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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
A bala � nossa.
Um policial atirou em Bosca.
Voc� tem que confiar em mim.
Pode ser de outro policial.
Eu amo voc�.
Ei.
Ei.
Deite.
Deite.
Olha a comida.
Aqui, gatinhos. Comam.
Venham. Isso...
eles est�o ocupados.
Onde eu guardei?
Cale a boca e ande.
Vamos.
Agora vamos falar dos velhos tempos e de Danilo Bosca.
J� faz 30 anos.
Voltaram a falar dele quando acharam os ossos.
-Oi. -Oi.
Tudo bem?
Caf�?
Bosca n�o era como os outros.
Ele negociava muitas coisas.
Coisas boas.
Mas n�o dava para peg�-lo.
Traficar para ele era seguro.
Onde ele conseguia as drogas?
-Est� perguntando a mim? -Voc� deve saber.
O qu�? Vai ficar calado agora?
VERDADES ESCONDIDAS
Oi.
Gosto quando me abra�a assim.
Eu me sinto protegida.
Mario.
Eu falei com Logarzo.
Bosca descobriu um tipo de ecstasy.
Essa droga sumiu depois dele.
Em dezembro, uma garota morreu por causa da mesma droga.
Em dezembro Clara e Bosca estavam mortos.
Sim.
Preciso contar uma coisa sobre Clara.
O qu�?
Ela dava a droga ao Bosca.
Roubava do dep�sito do tribunal.
-Voc� cobriu isso? -Claro que n�o.
Eu quis que ela confessasse.
Eu ia ajud�-la, esperar por ela...
A� apareceu o bilhete.
E agora?
Clara devia ter um c�mplice.
Seja quem for, continuou traficando depois que eles morreram.
E Logarzo n�o sabia quem era essa pessoa?
N�o.
Sabe o que � louco?
Carta e De Franchi est�o investigando, mas nunca o interrogaram.
N�o � louco. Eles est�o juntando provas para me acusar.
E eles quase conseguiram.
Preciso pensar em algo, e s� tenho esta pista da droga.
Precisamos descobrir quem era a mo�a morta e quem vendeu a droga.
Antes deles, possivelmente...
Preciso de tudo pronto �s 18 horas.
-Sim. -Quero tudo bem feito.
Sim, diretor.
-Vou come�ar aqui, depois voc� ajuda. -Sim.
Tire isto daqui.
-Obrigado. -De nada.
-Certo, obrigado. -De nada.
Orlando Gloriani, 33 anos. Filho de Vittorio Gloriani, fabricante da massa.
Eu sei quem �.
Ele tinha uma pochete contendo as chaves do clube. Sem celular.
-Estranho, n�o �? -Talvez perdeu na �gua.
Pensei nisso. Ele pode ter se sentido mal.
Pegou o celular para pedir ajuda, mas n�o conseguiu.
Mas a pochete estava fechada.
Se voc� est� passando mal, n�o vai parar para fechar.
�timo trabalho. Muito bem.
-Obrigado. -Faz sentido.
Muito astuto.
-Quem o achou? -O diretor do clube.
Est� esperando.
Eles vieram juntos, se � o que est� se perguntando.
Diga-me alguma novidade...
Eu tinha elogiado voc� pela pochete, mas agora...
E esta ferida na cabe�a?
Ainda sem pistas.
Talvez ele tenha ca�do.
-Hora da morte? -Entre seis e dez desta manh�.
-Preciso de tempo para a causa. -Como sempre.
Certo.
Voc� j� estava aqui quando Gloriani chegou?
N�o, eu n�o o vi. Cheguei pouco depois das nove horas.
Deve ter entrado com as chaves dele.
-Todos os s�cios t�m chave? -N�o, s� a dire��o.
Voc� estava sozinho quando achou o corpo?
Sim, n�o tinha ningu�m.
Quando o viu pela �ltima vez?
H� tr�s noites, ele estava aqui com o pai.
-Ele tamb�m � s�cio? -�.
Tamb�m � um grande amigo.
Infelizmente, n�o tem vindo muito.
Os outros filhos nunca v�m.
Qual era o carro dele?
