Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Legendas por [PT]-Tradu��es
AS AVENTURAS DE SHERLOCK HOLMES
Vem c�, rapaz!
O que est� a fazer na minha propriedade?
Vim reaver
o que � meu de direito, senhor.
Aquele ladr�ozinho malandro
fugiu com umas ferraduras
e um saco de pregos da minha oficina.
Onde est�o as provas?
As provas encontram-se a� dentro.
N�o quero ser obrigado
a chamar a pol�cia...
Estas pessoas s�o minhas convidadas,
mas o senhor est� a invadir propriedade alheia, Sr. Thorne.
N�o tenho medo de si, doutor...
Saia das minhas terras!
Por favor, volte depressa.
Minha querida, n�o h� raz�o nenhuma
para preocupa��es.
Daqui a algumas semanas estaremos casados.
Vou voltar agora para Londres.
Adeus, senhor, e obrigado
por este fim-de-semana t�o agrad�vel.
Fa�o ten��es de melhorar no xadrez
antes da minha pr�xima visita.
Sim, compreendo...
Mas n�o foi um advers�rio indigno.
Obrigado, senhor.
Vou s� acompanhar o Percy at� ao port�o, pai.
Est� bem.
Pode seguir e esperar por mim junto ao port�o?
Estava a invadir propriedade alheia.
Levou um mergulho e pronto.
Mas, pai, n�o posso crer que o Thorne faria...
Raios, mulher!
Tamb�m te juntaste � conspira��o contra mim?
N�o, pai. Eu vivo aqui.
Mas n�o por muito mais tempo, n�o �?
Quando te casares com aquele Armitage...
Sim, o que foi?
Pai, o que aconteceu ao meu quarto?
Os construtores encontraram uma falha na estrutura.
� melhor mudares para o quarto da tua irm�
at� eles acabarem o trabalho.
Para o quarto da Julia? N�o consigo dormir l�...
Porque n�o, por Deus?
N�o consigo.
O que se passa?
� um quarto em perfeitas condi��es.
Disse � governanta para to preparar.
Agora vai, rapariga insolente. Boa noite.
Ol�, beleza. Boa noite. Boa noite, meu lindo...
Lamento imenso, Watson,
mas parece ser a pr�tica comum esta manh�.
O qu�?
A Sra. Hudson foi acordada.
implicou comigo e eu implico consigo.
Mas s�o s� 7h15!
O que se passa? H� fogo?
N�o... Uma cliente.
Vai demorar um momento para atear, senhor.
Mas apenas um momento. A Sra. Hudson � perita
na arte de acender lareiras.
Este � o meu amigo
e colaborador, o Dr. Watson,
perante quem pode falar t�o livremente como perante mim.
Como est�?
Sra. Hudson, poderia trazer
uma ch�vena de caf� para esta jovem?
Reparei que est� a tremer.
N�o � o frio que me faz tremer.
Ent�o?
� o receio, Sr. Holmes.
� o pavor.
N�o tenha receio.
Resolveremos a quest�o.
n�o tenha d�vidas.
Vejo que veio de comboio esta manh�.
Ent�o conhece-me?
N�o, mas vejo o bilhete de regresso
na palma da sua luva esquerda.
Partiu cedo, mas viajou...
...numa carruagem, por estradas dif�ceis,
antes de chegar � esta��o.
Est� perfeitamente correcto.
O bra�o esquerdo do seu casaco
est� salpicado com lama
em sete s�tios diferentes.
As marcas est�o ainda frescas.
Nenhum ve�culo,
a n�o ser uma carruagem levanta lama
dessa forma espec�fica,
e s� quando nos sentamos
� esquerda do condutor.
Est� inteiramente correcto.
Senhor, n�o suporto mais a tens�o.
Enlouquecerei se continuar.
Ouvi falar de si pela Sra. Farintosh
a quem acudiu no momento em que ela mais necessitou de aux�lio.
Farintosh...
"Minha querida Helen,
"� para mim dif�cil aconselh�-la,
uma vez que apresenta t�o poucos factos.
"Mas sei que � uma rapariga sensata
e que n�o � dada a histerias...
