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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
TR�FICO DE DROGAS
INSTITUTO DE MEDICINA LEGAL
Inspetor Chefe Guerrieri. N�o posso atender. Deixe uma mensagem.
Vamos! Vai, vai!
Isso, vai. Para mim, para mim!
E agora, para o gol!
-Ele � fant�stico. -Eu sei.
-O que ele fez? -Nada, mas precisa ach�-lo.
Ele pode ter mudado de vida.
Pode estar morto ou desaparecido. N�o sei.
Da �ltima vez que o apreendi, ele estava traficando para Danilo Bosca.
-O cara de Torrevecchia? -Sim.
Para ser exato, ele traficava em Ostia.
Tenho que ir para Ostia?
Se necess�rio, sim.
Tem o mar, a praia...
Como eu chego l�?
Possivelmente de carro, um que n�o seja roubado.
-E da�? Gosta dessa bola? -Sim.
Agora vou enfrentar voc�. Tenha cuidado.
N�o leve para a escola ou v�o roubar de voc�.
Obrigado pela bola.
De nada.
Vamos.
Pai?
Pai, est� aqui?
Pai?
REC�M-CASADOS
DROGAS EM OSTIENSE
TR�FICO DE DROGAS EM OSTIA
Carlo, n�o posso mais viver aqui.
Voc� � mais forte. Cuide de Alba e perdoe-me, se puder.
Eu te amo. Clara.
-Ei. -Cheguei o mais r�pido que pude.
Desculpe por pedir que viesse logo. Eu n�o queria ficar s�.
O que houve? Teve uma briga?
N�o, quero dizer, fui para casa, mas ele n�o estava l�.
Ent�o, por que est� t�o triste?
Achei um bilhete de minha m�e.
Eles sempre disseram que foi um acidente.
Mas ela se matou.
Onde voc� o achou?
Dentro de uma caixa, na mesa.
Uma caixa que meu pai guardava no arm�rio.
Quando eu era mais jovem, n�o podia chegar perto dela.
Sempre achei que fosse porque havia uma arma velha dentro,
mas era por causa do bilhete.
-Precisa falar com seu pai. -N�o!
-N�o, eu me sinto tra�da. -Ele n�o lhe traiu.
Traiu, sim.
Ele mentiu para mim. N�o sou mais crian�a.
Alba, ele protegeu voc�.
De algo que lhe magoaria ainda mais. Ele � seu pai.
Vamos.
DE: HASSAN ANQUUD
-Bom dia, inspetor. -Oi, Marco.
A v�tima � Hassan Anquud.
A esposa ligou. Ela recebeu o v�deo do assalto.
Quando chegamos, era tarde demais.
Os donos do lugar vivem aqui.
Vera Fabioli e seu filho, Angelo. Chamamos, mas n�o h� ningu�m em casa.
-O que a v�tima fazia no restaurante? -Era gerente.
Ele trabalhava com a esposa. Na cozinha e na sala principal.
Tinham um gar�om, Ludovico Ciardi, 20 anos e sem ficha policial.
Quem foi o �ltimo a ver a v�tima?
Ningu�m. Era o fechamento da semana.
-Eles chegaram juntos? -Quem?
N�o.
Digo, sim. Chegaram juntos.
Agora voc� mente, tamb�m?
Posso entrar? O restaurante � da minha m�e.
O que foi?
Ele quer entrar. -Sou Inspetor Guerrieri. Voc� �...
Angelo Fabioli. Moro aqui.
-Minha m�e � dona do restaurante. -Por favor.
Obrigado.
Infelizmente, houve um assassinato em seu restaurante.
Assassinato?
-Quem... -Hassan Anquud.
-N�o � poss�vel. -Quando o viu pela �ltima vez?
H� dois dias... Ele estava bem.
Conversamos um pouco.
-Disse que mora aqui. Sua m�e est� aqui? -N�o.
Levei-a para Latina de manh�, para a casa da minha irm�.
Eu voltei agora.
-Ent�o estava em casa ontem? -Sim.
E n�o ouviu ou notou nada?
Nada.
Veja, voc� conhecia bem o Hassan?
Ele alugou o restaurante seis meses atr�s.
Mesmo quando discordava com minha m�e, nunca t�nhamos problemas.
Como assim, "discordar"?