Um convers�vel preto.
-Obrigado. -Por aqui.
Est� bem.
-Al�? -Cantabella,
veja se o carro de Gloriani est� estacionado a� fora.
-Agora? -Sim. � um convers�vel preto.
Deixa comigo.
Not�cia do carro?
Nada. N�o est� na casa dele.
A irm� disse que ele s� usava o carro. Nem bicicleta ou moto.
-N�o dava para ir a p� da casa dele. -Sim.
Ele pode ter ido de t�xi. Os registros mostrar�o.
Cinzia, vamos verificar.
Bom dia.
Est�o todos aqui. Que bom.
Eu tenho que fazer algo que odeio.
A fam�lia Gloriani � importante.
Precisamos ter cautela. A promotoria concorda.
E?
Vamos esperar o resultado da aut�psia.
Se confirmarmos que n�o foi acidente, veremos o que fazer.
N�o fa�am nada sem minhas ordens.
Obrigada.
Quero os registros quando voltar.
Verifiquem as c�meras na entrada do clube e as finan�as da fam�lia.
Quero saber tudo sobre eles. Parentes, amigos e animaizinhos.
Malik, venha. Vamos falar com a fam�lia.
N�o se preocupe.
Adoro quando ele faz isso.
Voc� ouviu, certo? Incluindo os animaizinhos.
Vamos. Calado.
-N�o � f�cil... -O qu�?
Ignorar as ordens da Carta.
Por isso me chamou para ir? Para me provocar?
Voc� disse � Alba que eu guardei o bilhete da m�e para proteg�-la.
E a consolou.
Obrigado.
N�o fiz nada especial. Eu a amo.
S� dei minha opini�o.
E eu n�o dei para ela minha opini�o sobre voc�.
O que temos aqui?
Uma ferida feia e um edema de epiglote que n�o pode ter sido por afogamento.
Falei com meu pai. Est� melhor agora.
Que bom, posso voltar a ser uma vaca.
Ent�o, saia e me deixe ver isso.
Entrem.
Este �...
Era.
...o apartamento do meu filho Orlando.
Eu moro na parte central da mans�o desde que minha esposa morreu.
Eu remodelei as laterais para ele e minha filha mais nova, Ornella.
Fa�am o que precisam fazer.
N�o temos nada a esconder.
Meu filho mais velho, Saverio,
mora em uma casa em Campagnano.
Mas n�o est� bem.
Est� internado.
Sinto muito.
Seu filho dormiu em casa na noite passada?
N�o.
Ele dorme fora muitas vezes.
Tinha namorada?
Ele era adulto suficiente para n�o falar disso comigo.
No clube, s� havia as roupas.
Sua carteira, celular e carro est�o desaparecidos.
Sim, minha filha me disse que voc�s ligaram, mas...
N�o sei o que dizer.
Ele se dava bem com os irm�os?
Eu dei ao Orlando a tarefa de gerir nossos bens.
-Sabemos disso. -Se � disso que falava,
Saverio e Ornella
aceitaram minha decis�o, mas n�o gostaram.
Como sabe?
Ningu�m gosta de se sentir de fora e sem poder.
Eles nunca fariam mal ao Orlando por isso.
Eu entendo.
Senhorita Ornella?
-Sinto pela sua perda. -Obrigada.
-Desculpe, eu estava fumando. -Tudo bem.
Infelizmente temos umas perguntas.
Sim, tudo bem.
Quando viu seu irm�o pela �ltima vez?
Ontem.
No escrit�rio.
Ele sempre passava para dar oi.
Voc�s eram pr�ximos?
Sim.
�ramos.
Ele criticava tudo que eu fazia.
Sim.
O que sabia da vida privada dele?
Quase nada.
J� Orlando...
sabia tudo da minha.
Qualquer coisa j� ajuda.
Estava saindo com uma modelo.
Acho que o nome dela � Ludovica Renda.
Onde podemos ach�-la?
N�o sei. S� a vi poucas vezes.
Precisamos falar com seu irm�o Saverio.
Ele n�o est� bem.
-Eu sei, seu pai nos disse, mas... -Acho melhor evitar.
