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Original subtitles

"A DISPUTA"

BASEADO EM HIST�RIA REAL

V�SPERA DE NATAL 1953, DUBLIN-IRLANDA

Evelyn, Jesus tinha uma irm� mais velha?

N�o, Dermot. Ele n�o era t�o sortudo como voc�.

Mas tinha dois pais. Deus e Jos�, o carpinteiro.

Joseph j� pintou e decorou como meu pai?

Leve os garotos para casa. Vou achar a sua m�e.

Certo, papai. Boa garota.

Eu quero o grande.

O grande � meu. Sou maior.

Fui a um pub para um drinque de Natal.

Por que o drama?

Voc� estava se jogando em cima dele.

N�o seja est�pido.

Parece que nossos pais chegaram.

E na frente de nossos amigos.

Jesus!

Pobrezinhos.

Venham aqui.

Est�vamos discutindo se a chamin� � larga o suficiente

para o Papai Noel passar.

Estamos na cobertura. Papai Noel pode parar suas renas.

Ele tem o telhado todo. D� boa-noite � mam�e.

- Quando Papai Noel vem? - Muito em breve.

Para cama. Ele vem enquanto dormem.

N�o vou conseguir dormir. Vai, sim, querido.

Tire o casaco e as botas.

- Voc� est� bem? - Sim, papai.

Certo. Boa noite.

Pai, onde est�o as carruagens?

Papai Noel tinha pouco dinheiro este ano.

� caro alimentar aqueles elfos, sabia?

Quanto eles custam?

Custam muito, muito caro.

- Feliz Natal! - Vov�!

Evelyn! Meu anjinho de Natal.

Espero que tenha sido uma boa menina.

- � vov�. - Feliz Natal para todos!

Certo, certo.

Muito bem. Vejam os presentes.

Obrigada, vov�. Obrigado.

Vov�! Vov�!

Olhe isso. Gostei disso.

Sem dinheiro, sem trabalho. Feliz Natal.

Seja positivo, filho.

O novo ano entra, e ter� um emprego novo.

Tudo vai dar certo para voc�s e as crian�as.

Nunca sofremos um inverno ainda.

De todo dinheiro

Que j� ganhei

Eu o gastei em boa companhia

E todo o mal que j� causei

Heidi, vamos ver Angela.

Ela � minha melhor amiga.

Ela tem uma boneca, tamb�m.

E vai gostar de conhecer voc�.

Mam�e vai �s compras, Heidi.

Gosta dos sapatos novos dela?

Mas hoje � dia de S�o Estev�o.

Mam�e, volte. Hoje � feriado. As lojas est�o fechadas.

Papai!

- Papai. - Fique quieta.

- Papai! - O qu�?

Mam�e foi embora. Saiu toda arrumada no carro de um homem.

Jesus, n�o me abandone. Por favor.

Por favor.

Ela � sua filha. E n�o sabe para onde ela foi?

� sua esposa, e voc� n�o sabe. Isso n�o podia dar certo.

Ela n�o devia ter casado com um pobret�o como voc�.

Quem � o homem? O bastardo que estava com ela no pub?

Sua linguagem � horr�vel. Sua...

Sua filha � horr�vel.

N�o use esta linguagem perto de sua filha.

N�o me diga como criar minha filha.

Voc� obviamente n�o soube criar a sua.

Onde ela o conheceu? No pub?

N�o, � voc� que vive l�. Por isso ela se cansou de voc�.

- Eu a tratava bem. - Sim?

Nunca levantei a m�o para ela, embora tenha me dado motivos.

Talvez foi a� que errei.

Aqui est�, querida.

Leite quente. Pudim de Natal.

Quer um pouco?

Est� muito bom.

N�o.

Por que n�o? Voc� deve estar com fome.

Ela o fez.

Maurice, devolva a bola a ele.

Ouvi dizer que o homem dela � ingl�s.

Bastardo. Eu devia ter adivinhado.

Bom dia, senhores.

Sou o inspetor Logan da SPCC.

A Sra. Daisley, sua sogra, nos contou sobre seu apuro.

SPCC?

Sociedade Preventiva de Crueldade contra Crian�as?

Isso mesmo.

Ela diz que sou cruel com meus filhos?

De modo algum, Sr. Doyle.

S� queremos o bem-estar das crian�as.

Perder a m�e t�o jovens, pode ser traumatizante.

- E isso � problema seu? - Estou aqui para ajudar.

Voc� n�o tem sal�rio para sustentar a fam�lia.

- Correto? - Sim.

Alguma mulher na fam�lia para ajudar?

Maureen, a m�e de Des, morreu h� muito tempo.

Sr. Doyle, n�o tem escolha sen�o aceitar ajuda das autoridades.

- Pedirei para as freiras ligarem. - N�o precisamos de sua caridade.

N�o tem emprego ou m�e para seus filhos.

Ele tem raz�o, filho.

Certo.

Mande as freiras.

Fique quieta.

Mas n�o gosto de repolho.

Faz bem � sa�de. Comam. N�o quero ouvir protestos.

Sr. Doyle, � pintor e decorador, mas n�o consegue um emprego...

desde que sua esposa partiu.

Sim, Excel�ncia.

Mas faz poucas semanas.

E haver� um trabalho na casa de Robert...

mas s� ser� no fim de mar�o.

E n�o tem outra fonte de renda?

Meu pai, Henry, que est� sentado aqui, e eu...

estamos organizando um tour pelos pubs de Dublin.

Isso acarretar� em mais gastos do que renda.

N�o, Excel�ncia. Tocaremos m�sica por dinheiro.

Meu pai era m�sico profissional.

Tocou na R�dio �ireann at� se aposentar.

Dessie tem uma bela voz. Tenho certeza que sim.

Mas n�o poder� sustentar a fam�lia s� com isso, certo?

Talvez n�o, Excel�ncia.

Sob a se��o 10 do Estatuto da Crian�a, 1941...

eu determino que, at� que as condi��es financeiras...

de Desmond Doyle tenham uma melhora significativa...

seus dois filhos, Dermot e Maurice...

ficar�o sob os cuidados dos padres em Kilkenny...

e sua filha, Evelyn Doyle...

ir� para Escola St. Joseph, em Dublin.

Espero que n�o precise deix�-los l� por muito tempo.

- Papai! - Papai.

Quero ir para casa.

Venham aqui. Sentem-se.

- Quero ir para casa. - Sei disso.

Logo iremos para casa. Ou�am...

eu amo muito voc�s. Devem entender isso.

Vov�, a� est� S�o Jos�, o Jesus de papai!

Pedirei a ele que nos leve para casa. Ele vai entender.

Certo, querida, ele vai entender.

Sr. Doyle, sou Padre Eustace.

Evelyn.

Olhe para os raios.

- Voc� sabe o que s�o? - N�o, vov�.

Raios de anjo.

- Raios de anjo? - Sim.

Significa que seu anjo da guarda a relembra...

que ele ir� ajud�-la.

Voc� s� precisa acreditar nele.

Raios de anjo.

Olhe, suas balas favoritas.

Ele j� a est� ajudando.

Vov�, por favor, n�o me deixe aqui.

N�o quero ficar com as freiras. Eu as odeio!

Elas s�o noivas de Cristo.

E por que usam horr�veis vestidos pretos?

Noivas devem usar branco!

O que est� havendo?

