mas � melhor levar refor�o para o caso dele decidir tirar o distintivo.
Tirar? Ou�a-me.
N�o posso sair prendendo as pessoas sem uma boa causa.
- E se n�o puder fazer a queixa... - Ele roubou minha arma.
Voc� n�o pode simplesmente dizer isso, voc� precisa de provas.
E como as armas s�o parecidas, ser� dif�cil de provar isso.
Minhas iniciais est�o no cabo.
N�o me culpe por isso, Sr. Palmer. N�o sou eu que estou fazendo isso.
Para algu�m que n�o est� fazendo nada, voc� est� fazendo um bom trabalho.
Bem, quis dizer que s� estou cumprindo meu dever depois que fizeram a queixa.
E esse TH no cabo pode significar qualquer coisa.
- Como... - Timothy Higgins.
Pare de reclamar. Diga-os para guardar as armas, e vamos.
Sim. Guardem as armas, rapazes.
- O que est� havendo? - N�o se assuste, Taggart.
S� estou sendo preso. Olhe, quero que tranque
aquela porta, fique no seu quarto e n�o fale com ningu�m at� eu voltar.
Especialmente, com o Timothy Higgins. Entendeu?
Sr. Taggart. Sr. Taggart.
Sr. Taggart, sei que est� a� dentro.
Est� perdendo tempo.
Sr. Taggart, isso � hostil de sua parte. Ainda mais, depois de eu vir aqui
para te mostrar o discurso que farei amanh� no tribunal.
Sim, senhor. Lerei esse telegrama em voz alta.
Sobre como se divertiu em Liberty, Kansas, no ano passado.
Gostaram tanto de voc� que te querem de volta
por dois assaltos a m�o armada.
- O que voc� tem com Kansas? - Nada.
Na verdade, ser� dif�cil lembrar que sequer existe, assim que
deixar a cidade.
- Isso te custar� $100. - N�o estou comprando nada, Sr. Taggart.
Voc� est�. H� uma dilig�ncia �s quatro
e sugiro que esteja a bordo dela.
Sim, esqueci. Sua carteira.
Algu�m a encontrou no corredor. Voc� foi muito descuidado, Sr. Taggart.
�timo show, Rose. Melhor do que o do ano passado.
Obrigado.
Sentimos sua falta, Excel�ncia. A su�te nupcial n�o � a mesma.
Palmer, como eu dizia, voc� foi tratado muito mal.
N�o, esque�a isso, juiz. Estive em cadeias piores...
Sabe o que farei? Amanh�, vou chamar
o xerife e o Higgins na minha sala e...
N�o, juiz, esque�a isso. N�o se incomode.
Depois que Taggart deixar a cidade, eu voltarei para Galveston.
N�o aguento mais isso mesmo.
Delegado Palmer, o xerife est� no hotel.
- Ele disse para lev�-lo imediatamente. - Qual � o problema?
Houve um assassinato.
Um homem chamado George Taggart.
Isso � terr�vel. Terr�vel.
Que coisa terr�vel.
Horr�vel para o hotel. Essa � a coisa mais terr�vel
- a acontecer em Tascosa. - Pode se calar?
Tem alguma ideia., Sr. Palmer?
Como voc� disse, xerife... Essa � sua cidade.
- Agora, ele � seu problema. - Boyd, isso n�o � muito gentil.
- O xerife s� pediu sua opini�o. - Sinto muito, juiz,
- mas n�o me sinto muito gentil. - Nem eu.
Mentiram para mim, me roubaram, me prenderam.
Agora, o homem que eu devia vigiar, foi morto.
Terei sorte se puder manter meu trabalho quando voltar.
E quando vir nosso amigo, Higgins, pode lhe agradecer por mim?
- Farei isso. - De nada, Boyd.
- Eu disse algo errado? - Isso n�o � hora para piada, Higgins.
- Um homem foi morto aqui. - Sim, eu sei.
