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C�RCULO DO MEDO
Escuta amigo, onde Sam Bowden costuma ficar?
A� dentro, senhor.
Acredito que j� est� quase terminando a sess�o.
TRIBUNAL SUPERIOR
N�o, Excel�ncia.
Mas este seria o terceiro adiamento no caso...
por motivos de sa�de de alguma das testemunhas da defesa.
� certo que esta testemunha est� doente.
A defesa ainda tem a 11 importantes testemunhas que podem declarar...
enquanto o demandante s� tem uma.
Considero que onze contra um deveria ser suficiente...
n�o importando qu�o doentes e decr�pitos estejam.
Que o advogado de acusa��o se aproxime da bancada...
para discutir isto mais intimamente.
Sam, sabe que esta sala � um forno.
Quer ter um jur� hostil?
Posterguemos at� o outono. Todos ficar�o contentes.
Todos, menos meu cliente. Ele lhe deve dinheiro e est� precisando muito dele.
Mais importante, minha testemunha principal � um homem muito velho.
Talvez n�o viva at� l�.
Negada a mo��o para postergar.
J� s�o mais de 16:00 h; este julgamento continuar� na segunda-feira.
Obrigado.
Ol�, advogado. Se lembra de mim?
Baltimore. Faz oito anos, quatro meses e 13 dias.
Est� se lembrando, advogado?
Cady. Max Cady.
Bom. N�o queria pensar que me esqueceu.
O que quer?
N�o se lembrou na hora, n�o �?
Acho que eu mudei um pouco.
Aonde eu estive, se n�o mudar, eles se decepcionam muito.
Voc� n�o mudou nada.
Quer saber? Era isso que eu queria.
Queria que estivesse igual a �ltima vez que o vi.
Muito bem, j� me viu. Que mais?
Nada mais.
S� queria lhe falar. S� queria que entendesse.
- Me d� as chaves. - por que n�o?
Deixe ver se entendi.
Continua me culpando pelo que fez?
N�o, ainda n�o entendeu.
Vejo que isto vai levar muito tempo.
Ei, olha pra isso. Como rebola.
Talvez ela ache que n�o sabemos que � de prop�sito...
mas vimos muitas assim, n�o �, advogado?
Voc� deve ser um perito nisso.
Soube que tem uma linda esposa e uma filha igual a ela.
D� lembran�as � fam�lia, advogado. Nos vemos.
Poxa, voc� chegou dez minutos atrasado.
As mulheres n�o deveriam saber ler as horas. Usam contra voc�.
Por favor, n�o demore, papai. Convidei a Betty para jogar boliche.
Betty?
Aquela baixinha nojenta que voc� detesta?
Isso foi a semana passada. Esta semana, s�o insepar�veis.
Ficarei aqui anotando a pontua��o.
Trapaceiro.
- Cerveja. - Ok.
Aqui est�.
- � muito r�pida. - Aqui � necess�rio rapidez.
- O anel significa algo? - Sim. Significa e muito.
Isto significa algo?
Papai, est� escorregando.
Normalmente teria dito que o pino se moveu.
E foi isso.
Boa jogada.
Me ignore, advogado.
S� estou observando sua fam�lia.
� um homem afortunado.
Viu meu strike, papai?
Delegacia de Pol�cia.
O delegado Dutton, por favor.
O delegado Dutton? J� deve haver-se ido, comunicarei-o.
Delegado Dutton.
Mark. Sam Bowden.
Ol�, Sam.
- Posso passar para te ver de tarde? - Claro. J� conhece a casa.
Sim, conhe�o. Obrigado, Mark.
O que houve, Sam?
H� um ex-presidi�rio na cidade, chama-se Max Cady.
Obrigado.
Acredito que quer me deixar nervoso.
Espero que seja s� isso.
Te amea�ou?
N�o, nada que pudesse ser provado no tribunal.
Tem que conhec�-lo para sentir a amea�a.
Me parou ontem � tarde depois do j�ri e depois apareceu no boliche.
Me seguiu.
por que?
Fazem oito anos, tive um caso em Baltimore.
Uma noite, muito tarde, ia caminhando para meu hotel.
Ouvi um barulho na parte de tr�s de um estacionamento.
Parecia algu�m chorando.
Corri para l�.
Estavam atacando uma garota e briguei com o homem.
Ela recuperou o f�lego e come�ou a gritar.
Quando ele viu a pol�cia...
enlouqueceu totalmente.
A menina ficou no hospital mais de um m�s.
O homem era Max Cady.
Mais tarde, tive que me apresentar como testemunha contra ele.
Tem certeza de que ele te considera respons�vel?
Isso ficou perfeitamente claro durante o julgamento.
Achei estranho que ele tenha aparecido esta tarde.
N�o estava...
realmente preocupado, at� que o vi no boliche.
E a maneira como olhava para minha fam�lia...
Os ex-presidi�rios t�m que se registrar ao chegar em uma nova cidade.
Sargento, aqui � o Dutton.
H� um ex-presidi�rio chamado Max Cady... Espere.
- Como se escreve, Sam? - C-A-D-Y.
registrou ele nestes dias?
Possivelmente n�o o tenha feito. Assim podemos o expulsar da cidade.
Obrigado, sargento. Espere.
� inteligente. registrou-se ontem.
Que endere�o deu?
J� vejo. me comunique com o tenente Gervasi.
O endere�o est� na �rea do p�er.
Parece que tem pouco dinheiro.
Podemos prend�-lo por vadiagem.
Pete, quero que recolham Max Cady.
Nos Registros t�m a descri��o.
