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Original subtitles

- ArtSubs - 8 anos fazendo Arte para voc�!

Kadir Tugsuz!

Por aqui.

- Boa noite. - Boa noite, senhor.

Em nome de Deus.

Que diabos?

FRENZY

Voc� � Kadir Tugsuz, certo?

Sim, senhor.

Sente-se.

Diga-me, Kadir.

- Faz quantos anos? - 20, senhor.

Um tempinho.

- Quanto falta? - 2 anos, senhor.

Sim, Kadir Tugsuz.

- Nihat recomendou voc�. - Seja aben�oado.

Disse que voc� trabalha duro, � confi�vel.

- � verdade? - � verdade, senhor.

Bem, vamos ver.

Contaram a voc� o trabalho.

Oficialmente, � condicional.

- Disseram senhor, mas... - Liberdade condicional!

Como o nome j� diz, temos condi��es, Kadir.

Este trabalho � secreto.

Se vazar de alguma forma,

se for descoberto, acaba tudo.

Deus, n�o!

Voc� n�o vai aparecer como nosso empregado.

- N�o se esque�a disso. - Certo.

O trabalho tem o seu sal�rio.

- Voc� vai achar suficiente. - Certo.

Caso se saia bem, ganha um posto permanente.

Espero que sim, senhor.

Precau��o � muito importante neste trabalho.

Nada vem f�cil.

Acredito em voc�.

Vamos ver como se sai. N�o nos constranja.

Sim, senhor.

Saiam.

Fa�am fila. Fila simples.

Identidades.

Em fila. Mostrem as identidades.

Deixe-me ver sua bolsa.

Siga!

R�pido. Siga em frente.

Certo, passe.

Ol�.

Ol�.

Que diabos? N�o me reconhece?

N�o h� ningu�m aqui? As crian�as?

Quero v�-las.

N�o est�o aqui. Foram � cidade.

- � cidade? - �.

Por que voc� n�o foi?

Trabalho.

Soube de voc� pelo primo Feyyaz.

Est� trabalhando na prefeitura.

Voc� nunca visita Feyyaz e a fam�lia dele.

Est�o chateados, s� para ficar sabendo.

Eu n�o tenho tempo mesmo.

Estou pensando por que est� t�o escuro por aqui.

Vamos abrir as cortinas, deixar a luz entrar.

Sua casa � boa.

Muito bem.

Estou num lugar como um hotel.

Mas n�o � ruim. Est� bom.

Voc� tem filhos. N�o quero atrapalhar voc�.

N�o mesmo, irm�o!

Mesmo assim, ningu�m deve se meter na casa dos outros.

Veja... Uma bomba como esta

pode matar 2 ou 3 pessoas numa rua movimentada.

At� mais com um tanque de propano maior.

Numa �rea movimentada, n�o se tem chance.

Pelo menos 10 pessoas.

Mas n�o s�o mais muito usadas.

Est�o fora de uso, algo para os pobres.

Agora usam os qu�micos.

Alguns t�m cheiro forte, vou fazer voc� cheirar todos.

V�o aprender os cheiros, cores, e nomes, tudo de cor.

O que encontrarem em cont�ineres de lixo...

V�o relatar tudo para mim.

- Certo? - Certo, senhor.

Vamos come�ar.

Este homem, Fatih, trabalha na prefeitura.

Ele tem uma lojinha na esquina.

- Qual? - A que acabou de fechar.

- Bem, � a que ele alugou. - Uma loja ali n�o iria bem...

- Boa tarde. - Boa tarde.

- Ahmet, como vai? - Bem, irm�o, obrigado.

Ali... Meu irm�o mais velho...

- Feliz por voc� ter sa�do. - Obrigado.

Sobre o andar de cima de Ali... Podemos dar uma olhada.

- Claro, vamos. - Vamos tomar um ch� antes.

- Tomamos ch� outra hora. - Certo, ent�o.

Sem problema.

Como v�, n�o pintamos.

Parece inacabado.

Vamos consertar assim que der.

No seu tempo.

Essa casa parece grande para mim.

- � grande. - Um quarto j� dava para mim.

Ent�o feche os quartos do fundo.

N�o cobraremos aluguel por estes quartos.