Passei por ele. Pobre homem.
- Tem alguma ideia. sobre isso? - N�o tenho, n�o.
- Eu matei ele. - Voc�, John?
Com isso. Ele n�o prestava.
Eu...
Vim diz�-lo para deixar a cidade. Ele causou muitos problemas
para a minha esposa. Eu...
Ele queria muito dinheiro.
N�s brigamos. Acho que perdi a cabe�a.
- S� um minuto, Sr. Dillard. - Fique fora disso, Sr. Higgins.
Xerife, voc� est� violando o direito constitucional do meu cliente.
Se quiser fazer mais perguntas a ele, prenda-o e fa�a de acordo com a lei.
Vamos, John. Algeme-o, Charlie.
Cavalheiros.
Isso � terr�vel. Simplesmente terr�vel.
Harvey, estou come�ando a ficar s�brio.
Tem tempo para uma bebida?
Devido as circunst�ncias, sim.
- Sim. - Isso � terr�vel.
Para tr�s! Para tr�s.
Para tr�s, rapazes. Para tr�s.
Voc� pode ir para casa agora, querida. N�o precisa mais se preocupar.
Vamos, John.
Stonewall.
Voc� pode praticar direito no estado do Texas, n�o?
Sim, senhor.
V� para aquela cadeia e proteja nosso cliente.
Fa�a o que for preciso para proteg�-lo daquele xerife.
- Voc� consegue? - Pode deixar, senhor.
Certo.
Aquele pobre homem. Sabia que ela o arrastaria
para baixo, cedo ou tarde. Lav�nia, h� pessoas nesta cidade
que d�o nojo.
Com certeza, senhora.
Rita, quero falar com voc� l� dentro.
S� um instante, xerife.
Est� tentando levar essa confiss�o para o meu cliente?
Te aviso que a constitui��o protege o direito de todos os prisioneiros.
E o que est� fazendo � proibido pelo artigo 9, se��o 4,
- do c�digo criminal texano... - Tudo bem.
Pare de falar. Voc� � igual ao Higgins.
Obrigado, senhor. Obrigado.
O bom povo de Tascosa.
Acho que eles queriam que eu estivesse no lugar do John.
Ent�o eles teriam algu�m para enforcar.
Odeio ser indelicado, mas eles podem enforcar o John, sabia?
- N�o, eles o inocentar�o. - Voc� parece ter certeza.
Ele estava protegendo seu lar. Qual juri condenaria um homem
- por causa disso? - J� vi homens sendo enforcados
por menos que isso.
N�o vamos especular. Por que n�o me diz algo
que possa ajud�-lo?
- O que? - Cole Marteen.
Ele ser� o mais triste no funeral do George Taggart.
Com o George morto, ele n�o ter� nada para me pressionar.
O que ele queria?
Que eu voltasse com ele, Tim.
Ficamos juntos durante muito tempo em Galveston.
Ele � muito rico e mimado.
N�o posso provar, mas sei que ele pagou o Taggart para testemunhar.
Voc� poderia ter facilitado as coisas para si mesmo, n�o?
Rita Crawford poderia. N�o a Rita Dillard.
Sabe, s� gostaria que o John tivesse vindo me ver
antes de falar com o Taggart. Acho que isso poderia ter sido evitado.
- Por que? - Taggart estava de partida.
Peguei sua folha-corrida com a Pinkerton e mandei ele partir.
Ele provavelmente tentou conseguir dinheiro com o John antes de partir.
- � uma pena. - � mesmo.
Bem, delegado, estou desapontado com voc�.
- Voc� perder� toda a divers�o. - J� me diverti o suficiente.
Vamos, Boyd. Est� de luto pelo George Taggart?
Ele era um mentiroso e ladr�o procurado.
- Ele n�o far� falta. - Exceto que eu n�o devia perd�-lo,
certo? Com licen�a.
Bem...
Nunca achei que viveria para ver isso.