Isso n�s vamos decidir.
Onde estava esta manh� entre 6h e 9h?
-Est�o querendo um �libi? -N�o.
S� estamos perguntando onde voc� estava.
Ser� um �libi se descobrimos que a morte do seu irm�o n�o foi um acidente.
Dormindo.
At� meu pai chegar e dizer que Orlando estava morto.
Est� bem. Obrigado.
-Al�, Carlo? -Sim?
A namorada do Gloriani mora na Via Gobetti 35, apartamento B.
Tem 26 anos e uma filha de quatro.
Precedentes?
Quando morava em Mil�o, estava metida em neg�cios de acompanhantes.
Mora em Roma h� um ano.
Obrigado, me mantenha informado.
Pode deixar.
-Tchau. -Tchau.
E o Muzo?
N�o sei.
Ele � estranho.
Igual o Carlo.
Outro dia os vi no caf�.
Conversando nervosos. Passaram por mim e nem me viram.
Bem, vamos cuidar da nossa vida.
Sim, claro.
E n�s?
Voc� e eu, digo...
Vou pegar um chocolate quente. � melhor.
Daqui ao clube s�o cinco minutos a p�.
-Ol�. -Bom dia.
-A Srta. Renda mora aqui? -Sim.
-Ela est� em casa? -N�o.
-Posso olhar? -Sim.
Obrigado.
-Inspetor? -Cantabella?
-Sim. -A mo�a n�o est� em casa,
ent�o procure e leve-a � delegacia.
Est� bem.
E acho que achamos o carro.
� este.
-Termine a busca. Tchau. -Certo. Tchau.
Se nada acontecer em dois dias,
vou apreender o carro e invadir o apartamento.
Desculpem.
-O que est�o fazendo? -Quem � voc�?
-Eu moro aqui. -Pol�cia.
Por que o interesse no carro?
Porque era...
do meu namorado.
Podemos falar?
Sim.
Eu nunca poderia bancar este lugar.
Era do Orlando.
Querem alguma coisa?
Um copo de �gua.
H� quanto tempo mora aqui?
Moramos aqui h� seis meses
e namoramos h� dois anos.
Orlando tinha medo.
N�o queria que soubessem.
O pai dele nunca aceitaria.
Ludovica Renda mora em frente.
Era amiga do Orlando.
Ele disse a todos que eram namorados, para ele poder vir aqui.
Onde ela est�?
Em Berlim.
Levou a filha para ver o pai h� dois dias.
Brigamos esta manh�.
Trabalho em um bar.
Orlando n�o gostava.
Perguntei se ele tinha vergonha de ser gay ou de estar com um gar�om.
Quis pedir desculpa, mas ele deixou o celular aqui,
A� voc� foi ao clube?
Vi a pol�cia, a ambul�ncia.
Perguntei quem estava saindo.
E eu soube assim.
O celular e a chave do carro est�o aqui?
Sim.
Cinzia, investigue Niccol� Zanu...
Fiz isso h� quinze minutos.
N�o li sua mente. Os registros mostraram que ele falava com Gloriani.
Sim, era o namorado.
Por isso ele nunca ligava para namorada. Era um disfarce?
O que descobriu?
Nada de especial. Parece um bom rapaz.
N�o � rico. Trabalhar em um bar em Pigneto.
Se ele fosse rico, seria o mesmo para o pai.
N�o consigo falar com a mo�a. Telefone desligado.
Est� em Berlim. Continue tentando. Podemos mand�-la voltar.
Posso?
-Bom dia. -Oi.
Eu tenho novidades importantes.
A ferida foi causada por um acidente.
Gloriani desmaiou, bateu a cabe�a e caiu na �gua.
-Ent�o, ele morreu afogado? -N�o.
Choque anafil�tico.
As an�lises mostraram amoxicilina.
Um antibi�tico comum. Mas Gloriani era al�rgico.
Eu mandei esperar a aut�psia. Mas voc� fez o oposto.
A irm� da v�tima est� fazendo o diabo. Voc� pediu o �libi dela.
Aqui est� a aut�psia. D� uma lida.