Ela tem as pr�prias ideias. Sabe como �.
Estrangeiros ainda geram desconfian�a.
Ou�a, teremos que falar com sua m�e.
Fique dispon�vel. N�o pode entrar, a Per�cia est� l�.
-Obrigado, at� logo. -Tchau.
Eu ia procur�-lo.
Estou aqui. Diga.
Ele sangrou at� morrer, entre �s 21h e 1h.
O assassino foi bem cuidadoso em n�o cortar as art�rias.
Bem cuidadoso?
Quem fez isso queria que ele sofresse.
Caso contr�rio, ele o teria matado imediatamente.
Ele se defendeu? Tem sinais de luta?
N�o, eu acho que n�o.
Isso � tudo.
Que bom.
Inspetor?
Tchau. Estou indo.
Esta � a arma do crime.
-Uma faca de cozinha? -Sim.
Sem digitais. No v�deo, o cara usa luvas.
Al�m da faca, a cena do crime � um desastre.
A esposa veio aqui,
tentou solt�-lo, ela derrubou uma cadeira...
Bem, voc� j� sabe.
-Obrigado. -De nada.
-O que temos aqui? -Abriram � for�a.
Ele devia estar segurando isso quando foi atacado.
Talvez esperasse por algu�m.
-A caixa registradora? -N�o foi tocada.
Nem o dinheiro na carteira, uns 300 euros.
-Onde est� a esposa? -Na outra sala. Vou cham�-la.
N�o, ningu�m o amea�ou. Todos o amavam.
Como ia o restaurante? E por que ele estava aqui, se estavam fechados?
Ele n�o me disse.
O restaurante ia bem. Ele nunca teve um problema.
N�o ficou preocupada quando ele n�o chegou em casa?
N�s brigamos. Eu n�o estava em casa.
Brigaram ontem � noite?
H� alguns dias.
Uma amiga est� fora e me deixou ficar na casa dela.
Por que brigaram?
O restaurante. Isso acontece quando marido e mulher trabalham juntos.
Esteve em uma rela��o antes de conhecer Hassan?
N�o, por qu�?
Algu�m contra o casamento. Sua fam�lia, por exemplo.
Minha fam�lia n�o liga para o que fa�o.
N�o vejo ou falo com eles h� tempos.
Falou aquilo por minha causa?
O qu�?
Sobre a fam�lia. Falou aquilo por minha causa?
Est� errado. Eu n�o gostaria de voc� nem se fosse sueco.
Alba � adulta e ela faz o que quer.
Se a fizer sofrer, arranco sua cabe�a.
Deveria falar com ela. Talvez n�o seja eu quem a fa�a sofrer.
Eu sou o pai dela e quero que ela seja feliz.
O que voc� quer � o que tenho que descobrir.
V� com a Per�cia � casa do cara morto. Vejo voc� na delegacia.
Para deix�-lo morrer assim,
ou o assassino � louco ou odiava muito ele.
Ou os dois.
Depois desse brilhante palpite... uma pausa para o caf�.
Voc� conhecia a minha m�e?
Sim, digo... Eu a via frequentemente, mas n�o diria que a conhecia.
Sabia que ela havia se matado?
Venha comigo.
Eu conhe�o seu pai h� quase 30 anos.
Mas na �poca, n�o trabalh�vamos juntos
porque ele trabalhava em Ostia, onde conheceu Clara.
Dois meses depois, eles se casaram.
Depois... Bem, depois de virem para Roma, era f�cil esbarrar neles.
-Como ela era? -Sua m�e?
Id�ntica a voc�, linda.
-Ela era infeliz? -N�o, n�o.
N�o era infeliz. Ela era... distante.
E meu pai?
Louco por ela. Completamente.
E depois, bem, eu voltei para Mil�o,
e quando voltei para minha c�tedra...
sua m�e j� tinha falecido.
E sempre foi imposs�vel falar com ele sobre isso.
Mas um suic�dio n�o � pouca coisa.
Como nunca foi mencionado?
N�o, veja... Todos sempre falavam do "incidente".
Sua m�e havia tirado uns dias de folga e...
ningu�m sabe o que houve naquela balsa.
Ela... Eles nunca a encontraram.
Precisa falar com seu pai.
