All language subtitles for S01E07 - Making Mars

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Original subtitles

Sabíamos que Marte não nos receberia de braços abertos.

Aviso: sistema fora do ar.

Retrofoguete não ativou.

- Vou lá embaixo verificar. - Não, deixa comigo.

Estávamos prontos para chegar lá a qualquer preço.

Falha identificada.

-Encontrei! -Pode falar.

É uma falha no barramento 4-15-48, no terminal de estibordo

4-15-48, entendido.

Atenção! Rodando!

Ação!

Entre as coisas que tornam os seres humanos especiais

está nossa habilidade de imaginar, de sonhar.

Pode cortar, obrigado. Muito bom!

E de considerar a possibilidade de viver em outro lugar.

Seja depois das montanhas que vemos à distância,

do outro lado de um lago ou do mar, ou em outro planeta.

Ação!

A National Geographic teve uma ideia muito ambiciosa,

que foi dramatizar a saga da ida a Marte

de uma maneira cinematograficamente ousada.

Vamos cortar, obrigado... seguram a grua, por favor.

Vamos empurrar você daí.

E é aqui, eu acho, que você vai se segurar, certo?

Fazer um projeto que explore Marte

e realizá-lo para a National Geographic,

uma revista que foi muito especial na minha juventude,

foi uma oportunidade maravilhosa de inspirar a exploração

e dar às pessoas a esperança de sonhar.

Essa foi a proposta: "Vamos imaginar algo juntos,

quebrar os moldes e quebrar barreiras."

Por que não poderíamos fazer isso?

Legenda: susk

Criando Marte

O que a Natlonal Geographlc representa?

Ciência, pesquisa, educação...

Então, para nós,

é fundamental acertar o aspecto científico.

É um projeto extremamente ambicioso.

O problema de ser um designer de produção

é que você tem que se tornar um especialista

no assunto em questão.

Então eu tive que analisar

a realidade da viagem espacial no momento atual

e pensar como seria no futuro.

A quantidade de pesquisa para um programa como esse

é Impressionante,

e é fácil ser seduzido pela ciência.

Por Isso, parte do trabalho é lembrar que,

no fim das contas, é uma história humana.

Vou estar aqui, claro.

São pessoas de verdade em um ambiente real que,

por acaso, pode ser extremamente perigoso e assustador

no caso de as coisas darem errado.

Ação.

Iniciar manobra de reorientação.

Espere!

Retropropulsão supersônica em três, dois, um. Agora!

Como queríamos que cada elemento parecesse autêntico,

desenvolvemos uma serie com uma mescla de gêneros

que usa o drama para nos envolver no conteúdo.

E tem esse encontro natural com o documentário.

As histórias do documentário trabalham em conjunto

com o roteiro e a narrativa.

Desse modo, nós vemos a engenharia atual

que integrará a missão a Marte no ano de 2032.

Ok, pronto. Botem o visor.

Espero que a série desperte

o espírito de aventura nas pessoas,

para que elas apoiem essa ideia,

porque acho que seria incrível se fôssemos até Marte.

Por milhares de anos,

nossos ancestrais olharam para o céu,

viram aquele ponto vermelho e imaginaram o que havia lá.

E aqui, hoje, nós temos a capacidade de viajar para lá.

Estamos muito mais preparados hoje

para mandar pessoas para Marte

do que para mandar o homem para a Lua em 1961.

É um salto gigante para a humanidade

que precisa ser dado.

Juntos, podemos explorar o Sistema Solar.

Não só para visitar, mas para ficar.

É um programa espacial renovado

que vai enviar astronautas americanos a Marte.

Dois, um, e lançamento.

Este é um ponto na História

a que não chegamos com frequência.

Temos uma aliança de muitas organizações,

oportunidades, parceiros e mudanças acontecendo

que nos empurra em uma direção:

para Marte.

Marte sempre esteve na cabeça das pessoas,

desde o momento em que nós começamos a notar,

durante a revolução cientifica,

que não era apenas um ponto de luz no céu,

e sim um planeta que, possivelmente,

poderia ser habitado por pessoas,

ou por algum tipo de criatura,

ou que poderíamos visitar.

Marte passou a ser visto de outra forma.

No final do século 19,

Marte era o objeto de afeto de Percival Lowell,

que era rico o bastante

para construir seu próprio observatório,

com uma das melhores condições de visão do mundo.

Percival olhou para Marte

e, na cabeça dele, viu canais e cidades.

E ele estava convencido de que havia vida em Marte.

Ele ficou preocupado

achando que a cultura marciana ia se extinguir,

porque estava ficando sem água e precisava de canais

para transportar a água das calotas polares

para essas cidades.

Então foi plantada no coração e na mente do público

a ideia de que talvez existisse vida em Marte.

Estou certo de que o programa espacial americano

vai usar todo o seu poder intelectual

e destreza tecnológica

em apoio às pesquisas por mais evidências de vida em Marte.

Iniciar motores principais,

zero, e lançamento do Atlas 5 com o Curiosity.

