All language subtitles for Isle.Of.The.Dead.1945.1080p.BluRay.x264.AAC-[YTS.MX]

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Original subtitles

A ILHA DOS MORTOS

EM TEMPOS DE CONQUISTA E OPRESS�O, O POVO GREGO...

DEIXOU QUE SUAS LENDAS SE CONVERTESSEM EM SUPERSTI��ES.

A DEUSA AFRODITE FOI SUBSTITU�DA POR VORVOLAKA.

ESTA FIGURA, DEMON�ACA ESTEVE...

MUITO PRESENTE NA MENTE DOS CAMPONESES...

QUANDO A GR�CIA LUTOU NA GUERRA DE 1912.

Eram tropas inexperientes e tinham...

marchado por toda noite...

e n�o haviam comido o dia todo.

Resistiam a fortes ataques e ainda que chegassem tarde...

ganharam a batalha.

N�o foi culpa minha que n�o chegaram a tempo.

Era s� uma companhia. T�o logo pude...

os mandei para frente.

Nem sequer descansaram. Ordenei que seguissem adiante.

Isso � tudo, cavalheiros.

� algo cruel condenar um homem...

s� porque outros se atrasaram.

Eram as suas tropas.

Por isso o chamam "C�o de guarda".

� minha maneira. A �nica que conhe�o.

Sou s� um tipo de rep�rter que o...

jornal Boston Star enviaria para rastrear informa��o aqui e l�.

Mas � melhor ser um rep�rter.

Acha que gostei de condenar �...

morte o Cel. Kobestes?

Ele e eu �ramos amigos.

Entendo que seja o patriotismo, General.

Mas n�o entendo sua vis�o de patriotismo.

Por amor � p�tria mataria a sua esposa ou...

filhos, se tivesse que fazer.

Tive uma esposa.

Sinto. S� quis ilustrar minha explica��o.

Morreu faz muito tempo.

Sinto muito, senhor.

Julga-me um homem frio, insens�vel e brutal.

Ela nunca teria dito isso.

Est� enterrada perto daqui.

Viu a ilha aqui em frente?

� um cemit�rio, l� est� seu t�mulo.

Gostaria de v�-lo. Irei l� amanh� mesmo.

Gostaria de p�r flores no t�mulo de sua esposa.

Darei este privil�gio. Pensei em ir l� esta noite.

Vou lev�-lo comigo.

Cruzando o campo de batalha? L� fora?

� muito perigoso para um velho?

Esqueceu de que tamb�m sou um velho soldado.

Leve a lanterna.

Os soldados est�o esgotados. Por que n�o usam cavalos?

Os cavalos n�o entendem...

o que significa sacrificar-se...

por sua p�tria. Os homens sim.

Mas estes homens lutaram todo o dia.

Devem enterrar os mortos de imediato.

Quer saber por qu�? Ele te dir� o porqu�. Drossos!

Dr. Drossos, nosso amigo americano quer saber...

por que usamos os homens como animais de carga.

Explique a ele por que devemos limpar o campo.

Na Sexta Divis�o, temos dois casos...

de praga septic�mica.

A 55 km, a Brigada de Atenas informou que um...

de cada dois homens tem tifo.

Se n�o detemos a praga, nossa vit�ria...

n�o significar� nada.

A pestil�ncia sempre resulta em morte e...

sobrev�m logo de toda guerra.

Deixarei isto aqui para que nos guie na volta.

H� outro c�o de guarda para voc�, General.

Ele s� cuida dos mortos.

Devo ocupar-me dos vivos.

Eu te esperarei aqui.

Algu�m abriu o ata�de e roubou o corpo. Est� vazio!

Talvez seja a cripta errada. Depois de tudo...

faz muito tempo que n�o vem.

N�o, estou certo de que este era o lugar!

Bem, voltemos.

Por que algu�m viria aqui cantar?

� uma linda noite. Deve ter cruzado o rio.

Mas em um cemit�rio?

� mal agouro cantar em cemit�rios, mas...

nenhuma lei o pro�be.

H� uma lei que pro�be saquear t�mulos.

Talvez a cantora poderia saber algo.

Entrem, entrem!

General Pherides, que grande honra!

Por favor, entrem.

Vim para visitar o lugar onde descansa...

minha defunta esposa.

Encontrei todos os t�mulos violados...

e os caix�es vazios.

Lamento muito, General.

Aconteceu faz muito tempo.

Os camponeses procuravam antiguidades para vender.

Abriram as tumbas e destru�ram os corpos.

Castigaram o culpado deste delito?

De certo modo, o castigo recaiu sobre mim.

Sou arque�logo. E esta ilha foi a grande descoberta...

de minha vida.