"Como uma das mais antigas amigas da sua falecida m�e,
"posso apenas sugerir que, se os seus receios persistirem,
"contacte o Sr. Sherlock Holmes
"no n�mero 221 B, na Baker Street."
Farintosh... Sim, lembro-me realmente do caso.
Envolvia uma tiara de opalas.
Creio que foi antes do seu tempo, Watson.
Obrigado, Sra. Hudson.
Senhor, seria poss�vel ajudar-me tamb�m?
De momento, n�o disponho de meios para o recompensar,
mas vou casar-me dentro de algumas semanas,
e disporei dos meus pr�prios rendimentos.
Empenhar-me-ei tanto no seu caso
como fiz com o da sua amiga.
Quanto � recompensa...
A minha profiss�o � recompensa suficiente,
mas tem toda a liberdade para cobrir
alguma despesa que decorra do caso
na altura que melhor lhe convier.
E agora, pe�o-lhe... Revele-nos tudo
o que possa ajudar a formar uma opini�o sobre o assunto.
Chamo-me Helen Stoner.
Vivo com o meu padrasto,
o Dr. Grimesby Roylott
que � o �ltimo sobrevivente de uma das mais antigas
fam�lias sax�nicas de Inglaterra.
Os Roylotts de Stoke Moran.
O nome �-me familiar.
Ele � m�dico de profiss�o
e talentoso.
Exerceu uma actividade pr�spera durante anos
na �ndia, em Calcut�.
Ah.
O Dr. Watson tamb�m exerceu medicina na �ndia.
Sim, agregado � 5� companhia de Fuzileiros de Northumberland.
Continue, por favor...
Em Calcut�, casou-se com a minha m�e.
Era a jovem vi�va do Major Stoner. Eu tinha apenas dois anos quando do segundo casamento da minha m�e.
A minha irm� Julia era cinco anos mais velha do que eu.
A nossa m�e tinha uma soma de dinheiro consider�vel,
cerca de mil por ano,
que ela deixou ao Dr. Roylott
enquanto viv�ssemos com ele.
Desculpe... A sua m�e faleceu?
Pouco depois de voltarmos para Inglaterra,
ela morreu...
...num acidente ferrovi�rio, perto de Crewe.
Ent�o o meu padrasto desistiu
de se estabelecer como m�dico em Londres,
e levou-nos para vivermos na sua casa ancestral
em Stoke Moran.
O dinheiro que a sua m�e lhes deixou
era o bastante para as necessidades?
N�o havia obst�culos � vossa felicidade?
o meu padrasto sofreu uma altera��o terr�vel.
Em vez de fazer amigos e trocar visitas
com os nossos vizinhos
que, de in�cio, estavam muito satisfeitos
por verem um Roylott de novo � frente da casa,
fechou-se na casa
e envolveu-se em graves desaven�as.
Por vezes era, e ainda �, dif�cil
mant�-lo longe dos tribunais.
Tornou-se o terror da aldeia.
Ele admite visitas?
Nenhuma, a n�o ser as do meu noivo e as de uns ciganos errantes.
Ciganos?
Vagabundos, a quem ele deu licen�a
para acamparem nas terras dele.
Por vezes parte com eles durante v�rios dias seguidos.
Pelo que lhes conto, podem imaginar
que a minha pobre irm� Julia e eu
n�o t�nhamos muito prazer na nossa vida.
Os servi�ais n�o permaneciam durante muito tempo,
por isso n�s cuid�vamos sozinhas da casa.
Ela tinha apenas 30 anos quando a perdi.
Mas os cabelos dela tinham j� come�ado a branquear,
tal como est� a acontecer com os meus.
A sua irm� morreu?
H� dois anos.
� disso que lhes quero falar.
Devido � vida que lev�vamos,
era pouco comum vermos algu�m
da nossa idade e posi��o social.
Mas ocasionalmente eram-nos permitidas algumas breves visitas.
H� dois anos,
a Julia conheceu um Major
de quem ficou noiva.
O seu padrasto aprovava a uni�o?
N�o levantou qualquer obst�culo.
