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O REI DA SERRA
� o l�der deles.
Legendas DANILO CARVALHO
Achei essa trilha na semana passada.
-J� veio aqui em cima, m�e? -N�o, este Iugar � novo para mim.
-H� uma bela vista ali. -Vamos dar uma olhada.
Pena que eu n�o trouxe minha c�mera.
-Danny. -� uma debandada
Vamos, m�e.
Para tr�s daquela rocha.
Rigo, Wagner.
Deixe-o ir.
Deixe-o ir.
-Por que ele fez isso? -Est� vendo a mulher e o garoto?
-Voc� quer que eles nos vejam? -Voltem.
Que mulher e garoto? Ele disse que algu�m nos viu.
H� uma mulher e um garoto mais a frente.
Fiquem atentos.
N�o quero que ningu�m saiba do que estamos fazendo.
Querem acabar na cadeia?
Voc�s estavam tentando pegar o garanh�o branco.
-Ele � meu, s� eu posso peg�-lo. -Querido, por favor.
-Eles n�o tem direito aqui. -N�o est�vamos tentando
-pegar seu cavalo, filho. -Eu vi.
-Voc�s estavam tentando peg�-lo. -Claro que jogamos nossa corda,
qualquer um faria isso. Fomos pegos, como voc�s,
e tivemos que assust�-los. N�o entende?
Eles quase nos atropelaram tamb�m.
-Negociam cavalos? -N�o, senhora.
S� estamos olhando algumas terras para come�ar um rancho.
H� algo de errado em ca�ar cavalos por aqui?
Esta � uma �rea restrita. O estado n�o quer que
esses cavalos seIvagens se tornem extintos.
-� contra a lei lev�-los. -N�o pretendemos desrespeitar a lei.
-Isso � diferente. -Me chamo Mary Saunders.
-Este � meu filho Danny. -Prazer em conhec�-la, Sra. Saunders.
-Me chamo Hagen. -Ol�.
-Voc� vive por aqui? -Sim, temos um pequeno
rancho do outro lado. Vendemos alguns cavalos
-de vez em quando. -Bem, talvez eu me torne um cliente.
Vamos embora. Agora sequer
-chegaremos antes de anoitecer. -Ele est� certo.
-N�o comemos desde de manh�. -Ficaria feliz se viessem ao rancho
para jantar, estranhos s�o sempre bem-vindos.
Bem, � muita gentileza tal hospitalidade.
Ficar�amos felizes em aceitar o convite.
La�o muito bem, mas nunca aprendi nenhum truque.
Pode me ensinar um truque com a corda, senhor?
Voc� n�o la�ar� nenhum cavalo selvagem, Danny, e sabe o por que.
Sim, m�e.
-O que est� havendo? -Pare de se preocupar.
Vir para c� n�o faz sentido.
Hagen sabe o que est� fazendo. Quase n�o fomos pegos?
Temos que parecer leg�timos.
Este grande garanh�o levantou as patas e quase me esmagou contra a cerca.
Mas fiquei montado por 20 segundos e ganhei $400 de pr�mio.
Algum dia, quando eu pegar o garanh�o branco,
-o cavalgarei num rodeio. -Isso se algu�m n�o o roubar primeiro.
Ningu�m far� isso. Doc me ajudar� a peg�-lo um dia.
Este Doc parece ser um cara legal.
Quem � ele? Amigo de sua m�e?
Acho que sim. Doc � o melhor.
Ele � um veterin�rio.
-Tem cavalos doentes? -S� um, ele est� com a pata ruim.
Doc � nosso melhor amigo. Aparece quase todos os dias.
-Chama essa de sua segunda casa. -N�o o culpo.
-Sua m�e � muito bonita. -Obrigado, senhor.
A Sra. Saunders come�ou e n�o deve demorar.
Doc, voc� pode evitar que roubem o garanh�o branco, n�o?
Bem, n�o sei, este � um pedido e tanto.
-Quem levantou o assunto? -S� est�vamos conversando.
-Doc � o sub-xerife. -N�o � exatamente assim, Hagen.
