All language subtitles for Le nozze di Laura (2015) Por

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Bom dia!

- Bom dia! - Hoje vamos falar sobre a letra "S".

A letra "S" suave e a letra "Z" suave

tamb�m se denominam sonoras.

Vamos dar exemplos de palavras com a letra "Z" suave. Queres tentar?

- Com "Z" suave: zanzara. - Muito bem.

- Azalea! - Boa.

- Dozzina. - �timo. Isso mesmo.

- Zavorra, zimbello. - Boa.

- Bellezza. - Bellezza, n�o. Porqu�?

- Em belezza � dura. - � dura. Tu nunca est�s atenta?

- N�o � verdade. Estou atenta. - Est� sempre a olhar para o Marco!

- � uma �tima oportunidade. - V� l�.

- Est�s a gozar? - Vai!

For�a!

- Anda! - D�-lhe um beijo.

- V� l�. - Laura!

Laura, aonde vais?

- Parab�ns, Laura! - Obrigada, m�e.

- Como vais festejar? - Ainda n�o sei, mas...

Tenho de... tenho v�rios convites. Tenho de me decidir.

- �s tu? - Sim.

Se soubesse que ias ficar em casa, tinha preparado alguma coisa.

- N�o vou ficar em casa. - Aonde vais?

Falei com aquele rapaz do curso no fim da aula.

Fal�mos muito.

Falou-me de tudo, at� da namorada.

Est� um bocado farto dela. Deu a entender.

- � por isso que gosta de falar comigo. - Porque o compreendes?

Sim. Portanto, basicamente...

Durante a conversa, calhou dizer que fazia anos hoje.

Disse-lhe, e ele disse que queria passar o dia comigo.

Porque rejeitas um homem que te adora?

- Guarda os insultos para o teu inimigo. - Tu �s o meu inimigo!

Se mataste o Lisandro, mata-me a mim tamb�m!

N�o estou manchado com o sangue do Lisandro.

- Diz-me que est� vivo. - O que me d�s em troca?

O privil�gio... de nunca mais me voltares a ver!

Cala-te. Tenho nojo s� de olhar para ti.

Esteja ele morto ou vivo, nunca mais me voltas a ver!

Desculpe...

Posso dizer uma coisa?

Pode.

Pode parecer estranho, porque nunca reparo nestas coisas.

O qu�?

Os seus sapatos s�o fant�sticos.

Acha?

Hesitei muito em compr�-los. Pareciam-me muito giros, mas n�o tinha a certeza...

- S�o fant�sticos. Acredite. - Obrigada.

- N�o tens senso comum? - Mas agora o Dem�trio n�o te ama.

Muito prazer. Chamo-me Hermes.

Muito gosto. Laura.

N�o sente um cheiro horr�vel a solvente?

Lamento. Receio que seja eu.

Tenho uma lavandaria. Espero que n�o seja muito incomodativo.

N�o, claro que n�o. At� gosto.

Se tivesses um m�nimo de cortesia, n�o me humilharias assim.

- Roma � linda, n�o �? - �, sim.

A minha tia viveu aqui 35 anos e diz que � a cidade mais linda do mundo.

Excetuando Corigliano!

- De onde �? - De Verona.

- Como veio aqui parar? - Uma pessoa de Verona pode sentir-se s�.

- Uma de Rocca Imperiale tamb�m. - Onde � isso?

Na Cal�bria.

N�o pensei que fosse do sul. N�o tem sotaque.

Estou a estudar dic��o. Obtenho o diploma em breve.

- Ent�o, � isso! - O que faz aqui?

� uma longa hist�ria.

H� 55 anos, o meu pai abriu a primeira lavandaria em Verona.

Trabalhou naquilo a vida inteira com a minha m�e e pensava que eu faria o mesmo.

Mas eu queria fazer outra coisa. Queria viajar, conhecer pessoas.

- E um dia decidi vir para Roma. - Para fazer o qu�?

Abrir uma lavandaria.

Acabei de descobrir que a minha mulher me anda a enganar.

Sentamo-nos neste banco?

- Ou est� com pressa? - N�o!

Ia sair com um rapaz, mas mudei de ideias.

- Deve ser terr�vel. - O qu�?

O que aconteceu com a sua mulher.

- R�i as unhas? - �s vezes.

- Posso? - O qu�?

Faz-me lembrar as da minha mulher quando �ramos mi�dos e brinc�vamos com o arco.

- Diga-me se devo parar. - N�o.

No outro dia, fui mais cedo para casa para fazer uma surpresa � minha mulher...

... e encontrei-a na cama com o meu melhor amigo,

que ficou vi�vo recentemente.

Tentaram explicar-me. Mas explicar o qu�?

Lamento muito. Ningu�m merece passar por isso.

N�o sei. Tamb�m sou humano, mas sempre a respeitei. Sempre.

Antes de entrar no teatro, pensei em matar-me.

Desculpe dizer-lhe isto, mas...

Tenho de me perder num sonho.

Como?

Quer vir comigo? Se n�o quiser, diga.

Ofere�a-me este sonho.

- Quer oferecer-me um sonho? - Sim.

- Sim? - Mas n�o sei como...

- Por favor! - Aqui...

- Por favor! Mas... - � urgente. Por favor!

Tenho de lhe agradecer.

Fez-me voltar a ter confian�a na vida e nos outros. Obrigado.

- De nada. - Ent�o...

Posso fazer alguma coisa por si?

Gostaria que aceitasse isto.