Mas quinze dias antes do casamento...
...deu-se o terr�vel acontecimento
que me privou da minha �nica companhia.
Por favor, seja precisa no que diz respeito aos detalhes.
� f�cil...
Todos os acontecimentos daquela noite est�o selados na minha mem�ria.
Era tarde, cerca das 23 horas.
A Julia tinha entrado no meu quarto.
Ele est� outra vez a fumar aqueles charutos horr�veis.
Talvez prefiras ficar neste quarto at� ao casamento.
Helen... Estou t�o feliz...
E ao mesmo tempo destro�ada por te deixar aqui sozinha.
Chegar� a minha vez.
Vou ter saudades tuas...
N�o, n�o vais. Eu vou visitar-te.
Para al�m disso, o teu Major prometeu arranjar-me
um oficial do mesmo posto
e decididamente mais bem-parecido.
Querida, o que se passa?
Helen, j� ouviste algu�m assobiar
a meio da noite?
Imagino que n�o poderias ser tu a assobiar durante o sono.
Claro que n�o. Porqu�?
Nas �ltimas noites,
sempre por volta das tr�s da manh�,
tenho sido acordada por um assobio grave e distinto.
N�o consigo perceber de onde vem.
Pensei que pudesses t�-lo ouvido.
Eu tenho o sono mais pesado do que tu.
Provavelmente eram aqueles malvados ciganos.
Bem... Esquece.
Tinham o h�bito de trancarem
as portas por dentro durante a noite?
Sempre. O meu padrasto tem uma paix�o
por animais indianos.
Um leopardo e um babu�no
vagueiam � solta pela propriedade.
N�o nos sent�amos seguras
sem as portas e janelas trancadas.
N�o conseguia dormir.
Tinha uma vaga sensa��o de infort�nio.
Julia! Julia... Julia...
Por favor, ajuda-me...
Meu Deus... Helen! As manchas!
A coisa manchada...
Vou buscar o pai.
N�o, n�o, por favor!
Volta para o teu quarto.
Eu trato disto.
Desculpem, senhores...
A minha irm� e eu �ramos muito chegadas.
Sem d�vida.
Que experi�ncia horr�vel.
E n�o faz ideia do que pode ter causado...
O assobio e o som met�lico,
ouviu-os de certeza?
Tive essa clara sensa��o...
Mas posso ter-me enganado.
A sua irm� estava vestida?
N�o, estava de camisa de noite.
No ch�o estava uma vela
e os restos de um f�sforo apagado.
O que significa que algo a deve ter acordado
e que ela acendeu uma vela para ver o que se passava.
A que conclus�es chegou o m�dico legista?
Ele investigou o caso com muita min�cia
mas n�o conseguiu encontrar uma causa de morte satisfat�ria.
E o seu testemunho indica
que a porta estaria trancada por dentro,
as janelas bloqueadas pelas portadas todas as noites.
� portanto certo
que a sua irm� estava sozinha
quando encontrou o seu fim.
Sim.
Para al�m disso n�o existiam marcas
de ter sido agredida.
E veneno?
Os m�dicos examinaram-na, mas n�o encontraram nada.
Ent�o do que pensa que esta pobre senhora morreu?
Creio que morreu
de puro receio e de choque nervoso,
mas n�o imagino o que a possa ter assustado.
O que depreende da alus�o �s manchas, a uma coisa manchada?
Um del�rio...
Ou... Poderia ser um grupo de pessoas...
Os ciganos da fazenda... Por causa dos len�os sarapintados
que usam em torno do pesco�o.
Navegamos por �guas turvas...
O que aconteceu ap�s a morte da sua irm�?
A minha vida tornou-se mais solit�ria do que nunca.
At� h� um m�s,
quando um grande amigo meu
que conhe�o h� muitos anos
me deu a honra de pedir a minha m�o em casamento.
Chama-se Sr. Percy Armitage.
E vai casar-se dentro de algumas semanas?
Ent�o o que a levou a vir aqui
quando a sua vida parece t�o bem regulada?