- Quanto est� pedindo? - Conversamos depois.

Vamos descer e comer, estou com muita fome.

- N�o quero atrapalhar voc�. - N�o est�. Vamos.

Venha, vamos.

Bem.

Meral!

Meral?

Venha c�, temos convidados.

- Bem-vindo. - Obrigado.

Kadir � o irm�o mais velho de Ahmet.

Mesmo? Prazer em conhec�-lo, bem-vindo.

Muito obrigado.

- Deve ser nosso novo inquilino. - Vamos torcer para dar certo.

Se Deus quiser.

E quem � este?

- Ol�. - Faz um tempo.

Venham, vamos entrar.

Entrem.

Procuramos papel, latas, ferro e coisas para vender.

- Certo. - De verdade.

Um brinde ao novo trabalho de Kadir!

Devagar. Olha isso.

N�o implique com Ahmet!

Ou�a, n�o beba demais. Sem desmaios aqui.

Gostamos muito de Ahmet.

Dizemos para aparecer, mas ele n�o vem.

Passe a ta�a de 'raki' no nariz dele assim...

Ele fica b�bado na hora. R�pido assim. Mesmo.

Bem, voc�s conhecem meu Ahmet melhor.

Eu vou conhecendo aos poucos.

Ele era uma crian�a quando fui para a pris�o.

Ele tinha 7 anos, no m�ximo. Tinha 7, Ahmet?

Sim.

N�o era, n�o era. Era mais novo.

A� eu saio, venho para casa e ele � um homem.

Ahmet � aben�oado com um lar, esposa e filhos.

Deus nos conceda que ele tenha um lar de paz.

- Am�m. - Am�m.

Que paz?

O que foi, Ahmet?

Aquela cadela, Sennur, pegou as crian�as e fugiu.

Como, Ahmet?

Ela fugiu para algu�m, com certeza.

CHECK POINTS S�O ISOLAMENTO. PAREM OS BLOQUEIOS.

- Est� delicioso, obrigado. - Que bom que gostou.

Pe�o desculpas pelo inc�modo.

A mudan�a levou o dia todo, deve estar cansado.

A sopa est� mesmo muito gostosa.

Nada demais, apenas macarr�o e caldo.

- Ahmet gosta dessa sopa. - Por que n�o o convidamos?

Cheguei � noite. Ele n�o estava em casa.

Vou passar ap�s o jantar e ver o que est� fazendo.

- Eu vou com voc�. - Claro, vamos.

Talvez ele n�o escute a campainha.

N�o h� luzes acesas.

Ali. Venha aqui, veja.

Tem algu�m sentado no sof�?

Veja.

N�o.

N�o?

- Boa noite. - Boa noite.

Tem uma mesa?

N�o, mesas s�o nas lojas de m�veis. Pe�a na esquina.

Ele � Kadir.

O irm�o de Ahmet. � novo na vizinhan�a.

Vamos dar boas vindas.

- Bem-vindo, irm�o. - Obrigado, irm�o.

- Vamos entrar. - V�o l�.

- Ol� a todos. - Ol�.

- Boa noite. - Boa noite.

O que � isto? Por que todo o segredo?

- � a taverna do bairro. - Certo.

- Todos podem vir aqui? - Apenas membros.

Como �?

Claro que todos. Por que n�o?

E eu sei l�?

Esse lugar � ilegal. Sem impostos, sem licen�a.

Meu Deus.

Esse pa�s est� ficando t�o estranho.

Mudou mesmo?

Claro que sim. Todos em seus buracos.

- Fazendo coisas estranhas. - Acho que sim.

- Cigarro? - N�o, obrigado.

N�o era assim 20 anos atr�s.

Na �poca, era uma luta conseguir p�o na mesa.

Agora as pessoas temem por suas vidas.

Fico pensando como esse pa�s vai se livrar do terrorismo.

Como vou saber?

- Vamos beber. - Claro.

- Ol�. - Ol�.

- Ol�, Ali. - Como vai, Ferhat?

- Bem, e voc�? - Tudo bem.

Este � Kadir. Irm�o de Ahmet.

- Bem-vindo. - Obrigado.

- Qual Ahmet? - Do mercado de rua.

Sei.

