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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Alba?

Alba?

Bom dia.

Bom dia.

Gosta de dormir?

Voc� n�o?

Nunca durmo.

Noites s�o um tormento.

Voc� nunca dorme?

N�o.

Mas esta noite eu dormi, gra�as a voc�.

At� que horas voc� dormiu?

At� as 8h30.

O qu�?

Que droga, est� muito tarde! Preciso ir para casa.

Tenho que ligar para o Riccardo. S� mandei uma mensagem.

N�o vai me dar um beijo?

N�o dev�amos estar fazendo isto.

Mas nunca fui t�o feliz.

Estou indo.

-Ol�. -Oi.

Oi. Entre.

Quer caf�?

N�o, obrigado. Eu vim ver...

se est� bem.

Estou, obrigada.

Emma tamb�m est� bem.

-Sabe que o nome dela � Emma? -Voc� disse.

Quer um caf�?

N�o, obrigado.

Preciso me arrumar.

Carlo n�o quer que eu dirija. O pessoal vem me buscar,

n�o posso ir de pijama.

� gentil da parte deles.

Eles s�o amigos.

Eu tamb�m estou dispon�vel.

-N�o sei se... -N�o precisa. Obrigada.

Voc� n�o � da delegacia. � estranho.

Certo.

-Est� tarde. -Sim, preciso ir.

Tchau.

Tchau.

Vamos p�r um pouco de m�sica, isso vai nos animar.

POR AMOR

POL�CIA

-Veja se a morgue est� vindo. -Certo.

Sim, fa�a isso.

Est� bem.

Vamos sair do caminho.

O que voc� estava fazendo aqui naquela hora?

Dormi na casa da Paola. N�o queria ficar sozinha.

O que foi?

Nada, por qu�?

Est� estranha.

Achei um homem morto. Trabalho com cad�veres,

mas normalmente estou preparada.

Desculpe, inspetor, se puder dar uma olhada...

-N�o achamos o telefone. -Obrigado.

-Pode come�ar. -Obrigada.

Veja isto.

� muito dinheiro.

Sandro Rovanti, nascido no dia 10 de outubro de 1991 em Roma.

Sem antecedentes.

O homic�dio aconteceu entre meia-noite e 2h.

Ele foi seguido e outro carro bateu nele,

e ele foi esfaqueado. Morreu por perda de sangue.

C�meras de seguran�a?

O posto de gasolina n�o tem. Estamos verificando na �rea.

Alguma ideia do motivo?

N�o foi roubo. Ele tinha 500 euros e um rel�gio caro.

Pode ser vingan�a ou uma puni��o.

Dada a din�mica, vingan�a.

Tem identidade, mas celular n�o.

O que falta � o mais importante.

Pediu registros telef�nicos?

Claro.

Rovanti era um cara grande,

um animal.

Para fazer isso, foram dois homens ou um do tamanho dele.

O QUE EST� FAZENDO?

O QUE EST� FAZENDO?

Como se j� n�o tiv�ssemos trabalho, vai ver o celular?

Voc� n�o deveria estar de folga?

Eu ia encontrar o Riccardo,

mas ele estava ocupado, ent�o n�o fui.

Que grande soco.

� mesmo.

Foi antes da morte dele.

Que bom, continue sozinha.

Achou que eu n�o ia notar?

Bem, j� fiquei o bastante para ver

que est� distra�da. Distra��o � inimiga da observa��o.

SABE QUE ME IGNORAR N�O FUNCIONA

N�O POSSO AGORA

-Mantenha-me informada. -Sim.

Malik.

Quero conhecer melhor meus subordinados,

ent�o ontem li seu processo.

Depois da academia, nos afastamos. Voc� fez um belo trabalho.

Obrigado.

Seus supervisores escreveram que voc� tem o dom da investiga��o.

E?

E ent�o...

quero ver como voc� se sair� na Procuradoria em Cagliari.

Voc� vai passar horas separando a papelada, mas...

o mar na Sardenha � maravilhoso.

Amea�as n�o funcionam comigo.

Nem comigo.

Inspetor, a Sra. Rovanti est� na sala do Guerrieri com ele.

Estou indo.

Ele era o melhor filho do mundo. Todos me invejavam.