� a caneta que a minha m�e me ofereceu quando abri a lavandaria em Roma.

- N�o... - Aceite, por favor. Quero que seja sua.

Obrigada.

Procuramos um t�xi?

Est� livre?

Fa�a favor.

Boa noite.

Leve a menina... Onde mora?

- Em que rua? - Diga-lhe a morada.

Via Tuscolana, 1215.

Tuscolana? Portanto...

Deve chegar. Obrigado.

N�o, por favor. N�o fa�a isso. N�o chore.

- N�o estrague tudo. - Eu?

ROB LAVAGEM A SECO ECOL�GICA

- Bom dia. - Bom dia. Diga?

Estou � procura dum tal Hermes. � dono duma lavandaria.

- Conhecemos algum Hermes? - N�o. Acho que n�o.

- Tem a certeza? - N�o me diz nada.

- Obrigada. - De nada.

LAVAGEM E PASSAGEM A FERRO NUMA HORA

Bom dia, senhora.

Estou � procura dum homem de Verona que tem uma lavandaria.

- Como se chama? - Hermes.

- Que nome � esse? - Significa Merc�rio.

- Bem... n�o. - Lamento.

- Obrigada na mesma. - De nada.

LAVANDARIA

Desculpe, senhora...

Ando � procura, provavelmente em v�o, dum certo Hermes

que tem uma lavandaria. - Na Via Pretorio h� um Hermes.

O que vendia fruta? Esse morreu h� muito.

Hoje vamos fazer uma coisa muito importante: rir e chorar.

Quero que mostrem que est�o a rir, mas eu tenho de acreditar.

- Queres tentar? - Sim.

Observem com aten��o para me dizerem se vos agrada, se parece real ou n�o. Ri!

Dou-te vontade de rir? Ri!

Agora, come�a a chorar de repente.

Prefiro quando ris. Quero ver-te a rir.

Agora prepara-te para chorar. Quero ver l�grimas. Muito bem!

Pensa na �ltima rapariga que te deixou e ri-te. Voc�s, n�o!

N�o me sinto bem.

- Desculpe! - Sim?

- Posso sair um momento? - O que se passa?

- Tenho a cabe�a a andar � roda. J� passa. - Vai. N�o te preocupes.

- Est� tudo bem? - Sim!

- O que se passa? - Nada!

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � convosco,

bendita sois v�s entre as mulheres

e bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, m�e de Deus, rogai por n�s pecadores,

agora e na hora da nossa morte. �men.

Os teus pais rezaram todas as noites para que tu conhecesses algu�m.

Est�s sob a minha responsabilidade e engravidas dum homem que viste uma vez.

O que lhes vou dizer?

Disseste que esse Hermes � como se nunca tivesse existido.

Fa�amos como se nunca tivesse existido.

O que significa nunca ter existido?

N�o aconteceu nada. Est� bem?

E n�o lhes digo nada?

Assim que poss�vel, livras-te do problema. Percebido?

Se dizes � tua m�e, mato-te.

Obrigada.

- Bom dia. - Bom dia, Schincaglia.

Vamos. J� � tarde.

Temos de recuperar. Estamos atrasados.

- Seis homens para apanhar lim�es. - Oito para as mandarinas.

- Demasiado. - N�o. Est� certo.

- Passa o p�o e as salsichas. - J� vai.

- Acho que s�o demasiados. - Bebe um copo de vinho.

Um belo copo de vinho e j� ficas contente.

Estamos quase a chegar.

- � de Crotone? - N�o. De Rocca Imperiale.

- Roma � linda, n�o �? - N�o.

- Est�s contente por voltar? - N�o.

- Bem-vinda, Laura! - Obrigada.

- Eu levo... - Obrigada.

- Os teus pais est�o � tua espera. - Sim.

- Est�o a almo�ar? - Sim. J� est�o � mesa.

- Fizeste boa viagem? - Sim, obrigada.

De nada.

Sim. N�o.

Em Mil�o, amanh�. Dezoito, vinte ba�s.

- N�o. - Laura!

Sim.

- Como est�s? - Bem.

N�o. V�o para Bruxelas. Sim. Adeus.

Sim. Adeus.

- Est�s de volta? - Sim.

- Pensava que ficassem contentes. - Com o qu�?

- Em ter-me de volta. - �s tal e qual a tua tia Mariele.

- Eu sei, pai. Engordei um pouco. - Do que est�s a falar?

Ando na escola de dic��o. Ol�, Caterina.

- Laura! - Obrigada.

Chega.

Isso � uma tatuagem?

Duas. S�o tartaruguinhas da sorte.

Sorte tens pouca.

Estou curioso.

O que vais fazer a Roma

se n�o � para voltares casada com algu�m

que fala diretamente ao dinheiro em vez de trabalhar a terra como n�s?

Lembras-te de quando disseste que odiavas o trabalho do teu pai?

E que o cheiro das laranjeiras em flor te dava v�mitos?

� esse cheiro que te permitiu passar cinco anos em Roma a estudar.

- Eu sei. - O que pensas fazer?

N�o sei, m�e. Vou ver o que posso fazer.

Com a tua idade?

Anda comigo. Vem.

S�o todos mais novos do que tu. V�s como se mexem?

Fazem turnos de dez horas por dia.

- Sim. - Tens de ganhar a vida.

- Como? - Tens de perceber como funciona.

S� a trabalhar � que se percebe. Est� bem? Vamos para dentro.

Anda para dentro.

P�e-te � vontade.