Como � exatamente?
O xerife me juramentou quando estava procurando por alguns
-ladr�es de banco nas colinas. -Voc�s os pegaram?
Ainda tenho meu distintivo em algum lugar.
-Voc� prometeu d�-lo para mim. -N�o posso.
Ainda sou um sub-xerife, eu acho.
-Ei, ele � lindo. -N�o o reconhece?
-Bem, ele � um pouco pequeno. -� o garanh�o branco.
Tirei esta foto dele com minha primeira c�mera.
Meu pai e ''mim'' vimos ele nascer em Rock Canyon.
-''Meu pai e eu'', Danny. -Isso mesmo, senhor.
N�s o trar�amos para casa depois que sua m�e cuidasse dele.
Mas n�o o trouxemos para casa. Meu pai foi morto dois dias depois.
Mas ele o teria trazido para casa. Ele nunca quebrou uma promessa.
� claro, garoto.
-Danny, prepare a mesa para sete. -Sim, senhora.
N�o fique tenso, filho. Apenas relaxe.
E quando jogar, tenha certeza de acertar.
Entendi, Sr. Hagen.
A Sra. Saunders me disse que quer comprar um rancho.
-Que pretende se estabelecer. -Pode ser aqui ou perto
da fronteira estadual. Soube que � bonito por l�.
-Depende do pre�o. -Onde est� hospedado?
A cerca de dez milhas daqui, perto do riacho.
-L� � muito legal. -Sim, a viagem de volta � longa.
Acho melhor irmos.
-Boa noite. -Boa noite.
-Obrigado por tudo, Sra. Saunders. -Boa noite.
-Voc� voltar�? -� cIaro, filho.
Te ensinarei mais alguns truques com a corda e como cavalgar.
Foi muito bom conhec�-los. Obrigado por tudo.
-Boa noite. -Boa noite.
Vou dar boa noite a Lady.
Voc� n�o o tratou muito bem.
N�o acredito na hist�ria dele.
Voc� � um sub-xerife, por que n�o o prende?
-Bem, por que n�o? -N�o consigo ganhar com voc�.
Sim, voc� consegue. Doc...
Fa�a-me um favor.
Pare de encorajar o Danny sobre aquele garanh�o branco.
-Voc� quer cri�-lo como uma garota? -Quero cri�-lo inteiro.
Fiz uma promessa a ele.
Fa�a-me uma. N�o quero que pegue
aquele garanh�o branco para ele. N�o quero que ele tente domar
ou cavalgar um cavalo selvagem.
Um cavalo selvagem matou meu marido e n�o quero perder meu filho
da mesma forma.
Danny ama aquele garanh�o branco, Mary.
Ele acredita que � seu. � parte dos seus sonhos.
Danny tem a Lady e isso � o suficiente.
H� uma certa dama que quero que seria o suficiente para mim.
Est� tudo bem assim. Posso cuidar de mim e do Danny
-mais ou menos bem. -N�o para sempre.
E mais ou menos bem n�o � o suficiente.
N�o para um homem.
Aposto que sim.
-Quer dar uma volta de carro? -Claro, depois que lavar a lou�a
e o Danny se deitar.
-Estamos vivendo perigosamente, n�o? -N�o prometi que seria f�cil.
Mas podemos acabar presos se formos pegos.
N�o seremos pegos.
-Rigo, algum sinal do Truxton? -Ainda n�o.
N�o leva tanto tempo para se tratar um cavalo.
Ele partiu ao nascer do sol. Talvez algu�m na cidade
-tenha feito algumas perguntas. -Ele est� vindo agora.
Certo, perdemos meio dia. Vamos come�ar.
-Como ele est�? -Est� bem agora.
Tinha um prego na pata. N�o � � toa que n�o p�de
-us�-lo ontem. -Parou de mancar?
Assim que retiraram o prego.
Ol�, garoto.
Vamos.
Oh, garoto. Devagar.
Te trataram bem na cidade?
Calma, filho. Mostre-me, vamos.