Ontem come�aram algumas repara��es
e a parede do meu quarto foi furada,
por isso vi-me obrigada
a mudar-me para o quarto onde a Julia morreu,
a dormir na mesma cama
onde ela dormiu.
Imagine o meu pavor quando fui acordada
pelo mesmo assobio grave que anunciou a morte dela.
Acendeu a luz?
Sim, mas n�o vi nada.
Estava demasiado abalada para dormir...
Vesti-me e sa� de casa.
Tomei uma carruagem na estalagem Crown
e vim a Londres com o �nico prop�sito
de pedir o seu conselho.
Agiu bem.
Mas contou-me tudo?
Sim...
N�o, Miss Stoner.
Est� a proteger o seu padrasto.
Ele � um homem severo, mas continua a ser
o �nico pai que conheci.
Penso que est� na hora do pequeno-almo�o.
Ainda desejo saber mil detalhes
antes de decidir o que fazer.
Se f�ssemos hoje a Stoke Moran,
poder�amos ver estes quartos
sem o conhecimento do seu padrasto?
Por acaso, ele mencionou
que viria hoje � cidade em neg�cios.
E os empregados?
N�o vi nenhum.
H� uma mulher da aldeia que vem fazer limpezas,
mas s� de manh�.
N�o deve haver nada que o perturbe.
Excelente.
Watson, n�o se op�e a esta viagem?
De forma alguma.
Ent�o encontr�-la-emos ao in�cio da tarde.
Estarei l� � vossa chegada.
Mas vai ficar para o pequeno-almo�o?
N�o, obrigada.
J� sinto o meu cora��o mais leve.
Obrigado, Sra. Hudson.
Quando se juntam as ideias de assobios durante a noite,
a presen�a de um grupo de ciganos
com intimidade com o m�dico,
a vaga alus�o a uma coisa manchada...
H� motivos para crer que o mist�rio
ser� esclarecido por estes elementos.
Qual de voc�s � o Holmes?
� o meu nome, senhor,
mas leva essa vantagem sobre mim.
Sou o Dr. Grimesby Roylott
de Stoke Moran.
Deveras, Doutor. Fa�a o favor de se sentar.
N�o farei nada disso.
Sei que a minha enteada
esteve aqui hoje de manh�.
O que � que ela andou a dizer-lhe?
Est� um pouco frio para esta altura do ano.
O que � que ela andou a dizer-lhe?
Mas ouvi dizer que h� boas previs�es para as colheitas.
Est� a evitar-me?
Seu patife!
J� ouvi falar de si.
� Holmes, o intrometido;
Holmes, o atrevido;
Holmes, o gabarola da Scotland Yard!
A sua conversa � muito divertida.
Importa-se de fechar a porta...
... quando sair? � que h� uma corrente de ar.
Sairei quando acabar o que vim dizer.
N�o se atreva a interferir nos meus assuntos!
Eu sei que a Miss Stoner esteve aqui.
Sou um homem perigoso com quem entrar em conflito!
Obrigado, Sra. Hudson. Era s� mais um cliente.
Que pessoa t�o af�vel.
Posso n�o ser assim t�o corpulento, mas...
Imaginem s� ter a insol�ncia
de me confundir com o corpo oficial de detectives!
Este incidente d� �nimo � nossa investiga��o.
S� espero que a nossa amiga n�o sofra
com a sua imprud�ncia de ter deixado aquele bruto
segui-la at� aqui.
H� uma coisa que me intriga Watson:
A vida profissional do Roylott na �ndia.
Se era assim t�o bem sucedida,
porque a trocaria por uma vida
de pen�ria aristocr�tica?
O meu amigo Coombes saber�.
O Coombes esteve em Calcut� por essa altura.
Encontre o seu amigo Coombes
e veja o que consegue descobrir.
Eu vou at� � Ordem dos M�dicos
onde espero conseguir alguns dados
que poder�o ajudar-nos no caso.
Encontremo-nos � uma, por baixo do rel�gio da estac�o de Waterloo.
Isto �, se j� tiver acabado de tomar o seu pequeno almo�o por essa altura.
E... o seu rev�lver.
Agrade�o que o leve no bolso.