As últimas notícias desta manhã:

o rover de Marte da NASA, Curiosity,

aterrissou hoje no planeta vermelho.

Aterrissagem confirmada. Chegamos a salvo em Marte.

Spirit, Opportunity, Curiosity...

Todos esses rovers

começaram a descobrir e a nos mostrar que existe água,

que o solo marciano tem nutrientes.

Em Marte, há água, dióxido de carbono e nitrogênio

além dos elementos primários

necessários à tecnologia: alumínio, ferro, titânio,

enxofre, potássio, fósforo...

Marte é o objeto planetário mais próximo de nós

com todas as condições

e recursos necessários para a vida

e, portanto, para uma civilização tecnológica.

Estamos, sim, em um momento decisivo sobre Marte.

Enviamos satélites, rovers,

mas acho que agora estamos chegando ao ponto

em que temos o desejo, temos o interesse

e temos a tecnologia para enviar pessoas até Marte.

Ela tem 14 andares, da base ao nariz.

A nave é de vocês agora.

-Corta -Vamos cortar, obrigado.

Teve uma coisa que me chocou bastante

e que eu só descobri quando comecei a trabalhar na série:

sempre achamos que, sim, vamos pisar em Marte,

mas que isso só vai acontecer no tempo dos nossos netos,

ou só daqui a cem anos.

E, quando você percebe que isso vai acontecer, provavelmente,

nos próximos 10, 20 ou 30 anos, no máximo,

acho que é uma oportunidade maravilhosa para nós.

Nos anos 1960, nós achávamos que estaríamos em Marte

em menos de 30 anos.

A NASA tinha planos

de levar os primeiros humanos para Marte em 1981

e montar uma base permanente lá no final da década.

Mas o programa espacial tripulado

ficou estagnado pelos últimos 40 anos.

A NASA foi para a Lua. Por que não continuamos indo?

Durante a década de 1960, a maioria das pessoas

não achava que o programa Apollo valia a pena.

A NASA estava consumindo mais de 20%

dos financiamentos não obrigatórios do país.

E Isso ressalta o fato de que o programa Apollo

era principalmente uma função da segurança nacional

e parte da Guerra Fria.

A exploração espacial começou com essa competição incrível

entre os Estados Unidos e a Rússia.

O 1° satélite artificial da Terra

foi lançado com sucesso hoje pela União Soviética.

Os russos demonstraram superioridade espacial

lançando o Sputnik antes de lançarmos um satélite,

mandando animais ao espaço antes de nós,

enviando o homem ao espaço antes de nós

e colocando o homem na órbita terrestre antes de nós.

O dia em que a noticia de que o Sputnik fora lançado,

os Estados Unidos surtaram.

Agora que a Rússia bateu a nação ocidental mais avançada,

é melhor ficarmos em alerta.

Havia uma guerra em andamento no sudoeste da Asia

e a Guerra Fria com a União Soviética.

Quando você surta e está em guerra,

o dinheiro rola solto.

O Atlas é um veículo de um estágio e meio,

com 5 motores movidos a combustível líquido.

Foi uma história de competição.

Todos os foguetes eram feitos

a partir de mísseis balísticos intercontinentais

que o governo dos EUA construiu

para fazer frente ao império soviético.

Durante a corrida espacial, nós tiramos as ogivas

e botamos cápsulas com pessoas dentro.

E isso nos deu os programas Mercury e Gemini,

mas a largada foi realmente dada

quando nós anunciamos que iríamos à Lua

no final da década.

Nós escolhemos ir à Lua nesta década

e realizar novos feitos,

não porque eles são fáceis, mas porque são difíceis.

Não há dúvidas de que chegaremos à Lua.

E não há dúvidas de que isso custará muito dinheiro.

Nunca teríamos gastado tanto capital para ir à Lua

se não fosse pela corrida espacial.

Depois da Guerra Fria,

a NASA teve que lutar muito para continuar existindo.

O Congresso avisou diversas vezes:

"Nem pensem em ir a Marte."

Então a pergunta passou a ser:

o que vai aumentar o orçamento para irmos a Marte?

E agora, com vocês: Elon Musk.

Obrigado. É bom estar aqui.

O que estamos tentando alcançar aqui

é fazer Marte parecer possível,

tornar essa viagem possível nesta vida.

E que vocês possam ir. É isso que queremos.

Ir para Marte é uma tarefa humana imensa.

Precisamos de empresas espaciais comerciais.

Acho que elas vão ajudar a baratear as viagens espaciais.

Então, agora, temos uma grande variedade

de empresas de foguetes de 2ª e 3ª gerações:

Scales Composites, Virgin Galactic

a Blue Origin, de Jeff Bezo, a SpaceX,

até a Boeing e a Lockheed.

Todas essas grandes empresas podem se juntar

e abrir a fronteira para todos.

Com o apoio do programa de exploração espacial da IMSF,

a Corporação Missão a Marte

conseguiu superar os desafios de engenharia mais difíceis

que a nossa espécie já enfrentou.

A pergunta é:

"Por que é importante para nós, como espécie, ir para Marte?"