- Beba com a gente. - Preciso ver meus rapazes.

At� mais.

Talvez ele n�o esteja em casa.

Ali. Venha aqui, veja.

Tem algu�m sentado no sof�?

Veja.

- N�o. - Vamos embora, ent�o.

Ali.

Ele correu por aqui?

O que h�, Ahmet? Voc� nunca errou antes.

Que erro? Voc� n�o viu?

Acertei na perna. Ele choramingou e fugiu.

- N�o mesmo! - Ele logo vai cair e morrer.

- Ele correu por aqui? - Sim.

Vamos, Nuri.

- Kadir? - Oi, como vai?

Bem, obrigada.

Trouxe sopa de macarr�o para Ahmet.

- A que tomamos. - Boa ideia, obrigado.

- At� mais. - D� um al� ao Ali.

Farei. Apare�a uma noite.

Se Deus quiser, vamos ver.

O que est� fazendo, meu Ahmet?

Tanto faz, irm�o.

O que � na sua m�o?

Meral esqueceu o prendedor. Achei que iria voltar.

Entre.

Por que n�o atendeu ao telefone?

Deve estar quebrado, n�o toca.

Eu conserto.

- Compramos um celular? - N�o, eu n�o sei usar.

Ent�o como falo com voc�?

Fico ligando, voc� n�o atende.

Vim ontem � noite, voc� n�o estava em casa.

- Sempre estou em casa. - Juro, voc� n�o estava.

- Fez sopa? - N�o, Meral trouxe.

Ela vem sempre?

De vez em quando.

Deixa pra l�.

Ou�a, Ahmet.

Meu irm�o querido.

Pensei muito nisso.

Devemos procurar sua esposa.

Dane-se ela!

Pense nos seus filhos.

N�o � pecado?

Eles precisam crescer com um padrasto?

Deixe a parte da procura comigo.

Eu a encontro em 2 horas.

Quer sopa? Desculpe, nem perguntei.

N�o, obrigado.

Me d� o prendedor de Meral, deixo l� � noite.

- Que sopa �? - Macarr�o.

Do caldo?

Bem, �.

Venha jantar comigo �s noites.

- Certo? - Hmm.

- Que barulho foi esse? - Que barulho?

N�o escutou? Como um beb� chorando.

- Deixa para l�, vou indo. - Boa noite.

- Desligue o forno antes. - Farei.

Certo.

- Kadir? - Meral, como vai?

Bem, obrigada. Entre.

Ah, n�o. Isso � seu?

Estava procurando h� horas.

Deixei na casa de Ahmet?

- Hmm. - Entre.

- N�o, obrigado. - Por que n�o? Entre.

- Por que essa mexida? - Os dados decidem.

A� est�. Seis e um!

Sil�ncio, vai acordar Ali.

N�o sabe perder?

- Vamos, vamos. - Pronto, sua vez!

3, o outro n�o vale.

Meral, quero perguntar a voc�.

Ahmet j� tinha falado de mim?

Digo antes, quando eu estava na pris�o?

Claro. Por que n�o falaria?

Mesmo?

O que ele disse?

Deixa eu ver...

Ele falava mais da inf�ncia de voc�s.

Mesmo?

Como apostavam corrida de barco no rio.

Voc� fazia barcos de casca de �rvore.

E a� apostavam corrida no rio.

- Esse n�o era eu. - Como assim?

Era Veli, nosso irm�o do meio.

Ele era bom com as m�os.

Fazia bons barcos.

Quando fui preso, eles vieram a Istambul.

Veli � 4 anos mais velho que Ahmet.

E a� Veli sumiu de repente.

10 anos atr�s, nenhuma not�cia. Quem sabe por onde andar�?

Isso, Ahmet falou dele.

Talvez venham a ouvir dele.

Sem chance, ou j� ter�amos ouvido falar.

Kadir?

Meral.

O que aconteceu?

D�i muito?

N�o, est� bem.

Desculpe incomodar voc�s � noite.

- Eu posso ir. - Ir aonde?

Deixe eu fazer o curativo.

Bom Deus.

Por que est� bancando o her�i?

O que posso fazer, Meral? � meu trabalho.

Que patifes fizeram isso?