O teu pai pensa que te pode fazer bem trabalhares aqui,

come�ando de baixo, a apanhar o que apanham as outras mulheres.

Ou para ti n�o serve?

- Aonde vais? - � casa de banho.

- Ainda aqui est�o? - N�o os tinhas mandado embora?

Queria avisar-vos, quer�amos avisar-vos

que os vossos pap�is j� chegaram.

- Os documentos est�o a chegar. - Nunca mais acabam?

Basta!

Chega! � idiota! J� te avisei! Tens de deixar os trabalhadores em paz.

Vai-te embora!

LOJA DE MOBILI�RIO

Que bom ver-te!

Anda c�!

Est�s um bocadinho p�lida.

- N�o. - Est�s, sim. O que aconteceu?

- Queria falar com ele. Ele est�? - N�o est�.

Vou ver se o encontro.

Senta-te.

Devias ter ligado de manh�. Sabes como fico preocupada. Sim.

Tenham cuidado, por favor. Sabes quem est� aqui?

A Laura. J� voltou. Quer falar contigo. Vou-ta passar.

Estou? Ol�. Tenho de falar contigo.

N�o pelo telefone. � urgente.

Est� bem. Adeus.

Deixa-me sempre preocupada. Anda atr�s daquelas almas desesperadas.

Mas os supervisores n�o querem.

Insistem e s�o amea�ados. S�o perigosos...

Em Roma, um padre disse-me que n�o se sabe o nome da esposa de Can�.

O teu tio sabia.

- Sabia como, se n�o h� registo nenhum? - Tinha o teu nome.

- Era o que ele dizia sempre. - Eu sei.

S� que eu j� n�o me caso.

Ol�.

- S�o o Andrea e o Giovanni. - Laura.

N�o estavam c� dantes. Agora, est�o.

- �s a prima de Roma? - Sim, mas agora j� n�o.

Voltaste porque preferes estar aqui?

� uma hist�ria um pouco mais longa.

- Os meus pais queriam-me na Alemanha. - H� l� um instituto...

... para pessoas mais lentas.

- Mas n�s n�o somos lentos. - N�o.

- De certo modo, � mais f�cil para n�s. - Exato.

- Querias falar comigo... - Sim.

- Ent�o? - � um bocado dif�cil de dizer.

- Discutiste com o teu pai? - N�o. � muito pior.

Coragem.

Fiz uma asneira.

Fiz uma asneira enorme.

Em Roma, no dia dos meus anos, conheci um senhor...

Conheci um senhor. Parecia uma excelente pessoa. Juro.

Era carinhoso e simp�tico.

Mas afinal n�o era boa pessoa.

N�o era nada boa pessoa. Aconteceu...

... o que eu queria que acontecesse, mas n�o devia ter acontecido.

Est�s gr�vida? Sim!

Andei � procura dele por todo o lado, mas n�o o encontrei.

N�o sei o que fazer. Se digo ao pai, vai-me dizer para abortar.

N�o.

Como posso ir ao hospital com uma hist�ria assim?

Uma deficiente que acreditava poder ter uma rela��o e que foi lixada.

No hospital, h� de haver algu�m que me conhece. De certeza.

- Eu fico com ele... - O que queres dizer?

- Deixa-te ir. - Como?

Convence-te de que �s amada.

- Eu sei que � dif�cil... - Amada?

- Eu, amada? - Sim.

Por quem?

Por Ele.

Por Ele que nos ama a todos. Ele ama-me a mim e a ti.

Ama-os a eles. Ama o tipo de Roma tamb�m.

O tipo � um porco!

Sim, mas Ele ama-o, sen�o n�o seria Ele.

Pensava que me querias ajudar.

N�o pensava que fosses gozar comigo.

Sempre te contei tudo e sabes que nunca estive com um rapaz.

Eu sei. Ele ama-te.

Ele ama-te. Ele ama toda a gente.

- Deixa-me. - N�o acreditas, pois n�o?

Disseste que ia conhecer o homem da minha vida em Roma.

Conheceste um homem.

- Um homem que me arruinou a vida. - N�o.

O SONHO DE LAURA

- Ainda h� mais? - Sim, ali.

Vem para aqui para ao p� de mim e faz o que eu fa�o.

Pega nas luvas.

Importa-se de n�o olhar para mim assim?

- �s quem eu penso? - Sou.

E o que fazes aqui?

Trabalho.

Este � grande. Tens de o p�r aqui.

- Desculpe. Posso? - Sim.

Deixo-vos.

Chamo-me Anna.

Muito prazer.

Queres ch�?

Sim, obrigada.

Porque est�o todas a olhar para mim?

Porque n�o compreendem.

- O que h� para compreender? - Pensam que est�s aqui para controlar.

- Tu pensas o qu�? - Que est�s a trabalhar como n�s.

- H� quanto tempo trabalhas aqui? - H� sete anos.

Sete anos a embalar lim�es?

Acho que n�o consigo fazer isto para sempre.

Ainda bem.

- Queres saber porque estou aqui? - Se quiseres.

- Fiz uma asneira enorme. - Sou perita em asneiras enormes...

... especialmente nas asneiras dos outros. Nas minhas, um pouco menos.

- Para isto n�o h� conselhos certos. - Porqu�?

Se tentasse engravidar muitas vezes, tornar-me-ia italiana.

Para.

Tenho o n�mero gravado para o caso de alguma rapariga ter o teu problema.

Aqui est�.

- Sou eu que falo? - Posso falar, se quiseres.

N�o. Est� bem. Eu falo.

- Estou? - Sim...