Talvez ele seja o �nico que possa lhe explicar o que houve.
Obrigada.
Esse � o momento que nos interessa.
N�o h� nada mais de importante.
Claramente, mostra que ele abre a porta como se achasse que estava aberta.
E h� a garrafa, as ta�as... � �bvio que era um encontro.
-Vamos identific�-los, ent�o. -� claro.
O que temos no telefone da v�tima?
Nada. Eles o desligaram ontem ap�s o assassinato
e ligaram para mandar mensagens para a esposa, por segundos.
Espero poder rastre�-los.
Parece uma execu��o.
Eu tenho novidades.
Hassan Anquud tinha 50 mil euros em uma lata de caf�.
N�o parece haver presen�a feminina na casa dele.
A esposa falou em "separa��o tempor�ria", n�o?
Se for isso, � um tempo muito longo.
Eles se casaram h� seis meses. Os vizinhos mal a viam.
-Vamos interrog�-la. -Vamos esperar.
Fizeram isso ao marido, mas mandaram o v�deo para a esposa,
n�o � algo trivial.
Vamos descobrir por que ela mentiu e confront�-la.
Est� bem, Guerrieri. Vamos fazer do seu jeito.
Avisem-me. Obrigada.
Veja, ela � melhor mentirosa do que voc�.
Eu sei.
Como vamos fazer isso?
-E da�? -Por que n�o pede a sua amiga?
-O que houve? -O que houve?
N�s �ramos melhores quando Carta e Malik n�o estavam aqui.
O gar�om chegou. Deve lev�-lo ao Carlo?
N�o, eu cuido disso.
-Siga-me. -Bom dia. Sim.
Sente falta dele?
Quem, Matteo? N�o.
Eu me pergunto onde estava com a cabe�a.
-�s vezes eu me pergunto tamb�m. -Ele engravidou voc� tamb�m?
N�o. Estou falando de Bianca.
N�o � verdade que o restaurante ia bem. �s vezes, ficava vazio,
mas Hassan sempre tinha dinheiro e adorava se exibir.
De onde acha que ele tirava o dinheiro?
Eu n�o sei.
Eu mesmo me perguntava isso.
Havia drogas?
N�o que eu soubesse.
Como ele era? Voc�s se davam bem?
Era arrogante. Ele me tratava como lixo.
Dizia que contratava garotos brancos para v�-los servindo aos negros.
Entendo que esteja bravo, mas... Digo...
Nem todos reagem como Hassan.
-Como era a clientela? -Tinha de tudo.
Ele gostava de gente negra, mas tinha de tudo.
Mas ele casou com uma mo�a branca.
Sim, mas queriam se separar. Brigavam muito. Ela era ciumenta.
E quanto mais ci�me tinha, mais Hassan extrapolava na frente dela.
Ele adorava humilhar os outros.
Voc� j� o viu?
N�o.
Eu acho que n�o.
Onde voc� estava ontem? O que fez?
Eu estava na Vixen.
� uma boate. Eu trabalho l� tamb�m. Fico l� quando o restaurante fecha.
Se necess�rio, eu tenho muitas testemunhas.
-Pe�a o arquivo e traga-o para mim. -Sim.
Malik?
-Como vai a pesquisa? -Est� indo.
Agora sei do lugar em Torrevecchia, onde acharam os ossos,
est� fechado h� anos.
Vou descobrir a data, mas quando puseram o cimento,
Bosca j� estava l�.
Pedimos a per�cia da arma de Muzo...
E?
E n�o � compat�vel com a arma que matou Bosca.
N�o � engra�ado. Encontre a arma.
Estou ocupado agora. Lamento.
Ei, como voc� est�?
Bem...
N�o paro de pensar no bilhete.
-Mas tenho umas novidades. -Sim.
Ele est� no escrit�rio. Venha.
N�o gosto de como aquela mulher me olha.
Eu tamb�m n�o gosto de como o seu pai me olha.
O que isso tem a ver? Meu pai � meu pai.
Ela � sua chefe.
O assassino o surpreendeu por tr�s usando clorof�rmio.
Hassan caiu, sem resist�ncia.
Na verdade, os ferimentos no rosto s�o do impacto com os �culos.
Eles pressionaram a tampa com for�a,
ent�o o assassino deve ter a altura da v�tima.
