All language subtitles for 07 - The Verdict

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Original subtitles

ESTA��O DE DILIG�NCIA PASSAGEIROS E CARGA

Por que n�o acabamos logo com isso?

A luz ainda est� acesa no escrit�rio do xerife.

N�o te disse que ele n�o causar� problema?

Certo.

Ele n�o causar� problema enquanto estiver l� dentro,

e n�o andando pela cidade.

E na �poca eu imaginei que havia alguma conex�o.

Teria entrado em contato com voc� se soubesse como.

-Foi algu�m que voc� prendeu? -Oh, n�o, n�o.

Foi...

Algum tipo de transfer�ncia de terra.

Espere. Pode ter sido um leil�o.

-D�-me um minuto. -N�o tenha pressa, delegado.

Agrade�o por qualquer coisa que puder me contar.

Esse � o homem.

Sim, eu acredito...

Voc�! N�o se mova!

O nome dele era...

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UM HOMEM CHAMADO SHENANDOAH

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Ep07 - O VEREDITO -

Mais um cent�metro para a direita e teria nos poupado muito trabalho.

Mesmo assim, acho que atirou bem, devido as circunst�ncias.

-O delegado era, obviamente, seu amigo. -Ele era amigo de todo mundo.

Especialmente, meu.

Se tivesse deitado �s 21h00, como de costume,

isso provavelmente n�o teria acontecido.

Ele estava tentando me ajudar com uma informa��o que eu precisava.

Se o fizer sentir-se melhor, voc� pode me culpar, doutor.

N�o acho que faria.

Obrigado pela oferta.

Sou o Dr. Stanton.

Me chamam de Shenandoah.

O que voc�s querem? Como seu eu n�o soubesse.

Ele.

Saiam daqui e curem o porre. Vamos.

N�o estamos b�bados, doutor. Apenas determinados.

Est� com as chaves, senhor?

-Eu fico com elas. -Mack, n�o seja tolo...

Cale-se, doutor.

Agradecemos o que fez. S� queremos terminar o trabalho.

Ei.

Olhem para ele.

Quem diria que um bom rapaz como ele acabaria n�o prestando?

Eu fico com as chaves, senhor.

N�o acho que o delegado iria querer que fizessem isso.

-N�o por ele. -N�o estamos fazendo por ele,

estamos fazendo por n�s mesmos.

Voc� j� foi her�i o suficiente. N�o abuse.

A� j� basta.

N�o conhe�o esse homem ou nenhum de voc�s.

Mas sei que n�o podem enforc�-lo sem um julgamento.

Ele pode fazer um belo buraco em voc� desta dist�ncia.

E n�o posso garantir que o fecharei.

Tragam-no para fora! N�o temos a noite toda!

Por que est�o enrolando?

Ouviu isso?

Acha que pode parar todos eles?

Eu n�o sei. Posso tentar.

Depois de voc�s, cavalheiros.

Ou�am-me! Ou�am!

Sil�ncio! Ou�am-me!

Ou�am!

Ballantine est� vivo.

Ele poder� ser julgado assim que o juiz chegar aqui.

Ent�o, v�o para casa. Todos voc�s.

E parem com essa tolice!

Pare com isso. Com quem acha que est� falando?

N�o, esperem um pouco, homens. Esperem um pouco.

O homem l� dentro � culpado de assassinato e sabemos disso.

Mas ele morrer� por isso.

Mas n�o pelas suas m�os, n�o posso deix�-los fazer isso.

Vamos, rapazes.

H� mais que o suficiente de voc�s para quebrar a porta da cadeia,

mas estou dizendo, n�o tentem.

Se tentarem, muitos de voc�s estar�o mortos antes de amanhecer.

Entre, doutor.

Abaixe-se, doutor.

As pessoas quase sempre me ouvem quando falo individualmente,

mas nunca fui bom na frente de uma multid�o.

Me pergunto o motivo.

Acho que ajuda ter uma arma na m�o, doutor.

-Talvez. -Tome cuidado, fique abaixado.

Eles est�o discutindo agora, isso � bom.

Parece que seu blefe funcionou.

S� que n�o foi um blefe, voc� falou s�rio.

E eles sabiam disso. Por que fez isso?

Por que arriscou sua vida por algu�m que nunca viu antes?

Eu n�o sei. Parecia a coisa certa a fazer, eu acho.