Foi ousada, mocinha?

Est� tudo bem. Eu derrubei as balas.

- Vamos agora. - N�o.

- Venha. - Por favor, vov�, n�o v�.

Vov�, por favor.

- Vamos. - Solte-me!

- Vov�, por favor! - Vamos.

Seja uma boa garota para as Irm�s.

Volto logo para v�-la.

P�ssimo comportamento.

Vai aprender boas maneiras.

Vamos limp�-la, garotinha suja.

Sr. Doyle.

Por favor, n�o corte o cabelo dela.

� o orgulho e alegria do pai.

Obrigada, Irm� Brigid. Lidaremos com isso.

Uma madre � o bastante para esfregar uma garotinha?

� claro, Irm� Felicity.

Eu s� queria evitar que ela se rebelasse de novo.

Ela � determinada.

O Senhor tamb�m n�o era determinado?

Sei que ela ficar� bem. N�o ficar�?

Obrigada, Irm� Brigid.

N�o se preocupe.

� um procedimento padr�o para as novas.

Se n�o, o lugar estaria cheio de piolhos e pulgas.

Vamos, tire as roupas.

N�o tenha vergonha.

Afinal...

Deus criou Ad�o e Eva nus.

Foi como enviou Jesus para o mundo.

�timo.

Voc� logo estar� limpinha.

Venha, sente-se.

Os sapatos.

Pode me chamar de Felicity.

- Qual � o seu nome? - Evelyn.

Evelyn Doyle.

Prazer em conhec�-la.

Prazer, Irm� Felicity.

Boa tarde, senhoras.

Teriam algum trocado para os beb�s negros da �frica?

- Aqui est�. - � uma boa causa.

Deus lhe aben�oe. E muito generosa.

- Mais uma cerveja, por favor. - Voc� j� bebeu o bastante.

Estou cansado de pessoas me dizendo o que fazer.

Quero mais uma.

Tudo bem.

- Alguns trocados aqui? - A� est�, padre.

Os pequenos �rf�os precisam de sua caridade.

Padre!

Sua gente levou meus beb�s. Voc�s os tornaram �rf�os.

Foi justo.

Voc� carrega uma grande cruz.

Aqui estamos.

Sil�ncio!

Muita conversa.

Aqui, querida.

Sente-se.

N�o se assuste com meus dentes. N�o mordo.

Irm� Felicity � muito querida.

� com Brigid que deve tomar cuidado.

Ela assustaria at� um cad�ver.

Eu sou Mary.

- Sou Annette. - Sou Lauren.

Eu sou Evelyn.

- A sopa n�o parece boa. - Voc� se acostuma.

Acostuma-se com tudo. Muitas irlandesas est�o aqui.

H� quanto tempo est� aqui?

- Seis meses? - Seis anos.

N�o ficarei muito. Meu pai vir� me buscar.

Foi o que meu pai me disse.

Sinto muito, Desmond.

Fui campe�o de boxe no semin�rio.

- � mesmo? - Que isso lhe sirva de li��o.

Nunca subestime a for�a de um membro da igreja.

- Que Deus o aben�oe. - Obrigado, padre.

Se quer seus filhos de volta, consiga um bom advogado.

Eles custam dinheiro.

Procure por Michael Beattie. R. Upper Mount, 24.

- Diga que eu o mandei. - Certo.

A gar�onete do Fergal me mandou. Isso o impressionar�.

Diga-lhe que Bernadette o enviou, seu tolo.

Bernadette Beattie, a irm� dele.

Trabalho aqui para ajudar tio Fergal.

Sou estagi�ria de Qu�mica.

Voc� � a linda sobrinha de quem Fergal sempre fala.

Aposto que tem muitos pretendentes.

Mas nenhum conseguiu me pegar ainda.

Voc� � bonita, agora que eu a olho.

Com essa dor de cabe�a, posso estar alucinando.

Deus o aben�oe, John.

Novamente, at� que atinjamos unidade e harmonia.

Aonde fazemos as preces noturnas?

N�o na cama...

n�o embaixo da cama, mas ao lado da cama.

Ajoelhem-se e agrade�am.

Vamos, Evelyn. Estamos esperando voc�.

N�s n�o deitamos assim. N�o de bru�os.

Isso tenta o dem�nio.

Deitamos de costas e cruzamos os bra�os assim.

Verificarei todas as noites se dorme nesta posi��o.

N�o devemos tentar L�cifer.

Chega de conversas. Boa noite, garotas.

Boa noite, Irm�.

Sr. Doyle, a lei familiar nessa jurisdi��o...

� uma conspira��o entre igreja cat�lica e o estado irland�s.

Eles n�o s�o unidos.

Temem que, ao enfrent�-los, nunca mais trabalhar�o?

Alguma coisa assim.

Sugiro que retorne quando suas condi��es melhorarem...

e veremos o que podemos fazer.

No banco das rosas Meu amor e eu nos sent�vamos

E eu pegava meu violino E tocava para meu amor

No meio da m�sica Ela suspirou e disse

"Johnny, meu amado Johnny, Por que voc� me deixaria?"

Quando eu era jovem, Ouvi meu pai dizer

Que ele preferia me ver morto E enterrado na lama

Ao me ver casado Com alguma fugitiva

No ador�vel banco de rosas

No banco das rosas, Meu amor e eu nos sent�vamos

E eu pegava meu violino E tocava para meu amor

No meio da m�sica, Ela suspirou e disse

"Johnny, meu amado Johnny, Por que voc� me deixaria?"

"Senhor, juro nunca ofend�-lo...

e cuidadosamente evitar as ocasi�es do pecado."

... e os campos s�o alegres

E eu e meu amor Vamos sentar, jogar e brincar

Nos ador�veis bancos de rosas

No banco das rosas, Meu amor e eu nos sent�vamos

E eu pegava meu violino E tocava para meu amor

No meio da m�sica

Olhe quem voltou. Direto de Chicago.

Como vai minha irlandesa favorita?

- Estou bem. E voc�? - �timo.

Muito bom!

Quem � o homem de terno chique?

Como vou saber?

Ele parece americano.

Deve ser amigo dela. Talvez seja qu�mico.

N�o sei.

Pe�o sua aten��o por um momento, por favor.

Teremos pedidos.

Exceto "Filho de Ningu�m". N�o gostamos dessa.

"Garotos de Wexford".

"Ciganos Assobiando".

- Ainda n�o fala com vov�? - Nunca mais falarei com ela.

Ela culpa seu pai por tudo.

Que queime no inferno, a velha bruxa.

Jesus diz que devemos perdoar aqueles que nos ofendem.

Est� no "Pai Nosso".

- Vov�, quer uma bala? - Obrigada, querida.

Vov� me deu.

N�o quero ent�o, querida.

Ou�a, h� algo que deve dizer a ele.

� muito quente.

Conte a ele, certo?

Boa garota.

Vov� recebeu uma carta de Sidney.

- Que Sidney? - N�o. Sidney em Austr�lia.

- Austr�lia? - Mam�e est� na Austr�lia.

Ela n�o deu o endere�o, mas dizia Sidney no selo.

Eu devia ter adivinhado. Sua m�e sempre desejou viajar.

- Vov� disse que � muito quente na Austr�lia. - E � mesmo.

Mas diga-lhe que n�o � t�o quente quanto aonde sua filha vai acabar.

Certo.