Est� bem. Me ligue de volta.
Obrigado, Mark.
Minha fam�lia est� sozinha em casa.
� melhor ir.
Tem um c�o, n�o �, Sam?
N�o morderia nem uma rosquinha, mas late muito bem.
Isso � suficiente. Te ligo quando o tivermos.
Espero n�o ter incomodado por nada.
- Bom, Sam, espero que n�o seja nada. - boa noite.
- Voc� � Max Cady? - Poderia ser.
- Qual � seu problema? - Queremos falar com voc�, l� fora.
Se for usar isso, � melhor chamar o batalh�o de choque.
N�o me incomoda um bate-papo, mas eu n�o gosto que me toquem.
Voltarei depois para a mudan�a.
Te dou uma hora para se desfazer dos seus amigos.
Est� tentando me cantar?
Sim.
Sabem que n�o estou b�bado.
Mas eu gosto de cooperar.
Aqui.
V�em esse cart�o?
''Dr. John W. Moss''.
Se quiserem um teste de teor alco�lico, chamem esse cavalheiro.
N�o passei oito anos na cadeia estudando Direito por nada.
Tenho o direito legal de ser examinado pelo meu pr�prio m�dico.
- Ou acaso n�o sabiam? - Esquece.
Estar� suficientemente s�brio quando sair daqui.
Obrigado.
Entre.
Ora, ora, ora. Nos vimos muitas vezes hoje.
Tire-a roupa, Cady.
Certo.
Pensou que objetaria a que me revistassem, n�o �, patr�o?
N�o, senhor, eu n�o.
Como disse, eu gosto de cooperar.
Revistem a camisa. Tenho drogas escondidas sob o colarinho.
- Tire as cal�as. - J� vai, patr�o.
O que faz em nossa cidade?
Bom, disseram-me que tinha um clima agrad�vel...
que podiamos navegar no rio...
e que havia muitos cidad�os distintos, como seu amigo advogado.
Achei que era o lugar ideal para mim.
Quanto dinheiro tem?
Aqui est� minha carteira. por que n�o v� voc� mesmo?
Sete d�lares.
Isso n�o � suficiente, Cady.
Acusarei-o de vadiagem se n�o estiver a 150 km daqui amanh�.
Poderia procurar um pouco melhor, por favor, patr�o?
H� um pequena caderneta banc�ria a�. Leia o que diz.
- Esta? - Isso mesmo.
Cinco mil e quatrocentos d�lares. De onde os tirou?
Depositei-os hoje mesmo no banco. Viu isso, n�o � patr�o?
Perguntei de onde os tirou.
Isso � problema meu, n�o �?
Aconselharia-me a responder essa pergunta?
Seria prudente que a respondesse.
Esses s�o os conselhos que eu gosto. Como disse, eu gosto de cooperar.
Chame o encarregado de dep�sitos do Banco Nacional de Baltimore, Maryland.
Com gosto lhe dir� exatamente de onde veio esse dinheiro.
- Algo? - Nada, senhor.
- Vamos, Sam. - ''Vamos, Sam''?
S�o muito amigos, n�o �?
Uma linda e estreita coopera��o.
"Mark, amigo, eu n�o gosto da cara desse homem. Jogue-o pra fora da cidade".
''Claro, Sam. Farei o que for preciso por voc�''.
Direi-lhe algo, senhor.
Ser� um velho grisalho antes de me ver longe desta cidade.
Vou lhe dar um aviso.
Mantenha-se afastado de minha propriedade...
dia e noite.
Lamento n�o ter ligado antes, mas estava em um caso.
Falei com o encarregado de dep�sitos.
Cady vendeu a velha ch�cara da fam�lia por 5900 d�lares.
N�o cometeu nenhum delito, Sam.
Quando vai soltar ele?
J� o fiz. Faz umas horas.
Espera, Mark.
O que acontece Marilyn?
N�o sei. N�o a vejo l� nos arbustos.
- Onde est� sua m�e? - Acho que na cozinha.
- Est� a�, Sam? - Sim, Mark.
S� lembre que h� m�todos legais para convencer o Sr. Cady...
de que este � um lugar ruim para viver.
Faremos o poss�vel.
N�o tenho que te dizer para que mantenha os olhos abertos.
Disso pode estar certo. Obrigado, Mark.
Marilyn parou de latir. Talvez tenha apanhado um coelho.
Marilyn jamais apanhou um coelho.
- Se o fizesse, comeria ele? - N�o sabe que os coelhos s�o comida.
Sam! Sam!
Sam, v�m logo!
� a Marilyn! Ela teve um ataque!
V� buscar o carro!
Papai, o que houve?
Papai, o que aconteceu?
O que houve, Marilyn?
Ai, papai!
Abra a porta. Eu irei atr�s.
Voc� vai na frente.
Talvez ela n�o devesse vir.
N�o pode ficar aqui.
Dez a um que foi estricnina, Sam.
N�o a teria salvo embora tivesse chegado antes.
Para mim, � o mesmo que assassinar um humano.
� uma l�stima que Nancy viu isso.
Queriam que ela visse.
Obrigado, doutor.
N�o deixe o papai te ver assim.
� que a esta hora dou-lhe de comer.
Quero falar com voc�s.
N�o estou dizendo isto para as assustar...
mas quero que tomem cuidado.
Acredito que j� tem idade para saber por que.
Faz oito anos, fui testemunha contra um homem que mandaram para a pris�o.
O assunto � que ele saiu...
e me culpa por sua condena��o.
Ele envenenou a Marilyn.
Talvez, mas n�o h� provas disso.