Legendas DANILO CARVALHO

Vim te agradecer, senhor. Por ontem a noite.

Falo s�rio.

Eu me odiaria por muito tempo se n�o tivesse nos parado.

Eu tamb�m.

Eu falei demais ontem a noite.

Me desculpe.

N�s gostar�amos que colocasse isso.

N�o, eu n�o sou qualificado para ser um homem da lei.

Eu discordo.

S� voc� poderia ter feito o que fez ontem a noite.

O �nico nesta cidade, digo.

S� pedimos que aceite o trabalho temporariamente.

At� conseguirmos um delegado permanente.

-Quanto tempo acha que levar�, doutor? -Dois ou tr�s dias.

Eles mandar�o um juiz e um promotor da capital.

Olhe, Shenandoah.

Essa n�o � uma cidade de gado barulhenta.

S�o fazendeiros em sua maioria, plantadores.

Pessoas assim. Boas pessoas.

Apesar do que aconteceu ontem a noite.

Bom dia.

O que est� tentando fazer com isso, Charlie?

Convenc�-lo a coloc�-lo.

Foi voc� quem acabou com o entusiasmo ontem a noite?

-Isso mesmo. -Me chamo Sam Chance, advogado.

Boa escolha, Charlie.

Agora, se ningu�m for contr�rio, quero falar com o Ballantine.

Sam, n�o est� pensando em defend�-lo, est�?

Claro que estou. Se ele for inocente.

-Para isso que serve um advogado. -Inocente?

Eu o vi matar o delegado com meus pr�prios olhos.

Espere um pouco.

Guarde seu testemunho para o julgamento.

Me decidirei sobre o Bob depois que falar com ele.

Certo?

Ele conhece o rapaz h� muito tempo.

� um bom advogado. E � honesto.

Coloque isso, Shenandoah.

Voc� estar� nos fazendo um grande favor.

O que n�o temos o direito de pedir.

Tudo bem, doutor. Usarei at� o julgamento.

Ouvi os disparos e corri para fora com todo mundo.

-Os disparos no escrit�rio do Expresso? -Correto.

Ent�o, esses dois foras da lei passaram por mim atirando

e o jovem Ballantine apareceu tentando seguir seus amigos.

S� um instante. Como sabe que eram amigos dele?

Eles estavam juntos.

Mas voc� acabou de dizer que ele estava tentando segu�-los.

Ele estava.

Voc� quer dizer que na sua opini�o ele os estava seguindo.

Sim, e minha opini�o � t�o boa quanto a de qualquer um.

Claro que �. Prossiga.

Farei isso, se parar de me interromper.

Foi quando o delegado saiu do escrit�rio com ele,

o novo delegado, e gritou com o Ballantine pra parar.

Ballantine virou e o matou. Simples assim.

Entendi.

Agora, aonde estava quando ouviu os primeiros disparos?

No saloon.

Que fica a que dist�ncia do escrit�rio do delegado?

Sam, voc� sabe, t�o bem quanto eu, qual � a dist�ncia.

N�o sabia, at� medir. A que dist�ncia acha que fica?

Cerca de 15 a 18 metros.

Fica, exatamente, a 36 metros e meio.

E est� pedindo para acreditarmos que saiu do saloon,

sei que n�o estava bebendo �gua,

viu dois homens cavalgando r�pido e sabia, instant�neamente,

que eram foras da lei?

N�o s� isso, voc� sequer vacilou.

Voc� ficou l� e viu o r�u disparar o tiro que matou o delegado.

Tudo isso de uma dist�ncia de 36 metros e meio, a noite.

-Foi isso que aconteceu. -N�o te perguntei o que aconteceu,

eu perguntei o que voc� viu com seus pr�prios olhos.

Perguntarei de novo.

Voc� viu aquele homem atirar no delegado?

Responda, por favor!

Bem, eu o vi atirando e vi o delegado caindo.

Agora, pense. E pense com cuidado.

Um homem pode ir para a forca injustamente

se n�o tiver certeza absoluta.

Voc� viu, de uma dist�ncia de 36 metros e meio,

exatamente para onde a arma do r�u apontava?

-Responda, por favor! -Sam, eu sei que ele � culpado.

-Excel�ncia. -Responda a pergunta.

Sim ou n�o, Sr. Williams?

N�o tenhho certeza.

Te farei a mesma pergunta, ent�o.