- � da cl�nica? - Sim. Cl�nica de Ginecologia. Diga.

Queria saber...

... como � para abortar...

- Era s� para saber. - Vou passar � doutora.

Doutora, � para uma interrup��o da gravidez.

- Sim. Diga. - Quanto tempo tem uma pessoa,

se � que se pode dizer ao telefone.

Sim. Tr�s meses depois da conce��o. Portanto, s�o doze semanas.

A conce��o...

- � aquele momento espec�fico? - Sim, � esse momento.

Est� bem.

- Obrigada. - Adeus.

O que disse?

- Tenho dois meses. - O que vais fazer?

N�o sei, Anna. Tenho de pensar.

O que queres?

As pessoas est�o � espera e est� a ler o jornal?

- N�o estava a ler o jornal. - Deixe-os entrar.

N�o os deixa entrar porque s�o pretos.

Vou ligar para a pol�cia.

- Ligue para quem quiser! - E ligo!

Ligue para a pol�cia.

Ligue para quem quiser. Estava a ler o jornal!

- Est� aqui um homem a criar dist�rbios. - Deixe-os entrar!

Vai ter de ouvir! � um racista! Seu racista!

Larguem-me.

Eu n�o...

URG�NCIAS

O seu filho est� muito sozinho.

Tem namorada?

N�s nunca o vimos com nenhuma rapariga.

N�o sei. O que � isso tem a ver?

- Como pode n�o saber? - Falamos sobre outras coisas.

Tem amigos? Deve ter um amigo.

- Sim. Tem dois amigos. - Mas s�o problem�ticos como ele

ou ainda pior.

S�o bons rapazes. S�o mais sens�veis.

- Como podem n�o compreender? - A quest�o � essa.

A senhora � o tipo de m�e que n�o cede.

N�o se resigna a aceitar que tem um filho doente.

� mais normal algu�m que ajuda os outros ou algu�m que causa problemas?

Toda a gente o agride pelas coisas que diz.

Mas encontrou dois amigos que o ajudam a apoiar pessoas com problemas.

Amigos que...

N�o se preocupem. Podem ficar tranquilos.

As ideias dele nunca vencer�o. Isso � certo.

Mas ele tem raz�o.

Se todos fiz�ssemos o que ele diz...

... o mundo seria bem mais justo.

Belo rabo!

Tem de ser. N�o podes t�-lo. Tens de tratar do assunto.

Um sambuca, por favor.

J� acabou. Lamento.

- Est� ali. - Como?

- Est� cheio. Sambuca. - Como?

Lamento. J� n�o temos sambuca.

Onde est�s?

� para ti.

- Obrigado. Posso pagar? - N�o. � um presente.

�s boa.

- J� n�o queres? - � para os mortos.

- J� acabou. - Obrigada. Tenho de devolver o copo.

Chamo-me Karimu.

- Laura. - Venho do Chade.

Somos todos do Chade. Somos todos dessa terra.

�s o chefe deles?

S�o meus parentes. S�o todos primos, mas eu sou o pr�ncipe deles.

- A s�rio? - A s�rio.

- Significa que �s filho dum rei? - Sim.

- Para que querem os mortos sambuca? - A minha religi�o � animista.

� um pouco complicado. Aqui ningu�m compreende.

Mas, mesmo na tua religi�o, Deus � bom.

- Sim. Deus � bom em todas as religi�es. - Sim. Em todas.

Talvez por isso Ele quisesse que eu te conhecesse.

Como � que sabes?

Aconteceu.

- Est� bem. - Est� bem.

Animismo.

"Uma religi�o que atribui alma a qualquer fen�meno natural."

"Uma energia que penetra no vis�vel e no invis�vel."

"Uma �rvore, uma montanha, um rio, uma pedra, podem ser sagrados."

Toma! Come!

"Penas de galinhas podem trazer boa sorte ou azar."

Laura!

O que se passa?

Nada. Queria ver a tua cara agora que o encontraste.

- Como sabes? - Agora podes saber o que � a felicidade.

- Mas tu sabes do meu estado. Sabes... - N�o tenhas medo de ser feliz.

Como fa�o?

Ele gosta de ti, Laura. J� te disse.

Ele ama-te. Tens de O deixar.

Ele gosta de ti, Laura.

N�o acredito.

- Est�s apaixonada por ele? - Sim.

- Mas � africano. - �.

- �s maluca. - Eu sei.

Ent�o sabes o que ele faz. Trabalha para o teu pai.

E ent�o?

Na tua situa��o, precisas de algu�m normal.

Algu�m que te possa ajudar, n�o algu�m como ele.

- Mas � dele que eu preciso. - A s�rio? Anda comigo.

Anda ver.

Ali em baixo.

Est�s a ver?

- Queres voltar? - N�o.

N�o te d� medo pensar que est� ali dentro? Pensar que vive ali?

Vamos embora?

Eu vou-me embora.

- Vai. - Vou-me embora e ficas aqui?

- Vai! - Pior para ti.

Anda c�, beleza.

Anda c�! Bonita!

Anda c�!

Anda c�! �s linda! Aonde vais?

Anda c�!

- Assustei-a? - Um pouco.

N�o me reconhece? Estou assim t�o velho?

Devia conhec�-lo?

Costumavas chamar-me tio Eugenio. Pensei que o teu pai te tivesse dito.

- N�o. O qu�? - Que eu andava � tua procura.

- Voltaste de Roma. - Sim.

Perdi a minha mulher h� dois anos e tr�s meses.

