All language subtitles for Sherlock Holmes .1x06. The Speckled Band.PT.-Traducoes

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Original subtitles

Legendas por [PT]-Tradu��es

AS AVENTURAS DE SHERLOCK HOLMES

Vem c�, rapaz!

O que est� a fazer na minha propriedade?

Vim reaver

o que � meu de direito, senhor.

Aquele ladr�ozinho malandro

fugiu com umas ferraduras

e um saco de pregos da minha oficina.

Onde est�o as provas?

As provas encontram-se a� dentro.

N�o quero ser obrigado

a chamar a pol�cia...

Estas pessoas s�o minhas convidadas,

mas o senhor est� a invadir propriedade alheia, Sr. Thorne.

N�o tenho medo de si, doutor...

Saia das minhas terras!

Por favor, volte depressa.

Minha querida, n�o h� raz�o nenhuma

para preocupa��es.

Daqui a algumas semanas estaremos casados.

Vou voltar agora para Londres.

Adeus, senhor, e obrigado

por este fim-de-semana t�o agrad�vel.

Fa�o ten��es de melhorar no xadrez

antes da minha pr�xima visita.

Sim, compreendo...

Mas n�o foi um advers�rio indigno.

Obrigado, senhor.

Vou s� acompanhar o Percy at� ao port�o, pai.

Est� bem.

Pode seguir e esperar por mim junto ao port�o?

Estava a invadir propriedade alheia.

Levou um mergulho e pronto.

Mas, pai, n�o posso crer que o Thorne faria...

Raios, mulher!

Tamb�m te juntaste � conspira��o contra mim?

N�o, pai. Eu vivo aqui.

Mas n�o por muito mais tempo, n�o �?

Quando te casares com aquele Armitage...

Sim, o que foi?

Pai, o que aconteceu ao meu quarto?

Os construtores encontraram uma falha na estrutura.

� melhor mudares para o quarto da tua irm�

at� eles acabarem o trabalho.

Para o quarto da Julia? N�o consigo dormir l�...

Porque n�o, por Deus?

N�o consigo.

O que se passa?

� um quarto em perfeitas condi��es.

Disse � governanta para to preparar.

Agora vai, rapariga insolente. Boa noite.

Ol�, beleza. Boa noite. Boa noite, meu lindo...

Lamento imenso, Watson,

mas parece ser a pr�tica comum esta manh�.

O qu�?

A Sra. Hudson foi acordada.

implicou comigo e eu implico consigo.

Mas s�o s� 7h15!

O que se passa? H� fogo?

N�o... Uma cliente.

Vai demorar um momento para atear, senhor.

Mas apenas um momento. A Sra. Hudson � perita

na arte de acender lareiras.

Este � o meu amigo

e colaborador, o Dr. Watson,

perante quem pode falar t�o livremente como perante mim.

Como est�?

Sra. Hudson, poderia trazer

uma ch�vena de caf� para esta jovem?

Reparei que est� a tremer.

N�o � o frio que me faz tremer.

Ent�o?

� o receio, Sr. Holmes.

� o pavor.

N�o tenha receio.

Resolveremos a quest�o.

n�o tenha d�vidas.

Vejo que veio de comboio esta manh�.

Ent�o conhece-me?

N�o, mas vejo o bilhete de regresso

na palma da sua luva esquerda.

Partiu cedo, mas viajou...

...numa carruagem, por estradas dif�ceis,

antes de chegar � esta��o.

Est� perfeitamente correcto.

O bra�o esquerdo do seu casaco

est� salpicado com lama

em sete s�tios diferentes.

As marcas est�o ainda frescas.

Nenhum ve�culo,

a n�o ser uma carruagem levanta lama

dessa forma espec�fica,

e s� quando nos sentamos

� esquerda do condutor.

Est� inteiramente correcto.

Senhor, n�o suporto mais a tens�o.

Enlouquecerei se continuar.

Ouvi falar de si pela Sra. Farintosh

a quem acudiu no momento em que ela mais necessitou de aux�lio.

Farintosh...

"Minha querida Helen,

"� para mim dif�cil aconselh�-la,

uma vez que apresenta t�o poucos factos.