Voc� tem certeza absoluta de que o r�u matou o delegado?

N�o.

Muito bem. Estava tentando controlar seu cavalo,

que estava, compreensivelmente, assustado durante o tiroteio.

Por que estava com a arma na m�o?

Por que vi dois homens fugindo do escrit�rio do Expresso

e imaginei que fossem foras da lei.

E vi algu�m atirando neles. Ent�o, atirei tamb�m.

Entendi. Ent�o?

-Ent�o, fui atr�s deles. -Tentando captur�-los?

Sim, senhor.

Estava tentando peg�-los e, de repente, senti algo acertando minha cabe�a aqui.

E quando dei por mim, estava acordando numa cela da cadeia.

Obrigado.

Sua testemunha, Sr. Parks.

E voc� veio visitar Garden Grove por acaso, depois de dois anos,

-h� 3 noites? -Sim, senhor.

Na mesma noite em que o primeiro e �nico assalto foi cometido

na hist�ria dessa cidade?

Sim, senhor.

Olhe, eu sei que n�o acredita em mim.

Mas eu n�o matei aquele delegado.

Agora, ele sempre foi bom comigo e sempre foi meu amigo.

Na verdade, eu costumava ter muitos amigos nesta cidade at� voltar.

Agora, de repente, voc�s est�o tentando me linchar

por algo que eu n�o poderia ter feito.

Terminou com a testemunha, Sr. Parks?

Sim, Excel�ncia.

E voc� poderia estar poss�velmente mandando um inocente para a forca...

Se estiver enganado.

-Sr. Parks, n�o estou enganado. -Obrigado.

A testemunha � sua, Sr. Chance.

Soube que vive em Garden Grove h� poucos dias.

-Correto? -Sim.

Onde voc� vivia?

Viajei bastante desde a guerra.

-V�rios lugares. -Entendi.

Voc� � um homem da lei por profiss�o?

N�o.

Voc� � bom com uma arma.

Qual � sua profiss�o, exatamente?

J� fui tratador, trabalhei em rancho, atravessei gado.

V�rias coisas.

Talvez se considere um andarilho.

Essa � uma boa descri��o.

Shenandoah. Esse � seu nome completo?

-� o �nico que tenho. -Seu nome e sobrenome?

-Os dois. -Dado pelos seus pais?

-N�o. -Por quem, ent�o?

Por um m�dico.

Entendi.

Seus pais est�o mortos, ent�o?

Talvez sim. Eu n�o sei.

Aonde nasceu?

Tamb�m n�o posso te dizer isso.

Voc� n�o pode me dizer isso?

Esse m�dico que lhe deu seu nome,

ele fez isso depois que voc� nasceu ou durante sua inf�ncia?

-Nenhum dos dois. -Quando e onde?

H� cerca de 4 meses, numa cidade chamada Lucifer Springs.

N�o sei se entendi.

Creio que tenha recebido o nome Shenandoah recentemente.

-Isso � verdade? -Est� correto.

Como se chamava antes disso?

Eu n�o sei.

-Voc� n�o sabe? -Eu tenho amn�sia.

N�o consigo lembrar.

N�o consegue lembrar.

Cavalheiros do juri...

Esse homem est� doente.

Ele n�o sabe quem �, de onde veio, nada sobre si mesmo.

Sinto pena dele.

Tenho certeza de que tamb�m sentem.

Certo. Sintam pena dele.

Mas voc�s n�o podem acreditar nele.

Como poderiam?

Como pode mandar algu�m para forca com o testemunho de algu�m

que sequer lembra o pr�prio nome?

O qu�o confi�vel � uma mem�ria assim?

Como ele pode lembrar exatamente dos eventos

que aconteceram na rua h� tr�s noites,

quando outras cinco testemunhas que lembram bem de seus nomes,

n�o tem certeza?

H� uma alternativa.

N�o � algo que gostaria de considerar.

Mas estou tentando salvar a vida de um homem que conhe�o

e em quem acredito.

Se esse homem n�o est� doente, ele � um mentiroso.

Ele pode estar escondendo sua identidade

para ocultar alguma maldade feita no seu passado.

Ele pode ser procurado, um fora da lei.

Obje��o!

Isso � ataque de car�ter. Esse homem n�o est� sendo julgado.

Mantido.

Voc� sabe mais que isso, Sr. Chance.