Lamento muito.

Lembrava-me de ti como uma boa rapariga e muito bonita.

- Lembro-me bem. - Obrigada, mas tenho de ir.

- Espera. - Lamento. Estou ocupada.

Sabem quais s�o as minhas inten��es e podem dar-lhe isto.

Assim, vai perceber.

Obrigada.

- Obrigado. - Adeus.

- Obrigado. - Adeus.

Sabes quem rejeitaste? Sabes?

- Uma pessoa que me mete nojo. - Podia tratar-te como uma rainha!

- Olha o presente de noivado que deixou. - Casa-te tu com ele!

Casa-te tu, m�e! Casa-te com ele!

Podes dizer ao pai que a minha vida � minha. N�o � vossa. � minha!

De vez em quando, tens de trabalhar.

- Giuseppe, est� tudo bem? - Nem por isso.

Desapareceu. Como � poss�vel?

- Talvez seja um sinal do destino. - De qu�?

De que tens de o esquecer.

Ol�!

Posso acompanhar-te?

Assim vejo para onde vais e nunca mais te perco.

H� quanto tempo est�s em It�lia? Falas bem italiano.

- Tr�s anos e meio. - Sempre aqui?

Trabalho para pagar os estudos.

- Estudos? - Na universidade.

- O que estudas? - Medicina em Bolonha.

- Que bom! - Quero especializar-me em epidemiologia

para ajudar as pessoas do meu pa�s a lutar contra a SIDA. E tu?

- Trabalho para o meu pai. - A fazer o qu�?

- Embalo lim�es. - N�o queres ir para a faculdade?

O meu pai diz que ainda n�o inventaram um curso para mim.

Podias estudar o que quisesses.

- Podes fazer tudo. Soube assim que te vi. - O que pensaste?

"Esta mulher � especial. Pode fazer qualquer coisa."

� a primeira e a �ltima vez que te deixo ficar aqui.

Sabes o que penso em rela��o a isto. Volto dentro de 30 minutos.

Escuta. Estava a pensar numa coisa...

Na verdade, j� ando a pensar h� uns tempos.

- Em qu�? - Pode ser estranho, um pouco cedo, mas...

Seria maravilhoso que a nossa rela��o...

Diz.

Bem... seria maravilhoso se nos cas�ssemos.

Ouviste?

Ent�o?

Laura! O que foi?

Larga-me!

- O que foi? - N�o podes perceber.

N�o posso perceber o qu�? Estamos bem. Amamo-nos.

- Karimu, h� um grande problema. - O teu pai? Ele h� de aceitar.

- N�o � s� isso. - O qu�?

- N�o podes perceber. - O qu�?

Por favor. Se realmente gostas de mim, n�o me voltes a pedir isso.

O que � isso?

Se coseres isto na tua roupa, ficaremos apaixonados para sempre.

S�o penas de galinha.

- N�o acreditas mesmo... - N�o fazem apaixonar.

Mas servem para ajudar a tornar o imposs�vel poss�vel.

Quero acreditar no imposs�vel.

Estou convencido de que amanh� quando estiver a subir e descer as escadas...

... vou encher 40 caixas de pl�stico.

- Laura, o que est�s a fazer? - Vou para a cama.

N�o. Senta-te.

- O trabalho corre bem? - Sim.

Percebes como funciona a cadeia?

Comecei como tu. Tinha quinze anos.

Apanhava laranjas e embalava-as...

... para algu�m do outro lado do rio.

Depois tornei-me contabilista, o patr�o...

... e, com muito sacrif�cio comprei um peda�o de terra. Depois...

Laura, sei que n�o � a vida com que sonhaste.

Mas fi-lo por ti.

- Pai. - Sim?

- Queres o melhor para mim, n�o �? - Sim.

- Queres que seja feliz? - Sim.

Se eu soubesse...

Quero dizer... se houvesse alguma coisa

que me fizesse realmente feliz, mais feliz do que tudo no mundo,

ficarias feliz por mim?

Se nos fizesse felizes aos dois, melhor.

Faz-nos felizes aos dois ou � uma coisa que n�o existe?

� uma coisa que n�o existe.

- Como assim? - Nada. Boa noite.

Laura.

- O que fazes aqui? - Anda c�.

- Aonde me levas? - Espera. � segredo.

Eu estava a trabalhar.

- Chama-se Chiamaka. Tem 86 anos. - Quem �?

� da minha tribo. � especial. Chiamaka significa Deus Bom.

Prazer em conhec�-la.

No dia antes do casamento, vai ensinar-te umas palavras secretas.

Que palavras?

Talvez n�o te tenhas apercebido, mas vais-te casar com um pr�ncipe.

- O que est� a dizer? - Regras antigas.

Que regras?

Que quando me tornar rei...

... conseguirei ler todos os teus pensamentos e quando o meu pai morrer...

... casar-me-ei com todas as esposas dele. Mas n�o te preocupes. Caso-me s� contigo.

- Jura! - Juro.

- Escolhemos a entrada? - Est� bem.

Para um almo�o de casamento, uma entrada de peixe.

Estes camar�es?

Perfeito!

Depois, um belo prato de queijo. Qual?

- Gosto deste. - N�o.

- Este? - Est� bem. Vou apontar.

N�o te tinha dito? Agora, j� acreditas? Sim ou n�o?

- Vamos ver o que levamos do talho. - Sim. � melhor levar carne.

- Anda com o preto. - Imagina o pai.

- E um bocado de salame. - Est� bem.