N�o acredito no que fizeram com ele, o estado em que ele estava.

Mas precisamos entender. S� voc� pode nos ajudar.

Diga-nos com quem ele andava, se tinha namorada...

Ele tinha uma tatuagem com nome Laura no bra�o.

Sim, eu at� perguntei: "E se voc�s terminarem?"

Ele disse que queria casar com ela.

Mas no ano passado eles terminaram.

Ele tinha uma namorada nova?

Est�o aceitando africanos na pol�cia?

O Inspetor Soprani � mais italiano que voc� e eu.

Ent�o, diga, ele tinha uma namorada nova?

N�o sei.

Ele tinha amigos?

Sandro sempre foi muito fechado.

Era muito reservado.

Teve dificuldades para achar trabalho,

por causa de pessoas como voc�s.

Ele estava trabalhando em uma loja de ferragens.

Quanto ele ganhava?

Seu filho tinha um carro caro,

rel�gio de ouro e 500 euros em dinheiro.

Muito, para um atendente de loja.

Quando meu marido morreu, deixou 25 mil euros. Dei minha parte a ele.

O carro dele vale o dobro.

E da�? Vindo de voc�?

Tenho que ouvi-lo dizer que meu filho era ladr�o?

Ele n�o quis dizer isso.

N�o importam as finan�as do meu filho. Achem seu assassino!

N�o fa�a isso.

Seu testemunho � muito importante.

Eu continuo.

Vamos.

Sente-se, por favor.

Oi.

Estou indo para a Unidade de Casos Arquivados. H� novidades.

Voc� tem at� amanh�. Tenha um bom dia.

-Para onde vai? -As chaves.

Vamos no meu.

Estou fazendo meu melhor

para digerir ter que trabalhar com voc�,

mas n�o � f�cil. N�o porque voc� � negro, mas porque � um idiota.

Obrigado.

Dada a situa��o, mesmo se uma senhora o ofende,

s� um idiota pode fazer certas insinua��es.

Ela me deixou irritado.

Irritado por qu�?

Tenho o endere�o dele.

Deve ser a entrada.

Que apartamento!

� mais descolado que voc�.

Eu tenho mais bom gosto.

O que Rovanti fazia com isto?

N�o fa�o ideia.

Podemos ir?

Pegue.

Rovanti era um agiota.

Voc� � p�ssimo em interrogat�rios, mas observador.

H� �libis para checar, mas temos uma pista.

Eu ligaria para os com maior d�bito.

O que est� fazendo?

Antes de voc� chegar, eu tinha duas regras.

Agora tenho de inventar novas.

Se n�o digo, voc� n�o pergunta.

-S�o provas. N�o pode adulter�-las. -Est� em nossas m�os.

N�o, est� no seu bolso.

N�o encha o saco! N�o quero ficar irritado.

Cuide desses n�meros, eu cuido do que est� no meu bolso.

-O que foi? -Nada.

� poss�vel que um cara de 27 anos

s� ligue para a sua m�e ou seu chefe?

Talvez ele tivesse outro celular,

ou se comunique por um meio n�o registrado.

A conta banc�ria dele n�o diz muito.

Sal�rio de 980 euros, 3.000 euros na poupan�a.

Contas, aluguel e alguns saques.

Rovanti era um agiota.

Isso explica muito.

H� alguns nomes para verificar. Vou organiz�-los.

-Eu fa�o isso. -N�o, obrigado.

Oi, inspetor.

Voc� est� atrasada.

N�o tinha onde deixar o Jacopo.

Eu digo onde, na escola.

O que diz aqui?

-Meu nome. -E os n�meros?

Se a sorte n�o est� ao meu lado, o que posso fazer?

Eu precisava de algo para recome�ar.

� muito dinheiro.

Eu te pedi um pouco tamb�m, mas n�o me deu.

O que houve na m�o?

Nada. Eu me cortei fazendo um lanche para Jacopo.

Sabia que Rovanti est� morto?

Meu irm�o me contou.

Onde voc� e seu irm�o estavam ontem � noite?

Acha que n�s o matamos?

Rovanti era um animal. Como eu conseguiria?

Onde estavam?

Na Via Plinio, roubando uma casa.