Quem vai saber? N�o entendo tamb�m.

Espero que n�o tenhamos acordado Ali.

N�o, ele dorme como um tronco.

Pronto.

Deixe os inc�ndios para os bombeiros, est� bem?

Certo.

- Ol�. - Ol�.

- Quero meio, por favor. - Certo.

Parta ao meio.

Est� bem.

Voc� � confus�o.

O que est� fazendo?

Babando na minha m�o, seu danado.

Sai.

Larga.

Idiota.

Veja.

Sua cama � aqui.

N�o saia.

Est� bem?

N�o se acostume, em 2 dias te ponho para fora.

Deita.

Aonde vai?

N�o disse para n�o sair?

Quer que te expulse agora?

Melhorou, seu trapaceiro?

Ponho para fora?

Est� curado?

Vem c�.

O qu�?

D� um passo. Vamos

Vem!

Venha, venha!

Solta!

Solta! Vai rasgar.

Solta!

Danado.

Solta!

Vou bater em voc�.

Bayram.

Ol�, como est�?

- Bem, gra�as a Deus. - Bom.

Vim dar uma olhada no mercado.

- Isso � bom. - Trouxe umas coisas tamb�m.

N�o sei se d� para vender.

Por que n�o?

Mas tem pouco.

Precisa encher uma tenda.

Mas posso vender para voc�.

Certo, o que est� vendendo?

O que encontrar.

- � uma m�quina de escrever? - Sim.

- Funciona? - Sim.

- Jogaram fora? - Sim.

Ahmet.

Escuto voc�. Abra a porta.

Abra.

Estava no banheiro, desculpa.

Algu�m a� dentro?

N�o.

Se tiver convidados, n�o quero atrapalhar.

N�o, � a TV.

Que seja.

Passa em casa. Eu cozinhei.

- Eu j� comi. - Vamos...

Coloque os sapatos.

- Eu j� comi, mesmo. - Vamos, estou falando.

Fiz folhas de uva recheadas.

Bom que tenha comido antes.

Ou comeria o prato!

Coma.

Eu ia ligar.

Escutei vozes. Talvez visitas.

Eu disse, a TV estava ligada.

N�o � da minha conta mesmo.

Voc� � jovem.

� alto, boa apar�ncia.

S� tenha cuidado para n�o arruinar a reputa��o de ningu�m.

O que quer dizer?

Nada de mais.

Cuidado com a tenta��o.

N�o cometa adult�rio, � o que digo.

- Obrigado. Preciso ir. - Ir aonde?

- Preciso acordar cedo. - Sente-se, pelo amor de Deus.

Sente a�, meu Ahmet.

Quanto tempo faz que n�o conversamos?

Podemos falar como irm�os?

Sei que n�o � f�cil para voc� superar.

� por isso que anda frio comigo.

De onde tirou isso?

Eu sei e voc� est� certo.

Deve saber...

Na pris�o, sempre pensava em voc�.

S� temos um ao outro.

S� n�s dois, entende?

Est� zangado por nada. Eu n�o culpo voc�.

N�o � sobre culpa.

Voc� acabou num orfanato, t�o jovem.

O que deve ter passado...

N�o. N�o passei por nada.

Veli tomou conta de mim.

Esque�a Veli.

S� confiava nele. Ele sumiu e deixou voc� sozinho.

- Mas ele fez bem. - Como?

Me diga, por Deus, isso � ser irm�o?

Sumiu de repente sem deixar rastro.

Sempre indigno de confian�a!

Outro dia eu andava na rua.

Algu�m numa moto passou por tr�s de mim.

Tinha o rosto coberto com um cachecol e um chap�u.

S� se via os olhos.

Bem quando ele passava, eu o olhei nos olhos.

Achei que conhecia aqueles olhos.

Foi quando percebi como parecia com os de Veli.

Ia correr atr�s dele. Mas j� tinha ido embora.

�s vezes, tamb�m confundo algu�m com Veli.

Fico pensando se voltou ap�s todos esses anos.

- Espero que aconte�a um dia. - Se Deus quiser.

Ahmet?

Ahmet!

Vem c�.

Besta.

Ei...

Coni!

Estou chamando voc�.

Vem c�.

Ou�a, danado.