- Obrigada. Adeus. - Ol�.

- Ol�! - Apresento-te o meu namorado.

- Muito prazer. Serena. - Karimu.

Caros clientes...

Aonde vamos?

Vamos � loja da minha tia.

- Ela sabe de mim? - N�o.

- Ol�, tia. - Ol�!

Este � o Karimu.

- Ol�, Karimu. - Boa tarde, senhora.

Podemos entrar um instante?

Claro. Por favor.

Anda c�.

- O que se passa? - Vou-te explicar a situa��o.

Conhecemo-nos h� algumas semanas, e ele pediu-me em casamento.

- Achas que � demasiado alto? - Acho que n�o.

- Tens a certeza? - Claro que tenho.

Trabalhou seis anos nisso.

Todas as noites.

Quando terminava o trabalho no armaz�m, as encomendas para os clientes,

vinha para aqui trabalhar nisto. S� para ele, as suas bodas de Can�.

Queria que fosse tudo perfeito. Cada detalhe...

Cada pormenor era importante...

... porque quanto mais perfeito fosse, quanto mais refinado fosse,

quando mais realistas fossem as figuras esculpidas...

... mais certo ele estava de que este milagre voltaria a acontecer.

E...

... este...

... � o noivo.

- Queres deitar-te? - N�o.

Sim. Deita-te.

N�o te preocupes. Isso! Muito bem.

- � tia! � grande demais! - O teu tio n�o o imaginava assim.

- Mas... - Est� �timo.

Posso dormir aninhado. J� dormi no porta-bagagens dum carro.

Aqui vou eu.

Nunca me passaria pela cabe�a uma cama t�o maravilhosa.

- Aquela � a noiva? - � a noiva.

Tem o nome dela: Laura. N�o �?

Sim... � verdade.

Tem o meu nome.

- Quer mais? - N�o, obrigada. Podes ir.

- Laura, vem provar esta del�cia! - N�o. N�o quero comer.

Porqu�?

- Tenho de vos contar uma coisa. - Algum problema no trabalho?

N�o.

Basicamente...

Tinham raz�o. N�o valia a pena ter ido para Roma.

Porqu�? Para fazer o qu�?

Para encontrar um marido.

Encontraste um marido?

Sim, m�e.

- Quem �? - Chama-se Karimu.

Karimu... qu�?

O apelido dele � Bongor.

Bongor, Karimu. Karimu Bongor.

- Que raio de nome � esse? - � um nome, pai.

Mas quem �?

Trabalha para ti, nas plantas de baixo, do outro lado da autoestrada.

Trabalha com os primos,

mas est� a estudar medicina em Bolonha. Vai ser m�dico.

- � um dos apanhadores. Certo? - N�o sei.

- � um dos apanhadores? - Sim.

A minha filha com um daqueles? Juntaste-te com um deles?

� um homem maravilhoso, melhor do que muitos que posso encontrar aqui.

� o homem certo, m�e. Juro! And�mos tanto tempo � procura,

e finalmente acabei por encontrar.

N�o sabes como funciona o mundo. N�o conheces essa gente.

Conhe�o, sim. Como promessa, deu-me isto.

O que � isso, sua tonta?

� uma esp�cie de promessa de amor. � muito importante para eles.

Ainda vivem na Idade da Pedra!

- Deficiente! - N�o te casas com ningu�m.

N�o te casas com ningu�m.

Caso, sim. Caso-me com ele.

A n�o ser que n�o me aceite quando descobrir que estou gr�vida.

- Est�s o qu�? - Gr�vida.

Mas n�o dele.

J� disse tudo.

Queria que soubessem de tudo.

Devem saber porque n�o me envergonho de nada.

N�o tenho nada a esconder, pai.

Estou gr�vida duma pessoa que tem uma lavandaria em Roma e desapareceu.

Decidi matar-me com os teus comprimidos para dormir, m�e.

Guardei mais de vinte comprimidos. Mas depois o Karimu pediu-me em casamento.

N�o sabia o que era estar apaixonada.

Mas agora sei, e tu tamb�m, m�e. Sabes o que significa.

� uma coisa que te leva a fazer qualquer coisa.

Aconteceu, como diz o meu primo! Aconteceu!

Agora espero que realmente se case comigo, apesar de eu estar gr�vida.

� tudo.

- Ent�o? N�o t�m nada a dizer? - Mataste-me.

Mataste-me!

- Domenico. - Mataste-me.

Domenico!

Como se sente?

- A pessoa que quer ver est� l� fora. - Ele que entre.

- N�o � permitido. Um breve momento. - Um breve momento. Deixe-o entrar.

Chocolates picantes.

Ando a beber �gua choca h� dias, e trazes-me isso?

Chama-se Karimu Bongor. � do Chade. Veio com cinco primos.

S�o bons trabalhadores. Apanham 40 caixas.

Tem um visto de estudante e anda na universidade.

- � esse. - Mas o que � que ele fez?

Sabes como a minha filha � idiota?

Ele acha que eu sou idiota como ela e quer ver se ma rouba.

Quer tornar-se o dono da minha casa! Sabes como essa gente �!

N�o se pode preocupar. Veja s� a diferen�a.

- E o senhor. Dissemos uns minutos. - Sim. S� mais uma coisa e j� vai.

Engravidou a minha filha.

Tens de te livrar deles e encontrar os outros cinco.

Diz a toda a gente que me est�o a roubar.

- Feito. - Sim.

Vai-te embora. Sinto-me mal.

- Sim? - Quero falar com o meu irm�o.