-Ent�o, um homem? -Eu suponho.
Bom.
-Eu j� vou. -Tchau, Alba.
-Tchau, pai. -Tchau.
Tchau.
-Posso? -� claro.
-Oi, Alba. -Oi.
-Diga. -Ent�o...
O v�deo da morte de Hassan
foi enviado do celular de uma certa Gabriella Simondi.
Quem � ela?
Ela tem um escrit�rio em Palaurelio.
Entretanto, a julgar pelas liga��es entre ela e Hassan...
diria que devemos interrog�-la.
Sim?
Senhora, o que �? Al�.
AG�NCIA DE DOCUMENTA��O
N�o, n�o, ou�a...
Posso ligar mais tarde?
Sim, obrigada.
-Obrigada. -Gabriella Simondi?
Sim?
Sou o Inspetor Guerrieri, Da delegacia de Rione Monti.
Meu colega, Muzo.
Eu tenho umas perguntas sobre a morte de Hassan Anquud.
E sobre o v�deo que recebeu hoje, �s 8h23.
Perd�o, eu n�o sei do que est� falando.
N�o, nem tente. Temos o hist�rico de liga��es.
E h� tamb�m as liga��es de voc�s.
Sim. Hassan e eu t�nhamos uma rela��o.
Desde quando?
Amanh� faria quatro meses.
Eu sinto muito,
mas por que n�o ligou para a pol�cia quando recebeu o v�deo?
Eu estava triste.
Fui ao restaurante.
Voc�s j� estavam l�. E Petra, A mulher dele, que...
-Ela fingia chorar. -Fingia?
Sim.
Ela o odiava. Estou certa de que foi ela.
Sabia que ela recebeu o mesmo v�deo na mesma hora?
Senhora, se h� alguma conex�o entre voc�s, deveria nos dizer.
-Como algu�m que queria vingan�a? -N�o.
N�o, ningu�m.
Eu n�o consigo esquecer daquela imagem, eu...
Se eu tivesse um tost�o para cada mentira que ouvi, estaria rico.
Vamos verificar umas coisas.
E ficar de olho nela.
O que � isso?
Eu prometi � Olga.
Tenho que parar de fumar.
Queremos ter um filho, sabe?
-� s�rio? -Ideia minha.
-Sua? -Por que n�o?
Talvez seja meu rel�gio biol�gico. Quem sabe?
E ent�o, em uns meses, ela ficar� t�o grande que ningu�m olhar� para ela.
Fui eu quem quis a Alba.
Agora, eu n�o falo com ela por causa daquele idiota.
� por sua causa. Voc� nunca fala claramente.
E com Alba, voc� nunca fala a verdade para ela. Por qu�?
Eu estou muito bravo agora.
Quando vi os dois se beijando...
Eu poderia mat�-los.
Eu sei que n�o � assunto meu, mas n�o quero que ela sofra.
Por que n�o viajamos no fim de semana? N�o sei, � praia.
Eu adoro, mesmo fora de �poca.
Voc� me ouviu?
O que acha?
-O que est� fazendo? -Nada. Eu queria surpreend�-la,
mas voc� me pegou.
Como assim?
Pode descobrir sozinha.
� um amuleto da sorte.
Ent�o, agora...
voc� tem que fechar os olhos e fazer um pedido.
Feito.
Obrigada.
Aonde vai agora?
Preciso checar uns arquivos para o Carlo.
� melhor que eu v� antes de todos.
Est� bem.
Por qu�? A luz � incr�vel.
Eu sei, mas como voc� � incr�vel tamb�m...
e voc� passeia nua pela casa...
Entendo, mas o que faremos nesse ver�o?
Iremos �s montanhas.
Oi, querido.
Bom dia.
Estarei pronta em um minuto.
-Obrigado. -Aqui est� o caf�.
Achei a informa��o que procurava.
Agora sabemos quando Bosca morreu.
A �rea em Torrevecchia era para um projeto de habita��es sociais.
A primeira fase de cimento em que achamos os ossos de Bosca
� de 15 de setembro de 1993.
Depois disso, pararam a obra.
Eles recome�aram h� alguns meses para desmanchar tudo.
"Prepara��o para a primeira fase de 93."
Ent�o, Bosca devia estar l� desde a primeira fase.