E o que roubou?

-Mostre sua m�o. -O que quer ver?

-Deixa-me ver. Pare. -Est� me machucando.

Exatamente, fique parada.

E as coisas do roubo?

-Vamos para casa ver. -N�o est� em casa.

Meu irm�o escondeu.

Ainda n�o vendemos nada.

As coisas precisam ser devolvidas hoje.

Quer que eu volte ao apartamento?

N�o importa como vai fazer.

Estou falando s�rio, Ottavia.

Vou prend�-la e separ�-la do seu filho.

Giovanni Del Brin ficou no hospital por uma semana.

Lorenzo Carlesi saiu de Roma h� dois dias. Est� fora.

Vou pedir o registro telef�nico.

Tem este Di Sacco que deveria pagar tr�s semanas atr�s.

Come�amos por ele.

CENTRAL DE PREVEN��O DE CRIMES

Sim, talvez eu possa fazer algo.

Eu aviso.

Obrigado.

-Estamos te esperando. R�pido. -Sim. obrigada.

Guerrieri, sua chefe n�o � uma m�dica-legista,

� a melhor m�dica-legista.

Gra�as a minha ast�cia, agora preciso enfrentar um tr�nsito

para encontrar aquele chato do De Franchi.

Ele decidiu fazer uma reuni�o

e eu preciso estar l�.

Leia. Vou continuar falando. N�o precisa responder.

"Estou aqui, quero v�-la."

QUERO V�-LA

� do meu pai.

-Ele avisa quando est� vindo? -Oi, Giovanna.

-Oi, Carlo. -Eu estava saindo.

Ap�s esta experi�ncia, vou abrir meu pr�prio ossu�rio.

-Oi. -Oi, querida.

-Preciso de um favor. -Diga.

-O que foi? -Nada. Por qu�?

Tem a mesma cara de quando precisava fazer xixi quando pequena

e n�o queria me falar.

Papai, caramba!

Consegue me dizer se esta ferida

� compat�vel com a arma do Rovanti?

Est� fora de foco.

� o seu telefone?

N�o, sou eu.

N�o, esta ferida n�o � reta.

Em Rovanti usaram uma faca de dois gumes.

-N�o � a mesma arma. -N�o.

Mas vou passar para o meu computador e avalio melhor.

Sim, mas...

-� do Bosca? -Sim.

MEDICINA LEGAL

Quero not�cias sobre aquela ferida. � importante.

O que faz aqui?

-Oi, Alba. -Oi.

A investiga��o est� parada.

Estava contando com a aut�psia.

Repola disse que eles v�o pegar Pasquale Di Sacco.

Sim, duas noites atr�s ele foi ao hospital. Disse que caiu.

Mas ele pode ter sido espancado.

Rovanti tem marcas

de briga de uns dias atr�s.

Sem impasses.

V� ao escrit�rio, vamos ver em que p� estamos.

-Est� bem. At� mais. -Tchau.

O que ele veio fazer aqui? Est� cantando voc�?

Vamos l�, papai.

Vamos l�, o qu�? Um beijo.

-Tchau. -Tchau.

N�o vou perguntar se voc� conhece o nome Rovanti. Eu j� sei.

Como foi com a d�vida?

-Voc� o pagou depois da briga? -N�o.

Ele bateu em voc�. Voc� se vingou.

Que vingan�a? Eu consegui levar uns socos.

Era imposs�vel com ele.

N�o tinha chance.

Como foi parar nas m�os de Rovanti?

Eles me envolveram em um esquema, mas era golpe,

era uma pir�mide.

Quando eu estava no vermelho, me apresentaram a Rovanti.

O que ele pediu de volta?

Juros de 30%. Era imposs�vel pagar.

Se n�o pagasse, ele me mataria.

Onde voc� estava ontem entre 23h e 2h?

No anel rodovi�rio. Sou volunt�rio em ambul�ncias.

Houve um acidente grave. Pode confirmar.

Est� bem, pode ir.

E agora?

Acabou.

Rovanti est� morto e voc� n�o tem d�bitos.

Obrigado!

-Tchau. -Tchau.

Tchau.

-N�o havia motivos para prend�-lo. -Eu sei.