- � isso. - Sem carruagens ainda, papai?

Sem, filho.

Ainda sem carruagens.

"Papai, fiquei feliz que conseguiu um trabalho...

reformando aquela casa velha.

Sinto muita saudade sua, dos meninos e de vov�...

e espero que possamos estar juntos logo.

O que vov� quis dizer quando falou � vov�...

que espera que mam�e ache um branco grande na Austr�lia?

Eu acho que � um canguru, mas Mary acha que � um coala.

Gosto da maioria da freiras.

Irm� Felicity � boa e gentil...

e Irm� Theresa tamb�m.

Mas Irm� Brigid � muito assustadora.

Deus � bom, justo e misericordioso?

Sim, Irm�.

Sim n�o � uma resposta catequista, �?

O que diz o catecismo?

Diz...

Estou cheia de voc�, Annette Farrell.

Agora...

Deus � infinitamente bom...

infinitamente justo...

- e infinitamente... - N�o!

O que disse, crian�a?

N�o devia fazer isso, Irm�.

Se Deus � t�o bom, n�o gostaria que fizesse isso.

Ousa me questionar sobre Deus?

Peste insolente!

Certo, para fora.

Para fora!

Nunca...

nunca, nunca mais fale assim comigo!

MINHAS FILHAS ME ESCOLHERAM COMO SEU GUARDI�O

Onde est� minha filha, Evelyn Doyle?

O senhor marcou hora?

N�o preciso disso para ver minha filha.

- Quem � voc�? - Sou Irm� Brigid.

�?

Se encostar a m�o na minha filha de novo...

ou vou cort�-la...

membro por membro.

Agora, onde ela est�?

No refeit�rio, no primeiro andar.

Certo.

- N�o deviria estar aqui. - Vim buscar minha filha.

- O senhor deve partir. - N�o sem minha filha.

- Isso � imposs�vel. - Vou lev�-la. Onde ela est�?

O senhor n�o pode entrar aqui...

Nenhuma droga de lei vai tirar minha filha de mim!

Com ousa usar esta linguagem aqui?

N�o tolerarei que fale assim comigo.

Papai! N�o brigue com Irm� Theresa!

Tudo bem, querida. N�o se preocupe.

Posso v�-la?

N�o se vai fugir com ela, Sr. Doyle.

Isso o levar� para a cadeia.

Certo, eu prometo.

S� quero abra��-la um pouco.

Eu lhe dou minha palavra.

Evelyn, seu pai veio lhe ver.

� t�o bom ver voc�.

Voc� vai me levar para casa?

Sim.

Eu a levarei para casa logo, querida.

Muito em breve.

Soube que est� indo bem no emprego.

Minhas condi��es melhoraram, como diz voc�.

Vai pegar o caso?

Voc� tem bebido, n�o? Sinto o cheiro no seu h�lito.

J� que n�o vai me beijar, n�o vejo problema.

N�o vai ajudar o nosso caso...

se a Corte achar que est� bebendo.

Nosso caso?

Ent�o, voc� aceita?

Quem � esse idiota?

O "idiota" � o Ministro da Educa��o.

Ele quer o consentimento de sua esposa...

para liberar seus filhos.

Como obter isso se ela desapareceu?

Nem mesmo a m�e dela tem o endere�o.

� a lei. O seu caso � �nico.

Normalmente, a m�e estaria morta.

Ela fugiu dos filhos. Que tipo de m�e faria isso?

Podemos argumentar que ela � emocionalmente incapaz...

de criar os filhos...

mas lamento que tudo isso � irrelevante.

A lei ainda requer o consentimento dela...

independente de como ela se comportou.

Dane-se a lei!

Tal atitude n�o nos ajudar�, Desmond.

Fiz tudo que me foi requisitado.

O juiz regional n�o me disse...

que tal consentimento era necess�rio.

Ele o orientou mal, o que � bom para n�s.

Mas pode n�o ser suficiente para desafiar a lei...

j� que n�o h� precedentes para seu caso.

Faremos os precedentes. Quero justi�a!

Lei e justi�a s�o duas coisas bem diferentes.

Jesus. Eu � que sei.

E, claro, sou s� um advogado. N�o posso falar em um Tribunal.

E advogados de Corte s�o caros.

N�o me importo com o pre�o.

Trabalho 24h, se necess�rio.

Lutar contra Igreja e Estado � como lutar contra Golias.

A B�blia diz que David venceu Golias.

- � a primeira edi��o. - E?

Yeats.

Vai ser �timo. J� pensei em tudo, pai.

N�o se preocupe.

- Pegue mais cerveja. - Vai tomar outra?

Eu vou.

Um grande para mim. Uma cerveja para Desmond.

V�o se embriagar esta noite?

Dessie est� com muitos problemas.

- Quem n�o gosta de um drinque? - Certo, Henry.

N�o se pode culpar um homem por isso.

- N�o. - O rapaz est� sofrendo muito.

- Deve beber para esquecer. - Tem raz�o, Fergal.

O americano conhece algo pior do que beber para esquecer?

- Sabe o que �, filho? - Pior do que beber para esquecer?

Esquecer de beber.

Beberei a isso.

A esposa dele n�o sabia o que era amor.

Amor.

Os gregos t�m v�rias palavras para amor.

"Philia", "agapi", "eros". N�s temos s� uma.

Usamos as mesmas palavras para nossos queridos...

ou para um ma�o de cigarros.

- Interessante, n�o? - Muito interessante.

Sabem que os esquim�s t�m 40 palavras para neve?

- Verdade? - Sim. A esposa me disse.

Ela deve saber. � fr�gida.

Voc� � terr�vel.

- N�o deve beber e dirigir. - N�o estou fazendo isso.

Bebi antes de dirigir.

- N�o acho isso uma boa id�ia. - � o �nico jeito, pai.

O �nico jeito.

- Vejo o dormit�rio l�. - Melhor voltarmos outra hora.

N�o. Preciso resgatar a pobrezinha.

Certo, chegamos at� aqui.

Jesus!

- O muro est� escorregadio. - Cuidado, filho.

Bernadette!

Voc� est� ensopada.

Foi a chuva. E olhe quem fala.

Eu s� estava... Entre.

- Acomode-se. - N�o, eu n�o vou ficar.

Certo, fique � vontade.

Vou buscar uma toalha limpa.

Este lugar precisa de limpeza. Tem muitas quinquilharias.

Estou procurando uma toalha.

Aqui est�.

Aqui est�.

Pode ficar com ele, se quiser.

Recompensa por me indicar seu irm�o.

N�o sabia que voc� podia fazer isso.

H� muitas coisas que n�o sabe sobre mim.

Com certeza.

Economizamos para uma governanta.

Conhece algu�m?

Voc� precisa � de um barman.

Sabe qual � seu problema?

Acha que � s� dar seu sorriso charmoso, que tudo dar� certo.

- � hora de crescer. - Gosta de meu sorriso ent�o?

Voc� bebe demais.

Rid�culo. Tenho muitos planos.

- Como ir � Esc�cia com seus filhos? - O qu�?

- Como sabe disso? - As passagens ca�ram de seu bolso.

Um adulto e tr�s crian�as? Quem mais poderia ser?

Sabia que aprontava alguma. Seu tolo.

N�o me chame de tolo.

Aposto que gosta do americano...

de cujas piadas voc� ri, como se ele fosse Oscar Wilde.