Pe�o perd�o ao tribunal.

Prossiga.

N�o tenho mais perguntas.

A testemunha est� liberada.

-Chegaram a um veredito? -Chegamos, Excel�ncia.

O que dizem?

Inocente.

Boa noite.

Eu estava errado.

Pe�o desculpas e lhe parabenizo, meu jovem.

-Obrigado. -A voc� tamb�m, Sam.

Ei, obrigado. E agrade�o pela garrafa, tamb�m.

-Soube que pagou por ela. -O prazer � meu.

Significa muito para mim ver a justi�a sendo feita.

-Ele � gentil, n�o? -Ele falou s�rio, Bob.

A justi�a significa muito para ele, e para mim.

Te devo muito, Sr. Chance, e pretendo pagar.

O que acha de...

N�o te defendi por dinheiro, Bob. Fiz isso por que era inocente

e por que conhecia seu pai, e gostava dele.

Sei que n�o tem dinheiro. Ent�o, n�o se preocupe com isso.

N�o, espere um pouco. Eu ia te oferecer $3.000.

$3.000.

Isso te parece justo?

-O que? -$3.000.

Isso � muito dinheiro.

Provavelmente te devo mais que isso. Voc� salvou a minha vida.

Agora, n�o tenho o dinheiro aqui, mas se for comigo amanh� de manh�,

te entregarei o dinheiro at� o meio-dia.

N�o sei o que dizer.

N�o h� nada a dizer.

Eu e meus amigos acreditamos em pagar nossas d�vidas.

Se n�o tivesse me inocentado, eles teriam que vir

me libertar da cadeia. Isso � sempre arriscado.

Voc� provavelmente vale mais que $3.000 para mim.

-Ent�o, verei se consigo... -O dinheiro.

� do escrit�rio do Expresso que voc�s assaltaram naquela noite.

Na noite em que matou o delegado.

Isso mesmo.

Mas voc� sabia disso desde o in�cio, Sr. Chance.

Voc� � um homem esperto.

Vamos beber. Isso � uma celebra��o.

Mais uma para a justi�a.

E acreditava mesmo que ele era inocente?

N�o me desculparei pelo que fiz com voc� na bancada.

Eu faria de novo para salvar a vida de um homem inocente.

Aceitei o caso de gra�a. Sabia que ele n�o tinha dinheiro.

Bem, parece que estava errado sobre isso, tamb�m.

Ele est� rico.

Ele me pagar� $3.000 por inocent�-lo.

Se n�o se importar em receber dinheiro roubado, heim?

Bacana, n�o?

Irei encontrar seus amigos foras da lei amanh�.

Ele n�o pode ser julgado por assassinato de novo.

Mas pode ser por assalto, assim como os amigos dele.

E o dinheiro pode ser recuperado.

Sabe por que estou te dizendo tudo isso, n�o?

Est� me pedindo muito.

Estou.

E n�o tenho direito a isso.

� o Bob mesmo. Trouxe seu amigo advogado.

Ol�, Clem. Como vai?

Esse � meu advogado, Sr. Sam Chance.

Sam, esses s�o Art e Clem. Sobrenomes n�o importam.

-Por que o trouxe aqui? -Para pag�-lo pela minha defesa.

Aposto que gostaria de uma x�cara de caf� primeiro, n�o?

Sim.

Eu gostaria.

Devia t�-lo visto, Clem.

N�o s� me inocentou,

como fez a cidade pensar que eu era um grande her�i.

Deve ter sido um truque e tanto.

N�o se movam.

Chance, pegue as armas deles.

Ei!

Voc� pode ficar como delegado o tempo que quiser.

Isso � gentileza sua, mas n�o. Obrigado, Sam.

Obrigado por vir ontem. Sabia que faria isso.

-Sabia, heim? -Sim.

Um homem que acredita na justi�a como eu,

quase sempre reconhece a mesma cren�a nos outros.

Como voc�, Shenandoah.

Quem quer que seja, voc� � um homem decente.

Obrigado, Sam.

Todos nos beneficiamos com sua visita, exceto voc�.

Sinto muito por n�o ter encontrado as respostas que veio procurar.

Bem, seguirei tentando.

E se precisar de um advogado honesto,

-te chamarei. -� melhor mesmo.

Pode deixar.

Legendas - Danilo Carvalho www.clubedofaroeste.blogspot.com

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