All language subtitles for The Treasure of Lost Canyon (1952)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian Download
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Não seja tão afoito, filho.

Pode ter alguma coisa por aqui.

Fique aí, não há nada.

Nossos passageiros não vão gostar

que você dispare toda vez que sentir vontade.

Vai assustá-los.

Quer um drinque, senhor?

Não, senhor. Obrigado. Não estou bem.

Essa coisa cura todas as doenças.

Não se assuste comigo, filho.

Eu gosto de crianças.

Eu tenho dois filhos.

São bons garotos.

Olhe pare ele.

Este é Paddy, o mais novo.

E este é Gyppo.

Mostre seus músculos.

Sabe quem eu sou?

Eu sou Baltimore Dan, malabarista e comediante.

Vocês dois vão a Sacramento?

Sim, vamos.

Estamos nos juntando ao Circo Christin.

Já ouviu falar deles, eu acho.

Não, estivemos longe por muito tempo.

Ele é bem quieto, não é?

Ele perdeu a mãe há algum tempo.

David sente falta dela.

Eu sei como é.

Estamos a caminho de Sacramento para tentar encontrar meu irmão.

Não tenho notícia dele há anos.

Vai me dizer por que fez isso?

Eu vi algo.

Ei, pai. Olhe.

Mortinho da silva.

Deixe-o em paz! Não tem respeito?

"A quem possa interessar."

Olhe para isso, pai.

Se não vale nada, deixe em paz.

"Eu peço a quem achar esta carta

por favor entregue o envelope selado e meu filho David.

O camarada que fizer isso será generosamente recompensado.

O que faremos, pai?

Vamos entregar o garotinho.

É o nosso dever cristão.

Rua 75, Sacramento, Califórnia.

"Meu querido primo.

É pela vontade de Deus que não consegui ver meu querido irmão,

como sabe, eu pretendia visitá-lo.

Já que cuida dos assuntos do meu irmão,

eu peço que faça o mesmo por mim.

Felizmente deixei o meu filho David bem provido.

Portanto como meu último desejo

peço que leve o David até o meu irmão,

tenho certeza que ele lhe dará um lar.

Eu de antemão o instruo para transferir todos os meus bens

ao meu irmão com a guarda legal de David.

E como meu advogado isso lhe dá todos os poderes

para que possa realizar seu trabalho com o banco.

Eu rezo a Deus que você não me falhará."

Sabe, eu preciso pensar um pouco.

Isso é um pensamento de advogado.

Sim, senhor, senhor. Qual é o seu nome?

Dan, Baltimore Dan.

Dan, você me parece um homem com instintos comerciais.

Está certo, eu sou.

Sim, posso fazer valer a pena se tirar a criança dos meus cuidados.

Como?

Assume o meu lugar, eu sou um doutor e posso assinar ou...

Eu poderia. Se me pagar o suficiente poderei levar o garoto...

Eu não quero saber dos detalhes.

O fato é que sou um homem muito ocupado.

Não há espaço na minha vida para crianças.

Criança de ninguém. E poderei pagar bem.

Eu acho que você pode pegar...

Seja sensato.

Bem, sempre desejei ter um filho sozinho.

Tenho certeza que podemos chegar a um acordo amigável?

Tenho certeza.

Senhoras e Senhores das montanhas Medal.

Quero agradecê-los pela recepção cordial que nos deram hoje.

O segredo do meu remédio

O Bear Paw Elixir Mágico.

Foi dado para mim por um velho cacique.

No leito da morte.

Este tônico nos cura o

sangue fino e doente,

e ossos cansados.

É saúde substancial dada por $ 5.

Eu bebo constantemente.

Agora vamos ao show.

Apresentando Paddy e Gyppo, homens de aço.

Vou deixá-los saber do meu segredo, amigos.

Esses dois garotos eram nada sem o Bear Paw Elixir Mágico.

Também apresento nosso garoto prodígio, David.

Só um minuto, rapazes. Ainda não, amigos.

Antes de eu permitir que façam o show de uma pirâmide mortal.

Ei! Eu fui roubado, alguém pegou o meu dinheiro.

Eu também.

Um dos rapazes da tenda fez isso, eles estavam entre o povo.

Suba as escadas.

O que pegou do pessoal?

Grave o que vou dizer,

faça melhor da próxima vez, você é esperto.

Você não é dono de nada, nem do que pegou.

Finalmente chegou aqui, doutor. Você demorou bastante.