Que tesouros. Antiguidades que remontam...

� �poca de Homero.

Mas paguei por tudo com a intranquilidade...

de minha consci�ncia.

Sem querer, converti a gente boa e simples em...

ladr�es de tumbas.

A culpa � minha.

A culpa legal � deles e devemos...

informar as autoridades.

Mas tudo isso pertence ao passado!

Faz 15 anos, tomei consci�ncia do erro e...

deixei de vender estas coisas.

J� � suficiente que viva com eles.

Comprei esta casa da senhora Kyra...

que aceitou ficar comigo.

Gra�as a ela, a casa tem mantido o estilo grego.

Poderia t�-la decorado ao estilo su��o,

essa � minha origem.

Quero te apresentar a meus outros convidados.

Ser� um grande prazer para eles.

Sou Oliver Davis, correspondente do Boston Star.

General...

Meus convidados s�o viajantes, refugiados de sua batalha.

Cruzaram at� a ilha para evitar o bombardeio.

Devemos destruir os corpos.

Nas fogueiras, queimamos a todos.

Havia um entre eles... um nefasto e mal�volo.

Pode continuar com suas bobagens, senhora.

Esta � uma nova era para a Gr�cia.

J� n�o acreditamos nesses contos absurdos.

N�o acredita?

Olhe l�. Aquela mulher est� p�lida e fraca.

E em cima, h� uma mo�a forte, s� e rica de sangue.

Vamos. Encontre ouvidos jovens dispostos...

a escutar suas bobagens.

General Pherides, � o Conde Aubyn...

c�nsul brit�nico de Adrianopoli.

Parab�ns, General. Foi uma grande luta, senhor.

Mas dificultou bastante nossas viagens.

N�o haver� mais lutas aqui.

O inimigo j� bateu em retirada.

- Bom. - E ela � a Condessa Aubyn.

Robbins.

Andrew Robbins, representante.

"A melhor qualidade e os pre�os mais baixos."

Robbins n�o rouba.

- N�o est� fora de seu territ�rio? - Sim, estou.

Trocaria todas as est�tuas da Gr�cia por...

um prato de peixe e batatas.

Para poder ver Hawai Chapel.

Cada um tem seus pr�prios gostos.

Voltarei no primeiro bote com destino � Inglaterra.

Quero ouvir o som do Big Ben.

Desculpe-me, n�o me sinto bem.

Um modo raro de explicar a bebedeira.

Bastante rara.

Caiu.

Que escada perigosa!

Estou certo que o Sr. Robbins estar� bem pela manh�.

- Thea, este � o Sr. Davis. - Encantado.

Thea, o que oferecemos aos nossos amigos?

- Gostaria de um pouco de vinho? - Obrigado.

Era voc� que cantava?

- Thea tem uma bela voz. - Estupenda.

Vinho tamb�m ao general Pherides.

- Mas, Thea... - O que foi? N�o gostou do General?

O General � um homem cruel. Tem m� reputa��o.

- Sr. Davis. - Desculpe.

Espero que n�o se sinta ofendido por Thea.

Temo que a temos criado mal, entende?

A Sra. Aubyn lhe tem muito apre�o.

Pedi ao General que ficasse esta noite...

mas n�o aceitou.

Recusa-se a dormir em uma cama macia...

e ter um banho quente?

General, deve estar louco.

Se n�o o faz por voc�, pode ao...

menos fazer por mim?

N�o durmo numa cama faz dois meses.

Meu �ltimo banho foi com a �gua fria que...

roubei do cavalo.

Verdade? General, sinto pena por este jovem!

Pode ficar. Mas devo voltar com as tropas.

N�o devia inspecionar o agrupamento da costa?

- O qu�? - Fa�a-o na volta e poupe tempo.

Poderia faz�-lo antes das tropas se retirem.

� uma honra t�-lo aqui, faremos tudo para que fique confort�vel.

- Mas devemos ir amanh� cedo. - Vamos ver o quarto.

- Boa noite, cavalheiros. - Boa noite. At� amanh�.

Nossa casa lhe d� as boas-vindas, general.

Que sua presen�a aqui nos proteja.

Boa noite, querida, durma bem.

Cuide-a bem, Thea.

Quero que se recoste antes de que...

essa velha suba aqui.

Vive se intrometendo, espiando, tentando descobrir algo!

� s� uma velha. Estranha, mas inofensiva.

Sr. Albrecht, n�o tenho palavras para agradec�-lo.

- Boa noite. - Boa noite.

Isto � maravilhoso!

Mas o que est� fazendo?

S� o Gal. Pherides, o cachorro guardi�o de seu pa�s...

converteria um dormit�rio...

em um quartel.