Xixi e coc� aqui, certo?

Estou falando com voc�.

Idiota.

Vem c�. N�o vou fazer isso, volta.

Me ajudem. Tenho que fazer tudo sozinho?

Ahmet!

Ahmet, voc� est� bem?

Sr. Hamza, pesquisei na vizinhan�a por um tempo.

Procurei com algumas pessoas por conta pr�pria.

Anotei toda a informa��o que consegui na vizinhan�a.

- Achei que deveria mostr�-lo. - Muito bem, Kadir. De verdade.

- Continue assim. - Obrigado, senhor.

Quer um ch�?

N�o, obrigado.

Se n�o se importa, queria pedir um favor.

Diga, Kadir.

Temos um irm�o do meio.

Veli Tugsuz.

Ele desapareceu h� 10 anos, do nada.

Nunca mais ouvi falar. Nada.

Talvez possa haver algum registro na pol�cia.

Talvez, se olharmos, possamos encontr�-lo.

Certo, Kadir, vamos ver.

- 10 anos, voc� disse? - Faz 10 anos.

- Traga um ch�. - N�o bebo.

N�o para voc�.

- Escreva o nome dele. - Uma caneta.

- Uso esta? - Claro.

- Bom dia. - Bom dia.

Ali ou Meral n�o est�o?

Ali saiu, Meral est� na cozinha. Entre.

N�o, obrigado.

Peguei um jarro de ch�. Queria devolver.

Sou sobrinho de Meral. Entre, por favor.

Est� bem.

- J� que � o sobrinho. - Por favor.

Que diabos?!

Que cheiro � esse?

Encheu o balde?

Foi? Estou falando com voc�.

Olha pra mim.

Est� sem �gua. Me avisa.

Vem, aqui est� sua �gua.

Danado.

Estou falando com voc�.

Coni!

Quer brincar?

Vem.

Coni!

Onde est�?

Coni!

Coni!

Ahmet, o que est� fazendo?

Tirei o lixo.

Venha. Ponha a roupa.

- Estamos atrasados, r�pido. - Certo, estou indo.

Espere, vi algo.

- Onde? - Ali!

Devagar.

Correu por tr�s da casa.

N�o h� nada l�.

Correu por tr�s da casa.

- Vamos sair. - N�o nos prenda por nada.

- Haluk, dirija. - Saia e veja.

Veja se tem algo.

Saia.

N�o acredito...

- Ent�o? - Nada.

Idiota.

- Devia deixar veneno. - Deixei.

Entendido. Faremos isso.

Certo, vamos mandar esse cara.

Ou�a. Voc� pode ir, certo?

Estamos aqui montando uma base da pol�cia.

- N�o conte a ningu�m. - Certo, senhor.

- Ent�o deixamos ir? - Ele trabalha para a gente.

Senhor...

Conhe�o Meral e Ali muito bem.

- Espero que n�o seja um engano. - V�, de volta ao trabalho.

Bom Deus.

Senhor, o que eles fizeram?

Saber� logo. Fa�a o seu trabalho.

Ou�a, n�o conte a ningu�m.

- Me ouviu? - Sim senhor.

Vai, vai.

Istambul foi sacudida por bombas em 3 bairros.

De acordo com as autoridades, 300 pessoas foram presas,

e a busca por mais suspeitos continua...

Quando fizeram o bloqueio?

Ontem � noite.

� proibido deixar o bairro agora.

O que � aquilo?

Vem c�.

Ficou com fome, � por isso.

Dane-se, sem comida agora.

Olha pra mim.

Vai fugir de novo? O que est� olhando?

Vai fugir de novo? Pilantra!

Ahmet, abra. Vi as luzes.

Ahmet, abra a porta.

Dane-se. Por que me preocupo com voc�?

Por que fez barulho?

Por que latiu?

Como disse antes,

precisamos terminar isso logo. N�o vou ficar repetindo.

Isso n�o vai levar meses.

O prefeito deu ordens espec�ficas.

Precisamos terminar em 2 semanas.

Vamos come�ar a vistoriar a partir de hoje.

Visitaremos cada bairro.

N�o haver� mais animais nas ruas.

Entendido? Sejam breves!