"Mas sei que � uma rapariga sensata

e que n�o � dada a histerias...

"Como uma das mais antigas amigas da sua falecida m�e,

"posso apenas sugerir que, se os seus receios persistirem,

"contacte o Sr. Sherlock Holmes

"no n�mero 221 B, na Baker Street."

Farintosh... Sim, lembro-me realmente do caso.

Envolvia uma tiara de opalas.

Creio que foi antes do seu tempo, Watson.

Obrigado, Sra. Hudson.

Senhor, seria poss�vel ajudar-me tamb�m?

De momento, n�o disponho de meios para o recompensar,

mas vou casar-me dentro de algumas semanas,

e disporei dos meus pr�prios rendimentos.

Empenhar-me-ei tanto no seu caso

como fiz com o da sua amiga.

Quanto � recompensa...

A minha profiss�o � recompensa suficiente,

mas tem toda a liberdade para cobrir

alguma despesa que decorra do caso

na altura que melhor lhe convier.

E agora, pe�o-lhe... Revele-nos tudo

o que possa ajudar a formar uma opini�o sobre o assunto.

Chamo-me Helen Stoner.

Vivo com o meu padrasto,

o Dr. Grimesby Roylott

que � o �ltimo sobrevivente de uma das mais antigas

fam�lias sax�nicas de Inglaterra.

Os Roylotts de Stoke Moran.

O nome �-me familiar.

Ele � m�dico de profiss�o

e talentoso.

Exerceu uma actividade pr�spera durante anos

na �ndia, em Calcut�.

Ah.

O Dr. Watson tamb�m exerceu medicina na �ndia.

Sim, agregado � 5� companhia de Fuzileiros de Northumberland.

Continue, por favor...

Em Calcut�, casou-se com a minha m�e.

Era a jovem vi�va do Major Stoner. Eu tinha apenas dois anos quando do segundo casamento da minha m�e.

A minha irm� Julia era cinco anos mais velha do que eu.

A nossa m�e tinha uma soma de dinheiro consider�vel,

cerca de mil por ano,

que ela deixou ao Dr. Roylott

enquanto viv�ssemos com ele.

Desculpe... A sua m�e faleceu?

Pouco depois de voltarmos para Inglaterra,

ela morreu...

...num acidente ferrovi�rio, perto de Crewe.

Ent�o o meu padrasto desistiu

de se estabelecer como m�dico em Londres,

e levou-nos para vivermos na sua casa ancestral

em Stoke Moran.

O dinheiro que a sua m�e lhes deixou

era o bastante para as necessidades?

N�o havia obst�culos � vossa felicidade?

o meu padrasto sofreu uma altera��o terr�vel.

Em vez de fazer amigos e trocar visitas

com os nossos vizinhos

que, de in�cio, estavam muito satisfeitos

por verem um Roylott de novo � frente da casa,

fechou-se na casa

e envolveu-se em graves desaven�as.

Por vezes era, e ainda �, dif�cil

mant�-lo longe dos tribunais.

Tornou-se o terror da aldeia.

Ele admite visitas?

Nenhuma, a n�o ser as do meu noivo e as de uns ciganos errantes.

Ciganos?

Vagabundos, a quem ele deu licen�a

para acamparem nas terras dele.

Por vezes parte com eles durante v�rios dias seguidos.

Pelo que lhes conto, podem imaginar

que a minha pobre irm� Julia e eu

n�o t�nhamos muito prazer na nossa vida.

Os servi�ais n�o permaneciam durante muito tempo,

por isso n�s cuid�vamos sozinhas da casa.

Ela tinha apenas 30 anos quando a perdi.

Mas os cabelos dela tinham j� come�ado a branquear,

tal como est� a acontecer com os meus.

A sua irm� morreu?

H� dois anos.

� disso que lhes quero falar.

Devido � vida que lev�vamos,

era pouco comum vermos algu�m

da nossa idade e posi��o social.

Mas ocasionalmente eram-nos permitidas algumas breves visitas.

H� dois anos,

a Julia conheceu um Major

de quem ficou noiva.