Um homem sem nenhuma curiosidade.
Bem, agora voc� viu de tudo. Adeus.
Sil�ncio.
Sil�ncio.
Ei, voc�. Sil�ncio.
Ouviu?
O tribunal de Tascosa, Texas, est� agora em se��o.
Todos de p�.
Juiz Homer P. Black preside.
Podem se sentar.
Bom dia.
Para todos interessados em como a lei funciona,
o primeiro caso de hoje n�o ser� um julgamento comum.
Ontem a noite, um homem chamado George Taggart foi morto.
O que faremos agora, � ver se temos provas o suficiente
para julgar o John Dillard pelo crime.
Isso � chamado de inqu�rito.
- Est� pronto, Sr. Promotor? - O Estado est� pronto, Excel�ncia.
- E voc�, Higgins? - Sim, senhor.
Estamos prontos, Excel�ncia.
O Estado chama o Sr. Harvey Sprager.
Sr. Harvey Sprager, venha para a bancada.
Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada al�m da verdade?
- Eu juro. - Agora...
Sr. Sprager, voc� � o gerente do Tascosa House, n�o?
Sim, senhor. Eu diria que � o maior hotel
- nesta parte do pa�s. - Sprager, contenha seu
- entusiasmo comercial, por favor. - Sim, basta tentar nos contar,
da forma mais simples poss�vel, exatamente o que aconteceu ontem
por volta das cinco e meia da tarde.
Bem, fui ao quarto do Sr. George Taggart,
ele tinha me pedido para comprar uma passagem na dilig�ncia para ele.
Esse � um dos nossos servi�os. Vi que era 17:30 h e a dilig�ncia
j� tinha partido. Ent�o subi para checar.
E o que encontrou no quarto do Sr. Taggart?
- O Sr. Taggart. - Em que condi��o voc� o encontrou?
Ele estava morto. Foi algo terr�vel.
- Chamei o xerife. - Obrigado, Sr. Sprager.
Isso � tudo.
Sr. Higgins.
Sr. Sprager, h� quanto tempo a conven��o de pessoas surdas
est� em Tascosa?
- O que? - Pessoas surdas.
Quem mais viveria pr�ximo a um quarto em que um homem foi baleado
- e n�o reportaria? - Todos os nossos h�spedes
estavam fora. H� um show de garotas no saloon.
Nem todos, Sr. Sprager. N�o o Sr. Taggart.
- Advogado, qual � o seu prop�sito? - Satisfazer minha curiosidade,
Excel�ncia.
Pode descer, Sr. Sprager. Prossiga, Sr. Hyde.
O Estado chama o juiz Homer P. Black.
- Isso � legal? - Em Harvard, n�o.
No Texas, talvez.
Voc� ouviu o John Dillard amea�ar a vida do falecido?
Ouvi. Anteontem, no quarto
do Timothy Higgins.
Pode lembrar, exatamente, o que foi dito?
Foi muito aborrecedor. Taggart estava acusando
a Srta. Dillard de assassinato. Se me lembro bem,
Dillard disse que safados assim n�o deviam viver.
Obrigado, Excel�ncia. Isso � tudo.
Sr. Higgins, imagino que tenha esperado muito tempo
para ter-me na bancada como testemunha.
- V� em frente. - N�o, obrigado, Excel�ncia.
Foi isso que aconteceu. Ele o amea�ou mesmo.
- Voc� pode descer, Excel�ncia. - Obrigado.
Quero deixar claro que s� testemunhei para que
todos os fatos desse caso sejam ouvidos.
Ainda sou imparcial como juiz e seguirei com meu trabalho.
- Prossiga, Sr. Hyde. - Bem, primeiro, n�s temos
uma amea�a e agora, n�s temos uma arma.
Excel�ncia, o Estado tem como prova A, esta pistola Derringer,
pertencente ao John Dillard e encontrada com ele depois do crime.