Um Eley n� 2 � um �ptimo argumento
contra senhores que conseguem dobrar varas de a�o.
Isso e a escova de dentes.
Penso que � tudo quanto precisamos.
Vi o testamento da falecida esposa.
O rendimento anual na altura da sua morte
era de quase 1100 libras
mas, devido � queda nos pre�os dos produtos agr�colas,
agora n�o passa de 750 libras.
Cada uma das filhas, em caso de casamento,
teria direito a 250.
Portanto, se ambas as raparigas se casassem,
o nosso ador�vel Grimesby Roylott s� teria direito a uma insignific�ncia.
Mesmo um s� casamento o arruinaria.
N�o poderia ter um m�bil mais forte.
Conseguiu encontrar o Coombes?
Sim.
Foi dif�cil localiz�-lo,
mas acabei por conseguir
pelo Swanson no Barts.
Ele conheceu realmente o Roylott em Calcut�,
Confirmou o que a rapariga disse
e acrescentou um facto curioso.
Aparentemente uma s�rie de assaltos
tinha ocorrido na sua casa,
e ele desconfiou do seu mordomo nativo.
Agarrou o homem
e, num acesso de c�lera,
matou o indiv�duo � pancada.
Escapou por pouco � pena capital,
mas esteve na pris�o durante um longo per�odo
e quando voltou a este pa�s
era um homem taciturno e desiludido.
Watson... � um mundo cruel.
E quando um homem inteligente se volta para o crime,
� o pior de tudo.
Est�o de f�rias, senhores?
N�o. Somos arquitectos.
Vamos ver algumas casas.
E por isso que v�o a Stoke Moran.
N�o me pareceu que fosse por raz�es sociais.
V�o fazer neg�cios com o Dr. Roylott?
Sim, parece-me que era esse o nome...
Se me permitem o aviso,
devem ter cuidado com ele.
Por aqui diz-se
que ele n�o � bom da cabe�a.
A s�rio?
Ainda ontem o Sr. Thorne, o ferreiro,
teve um incidente muito desagrad�vel com o Doutor
por causa daqueles ciganos ladr�es
que est�o acampados na propriedade.
Sim... J� ouvimos falar dos ciganos...
e do leopardo.
Diz-se que o Doutor
atirou o Sr. Thorne ao riacho
num ataque de f�ria incontrol�vel.
E o Thorne n�o � um homem pequeno.
Meu Deus! Ele vai participar por agress�o?
Ia faz�-lo, mas a Miss Stoner,
a jovem enteada do doutor,
pagou-lhe do seu dinheiro para abafar o assunto.
Foi o que ouvi dizer.
Meu Deus!
Ouviu isto, Holmes?
Quanto mais vejo e ou�o sobre aquela jovem,
mais a minha admira��o aumenta.
Uma jovem de esp�rito louv�vel.
Pode parar aqui, condutor!
A quem se refere, meu amigo?
A Miss Stoner, claro.
� admir�vel.
Ah, Miss Stoner...
Correu tudo muito bem.
O Dr. Roylott foi a Londres
e s� voltar� � noite.
Mas j� tivemos o prazer
de conhecer o Dr. Roylott.
Santo Deus! Ele seguiu-me?
Sim. Chegou logo depois que a menina saiu.
Mas o Holmes despachou-o com as orelhas a arder.
Ele � t�o astucioso. Nunca sei
se estou a salvo dele.
Ent�o ele ter� de ter cuidado
porque pode encontrar algu�m mais astucioso
do que ele no seu encal�o. Vamos?
Holmes... N�o acha que dever�amos tirar
a Miss Stoner daqui esta noite?
E levantar suspeitas?
Mas se ele � violento...
N�s estaremos aqui.
Ent�o este � que � o quarto do Dr. Roylott...
Este � o antigo quarto da sua irm�,
e este � o seu?
Sim, mas agora durmo neste.
Durante as altera��es.
Miss Stoner, posso perguntar-lhe uma coisa?
N�o � muito comum, pois n�o?
Quartos no r�s-do-ch�o?