E por que é importante começar a estabelecer essa base hoje,

para nos tornarmos uma espécie interplanetária?"

E cada pessoa tem uma resposta diferente.

Então, nós fomos à SpaceX

e os seguimos por 6 meses,

enquanto nos contavam a sua história.

Eu acho que é muito Importante

estabelecer uma civilização autossustentável em Marte

o mais rápido possível,

caso alguma coisa aconteça com a Terra.

Ou nós vamos nos tornar uma espécie multiplanetária

ou vamos ficar presos em um planeta

até um episódio de extinção acontecer.

É como um seguro de vida ou um backup da biosfera.

Acho que é um bom investimento,

uma maneira muito boa de gastar dinheiro.

É incrível que exista essa oportunidade

para que a vida vá além da Terra.

E não sabemos por quanto tempo essa janela ficará aberta.

É muito Importante

melhorar a tecnologia de transporte espacial

que vai nos permitir

ser uma civilização que viaja no espaço.

E, um dia, morar fora da Terra.

Ao meu sinal, começar a sequência inicial.

Sequência EDL iniciada.

coloquem os capacetes e selem os trajes.

A descida à superfície foi iniciada.

Fora de curso.

Um, dois, três, respira.

Um, dois, três, respira.

Nós lutamos para seguir nosso caminho.

Ben?

E Marte nos desafiou o tempo todo.

Preciso cortar o traje.

Dizem que ciência e fé não se misturam.

Mas, quando tudo Indica que você já perdeu,

só resta acreditar.

Abra a porta!

Se fracassarem, não importam seus investimentos.

Estamos fora.

Se fracassarem, estamos todos fora.

Não andem do lado esquerdo do corredor.

Estamos com problemas de nivelamento.

Acho que, com qualquer projeto desta dimensão,

é inevitável que haja desafios.

Um dos mais interessantes

foi desenvolver os cenários da espaçonave,

em escala real.

Quando entram os atores, os 6 membros da tripulação,

de repente todo mundo começa a ter a sensação

de como deve ser de verdade.

Pronto. Ação.

Retrofoguete não ativou.

Os propulsores RCS estão Inativos.

As válvulas de combustível

não receberam o comando de abertura.

Os propulsores não funcionam.

A 1ª vez na Daedalus, por exemplo, foi um dia difícil,

um dia muito difícil,

tremendo o dia todo durante 14 tomadas, eu acho.

Mas o departamento de arte

fez um trabalho incrível, maravilhoso,

porque, quando está lá, você imagina tudo.

Cada botão desses, cada indicador,

cada aspecto do traje extraveicular

foi minuciosamente verificado

para ajudar a dar à narrativa um toque de realidade.

Andando pelo cenário da Daedalus,

vemos semelhanças com o ônibus espacial

e com a estação espacial Internacional

além de detalhes que nos remetem a outras referencias.

Quando você olha para a estação espacial,

é um caos,

um monte de coisas amontoadas, cabos, fios,

pacotes jogados em cima dos outros.

Tivemos que limpar isso um pouco

porque nos disseram

que uma das coisas que estão tentando fazer no futuro

é arrumar esses espaços.

Também tivemos que calcular

a quantidade imensa de combustível

necessária para voar até Marte,

o que definiu o tamanho da espaçonave,

que é, de fato, enorme.

É, beleza!

- Como foi essa experiência? - Foi demais!

-O que diz de girar mais rápido? - Boa!

-Estava muito devagar. -Está bem.

Ela foi desenvolvida para viajar no espaço

e também, após pousar, para ser habitada na vertical.

Há muitas hipóteses para chegarmos a Marte.

Uma delas é construir um foguete bem grande na Terra

para que ele nos leve até Marte.

Outras ideias consideram a opção

de ir da superfície da Terra para a órbita da Terra.

Na órbita da Terra, haveria a acoplagem

em um veículo lá em órbita

cuja única missão seria ir e voltar de Marte.

Seria um rebocador levando pessoas da órbita da Terra

até a órbita marciana, onde haveria um veículo

que nos levasse à superfície marciana.

Mas, para sair da Terra, hoje só existe uma opção:

construir e lançar foguetes tradicionais.

Status verificado.

-Delta pronto. -Ryan pronto.

-Seis -Cinco, quatro, três...

O combustível de foguete queima no motor,

o fogo sai por baixo, a parte de cima sobe,

e assim vamos ao espaço.

Lançamento.

Mas é muito caro.

Não vamos chegar a lugar nenhum,

muito menos mandar pessoas para Marte,

até que baixemos o preço de sair da Terra.

Antes de considerarmos essas coisas,

temos que sair de outra forma da Terra.

O que tentamos fazer aqui na SpaceX

é alcançar um grande avanço na tecnologia de foguetes.

A tecnologia de foguetes acabou piorando com o tempo.

Em 1969, nós conseguimos ir até a Lua.

Depois, com o ônibus espacial,

só conseguimos ir para a órbita mais baixa da Terra

gastando 4 vezes mais do que o Apollo.

Aí o ônibus espacial fracassou

e nem conseguimos ir até a órbita.