O seu padrasto aprovava a uni�o?

N�o levantou qualquer obst�culo.

Mas quinze dias antes do casamento...

...deu-se o terr�vel acontecimento

que me privou da minha �nica companhia.

Por favor, seja precisa no que diz respeito aos detalhes.

� f�cil...

Todos os acontecimentos daquela noite est�o selados na minha mem�ria.

Era tarde, cerca das 23 horas.

A Julia tinha entrado no meu quarto.

Ele est� outra vez a fumar aqueles charutos horr�veis.

Talvez prefiras ficar neste quarto at� ao casamento.

Helen... Estou t�o feliz...

E ao mesmo tempo destro�ada por te deixar aqui sozinha.

Chegar� a minha vez.

Vou ter saudades tuas...

N�o, n�o vais. Eu vou visitar-te.

Para al�m disso, o teu Major prometeu arranjar-me

um oficial do mesmo posto

e decididamente mais bem-parecido.

Querida, o que se passa?

Helen, j� ouviste algu�m assobiar

a meio da noite?

Imagino que n�o poderias ser tu a assobiar durante o sono.

Claro que n�o. Porqu�?

Nas �ltimas noites,

sempre por volta das tr�s da manh�,

tenho sido acordada por um assobio grave e distinto.

N�o consigo perceber de onde vem.

Pensei que pudesses t�-lo ouvido.

Eu tenho o sono mais pesado do que tu.

Provavelmente eram aqueles malvados ciganos.

Bem... Esquece.

Tinham o h�bito de trancarem

as portas por dentro durante a noite?

Sempre. O meu padrasto tem uma paix�o

por animais indianos.

Um leopardo e um babu�no

vagueiam � solta pela propriedade.

N�o nos sent�amos seguras

sem as portas e janelas trancadas.

N�o conseguia dormir.

Tinha uma vaga sensa��o de infort�nio.

Julia! Julia... Julia...

Por favor, ajuda-me...

Meu Deus... Helen! As manchas!

A coisa manchada...

Vou buscar o pai.

N�o, n�o, por favor!

Volta para o teu quarto.

Eu trato disto.

Desculpem, senhores...

A minha irm� e eu �ramos muito chegadas.

Sem d�vida.

Que experi�ncia horr�vel.

E n�o faz ideia do que pode ter causado...

O assobio e o som met�lico,

ouviu-os de certeza?

Tive essa clara sensa��o...

Mas posso ter-me enganado.

A sua irm� estava vestida?

N�o, estava de camisa de noite.

No ch�o estava uma vela

e os restos de um f�sforo apagado.

O que significa que algo a deve ter acordado

e que ela acendeu uma vela para ver o que se passava.

A que conclus�es chegou o m�dico legista?

Ele investigou o caso com muita min�cia

mas n�o conseguiu encontrar uma causa de morte satisfat�ria.

E o seu testemunho indica

que a porta estaria trancada por dentro,

as janelas bloqueadas pelas portadas todas as noites.

� portanto certo

que a sua irm� estava sozinha

quando encontrou o seu fim.

Sim.

Para al�m disso n�o existiam marcas

de ter sido agredida.

E veneno?

Os m�dicos examinaram-na, mas n�o encontraram nada.

Ent�o do que pensa que esta pobre senhora morreu?

Creio que morreu

de puro receio e de choque nervoso,

mas n�o imagino o que a possa ter assustado.

O que depreende da alus�o �s manchas, a uma coisa manchada?

Um del�rio...

Ou... Poderia ser um grupo de pessoas...

Os ciganos da fazenda... Por causa dos len�os sarapintados

que usam em torno do pesco�o.

Navegamos por �guas turvas...

O que aconteceu ap�s a morte da sua irm�?

A minha vida tornou-se mais solit�ria do que nunca.

At� h� um m�s,

quando um grande amigo meu

que conhe�o h� muitos anos

me deu a honra de pedir a minha m�o em casamento.

Chama-se Sr. Percy Armitage.

E vai casar-se dentro de algumas semanas?

Ent�o o que a levou a vir aqui

quando a sua vida parece t�o bem regulada?