Nick � engra�ado. E mais mulherengo do que Oscar.

Sim, entendi a mensagem.

Voc� gosta dele.

N�o me diga de quem gosto. Eu decido isso.

O que n�o quero � um b�bado...

querendo fugir para Esc�cia com os filhos.

Por que se importa?

Isso n�o � problema seu.

Eu n�o quero visit�-lo na pris�o.

J� lhe disseram que � uma boa mulher?

Sim, muitos homens. Alguns n�o eram casados.

- Antes, d�-me as passagens. - O qu�?

D�-me as passagens de trem. Devolvo e pego o reembolso.

Nossa, mulher.

- Voc� � insistente. - Onde est�o?

- Aqui est�. - Obrigada.

Enj�o no trem, mesmo.

- Acho que n�s dois... - Achou mesmo que eu ia beij�-lo?

- Com esse gosto de cerveja? - Mas voc� falou...

Falei que voc� precisa parar de beber.

- Essa � a coisa mais dif�cil. - A segunda mais dif�cil.

Recuperar a sua fam�lia � a mais dif�cil.

De todo dinheiro que j� tive

Eu o gastei em boa companhia

E todo mal que j� causei

N�o foi para ningu�m Exceto para mim mesmo

E seu eu tivesse muito Para gastar

E tempo livre para namorar

H� uma bonita mo�a Nesta cidade

Que conquistou meu cora��o

As faces rosadas E os l�bios vermelhos

Fazem de meu cora��o Seu escravo

Ent�o tomem comigo Uma �ltima ta�a

Que todos tenham Uma noite feliz

Muito bom, Des.

Ador�vel. Muito bom.

Muito obrigado, pessoal.

Voc�s foram maravilhosos. Deus os aben�oe.

At� a pr�xima semana, certo? Boa noite.

Vamos.

- Voc� est� bem? - Dessie, eu...

Olhe para mim. Voc� est� bem?

Papai, vamos. Papai!

Jesus!

Chamem um m�dico.

Johnny, v� buscar o m�dico!

Eu estou aqui.

- Dessie. - Estou aqui, papai.

- As crian�as. - Vamos recuper�-las.

Voc� e eu, juntos.

Papai.

Henry, � Padre O'Malley.

Diga o ato de arrependimento.

Amem.

Olhe, raios de anjo.

O que s�o raios de anjo?

� vov� dizendo que est� olhando por n�s.

Ele � nosso anjo da guarda.

Ele me contou sobre raios de anjo.

Meu bom pai.

Ele n�o nos deixaria.

- Bom dia, Srta. Gilhooly. - Sr. Doyle.

- N�o recebeu a carta? - Que carta?

A que cancelava este encontro.

N�o recebi nenhuma carta.

Faltei ao trabalho s� para v�-lo.

Falamos de minha fam�lia. Onde ele est�?

TRANSGRESSORES SER�O PROCESSADOS

Jesus.

Jesus, Maria e Jos�.

Lilo! Higgi! Venham!

- Desculpe, ele � um transgressor. - Tudo bem, � meu cliente.

- Um cliente, senhor? - Sim.

Temos uma hora marcada!

No futuro, avise-me se estiver esperando visitas.

De que est� rindo? Acha que isso tem gra�a?

Acha que pode cancelar compromissos assim?

- Sr. Doyle... - N�o falei com voc�, ianque.

Tudo que fazem � usar roupas bonitas...

e tentar pegar nossas mulheres.

- E nossos peixes! - Desmond, seja sensato.

Lamento por cancelar o encontro...

mas n�o posso fazer mais nada por voc�.

Verdade?

Seu lamento n�o vai trazer meus filhos de volta, vai?

Sei que o americano se diverte...

vendo todas as �guas-vivas que temos aqui.

Mas pergunte-se, Sr. Figur�o.

E se fosse a sua fam�lia?

N�o lutaria para t�-los de volta?

Ou � mais um covarde sem cora��o?

Parab�ns, Desmond. Acabou de achar um advogado.

Isso � um fato?

Quem?

Eu.

Ent�o n�o � qu�mico.

Como trabalha aqui se � americano?

Na verdade, sou irland�s.

Nasci e vivi em Kilkenny at� os 9 anos.

Ent�o fomos aos EUA, e depois voltei para c�...

para estudar Direito na UCD.

Ele � qualificado para o tribunal irland�s.

O fato de eu ser ianque o incomoda?

De modo algum. Gosto de ianques.

A maioria deles j� foi irland�s.

Mas n�o posso pagar caro.

N�o vou fazer isso pelo dinheiro.

Precisar� ter o bastante para cobrir nossos custos.

Certo.

Apreciei muito a sua ajuda.

Faremos o melhor poss�vel.

- Certo. At� logo. - At� logo.

- N�s faremos o melhor? - Estamos juntos nisso, amigo.

Acha que farei isso com algum outro advogado?

N�o temos chance. N�o sei por que quer o caso.

Porque sei pelo que ele est� passando.

Por culpa minha, perdi meus filhos no div�rcio.

- N�o sabe o que enfrentaremos. - Sei o que enfrentaremos.

Que chance voc� acha que tem?

- Voc� e o senhor... - Sr. Doyle.

Sr. Doyle, aqui.

Pintor e, o qu�? Decorador?

Um comerciante para o senhor.

Al�m de tudo, ser� muito caro.

Apenas se perdermos.

- Voc�s v�o perder, senhor... - Beattie.

V�o perder, porque se ganhassem esse caso...

toda a base da lei familiar seria questionada.

E creiam, cavalheiros, isso n�o ser� permitido.

Agradecemos seu conselho, senhor...

Vamos?

A prop�sito, Ministro...

suas pinturas s�o horr�veis.

Precisamos de um especialista em lei familiar.

Pensei que fosse especialista.

N�o trabalho com fam�lia h� 20 anos.

O que sei, aprendi na pr�tica.

N�o sabe o que est� falando? N�o pode ler alguns livros?

Desmond, n�o � t�o simples assim. � uma �rea muito complicada.

Al�m disso, todos t�m medo de enfrentar a elite.

Como chama o sujeito que nos falou sobre lei familiar?

- Lembra? - Tom Connolly.

Havia um Connolly que jogava r�gbi para Irlanda.

Ele praticava advocacia. Seria ele?

Estou lisonjeado pela aten��o...

mas me aposentei h� 2 anos.

Em resumo, n�o posso mais falar em tribunal.

N�o precisar� fazer isso.

O Sr. Barron falar� no tribunal.

Mas, senhor, ele precisa de sua ajuda.

Minhas leis familiares est�o enferrujadas.

Mesmo que haja s� como um consultor.

Lamento dizer-lhe, Sr. Doyle...

mas eles colocar�o as melhores pessoas neste caso.

As melhores que o dinheiro pode comprar.

� por isso que me odeiam.

Eu n�o seria comprado.

Acredito que se Deus existe...

Ele ir� nos ajudar.

Fico tocado por sua f�.

Seria o �nico Esp�rito Santo que daria ajuda pr�tica.

Slainte.

Era meu her�i quando menino, Sr. Connolly.

De meu pai, tamb�m.

Ele me levava aos seus jogos. V� aquela foto?

Eu estava naquele jogo. Naquele onde se machucou.

Esse foi o come�o do fim.

Quando o zagueiro bruto danificou minha cartilagem.