- N�o est�. - Eu sei que est�.

- Ent�o, sabe que n�o a recebe. - Falo com ele daqui de fora.

Diga-lhe que n�o quero entrar.

Deram-me alta do hospital hoje. Estou pior do que antes.

D�-me a m�o.

H� quantos anos n�o damos a m�o?

Tens medo de me tocar?

Estou aqui fora. Tu a� dentro. Agora � tudo teu.

N�o era assim quando �ramos crian�as, mas agora � tudo teu.

D�-me a m�o.

Mostra-me que n�o tens medo.

Estamos velhos, Maria.

H� muitos anos que estamos afastados, mas eu sei que te conhe�o bem.

� imposs�vel n�o quereres a felicidade da tua filha.

Portanto, est�s a dizer-me como educar a minha filha,

quando em casa tens um idiota que s� te envergonha?

N�o vim para falar sobre ele. Vim para falar sobre a Laura.

Vim pedir-te para a ajudares. A vida j� a castigou bastante.

N�o. Bastante, n�o.

Depois de tudo o que fiz por ela, faz-me isto.

Bastante, n�o.

Est� a tentar ser feliz.

Com uma pessoa daquelas?

Que nem casa tem...

... que vive numa pocilga, como um animal, com outros animais?

Sem eletricidade, sem retrete para cagar. Que felicidade � essa?

Ela tem � de encontrar uma pessoa normal como eu, como tu,

uma fam�lia normal como as outras pessoas, uma casa, filhos normais

e netos normais para eu levar a passear � praia.

� t�o dif�cil de perceber?

Se se apaixonou por uma pessoa assim foi porque Deus o quis.

N�o, n�o foi isso que aconteceu. A culpa � dela.

Matou-me.

Podes dizer-lhe.

O qu�?

Que me matou.

Diz-lhe.

O rei quer falar com o seu filho, o pr�ncipe Karimu.

Chamo-me Karimu. Posso falar com o meu pai?

Muito bem. Ele est� aqui. Vou passar ao seu pai.

O meu pai e a minha m�e querem que digas alguma coisa.

T�m l� um mission�rio que traduz. N�o sorrias muito.

O casamento � uma coisa que ainda � importante para n�s.

Lamento n�o falar a vossa l�ngua,

mas fico muito feliz por vos conhecer.

Vou lembrar-me da noite do dia 10 de outubro para o resto da vida

porque foi a noite em que eu e o Karimu nos conhecemos.

A minha vida mudou para melhor, gra�as ao vosso filho.

N�o nos parecemos em nada. Eu sou pequenina e ele � alt�ssimo.

Chamo-lhe �rvore e ele chama-me arbusto.

Mas, na floresta, a �rvore est� ao lado do arbusto. N�o �?

Ainda tenho de acabar o curso, mas o Karimu vai tornar-se m�dico.

Amo o vosso filho. Nunca amei ningu�m como o amo a ele.

Pe�o-vos que me aceitem como vossa filha.

Pe�o aos vossos antepassados que me protejam nesta dif�cil prova.

Termin�mos.

- Ouviste? - O qu�?

Ele disse que est�s gr�vida.

- Quem? - O meu pai. Est� velho, doente.

Est� convencido de que tem poderes. Diz que est�s gr�vida!

Que loucura!

- Procuro um tal Karimu. - Est� ali.

�s o Karimu?

Sim.

� para ti. N�o havia flores, ent�o...

Posso falar contigo?

Despacha-te. � o meu �ltimo dia. Ainda t�m de me pagar.

Sim. Sou o primo da Laura,

e ela n�o teve coragem para te dizer.

Eu sei que se querem casar, portanto, eu digo-te.

Ela n�o quer isto. Ela diz que n�o merece.

Porqu�?

Porque n�o teve coragem de te explicar,

mas tem uma hist�ria linda e muito peculiar.

- Se conseguires compreender, � lindo. - O que tenho de compreender?

� uma hist�ria muito bonita, muito peculiar.

Estive com ele. Fiz o que me pediste. Falei sobre ti e sobre o beb�.

- E ent�o? - Ent�o... ali.

Ao princ�pio tentou compreender. E eu contei como se passou.

Como foste enganada por uma pessoa horr�vel e n�o queres desistir do beb�.

Disse que lhe imploravas que tentasse compreender a situa��o.

E ele?

O teu pai acusou-o de roubo e mandou-o embora com os primos.

Karimu!

Karimu!

Karimu, sei que est�s a�!

Sei que est�s a ouvir e compreendo que n�o respondas.

Compreendo que n�o queiras mais falar comigo.

Karimu, a culpa � minha. Desculpa!

Fui est�pida!

Sei que vais voltar para o norte e fazes bem em ir.

Tens raz�o, porque n�o merecia que te quisesses casar comigo.

Desculpa!

Desculpa, Karimu!

S� te queria dizer isto.

Espero que venhas a ter uma fam�lia com uma mulher linda...

... e inteligente... e alta!

Porque mereces!

Tu mereces!

Foste o �nico!

Foste o �nico a dizer-me as coisas que uma rapariga quer ouvir.

Foste o �nico a olhar para mim como se eu fosse bonita.

E, durante estes dias, senti-me bonita!

At� fui menos est�pida.

Tu � que me fizeste ser menos est�pida e sentir-me bonita!

O m�rito � teu!

Quem �?

Porque n�o abres o port�o?

� in�til tentares. Mudou as fechaduras todas.

- N�o me quer em casa? - N�o sei.