Se esqueceu como se dorme em um colch�o?

Aprendi a viver sem comodidades.

Posso suportar uma cama dura e um...

pensamento duro sem problemas.

Pensamento duro sem problemas.

Diz isso pela mo�a? A que n�o quis te servir vinho?

Deixou-o perturbado, n�o �?

Preferiria n�o ter um c�o de guarda perto.

N�o sei o que pensa nem tampouco me importa.

N�o est� t�o mal. N�o � t�o grave. Logo estar� bem.

Talvez devesse ter trazido meu rem�dio.

A garrafa n�o est� aqui. Deve estar no quarto do Sr. Aubyn.

Irei busc�-la.

Entre.

O que foi, Thea?

Vim pelo rem�dio da Sra. Aubyn.

Est� na minha bolsa. Se me alcan�ar, eu o prepararei.

- Est� assustada? - N�o.

Estava segura de si, quando...

recusou a me servir vinho...

mas agora n�o parece t�o corajosa.

N�o tenho medo do senhor.

Mas a velha sim tem medo de voc�.

Ela me fez subir aqui. Disse que voc�...

estava desperta, inquieta.

Tramando sabe-se l� o qu�.

Fui buscar o rem�dio de minha senhora.

Ah, sim, o rem�dio. Espere!

Diga-me, sobre o vinho.

Por que se recusou a servir-me?

- Por que mata sua pr�pria gente? - E quando fiz isso?

Em meu povoado, ainda comentam como...

arrecadava impostos...

nas pequenas aldeias com artilharia de batalha.

- Negavam-se a pagar os impostos. - Mas eram gregos.

Quem n�o respeita as leis da Gr�cia n�o � grego.

As leis podem ser err�neas e cru�is, e as pessoas...

que vivem s� seguindo a lei...

cometem erros e s�o cru�is.

Quando a vi ali em cima, n�o foi t�o insolente.

Estava assustada.

J� te disse por que n�o quis te servir vinho?

Por causa de um tolo rancor por eu ter cobrado...

impostos em sua prov�ncia.

Isso foi antes da guerra.

� mais dif�cil fazer pagar os impostos ou...

vencer uma batalha?

- Toda a vida � uma batalha. - Esque�a esta hist�ria.

Gal. Pherides, queria ouvir seus conselhos...

- um problema muito s�rio. - O que foi?

- O Sr. Robbins n�o estava b�bado. - E ent�o?

Queria que o General o visse.

Queria voltar a Londres para ouvir o Big Ben...

mas temo que nunca mais o ouvir�.

- Queixou-se de n�o se sentir bem. - Cambaleou.

Depois disso, sua morte foi r�pida.

Em suas batalhas, n�o viu homens que cambaleavam...

antes de morrer, diziam...

incoer�ncias e caminhavam cegos?

Vi morrer homens de embriaguez, e tamb�m de epidemia.

N�o � uma possibilidade aqui, n�o?

Chamarei o Dr. Drossos. Ele nos dir�.

At� sua chegada, ningu�m deixar� esta ilha.

Estamos por uma praga muito perigosa...

a praga septic�mica.

Os sintomas s�o cambaleios ao caminhar...

convuls�es, fraqueza, �s vezes cegueira...

e logo a morte, sempre a morte.

Sempre a morte, e morte r�pida.

A doen�a � altamente contagiosa.

Devido ao alto risco de que se contagie o ex�rcito...

e se paralise nosso ataque contra o inimigo...

decidiu-se que todos devemos permanecer aqui...

at� que a doen�a siga seu curso.

Devo cruzar at� o povoado. Hoje � dia de mercado.

Ningu�m pode sair da ilha. Devo proteger...

o bem-estar de minhas tropas.

Dever� fazer uma exce��o, no meu caso e de...

minha esposa, General.

Viajo de urg�ncia representando meu governo.

Ningu�m pode partir.

Mas, senhor, o governo de Sua Majestade...

Ningu�m pode deixar a ilha.

General, respeito sua preocupa��o e autoridade...

mas devo deixar a ilha.

Existem raz�es pessoais.

Explicarei a condi��o de minha esposa.

Ningu�m pode deixar a ilha.

Mas deve ter se dado conta que minha esposa est� doente.

General, como far�o os seus soldados sem o senhor?

Melhor n�o ter General que ter um portador de uma epidemia.

O doutor dir� o que devem fazer, e eu me certificarei...

de que o fa�am.

Combateremos a epidemia.

N�o poderia ter melhor companhia para uma quarentena!

Desculpe-me.

De fato, desejaria que n�o estivesse aqui...

que estivesse segura em outro lugar.

Isso � o que quis dizer. � o que devia ter dito.