É uma tendência negativa,

não dá para imaginar que ela vá melhorar no futuro.

É uma linha de tendência que chegará a zero.

Então eu pensei: "Se não vier do governo,

então tem que vir de uma empresa privada."

Um, zero.

Lançamento. A Falcon 9 deixou a torre.

Eu acho que não há

uma forma de ter uma base autossustentável em Marte

sem reusabilidade.

Isso é fundamental.

Vai baixar demais o custo de chegar a Marte

se voltarmos e aterrissarmos no local de lançamento

e voarmos de novo, como um avião.

Acho que a 1ª viagem a Marte provavelmente teria 10 pessoas,

mais seu sistema de suporte,

itens pessoais e alimentos para mantê-las vivas

e mais 90 toneladas de carga.

Isso não iria atingir o objetivo multiplanetário.

Para ter uma colônia autossustentável em Marte,

precisamos ser capazes de enviar dezenas de milhares,

depois centenas de milhares,

talvez milhões de pessoas

e, certamente, milhões de toneladas de carga.

Mesmo com 100 toneladas por nave,

ainda seria preciso dez mil naves por ano,

para um milhão de toneladas de carga.

Esse é o 1° estágio.

Está voltando.

É a História acontecendo, pessoal.

-Ela está de pé! -Está de pé!

Acho que, com o tempo,

as espaçonaves vão crescer cada vez mais.

Isso é para dar uma noção de tamanho, isso não é...

É o que poderia ser, é o que planejamos tentar fazer.

Não é um trabalho artístico.

É, Inclusive, bem próximo do que nós construímos.

Ir a Marte é uma ideia muito bonita,

mas as realidades dessa aventura

são quase deprimentes.

Chegar lá é muito, muito difícil.

É uma viagem de 243 dias, no mínimo,

com a melhor tecnologia

que, provavelmente, poderemos construir.

E há muitas coisas que podem dar errado.

O quadro elétrico dos propulsores RCS

está Inativo.

Mike-Sierra-5-15-48, entendido.

Vou mudar a placa agora.

Vamos, vamos. Pronto.

O espaço é o lugar mais perigoso

em que os seres humanos poderiam se colocar,

mas graças a nossas experiências com vários programas espaciais,

também temos uma boa noção

de como os seres humanos provavelmente reagirão.

Só precisamos tentar mostrar para o público

o que esses Indivíduos estavam passando.

Propulsão continua inativa.

O que deixei passar? Fale comigo!

-...sete, seis, cinco... -O que preciso fazer?

Ben, permissão para mudar do primário para o backup.

-É muito arriscado! -Continue!

Ben, você não vai conseguir voltar para o pouso!

Eu disse "continue"!

Propulsão RCS Iniciada.

Foi uma escolha Importante

fazer todos aqueles cenários apertados e pequenos

para permitir que nosso elenco

sentisse a claustrofobia de lugares apertados

e muito medo e muita dor para chegar lá.

Depois, ficaríamos profundamente ligados

a esses seres humanos, a esses astronautas.

Quando nos perguntamos quais astronautas

vão superar os problemas que possam surgir,

um dos desafios que encontramos é:

como identificamos quem é o mais adequado

e capaz de tolerar não só aquilo que sabemos que vai acontecer,

o que podemos prever que vai acontecer,

mas também o que não podemos prever?

Ok, estamos prontos.

Obrigado, senhor.

Agora estamos recebendo astronautas

de todas as profissões.

A diversidade no grupo de astronautas é crescente.

É isso que queremos e precisamos.

Não podemos fazer como fazíamos antigamente.

Não podemos só escolher a pessoa

porque ela é muito corajosa e consegue pilotar um jato

Isso é bom, faz parte do trabalho,

mas é uma parte muito pequena.

Eu trabalhava com fisiologia comparativa,

trabalhando com animais na natureza,

então eu acho que é um pouco de sacrifício

desistir da outra carreira,

mas os momentos em que fui mais feliz

e satisfeita com a minha vida

foram quando trabalhei em algum lugar

com desafios mentais e físicos.

Acho que ser astronauta é a combinação perfeita

dessa dificuldade mental e física.

Me sinto muito sortuda e privilegiada por estar aqui.

Os astronautas da Era Apolo eram pilotos de testes,

muito autoconfiantes, motivados,

estimulados, agressivos.

Eles saíam em capas de revista e estavam sob os holofotes,

então tinham que ser bonitos, carismáticos e fotogênicos.

Depois, fomos para a era da estação espacial,

com tripulações maiores e missões mais longas,

e a mentalidade do piloto de teste

passou a não ser tão Importante.

Era preciso ter pessoas capazes de conviver bem

por longos períodos em espaços pequenos.

Vou vir por aqui e deixar vocês darem uma espiadinha.

O Misha está limpando o cômodo de descanso dele.

Ele dorme no teto. Ele está aspirando ali.

Esse é o meu cômodo, bem ali.

Vou mostrar o meu saco de dormir.

Esse é o meu saco de dormir na parede.