Em 15 de setembro de 1993.
Clara desapareceu tr�s dias depois, em 18 de setembro.
-Ningu�m sabe se isso est� relacionado. -Eu acho que sim.
-Clara fugiu de medo. -Fugiu?
Deus sabe o que esses dois faziam em Roma.
Ela jurou que tinha acabado com aquilo.
Acha que Clara fugiu?
Eu nunca acreditei que Clara tivesse morrido.
Nem mesmo quando eu parecia convencido.
N�o sei, Mario. Eu n�o posso dizer.
"In�cio da Obra: Julho de 1993."
Voc� conseguiu. Bravo.
De Franchi ficar� feliz.
N�o sou o �nico que sabe quando Bosca morreu.
Uma boa parte dessa documenta��o que viu est� na gaveta de Muzo.
-Como pode? -� f�cil.
Muzo est� investigando com Carlo.
Isso pode significar que ele n�o est� envolvido na morte de Bosca.
Que ele quer descobrir quem o matou.
Ou talvez esteja tentando ocultar tudo isso.
-Bom dia, Carlo. -Oi.
N�o olhe para mim, estou terr�vel. N�o dormi.
-N�o sei em que posi��o ficar. -Voc� est� linda. N�o seja boba.
Eles acharam o cara do v�deo.
Nabil Sellimi, da Tun�sia. Sem ficha policial.
-Onde o encontraram? -A dona do restaurante o viu na entrada
e quando ele tentou entrar pelos fundos, ela chamou a pol�cia.
Est� bem. Avise-me quando ele chegar.
Voc� est� bem, Carlo?
Voc�?
Na noite passada, achei que
quando eu estiver de licen�a, fosse sentir sua falta.
Mas acho que s�o s� os horm�nios porque eu tamb�m chorei.
Espere...
Acha que pode estar com medo de que n�o consiga fazer isso sozinha?
Sim, talvez.
Mas voc� � muito forte.
Venha aqui.
V� trabalhar.
Vamos come�ar com uma pergunta f�cil:
Por que foi ao restaurante naquele dia?
Eu procurava pelo Hassan. N�o sabia que ele estava morto.
Por que fugiu?
Um cara como eu, mesmo inocente, � sempre culpado.
O fato de eu estar aqui � prova.
Meu colega.
Ent�o?
Os documentos dele s�o v�lidos, mas a permiss�o est� vencendo.
Foi por isso que fugiu?
N�o. Um cara prometeu me contratar. N�o tenho problemas com o visto.
Um cara. Quem?
N�o me lembro do nome dele. Na segunda-feira, tenho que ir v�-lo.
Por que procurava por Hassan?
Vou me casar amanh�. A recep��o seria na casa dele.
Boa sorte.
Onde estava noite passada, depois do restaurante?
Em casa. Eu moro com quatro pessoas. Elas me viram.
Qual � o nome de sua noiva?
Lara. Lara Donato.
Ela � de Roma. Estamos noivos h� um ano. N�s nos conhecemos em M�laga.
Tudo bem, vamos. Est� livre, pode ir.
Mas fique dispon�vel.
� claro.
Ottavia, tenho que rastre�-la para falar com voc�?
Por que tenho que ligar se n�o encontrei nada?
Ent�o volte ao trabalho.
-Quer que eu volte depois? -N�o, entre.
-Tenho not�cias do caso. -Diga.
Hassan pediu pela separa��o dois meses depois do casamento.
Primeiro, eles concordaram. Depois, ela mudou de ideia.
-Chame-a aqui e diga que tem not�cias. -Sim, mas isso n�o � tudo.
Hassan era o segundo marido de Petra.
O primeiro era um alban�s e ficaram casados por menos tempo ainda.
Temos o hist�rico de liga��es de Petra?
Sim, eu queria conversar sobre isso tamb�m.
H� algumas liga��es estranhas para o filho da dona do restaurante.
-"Algumas"? -Muitas.
Nenhuma no dia do assassinato e nem ontem.
Mas uma hoje de manh�. � uma frequ�ncia estranha.
O Hassan era assim, mas eu o amava de qualquer jeito.
Bem, um amor com um caminho estranho,
j� que voc� pediu pela separa��o e viviam separados.
Na verdade, eu mudei de ideia.