Lave tudo o que quiser! N�o tem jeito...

de desfazer-se do mal!

H� algu�m entre n�s que traz o castigo para todos.

Esque�a dos esp�ritos malignos...

e nos alcance as toalhas...

Todos n�s lhe ser�amos gratos.

Quantas coisas absurdas diz essa mulher!

N�o � mais estranho do que...

o que voc� tem dito.

Bons ventos e maus ventos.

J� expliquei.

As pulgas transmitem a doen�a...

Seu corpo tem 80% de umidade.

O vento quente do Sul literalmente as queima.

Se sopra o siroco, em 24 horas n�o haver� mais perigo.

A explica��o de Kyra � t�o l�gica quanto a sua.

Os deuses enviam a praga para castigar aos...

homens por ocultar a Vorvolaka.

- Vorvolaka? - O que � isso?

Uma velha supersti��o dos camponeses.

� um esp�rito de lobo.

Encarnado em um ser humano.

Dizem que tira dos homens sua for�a e...

vitalidade at� que morram.

Kyra diz que a Vorvolaka � muito mais que isso.

Que � um dem�nio com o qual os deuses...

castigam os mortais.

Suponho que o que dir� logo � que a Vorvolaka...

est� entre n�s. Que bobagem!

O doutor tem raz�o, faremos o que diz.

Certo. Mas tamb�m podemos ir at� a colina...

e ofertar um fogo a Hermes.

N�o que acredito em Hermes!

Ser� melhor que creia no doutor.

S� ele pode nos salvar.

Fa�amos uma aposta. O doutor pode usar sua...

ci�ncia e eu rezarei a Hermes.

Veremos quem morre e quem se salva.

N�o pode falar s�rio!

Aceitarei sua aposta.

Desobedeceu a primeira ordem do doutor.

Nada de contato.

N�o desobedecerei a nenhuma outra ordem.

Nem voc�, nem ningu�m mais.

Agora que sei que ficaremos aqui...

devo insistir que pare.

Suas suspeitas, suas indiretas, suas sutis amea�as...

tudo isso tem feito com que Thea se sinta muito angustiada.

Senhora Kyra, deixe te recordar que o...

mal semeia outro mal e ao final, ser� voc�...

mesma quem sofrer�.

- Estou te avisando... - Morremos quando � nossa hora.

Entre.

� a Sra. Aubyn. Est� doente de novo.

Apenas respira. Poderia v�-la, por favor?

Sr. Aubyn!

Os demais. N�o deve acordar os demais.

Deixe-me chamar o doutor. Talvez n�o seja...

� a epidemia.

N�o h� nada que ele possa fazer.

- Se eu pudesse ver Mary. - Irei busc�-la.

N�o. Se ela est� doente...

pode ser perigoso.

O que faz aqui?

O senhor adoeceu esta noite. Est� morto.

- Onde est� sua esposa? - Est� dormindo.

E o doutor sabe disso?

N�o dei ordens de que avisassem o doutor?

Busque a sua senhora r�pido!

N�o entende? Devem levar o corpo logo.

Ela deve saber!

- N�o. - N�o? N�o?

Procure-a. Traga-a aqui agora mesmo!

Espere. Por que n�o quer chamar a Sra. Aubyn?

- A que teme? - O choque, se eu acord�-la.

Est� escondendo algo. Quero saber o que �!

S�o assuntos da Sra. Aubyn, n�o � da sua conta.

Por favor, me escute. Deve entender. N�o est� morto!

Mas, Sra. Aubyn.

N�o. N�o posso acreditar. N�o est� morto!

Mas o Dr. Drossos � m�dico!

N�o me importa quem seja!

Ele n�o sabe, n�o pode saber.

Farei todos os exames que quiser.

- Olhe. - N�o est� morto!

Se ainda respira, o espelho...

se emba�ar�.

V�?

Pode deixar de respirar.

Seu cora��o pode parar. N�o implica que esteja morto.

- Pode estar vivo! - Pode ocorrer.

No estado catal�ptico, se pode viver durante...

dias sem dar sinal de vida.

Para a respira��o, o cora��o para.

Mas este homem est� morto.

Que diferen�a faz? Coberto ou descoberto...

seus olhos j� n�o veem.

Parece bom.

Agora temos algo para fazer.

� melhor observar o vento e esperar que mude...

do que nos olharmos sem ter esperan�a.

Nossa �nica esperan�a � que o vento mude.

Certo, doutor?

Infelizmente sim. Podemos s� tomar...

algumas pequenas precau��es.

O General tem depositado todas suas...

esperan�as em voc�, doutor.

Sim, sei. Isso me assusta mais que a praga.

- Bom dia. - Bom dia.