Ontem come�aram algumas repara��es

e a parede do meu quarto foi furada,

por isso vi-me obrigada

a mudar-me para o quarto onde a Julia morreu,

a dormir na mesma cama

onde ela dormiu.

Imagine o meu pavor quando fui acordada

pelo mesmo assobio grave que anunciou a morte dela.

Acendeu a luz?

Sim, mas n�o vi nada.

Estava demasiado abalada para dormir...

Vesti-me e sa� de casa.

Tomei uma carruagem na estalagem Crown

e vim a Londres com o �nico prop�sito

de pedir o seu conselho.

Agiu bem.

Mas contou-me tudo?

Sim...

N�o, Miss Stoner.

Est� a proteger o seu padrasto.

Ele � um homem severo, mas continua a ser

o �nico pai que conheci.

Penso que est� na hora do pequeno-almo�o.

Ainda desejo saber mil detalhes

antes de decidir o que fazer.

Se f�ssemos hoje a Stoke Moran,

poder�amos ver estes quartos

sem o conhecimento do seu padrasto?

Por acaso, ele mencionou

que viria hoje � cidade em neg�cios.

E os empregados?

N�o vi nenhum.

H� uma mulher da aldeia que vem fazer limpezas,

mas s� de manh�.

N�o deve haver nada que o perturbe.

Excelente.

Watson, n�o se op�e a esta viagem?

De forma alguma.

Ent�o encontr�-la-emos ao in�cio da tarde.

Estarei l� � vossa chegada.

Mas vai ficar para o pequeno-almo�o?

N�o, obrigada.

J� sinto o meu cora��o mais leve.

Obrigado, Sra. Hudson.

Quando se juntam as ideias de assobios durante a noite,

a presen�a de um grupo de ciganos

com intimidade com o m�dico,

a vaga alus�o a uma coisa manchada...

H� motivos para crer que o mist�rio

ser� esclarecido por estes elementos.

Qual de voc�s � o Holmes?

� o meu nome, senhor,

mas leva essa vantagem sobre mim.

Sou o Dr. Grimesby Roylott

de Stoke Moran.

Deveras, Doutor. Fa�a o favor de se sentar.

N�o farei nada disso.

Sei que a minha enteada

esteve aqui hoje de manh�.

O que � que ela andou a dizer-lhe?

Est� um pouco frio para esta altura do ano.

O que � que ela andou a dizer-lhe?

Mas ouvi dizer que h� boas previs�es para as colheitas.

Est� a evitar-me?

Seu patife!

J� ouvi falar de si.

� Holmes, o intrometido;

Holmes, o atrevido;

Holmes, o gabarola da Scotland Yard!

A sua conversa � muito divertida.

Importa-se de fechar a porta...

... quando sair? � que h� uma corrente de ar.

Sairei quando acabar o que vim dizer.

N�o se atreva a interferir nos meus assuntos!

Eu sei que a Miss Stoner esteve aqui.

Sou um homem perigoso com quem entrar em conflito!

Obrigado, Sra. Hudson. Era s� mais um cliente.

Que pessoa t�o af�vel.

Posso n�o ser assim t�o corpulento, mas...

Imaginem s� ter a insol�ncia

de me confundir com o corpo oficial de detectives!

Este incidente d� �nimo � nossa investiga��o.

S� espero que a nossa amiga n�o sofra

com a sua imprud�ncia de ter deixado aquele bruto

segui-la at� aqui.

H� uma coisa que me intriga Watson:

A vida profissional do Roylott na �ndia.

Se era assim t�o bem sucedida,

porque a trocaria por uma vida

de pen�ria aristocr�tica?

O meu amigo Coombes saber�.

O Coombes esteve em Calcut� por essa altura.

Encontre o seu amigo Coombes

e veja o que consegue descobrir.

Eu vou at� � Ordem dos M�dicos

onde espero conseguir alguns dados

que poder�o ajudar-nos no caso.

Encontremo-nos � uma, por baixo do rel�gio da estac�o de Waterloo.

Isto �, se j� tiver acabado de tomar o seu pequeno almo�o por essa altura.