Mas disse que n�o fez isso com seu ex-marido.
O que isso tem a ver? Ele me batia.
Conhece Gabriella Simondi?
Sim.
Ela ajudou Hassan com uns documentos.
Ela tem um escrit�rio que faz coisas assim.
Ela n�o s� o ajudava, mas tinham um caso h� quatro meses.
Ela era uma de muitas.
Sabia que eles mandaram o mesmo v�deo para ela?
Como eu saberia?
Conhece algu�m que quisesse amea�ar voc�s duas?
N�o, eu n�o sei de ningu�m.
Na casa de seu marido, encontramos 50 mil euros.
Hassan n�o falava dessas coisas.
Contou a ele das liga��es que fazia ao filho da dona do restaurante?
Angelo � uma boa pessoa. Ele me avisava quando vinha jantar.
� noite tamb�m?
Por um tempo, porque...
ele me encontrou na rua chorando. Ele veio e conversamos.
Ficamos amigos.
Quando sua amizade com a esposa de Hassan come�ou?
Depende do que quer dizer. �s vezes, eu jantava no restaurante.
E ligava com frequ�ncia para ela.
Sim, n�s convers�vamos.
� verdade.
Ela era infeliz.
Ela se casou recentemente. J� iam se separar.
E voc� a consolava.
N�o � o que voc� acha. Eu a aconselhava.
Tenho uma ideia martelando na minha cabe�a...
Veja essas fotos.
A �nica diferen�a s�o os noivos.
Os convidados, brancos ou negros s�o os mesmos.
-S�o falsos? -Sim.
Precisavam deles para ter a resid�ncia.
Geralmente � assim: 100 euros para os convidados,
e de 2.000 a 3.000 euros aos noivos.
Ap�s o casamento, eles seguem suas vidas.
E Srta. Simondi tem um escrit�rio que lida com isso tamb�m.
Achamos a liga��o entre ela, Hassan e sua esposa.
Digamos que Petra tenha se casado e feito esse truque duas vezes...
E a mulher da ag�ncia fazia o mesmo com o cara morto.
Temos que saber quem o matou e por qu�.
Algu�m desse bando, a quem Hassan n�o tenha pago.
Enquanto isso, eu buscaria Nabil e sua noiva.
Vamos traz�-los juntos.
Apertem os cintos. Vamos a um casamento.
-Oi. -Oi.
Voc� est� bonita e elegante.
-Obrigada. -Vai sair?
N�o vou ficar em casa vestida assim.
-Est� bem, eu volto outra hora. -N�o, entre.
-Vou acabar de me arrumar. -Como queira, obrigado.
Cristina, sei que n�o �...
meu direito vir � sua casa assim,
mas queria lhe dizer...
que pensei a respeito e acho que tem raz�o quando diz...
que todos esses anos, nunca lhe dei nada.
Eu nunca disse isso.
A verdade � que voc� come�ou a falar do futuro...
e o passado veio � tona.
O que quer dizer com "veio � tona"?
Come�aram a me investigar.
Por causa do assassinato de um traficante.
O indiv�duo tinha uma rela��o com Clara.
E ela o havia ajudado no tr�fico.
Quando me casei com ela, eu...
achei que havia acabado, mas n�o.
Descobri que ela continuava ajudando-o.
O que voc� tem a ver com isso?
Eu bati nele e...
E hoje eu roubei a prova e...
omiti testemunhos.
-Por qu�? -Para proteger a Alba.
Eu tive a verdade diante de meus olhos a vida toda e nunca enxerguei.
Eu penso muito sobre n�s dois ultimamente.
No que pensa?
Que quero recome�ar minha vida.
Senti sua falta.
O que disse?
Que senti sua falta.
Sim?
J� vou.
Por favor, � sua vez.
-O que est� havendo? -N�o sei o que fazer...
-O padrinho est� vindo. -Perd�o.
Com licen�a. Eu sinto muito.
N�o se movam.
-Abram caminho. Vamos parar a festa. -O que � isso?
Abram caminho!
Como dizem: "Na alegria e na tristeza."
Para a delegacia.
-Vamos! -A noiva tamb�m.
N�s tamb�m?
Podemos explicar.
Entrem.
� vontade.
Esqueceu de me contar a verdade.
Temos essa linda hist�ria de amor...