N�o sou bom em investigar discretamente, como voc�,
e se ainda me quer neste caso, farei do meu jeito.
Caso contr�rio, fa�a voc�.
Bom dia.
-Obrigada, Sarah. -De nada.
Eu n�o o via irritado assim h� um tempo.
Eu errei.
Agindo assim na sua frente.
Por qu�? Odeio aquela mulher.
Ela sempre me olha estranho.
Ela � invejosa. Voc� � mais bonita.
-Vamos sentar? -Sim.
Vamos.
N�o vai ver Malik hoje?
Pai, eu o vejo quando quiser.
Voc� quer me matar...
Voc� era assim com Riccardo.
Um pouco menos com ele.
Sim, um pouco menos.
Eu n�o quero perder voc�.
Desculpe por ter magoado voc� com aquele bilhete.
J� passou.
Voc� me contou a verdade.
D�i, mas est� tudo bem.
E voc� n�o precisa se preocupar.
Nunca vou parar de me preocupar.
At� a hora de voc� fazer o mesmo por mim.
Como assim?
-Dem�ncia... -Nossa...
-Sim. -Coloco voc� em um asilo.
-Por qu�? -O que importa?
Importa.
Preciso muito fazer xixi.
Bem, agora n�s...
-Oi. -Oi.
Eu estava perto e pensei em pegar uma carona. Oi, Emma.
Eu dirijo.
Se renovarem meu contrato, compramos outro carro.
Caso tivermos um filho tamb�m.
Um carro n�o basta.
Eu esqueci que uma amiga vem me buscar.
N�o precisam me levar at� Roma.
Obrigada. At� amanh�.
Tchau.
Cinzia.
N�o era para voc� ir com Cantabella?
Eu preferi n�o ir.
-Eu levo voc�. -N�o, estou bem.
Eu insisto. Preciso de um favor.
-Que favor? -Preciso escolher um presente de mulher.
Est� bem.
Ent�o, eu aceito.
-Ol�. -� para voc�.
-Obrigada. -Tchau.
Encontre-me no Miggiani �s 21h. Carlo.
Obrigada.
Est� linda.
-Voc� tamb�m est� bem. -Obrigado.
Boa noite.
Bem-vindos.
-Ali. -Que bonito.
Pedi um favor a um amigo.
Ele vai entrar fingindo ser um ladr�o.
E n�s sa�mos sem pagar.
Que bobo.
Bem,
-o vestido ficou lindo. -Obrigada.
Quero estar com voc�.
-Boa noite. Por aqui. -Oi.
Obrigada.
Como Ahmed sumiu assim?
Vou dizer,
seus colegas n�o fizeram nada para ach�-lo.
Acha que estes folhetos ajudam?
Malik?
Desculpe, m�e.
O que foi?
O que � isso?
Entrei na casa do Carlo e atirei com a arma dele.
E enquanto ele me agradecia por ajud�-lo, eu tinha as balas dele.
Decidiu seguir com a investiga��o.
Voc� tinha que saber.
Eu n�o sei nada agora.
Eu estava com Alba hoje e s� conseguia pensar que era o pai dela.
Estou dividido.
O que faria se n�o fosse pai dela?
Alina Nesti.
A mo�a que morreu em dezembro de 93 da droga que Bosca traficava.
Se ele morreu em setembro, quem continuou vendendo?
Estou ferrado se n�o encontrarmos nada.
A droga que est�o procurando
chegou vinda da Holanda. Foi apreendida em mar�o de 93.
Chama-se 4MDP.
Ficou no dep�sito do tribunal de Roma.
Como sabe?
Voc� fu�a minhas coisas procurando amantes.
-Eu parei. -Eu fu�o as suas.
Nada ilegal. Perguntei a uma amiga dos Narc�ticos.
O que ela disse?
Foi estranho. Primeiro, deram a not�cia do furto.
Depois pararam.
Talvez a investiga��o n�o tenha dado em nada.
Voc� acha que a Clara roubou as drogas?
Depois de jurar que tinha acabado...
N�s nos vemos na delegacia.
Obrigado, Olga.
Estou preocupado com ele.
E eu com voc�.
Por qu�?