Em duas semanas, as ruas devem estar todas limpas.

Esperem, esperem!

Furkan Adali, Ahmet Tugsuz,

Necip Tastan, Mehmet �ks�z.

O Sr. Vahap espera voc�s no escrit�rio.

Muito bem.

De verdade.

Achou que n�o o descobrir�amos.

Perd�o, senhor?

Muito bem.

Voc� � o mais esperto.

Como?

Como o qu�? Me diga onde esconde os cachorros!

Fale! Engoliu a l�ngua?

Senhor...

Eu juro, n�o escondi nada.

N�o tem fam�lia?

N�o?

N�o est� dando carne � sua fam�lia?

Quer dar carne de cachorro a seus filhos, pilantra?

- Carne de cachorro? - Sim!

- De jeito nenhum. - E por que vender c�es mortos?

N�o senhor, n�o fiz.

Por uns trocados! Que tipo de homem � voc�?

Quem compra a carne de cachorro?

- Senhor, a m�o est� machucada. - O qu�?

- Um c�o o mordeu. - Que c�o?

Ah, � voc�!

Bom Deus, fiquei t�o zangado.

Espero que esteja melhor, filho.

Estou bem, senhor, obrigado.

Vamos mand�-lo ao m�dico da prefeitura.

J� tirei o curativo.

� por isso que o chamamos.

- Estou bem, senhor, obrigado. - Cuide de sua m�o.

Estamos ferrados se algo explodir na nossa frente.

Precisamos de f�rias.

Certo, Haluk? At� as coisas se acalmarem.

Est�o nos testando.

Testando para qu�?

Quem est� nos testando?

- Vahap. - Por que nos testar?

Que teste?

Nada.

Quieto!

Quieto!

Ferro velho?

Trapos velhos?

Quieto, Coni.

Quieto.

N�o tenha medo.

- Ahmet, por que n�o me conta? - O qu�, irm�o?

Por que est� me evitando?

Por que est� se escondendo? Tem medo que eu fique bravo?

N�o sei, s� n�o podia te contar.

- O qu�? - Para que entregar um cachorro?

Vou me livrar dele quando estiver curado.

Veja, estamos muito ofendidos.

Eu e o Sr. Vahap ficamos magoados.

Mas conversei com o Sr. Vahap.

Ele mandou folhas de uva recheadas para Coni.

- Folhas de uva recheadas? - Veja.

O qu�?

Coni!

N�o coma isso!

- N�o grite. - N�o!

- Coni, n�o coma isso! - Ahmet, cale-se!

N�o h� verdade nessas alega��es.

Tenho dito v�rias vezes,

com os departamentos da nossa prefeitura,

damos tranquilizantes aos c�es com um rifle especial

com uma mistura de xilazina e ketamina,

seguindo os padr�es europeus.

Em seguida, os animais s�o levados

a abrigos municipais por nossas equipes.

N�o est� melhor assim?

Eu vou tirar,

mas n�o fa�a barulho.

Est� bem?

Est� bem?

Coni?

Coni!

Pol�cia, abra!

Abra, pol�cia!

Quieto, Coni!

Abra, pol�cia!

Abra agora!

Pol�cia, abra!

Pol�cia, abra!

Abra, pol�cia!

Ahmet, abra. Eu vejo as luzes.

Ahmet, abra a porta.

Abra!

Dane-se. Por que me preocupo com voc�?

Al�?

- Kadir, � Ali. - Ali!

Sim, sou eu. Kadir, ou�a.

O que voc� fez?

O que eu fiz? Ou�a.

� verdade o que disseram?

Preciso te dizer algo.

Como posso acreditar em voc�?

Precisa ajudar Meral.

Ajudar com o qu�, homem?

Ajude Meral. Ela est� no andar de baixo.

Onde?

No jardim, atr�s da casa.

Atr�s da casa onde?

O jardim, dentro do galinheiro.

O qu�?

Estavam em todo canto. Ela n�o conseguiu escapar.

Na batida policial, ela pulou pela janela e se escondeu.

Tem que ajud�-la.

Por que ela est� no galinheiro?

Kadir, eu imploro, salve ela. S� voc� pode tir�-la do bairro.

- Ka... Kadir... - Ali! Ali!