Ele era ingl�s, claro. O patife.

Mas antes de eu deixar o campo...

consegui chutar-lhe os test�culos.

Justo.

Bem, rapazes...

seu caso � interessante.

Sem esperan�a, mas interessante.

Realmente n�o v� esperan�a?

Este caso � o que eu chamaria de "S�o Judas"?

Por que S�o Judas?

Porque S�o Judas � o santo dos casos perdidos.

Se me lembro, senhor, ganhou alguns S�o Judas na sua �poca.

Suponho que sim.

Aposentadoria deve ser entediante para algu�m como o senhor.

Cavalheiros...

proponho um brinde.

Justi�a e S�o Judas.

Justi�a e S�o Judas.

Sou Desmond Doyle...

pai de Evelyn, que est� sob seus cuidados...

sem o meu consentimento.

Pe�o o retorno de minha filha, logo.

N�o pode ter a sua filha.

Nesse caso, meu advogado, Michael Beattie...

vai entregar-lhe um pedido de habeas corpus...

redigido por meu conselheiro, Sr. Nicholas Barron.

Apresentado no prazo.

Testemunhado no prazo.

Obrigado, Irm�. Isso � tudo o que precisamos.

- Ent�o, foi bem? - Foi como um sonho.

Desmond lembrou de todas as falas e foi brilhante.

Laurence Olivier que se cuide.

- N�o atacou a freira? - N�o.

Estou aprendendo as regras do jogo.

- O que faremos agora? - Esperaremos.

� isso que querem que fa�amos.

N�o far�o nada por meses, esperando que desistamos.

Nada acontecer� se n�o pressionarmos.

Vou ligar para meu amigo Hugh Canning.

Hugh Canning? Ele � comentarista de esportes.

Principalmente.

Mas faz um pouco de tudo.

Que Deus lhe fa�a justi�a.

- Pegue isso e v�. - Obrigada, Irm�.

O que � isso?

- Eileen, venha aqui. - O que est� havendo?

"Desmond Doyle, pintor e decorador...

das Mans�es F�tima, em Dublin...

� um pai am�vel que s� quer ficar com seus filhos...

mas o Estado n�o o permite.

A filha de faces rosadas, Evelyn..."

Temos a data da audi�ncia. � o primeiro passo.

Um pouco de press�o ajudou.

Tivemos que dar um pontap� no Ministro.

O que fazemos agora?

Cuide mais de si mesmo. A imprensa vai tirar fotos suas.

Sim, Desmond, penteie o cabelo.

Barbeie-se.

Parece que acabou de sair da cama.

Use-me como modelo, se quiser.

E compre sapatos novos antes de ir � Corte.

- Sapatos novos? - Sim.

Alguns ju�zes julgam um homem pelos seus sapatos.

L� v�m eles. Vamos fotografar a garotinha.

Vamos. Fotografe os tr�s juntos.

Papai, fiz um gol em Gaelic!

Meus amores.

Voc�s est�o lindos.

Papai, gosto de seus sapatos novos.

Obrigada, Evelyn.

Ferris n�o mudou desde que o conhe�o.

Esse rosto artificial.

Sempre pareceu a mortalha de Turin.

N�s o cham�vamos de Ferris, o Mascarado.

O que � um insulto para o roedor.

Sr. Barron, representa o peticion�rio, Desmond Doyle?

Sim, Excel�ncia.

Argumentamos que o juiz do tribunal regional...

em 10 de janeiro deste ano...

mal orientou o peticion�rio, Sr. Desmond Doyle.

Refiro-me � nota na qual o juiz expressou sua esperan�a...

de que o Sr. Doyle n�o ficasse muito tempo sem os filhos.

Infelizmente, este n�o foi o caso.

O Estatuto da Crian�a de 1941 claramente afirma...

que, a menos que a m�e esteja morta, o que n�o � o caso aqui...

o consentimento de ambos os pais � necess�rio.

Esta � a base de nosso caso.

O texto do Estatuto da Crian�a...

deve ser entendido em seu significado gram�tico e literal.

"Ambos os pais" significa exatamente isso.

Portanto, sou contra o peticion�rio, Desmond Doyle.

Obrigado, Juiz Hall.

Juiz McLaughlin?

Com relut�ncia, concluo que tamb�m sou contra...

ao apelo do peticion�rio e apoio a decis�o do ministro.

- N�s perdemos. - Isso � rid�culo!

Ordem no tribunal!

Deixe os filhos dele irem para casa!

Sil�ncio, ou encerrarei o tribunal.

- Sil�ncio no tribunal! - Ele adora isso.

- Sil�ncio! - O roedor.

Sil�ncio.

N�o existe controv�rsia...

de que a Se��o 1 do Estatuto da Crian�a de 1941...

requer o consentimento de ambos os pais.

Na falta de tal consentimento, Evelyn Doyle e seus irm�os...

permanecer�o em cust�dia at� a idade de 16 anos.

Papai!

Al�m disso, esta Corte decidiu...

uma vez que o Estatuto � muito claro...

que uma apela��o seria perda de tempo para a Corte.

Portanto, o direito de apela��o � negado.

- N�o, seu cara de rato! - Quem disse isso?

Foi voc�, Connolly?

Hugh Canning, o homem que mudou a hist�ria Doyle...

cobrindo esse novo e sensacional desenvolvimento.

Deixe-os em paz.

Tire as m�os de meus filhos!

- Deixe-me em paz! - Papai!

Cenas inacredit�veis no Tribunal.

Nunca vi nada como isso.

Desmond Doyle luta pela guarda dos filhos.

Uma cena pat�tica de ver.

E quem n�o simpatizaria com um pai na situa��o dele?

Papai!

Crian�as!

Papai, por favor.

Desmond Doyle est� aqui?

Est� sentado ali.

Desculpe-me interromp�-lo.

Sou Honest Joe O'Leary, agente de apostas.

Uma delas � sobre o resultado de seu caso judicial.

- Est�o apostando pesado em voc�. - �timo.

N�o acho certo ficar com isso...

ent�o, quero lhe dar.

Jesus.

Meu Deus.

� apenas $600. Pensei que isso pudesse cobrir os custos da Corte.

N�o sei o que dizer, Sr. O'Leary.

N�o precisa dizer nada. Eu cresci em um orfanato.

Queria que meu pai tivesse sua coragem.

Boa sorte. Boa noite para todos.

Boa noite.

Haver� uma corrida de cavalos no pr�ximo m�s.

Apostas em benef�cio de Desmond Doyle.

�timo.

Aposte em Slippery Sam. Slippery Sam.

Boa noite. Que Deus os aben�oe.

Isso pede comemora��o. Mais uma rodada nesta mesa.

Eu quero uma limonada.

Limonada? Voc� est� bem, filho?

N�o, estou p�ssimo.

Mas talvez seja hora de tentar melhorar.

Jerry.

Mantenha o olho na bola.

Empurre a bola.

- Empurre. - Thomas!

- Bom reflexo. Vai precisar. - De volta ao trabalho?

Isso me ajuda a pensar melhor. Voc� joga r�gbi, Nick?

N�o. � uma vers�o primitiva de futebol americano.

� isso que voc� acha?

Joga, joga.

A� vai.

In�til.

Bem...

por que eu os convidei para virem?

- Eu me pergunto o mesmo. - Eu tamb�m.