Voc� disse que conhecia bem estas terras, heim?
Trabalhei aqui h� dois anos atr�s.
O garanh�o branco que vimos, ele � o l�der da tropa?
Pelo que sei, sim. N�o h� ningu�m para venc�-lo.
Meu cavalo o vencer�. Roubar� todas as f�meas dele.
Amigo.
Amigo!
Estamos atrasados, rapaz. E voc� nos levar� a eles.
V� peg�-lo, amigo.
Montem.
Achei que ficaria para encontrar os outros.
N�o tem como saber quando chegar�o.
Eles conhecem o caminho. Eles tem mapas.
Al�m do mais, preciso de voc� l�.
Sigam o Amigo.
Olhe o Amigo.
N�o.
Voc� quer matar o garanh�o branco, n�o?
-Amigo n�o est� fazendo isso. -Se ele for melhor que o Amigo,
n�o vamos mat�-lo, vamos lev�-lo.
V�o la��-lo.
Amigo. Amigo!
Mantenha o la�o nele. Amarre-o, se for preciso.
N�o vai mandar o Amigo lider�-los?
Agora mesmo. V� peg�-los.
Solte-o, senhor. Voc� o est� machucando.
Deixe-o em paz.
N�o. N�o!
Garoto.
Lady, venha c�.
Para tr�s, Lady.
Isso, garoto.
Devagar, garoto.
Levaremos voc� para casa.
-Voltaremos atr�s do branco? -Sim, mas tire o Amigo de l� primeiro.
Ele est� ferido.
Limpe e desinfete.
Voltaremos atr�s do garanh�o branco.
Por que tenho que fazer isso? N�o sou veterin�rio.
Apenas fa�a. Vamos.
Tolo, se deixou ser encurralado contra uma �rvore.
O cavalo � poderoso, arrebentou a corda.
Ele foi para o norte. Vamos atr�s dele.
N�o me sinto muito bem sobre isso.
Vamos atravessar os que pegamos antes que algu�m perceba.
N�o, ainda h� muitos cavalos soltos nesta se��o.
Mas enquanto aquele cavalo assassino estiver Iivre,
-ele poder� nos atrapalhar. -Voc� ainda tem o Amigo,
-que pode derrot�-lo. -N�o com aquela pata ruim.
Al�m do mais, receio que o Amigo tenha encontrado um advers�rio a altura.
-Voc� o quer? -Um grande cavalo como o Amigo?
-Voc� o dar� desta forma? -Quando ele tiver acabado.
Quero pegar o cavalo branco e trein�-lo, como fiz com o Amigo.
-E ele? -Quem sabe?
Nunca o vimos antes.
Teimoso.
Venha c�.
Venha c�.
Vamos.
Morra. Eu n�o ligo.
Voc� vai para casa, rapaz.
Voc� ter� um curral s� seu com todo o feno que puder comer.
Vamos para casa.
-Como ele escapou do acampamento? -Eu n�o sei, mas temos que lev�-lo
de volta para l�.
-M�e. -Danny.
Eu mesmo o peguei. Salvei sua vida.
-O que est� fazendo? -Vou matar o branco.
Ele est� matando meu cavalo, voc� deu ele para mim.
-Voc� n�o vai mat�-lo. -Vai ficar parado?
N�o vou agir com pressa e fazer papel de tolo.
Acabou de perder seu cavalo.
Coloque-o no celeiro que cuidarei do outro.
Ele est� morto, Mary.
-� seu cavalo? -Sim.
Fugiu esta manh�. Estava procurando por ele.
-Ele est� morto. -Sinto muito.
O que te disse sobre capturar cavalos selvagens?
N�o sa� para peg�-lo. Estava cavaIgando e
encontrei um estranho que o havia capturado.
Ele estava batendo nele com uma madeira e...
-Ele matou o homem, m�e. -O cavalo matou o homem?
-Como? -Ele o estrangulou.
A corda estava apertando seu pesco�o e...
N�o consegui me aproximar para cort�-la.
Ele est� l� agora, morto embaixo da �rvore.