Est� me escutando?

Meral?

Est� tremendo, Meral!

Deixe-o passar.

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

Boa sorte!

Meral!

Saia, Meral!

Meral!

- Mustafa. - O qu�?

- Era R�stem esta manh�? - Qual R�stem?

- Este. - Dane-se o seu R�stem.

Boa noite. Me chamaram.

Boa noite.

- Tomem suas bebidas. - Sente-se.

Quer uma bebida?

N�o, obrigado.

As coisas n�o v�o bem, Kadir.

Como?

A pol�cia investiu muito nesse trabalho.

Especialmente o Sr. Hamza.

Mas n�o est� funcionando. Sabe-se l� o porqu�.

Voc�s devem saber mais do que eu.

Kadir, vamos. Pergunto a voc�.

Cometemos algum erro?

Senhor...

J� que pergunta, vou dizer.

H� alguns obst�culos s�rios.

Eles, provavelmente, sabem

o que estamos fazendo.

Est�o trabalhando contra n�s.

Uns dias atr�s, colocaram fogo nas lixeiras.

Quem, seu verdureiro?

N�o sei dele, mas estou investigando.

Est� investigando? Foi o que escreveu no relato!

Um por um, voc� trabalhou cuidadosamente.

Suspeita de todos. Mas diga-me.

Por que n�o suspeita do seu vizinho, Kadir?

Eles s�o t�o bons? Ou voc� � t�o ing�nuo?

Ou trabalha junto a eles?

- Como podem dizer isso? - Bem, deve ser ing�nuo.

- Est�o debaixo do seu nariz. - Est� bem, Hamza.

Expliquem.

Os ataques dos 2 �ltimos dias,

foram em lugares onde nossa presen�a � mais forte,

onde nossa rede est� bem fundada.

Venha c�, Kadir.

Venha, venha.

Venha.

Cheire isto.

O que �?

Sulfato.

Eu disse no come�o: n�o conseguem, vamos usar c�es.

Meu nariz est� entupido, n�o consegui cheirar.

Certo, Kadir, sente-se.

E ent�o preparou um relat�rio!

N�s pedimos algum? Fa�a seu pr�prio trabalho.

Mas � um relat�rio not�vel.

Muito organizado.

At� datilografado!

Estava suspeitando do verdureiro:

�Ele sempre evita que o lixo seja coletado."

Listas de pessoas com quem o verdureiro se encontrou.

"Tem uma antena sat�lite." Vejam s�!

Ou�am, a aventura continua.

"O vendedor de carv�o � um �rabe de Urfa."

"Sua loja est� sempre cheia."

"Ele me trata de modo hostil."

Vejam a intui��o do espi�o, o que ele pegou aqui.

Por que t�o obcecado com o vendedor de carv�o, Kadir?

Est�o fazendo bombas de carv�o e n�o estamos sabendo?

V�o come�ar a fazer logo!

Kadir...

Est� no caminho certo.

Continue.

Mas observe as curvas.

- Que curvas? - Bem, as curvas...

Agora que falaram em curvas...

Seref e a hist�ria do pneu me veio � cabe�a.

N�o � hora disso.

J� chega.

Chega com o Kadir. De volta ao trabalho.

Kadir, vou v�-lo fora.

Vamos.

Traga a intelig�ncia, certo?

Ou estar� sem trabalho.

Mustafa...

Temos que fazer Seref contar aquela hist�ria.

N�o me sacaneiem. N�o contem sem mim!

Vamos.

Kadir, est� trabalhando duro e motivado.

- Mas precisa usar o c�rebro. - Est� bem, senhor.

Ou�a. Seu irm�o... Veli.

Quando o viu pela �ltima vez?

Faz anos, antes de ir para a pris�o.

- Quando disse que ele sumiu? - Faz uns 10 anos.

Quando procuramos seu nome, encontramos algo.

Seu irm�o bateu com um criminoso.

Mesmo? Veli Tugsuz.

Se for quem pensamos,

� um membro importante da organiza��o terrorista.

- N�o temos certeza, vamos ver. - Tem certeza que � Veli?

Homem... N�o � certo. Vamos ver.

Agora ou�a. Continue trabalhando duro.