Uma semana atr�s, De Franchi e Carta
pediram a bal�stica da sua arma tamb�m.
Como sabe?
Eu sei.
Imbecis.
Gregorio Nesti?
-Sim. -Ol�.
Inspetor Guerrieri. Preciso falar com voc�.
Sobre o qu�?
Sobre sua filha Alina, e o que aconteceu.
Voc�s nunca se importaram,
ou teriam descoberto quem vendeu aquela droga mortal.
Deixe-me em paz.
Desta vez podemos achar os culpados.
Preciso da sua ajuda.
N�o confio mais em voc�s ou em ningu�m.
Sr. Nesti...
� um caso importante para mim.
Minha vida est� em jogo.
A minha acabou com a morte de Alina.
Sinto sua dor. Tenho uma filha.
Ent�o espero que nunca passe pelo que eu passei.
Obrigado.
Ol�, inspetor.
Bom dia.
Falei com sua chefe.
Orlando sabia que era al�rgico �quele antibi�tico.
Ele nunca teria tomado voluntariamente.
Agora quero que voc�
siga a investiga��o.
Custe o que custar.
-Est� bem. -Obrigado.
At� mais.
Ei...
eu fiz alguma coisa?
Est� calada, nem olhou para mim.
N�o.
Estou ocupada. N�o se preocupe.
Quer saber a verdade?
Sim.
Voc� me deixa nervosa.
Voc� � todo fofo, olha para mim, me d� aten��o.
� �bvio que gosta de mim.
Mesmo eu estando uma baleia.
Voc� n�o � uma baleia.
Ent�o... � melhor voc� me deixar em paz.
Vou deixar Bianca.
Marco?
Temos mandados de busca.
Carlo e Muzo cuidam dos Gloriani. Voc� e eu, dos Zanussi.
-Achou algo? -N�o.
-Nada no quarto. -Certo.
Veja o dep�sito.
-Viram as gavetas? -Sim.
-E aqui? -Ainda n�o.
O banheiro.
Vou checar.
N�o acharam nada.
Quando descobriu sobre seu filho e Zanussi?
Uns meses atr�s.
Minha filha contou, achando que eu mudaria de ideia,
mas Orlando era o �nico que podia gerir a empresa.
Eu refleti, e fiquei calado.
Voc� falou com seu filho?
N�o.
N�o consegui.
Voc� acha que sou antiquado.
N�o.
Estou pensando que o tempo passa.
E temos pouco tempo para corrigir as coisas.
-Sim, Malik. -Carlo.
Achamos amoxicilina em uma mala no arm�rio.
-Levem-no para a sala. -Est� bem.
L� est� ela.
� grave. Ela pediu a bal�stica da minha arma.
Desculpe por met�-lo nisto.
N�o � culpa sua. Pode ser aquele cara que est� com voc�.
Eu disse.
Ele me ajudou com Alba. Ele a consolou.
Voc� n�o deve confiar nele. Pode me ouvir uma �nica vez?
Guerrieri.
Doutora.
Antes de interrogar Zanussi, leia isto.
De onde veio este testamento?
O advogado de Orlando Gloriani me deu. Foi assinado h� umas semanas.
Zanussi pode ter herdado uma fortuna.
Obrigado.
De nada.
Eu juro que n�o sabia.
Voc�s estavam bem, moravam juntos,
havia uma namorada falsa para disfar�ar.
E voc� n�o sabia do testamento do qual era benefici�rio.
Por que eu mentiria?
S�o milh�es.
Ele n�o me contou.
Sabia da alergia dele?
N�o, ele nunca me contou.
Voc� sabe muito pouco do que se passa � sua volta.
Voc� tamb�m n�o sabia do antibi�tico na mala?
Um m�dico me deu, mas eu nem sabia o que tinha dentro.
-Por que estava escondido? -N�o estava.
Fomos para Ibiza h� dois meses.
Fiquei doente e esqueci do rem�dio dentro da mala.
Gloriani sabia que estava l�?
Sim, foi ele que guardou as malas.
A que horas ele saiu ontem?
�s 8h.
Eu vi a hora porque era mais cedo que o normal.