Poderia falar com voc� a s�s, doutor?

Devo uma explica��o e queria me desculpar.

- Certamente. - N�o se v�, eu irei.

Tem muita gente aqui. Lembre-se das...

instru��es do General, sobre juntar-se em grupos.

Doutor, sinto muito pelo que aconteceu ontem � noite.

Gostaria de te dar uma explica��o.

Certamente, Sra. Aubyn.

Toda a minha vida, me persegue um horr�vel...

temor de ser enterrada viva.

�s vezes me levanto gritando com pesadelos...

que est�o me enterrando viva, caminho e...

vejo que estou enterrada...

sem ar... sufocada, sem nenhuma forma de escapar.

Sei. N�o � um temor incomum.

Talvez eu tenha mais raz�es para sentir este temor.

Tenho uma doen�a desde menina.

Sofro de desmaios.

Fui eu quem mencionei a catalepsia ontem?

Sim. N�o pude diz�-lo ent�o.

Tive desmaios por mais de um dia com quase a perda...

total das batidas do cora��o e da respira��o.

Devia ter imaginado. Sinto muito. N�o deveria...

ter dito o que disse.

Mas n�o deve ter medo. Tomarei todas as precau��es,

farei todos os testes necess�rios.

- Se voc� tem m� sorte... - Obrigada.

Agora que entende, j� n�o tenho medo.

Suponho que quer escutar minhas ora��es a Hermes.

S� vim ver se suas rezas me divertem...

tanto como minha medicina diverte ao senhor.

Deus da Medicina, deus da cura, proteja-nos.

Cuide de nossas almas antes que seja tarde...

filho de Zeus.

O qu�? Minha prece o impulsionou a se unir comigo?

Foi minha maneira de dizer... Am�m.

- De me render. - Aos deuses?

Aos deuses. S�o mais poderosos que minha ci�ncia.

Tem os sintomas? Amigo, o que posso dizer?

O que poderia dizer? Encontrar-me-ei com uma...

velha inimiga: A morte.

J� lutamos antes. Ganhei muitas vezes.

Agora ela ganhou.

Deixe que venha para mim.

- Isso � para o Dr. Drossos. - N�o pode entrar l�.

- Deixe-me entrar, por favor. - N�o tem medo?

N�o temo a morte.

N�o h� nada que possa fazer aqui. V�.

N�o suporto hero�smos in�teis.

Quanto tempo pode algu�m viver com...

catalepsia, doutor?

Um sedativo. Ao menos te aliviar� o sofrimento.

J� passei por isso v�rias vezes.

Tamb�m farei desta vez.

N�o deveria sofrer. Seu conhecimento, seu valor...

sua coragem...

A coragem de um tolo.

Luta contra a morte todos os dias...

logo morre, sabendo que n�o sabe de nada.

� o final de nosso amigo.

Aonde vai?

N�o se preocupe. N�o ajudar� em nada.

Ajudar� muito mais, se nos unirmos em uma ora��o...

A Hermes?

Zombei das rezas, ca�oei disso nas ru�nas.

Disse que n�o acreditava em nada.

Mas havia um pequeno menino na Su��a...

que amava a paz e a quietude da igreja...

e escutava as ora��es do pastor.

Deve ter escutado outras palavras na Su��a...

mas h� uma ora��o que nos une a todos.

Meu Deus, fortaleza dos fracos e...

consolo dos que sofrem...

aceite misericordiosamente nossas ora��es...

e estenda a n�s, teus servos, a Tua m�o piedosa...

que nossa enfermidade se converta em sa�de...

e nosso sofrimento em alegria. Am�m.

Crer, rezar, ainda que seja a algum deus pag�o...

pode acreditar, trar� consolo.

- N�o � assim, General? - Eu n�o rezo.

Mas certamente cr� em Deus.

Quando menino, meus mestres eram o sacerdote da aldeia...

e velhas como Kyra. Minha f� tinha v�rios lados...

alguns bons e outros maus.

Como homem agora, deixei tudo isso.

Deposito minha f� no que posso sentir...

ver, e nas coisas que conhe�o.

Como no Dr. Drossos?

Como no Dr. Drossos.

Sairei para ver se mudou a dire��o do vento.

L� vai o c�o de guarda. Estava t�o orgulhoso disso.

O guardi�o de seu pa�s, da lei.

Disse que o General acreditava que nos...

protegeria da morte?

N�o sei. Mas acreditava que tinha essa ideia em mente.

Utilizando Drossos como sua arma, acreditava...

que poderia nos proteger...

e manter a salvo seu ex�rcito.

Vamos, general...

primeiro finge n�o crer e agora alimenta o fogo...

dos antigos deuses.