Os quartos passaram para baixo
com a deteriora��o da casa.
Pois, claro. Que lament�vel.
Esta parte da casa n�o parece
ter necessidade de repara��es.
Pois n�o. Creio que foi
uma desculpa para me mudar do meu quarto.
Isso � muito sugestivo.
Miss Stoner, importa-se
de entrar no quarto
no qual dorme agora
e trancar as portadas?
O que est� a fazer, Watson?
Estou a usar os seus m�todos, Holmes.
Estou a ver se a terra foi remexida.
E o que v�?
As suas pegadas, penso eu.
E as minhas e as da Miss Stoner.
E isto...
Ningu�m poderia entrar por aqui se estivessem trancadas.
Vamos ver se descobrimos alguma coisa pelo lado de dentro.
Aquela campainha comunica com que divis�o?
Toca no quarto da governanta.
Parece mais recente do que as outras coisas.
Sim, s� foi colocada h� dois anos.
Foi a sua irm� que a pediu?
Nunca a ouvi us�-la.
Costum�vamos ir buscar as nossas pr�prias coisas.
Deveras. D�-me licen�a
enquanto eu investigo o ch�o.
N�o toca.
� muito estranho.
Um ventilador para outro quarto.
Quer dizer... quando poderia
comunicar com o ar exterior?
Isso tamb�m � bastante recente.
Deveras.
Miss Stoner, com a sua autoriza��o,
continuaremos a investiga��o
no quarto do Dr. Roylott.
O que h� aqui dentro?
Os pap�is do meu padrasto.
Ent�o j� olhou l� para dentro.
S� uma vez, h� alguns anos.
Lembro-me que estava cheio de pap�is.
Est� algum gato l� dentro?
N�o, que ideia bizarra!
Olhe para isto.
N�o, n�o temos nenhum gato.
Bom... Um leopardo acaba por ser um gato grande.
Sim, mas um pires de leite
n�o satisfaria um leopardo.
O leopardo est� preso por uma trela?
Este tipo de trela, Watson?
O que tem a dizer acerca disso?
Bom, � uma trela de c�o comum,
mas n�o percebo por que raz�o est� atada.
N�o temos nenhum c�o.
Obrigado, Miss Stoner. J� vi o suficiente.
Ia perguntar-lhe se ele queria ch�.
Miss Stoner... � muito importante
que siga religiosamente os meus conselhos.
A sua vida pode depender disso.
Garanto-lhe que estou nas suas m�os.
Em primeiro lugar...
Quando v�nhamos para aqui pass�mos por uma pequena cabana.
A casa de abrigo.
As janelas do quarto da sua irm�
s�o vis�veis de l�?
Sim.
Tem a certeza?
Sim.
Ent�o faremos dela a nossa base.
E provis�es?
Iremos jantar, n�o �, Holmes?
H� alguma estalagem na aldeia?
A Crown.
�ptimo.
De qualquer das formas, obrigado.
Miss Stoner,
quando o seu padrasto voltar,
dever� recolher-se ao seu quarto
sob pretexto de uma dor de cabe�a.
Depois, quando ouvir o seu padrasto
retirar-se para o quarto,
dever� dirigir-se �s janelas,
destranc�-las, abrir as portadas
e deixar um candeeiro na janela
como sinal para n�s.
Depois retire-se para o seu quarto com o que precisar
para a noite, para o seu antigo quarto.
Decerto que, apesar das repara��es,
conseguir� passar l� uma noite.
Sim, com certeza.
Agora temos de ir.
Se o Dr. Roylott voltasse e nos encontrasse aqui,
a nossa viagem teria sido em v�o.
Creio, Sr. Holmes,
que j� chegou a uma conclus�o.
Por amor de Deus,
diga-me qual a causa da morte da minha irm�.
Coragem.
Se fizer como lhe disse,
pode ter a certeza de que afastaremos
os perigos que a amea�am.
Sim, tem uma boa visibilidade.
Acha que isto vai demorar a noite toda, Holmes?
� poss�vel. Tudo � poss�vel.
Quando um m�dico se desvia do bom caminho,
� o pior dos criminosos.