E voc� me disse...
Entrem, por favor. N�o h� perigo.
Ser� como nos filmes.
Meus parab�ns pelo casamento.
Acho melhor come�ar a dar nomes
se quiser sair daqui.
Tenho muito tempo.
Onde se conheceram?
-Na Espanha. -M�laga.
Quando?
-Ano passado. -H� um ano em mar�o.
Muito bem. Sabem isso de cor.
Vamos ao que interessa.
Sabemos que n�o se conhecem e o casamento � s� para o visto.
Qual era o papel de Hassan?
-Uma mulher de um escrit�rio o enviou. -N�o � verdade!
Eles j� sabem de tudo. J� contei metade.
Ela e os convidados precisam ser pagos antecipadamente.
A outra metade eu daria a ele ap�s a cerim�nia, no restaurante.
De quanto estamos falando?
Dez mil euros.
Depois, ele e a mo�a da ag�ncia cuidariam do div�rcio.
A mo�a da ag�ncia?
Como ela se chama?
Gabriella Simondi.
Pode ir, obrigado.
Parece que disseram o seu nome.
Era seu trabalho achar a mulher triste que se casaria e se divorciaria v�rias vezes?
N�o, eu n�o sei como funcionava. Hassan era o g�nio.
Antes de Hassan aparecer, era voc� quem organizava tudo,
sem dar nada a ningu�m.
Ent�o, ele come�ou a pedir por mais.
Onde voc� estava na noite do assassinato?
Est� louco?
Eu amava Hassan.
Eu o mataria e enviaria um v�deo a mim mesma?
Bem, para algu�m que arranja convidados, padrinhos, almo�os
e fotos por 10 mil euros, podemos esperar at� mais.
ESPOSA - HASSAN - RESTAURANTE DO AMANTE CASAMENTOS
Carlo? Em Salerno, acharam o primeiro marido de Petra e a esposa de Hassan.
Sabe quanto ela ganhou por casar com ele? Tr�s mil euros.
Ap�s o casamento, eles s� se encontraram no div�rcio.
Ele se mudou para Salerno e nunca se falaram de novo.
A Srta. Simondi arranjou tudo.
N�s podemos apreend�-la como c�mplice em imigra��o ilegal,
mas n�o h� pistas de assassinato.
Todos escondem algo nessa hist�ria, mas nada como a esposa de Hassan.
Se foi ela, n�o estava sozinha. Ela � muito pequena.
Eles rastrearam o celular de Hassan na hora em que os v�deos foram enviados.
A torre cobre Lungotevere San Paolo.
Se o assassino estava com ele, o celular saiu da mesma torre.
Vamos pedir pelo hist�rico de todos.
-� muita gente. -N�o �.
Deixe comigo.
Malik, pe�a � sua amiga Carta que aja depressa.
Cinzia, ajude Mario. Quero o hist�rico logo.
Vejo voc� amanh�.
-Oi. Como vai? -Bem, obrigado.
-Que bom. Eu tenho que ir. Tchau. -Tchau.
-Sim? -Ei.
-Onde est�? -Na rua, no caso do restaurante.
-Sua voz est� estranha. -Estava pensando em minha m�e.
No fato de que ningu�m sabia do suic�dio.
-Quer que eu v� para a�? -N�o.
-Pode me fazer um favor? -� claro.
Quando ela desapareceu, eles investigaram.
Isso � comum, Alba.
O corpo nunca foi encontrado.
Eu sei, mas...
pode ver se mencionaram o suic�dio no arquivo?
-Perd�o, eu n�o deveria lhe pedir isso. -N�o, eu vejo.
N�o se preocupe.
-Obrigada. -Tchau.
Ent�o?
O seu traficante n�o vende mais. Ele trabalha na constru��o em Viterbo.
Mas toda sexta-feira...
ele volta aqui.
Este � o endere�o.
Bom trabalho.
O n�mero abaixo � meu relat�rio de gastos.
Cento e vinte euros?
Gasolina, pneu, almo�os...
Almo�os?
Sim. Eu estava na estrada.
-Fiquei dirigindo como... -Est� bem. Aqui, pegue.
O que � isso?
O endere�o de uma mulher que precisa de uma empregada.
Tente n�o ser demitida em tr�s dias.
E meus gastos?