- N�o sei do que est� falando. - N�o sabe?

Seu amigo morreu. N�o p�de nos salvar.

Segue insistindo que foi a Vorvolaka...

que trouxe a praga aqui...

Porque uma jovem est� s� e sua ama enferma.

- Olhe... - Espere, j� contou sobre isso.

Mas te aviso agora. � livre para crer...

ou n�o em mim.

Somos pessoas obscuras, com sangue antigo...

de uma antiga terra...

que suscita antigos bruxos.

Magia, bons e maus esp�ritos.

Explique-se melhor.

- Estamos diante da morte. - Acha que n�o sei disso?

� algo pior que a morte, as coisas...

malignas que conhe�o...

e que o senhor sabe e que Thea tamb�m conhece.

Coisas que n�o podemos explicar com palavras...

mas que sentimos e tememos.

Voc� � uma velha louca. Deixe-me passar.

Estou tentando salv�-lo.

N�o pe�o que acredite em mim.

Durante o sono sabe o que acontece?

Sabe o que acontece ent�o?

Enquanto o corpo est� na cama...

o que acontece aos pensamentos,

aos esp�ritos? Com quais antigos dem�nios...

transcorre este tempo...

e de que se ocupam?

E Thea, o sabe?

Oliver...

Diria que sou diferente dos demais homens?

Diferente? N�o.

Os meus pensamentos s�o diferentes?

Cada homem tem os seus.

Voc� n�o entende: Gregos s�o diferentes?

Falo dos tipos velhos como eu...

criados nas montanhas.

Os gregos s�o diferentes dos b�varos.

Os b�varos dos irlandeses.

Claro que s�o diferentes.

Talvez n�o tenha me explicado bem.

Tentarei de novo.

Este problema, esta epidemia...

o fato de que possamos morrer...

sou diferente a respeito disso?

Sim, suponho que sim.

De que maneira?

Albrecht e eu, e tamb�m Sr. Aubyn...

antes de morrer...

digamos... que aceitamos o fato.

Mas o senhor luta contra isso.

Parece que luta contra algo maior...

que a praga...

que enfrenta algo que n�o pode ver, e Kyra, tamb�m.

Sinto isso de Kyra.

E Thea?

Ela � jovem.

V� encontrar-se com ela. Eu n�o o faria.

O que far�, General? Dar� um conselho paternal...

antes de eu sair com Thea?

N�o � forma de tratar a um homem e uma mulher...

que podem estar mortos amanh�.

Aonde vai?

- N�o tenho sono. Vou sair. - Volte ao seu aposento.

Sabe como minhas tropas me chamam?

- Sim, o "C�o de Guarda". - Sim.

Temos a epidemia aqui. E montei guarda...

contra o cont�gio...

mas Sr. Aubyn morreu, e o doutor, tamb�m.

Tentei com todos os meios humanos.

E agora que fracassou, cr� que � pelas...

besteiras de Kyra...

- O esp�rito maligno, a Vorvolaka. - N�o sei, talvez.

Isso � uma estupidez. � supersti��o. Deixe-me passar.

N�o! Tenho tantas d�vidas como voc�.

N�o sei se este � um cont�gio do esp�rito que tem...

um cont�gio originado no mal...

algo indescrit�vel, sobrenatural.

Mas at� que o saiba, a manterei separada dos demais...

e se necess�rio a matarei, se � o �nico modo que...

se pode matar a Vorvolaka.

� imposs�vel!

Sou de carne e osso. Lembro-me de minha m�e e meu pai.

Sim, mas quando acorda, do que se...

lembra da noite anterior?

De suas visitas � senhora inglesa?

�s vezes � noite, cuido dela. Atendo ela...

quando est� enferma.

Quando est� enferma.

Afrouxo a camisa embaixo da gola.

Da gola! � isso do que se lembra?

Pode recordar seus sonhos?

Mas uma Vorvolaka em sua forma humana...

recorda do que fez na noite anterior?

Como pode estar t�o segura?

S� sei disto: Voc� caminha pelas noites.

Levanta-se pela manh� renovada e cheia de vida...

e sua amiga est� cada dia mais p�lida, l�nguida e fraca.

Ser� melhor que n�o esteja com os demais.

Espero estar errado. E que tudo o que Kyra disse seja mentira...

mas at� estar seguro, devo vigi�-la.

Sra. Aubyn, estava doente antes?

- Antes? - Antes de trabalhar para voc�?

Sim, estive enferma durante muito tempo antes.

Mas desde que vim, piorou?

Sim, era de se esperar.

Por que me perguntas, Thea?

N�o est� pensando que tem culpa?

N�o � isso, ou sim?