Relacionamentos interpessoais, flexibilidade, senso de humor,

paciência e generosidade

se tornaram requisitos para a NASA.

Em voos espaciais ou qualquer exploração

que envolvesse confinamento Intenso

em que todos dividem um espaço bem pequeno...

Deveria ter Isso nos restaurantes na Terra.

Talvez não.

A ideia de espaço individual é posta à prova.

Chamo isso: "Quem mexeu na minha caneca?"

É quando você vê que algo está fora do lugar

e fica cheio de raiva,

porque alguém invadiu seu espaço pessoal.

Você não precisa canibalizar meu equipamento

só para fazer uma gambiarra numa caixa de passagem.

Eu precisava esfriar as peças novas.

Era a única opção.

Se eu não resolver Isso agora,

vamos ter problemas com as peças mais tarde.

Existe desde esse tipo de problema

até questões quando alguém decide cantar ou tocar música.

"Quem comeu a minha comida?"

São os pequenos detalhes.

Parece Incrível,

são explorações de bilhões de dólares,

mas ainda são as pequenas coisas

que determinam como será a viagem.

É por isso que as tripulações

têm que treinar gestão de problemas.

Como resolver conflitos,

como garantir que realizarão seu trabalho e sua missão

sem se deixar afetar

por aborrecimentos e briguinhas entre eles.

Mas, tenho que admitir,

esses homens e mulheres são incríveis.

São todos bem diferentes, cada um com uma personalidade.

Mas a questão é que é preciso ser tecnicamente sofisticado

e é preciso se adequar

de maneira psicológica, comportamental e biológica.

É preciso ter comprometimento com essa empreitada

e a disposição para aguentar quase qualquer situação

para finalizá-la.

Vou botar isto na sua cabeça.

Nosso treinamento é crucial para o que fazemos no espaço.

Nenhum dia é igual a outro.

Um dia, você pode pilotar um jato,

no outro, você pode estar numa piscina

treinando a caminhada no espaço.

Você pode estudar Russo um dia,

ou aprender sobre os vários sistemas da estação espacial.

O trenamento nos conduz,

como diz a NASA, para a jornada a Marte.

É para Isso que estamos aqui.

Parece que o mundo todo

está concentrado em viajar para Marte.

Para Ir a Marte,

precisamos combinar qualidades clássicas,

como o espírito determinado,

destemido, orgulhoso e entusiasmado.

Mas eles também precisam

das qualidades exigidas hoje em dia:

flexibilidade, senso de humor, empatia.

Eles vão ficar presos em uma lata com outras pessoas,

e a viagem é bem longa.

Falam muito dos riscos

e me perguntam se eu gostaria de ir.

Eu certamente vou quando a NASA estiver pronta

para me mandar.

A visão da NASA é alcançar novos patamares

e revelar o desconhecido para o benefício da humanidade.

É necessário uma equipe especial,

e mal posso esperar para fazer a minha parte.

O chefe do departamento um dia vai me dizer:

"Está pronto para entrar num foguete?"

Com certeza!

-Velocidade constante em queda. -Ainda Inativo.

Iniciar desaceleração. Preparar para a descida final.

Membros do comitê, nós, da MMC,

sentimos que podemos acelerar o ritmo.

A fase 2 da expansão havia sido iniciada.

Comandante da base, Hana Seung.

Em dois meses no máximo, teremos energia

para dobrar o tamanho e a capacidade das instalações.

A Hana aprovou Isso?

O projeto ficou ambicioso demais.

Não se vai a Marte sem ambição.

Oliver!

Eu fiquei no meio de tudo, tentando nos manter vivos.

Nosso sonho agora é realidade.

Eles não conhecem Marte.

Acho que não teremos outra chance de religar o reator.

Se você encontrar evidências de uma segunda gênese?

A evolução pode começar de novo.

Muita pressão cedo demais, alguma coisa vai falhar.

Evacuem a seção oeste agora!

Sobrevivendo em Marte

Quando pensamos onde poderíamos filmar uma série dessas...

É realmente ambicioso,

há a dramatização de como será viver em Marte,

e isso inclui a necessidade

de reproduzir as paisagens marcianas.

O Marrocos foi o mais semelhante a Marte que conseguimos achar.

Ninguém tinha tentado reproduzir Marte no Marrocos ainda,

e algumas locações nunca haviam sido usadas antes para isso.

Como nós queríamos

uma experiência visceral de Marte,

o nosso diretor de efeitos visuais

nos deu a liberdade de usar câmeras portáteis,

para facilitar a movimentação pelo deserto.

E então eles expandiram o cenário

e Incluíram as naves na pós-produção,

e ficou fantástico.

Outra escolha importante foi a música,

como seriam os sons desse mundo.

Tivemos a sorte

de ter Nick Cave e Warren Elis fazendo a trilha sonora.

Nós decidimos começar bem minimalistas,

mas a cada episódio ir aumentando a intensidade

e adicionando camadas de temas musicais.

A intenção era ser orgânico e visceral,

já que a história é sobre a experiência

de pessoas arriscando a vida pela missão.

E corta!

É isso. Obrigado, gente.