O segui e quando ele caiu na areia movedi�a, eu e Lady o tiramos de l�.
-Agora ele � meu. -Doc, voc� tem que cuidar disso.
-Onde est� o corpo? -Por ali.
A cerca de duas milhas daqui. A caminho da casa do Sr. Treemor.
-Vou a cidade chamar o xerife. -Precisa de ajuda?
Darei um jeito.
Danny.
O homem pediu por isso. Ele o estava espancando.
Sr. Hagen, o garanh�o branco � meu, n�o pretendia ferir o seu.
Sou o respons�vel e acho que lhe devo outro cavalo.
-Pagaremos por ele. -N�o precisa, senhora.
-O melhor cavalo venceu. -Voc� realmente acha isso?
Tenho certeza, filho. Cavalos s�o como pessoas,
alguns s�o melhores, outros nem tanto.
Nunca se sabe o que h� dentro deles at� que sejam testados.
-E o seu foi o melhor. -Amava seu cavalo, n�o, Sr. Hagen?
Desde a primeira vez que o vi, filho.
Posso entender isso.
Sr. Hagen, talvez possamos enterr�-lo aqui.
Ele pode ficar aqui para sempre e voc� sempre saber� onde.
-Gostaria de ajudar. -Tudo bem, filho.
E amanh� virei ajud�-lo a treinar o seu cavalo.
-O que acha disso? -N�o gostei.
N�o quero o Danny brincando com cavalos seIvagens.
Gostaria que levasse aquele agora mesmo.
-Voc� n�o pode d�-lo. -Danny, por favor.
Diga a ela que n�o o quer, Sr. Hagen.
N�o precisa me dar o cavalo, senhora. Ele � do garoto.
-Eu mesmo o domarei para ele. -Viu, m�e?
E n�o o deixarei se aproximar dele at� que ele esteja domado.
Viu? Ficar� tudo bem.
Podemos come�ar amanh�. E, filho, quando eu acabar,
te darei a sela dele. Contanto que possa
-usar o seu rancho. -Claro.
Pode vir quando quiser, n�o pode, m�e?
-Suponho que sim. -Claro, fique por
-quanto tempo quiser. -Tudo bem.
Vamos come�ar enterrando o Amigo aqui.
Tudo bem para voc�?
Peguem p�s, rapazes.
Mas, Doc, tenho medo do cavalo.
Mary, foi culpa do homem. Ele o estava espancando.
Mas o cavalo o matou e n�o quero o Danny perto dele.
N�o se preocupe, aquele garanh�o n�o machucar� o Danny.
O Sr. Hagen vir� dom�-lo para mim amanh�.
-Hagen? -Ele prometeu.
-Minha m�e deixou. -N�o estou feliz com isso tamb�m.
N�o deixe-a mudar de id�ia, Doc.
O Sr. Hagen causou uma impress�o e tanto por aqui, n�o?
Doc.
Ele s� est� tentando fazer algo de bom por n�s.
-Pelo Danny. -� mesmo?
Sim.
Venha, te servirei outra x�cara de caf�.
Te darei a sela prateada do Amigo, Danny.
Ent�o voc� pode trein�-lo para fazer todos os truques que quiser.
Ele ser� seu cavalo, Danny. Seu cavalo.
-Estou muito preocupada. -Com o que?
Quanto tempo acha que sobreviverei vendendo
dois cavalos de vez? Doc, � preciso dinheiro.
Odiaria ter que sair desse lugar.
Quem disse que sair� daqui?
Olhe, Mary, voc� sabe como me sinto sobre voc�, o Danny e este lugar.
Quero que esse lugar seja nosso. Posso levant�-lo.
Voc� se casaria comigo?
-Tenho medo de casar com voc�. -Por que?
Por causa do Danny. N�o quero que ele tenha um pai
que o encoraje a perambular aquelas colinas.
Levando sua vida nas m�os, acreditando que seu destino
� domar cavalos selvagens. Quero que ele cres�a inteiro,
-n�o aleijado ou morto. -Isso � besteira, Mary.