- O que mais? - Temos o suficiente
para acus�-lo agora mesmo, Excel�ncia. Temos at� uma confiss�o.
O que faz disso, uma mera formalidade.
Excel�ncia, obje��o. O promotor est� insinuando
que o tribunal j� decidiu este caso.
Para ser justo, devo aceitar a obje��o do Sr. Higgins.
- Algo mais, Sr. Hyde? - Isso � tudo, Excel�ncia.
Prossiga, Sr. Higgins.
Chamo John Dillard para a bancada.
John Dillard, para a bancada.
Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada al�m da verdade?
Eu juro.
O que aconteceu ontem, Sr. Dillard?
Fui ao hotel falar com George Taggart.
Voc� sempre carrega uma Derringer?
N�o.
Mas achei que poderia ter problemas, ent�o a levei.
A Derringer n�o � uma arma incomum para carregar?
S� a vi sendo usada por jogadores e mulheres.
Ela pertence a minha esposa.
Mas, quando deixei a fazenda, foi a �nica arma que encontrei.
Tudo bem.
Agora, eu tenho aqui uma c�pia da sua confiss�o assinada.
Na qual voc� diz que pediu a ele para deixar sua esposa em paz.
Que ele pediu dinheiro, mais dinheiro do que jamais teria.
Que brigaram e atirou nele.
- Sim, foi isso que aconteceu. - Voc� atirou nele duas vezes.
- Duas vezes? - Sim, foi o que eu disse, Sr. Dillard!
George Taggart foi baleado duas vezes. Uma vez no ombro...
O segundo tiro foi fatal. Voc� se lembra disso, n�o?
N�o se lembra? Voc� se lembra, n�o?
Sim, eu me lembro. Eu me lembro!
- Duas vezes! - Obrigado.
Excel�ncia, a promotoria n�o discorda do fato de que
o Sr. Taggart foi baleado duas vezes, mas n�o vejo o objetivo.
O objetivo � que a Derringer do Sr. Dillard s� dispara um tiro.
- Verdade. - Isso quer dizer
que voc� a recarregou durante a briga.
- Sim, eu recarreguei! - Excel�ncia,
posso conduzir uma demonstra��o simples?
Suponho que sim.
Vou precisar de um volunt�rio para esse experimento.
Algu�m que esteja disposto a ajudar.
Sr. Marteen, poderia me fazer essa gentileza?
Gentileza sua, Sr. Marteen.
Agora, aqui est� a arma.
Voc� precisar� de muni��o e p�lvora.
Muni��o, p�lvora e estopilha.
Sr. Dillard, a que dist�ncia diria que o Sr. Taggart estava de voc�?
A essa dist�ncia? N�o poderia ser mais longe, n�o �?
- Por a�. - Est� bom.
Sr. Marteen, se importa em se aproximar daquela porta?
A� mesmo.
Digamos que eu seja o George Taggart.
Estou ferido, mas ainda sou perigoso.
Quando eu disser: V�.
Quero que carregue esta pistola.
E se puder carreg�-la antes que eu te alcance,
quero que atire em mim.
- Voc� n�o fala s�rio. - � claro que falo, Sr. Marteen.
Voc� tem minha permiss�o para me matar.
Um toque de realismo, n�o �, pessoal?
Abram esse espa�o. Voc�s est�o na linha de fogo.
Sr. Higgins. Sr. Higgins.
- Isso n�o � normal. - Voc� permitiu, Excel�ncia.
Prossiga.
Certo, Sr. Marteen.
Est� pronto?
V�.
Obrigado, Sr. Marteen.
Pode sentar-se a� mesmo, se n�o se importa.
Excel�ncia, digo que � improv�vel que o George Taggart tenha sido
baleado duas vezes durante a briga.
H� uma alternativa.
Sr. Dillard, o que estou prestes a sugerir, me d� nojo.
George Taggart, deitado no ch�o, ferido e gritando em agonia.