Mas voc� sabe que foi ele.
Achar n�o � saber.
S� tome cuidado. � um homem grande.
Tem cabelo escuro.
Fuma charutos e est� acostumado a usar um chap�u Panam�.
Conseguirei uma fotografia com a pol�cia.
At� que tenhamos isto sob controle...
n�o quero que deixe esta casa ou a �rea da escola...
a n�o ser no autom�vel de sua m�e.
N�o h� com que se preocupar enquanto tome cuidado.
A pol�cia vigiar� a casa muito de perto.
� muito poss�vel que s� queira nos assustar.
Um homem assim n�o merece ter direitos civis.
N�o pode enviar para a cadeia um homem pelo que poderia fazer...
gra�as a Deus.
Acha que poder�amos ir viajar um tempo, tirar o Nancy da escola?
J� pensei nisso.
Mas Cady pode ir aonde n�s vamos.
O que vamos fazer a respeito desse homem?
N�o sei ainda.
Uma coisa eu sei.
N�o permitiremos que nos assuste.
Isso � entrar em seu jogo.
Sam?
O que faz aqui embaixo?
- Tinha fome e ouvi papai. - Onde est�?
Falando com um policial.
Provavelmente passou pelo beco e jogou a carne.
Obrigado por vir.
boa noite.
Nunca mais volte a fazer isso comigo.
Que provas f�sicas encontrou, Dr. Pearsall?
Encontrei um encurtamento de 2 cm na perna esquerda.
E as radiografias?
Revelaram que embora a fratura tenha sarado...
havia indica��o de dano degenerativo nas juntas.
Isso quer dizer que tinha artrite?
- Sim. - E qual foi seu diagn�stico?
Fratura do quadril com destrui��o superf�cial das juntas...
que provocou a dor e a restri��o de movimento.
Foi ent�o que operou a parte?
Sim.
Este modelo far� que o j�ri compreenda a opera��o.
- O que houve? - Dutton quer v�-lo em seu escrit�rio.
- Agora mesmo? - Agora mesmo.
Excel�ncia, pode me dispensar por uns minutos?
O Sr. Garner continuar� o interrogat�rio.
- Permiss�o concedida. - Obrigado.
Mantenha-os a� o maior tempo poss�vel. Agrade o jur�.
Sim. Sim, � muito claro.
Est� bem, se quer levar a coisa assim.
Ent�o diga ao condado que o caso � dele, isso � tudo.
Lamento te tirar assim, mas isto poderia ser s�rio para ambos.
Seu amigo Cady apareceu com o Dave Grafton.
Entendo.
conseguiu o homem adequado.
N�o para n�s. J� sabe como �. � apaixonado.
Tire o cigarro da boca de um vagabundo...
e em seguida vai ao prefeito alegar brutalidade polic�al...
e re�ne a patrulha de chatos.
- Ol�, Dave. - bom dia, Sam.
Espero que n�o tenha vindo disputar algum tecnicismo.
N�o, estou aqui como cidad�o, n�o como advogado.
- N�o se preocupe com os tecnicismos. - Muito obrigado.
Primeiro direi que meu cliente n�o quer dar problemas.
Simplesmente quer acabar com esta persegui��o.
A que persegui��o se refere?
Acredito que seus registros demonstrar�o o seguinte:
deten��o e cadeia sexta-feira passada...
Estou de acordo que, tecnicamente, est� em seu direito.
Menciono isto como princ�pio de um padr�o.
Que padr�o?
Minha inten��o � estabelecer esse padr�o.
S�bado, revistaram a habita��o e o autom�vel do Sr. Cady.
Ele protestou comtra essa revista?
Dpois, meu cliente virou suspeito de envenenamento de um c�o...
um ato desprez�vel, causando s�rios danos a sua reputa��o.
Espere um momento.
Nenhum de meus oficiais falou disto com ningu�m.
Possivelmente. Mas quando a pol�cia registra uma habita��o, acordada curiosidade.
na segunda-feira, a pol�cia deteve e interrogou meu cliente...
sob suspeita de assalto a m�o armada.
na ter�a-feira, for�aram-no a uma sess�o de reconhecimento pelo roubo de uma carteira.
Esta aten��o constante da pol�cia...
fez com que sua senhoria despejasse-o de seu apartamento.
Se viu obrigado a conseguir uma hospedagem mais cara.
Sim, e da�? A pol�cia n�o tem direito de interrogar um suspeito?
Se algu�m tivesse dito a uma semana...
que voc� era capaz de dizer algo assim...
me permita continuar com o padr�o.
na quarta-feira, detiveram-no duas vezes:
primeiro, por suspeita de assalto e depois por roubo de autom�vel.
Seu novo senhorio se inteirou disto de alguma forma...
e novamente, o Sr. Cady se viu for�ado a mudar.
Suas habita��es atuais s�o apertadas e inc�modas.
Hoje � quinta-feira. Deve estar acabando.
Por enquanto, sim.
Que padr�o � esse que est� falando?
Estou certo que o Sr. Bowden, como bom advogado, pode v�-lo.
Meu cliente � um ex-presidi�rio.
foi constantemente perseguido pela pol�cia...
sujeito a extrema crueldade mental e degrada��o p�blica.
Lhe negou inclusive um lugar adequado para viver!
Para ser franco, cavalheiros, meu cliente foi provocado.
E n�o � um fato tamb�m...
que com a escassez de m�o de obra que h�...
ter oficiais, obrigados dia e noite...
a vigiar a propriedade de um indiv�duo, seu amigo pessoal...
sem haver prova alguma de perigo?
refere-se a minha casa?