Quero que ele cres�a forte como voc�.
Domar cavalos n�o significa desastre.
Aconteceu com seu pai e n�o acontecer� com ele.
Mesmo que eu tenha que lhe dizer n�o.
Tudo bem, Mary. Farei o que quer.
N�o quando voc� fica do lado do Danny, como fez esta noite.
-Como sempre faz. -OIhe, Mary,
amo aquele garoto como se fosse meu filho.
Tamb�m o amo e ele � meu filho, tudo que me restou.
Exceto eu. Ou�a, Mary.
Por que estamos brigando? Hagen vir� domar o cavalo amanh�.
N�o haver� riscos. Depois que tiver domado,
deixe o Danny ficar com ele.
Tudo bem, mas ele tem que esperar o cavalo estar domado e treinado.
Essa � minha garota. Boa noite.
Quando abrir esse port�o, saia do caminho.
Claro, Sr. Hagen.
Dome-o, Sr. Hagen.
Cuidado, ele come�ar� a correr.
-Sr. Hagen, cuidado! -Para tr�s!
-Deixe-o. -Cuidado!
Danny.
Danny. Danny!
Danny. Danny, voc� est� ferido.
N�o, m�e. Estou bem, n�o foi nada.
-Voc� est� bem, Sr. Hagen? -Sim, estou bem.
Como isso aconteceu? Voc� tentou cavaIg�-lo?
N�o, senhora. Eu n�o o deixaria fazer isso.
Ainda n�o.
O garoto pode ter salvado a minha vida.
O garanh�o tentou me pisotear depois que eu ca�.
Danny o impediu.
Ele n�o ir� te machucar. Vi isso por uma hora,
-e j� basta! -Ele � um bom cavalo, senhora.
-O deixarei pronto numa semana. -N�o por aqui.
Pode ficar com o cavalo, Sr. Hagen. Tire-o daqui imediatamente.
N�o, m�e. Voc� n�o pode fazer isso.
O garanh�o branco � meu, eu o encontrei.
-S� eu posso ficar com ele. -Voc� ouviu sua m�e, garoto.
Deixe-o em paz.
Pare com isso.
-Danny, deixe-o levar o cavalo. -Me solte, ele � meu.
Saia daqui antes que se machuque, garoto.
-O que est� fazendo? -O que ele est� fazendo?
-S� o que pedi que fizesse. -Empurrando seu garoto e
abusando do seu cavalo?
Talvez seja melhor contar a ele, Sra. Saunders.
-Ele vai levar o garanh�o. -Vai lev�-lo?
Danny quase morreu. Disse a ele para ficar Ionge
do cavalo e ele n�o fez isso. Vou me Iivrar dele agora.
Mary, voc� � louca? N�o se d� um cavalo desses.
Mandarei $100, assim n�o h� discuss�o.
-Se est� vendendo, eu compro. -Para que o Danny possa
-cavaIg�-lo escondido? -Eu n�o faria isso.
Se o Doc comprasse o cavalo, s� o cavalgaria depois de treinado.
Voc� disse isso antes e n�o manteve sua palavra.
-Mary! -N�o quero mais seus conselhos.
Voc� disse que faria o que eu dissesse. Vejo que n�o devia ter acreditado nisso.
V� em frente, Sr. Hagen. Esta � minha casa e dou as ordens.
E n�o solte-o, nem traga-o de volta. N�o quero voltar a ver esse cavalo.
-Mandarei o dinheiro. -Voc� n�o me deve nada.
N�o leve-o, Sr. Hagen. N�o leve-o.
Danny.
Mary. Voc� sabe que errou, n�o?
-Por que n�o nos deixa em paz? -Ainda com essa teimosia, n�o?
Algo mais? Teimosa, pobre m�e,
p�ssima mulher de neg�cios, isso � tudo?
Mary.
Danny.
Danny! Danny!
Danny!
Vamos.
Venha c�. Vamos.
Ele n�o o domar� assim.
-O domarei ou o matarei. -Voc� pode tentar mais tarde, Hagen.