E voc�, com o sangue frio, recarregou a pistola e o matou.
N�o!
N�o. Sim.
Sim, eu matei ele. Quantas vezes quer que eu repita?
Eu matei ele. Eu matei ele.
Eu matei ele! Eu matei ele!
Ordem! Eu disse, ordem!
Ordem!
Sr. Higgins, voc� devia defender este homem.
Eu sei disso, Excel�ncia.
Mas tamb�m sou um oficial do tribunal, e qualquer homem que cometer
tal crime hediondo, merece ser enforcado!
Me enforque! Me enforque!
Me enforque! Mas fa�a logo isso!
N�o! N�o!
- Eu atirei nele. - Rita!
Sra. Dillard, se pretende testemunhar, voc� ter� que ser juramentada.
- Rita, por que? - N�o posso deix�-lo fazer isso, John.
Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada al�m da verdade?
Eu juro.
N�o precisa perguntar nada. Tudo que o John disse que fez,
fui eu que fiz. Levei $1.000 para o Sr. Taggart
e o implorei para deixar a cidade. Ele riu de mim.
Ele disse que se eu podia conseguir $1.000,
meu marido poderia conseguir mais.
- Ent�o voc� atirou nele? - N�o.
N�o imediatamente.
N�o at� ele fazer outra sugest�o.
Mais uma pergunta.
Por que o John concordou em aceitar a culpa?
Bem, quando lhe disse o que fiz,
ele disse que eu n�o receberia um julgamento justo aqui em Tascosa.
E que ele poderia ser inocentado.
Neste caso, tenho que prender a Rita Dillard.
Excel�ncia, nada mudou. Rita Dillard disparou um tiro.
- O que voc� sugere? - Que havia outra Derringer.
Que a Rita Dillard deixou o quarto achando que havia matado o Taggart.
Mas, ent�o, outra pessoa entrou no quarto e disparou o tiro
- que realmente o matou. - Excel�ncia, isso � um truque.
- Essa tal de segunda arma. - Aposto que concordar� comigo.
George Taggart estava deixando a cidade e queria dinheiro.
N�o �, Sr. Marteen? O que ele ia fazer?
Contar a verdade sobre o assassinato em Galveston?
- Voc� est� louco. - N�o estou, n�o.
N�o acho que estou louco...
Fiquem sentados!
Quem diria. A� est� a outra Derringer.
Sairemos pelos fundos. Entendeu?
Marteen.
Voc� nunca sacar� antes de eu mat�-lo.
Isso n�o me importa.
Bem, queria que se decidissem. Esse suspense est� me matando.
Vamos, Marteen.
Voc� decide.
Decida-se.
Certo.
Certo.
Venha peg�-lo, xerife.
Esse caso est� resolvido.
Ordem. Eu disse, ordem.
Muito obrigado.
Stonewall... Obrigado.
- Pode dar meu cart�o ao Marteen? - Sr. Higgins, ele...
Todo homem tem direito a um advogado brilhante.
Voc� partiu na dilig�ncia esta manh�.
- Esqueci minha roupa. - Isso mesmo.
Esqueci que � o homem sem nenhuma curiosidade.
Vamos, Higgins. N�o temos o dia todo.
- Contou a ele? - Deixei isso para voc�, Excel�ncia.
- Me contou o que? - Est� tudo aqui.
Voc� foi apontado pelo tribunal itinerante como
- delegado principal. - Pela autoridade de quem?
Minha. Quer contest�-la?
N�o. N�o, Excel�ncia.
- A pr�xima parada � em Labot. - Isso mesmo, Sr. Delegado.
Bem, deve valer a pena ver isso. Voc� defender� o povo da ferrovia, hein?
- Qual � o problema? - Soube que est�o trazendo
- um promotor especial de Chicago. - E quem seria esse, Sr. Delegado?
Um homem chamado Darrow, Sr. Advogado.
Clarence Darrow.
Legendas - Danilo Carvalho
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