-Ele nunca sa�a antes das 9h. -Como ele estava? Nervoso?
Afetuoso.
Voc�s discutiram.
Eu discuti.
Estava afetuoso como sempre.
E, de repente, todos esses elogios.
Podemos fazer uma pausa?
N�o estou bem, preciso de um minuto.
Est� bem.
N�o tranque.
Certo.
O que acha?
As c�meras no clube confirmam a vers�o dele. A hora, ao menos.
Ele estava na entrada �s 8h10, ent�o saiu de casa �s oito.
Perguntei o que voc� acha dele.
� inocente.
Mas n�o h� provas.
Deve confiar em seus instintos.
Falo com Alba.
Preciso saber mais dos antibi�ticos.
N�o acho que seja poss�vel.
Se o namorado colocou o antibi�tico no suco do caf� da manh�,
ele teria morrido em minutos.
A rea��o do al�rgico � imediata.
Ele pode ter dado de outro jeito? Antes de ele ir?
N�o.
Ele tinha uma garrafa de �gua no arm�rio do clube.
Podia estar l�.
N�o creio.
Ele teria sentido o gosto,
tamb�m n�o teria chegado �s docas.
Ele tomou no barco.
Voluntariamente?
Sim. N�o vejo outro modo.
Ele sabia que era al�rgico.
Ent�o foi suic�dio?
Sim, mas por que ele faria isso?
Talvez estava deprimido, cansado de fingir.
Deve haver um motivo para se suicidar.
-At� amanh�. -At�.
Este � o inspetor.
-Eu cuido dele. -Certo.
-Oi. Desculpe por esta manh�. -Tudo bem.
Alina era uma boa menina. Foi rotulada de drogada,
mas era cheia de vida.
Podemos falar...
A vida da minha filha est� aqui.
-Espero que possa ajudar. -Claro.
Venha comigo.
� uma investiga��o particular.
-Confidencial? -N�o.
-Particular. -Certo, mas voc� me deve uma.
DE VOLTA AO ZERO!
Eu conheci Matteo.
Festa com Matteo.
Correspondem.
� a mesma que matou Bosca.
Fique calado. Eu nunca vim aqui.
Est� bem.
Venha ao laborat�rio. Fiz testes e tenho resultados interessantes.
Meu pai est� vindo. Amo voc�.
Orlando estava doente.
Glioblastoma.
Um c�ncer raro e agressivo.
Tinha meses de vida.
� poss�vel que seus conhecidos n�o soubessem?
Sim, � poss�vel.
Manifesta-se por dores de cabe�a e cansa�o.
Mas logo n�o conseguiria mais esconder.
O que voc� acha?
Se ele fez um testamento, sabia.
Pode ser suic�dio.
Mas n�o inocenta o namorado.
Ele pode ter ido a m�dicos,
pesquisou sobre eutan�sia.
Precisamos ver no computador o que ele pesquisou.
Descanse. Parece cansada.
Tchau, Malik.
Tchau.
Ei.
O que houve?
Nada.
-Voc�s brigaram? -N�o. Estamos bem.
-Aconteceu algo? -N�o.
-Mesmo? -N�o se preocupe.
Est� me esmagando.
N�o quero solt�-la.
Vamos?
Sim.
V�, eu j� chego.
Oi.
Oi.
Nossa, duas noites seguidas...
-N�o est� bem? -Sim.
O que foi?
Conhe�o voc�.
Eu errei com a Alba.
Deveria ter falado com ela.
Voc� ainda pode falar.
N�o.
Por algum motivo, eu sinto que n�o tenho mais tempo.
N�o se atormente. N�o vale a pena.
Vamos.
Tente dormir. Venha.
-Bom dia. -Oi.
Acabei com a Bianca.
Ela te bateu?
N�o. Ela jogou...
alguns livros.
Um acertou em mim.
-S�rio? -Sim.
Carlo tem outra arma.
Foi usada para disparar no Bosca.
E onde est�?
Na casa dele.
Em uma caixa na escada.
E agora?
Como voc� quer?
N�o aqui, nem na frente de todos.
Est� bem.
Falei com De Franchi.