-Vou fazer isso agora. -Estamos perdendo tempo.
N�o h� pressa para domar aquele cavalo.
Quem est� no comando? Eu ou voc�?
Voc�, mas ele est� certo. N�o vamos atr�s de mais cavalos.
-Por que n�o? -Por que arriscar?
-Cedo ou tarde algu�m nos vir�. -Enviamos 80 cabe�as ontem
-e mais 80 na segunda. -Amigo est� morto e esse
garanh�o branco n�o far� diferen�a por aqui.
Digo para carregarmos o caminh�o com o que conseguimos e partirmos.
-Sou a favor disso. -Eu tamb�m.
Bem, eu n�o. H� muito mais cavalos nas colinas,
isso significa mais dinheiro para todos n�s.
-Vamos pegar todos eles. -N�o sem o Amigo.
Voc� conseguiu seu garanh�o, vamos embora enquanto temos chance.
Hagen!
Parece ser o garoto.
Esperem aqui.
-Estou feIiz de t�-lo encontrado. -O que est� fazendo aqui?
Se n�o posso ter o garanh�o branco, quero ficar perto dele.
-Volte para casa, garoto. -N�o, senhor.
Vou segu�-lo onde quer que v�. N�o tirarei o garanh�o branco
de voc�, Sr. Hagen. S� quero estar com ele.
Cavalg�-lo aIgum dia, quando ele estiver treinado.
-Quando me ensinar como. -Olhe, garoto, suma.
-Volte para casa depressa. -N�o, senhor.
Vim at� aqui e n�o voltarei. Nunca voltarei.
Te seguirei at� me deixar ficar.
Sim, claro. Talvez esteja certo, garoto.
-Talvez seja melhor n�o voltar. -Voc� me levar� com voc�?
Sim, te levaremos conosco. Sua m�e sabe que est� aqui?
Acho que n�o. Ela estava dormindo quando parti.
-Voc� fugiu? -Acho que sim.
-Vamos para o acampamento. -Sim, senhor.
Ele � louco por trazer o garoto aqui.
Parece que sim. Isso � uma tolice.
Sr. Hagen, o que est� fazendo? Voc� est� roubando cavalos.
Te disse para n�o vir, garoto. Voc� devia ter ido para casa.
Voc�s n�o s�o o que dizem. Voc�s s�o ladr�es!
-Solte-me! -Os caminh�es chegaram.
Solte-me!
Fique parado.
Espere at� o Doc peg�-lo. Espere at� ele trazer o xerife.
Cale-se!
Hagen, vamos.
-Bom dia, Doc. -Ol�, Fred.
-O que os traz aqui? -Eu n�o estaria aqui
se o Mason n�o tivesse dito que viu aIguns caminh�es com cavalos...
Descendo a fronteira do estado ontem a noite.
Estou dizendo que vi. O que eles faziam aqui?
N�o se pode tirar cavalos destas terras.
Ningu�m v� um cavalo selvagem nas colinas h� mais de uma semana.
Te digo que aqueles caminh�es estavam carregados.
Eles passaram por mim sem ligar o farol.
-E ouvi o barulho dos cavalos. -Estou mal de sa�de.
Procurar cavalos nessas coIinas n�o � exatamente o meu trabalho.
O que faz aqui em cima ent�o? Espere um pouco,
voc� acha que a Sra. Saunders teve algo a ver com isso?
� claro que n�o. Soubemos que o garoto
est� com o garanh�o branco. Pensamos em peg�-lo emprestado.
Ele era o l�der dos cavalos selvagens, n�o?
-Podemos us�-lo como isca. -Sabe onde os Saunders est�o, Doc?
-Eles n�o est�o em casa. -N�o est�o?
-N�o responderam. -N�o h� cavalos no celeiro tamb�m.
Mary!
Se quer o garanh�o branco, voc� o encontrar� perto do riacho com um
-homem chamado Hagen. -Hagen?
A Sra. Saunders deu o cavalo para ele ontem.
Isso fica a quase 12 milhas, Doc. Tenho lombalgia.