Sim, estou sim.
Ent�o, pergunto-lhe...
quem lhe deu essa informa��o?
Acredito que encontrar� que este � um assunto...
de conhecimento geral na delegacia.
Grafton, quero que escute isto.
N�o devo favores a Sam Bowden e tampouco os dou.
De cada 24 horas, dedicaram s� duas para vigiar sua casa.
Estou preparado para sustentar isso.
J� terminou?
Isso depende, cavalheiros.
Depende do tratamento que meu cliente receba de agora em diante.
Vamos, Sr. Cady.
Cavalheiros.
Nos vemos por a�, advogado.
Agora viu por que queria que escutasse isto, Sam.
N�o posso fazer nada mais sem uma a��o evidente.
Como um assassinato?
me mostre alguma lei que previna o crime.
S� podemos atuar depois dos fatos.
Lembra do homic�dio Hoffman?
antes de morrer, a Sra. Hoffman veio semanas seguidas...
nos dizer que seu marido a mataria, e eu acreditei nela.
Mas n�o podia prend�-lo por algo que estivesse pensando.
Isso seria ditadura.
Sam, voc� � um cidad�o correto. Gostaria que fosse diferente?
Ent�o, o que vou fazer?
Subir a ponte levadi�a?
Esper�-lo com uma pistola? Esperar os mantimentos chegarem de avi�o?
Essa � uma forma artificial de viver, n�o acha?
Sam, farei uma sugest�o humilhante...
e � humilhante para mim.
Contrate um detetive particular.
� o �nica coisa que pode fazer.
Chame o Charlie Sievers.
Se algu�m pode encontrar algo para nos apoiar, � ele.
- Um detetive particular. - Isso mesmo.
N�o farei o papel de ''sou um contribuinte''...
mas isso � o melhor que pode fazer?
Me fala para pagar pela minha prote��o?
Que dilema, n�o �?
Ou temos muitas leis ou n�o temos suficientes.
por que vamos por aqui?
H� melhores paisagens.
O que voc� sabe de paisagens?
Ou de beleza?
Ou de qualquer das coisas pelas quais vale a pena viver?
� s� um animal.
Tosco, luxurioso...
b�rbaro.
Continue falando, querida. Eu gosto quando me faz parecer mau assim.
Max Cady.
O que eu gosto em voc� �...
que � o mais baixo.
N�o espero que entenda isto...
mas � um fant�stico consolo para uma garota saber que...
n�o pode ir mais baixo.
Vamos, me conte mais de quando foi...
rainha do Baile do Profeta Fardado.
Telefonista, Delegacia de Pol�cia.
Me ligue com o sargento Elkins.
Ol�, Mike. � o Charlie Sievers.
Estou na esquina da Sherman com DeSoto.
Se quiser algo contra Max Cady...
ele est� num quarto com uma garota que chegou � cidade recentemente:
Diane Taylor.
Est� com ela agora mesmo. Sherman 2041 .
Tem mais de 18, mas pode det�-la por prostitui��o.
Essa � a casa. Segundo andar.
Abram! Abram!
A porta traseira est� aberta e h� uma escada l� fora.
Algo estranho aconteceu com ela.
N�o consigo tirar uma palavra dela.
Talvez voc� possa.
Srta. Taylor?
Possivelmente esteja mais machucada do que ache.
Quer que chame um m�dico?
Meu nome � Charlie Sievers. Sou detetive particular.
Eu posso ajud�-la.
N�o tem por que aguentar uma surra dessas.
Um homem assim n�o tem direito de estar livre.
A lei est� do seu lado. por que n�o a usa?
Ningu�m a culpa de temer Max Cady.
Esse cara � diferente e voc� sabe.
Surrou-a esta noite. Provavelmente o fa�a outra vez amanh�.
Inclusive poderia mat�-la.
Me deixe lev�-la � Divis�o de Homic�dios.
Mostrarei fotografias de garotas que se meteram com homens como Cady...
e, Srta. Taylor, sentir� nojo.
Mas se dar� conta da sorte que tem de estar viva.
por que n�o proteger-se?
Al�?
Poderia enviar um t�xi...
� esquina da Sherman com DeSoto?
Quero ir � rodovi�ria.
Certo.
R�pido, por favor.
Deixe a cidade se quiser, e como eu disse, ningu�m a culpar�.
Mas antes de ir, nos ajude a capturar este homem.
S� tem que ir � Delegacia de Pol�cia e fazer uma queixa.
Poderia fazer isso?
Se n�o for pelo seu pr�prio bem, pelo de outras?
Me proteger?
Ningu�m pode se proteger de um homem assim.
Tenho medo.
- N�o pode me ajudar. - Sim, eu posso.
Se acusar o Cady de agress�o, lhe dar�o seis meses de pris�o.
Seis meses.
E depois?
Quando saiu deste quarto...
disse...
que eu considerasse isto como um simples exemplo.
E pelo meu limitado conhecimento da natureza humana...
Max Cady n�o � o tipo de homem que faz amea�as em v�o.
De qualquer forma, voc� disse que n�o � pol�cial.
O que quer?
Tenho um cliente, o Sr. Bowden. O Sr. Sam Bowden.
Cady amea�ou a sua esposa e a sua filha.
N�o importam as raz�es.
O Sr. Bowden est� preocupado e n�o o culpo.
Voc� conhece o Cady.
Acredita que eu poderia...
alguma vez...
em toda minha vida...
lhe repetir...
a outro ser vivo...
o que esse homem...
o que ele fez?
E a minha fam�lia?