Eu tamb�m. N�o foi como planejei passar a manh�.

Sabem...

quando fui ferido e estava sendo levado na maca...

olhei para cima e vi um pai...

carregando uma crian�a sobre o ombro.

Eles me achavam um her�i, mas sabem o qu�?

Eu invejei aquele homem. Ele era meu her�i.

Tudo que Desmond quer � segurar os filhos nos ombros.

Podemos ajud�-lo nisso.

Mas como, Tom? N�o temos direito � apela��o.

Ferris deixou isso claro.

N�o precisamos apelar.

N�o se levarmos um caso totalmente novo...

baseado em um princ�pio de lei totalmente diferente.

Mas n�o podemos levar os mesmos fatos...

diante da mesma Corte que j� os ouviu.

Tribunal Regional ou Superior Tribunal, n�o mais para onde ir.

H� um outro lugar para ir. A Suprema Corte.

Suprema Corte?

N�o podemos ir l� com isso.

Eles n�o ouvir�o um caso como este. S� lidam com coisa grande.

Sim.

Como leis que transgridem a Constitui��o irlandesa...

as quais andei lendo.

Espere um segundo.

Algu�m j� conseguiu desafiar a lei nestas bases?

N�o.

- N�o? - N�o.

- Que chances acha que temos? - Quem sabe?

Mas j� vi vit�ria de jogadores sem a menor esperan�a.

Sem esperan�a.

Boa noite e bem-vindos � primeira edi��o...

de Conversas com Canning...

neste maravilhoso novo meio da televis�o.

Para aqueles que ouvem meu programa por r�dio...

espero que eu esteja mais bonito do que pensam.

Agora, muitos de voc�s...

lembram das tristes manchetes do m�s passado.

"Desespero de Desmond".

Desmond n�o est� desesperado no momento.

Ele est� aqui, ao meu lado...

em nosso est�dio de televis�o ultra moderno.

E ele tem novas raz�es para ter esperan�a.

- Certo, Desmond? - Sim!

N�o precisa gritar, Desmond. Podemos ouvi-lo bem.

Certo.

Ele n�o fica bonito quando se arruma?

- Ele est� aprendendo. - Eu lhe disse para me imitar.

... que a sua filha, Evelyn...

e seus dois filhos est�o detidos ilegalmente.

Sim.

E voc� contratou pessoas importantes?

Vamos chamar o Ministro da Educa��o...

como testemunha.

E sempre me perguntei, o que motiva Desmond Doyle?

- Desmond? - Eu amo meus filhos.

N�o quero me despedir deles o tempo todo.

N�o quero que passem a inf�ncia toda chorando.

- A data do tribunal foi marcada? - Ainda n�o.

Mas quero meus filhos em casa no Natal.

Em casa no Natal.

� uma frase inspiradora...

para acabarmos nossa conversa com Canning.

Jesus.

Essa coisa n�o vai se difundir.

... acompanharemos seu caso de perto.

E agora...

o lindo som da harpa irlandesa.

Boas e m�s not�cias.

Primeiro, as boas. Eles marcaram a data.

- Ser� na 2a. semana de Dezembro. - �timo!

Um �timo momento para um tribunal.

At� os ju�zes ficam sentimentais no Natal.

Por�m nem todos.

Adivinhe quem estar� l� de novo?

- Ferris, o Mascarado? - Sim.

Parece que foi elevado � Suprema Corte.

Que falta de sorte.

Sorte n�o tem nada a ver com isso.

Acho que o Estado o plantou l�...

em uma tentativa de nos destruir.

Vamos, comam. Tem muito mais.

Uma lingui�a bem grande.

Vamos deix�-los pregui�osos. Talvez diminua seu ritmo.

Nada para voc�, Sam.

Vai ganhar sua recompensa depois da corrida.

Eles est�o saindo. A corrida vai come�ar.

Vamos!

Vamos!

For�a, meu garoto.

For�a. Sim!

Eles est�o emparelhados. Slippery Sam um pouco � frente.

E ao se aproximarem da curva...

Slippery Sam faz um tremendo esfor�o.

O'Leary, como voc� sabia?

Digamos que ele estava sedento pela vit�ria.

- Bom homem. - Desmond?

Voc� foi eleito no Irish Times como o Homem do Ano.

- Como se sente sobre isso? - Honrado. Quem foi o segundo?

- O Papa. - Bom para ele.

Vamos, Bernadette.

- Vamos buscar nosso pr�mio. - A� est� voc�.

Ganhei algum dinheiro, tamb�m.

- Como vai com Bernadette? - �timo.

Convidei-a para ir aos EUA comigo quando o caso acabar.

Verdade?

- O que ela disse? - Disse que ia pensar.

Eu a convidei para morar comigo.

- Verdade? - Sim.

- O que ela disse? - Disse que ia pensar.

Bem...

- quem sabe o que ela far�. - Mans�es F�tima contra EUA.

Escolha dif�cil.

Irm�, por que n�o corta meu cabelo?

Cortou o de todo mundo.

Porque suas fotografias estar�o em todos os jornais.

E por que isso faria diferen�a?

N�o acho que eu deva ser tratada de modo especial...

s� porque meu pai est� famoso.

Seu pai n�o pediu que n�o cort�ssemos?

E n�o disse para me deixarem com ele?

Voc�s nem se importaram.

Ou�a...

se eu cortar seu cabelo, Irm� Theresa n�o vai gostar.

Explicarei ao papai se ele ficar bravo.

E quem explica � Irm� Theresa se ela ficar brava?

A senhora, Irm�.

Hugh Canning para voc�s, ao vivo...

do lado de fora da Suprema Corte...

no primeiro dia deste caso hist�rico.

Um grande carro oficial acaba de chegar.

� o Ministro da Educa��o.

Parece que ele n�o queria estar aqui hoje.

� como os soldados devem se sentir antes da batalha.

- Nervoso? - Nervoso?

Estou s� tentando fazer hist�ria jur�dica...

fazendo algo que nunca foi feito.

E se eu fracassar, estou desempregado.

Mas se ganhar, filho, ser� imortal.

Estar� nos livros de hist�ria.

E ajudar� a tirar este pa�s da Idade M�dia.

Um ter�o. Pensei que n�o fosse religioso.

Eu n�o sou.

Na hora do veredicto, isso servir� para contar os pontos.

Lembre, Nick, fale com o cora��o.

Sentarei longe da linha de vis�o de Ferret.

Obrigado, Tom.

- Boa sorte, filho. - Obrigado por tudo.

Certo.

Que a batalha comece.

- Estou bem? - �timo.

O senhor se recusou tr�s vezes...

a reconsiderar o caso Desmond Doyle? Correto?

Decis�o subsequentemente confirmada pelo Superior Tribunal.

Mas os fundamentos de nossa a��o s�o diferentes agora, certo?

Suponho que sim.

Diga-nos, Ministro, a quem ou a o que...

deve sua posi��o eminente?

Perd�o?

Seu emprego, senhor. Quem o indicou?

Protesto. Isso � irrelevante, para n�o dizer insolente.

Senhor...

o advogado realmente fracassou em estabelecer relev�ncia.

Farei isso logo, Excel�ncia.

Espero que sim. Prossiga.

Como Ministro da Educa��o, � um governante nomeado, n�o �?

� claro que sou.

Que documento atesta a autoridade governamental...

e consequentemente a sua autoridade?