Muita gente vai dormir bem hoje gra�as � morte de Rovanti.

O fato de ele estar morto n�o o torna um santo.

Agora podem dormir bem.

A morte nunca deve ser uma solu��o.

Mas pode ser uma libera��o.

At� para a pessoa na p�gina que voc� rasgou.

Cuide da sua vida.

At� amanh�.

-Oi, onde est�o os arquivos pessoais? -Bom dia.

-L� atr�s. -Obrigado.

-Sim? -Os n�meros que me deu est�o incompletos.

Mas consegui nome e telefone.

Certo, me mande tudo.

-Al�? -Aqui � Soprani da delegacia Monti.

Como posso ajudar?

Tenho um pedido urgente

sobre o n�mero 341 334 5789.

Registrado para Ottavia Danti.

-Certo. -Preciso dos movimentos dela de ontem,

entre �s 22h30 e �s 2h.

-Est� bem, eu te envio. -Obrigado.

Tchau.

O que quer?

Seu prazo � amanh�, mas isto pode ajudar a decidir.

Bosca foi morto por um tiro.

A bala � nossa. Ele foi morto por um policial.

-Oi. -Oi.

-Entre. -Obrigada.

Sempre gostei da vista daqui.

N�o vou vender a casa dos meus pais. Vou morar l�.

Estou me separando.

Vou falar com Franco. Queria que voc� fosse o primeiro a saber.

Tem certeza? Voc� pensou bem?

Estou pensando nisso h� nove anos.

Carlo, eu j� me decidi.

Se voc� quer ficar comigo, �timo, se n�o quer, ficarei sozinha.

Parece uma chantagem.

N�o � chantagem. � o que sinto.

De certo modo, isso envolve voc�.

Espere, n�o v�.

N�o estou no clima hoje.

A outra noite foi �tima.

Precisamente, a outra noite.

EST� DORMINDO?

VEJO VOC� NO JANICULUM?

Eu precisava te abra�ar.

Eu tamb�m.

N�o sei o que fazer.

Eu sei.

-At� meu pai desconfiou? -Isso � um problema?

Para voc�, sim.

POL�CIA

Desculpe, me sinto um elefante.

-Sem pressa. Tenha um bom dia. -Obrigada. Tchau.

Eu j� vou.

Tchau.

O que foi?

�s vezes me pergunto se voc� � o pai.

O que est� dizendo?

Est� bem...

Eu te ligo no almo�o.

Al�, � o Guerrieri. Quero saber se voc� recuperou os bens roubados.

-Sim, obrigada. Mas falta um anel. -Bom.

-Falta um anel? -Sim, infelizmente.

Senhora, ou�a.

Eu prometo que ter� seu anel at� esta noite.

-Obrigada. -Desculpe, mais uma vez.

Aquela vaquinha.

N�o sei se sabe.

A bala � nossa.

-Eles acharam o cartucho? -Sim.

Foi morto por um policial. N�o h� d�vidas.

Eu n�o era o �nico policial no caso Bosca.

Certo.

O problema � que em 1993 eles mudaram todas as armas.

Como diabos vamos ach�-lo?

Meu contato est� fora do jogo.

Eles marcaram como confidencial. � imposs�vel o acharmos.

Temos que chegar l� antes do pessoal dos casos arquivados.

Se quiser pular fora, eu entendo.

N�o vou pular fora.

Mas voc� precisa dizer a verdade.

"O sinal do celular de Ottavia Danti saiu da antena

da cena do crime �s 00h45."

-Digite no computador. -Vou imprimir.

Isto tamb�m est� feito.

Checamos todos os devedores do Rovanti.

Malik, est� aqui?

Ou estamos perdendo algo, ou temos que procurar em outro lugar.

Nada nas buscas nos carros.

Deles, dos maridos, das esposas, dos filhos.

O que a per�cia diz sobre o carro?

Nada.

Se n�o der em nada com os devedores,

buscamos em outro lugar.

Ele era um agiota, extorquindo pessoas com juros de 30%.

Onde mais procurar?

Verifique os nomes de novo, um a um,

veja se acha algo, j� que � t�o esperto.

D�-me isso.

Com licen�a.

Espere.

Sim, mam�e?