Deixo por 90 euros!
-N�o! -Sessenta?
Ainda n�o.
-Ei. -Ei.
Oi.
E ent�o? Descobriu algo?
Havia a hip�tese de suic�dio, mas foi deixada de lado.
Falam sobre um incidente.
E o bilhete?
Digo, meu pai nunca o entregou?
Se tivesse, seria p�blico, e ele n�o queria que voc� descobrisse.
Sim.
-Ele fez isso por voc�. -Sim.
Ele n�o queria que voc� sofresse como ele.
� claro.
Esta? Saiu hoje...
Se escolhesse um vestido para Olga, qual escolheria?
Um bem longo.
Com uma gola alta.
Descobri um cara que traficava para Bosca. Ainda n�o falei com ele.
mas agora que sabemos quando Bosca morreu, eu sei o que perguntar.
N�o v� muito longe, s� o fa�a falar.
Nunca torturei ningu�m.
At� agora.
� melhor que eu v� junto.
-O que foi, Malik? -Temos o hist�rico telef�nico.
Sabemos quem matou Hassan.
Estou a caminho.
Eu lhe disse:
�ramos amigos.
Entre, sente-se com ele.
Fal�vamos de sua amizade.
De acordo com as liga��es,
no dia do assassinato, entre 2h e 4h da manh�,
estavam juntos em sua casa.
Essas s�o suas liga��es. Se eles estavam juntos, voc�s tamb�m, n�o?
De acordo com seus telefones...
voc� estava no mesmo lugar em que Hassan foi morto.
E ficou l� at� a 1h.
N�o � verdade. Sim, eu estava na casa dela,
mas eu n�o estive com Hassan. Moro ao lado do restaurante.
Ent�o, parece que os celulares est�o juntos.
N�o minta para mim!
Voc� matou Hassan. Filmou com seu telefone
e foi at� ela, que esperava por voc�.
Eu n�o fiz nada. Foi ele.
Ele chegou assustado, coberto em sangue.
Hassan ria dele, como se fosse um idiota.
-Mentira. -Ele sabia que estava apaixonado.
E ia al�m para humilh�-lo.
Ela me pediu. Ela me mandou.
Hassan estava certo. Voc� � um idiota.
Voc� me pediu para mat�-lo. Queria o v�deo... Para v�-lo sofrer!
-� culpa dela. S� dela! -Leve-o, Malik.
-Ele � um idiota. -Vamos.
-Seu tolo! -Sim, ele pode ser um tolo...
-Cuide dele. -...mas o celular do seu marido
estava pr�ximo ao seu quando foi ligado.
Voc� enviou o v�deo para si e para Simondi.
-Angelo me deu para jog�-lo fora. -Ent�o, queria puni-la?
Porque ela tirou Hassan de voc�.
A hist�ria do casamento falso come�ou por dinheiro,
mas da� voc� se apaixonou e se ferrou.
-Acha que isso � amor? -O que sabe disso?
Leve-a tamb�m, Malik.
Vamos, ande.
Sua bolsa.
-Pai? -Sim, o que houve?
-Podemos falar? Estou na Villa Paganini. -Chegarei logo.
Pai, n�o posso continuar assim.
O que posso dizer? Se est� feliz com Malik,
n�o precisa me convencer. Eu supero.
H� dois dias, fui para casa.
Queria falar com voc� sobre Malik,
mas achei o bilhete de minha m�e.
Por que ela se matou?
-Foi minha culpa? -N�o. O que est� dizendo?
Sua m�e lhe amava muito.
Eu n�o pude me aproximar dela.
-Deve ter sido minha culpa. -Pai, deveria ter me dito.
Nunca foi f�cil falar sobre isso, nem agora.
N�o � f�cil para mim tamb�m.
S� falei por causa de Malik.
Ele me disse que escondeu o bilhete para me proteger.
� claro.
Sim, mas eu sou forte.
Mas do que imagina.
Eu sei que � forte.
Uma caixa que meu pai guardava no arm�rio.
Quando eu era mais jovem, n�o podia chegar perto dela.
Porque dentro h� uma arma velha.
-Al�? -Querido, eu falei com ele. Tinha raz�o.
Eu te amo.
Tamb�m te amo.
Legendas: Gabriela Haas-Cronk
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