Acreditava ter ensinado algo melhor...

que essas tolas hist�rias de esp�ritos...

e for�as malignas...

que tem escutado no seu povoado.

Mas a senhora est� pior, est� mais fraca.

Mas n�o � culpa tua, querida. N�o poderia ser.

� muito simples. Minha enfermidade � incur�vel.

Naturalmente, piora com o tempo.

Poderia ser meu esp�rito?

Algo sobre o qual n�o tenho poder nem decis�o?

Voc� � boa, Thea, am�vel e generosa.

Como pode ser algo maligno fruto da bondade?

Tento ser boa e am�vel.

Mas n�o sei se meu esp�rito...

Voc� � seu esp�rito, Thea.

N�o precisa se preocupar com a Vorvolaka.

Quando deixou este quarto antes...

tinhas um olhar radiante e generoso. Onde voc� foi?

Encontrou com aquele jovem? E por que n�o foi?

Encontrou o General que te disse estas bobagens.

Foi isso, n�o �?

Thea...

v� encontrar-se com o jovem com a mesma...

express�o de felicidade que tinha antes.

O que faz nos espiando assim?

Sabia que est�vamos aqui.

- Por isso vim. - Vamos. Vamos, Thea.

Ser� melhor que fique aqui, Davis.

A ilha � pequena, e os seguirei onde quer que v�.

- � pelo seu pr�prio bem. - Um momento!

O senhor est� preocupado comigo? Entendi bem?

- E me segue para me proteger? - Sim, estou preocupado.

Acredita que Thea...

� uma esp�cie de influ�ncia maligna...

e que pode fazer mal a mim, e aos demais. N�o � assim?

O que far� a respeito?

Quando estiver seguro, a eliminarei.

General, tem raz�o.

Aqui h� algo mais perigoso que a peste...

e se h� algu�m em perigo � a pr�pria Thea.

Pelos seus pensamentos dementes!

Pode dizer o que quiser.

A coisa mais segura para Thea � tir�-la desta ilha.

Iremos pela manh�. Eu te levarei.

N�o podem ir. Propagar�o a epidemia.

Devia ter pensado nisso antes de amea��-la.

- Por que n�o vem conosco? - J� te disse, Thea.

Mas ainda que fosse certo, se n�o tivesse...

possibilidades de que melhorasse...

seria melhor que viesse conosco.

Voc� e Oliver n�o saberiam aonde ir...

nem o que acontecer�.

N�o poderiam me proteger do que mais temo.

N�o posso, acredite-me.

O Sr. Albrecht saber� o que fazer?

Sim, explicarei tudo.

Deve ir.

Oliver est� te esperando.

N�o, me encontrar� mais tarde.

Que Deus te aben�oe.

Onde est�o o Sr. Albrecht e o americano?

N�o est�o aqui dentro.

N�o posso ver atrav�s das paredes como...

algumas pessoas que conhe�o.

Thea, querida, o que aconteceu?

O General destruiu o bote.

N�o me deixar� que v� daqui com vida!

Acalme-se.

N�o te far� mal. Ocupar-me-ei de que n�o o fa�a.

General Pherides...

n�o toleraremos esta tirania que voc� imp�e.

O que fez no passado j� foi bastante cruel.

Amea�ar a todos com suas ordens...

for�ar enterros imediatos, sem nos...

dar o tempo de chorar...

e agora isso tamb�m.

Impedir a estes jovens de partir...

perseguir a uma jovem ador�vel como Thea...

aterroriz�-la com macabras supersti��es selvagens...

N�o vou tolerar!

H� outros homens s�os que saber�o se encarregar de voc�.

Estou te avisando, General. Deixe Thea em paz!

Farei o que for necess�rio.

Isso inclui destruir o �nico bote na ilha?

Disse que ningu�m podia ir.

E eu te disse, General, que suas ordens n�o...

se aplicam a mim nem a outro civil.

N�o tem nenhum direito sobre n�s!

Se continuar a atormentar Thea, General...

intervirei pessoalmente.

Thea!

- Thea, deve me ajudar. - Est� bem.

- Kyra, chamou a senhora? - J� disse que n�o. Bati � porta.

A jovem disse que a senhora n�o se sentia bem.

Kyra preparar� algo. Thea deve ter fome.

Perguntei, a jovem disse que n�o queria nada.

Foi um dia quente e ensolarado, quase sem vento.

Consolamos com a esperan�a de que...

amanh� o vento mude.

Sempre temos estes dias calorosos e tranquilos...

antes do siroco.

N�o mudou ainda.

O que est� fazendo, Vorvolaka?

O que faz atr�s da porta?

Vorvolaka! Vorvolaka!

Entrela�ada uma rosa silvestre na...

frente da sua porta.