- Está bom? - Está. Está, sim.

Bem-vindos ao Marrocos. É lindo.

E é quente.

Fica uma sauna nesses trajes,

e a gente ainda tem que usar toucas e capacetes.

Quando chegamos à locação,

com os nossos trajes mirabolantes,

encharcados de suor, eu fiquei tão feliz!

Eu não conseguia acreditar como era bonito.

As filmagens foram difíceis,

nós chegamos no meio do verão de lá.

Mas estar naquelas condições tão difíceis

deu aos atores a oportunidade de sentir na pele

como seria ir para um lugar tão hostil.

Nós queríamos mostrar Marte

como o lugar mais perigoso aonde a humanidade jamais irá.

Vamos usar uma série de drones

para achar os tubos de lava ideais

e posicionar um pequeno habitat.

A cidade Olimpo é um lugar interessante,

porque, na história, eles pousam e deveriam ficar na espaçonave.

De repente eles tem que abandonar a nave

e acabam tendo que ir para uma caverna.

Eles ficam lá, protegidos da radiação,

mas eles precisam construir logo a cidade.

Então eram vários fatores lógicos

que eu tinha que considerar:

"Como seria possível fazer isso?

Eles tinham um habitat que podia ser expandido,

mas como construir a partir disso?

E como mandar para o espaço

algo que seja leve e grande o suficiente

para acomodar tantas pessoas em um ambiente pressurizado?"

Então eu pesquisei sobre áreas que receberam ajuda humanitária

e sobre lugares em que é preciso

construir comunidades e habitats com rapidez

e em situações muito extremas.

E eu comecei a pensar em ônibus articulados,

e tive a ideia de usar uns módulos de montagem rápida.

Estruturas que fossem fáceis de montar e formar túneis,

com partes sanfonadas para fazer curvas

e conexões entre diferentes habitações.

Tudo é muito detalhado. Tudo é muito preciso.

A cidade Olimpo é cheia de corredores.

Eu tinha a sensação de estar em "Alice no País das Maravilhas".

Dava para se perder muito fácil. É Incrível!

Prontos para formar uma comissão de boas-vindas?

Essa é a especialidade do Robert.

A primeira surpresa para mim,

enquanto a gente estava desenvolvendo esse projeto,

foi que a humanidade já tem pesquisas muito bem detalhadas

sobre como seria ir para Marte.

Já existem projetos acontecendo

com pessoas em Isolamento,

aprendendo a coexistir,

praticando atividades extraveiculares

em lugares remotos do mundo...

Eles fazem de tudo,

exceto entrar em uma espaçonave.

Tudo para ajudar as pessoas

que realmente vão para o espaço.

A nossa curiosidade nos leva

a tentar entender e, por fim, explorar.

Quando não podemos chegar fisicamente a um lugar,

criamos ferramentas para conseguir isso.

Para chegar a Marte e explorar o planeta,

só precisamos usar certas ferramentas.

E é Isso que nós sempre fizemos.

Mãos à obra.

Então, você chegou a Marte

e vai ficar lá por um ano e melo.

O que você quer fazer?

Para humanos viverem e trabalharem em Marte,

tudo aquilo que não for levado na viagem

terá que ser providenciado.

Teremos que explorar.

Carregado e preparado.

Veículos aéreos não tripulados.

Precisaremos encontrar recursos minerais em Marte,

e onde estão as fontes de água mais próximas.

O solo de Marte é muito árido.

Apesar de existir muita água, ela está presa em várias áreas,

e a prioridade é encontrar essas áreas.

Acreditamos que existe uma rede subterrânea,

talvez um aquífero...

Achar e acessar essas fontes é essencial.

Outra possível fonte de água é o gelo.

Nós achamos que existe

uma região enorme em latitudes médias,

talvez um antigo polo de Marte,

que esconde uma banquisa de gelo.

E se não for possível achar água facilmente

na região do pouso,

o wavar é uma máquina incrivelmente simples,

com poucas partes móveis.

É uma caixa com ventoinhas,

e ela suga a atmosfera de Marte,

que quase sempre é 100% úmida.

Então, mesmo que a atmosfera seja rarefeita, é sempre úmida.

Com um wavar, é possível conseguir

uma boa quantidade de água mesmo em Marte.

O oxigênio é essencial.

Felizmente, há toneladas dele na atmosfera de Marte,

na forma de dióxido de carbono.

Dá para realizar algumas reações químicas

para retirar o carbono e produzir oxigênio.

O rover da NASA para a missão Marte de 2020

terá um dispositivo chamado "moxie",

que foi projetado para isso.

Ele vai coletar CO2 da atmosfera de Marte,

retirar o carbono e liberar oxigênio.

Mas, antes de sequer considerar isso,

precisamos de energia.

As primeiras viagens a Marte

vão levar reatores nucleares ou painéis solares,

mas nós não queremos ter que fazer Isso sempre.

Queremos achar fontes de energia geotérmica,

e água aquecida geotermicamente.

Também queremos encontrar minerais.

O planeta é vermelho por causa do minério de ferro.