-N�o vou cavalgar. -Parece que o Danny fugiu ontem.
Fugiu?
Sua cama estava cheia de cobertores. Ele provavelmente seguiu o
-garanh�o branco e sua m�e o seguiu. -Vamos para o riacho o mais r�pido
que pudermos.
Certo, vamos.
Quanto tempo levar� para carregar e sa�rmos daqui?
Deixe esse cavalo em paz e nos ajude que sairemos mais cedo.
Vamos, d� r�.
-Voc� n�o gosta disso? -N�o gosto, n�o.
O que voc� far� sobre isso? Quer levar o caminh�o sozinho?
Certo, esque�a isso. Te vejo mais tarde.
Certo, vamos.
Vamos.
Entre a�.
Ou�a, n�o levaremos o garoto ou a m�e conosco.
-Os deixaremos aqui. -Eles v�o onde eu disser.
-Eu ainda estou no comando. -Eu poderia ter feito um
trabalho melhor que voc�. Quanto tempo acha que
levar�o para come�ar a procurar pelo garoto e sua m�e?
Estamos acabados. Vamos partir agora.
Os caminh�es partir�o, n�s ficaremos.
Tragam os caminh�es antes de anoitecer que terei um carregamento novo.
E pagamento em dobro. A� est� sua resposta.
Vamos ficar aqui at� reun�rmos uma tropa nova.
E n�o deixarei o garoto ou sua m�e avisar o xerife antes de
-terminarmos o trabalho. -N�o conte comigo.
-Fa�a o que eu digo. -N�o!
Esperem.
Vamos.
O que � tudo isso? Onde est� o Danny e a Sra. Saunders?
-Quem? -N�o brinque comigo.
-Aqueles s�o os cavalos deles. -Vamos sair daqui.
Perguntei aonde est� o Danny e Sra. Saunders.
Vamos, movam-se. Para os caminh�es.
Doc! Doc!
Doc! Doc!
Pegaram o garoto e sua m�e. Mataram um dos seus pr�prios homens.
-Te falei, xerife. -Danny e sua m�e est�o
-numa camionete com o Hagen. -Fique aqui, Doc.
-Cortaremos caminho. -Eu tamb�m.
Vamos nos livrar dos cavalos, n�o consigo manobrar isso.
-Sim, vamos nos livrar deles. -Se nos pegarem,
seremos acusados de sequestro tamb�m.
Ningu�m nos pegar� e ningu�m se livrar� de nada.
H� algo de errado.
Doc. Doc.
Estou bem, mas o Hagen est� com o Danny e ele est� armado.
N�o se preocupe comigo.
-Certo, voc�s est�o acabados. -Vou atr�s do Doc.
Amarrem esses homens.
Hagen.
Voc� est� cercado, Hagen. Entregue o Danny.
Se quiser ver esse garoto vivo, mande seus homens recuarem.
-Se quiser viver, solte o garoto. -Se aproxime e te mato.
Deixe-me diz�-lo para se afastar. Por favor, n�o machuque o Doc.
Certo, diga a ele.
Doc, est� me ouvindo?
N�o se aproxime. Fique longe.
O Sr. Hagen me deixar� ir.
-O Hagen est� ali e � todo seu. -Certo, Doc.
M�e.
-Voc� est� bem, m�e? -Sim, querido.
Devia ter visto o Doc e o Sr. Hagen.
Olhe.
Certo, continue andando. Vamos.
Andando, Hagen. Vamos nos juntar aos outros.
Quero te agradecer pela r�pida cavalgada, Hagen.
Acho que curou minha lombalgia.
-Voc� se saiu bem, Doc. -Obrigado por tudo.
Sabe, voc�s ter�o que testemunhar contra esse bandido.
Os vejo na cidade. Se importa de ir na frente?
N�o quero toc�-lo e sujar minhas m�os.
Voc� pode ir agora. Voc� est� livre!
M�e, ele voltou.
Ele � seu, Danny.
N�o acredito que algu�m queira tir�-lo de voc� agora.
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