Vamos achar a arma fingindo procurar outra coisa.
N�o saber�o que foi voc�.
Nem Guerrieri, nem a filha.
Se � isso que o preocupa.
V� � merda, Micaela.
Entre.
-Ent�o... -Oi.
Gloriani falava com um oncologista em Mil�o.
Achamos e-mails e os exames no computador.
-�timo. -Mas n�o foi f�cil.
E-mails com o m�dico foram apagados.
Por quem? O computador estava na Per�cia. Pegaram no dia da morte.
Por quem tinha a senha do e-mail dele.
Mas n�o foram s� essas conversas que sumiram.
-Certo. -Fique com isto.
Obrigado.
"� duro saber que voc� vai perder tudo.
Que n�o vai poder olhar nem abra�ar a pessoa que voc� ama.
Que voc� n�o poder� fazer nada do que voc�s planejaram."
Devo continuar?
E agora?
Eu tinha que falar da doen�a?
Ele n�o queria que soubessem.
Fala como se eu o tivesse matado.
Orlando queria ser compreendido.
N�o incriminar o namorado.
Voc� acha que bastaria apagar os e-mails?
Eu acessei o e-mail dele do meu computador.
Para pegar uns endere�os,
avisar da trag�dia.
Ele me deu a senha.
Estava nervosa.
Posso ter apagado por engano.
Engano que lhe daria a heran�a se Zanussi fosse culpado.
N�o tenho nada a dizer.
Est�o me tratando como assassina.
Voc� escondeu as inten��es do seu irm�o de se matar.
E n�o fez nada para impedi-lo.
Voc� n�o gostava dele?
Orlando me pediu.
N�o via futuro.
Respeitei sua vontade.
Quando soube que achamos o antibi�tico, voc� pensou que ganharia tudo.
Apagou as provas da inoc�ncia do Zanussi.
Ele � um caipira.
Bancado pelo Orlando.
Voc� respeitou a vontade do seu irm�o, mas pela lei foi um suic�dio assistido.
Neste caso, voc� pode pegar 12 anos de cadeia, e acho que voc� merece.
Voc� � desprez�vel.
E n�o tenho pena.
Agora pode ir.
Por favor.
Dane-se a heran�a.
N�o quero o dinheiro deles.
Mas voc� quer sair daqui, n�o?
Vou pegar suas coisas...
-e talvez voc� mude de ideia. -N�o. Estou furioso at� com ele.
Se amamos algu�m, n�o o exclu�mos.
Orlando nunca se abria completamente.
Ele fala um pouco com outros
e um pouco comigo.
Eu poderia ter sido o �nico a ajud�-lo.
Mas ele n�o quis.
Ele n�o queria v�-lo sofrer.
Eu poderia ter enfrentado isso com ele.
Ficado com ele at� o fim.
Tchau.
Tchau.
Niccol� Zanussi?
O pai do Orlando.
Sim. Sei quem voc� �.
Sinto muito.
� tarde para isso.
Eu disse que lamento. S� queria falar do Orlando.
Venha.
Vamos embora.
-Al�? -Alba.
Oi, pai.
-Quer ir jantar fora? -Sim.
Ao lado da delegacia?
-Oi, pessoal. -Oi.
-Oi. -Senta aqui?
A Alba est� vindo.
-Oi, tudo bem? -Tudo.
Bem. Quais s�o as novidades?
Ela estava triste quando eu n�o estava perto...
Procurem na cozinha e no quarto.
E na sala.
-Bela cicatriz, sensual. -�?
Alba!
Oi.
-Oi. -Oi.
Importa-se se eu jantar com meu pai?
N�o, querem conversar...
Obrigada.
Ele me chamou, n�o ficamos sozinhos h� um tempo...
-Ent�o... -Espere. Venha comigo antes.
-Deixe-me avis�-lo antes. -Depois.
-Malik, o que foi? -Nada.
Espere um pouco. S� um minuto.
-Oi. -Oi.
-Oi. -Oi.
Inspetor Guerrieri.
Voc� est� preso.
-Inspetor... -O que � isso?
...sua arma.
Papai...
Papai...
Papai!
Legendas: Marianna Dias
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