Quero denunciar o desaparecimento de um garoto do centro.

Ahmed, n�o sabemos dele desde ontem.

Estou no caf�. Voc� pode descer?

-Certo, estou indo. -Est� bem.

Oi, mam�e.

O que foi? Quem � este Ahmed?

Um garoto do centro,

ele n�o voltou para casa ontem. Deixei uma foto e detalhes.

Como est�? Faz tempo que n�o vejo voc�.

Ando muito ocupado.

� s�rio.

Eu at� dormi na noite passada.

Todo mundo dorme � noite. Isso n�o pode ser uma exce��o.

Preciso ir.

Dou not�cias do Ahmed. Verei com meus colegas.

Obrigada.

-Tchau. -Tchau.

N�o quero ningu�m na minha sala quando n�o estou.

N�o precisamos come�ar do zero para achar o assassino do Rovanti.

Precisamos come�ar daqui.

-O que � isso? -Localiza��o do celular de Ottavia Danti,

o nome na p�gina que voc� rasgou.

� 1h ela estava ligada na antena da cena do crime,

e ela ficou l� por um tempo.

Como voc� a identificou?

Levei a agenda � Per�cia.

Um homem foi morto.

O que acha que estou fazendo aqui?

Protegendo criminosos?

N�o quebro a sua cara s� porque salvou a vida da Alba,

mas este caso � meu

e vou cuidar dele como eu quiser.

Eu adulterei a prova,

e s� tem uma coisa que voc� pode fazer.

Confiar em mim.

Saia da minha sala.

Sim?

Estou dentro.

Vou fazer a investiga��o do Guerrieri.

Eu sabia que ficaria ao meu lado.

N�o escolho lados.

Vou descobrir quem matou Rovanti.

� culpa do Rovanti o anel estar faltando.

-Para pag�-lo de volta, apostei o anel. -Onde?

Uma casa de apostas na Via Laudani.

At� meia-noite � um bar, depois vira uma casa de apostas.

A que horas foi l�?

Por volta de uma hora, ap�s o furto.

Ottavia, Via Laudani...

est� a 500 metros de onde achamos o corpo do Rovanti.

Que diferen�a isso faz?

As antenas telef�nicas, sua idiota.

A que horas foi embora?

Pelas duas horas.

Seu irm�o estava l�?

N�o, estava em casa com Jacopo.

Ele tem 19 anos. N�o o levo para apostar.

Roubar, sim, mas apostar n�o?

D� para parar de roubar.

Apostar � mais dif�cil.

N�o quero que ele pegue meus maus h�bitos.

Que idiota.

Estava bem na minha frente e n�o vi.

-O qu�? -A nova namorada do Rovanti.

Carlo!

A m�e mentiu, ou n�o sabia que o filho tinha uma namorada.

Traga-a aqui. E desta vez, fique longe.

Claro que a conhe�o. � a Laura.

Laura Ormini.

Sandro e ela ficaram juntos tr�s anos, depois terminaram.

Sandro a amava muito.

Eu tamb�m, como uma filha.

Por que eles terminaram?

N�o sei. Sandro n�o me contou.

Mas fa�o ideia.

N�o �ramos bons o bastante para ela.

Digo,

o pai era professor, o irm�o, contador, ela estava na faculdade...

Enquanto eu...

sempre fui empregada.

Sabe se eles se viram recentemente?

Acho que n�o.

Sandro sofreu muito, mas depois aceitou.

Ele mandou fazer este quadro recentemente,

usando a foto da Laura.

N�o sei o que dizer.

S� sei que Sandro a amou muito.

-Ol�. -Bom dia.

Bom dia.

-Obrigado. -De nada.

Bom dia.

-Ol�, Inspetor Guerrieri. -Prazer.

-Meu colega, Soprani. -Oi.

Gostar�amos de falar com a Laura.

Sim, sou o pai dela.

� sobre o Sandro?

-Sim. -Lemos sobre isso.

Mas, por favor, sejam delicados com a Laura.

Ela est� muito fr�gil. A not�cia a chocou,

apesar de terem terminado h� um tempo, felizmente.

N�o gostava do Rovanti?

Voc� tem filhos?

-Uma filha. -Ent�o, vai me entender.