E... o seu rev�lver.

Agrade�o que o leve no bolso.

Um Eley n� 2 � um �ptimo argumento

contra senhores que conseguem dobrar varas de a�o.

Isso e a escova de dentes.

Penso que � tudo quanto precisamos.

Vi o testamento da falecida esposa.

O rendimento anual na altura da sua morte

era de quase 1100 libras

mas, devido � queda nos pre�os dos produtos agr�colas,

agora n�o passa de 750 libras.

Cada uma das filhas, em caso de casamento,

teria direito a 250.

Portanto, se ambas as raparigas se casassem,

o nosso ador�vel Grimesby Roylott s� teria direito a uma insignific�ncia.

Mesmo um s� casamento o arruinaria.

N�o poderia ter um m�bil mais forte.

Conseguiu encontrar o Coombes?

Sim.

Foi dif�cil localiz�-lo,

mas acabei por conseguir

pelo Swanson no Barts.

Ele conheceu realmente o Roylott em Calcut�,

Confirmou o que a rapariga disse

e acrescentou um facto curioso.

Aparentemente uma s�rie de assaltos

tinha ocorrido na sua casa,

e ele desconfiou do seu mordomo nativo.

Agarrou o homem

e, num acesso de c�lera,

matou o indiv�duo � pancada.

Escapou por pouco � pena capital,

mas esteve na pris�o durante um longo per�odo

e quando voltou a este pa�s

era um homem taciturno e desiludido.

Watson... � um mundo cruel.

E quando um homem inteligente se volta para o crime,

� o pior de tudo.

Est�o de f�rias, senhores?

N�o. Somos arquitectos.

Vamos ver algumas casas.

E por isso que v�o a Stoke Moran.

N�o me pareceu que fosse por raz�es sociais.

V�o fazer neg�cios com o Dr. Roylott?

Sim, parece-me que era esse o nome...

Se me permitem o aviso,

devem ter cuidado com ele.

Por aqui diz-se

que ele n�o � bom da cabe�a.

A s�rio?

Ainda ontem o Sr. Thorne, o ferreiro,

teve um incidente muito desagrad�vel com o Doutor

por causa daqueles ciganos ladr�es

que est�o acampados na propriedade.

Sim... J� ouvimos falar dos ciganos...

e do leopardo.

Diz-se que o Doutor

atirou o Sr. Thorne ao riacho

num ataque de f�ria incontrol�vel.

E o Thorne n�o � um homem pequeno.

Meu Deus! Ele vai participar por agress�o?

Ia faz�-lo, mas a Miss Stoner,

a jovem enteada do doutor,

pagou-lhe do seu dinheiro para abafar o assunto.

Foi o que ouvi dizer.

Meu Deus!

Ouviu isto, Holmes?

Quanto mais vejo e ou�o sobre aquela jovem,

mais a minha admira��o aumenta.

Uma jovem de esp�rito louv�vel.

Pode parar aqui, condutor!

A quem se refere, meu amigo?

A Miss Stoner, claro.

� admir�vel.

Ah, Miss Stoner...

Correu tudo muito bem.

O Dr. Roylott foi a Londres

e s� voltar� � noite.

Mas j� tivemos o prazer

de conhecer o Dr. Roylott.

Santo Deus! Ele seguiu-me?

Sim. Chegou logo depois que a menina saiu.

Mas o Holmes despachou-o com as orelhas a arder.

Ele � t�o astucioso. Nunca sei

se estou a salvo dele.

Ent�o ele ter� de ter cuidado

porque pode encontrar algu�m mais astucioso

do que ele no seu encal�o. Vamos?

Holmes... N�o acha que dever�amos tirar

a Miss Stoner daqui esta noite?

E levantar suspeitas?

Mas se ele � violento...

N�s estaremos aqui.

Ent�o este � que � o quarto do Dr. Roylott...

Este � o antigo quarto da sua irm�,

e este � o seu?

Sim, mas agora durmo neste.

Durante as altera��es.

Miss Stoner, posso perguntar-lhe uma coisa?

N�o � muito comum, pois n�o?

Quartos no r�s-do-ch�o?