É preciso ter tecnologias

capazes de operar no meio ambiente de Marte

para transformar aquela poeira vermelha em ferro e aço.

Precisamos achar maneiras de produzir alumínio em Marte,

de fazer concreto, vidro e plástico.

Pensando a longo prazo, existem vários equipamentos

que precisam ser autossustentáveis.

Ferramentas e Impressoras 3D

para que as pessoas, com o tempo,

construam suas próprias estruturas em Marte,

utilizando recursos locais.

Teremos habitats infláveis e transparentes,

que permitirão a entrada de luz solar

para plantações e produção de alimentos,

o que vai ser necessário no longo prazo.

Sabemos que a camada superior do solo de Marte é tóxica,

mas as camadas inferiores são bem diferentes.

Contém carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo...

O solo tem até nitratos, que são ótimos fertilizantes.

E, dependendo da acidez da terra,

dá para plantar desde batatas,

até talvez feijões e aspargos.

A questão toda é que,

quando os colonizadores começaram a explorar a Terra,

eles levaram junto ratos, porcos, cabras...

E nós? Vamos levar animais de criação?

Acho que nós temos uma grande convergência

entre nossos conhecimentos fisiológicos

e a habilidade de, com engenharia genética,

produzir novos organismos, novas plantas?

Talvez até novos animais, como bactérias.

Talvez uma bactéria que produza comida.

Um dia, vai haver filas e filas de estufas aqui,

cheias dessas plantas híbridas,

crescendo até onde a visão alcança.

Sem plantas, não somos nada.

Sem plantas, não somos nada.

Todo o setor oeste foi destruído.

Eles sabiam que era uma possibilidade.

Sete cientistas e astronautas estão mortos.

Significa alguma coisa para você?

Claro que significa!

Pediram que eu fizesse uma escolha:

continuar tentando ou trazer vocês para casa.

Eles não podem desistir. Já chegamos muito longe, Joon.

Essa missão é maior que todos nós.

Se o trem está desgovernado,

não há nada que eu possa fazer para mantê-lo nos trilhos.

Javier!

O que é Isso?

Javier e eu achamos uma coisa.

Desistir agora seria uma tremenda vergonha.

Minha consciência está em paz.

Tenho certeza de uma coisa: não vou desistir.

Vida em Marte

Pressurização completa.

Aviso: contaminação detectada.

Façam a sanitização antes da reentrada.

Ainda pode levar umas 5, 8 ou 9 semanas

até a tempestade passar.

É uma história de sobrevivência.

E, quando contamos a história de pessoas

que vão viajar para Marte,

quando contamos a história de pessoas

que dedicaram suas vidas e tudo que tinham

para saber o que vai ser preciso para chegarmos até lá,

estamos contando histórias

sobre verdadeiros atos de coragem e heroísmo.

Se for possível Ir para Marte, então tudo é possível.

E só o fato de tentar ultrapassar essa barreira,

só de tentar fazer acontecer, já muda tudo.

Eu acho que essa história tem uma mensagem de esperança.

É uma mensagem de união,

onde as pessoas se unem para criar algo

que vai beneficiar a todos.

Se houver uma colônia de seres humanos em Marte,

vamos não só ter levado vida para lá,

como teremos dado vida ao planeta.

Em toda a história da vida na Terra,

o processo tem sido o mesmo:

transformar um ambiente estéril em um local propício

ao desenvolvimento e à propagação de vida.

E vamos transformar Marte em um planeta vivo.

Por que é isso que a vida faz.

E é uma das razões pela qual creio que no futuro

nós vamos conseguir terraformar Marte.

A terraformação é a alteração deliberada de um outro planeta

que não possua as características do nosso,

para que ele fique mais parecido com a Terra.

Em termos gerais,

seria como ressuscitar um planeta morto,

fazer um deserto florescer.

Uma das coisas que nós sabemos sobre Marte

é que, no início, havia um ecossistema

bem mais parecido com o nosso: com rios, lagos e até um oceano.

A maioria dessa água ainda está lá.

Seria possível restaurá-la?

Seria possível que Marte

se pareça com a Terra novamente?

Seria possível fazer de Marte um lugar habitável?

Aqui é o vale da Morte.

Eu gosto de vir aqui porque é como ir para Marte.

A vida aqui é escassa. vive escondida.

Como no Vale da Morte,

a superfície de Marte, além de hostil,

está ativamente destruindo quaisquer vestígios de vida.

Precisamos olhar sob a superfície,

temos que Ir para o subterrâneo de Marte.

Aqui, no vale da Morte,

isso significa olhar debaixo do sal.

O solo é como um tapete de sal, ele parece seco, sem vida.

Mas o sal é o que está protegendo a água.

Assim que começa a cavar,

você encontra um ambiente mais úmido.

É onde está a vida.

A crosta de sal é um ótimo exemplo.

Ela parece morta.

Mas é só virar, que você percebe que existe vida aqui.

E não só vida, como produção primaria,

síntese de matéria orgânica

a partir da atmosfera e água, dióxido de carbono e água.