N�o gostaria de um rapaz como ele.

Sentem-se. Vou cham�-la.

Obrigado.

-O relacionamento acabou de vez? -Sim.

Sandro quis voltar, mas eu disse que n�o.

-Ele aceitou. -Ele tinha uma tatuagem com seu nome.

J� faz um tempo.

Mas o quadro com a sua foto foi recente.

H� quanto tempo n�o o via?

N�o lembro.

Estou namorando outro,

um bom rapaz.

-Como ele se chama? -Francesco.

-De qu�? -Gigli.

Mora em Veroli.

N�s come�amos a sair. N�o � um namoro.

N�o falei do Sandro.

Est� bem.

Se precisar de algo, estamos aqui.

Obrigado. Mais uma coisa.

Voc� conhece o novo namorado da Laura?

Sua filha conta tudo para voc�?

Acho que n�o.

Se o que elas n�o contam � bom, tudo bem.

Laura escondeu algo ruim de voc�?

Ela n�o poderia, nem se quisesse.

O que Rovanti fez a ela, deixou marcas.

Nicola. Venha aqui.

Estes senhores s�o da pol�cia. Est�o investigando a morte do Sandro.

Este � meu filho.

N�o sabemos dele h� um tempo. Como podemos ajudar?

Se lembrarem de algo, avisem.

-Est� bem. -Claro.

-Adeus. -Adeus.

-Adeus. -Adeus.

-Sim? -Ottavia Danti est� limpa.

-Tem certeza? -Verifiquei seu �libi. Est� confirmado.

-Obrigado. -De nada.

O carro est� limpo.

Ottavia Danti tamb�m.

Mas esta mo�a est� mentindo.

Francesco Gigli est� em contato com Laura Ormini,

mas eles n�o se falam sempre.

N�o como um come�o de namoro.

Registro telef�nico dele,

da Laura, do pai e do irm�o.

Vou ver se ele tem um carro.

Sim?

-Pode vir aqui? -Estou indo.

O namorado da Laura, ou o que for, tem carro.

-Pe�o ajuda aos colegas de Veroli? -Sim.

Sim...

Rossella Bosca, Via Alfieri 3, Viterbo.

Irm� do Bosca.

A investiga��o come�ou com ela. Ela est� te esperando.

E Rovanti?

Guerrieri consegue ficar umas horas sem voc�.

Vou ser honesta,

meu irm�o era um vigarista. Meu marido e eu cortamos la�os com ele.

Por que reportaram o sumi�o dele?

Precisava falar com ele sobre assuntos de heran�a.

Com quem seu irm�o andava?

Como eu disse,

perdemos um contato,

mas...

eu achei isto na casa dele, na �poca.

Podem ser �teis para voc�.

-N�o teve not�cias desde ent�o? -N�o, nunca.

-Posso? -Claro.

Ningu�m poderia t�-lo encontrado?

Lamento.

Sabe quem � a mo�a?

N�o fa�o ideia.

Com licen�a.

Posso ajud�-la?

Sim, me chamaram para um reconhecimento.

Sou Alice Soprani.

-Voc� � a m�e do Malik? -Sim.

-Voc� o conhece? -Trabalhamos juntos. Como posso ajudar?

� sobre um menino et�ope que sumiu do centro onde trabalho.

V� em frente, segunda porta � direita,

voc� ver� um atendente.

Obrigada.

-De nada. -Tchau.

Oi, � voc�!

Oi.

Sei que eu disse que nos ver�amos esta noite,

mas tive que levar minha m�e a um lugar

e terei que voltar � delegacia.

N�o sei se vamos nos ver.

Desculpe.

Tudo bem, ainda preciso trabalhar.

-Tchau. -Tchau.

-Oi. -Oi.

Parece que voc� precisa mais que eu.

Obrigada. Bem-vindo de volta.

Obrigado.

Cantabella disse que h� novidades.

Sim, a garota mentiu.

A antena perto do posto de gasolina ligou-se ao celular dela

de 00h10 at� depois da 1h.

-Vamos prend�-la? -N�o.

N�o porque quero proteger uma assassina.

Mas porque eu estava pensando no amor.

Ela n�o poderia ter feito aquilo.