A Constitui��o Irlandesa.

O senhor a leu recentemente?

Protesto. Isso � insuport�vel!

O advogado n�o est� mostrando respeito pela testemunha.

Protesto aceito.

Cuidado. A testemunha deve ser tratada com respeito.

Sim, Excel�ncia.

Eu ficaria grato se pudesse ler para a Corte...

os pequenos trechos da Constitui��o Irlandesa...

os quais estabelecemos ser a base de sua autoridade.

Artigo 1.

A Constitui��o deve ser consistente com a lei de Deus.

Artigo 41.

Pais e filhos t�m direito fundamental e divino...

ao prazer da conviv�ncia m�tua.

Artigo 42.

Um pai inocente n�o deve ser privado de seu direito...

de "dirigir" a educa��o dos filhos".

Rejeitando consistentemente...

o pedido de Desmond Doyle pelos filhos...

o senhor negou-lhe esse direito divino e fundamental?

Seria justo dizer isso, Ministro?

Estamos esperando sua resposta.

� uma possibilidade.

Sim.

E tamb�m � poss�vel...

que tenha transgredido o Artigo 42 da Constitui��o...

negando a Desmond o direito de dirigir a educa��o dos filhos?

Sim.

Isso tamb�m � uma possibilidade.

- Estamos aqui para determinar isso. - Exatamente.

E assim o faremos.

Bom menino.

Sem mais perguntas.

Muito bem.

O Artigo 42 da Constitui��o refere-se a um pai inocente.

E tal conceito � t�cito tamb�m no Artigo 41.

Que � o pai inocente...

que tem o direito fundamental de conviver com os filhos.

Isso...

n�o se aplica a Desmond Doyle.

Ele invadiu o pr�dio, sem anunciar-se.

Estava furioso...

e parecia um homem possu�do pelo dem�nio.

Protesto. A testemunha est� ofendendo meu cliente.

Discordo. A Irm� est� se expressando vividamente...

usando uma figura de linguagem pr�pria de sua ocupa��o.

Protesto anulado. Prossiga, Irm�.

Ele parecia possu�do.

Gritou comigo: "Onde est� minha filha"?

- Ele gritou muito. - E o que a senhora lhe disse?

- Perguntei se ele marcara hora. - E o que ele disse?

Agarrou meu pesco�o e quase me matou.

Ele estava me estrangulando.

Se eu n�o o levasse � filha...

amea�ou cortar-me membro por membro. Exatas palavras dele.

- Achei que ele fosse me matar. - O que fez ent�o, Irm�?

Disse-lhe onde a garota estava, e ele subiu correndo...

enquanto repetia suas amea�as.

Meu pesco�o ficou roxo onde ele tocou.

Reportou o deplor�vel incidente para algu�m?

Para a pol�cia. Eles confirmar�o.

Irm� Theresa, caridosa demais, decidiu n�o dar queixa.

Sem mais perguntas.

Estraguei tudo com isso?

Bem, talvez.

Temos que mostrar que foi um incidente isolado...

n�o um padr�o de seu comportamento.

- Espero que tenha sido o �nico incidente assim? - Claro que foi.

Al�m do fato que bateu no Padre O'Malley?

Isso.

E quando tentou sequestrar os filhos?

Eu estava b�bado as duas vezes.

N�o tente usar a embriaguez como defesa.

Isso n�o os impressiona.

J� ouviu a frase: "T�o s�brio quanto um juiz"?

Entenda, Excel�ncia...

sacudi a Irm� Brigid quando soube que ela batia na minha filha.

- Protesto. - N�o tanto quanto eu.

Protesto que toquem em meus filhos.

Protesto aceito.

O protesto do Sr. Wolfe, n�o o seu, Sr. Doyle.

Continue seu testemunho.

Outro pai n�o teria feito o mesmo?

O rosto de Evelyn estava todo marcado.

Sil�ncio no tribunal.

Mesmo sendo um cat�lico duvidoso...

que quase estrangula uma freira...

devia saber que a base fundamental de nossa sociedade...

� a fam�lia...

cujo modelo � a fam�lia sagrada...

Jesus, Maria e Jos�.

Como pode, como pai e cat�lico...

alegar poder criar os filhos sem uma m�e?

N�o h� precedentes disso na religi�o...

na qual voc� supostamente acredita.

O gato comeu sua l�ngua...

Sr. Doyle?

H�...

um precedente, como o senhor o chama.

O que est� dizendo?

A base fundamental de nossa f� n�o � a sagrada fam�lia...

� a Sagrada Trindade.

O Pai, o Filho e o Esp�rito Santo.

Quando minha m�e morreu...

meu pai nos criou sozinho...

com o Esp�rito Santo para gui�-lo.

Ele dizia que o Esp�rito Santo era amor.

A B�blia Sagrada n�o diz, "F�, esperan�a e amor...

mas o maior desses � o amor"?

Eu parei de beber.

Trabalho todas as horas que Deus me d�.

Tornei-me algu�m melhor, tentando incorporar o Esp�rito Santo...

para criar meus filhos cercado pelo amor.

� tudo que posso fazer.

Ningu�m pode mais.

Sil�ncio no tribunal!

Sil�ncio!

Sem mais perguntas.

Pedimos que a Corte retorne quando chamarmos...

a pr�xima testemunha, Evelyn Doyle.

Canalhas! V�o intimidar a pobrezinha.

Jesus, logo irei � Corte responder algumas perguntas.

Por favor, fa�a meu pai vencer.

Sei que o est� testando, mas ele est� cansado.

Deus, por favor, fa�a-o vencer.

Amem.

- Papai. - Ol�, querida.

Seu cabelo.

Eu pedi para cortar.

Voc� n�o gostou?

Est� lindo, querida. Combina com voc�.

- Outros sapatos novos. - Sim.

Voc� precisa ir agora.

Adeus, papai.

Sil�ncio na corte.

A Corte reassume a ordem.

Agora, Evelyn Doyle...

lembra-se em St. Joseph, quando trope�ou no corredor...

e machucou o rosto quando caiu da escada?

N�o, senhor.

Pense no �ltimo m�s de mar�o.

Parece que Irm� Felicity lhe deu uma aspirina.

Correto?

- Sim, senhor, ela me deu. - E por que foi isso?

Por que meu rosto estava inchado.

Porque voc� caiu da escada?

N�o. Isso foi o que Irm� Brigid disse.

Mas voc� n�o tentou negar o fato...

de que tinha ca�do e machucado o rosto.

Voc� n�o negou, negou?

N�o.

- Quero dizer, sim. - Estou confusa.

Ent�o, o que realmente aconteceu...

foi exatamente o que Irm� Brigid falou.

E voc� inventou uma hist�ria na carta para seu pai...

porque queria sair de St. Joseph...

e achou que uma mentirinha ajudaria.

Eu n�o menti. N�o inventei isso.

Sei que � uma experi�ncia assustadora...

para uma garotinha estar em um tribunal.

Tente n�o se assustar, mesmo estando sozinha diante de todos.

N�o estou mais com medo. E n�o estou sozinha.

Meu av� est� aqui comigo.

Veja. � uma prova que ele est� aqui.

O av� da crian�a morreu h� alguns meses.

Ela obviamente tem uma imagina��o...

muito f�rtil.

Agora, crian�a...

vou perguntar a �ltima vez.