Vou torn�-lo um bom agente de intelig�ncia.

Esforce-se ou estamos liquidados, Kadir.

Perderei meu emprego, e voc� voltar� para a pris�o.

Pris�o?

� claro. Se seu contrato acaba, sua condicional j� era.

Mandam voc� de volta.

Mas n�o me lembre dessas coisas ruins.

Vamos, Kadir, � meu homem.

Veli?

Veli!

Veli!

R�pido!

Corram, corram!

Veli?

Veli!

Veli!

Veli!

- Ferhat! - Kadir!

- Saiu cedo do caf�? - N�o h� ningu�m l�.

Ferhat, Ali n�o d� as caras faz um tempo.

N�o o vejo h� alguns dias.

Meral tamb�m n�o.

Voc� viu Veli?

N�o o vejo h� 10 anos, mas o reconheci.

- Quem? - Veli, meu irm�o do meio.

Irm�o do meio?

Ferhat...

Voc� me enganou bem.

Mas apenas at� agora. Est� fora da fuma�a, agora.

Mas n�o sabia que Veli tamb�m estava envolvido nisso.

Kadir, do que est� falando?

Voc� brincou comigo, como um gato e um rato.

Que vergonha!

Mas n�o vai levar meu Ahmet.

N�o vou lhe dar o meu Ahmet.

Bom, esteja dito.

Sei onde Meral est� escondida.

Eu lhe dou 2 horas.

Se deixar Ahmet partir, n�o chamo a pol�cia.

Se Ahmet n�o retornar, vou destruir todos voc�s.

� isso?

Como assim, "� isso"?

Tudo � �bvio.

Est�o escondidos no bairro, mantendo Ahmet ref�m.

Estou dizendo a voc�, Veli est� envolvido.

Pare, pare.

Diga devagar.

Meral n�o partiu. Ela est� escondida na casa de Ahmet.

Est�o mantendo Ahmet ref�m. V� e veja.

Sons estranhos l� de dentro.

Eu toco, ningu�m abre.

Algemaram Ahmet. Sr. Hamza, precisamos correr.

Disse a eles que, se soltassem Ahmet, n�o iria � pol�cia.

- Disse isso a quem? - A Ferhat.

- Quem � Ferhat? - Um deles.

Disse que se soltassem Ahmet, n�o diria nada.

Voc� ferrou tudo. Tem algu�m na casa agora?

� por isso que precisam correr. Cercar a casa.

E entrarem depois que Ahmet for liberado.

Est� nos dizendo como fazer nosso trabalho?

N�o � o que eu queria. Por favor, n�o entenda mal.

N�o invadam a casa com Ahmet por l�.

Que invas�o? N�o h� nada l�, homem.

Meu Deus.

Sr. Hamza, vai mandar uma patrulha policial?

Pol�cia, abram.

Pol�cia, abram.

Volte.

- Entrada proibida. - Senhor, por favor.

- Para tr�s. - O que aconteceu? Digam.

O que aconteceu?

- Um choque com os terroristas. - Choque?

Meu Ahmet?

Quem �?

� Meral?

� Meral?

Quem �?

TERRORISTA MORTO EM CERCO

Sim, Kadir?

Pedi a voc�s que n�o invadissem a casa antes que Ahmet sa�sse.

O qu�?

N�o disse para n�o come�arem a invas�o antes do meu sinal?

Seu pilantra!

Como ousa me questionar? Voc� nos mandou para l�!

E ent�o...

Que babaca!

Maldito o dia em que conheci voc�.

Voc� s� tinha 3 evid�ncias.

Jurou que tinham feito Ahmet ref�m. O que mais?

Mas � culpa minha por acreditar em um idiota como voc�.

Deixaram Ahmet na casa e fugiram.

Fizeram uma armadilha para n�s.

Cale-se!

Maldito o dia em que conheci voc�.

Seu irm�o era t�o idiota quanto voc�.

Senhor, n�o fale mal dos mortos!

Quieto! J� n�o apanhou o suficiente?

Levante!

Some daqui!

Agrade�a a Deus por n�o mand�-lo de volta � pris�o.

Seu idiota!

Meus p�sames.

Meus p�sames.

Venha por aqui.

FRENZY

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