Os espinhos que penetram na sua fronte...

dilacerar�o a tua carne...

criatura malvada!

Pus sal no fogo,

e uma cruz de cinzas na tua porta.

Vorvolaka! Vorvolaka!

Vorvolaka, criatura malvada...

pecadora e corrupta! Tuas m�os...

sangram de tanta viol�ncia!

Tua boca � amarga com o sabor do...

pecado e da corrup��o!

�s odiosa e imunda!

Vorvolaka! Vorvolaka!

Por favor, te suplico!

Ent�o, a culpa � minha! � minha culpa?

Estive esperando.

N�o quis que ele escutasse.

A jovem continua no quarto da senhora.

- Deixe-a l�. - Escutei-a caminhar toda a noite...

por momentos ouvi alguns prantos.

Agora tudo est� calado. A porta est� travada.

Bateu � porta?

Ningu�m responde. � um sil�ncio de tumba.

Bom dia.

Olhem.

- Deve ter ficado doente � noite. - N�o, n�o foi como os outros.

Caiu e n�o se moveu desde ent�o.

N�o foi como os outros.

Drossos me disse que a epidemia difere.

A alguns afeta de imediato.

Desmaiava em seguida, mas ningu�m est� assim toda a noite.

Olhem os olhos. Descobrir� como morreu.

N�o sei o que acontece ao General.

N�o est� bem da cabe�a.

Fique longe dele, evitaremos outros problemas.

Mas e a Sra. Aubyn?

N�s veremos o que podemos fazer.

- Mas quero ficar. - N�o, basta de epidemia.

N�o quero enfrentar um louco.

O General � quase racional quando n�o est� perto.

Mantenha-se longe dele.

Seu cora��o parou. N�o respira.

Tente com o espelho, queria que o fiz�ssemos.

Nada. Ajude-me a trazer o caix�o at� aqui.

General, olhe! O vento sopra do Sul! � o siroco!

Poderemos ir deste lugar...

e poder� retomar o comando de suas tropas.

Tive o comando pela �ltima vez.

Vamos, General. Sentir� muito melhor, uma vez que...

deixemos esta ilha maldita.

Nunca me irei da ilha.

Irei buscar Albrecht. Fique com o General.

General. Tamb�m para o senhor...

chegou a hora do castigo.

A Vorvolaka ainda vive, saud�vel e cheia de sangue.

Estou s� com ela.

N�o estou morto ainda. N�o te far� mal.

S� com ela naquele quarto escuro. Tenho medo.

E agora tamb�m est� essa outra.

Quem morre por uma Vorvolaka converte-se em Vorvolaka.

A outra est� no caix�o... mas luta para sair...

para nos apanhar.

Est� escutando? Escute?

O ranger da madeira.

Estou escutando!

Estou escutando.

Fechem-me...

na escurid�o.

Fechem-me outra vez. Fechada. Sepultada.

Nunca vi um arp�o assim nem mesmo na Am�rica.

O deus do mar, Netuno, n�o usava ele para pescar.

Levou o oceano escuro com ele e agitou...

as ondas ressonantes.

Ainda usam arp�es como esse em Corinto.

Vorvolaka, estou escutando!

Estou escutando!

Parece que sabe que est� aqui. Provoque-a.

Por que n�o vai para cama? Precisa descansar.

� um pouco tenebroso l� em cima? Bom, n�o te culpo.

E l� fora? Tem vento, mas est� calor.

Por que n�o vai l� fora... e eu te encontro l� quando...

o General se tranquilizar?

Tem sono?

� o vento quente. D� sono.

O General dormiu. Buscarei Thea.

Quem est� a�?

� voc�, Albrecht?

- Kyra? - Kyra!

O que foi?

- L� dentro, algo branco. Talvez... - O qu�?

Albrecht, lembra-se do que disse da Sra. Aubyn?

Isso de estar desmaiada?

Bom, deve ter ficado assim.

N�o reconheceu... Thea no t�nel.

- Est� louca! - O que est� dizendo?

Pusemos ela viva no caix�o.

Abriu o caix�o. Est� aqui fora.

N�o pode vir conosco. Precisaremos de voc�, depois.

Vorvolaka.

Sra. Aubyn! Sra. Aubyn!

Sra. Aubyn, espere!

Espere, Sra. Aubyn!

Thea!

Vi a Vorvolaka.

Eu a vi.

A roupa que tinha na tumba, o vento...

O rosto...

- Olhos de morte. - Sim, certo.

Saiu da escurid�o.

- Devem destru�-la. - J� o fizemos.

Voltou para a noite eterna.

Por tr�s de sua loucura, havia algo simples, bom.

Queria nos proteger.

FIM

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