Lembra de ter ca�do da escada e machucado seu rosto?

N�o, eu n�o ca� da escada.

Eu ia contar � irm� Felicity o que realmente aconteceu...

mas achei que isso prejudicaria Irm� Brigid.

Pedi que Deus perdoasse Irm� Brigid por me bater.

Essa � uma declara��o absurda!

Por que a boa Irm� bateria em voc�?

Falei que ela n�o devia surrar Annette por errar o catecismo.

Pobrezinha. Que vergonha.

Vejo que ela estava melhor com Desmond.

- Pego voc� l� fora! - Sil�ncio no tribunal!

Evelyn Doyle...

espera que acreditamos que, depois do que ela lhe fez...

- voc� rezou para ela? - Sim, rezei.

Digo que voc� est� mentindo.

Segundo o 8� mandamento, mentir � pecado.

"N�o levantar falso testemunho contra o pr�ximo".

Surpreende-me que n�o saiba disso, se � advogado.

Irm� Brigid disse a verdade � esta Corte.

Que a pegou quando voc� caiu da escada.

N�o � verdade. Espero que ela se confesse logo.

- Quer ouvir minha prece de ontem? - N�o queremos.

Discordo, Sr. Wolfe.

Isso � essencial para avaliar o car�ter da crian�a.

Evelyn, vamos ouvir sua prece.

"Querido Deus...

que guia o universo com sabedoria e amor.

Ou�a a prece que fizemos para o nosso pa�s...

o lindo pa�s da Irlanda.

Pela honestidade de nossos cidad�os...

e sabedoria dos que nos governam...

que a paz seja trazida...

e verdade e justi�a flores�am.

Amem".

- Ela � uma honra para voc�. - Obrigado.

- Obrigado, Evelyn. - Pode sentar.

O grande dia finalmente chegou.

O dia que Desmond, seus filhos, e toda a Irlanda...

t�m esperado.

O dia que Desmond descobre, de uma vez por todas...

se vai ou n�o ter os filhos de volta.

Por que eu e os meninos n�o pudemos ir � Corte?

Eles n�o querem repetir as cenas da �ltima vez.

O prefeito de Dublin acaba de chegar em sua limusine oficial.

Um lindo carro.

Devo lembrar-lhes, por�m, que nunca antes...

a Constitui��o Irlandesa foi considerada hostil...

e isso acontecer� hoje, se Desmond Doyle vencer.

Pe�o que o Juiz Ferris fa�a seu julgamento.

Fui convencido, pelos argumentos do Sr. Wolf...

em nome do Ministro da Educa��o...

que o termo "pai"...

nos artigos 41 e 42 da Constitui��o...

implica ambos os pais.

N�o h� contradi��es entre tais artigos...

e a Se��o 10 do Estatuto da Crian�a...

e tal estatuto n�o � hostil � Constitui��o.

Consequentemente, sou a favor do r�u, o Ministro da Educa��o.

Um dia estrangulo o Mascarado.

Est� um a zero para o ministro, faltando dois votos.

O pr�ximo, Juiz Daley, deve votar para Desmond...

ou est� acabado para os Doyles.

N�o se desespere, crian�a. Tenha f�.

... ou haver� confus�o.

Concordo com o Sr. Wolfe...

que o Ministro da Educa��o tem agido...

de maneira sensata e conscienciosa...

diante do Estatuto da Crian�a.

Tamb�m concordo com o honr�vel Juiz Ferris...

que n�o h� precedentes para declarar...

um estatuto hostil � nossa Constitui��o...

Deus, d� um "por�m". portanto, isso � inv�lido.

Por�m, apesar da falta de precedentes...

o argumento do Sr. Barron � persuasivo.

Em qualquer evento, com respeito ao Sr. Ferris...

� dever da Suprema Corte...

n�o apenas seguir precedentes...

mas cri�-los.

Considerando que o Estatuto da Crian�a de 1941...

se��o 10, � contra o direito divino e fundamental...

de um pai conviver com os filhos...

sendo assim hostil para a Constitui��o...

sou a favor do pleiteador, Desmond Doyle.

Maravilhoso! N�o parem de rezar agora.

... a Suprema Corte.

Agora est� tudo nas m�os do Juiz Lynch.

A tens�o aqui � quase insuport�vel.

N�o posso pensar em nada parecido...

desde que Tom Connolly fez um p�nalti...

e fez da Irlanda campe� 30 anos atr�s.

E incrivelmente...

Connolly faz parte da equipe de Desmond agora.

O empenho de Desmond me impressiona.

assim como a determina��o em reconstruir...

sua situa��o financeira e dom�stica...

ap�s o infeliz abandono da esposa.

Notei tamb�m os elos de amor e afei��o...

entre Doyle e a filha, Evelyn...

que me impressionou, como a todos voc�s...

- no banco de testemunhas. - Por favor, n�o nos d� um "por�m".

Por�m, somos oficiais da lei...

e n�o devemos ser guiados por sentimentos.

Embora o apelo do Sr. Barron tenha sido emocionante...

um apelo que mexe com o cora��o...

devemos julgar os casos com nossas cabe�as...

n�o com o cora��o.

- Tom, n�s perdemos? - Concordo com o Juiz Ferris...

A menos que ele diga outro "por�m".

� lament�vel...

que nenhum precedente foi citado...

para apoiar o caso do Sr. Doyle.

Por�m...

embora n�o haja precedentes na lei irlandesa...

podemos nos basear em um caso ingl�s parecido.

Em Crown versus Clark, 1891...

o princ�pio do direito inalien�vel de um pai sobre os filhos...

foi incluso como lei consuetudin�ria.

- Por�m... - N�o.

o direito de um pai...

poderia, como lei consuetudin�ria, ser cancelado pelo estatuto.

- Contudo... - Sim, Deus querido...

diferente dos ingleses...

n�s temos uma Constitui��o.

Portanto, nas palavras de Evelyn Doyle...

"que a verdade e a justi�a flores�am."

� indiscutivelmente verdade, como afirmou Sr. Barron...

que um pai tem o direito divino e inalien�vel...

de conviver com os filhos.

Consequentemente, sou a favor do Sr. Doyle.

N�s conseguimos!

Desmond Doyle venceu!

Que Deus seja louvado.

- Gl�ria a Deus! - Irm�, n�s ganhamos.

N�o esque�a de mim, querida.

N�o esquecerei, Irm�. Eu a amo.

Vai precisar de uma governanta agora, n�o vai?

Amor e gl�ria, meninos!

Hist�ria jur�dica foi feita.

Evelyn venceu. Podemos todas ir para casa.

Papai!

Meu amor. Que bom ver voc�.

Deixe-me v�-la.

Voc� est� linda.

N�o se preocupe, Heidi. N�o esqueci de voc�.

Vamos juntar estes dois agora.

Ch�, tamb�m?

Crian�as, venham se sentar. O peru est� pronto.

Evelyn, Maurice, Dermot, venham se sentar.

Estou faminto. Certo. Peguem um biscoito.

COMO RESULTADO DA VIT�RIA DE DESMOND DOYLE HOUVE UMA ALTERA��O NO ESTATUTO DA CRIAN�A...

POSSIBILITANDO QUE MUITAS CRIAN�AS IRLANDESAS SE REUNISSEM COM SUAS FAM�LIAS.

Revis�o e sincronia KarolusM

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