Eu tamb�m sou filha de algu�m.
E os jornais da minha cidade?
Acha que eu suportaria que lessem o que...
Acho que fiz voc� vir aqui para nada.
N�o ir� falar, vai embora no pr�ximo �nibus.
Este � o Sr. Bowden.
Mais uma vez, antes que seja muito tarde, poderia reconsiderar?
Sinto muito.
S�rio, eu sinto muito.
O que faremos agora?
N�o o siga mais. Est� desperdi�ando dinheiro.
Ele esperava que o seguissem.
E cada vez que quiser fugir, encontrar� uma maneira.
O que sugere ent�o?
Fa�a-o mudar de opini�o.
Ligue para um sujeito chamado Jepson.
Alex Jepson.
Ele tem alguns amigos dur�es no porto...
e pela quantia adequada...
Est� brincando?
- N�o posso considerar isso. - Tudo bem.
Voc� � advogado e acredita no estado de direito.
� sua fam�lia, n�o a minha.
Os sujeitos assim s�o animais...
e tem que trat�-los como animais.
Esse � meu conselho.
Quando poderemos ter um como esse?
Est� em nosso programa financeiro para o ano de 1980.
- O que � ''financeiro''? - � o que n�o temos.
Procurava uma desculpa para sair daqui e por fim a encontrei.
- Esqueci os pratos e copos de papel. - M�e, voc� fez de prop�sito.
N�o pode me condenar por simples suspeitas.
Se um rato pode abandonar o navio, por que n�o dois?
- Tome conta daqui por um minuto. - aonde vai?
Tenho que pedir ao Tony que diluam mais o Tiner.
Se somos uma fam�lia de ratos, ent�o eu tamb�m vou.
N�o. Voc� representa um grande passo na evolu��o.
E n�o manche o deque com isso.
Nancy! Ol�, do navio!
- Voc�s v�o ao piquenique? - Sim, se terminarmos aqui logo.
- iremos esquiar, tudo bem? - Est� bem.
O que voc� faz aqui?
Estou bebendo esta cerveja, advogado.
Fa�a isso em outro lugar.
O homem me vendeu uma cerveja talvez me alugue um barco.
Quantas leis tem contra isso, advogado?
Olhe, Cady...
talvez fique impune de envenenar um c�o...
e de surrar uma pistoleira como Diane Taylor.
N�o abuse de sua sorte comigo.
Ela se est� se tornando...
t�o gostosa como sua esposa, n�o �?
Seu filho da...
N�o vai me for�ar a nada, advogado.
J� teve sua chance.
Eu terei a minha mais tarde.
Acho que viram isso, n�o �? N�o pus uma m�o em cima dele.
Eu estava cuidando da vida, o homem se aproximou e come�ou a...
O que acham disso?
� ele, n�o �?
Saiu correndo na minha frente!
- Nancy, querida, est� bem? - Saiu correndo.
Eu v� ele! Vi aquele homem!
Me seguiu at� a escola e eu n�o podia me libertar!
Est� bem, querida.
Tentei escapar, mas... Ele est� aqui. Ele est� aqui, mam�e.
- Por favor, querida. - Est� aqui!
- Como vai? - S� est� machucada.
O m�dico lhe deu um sedativo.
Sinto muito, Sam. Pensei que demoraria s� um momento na loja.
Sam! Est� louco?
Sam, ele n�o fez nada nela!
- N�o a machucou! - N�o esperarei que o fa�a.
Quer escutar, por favor?
Seria homic�dio. Voc� sabe.
Quer nos arruinar? N�o � isso o que ele quer?
Em nome de Deus, pague a ele, d� dinheiro para que v� embora...
mas n�o fa�a isto conosco.
Se entrar nesse carro, chamarei � pol�cia.
N�o chegar� na metade do caminho antes que lhe prendam.
me ligue com a pol�cia.
Por favor, apresse-se.
Posso falar com o delegado Dutton?
A Sra. Bowden.
Bowden. A esposa de Sam Bowden.
Sim, � urgente. � muito urgente.
Quer apressar-se?
Ol�, Mark. Sinto muito. Foi alarme falso.
Est� tudo bem.
Falaremos mais tarde. Est� bem. Adeus.
Est� suando um pouco, n�o �, advogado?
Eu sei como �.
Eu tamb�m suei.
Durante oito anos eu suei.
Me paga um drinque?
- Gar�om? - Quero um duplo, gar�om.
Doze anos.
Minha primo rico diz que nada � bom o suficiente para o velho Max.
- Quanto quer, Cady? - Como �?
J� me ouviu. Disse ''Quanto quer?''.
Advogado, me perdoe. Sou um pouco lento at� beber meu primeiro gole.
- Acho que est� falando de dinheiro. - Isso mesmo.
Isso � muito comovente.
Um ex-presidi�rio chega a uma cidade procurando come�ar de novo...
e um de seus cidad�os mais not�veis oferece-lhe ajuda econ�mica.
Isso basta para renovar a confian�a na natureza humana.
com certeza que sim.
Ou�a, amigo.
Tem amendoim salgado com casca?
- Com casca n�o. - Esquece.
- Terei que educar esta cidade. - Vamos. Me d� uma resposta.
Tenho que fazer um c�lculo, advogado.
Quanto acredita que valham oito anos perdidos?
- Um tribunal poderia lhes dar um valor? - N�o mude o assunto. Quanto?
� muito simples.
Eu gosto de dar um valor �s coisas.
Como o valor de oito anos, o valor de uma fam�lia.
Interessantes c�lculos, n�o acha, advogado?