Essa é a base da cadeia alimentar.

É Isso que nós queremos formar em Marte:

uma cadeia alimentar, com organismos na base

que sejam capazes de produzir biomassa

a partir de dióxido de carbono e água.

Em um pedaço de sal como esse,

não existe qualquer evidência de vida.

Mas os mesmos organismos que eu encontro no solo daqui

estão presentes nesta crosta de sal.

Eles só estão Inativos.

É possível que existam rochas desse tipo em Marte,

com vestígios de uma época mais úmida do planeta,

com organismos adormecidos e esperando.

Esperando os humanos chegarem levando água de volta a Marte.

É bem possível que as sementes da vida já estejam em Marte

e que o processo de terraformação

as Induza a voltarem a um estado de atividade.

Quando Isso acontecer,

pode ser um tipo de vida diferente

da que vemos na Terra.

Marte fica 72 milhões de quilômetros

mais distante do Sol do que a Terra.

Isso faz com que seja bem mais frio lá.

Existe água,

mas ela está congelada dentro do solo.

Então, como se esquenta um planeta frio?

Bom, é só criar aquecimento global.

Criando um efeito estufa artificial em Marte,

utilizando gases artificiais,

e se a temperatura média do planeta subir 10°C,

então uma grande quantidade de dióxido de carbono,

que atualmente está presa no solo,

se desprenderia e começaria a saturar a atmosfera.

Esse processo iria aquecer o planeta cada vez mais.

E pronto, foi criado um efeito estufa artificial.

Levaria algumas centenas de anos,

mas a água congelada dentro do solo

iria começar a derreter e subir até a superfície.

A água voltaria a brotar nas nascentes secas de Marte,

enchendo rios e os leitos dos lagos.

E depois haveria chuva.

Então com uma atmosfera saturada de gás carbônico,

um planeta mais quente e um ciclo de água,

seria possível criar plantações em Marte.

Aquecer um planeta é algo que nós sabemos fazer.

Estamos fazendo Isso aqui na Terra,

com uma rapidez realmente impressionante.

Estamos elevando a temperatura

em mais ou menos um grau por década

sem nem mesmo nos esforçarmos.

Imagine se nós fizéssemos o mesmo em Marte.

Se havia vida lá, ela morreu ou está adormecida.

Nós teríamos a chance

de tentar reanimar esses organismos

e fazê-los voltar ao seu estado biológico original.

Uma das perguntas cruciais a serem feitas é:

que Impacto nós devemos causar em Marte?

Queremos mesmo terraformar esse planeta

e torná-lo apropriado à vida humana?

Porque é Isso que nós fazemos. Nós transformamos tudo.

Nós somos uma força da natureza.

E é assim que começa o debate

sobre o que nós temos direito de fazer.

Existem duas ideias opostas

sobre o que deve acontecer em Marte.

A comunidade científica está

muito preocupada

com a possibilidade de Marte ser destruído

pelos nossos esforços de construir uma civilização lá.

A melhor descoberta que nós poderíamos fazer em Marte

seria encontrar vida.

Digamos que haja alguma forma de vida microbiana

Será que nós temos o direito de nos Intrometer

e mudar Irrevogavelmente o futuro daquela forma de vida

e o futuro daquele planeta?

Nós já fomos micróbios.

Fomos micróbios por muito mais tempo que fomos humanos.

E se alguém tivesse aparecido na Terra primitiva

e nos visto apenas como micróbios,

nós não existiríamos.

Mas Marte está se tornando um lugar

que as pessoas querem escavar,

que as pessoas querem explorar,

um lugar do qual elas querem ser donas.

Acho que, para realmente explorar o espaço,

precisamos de uma economia espacial.

A nossa necessidade de explorar sempre foi movida

pela busca de recursos, por interesses econômicos.

Essa é a natureza humana.

E vai ser assim na superfície de Marte.

Existe um tratado internacional sobre o espaço

que diz que ninguém pode declarar posse

de coisas fora da Terra.

Mas nós também temos um documento

aprovado pelo congresso americano

e assinado pelo presidente

que diz que, se nós formos a Marte,

os metais que encontrarmos lá serão nossos.

Os humanos têm se mostrado incrivelmente competitivos

em relação a território e recursos.

A ponto de que estamos dispostos a matar por isso.

Eu diria que, além de termos o direito,

temos também a obrigação

de ir a Marte e criar uma Colônia.

Apesar de todos os nossos defeitos,

nós somos as criaturas

que, graças à biosfera da Terra, evoluíram o suficiente

para serem capazes de Ir além

e colonizar outros mundos além da Terra.

Nós vamos chegar a um planeta praticamente morto

e vamos transformá-lo em um mundo vivo.

Novas especies de aves, peixes e plantas vão aparecer,

e vai ser magnífico.

Ninguém vai poder ver Marte

sem sentir orgulho de ser humano.

Espero que nossa série estimule a imaginação das pessoas

e inspire a próxima geração a acreditar na missão,

a acreditar no sonho.

Acho que é isso que importa: manter os grandes sonhos vivos.

Legenda: susk

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