Ele tem presen�a de esp�rito e sabedoria.
Palmer e Pritchard estavam entre os melhores na sua profiss�o.
Este homem vai ainda mais longe.
Hesito em lev�-lo comigo esta noite, Watson.
H� um �bvio elemento de perigo.
Se eu puder ser de alguma ajuda...
� muito am�vel da sua parte.
Claramente viu mais naqueles quartos
do que foi para mim vis�vel, Holmes.
N�o... Provavelmente deduzi um pouco mais.
Lembra-se de Miss Stoner dizer
que a irm� sentia o cheiro
do charuto do Dr. Roylott?
E ent�o?
O ventilador. Um ventilador,
uma corda pendurada e uma mulher deitada na cama, morre.
N�o vejo a liga��o.
Reparou em algo de peculiar acerca da cama?
Estava pregada ao ch�o.
N�o podia ser movida. Tinha de ficar
na mesma posi��o relativamente ao ventilador e � corda.
E podemos dar-lhe esse nome, porque obviamente
nunca foi l� colocada para servir de campainha.
Estou a come�ar a perceber onde quer chegar.
Estamos mesmo a tempo de evitar...
...um crime subtil e terr�vel.
Quieto, rapaz... Quieto.
Boa noite.
Teve um bom dia?
N�o totalmente sem interesse.
Onde foste hoje de manh�?
Tamb�m decidi ir at� � cidade.
Tinha de fazer algumas compras para o casamento.
Sabias que eu l� ia.
Pod�amos ter ido juntos.
Parti cedo.
Eu sei que sim.
Para poder estar de volta � hora do almo�o.
Tinha coisas para fazer c� esta tarde.
A minha viagem foi um capricho.
Sempre foste uma boa mentirosa.
Com licen�a. Estou com uma dor de cabe�a terr�vel.
Holmes, o intrometido... Holmes, o atrevido...
Holmes, o gabarola da Scotland Yard.
O sinal.
Para baixo! Meu Deus, o que � aquilo?
� o babu�no.
� uma propriedade agrad�vel.
Temos de ficar sem luz.
N�o adorme�a.
A sua vida pode depender disso.
Est� a ver, Watson? Est� a ver?
O que quer isto dizer?
Quer dizer que acabou...
E talvez tenha sido melhor assim.
Venha, Watson, traga a sua pistola.
s�o as manchas, a coisa manchada.
� uma v�bora de p�ntano:
A cobra mais mort�fera da �ndia.
Morreu segundos depois de ter sido mordido.
O feiti�o vira-se, de facto,
contra o feiticeiro.
Quem com ferros mata,
com ferros morre.
Ocorreu-me a ideia da cobra
quando a associei ao conhecimento
que o doutor estava fornecido
com uma s�rie de criaturas da �ndia.
Um tipo de veneno... R�pido e mort�fero...
... que n�o poderia ser identificado
em nenhum exame qu�mico...
Poderia ou n�o morder
o ocupante da cama...
Ela poderia ter escapado durante toda uma semana.
Mas mais cedo ou mais tarde
acabaria por a vitimar.
A minha pobre Julia...
O Doutor tinha treinado a cobra
provavelmente com o leite
para voltar ao som do assobio,
o mesmo assobio
que a menina e a sua falecida irm� ouviram.
A minha inspec��o da cadeira
no quarto do Dr. Roylott, mostrou que
ele tinha o h�bito de subir para cima dela
para chegar ao ventilador.
Ontem, quando ataquei a cobra
e ela voltou pelo ventilador,
despertei a sua f�ria,
o que fez com que ela se voltasse
contra a primeira pessoa que viu.
O Dr. Grimesby Roylott.
Portanto, o Holmes
foi indirectamente respons�vel
pela morte dele.
N�o posso dizer que seja prov�vel
que pese muito na minha consci�ncia.
Legendas: Ripadas por: Chicharro [PT]-Tradu��es
Legendas: Translineadas e Corrigidas por: Setarcos [PT]-Tradu��es
Legendas: Sincronizadas e Revistas por : Esporadico [PT]-Tradu��es
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.