Que bom que n�o tomou isso. Vai lhe fazer mal.
Ou�a, meu primo quer me pagar outro drinque.
Dez mil d�lares agora, e outros dez nos pr�ximos dois anos...
Para que se mantenha fora do estado.
Supomos que eu volte se acabar o dinheiro?
Darei uma resposta simples para isso: Eu mato voc�.
Me deixe ver. Vinte contos...
� menos de 3000 por cada um de meus oito anos.
Advogado, acho que n�o ouviu falar de sal�rio m�nimo.
Agora, s� por divers�o...
sigamos falando dos valores: o valor de uma fam�lia.
Nem sequer sabia que eu tinha uma fam�lia, n�o �?
Uma esposa e um filho. Eu tinha isso quando voc� me mandou pra cadeia.
Ela me deixou. Jamais me visitou.
- Assinei os pap�is de div�rcio. - O que esperava?
N�o, n�o foi isso. N�o suportou que eu fosse preso.
N�o suportou a desgra�a. E tudo foi culpa sua, n�o minha!
Se casou com um encanador. Terminaram com uma ninhada de meninos.
Meu filho nem sequer me conhece.
Assim que sa�, fui visit�-la.
O encanador estava trabalhando e os meninos estavam na escola.
Ela pegou um ati�ador e veio me bater na cabe�a com ele.
Eu a desarmei e a acalmei. Subiu se arrastando no carro.
- Levei ela a 80 km dal�... - por que me conta tudo isto?
Porque quero lhe contar tudo isto.
Naquela noite, fiz com que chamasse o encanador e lhe dissesse...
que ia tirar umas f�rias dele e dos meninos.
Ent�o fiz que se sentasse e me escrevesse uma carta rom�ntica...
me pedindo uma segunda lua de mel.
Ela datou e assinou.
Fiz que escrevesse muitas palavras sujas. A mantive ocupada por tr�s dias.
- Come�a a entender? - Estou entendendo.
Bom.
Ent�o lhe disse que se alguma vez me delatasse...
enviaria uma c�pia dessa carta ao encanador.
Fiz ela beber outro litro de u�sque...
Joguei fora seu vestido e seus sapatos, e lhe dei uma boa chance...
para que fosse para casa.
Hist�ria encantadora. O que quer provar com isso?
Advogado, sendo t�o brilhante, � muito lento entendendo as coisas.
Veja, eu estive queimando durante oito anos.
Agora, como dizem, estou tranq�ilo � respeito da minha querida esposa.
Ent�o, n�o h� acordo.
Est� entendendo, advogado.
Quando estava na cadeia...
s� pensava em sair e matar algu�m.
Queria mat�-lo lentamente com minhas pr�prias m�os.
Todas as noites durante sete anos, matei esse homem.
E o oitavo ano, eu disse: ''Ah, n�o."
"Isso � muito f�cil. Muito r�pido''.
Conhece a morte chinesa dos mil cortes?
Cortam o dedo pequeno do p�, depois um peda�o da orelha, do nariz.
Eu gosto mais disso.
O dedo pequeno significa "filho". � isso, n�o �?
Essa � sua forma de pensar, advogado, n�o a minha.
Minha forma de pensar.
Maldito desgra�ado.
J� vi o pior, a esc�ria...
mas voc�... voc� � o mais baixo.
Fico doente de respirar o mesmo ar.
Ou�a, amigo. Meu primo me deixou o suficiente para outra rodada.
Esta n�o � uma guerra de nervos. Ele n�o quer dinheiro.
Ele est� atr�s da Nancy.
E chegar� a ela cedo ou tarde, a menos que o fa�a mudar de opini�o.
N�o posso acreditar. N�o posso.
Disse que era muito inteligente para arriscar-se.
Como vai tocar ela sem se arriscar?
O que voc� faria se a atacasse?
- Mand�-lo prender? - Como pode perguntar isso?
� obvio! O que houve com voc�?
Faria com que o julgassem? Enviaria ele para o tribunal?
Naturalmente, negaria tudo.
Isso significa que Nancy teria que testemunhar.
Nunca viu uma crian�a testemunhar nesses casos.
Gra�as a Deus que n�o viu.
H� os relat�rios cl�nicos...
e as perguntas...
e as respostas detalhadas que ela teria que dar.
Teria que as dar...
porque ele o negaria e ter�amos que provar sua culpa.
Quem acreditaria em um animal assim?
Ningu�m. Ningu�m mesmo!
Mas isso n�o a liberaria das perguntas.
E Cady sabe.
Ele sabe...
que nunca permitir�amos que isso acontecesse.
Tem que haver algo que possamos fazer. Tem que haver.
E existe.
Existe.
Ora, � a Sra. Bowden?
Sim, sabia que era. S� queria voltar a ouvir sua voz.
Quer saber?
Durante oito anos sonhei com uma mulher com uma voz como essa...
murmurando no meu ouvido, bem pertinho...
N�o! N�o!
dizendo: ''querido..."
Sam!
Cale essa boca, seu...
Advogado, agora voc� deu um passo errada, n�o �?
N�o sei o que a Ordem dos Advogados ir� dizer...
de que um de seus membros fa�a uma emboscada...
mas eu sei o que diz a lei.
Acaba de p�r a lei nas minhas m�os...
e vou usar ela para acabar com voc�!
Nada pode me deter. Voc� sabe disso, n�o �?
Essa casa, esse carro, essa esposa e essa filha...
agora n�o valem nada para voc�.
Agora voc� me escute! Voc� quis isso.
Voc� quis isso e se n�o for embo...