Os quartos passaram para baixo

com a deteriora��o da casa.

Pois, claro. Que lament�vel.

Esta parte da casa n�o parece

ter necessidade de repara��es.

Pois n�o. Creio que foi

uma desculpa para me mudar do meu quarto.

Isso � muito sugestivo.

Miss Stoner, importa-se

de entrar no quarto

no qual dorme agora

e trancar as portadas?

O que est� a fazer, Watson?

Estou a usar os seus m�todos, Holmes.

Estou a ver se a terra foi remexida.

E o que v�?

As suas pegadas, penso eu.

E as minhas e as da Miss Stoner.

E isto...

Ningu�m poderia entrar por aqui se estivessem trancadas.

Vamos ver se descobrimos alguma coisa pelo lado de dentro.

Aquela campainha comunica com que divis�o?

Toca no quarto da governanta.

Parece mais recente do que as outras coisas.

Sim, s� foi colocada h� dois anos.

Foi a sua irm� que a pediu?

Nunca a ouvi us�-la.

Costum�vamos ir buscar as nossas pr�prias coisas.

Deveras. D�-me licen�a

enquanto eu investigo o ch�o.

N�o toca.

� muito estranho.

Um ventilador para outro quarto.

Quer dizer... quando poderia

comunicar com o ar exterior?

Isso tamb�m � bastante recente.

Deveras.

Miss Stoner, com a sua autoriza��o,

continuaremos a investiga��o

no quarto do Dr. Roylott.

O que h� aqui dentro?

Os pap�is do meu padrasto.

Ent�o j� olhou l� para dentro.

S� uma vez, h� alguns anos.

Lembro-me que estava cheio de pap�is.

Est� algum gato l� dentro?

N�o, que ideia bizarra!

Olhe para isto.

N�o, n�o temos nenhum gato.

Bom... Um leopardo acaba por ser um gato grande.

Sim, mas um pires de leite

n�o satisfaria um leopardo.

O leopardo est� preso por uma trela?

Este tipo de trela, Watson?

O que tem a dizer acerca disso?

Bom, � uma trela de c�o comum,

mas n�o percebo por que raz�o est� atada.

N�o temos nenhum c�o.

Obrigado, Miss Stoner. J� vi o suficiente.

Ia perguntar-lhe se ele queria ch�.

Miss Stoner... � muito importante

que siga religiosamente os meus conselhos.

A sua vida pode depender disso.

Garanto-lhe que estou nas suas m�os.

Em primeiro lugar...

Quando v�nhamos para aqui pass�mos por uma pequena cabana.

A casa de abrigo.

As janelas do quarto da sua irm�

s�o vis�veis de l�?

Sim.

Tem a certeza?

Sim.

Ent�o faremos dela a nossa base.

E provis�es?

Iremos jantar, n�o �, Holmes?

H� alguma estalagem na aldeia?

A Crown.

�ptimo.

De qualquer das formas, obrigado.

Miss Stoner,

quando o seu padrasto voltar,

dever� recolher-se ao seu quarto

sob pretexto de uma dor de cabe�a.

Depois, quando ouvir o seu padrasto

retirar-se para o quarto,

dever� dirigir-se �s janelas,

destranc�-las, abrir as portadas

e deixar um candeeiro na janela

como sinal para n�s.

Depois retire-se para o seu quarto com o que precisar

para a noite, para o seu antigo quarto.

Decerto que, apesar das repara��es,

conseguir� passar l� uma noite.

Sim, com certeza.

Agora temos de ir.

Se o Dr. Roylott voltasse e nos encontrasse aqui,

a nossa viagem teria sido em v�o.

Creio, Sr. Holmes,

que j� chegou a uma conclus�o.

Por amor de Deus,

diga-me qual a causa da morte da minha irm�.

Coragem.

Se fizer como lhe disse,

pode ter a certeza de que afastaremos

os perigos que a amea�am.

Sim, tem uma boa visibilidade.

Acha que isto vai demorar a noite toda, Holmes?

� poss�vel. Tudo � poss�vel.

Quando um m�dico se desvia do bom caminho,

� o pior dos criminosos.