Se estamos falando de amor, ela tinha um namorado.

Certo.

O carro dele n�o tem um arranh�o, ele nunca saiu de Veroli,

e n�o sabe que era o namorado dela.

-Quem a ajudou, ent�o? -N�o sei.

Mas seja quem foi, pode querer fazer de novo.

-O qu�? -Proteg�-la.

De quem?

De n�s. S� precisamos armar.

Passo por l� para ir para casa.

Mas voc� disse que estava em casa.

-N�o. Eu estava fora. -Com Rovanti?

-N�o, com outro. -Seu novo namorado?

-Um cara que conheci na boate. -Nome?

N�o lembro, estava b�bada.

A localiza��o do seu celular mostra que voc� parou

no posto por um tempo. Por mais de uma hora.

Tempo necess�rio para tirar Rovanti da estrada,

brigar, pegar uma faca e tudo mais.

Basta! Parem agora.

-Fui eu. -Do que est� falando?

Ela � inocente.

Ela estava em casa, dormindo.

N�o, ele est� tentando me proteger.

Minha filha � inocente. Levem a mim.

Vou levar os dois. Vamos.

Eu os interrogaria separadamente.

Desculpe, posso ajud�-lo? Onde voc� vai?

Pare!

N�o pode entrar assim.

Trouxeram meu pai e minha irm� aqui.

� meu filho.

Lisi.

Eu matei Rovanti.

Para acreditar em voc�, precisamos de provas, como o carro.

Os ciganos perto da minha casa

t�m uns carros grandes.

-Eles me venderam um. -Onde est� agora?

Levei para fora da cidade e queimei.

Meu pai e minha irm� s�o inocentes. Eu usei o meu carro.

Comprei do meu cunhado. Ainda precisava ser registrado.

Onde ele est� agora?

Levei � oficina na manh� seguinte.

Sandro me procurou h� tr�s meses.

Ele estava trabalhando. Disse que tinha mudado.

Caiu nessa de novo?

Ele me amava, do seu jeito.

Ele batia sempre nela. Ela tinha medo dele.

Por que n�o o denunciou?

Porque ele tinha me amea�ado tamb�m.

Antes de conhecer Rovanti, minha irm� era feliz.

N�o conseguia v�-la assim.

Ela estava exausta.

Estava com voc�?

N�o, Laura n�o sabia de nada.

Mas o celular dela estava no posto.

Laura pegou meu carro � tarde e esqueceu o celular.

Sandro n�o era o que pensam.

Eu acredito em fatos.

Fatos dependem de muitas coisas.

Como achou Rovanti?

Sabia os lugares a que ele ia.

Eu o forcei a entrar no posto,

e disse para ele deixar minha irm� em paz.

Eu s� queria amea��-lo.

E depois?

Ele pegou uma faca e apontou para mim.

Acabamos no ch�o e ele come�ou a sangrar.

N�o sei o que deu em mim.

Eu acredito em voc�, mas tem algo faltando: seu pai.

-Meu pai estava em casa. -Estava com voc�.

Suas hist�rias batem perfeitamente, exceto pelo carro.

Verificamos na oficina.

� como seu filho disse.

Voc�s estavam juntos.

Nicola � s� um menino.

Ele tem a vida toda.

Sem ele, Laura ficaria s�.

Eu pagarei pelos dois.

Eu entendi errado. Pensei que Laura estava envolvida e pediu ajuda.

Considerando como ela se sentir� culpada,

n�o muda muito.

Escolheram o pior jeito de salv�-la.

Nem sempre o amor � o melhor conselheiro.

Voc� est� certo.

DECLARA��O

"Declara��o de desaparecimento e presumida morte de Clara Guerrieri."

-Por que n�o me atendeu? -Estive ocupada.

Riccardo voltou?

Sua m�e veio aqui.

-Quando? -Ontem.

Estranho, estava com voc�.

N�o tem a ver com voc�.

-Posso explicar. -N�o quero.

Voc� n�o me deve nada.

Nem eu.

-N�o � verdade. Temos... -O que temos?

Umas horas juntos n�o muda o que somos.

N�o temos obriga��es.

Alba...

Cada um tem sua vida.

Legendas: Marianna Dias

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