Errou, amigo. E eu vou lhe ensinar o que � estar errado.
Falando de sua esposa e sua filha...
tenho uma brincadeira pronta para elas.
Lembra da hist�ria que lhe contei sobre minha mulher?
Isso foi divers�o, advogado. Foi brincadeira de crian�a.
Tenho algo planejado para sua esposa e a sua filha que elas nunca ir�o esquecer.
Nunca ir�o esquecer, e voc� tamb�m n�o, advogado. Nunca.
Nunca ir� esquecer.
N�o posso acreditar que estamos...
parados aqui falando de...
matar um homem.
Ainda h� muitos obst�culos.
N�o posso fazer isso sozinho. Precisarei de ajuda.
� obvio, n�o poder�amos engan�-lo aqui. Sabe que estamos de vigia.
Mas se ele tivesse a id�ia...
de que pensamos que ela est� a salvo...
Ela?
N�o pode estar falando da Nancy.
N�o se preocupe.
N�o farei nada que n�o seja infal�vel.
N�o farei nada que possa deix�-la em perigo.
Isso n�o evitar� que ela fique aterrorizada. Ela � s� uma menina.
E o terror que sentir� se a encontrar realmente sozinha?
- Sam. - Bom dia, Dave.
Dormiu bem ontem � noite?
O suficiente.
N�o se incomode em abrir isso. Voc� teve seu �ltimo caso neste estado.
Os tr�s brig�es que contratou acabaram no hospital ontem � noite.
Um pensou que fosse morrer e falou.
- Ah, e o juiz quer v�-lo. - Bom. Eu tamb�m quero v�-lo.
Dir� para voc� que iniciei os procedimentos para o expulsar da Ordem.
- N�o perdeu muito tempo, n�o �? - S� estou come�ando, Sam.
A Comiss�o de �tica est� reunida agora mesmo.
Trabalham bem r�pido. � melhor ter sua vers�o pronta para amanh�.
N�o acha que a comiss�o vai ver se sou culpado de alguma coisa?
A Comiss�o s� interessa que a profiss�o legal n�o tenha nenhum criminoso.
depois de ontem � noite, estou muito curioso de ver como responde a isso.
- Bom dia, George. - Bom dia, Sam.
S� vim te dizer que tenho que te entregar o caso.
Darei a not�cia ao juiz.
Perdeu a cabe�a?
Veio ao homem errado, Sam. Dave Grafton j� esteve aqui.
N�o tem nada para se basear. Est�o interrogando o Jepson a� dentro.
Se ele falar, terei que te prender antes de sair do pr�dio.
Se me prender, quem proteger� a minha fam�lia? Voc�?
Esse foi um golpe baixo, Sam. Grafton est� me vigiando.
A �nica resposta ao Dave Grafton, a Comiss�o de �tica...
e atodos eles, � desmascarar o Cady.
N�o pode faz�-lo com vigil�ncia! � muito esperto para isso!
Mas tenho algo cuidadosamente planejado.
H� uma casa-barco. Est� no rio Cape Fear.
Tem um camarote, um telefone. Est� isolada. � dif�cil de achar.
- � o lugar perfeito para esconder minha fam�lia. - N�o h� um lugar perfeito!
Acha que o Cady acreditaria que deixou a sua fam�lia sozinha?
Isso � o que me fazia hesitar.
Esta manh�, Grafton me deu a resposta numa bandeja de prata.
Est� me obrigando a viajar para Atlanta amanh�...
para aparecer perante a Comiss�o.
Pode apostar que o Sr. Cady me seguir� at� o aeroporto.
Mas assim que eu chegar em Atlanta, alugarei um autom�vel e voltarei para a costa.
Alugarei um barco no p�er Hennessey.
Em algumas horas estarei com a Peggy e a Nancy...
e Cady pensar� que estou sofrendo em Atlanta.
O pr�ximo passo � que ele v� para l� quando estivermos preparados.
Esse � seu departamento. Sabe que est� ligado ao caso.
Ele te seguir� quando deixar a cidade se o fizer pensar assim.
- Quando ele desembarcar, voc� mata ele? - Isso mesmo.
N�o pode mat�-lo por entrar ilegalmente. N�o mais.
- Cady tem um bom caso contra voc�. - Ser� mais que uma entrada ilegal.
Mas tampouco quero esperar que ele limpe o sangue das m�os.
Espera a�. Espera a� um momento.
Eu te escutei. Agora voc� vai escutar.
Far� algo est�pido sem ajuda e vai precisar de muita.
Eu n�o posso te ajudar, embora eu quisesse.
Esse � territ�rio do condado.
Mark, voc� conhece o xerife. Ser� cerimonioso em um momento como este?
S� tem que pegar o telefone!
E pedir homens para ajudar algu�m a quem deveria prender?
N�o quero meia d�zia de policiais.
Isso poria Cady e o Grafton em alerta.
A cidade inteira ficaria sabendo num minuto.
S� posso me arriscar com um. S� pe�o um.
Conseguir� ele para mim?
Bem, a esta hora, na pr�xima semana, poderei voltar a patrulhar as ruas.
RIO CAPE FEAR
Devemos ter virado � esquerda um quil�metro e m�dio l� atr�s.
Estamos completamente isoladas? Nenhum visitante mesmo?
- Disse algo para a Betty? - N�o disse nada a ningu�m.
Bem, tenha uma boa viagem a lugar nenhum.
- Verei voc�s em alguns dias. - N�o se perca quando voltar para casa.
Acha que pode aguentar este sil�ncio e tranq�ilidade?
N�o se preocupe com a Nancy.