S� sei que coisas destas n�o deviam acontecer na fam�lia.

- O que aconteceu? - N�o me querem em casa.

N�o posso ir para uma pens�o. Toda a gente me conhece.

Entra.

Espera.

- Posso deitar-me aqui? - Claro.

A tua situa��o � estranha, especialmente para as pessoas daqui.

- Duas situa��es estranhas. - Sim, duas situa��es estranhas.

Uma triste e uma linda.

A linda, apesar de curta, foi muito linda.

Fui ter com ele.

Fui at� � fundi��o, mas ele n�o saiu.

Mas gritei a verdade toda.

Podia ficar aqui a noite inteira.

- � estranho. - O qu�?

Sinto que esta cama me ama.

E ama. O teu tio fica feliz por estares aqui. F�-la para ti.

�s vezes, dizia-me:

"Quem sabe o que Jesus ter� sentido...

... ao ir a um casamento!"

"As Bodas de Can� s�o o �nico casamento do Evangelho."

"Quem sabe como se ter� sentido...

... ao ver os noivos. Pode ter sentido nostalgia de um amor Seu!"

Eu repreendi-o. Disse-lhe que n�o dev�amos pensar assim de Jesus.

Ele disse: "Porqu�?

N�o � bonito pensar n�Ele como se fosse um rapaz?" � bonito, sim...

... pensar n�Ele como se fosse um rapaz.

Descansa.

Dorme.

- S� um momento. - O que � que queres?

- O que aconteceu? - N�o!

- O que est�s a fazer? - Sai do autocarro.

Karimu!

- S�bado � noite... - O que queres?

� uma boa altura para se casarem.

- O qu�? - O casamento.

- Vai-te embora! - O noivo n�o pode faltar!

O noivo n�o pode faltar!

- Quem �? - � o maluco de Rocca Imperiale.

Vai-te tratar!

- Acordei-te? Estavas a dormir? - Ele foi-se embora?

- N�o podes ficar mal. - Sim, mas n�o � f�cil.

O teu pai n�o fez esta cama para eu dormir nela sozinha.

N�o est�s a dormir sozinha.

Prepara tudo.

- Para o qu�? - Para o teu casamento.

- O teu casamento. - Est�s maluco?

Temos de acreditar.

Temos de acreditar absolutamente. Percebes?

- S�bado... - Para!

- O Giovanni, a Andrea e eu ajudamos-te. - N�o!

- Vai ser uma festa maravilhosa. - N�o quero ouvir isso.

- Vai haver pessoas, m�sica... - Cala-te!

- Muita comida. Uma festa a s�rio. - Para, por favor!

- Vai ser um casamento magn�fico. - Para!

- Um casamento magn�fico. - Para!

Deitem tudo fora! Quero tudo daqui para fora!

Sai-me da frente!

Fora! Vai-te foder! Tu mais as cadeiras!

Santa Maria della Nova, liberta a minha filha deste feiti�o.

Santa Maria della Nova, liberta a minha filha deste feiti�o.

Santa Maria della Nova, liberta a minha filha deste feiti�o.

Santa Maria della Nova, liberta a minha filha deste feiti�o.

Santa Maria della Nova, liberta a minha filha deste feiti�o.

Laura!

Diz-lhe tu.

Diz-lhe tu que estou mal.

Diz-lhe tu!

Vamos! � dia de casamento! � dia de celebra��o!

- H� uma grande celebra��o! - H� comida!

- H� um casamento. - Est�o todos convidados.

Casamento!

- H� uma festa, um casamento. - Um casamento!

- Espera. H� uma festa! - Para, por favor!

- S�o os da junta! - Bem te disse que vinham! Venham!

- O que prepararam? - Sentem-se aqui.

Por favor.

- Aqui est�o as entradas. Queres? - Est�s aqui?

O que fazes?

Tamb�m trouxe estes. Estavam no 106.

- Tamb�m vieste! - Queres?

Queres massa?

- Eis a noiva! - Comam.

Que linda!

Anda, linda!

Devagar. Eis a Laura.

� t�o bonita!

Senta-te.

- Giuseppe! - J� sa�ste do trabalho?

- Estou a comer. - Come!

Rosa da Mold�via Quero amar-te, mas desconhe�o as palavras

Rosa da Mold�via

Quero amar-te, mas desconhe�o as palavras

O prado n�o mudou E a erva est� verde como sempre

O que eu amei desapareceu para sempre

O que era verde murchou

O que eu amei debandou

Rosa da Mold�via

Quero amar-te, mas n�o me atrevo

O prado n�o mudou E a erva est� verde como sempre

O que eu amei desapareceu para sempre

O que era verde murchou

E a mo�a casou-se

Havia uma noiva que esperava pelo noivo.

Aconteceu h� muito tempo.

Esta noite poderia ser...

... uma noite de felicidade.

Neste jardim de laranjas, onde tanto se trabalha...

... talvez...

... pudesse ser uma noite de milagre...

... do milagre da alegria.

Vamos esperar por ele em ora��o, todos juntos.

Quem n�o quiser rezar, pode ficar em sil�ncio.

Em sil�ncio...

Em sil�ncio...

- Vamos. - N�o. Espera.

E foi ali mesmo que Ele deu o primeiro dos Seus sinais milagrosos.

Ali, Ele manifestou a Sua gl�ria, o Seu poder, a Sua miseric�rdia.

E ent�o, todos souberam quem Ele era e todos acreditaram n�Ele.

Legendas: Catarina Carvalho

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.