Ele tem presen�a de esp�rito e sabedoria.

Palmer e Pritchard estavam entre os melhores na sua profiss�o.

Este homem vai ainda mais longe.

Hesito em lev�-lo comigo esta noite, Watson.

H� um �bvio elemento de perigo.

Se eu puder ser de alguma ajuda...

� muito am�vel da sua parte.

Claramente viu mais naqueles quartos

do que foi para mim vis�vel, Holmes.

N�o... Provavelmente deduzi um pouco mais.

Lembra-se de Miss Stoner dizer

que a irm� sentia o cheiro

do charuto do Dr. Roylott?

E ent�o?

O ventilador. Um ventilador,

uma corda pendurada e uma mulher deitada na cama, morre.

N�o vejo a liga��o.

Reparou em algo de peculiar acerca da cama?

Estava pregada ao ch�o.

N�o podia ser movida. Tinha de ficar

na mesma posi��o relativamente ao ventilador e � corda.

E podemos dar-lhe esse nome, porque obviamente

nunca foi l� colocada para servir de campainha.

Estou a come�ar a perceber onde quer chegar.

Estamos mesmo a tempo de evitar...

...um crime subtil e terr�vel.

Quieto, rapaz... Quieto.

Boa noite.

Teve um bom dia?

N�o totalmente sem interesse.

Onde foste hoje de manh�?

Tamb�m decidi ir at� � cidade.

Tinha de fazer algumas compras para o casamento.

Sabias que eu l� ia.

Pod�amos ter ido juntos.

Parti cedo.

Eu sei que sim.

Para poder estar de volta � hora do almo�o.

Tinha coisas para fazer c� esta tarde.

A minha viagem foi um capricho.

Sempre foste uma boa mentirosa.

Com licen�a. Estou com uma dor de cabe�a terr�vel.

Holmes, o intrometido... Holmes, o atrevido...

Holmes, o gabarola da Scotland Yard.

O sinal.

Para baixo! Meu Deus, o que � aquilo?

� o babu�no.

� uma propriedade agrad�vel.

Temos de ficar sem luz.

N�o adorme�a.

A sua vida pode depender disso.

Est� a ver, Watson? Est� a ver?

O que quer isto dizer?

Quer dizer que acabou...

E talvez tenha sido melhor assim.

Venha, Watson, traga a sua pistola.

s�o as manchas, a coisa manchada.

� uma v�bora de p�ntano:

A cobra mais mort�fera da �ndia.

Morreu segundos depois de ter sido mordido.

O feiti�o vira-se, de facto,

contra o feiticeiro.

Quem com ferros mata,

com ferros morre.

Ocorreu-me a ideia da cobra

quando a associei ao conhecimento

que o doutor estava fornecido

com uma s�rie de criaturas da �ndia.

Um tipo de veneno... R�pido e mort�fero...

... que n�o poderia ser identificado

em nenhum exame qu�mico...

Poderia ou n�o morder

o ocupante da cama...

Ela poderia ter escapado durante toda uma semana.

Mas mais cedo ou mais tarde

acabaria por a vitimar.

A minha pobre Julia...

O Doutor tinha treinado a cobra

provavelmente com o leite

para voltar ao som do assobio,

o mesmo assobio

que a menina e a sua falecida irm� ouviram.

A minha inspec��o da cadeira

no quarto do Dr. Roylott, mostrou que

ele tinha o h�bito de subir para cima dela

para chegar ao ventilador.

Ontem, quando ataquei a cobra

e ela voltou pelo ventilador,

despertei a sua f�ria,

o que fez com que ela se voltasse

contra a primeira pessoa que viu.

O Dr. Grimesby Roylott.

Portanto, o Holmes

foi indirectamente respons�vel

pela morte dele.

N�o posso dizer que seja prov�vel

que pese muito na minha consci�ncia.

Legendas: Ripadas por: Chicharro [PT]-Tradu��es

Legendas: Translineadas e Corrigidas por: Setarcos [PT]-Tradu��es

Legendas: Sincronizadas e Revistas por : Esporadico [PT]-Tradu��es

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