Ela tem sangue de pioneira.
Estou indo.
O v�o 403 para Atlanta...
est� chegando pelo port�o tr�s.
Aten��o, por favor. Passageiros para Atlanta...
o v�o 403 est� chegando pelo port�o tr�s.
- Tenho um relat�rio para Sam Bowden. - Sim, senhor.
Estava no v�o 403?
Sim, senhor.
Agora n�o sei se envio pelo correio ou n�o.
N�o temm id�ia de quando ele retornar�, n�o �?
Vejamos.
Fez uma reserva para voltar, senhor.
- �s 18:00 h da quinta-feira. - Vou mandar por entrega especial.
- Obrigado. - De nada.
- � um tronco batendo. - N�o, n�o � isso. Escute.
� um barco.
� de se esperar que existam barcos.
N�o ouvimos nenhum ontem � noite.
Est� se aproximando.
- Peg! Nancy! - � o papai!
Gra�as a Deus que � voc�!
Papai!
Este � o Sr. Kersek, do escrit�rio do xerife.
- Como vai voc�? - Ol�. Entre.
N�o acham que � hora de nos prepararmos para dormir?
Onde vou dormir?
Aqui, com sua m�e. O Sr. Kersek e eu dormiremos em terra.
- Quer mais caf�? - Se n�o for inc�modo.
- Nos d� uns minutos? - Claro.
At� agora est� tudo bem.
Estamos todos aqui.
Cady acha que estou em Atlanta.
Ainda pode dizer n�o se quiser, Peg.
Nada ir� come�ar...
a menos que eu ligue para o Charlie Sievers.
Ligue para ele.
Eu o segui at� que ele me viu, Sr. Bowden.
Ent�o foi ver se seu carro estava em casa e o de sua esposa tinha sa�do.
Olhou dentro da caixa de correio, mas n�o levou nada.
Ent�o alugou o barco.
Tony lhe disse que seu barco n�o tinha sa�do a semana inteira.
Mas o resto, bem, suponho que at� agora conseguimos.
Porque se esteve me seguindo, n�o pude v�-lo.
Ainda acho que ele far� isso. Voc� � a �nica pista que ele tem.
- Comece a se mover amanh�. - Certo.
- Sim? - Parece que conseguimos.
Estou a meio caminho de Cross's Landing e n�o h� sinal dele.
Quer que eu continue ou que volte e tente de novo?
Ele pode ter trocado de carro?
Sim, ele pode ter trocado de carro, mas estive de olho nos motoristas.
- O que me diz? - Se n�o o esteve seguindo...
tentar de novo n�o ajudaria em nada.
- Siga em frente. - Est� bem.
- Sete a zero. - Por enquanto. S� por enquanto.
Todas as ilhas s�o parecidas. Siga isto e n�o poder� errar.
Ok, obrigado.
Morrer� sem uma s� cicatriz em voc�.
Eu fui muita areia para seu caminh�ozinho.
Kersek!
Diga para a telefonista para ligar para o escrit�rio do xerife!
Mande enviar mais homens r�pido!
N�o, qual �?
N�o est� t�o assustada.
Se pensar direito, qual o motivo para se ter medo?
Voc� n�o � bobo. � muito esperto.
Nunca comete enganos. N�o se arrisca.
Se me tocar, voltar� para a pris�o e ser� perp�tua.
- Quer apostar? - � verdade! Eu n�o sou como Nancy!
N�o tenho medo de testemunhar! Eu juro! Pode acreditar! N�o tenho medo!
E voc� � esposa de advogado?
N�o consegue entender?
Com consentimento, n�o podem me acusar de nada.
Olhe...
quero que ou�a isto.
Evitar� muitas confus�es.
Olhe!
Eu ia atr�s da Nancy...
mas sempre poderei faz�-lo depois com o Nancy.
Sabe, semana que vem, m�s que vem...
Espera a�!
Voc� me fez uma proposta.
Voc�, no lugar da Nancy...
e eu aceitei nunca mais te ver de novo.
A menos, claro, que voc� queira...
E assim � como d� seu consentimento.
Isso n�o � consentimento, � chantagem!
As raz�es n�o importam. Pode ir verificar.
No que concerne � chantagem...
s� pensa que irei atr�s da Nancy.
Venha aqui!
S� est� jogando na defensiva.
Seu marido apreciar�...
seu nobre gesto.
E nunca o esquecer�!
Por favor! Por favor! Por favor!
Afinal, eu n�o acho...
n�o acho que ele v�...
n�o acho que ele v� falar muito sobre isto.
Voc� n�o vai falar disto, n�o �?
N�o vai?
N�o! N�o!
Nancy! S� queria te afastar dela!
� a Nancy!
Telefonista!
Ele est� aqui. Ele est� aqui!
Nancy, sai daqui. Corre e se esconda.
Corre e se esconda! Corre!
Se esconda! Se esconda! Corre! Se esconda!
Vai em frente.
Vai em frente. N�o estou nem a�.
N�o. N�o!
Isso seria muito f�cil, muito r�pido.
Suas palavras. Lembra?
Pois, eu sim!
N�o.
Vamos cuidar muito bem de voc�.
Vamos cuidar de voc� at� que sare.
E voc� � forte, Cady.
Viver� uma longa vida em uma cela.
� onde deve ficar.
E � para onde ir�.
E desta vez, pelo resto da vida!
Bater� a cabe�a contra as paredes!
Contar� os anos, os meses, as horas...
at� o dia em que apodre�a!
Traduzido e corrigido por ElWoOdBlUeS - 2012
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