Minha boa mulher, eu vim o mais rápido que um mortal pode.

Peguei as minhas coisas, me vesti e aqui estou.

-Onde está o paciente? -Ele está no celeiro.

Ele estaria na prisão se os dois não tivessem fugido.

Estou nesta cidade há muitos anos

é a primeira vez que me pedem para fazer isso.

Sabe, Sra. Crabtree, eu não sou um verdadeiro médico.

Eu sei. Mas o médico foi para Rabbit Creek,

para salvar a perna de um paciente

e você é o único homem instruído que consegui pensar.

Ele está ali.

Se me perguntar, acho que esse é um homem muito doente.

Foi à bebedeira que fez, não tem erro nisso.

Eu não sei o que causou, mas...

receio que não há nada que eu possa fazer por ele.

Quem é ele?

Ele faz um show para venda de remédio.

Foi pego roubando e foi perseguido pelo pessoal da cidade.

-Exceto por aquele ali. -Qual?

O que ele faz ali? Quem é ele?

Um dos que participam no show.

Este é o seu pai, garoto?

-Ele consegue falar? -Talvez não queira.

Bem, ele conversará comigo numa boa, não é filho?

Diga-me, ele é o seu pai?

Eu receio que esse homem vai morrer.

Eu não me importo.

Eles são assim,

não têm sentimentos como pessoas descentes.

Ele é um homem mau, eu odeio ele.

Desça aqui, filho.

Meu garoto,

todos devem ter sentimentos gentis para quem está morrendo.

-Quantos anos você tem? -Eu não sei.

Quantos anos acha que ele tem?

10, talvez 11.

Bem, então ele tem idade o suficiente

para ter sentimentos pela morte, não é?

Claro que ele tem.

Agora, jovem rapaz, escute-me.

Quando vejo um pássaro roubando fruta

de uma árvore em minha plantação, eu não gosto.

Mas quando ele voa sobre o muro...

e o vejo entrar numa floresta negra

para nunca mais retornar.

Me vem um sentimento de tristeza.

Muito mais se deve sentir por um ser humano,

e quando eu penso que dentro de algumas horas

a voz desse homem talvez se silencie para sempre.

E até mesmo eu, que nunca o conheceu.

E esta senhora que o conheceu apenas como um hóspede.

Se cativou em simpatia.

Com certeza ele merece um pouco de piedade de você.

Eu sinto muito.

-Mas eu o odeio. -Viu, ele é um odioso.

Um garotinho estranho. Muito estranho.

Bem, eu aconselho você a chamar o ministro.

Ele mesmo já teve cinco, talvez saiba o que fazer com ele.

Boa noite.

Eu o acompanho.

Tchau, meu jovem.

O que foi? Bom dia Sra. Luci.

-Tomou o seu café da manhã. -Com certeza tomou.

Um grande e gordo com creme.

Deseje-me sorte.

Você, garoto. Desça daí!

Ouça agora... oh, você de novo.

O que faz aqui?

O ministro me disse onde você mora.

Ah, ele disse, não é?

Aquele companheiro que estava doente no celeiro ontem à noite,

-como está hoje de manhã? -Está morto.

Muito mau, muito mau.

-E os outros rapazes? -Saíram de fininho,

pegaram a carroça e fugiram, não me levaram junto.

Disseram que não me queriam mais.

Mas isso não é desculpa para roubar da minha árvore, não é?

Não, senhor, exceto que disse ontem à noite que tinha frutas.

Então pensei em vir e experimentar algumas.

Você tem o hábito de roubar?

-Sim. -O quê?

Dan me fazia roubar.

Eu costumava receber castigo se voltasse de mãos vazias.

-Bem... -Eu sei que é errado roubar...

e eu não ia, a menos que estivesse com fome.

-Não. -Eu não roubaria torta, bolo,

coisas desse tipo.

Mas acho que Deus não se preocupa só porque peguei algumas maçãs.

Por que não?

Porque foi Deus que me fez ficar com fome, pra começar.

Deus me abençoe.

Você não é nem um garoto. Você é um filósofo.

-Sou? -É claro que é.

Você vê as coisas claramente, responde com a verdade.

Seria incrível se os outros pudessem fazer o mesmo.

Bem...

é, pegue outra maçã. Aqui.

Uma bela maçã. Aqui está.

Olhe. Está vendo aquela truta grande ali?

Venho tentando há dois anos pagá-la e não pega a minha isca.

Se julga mais esperta que eu.

Eu gostaria de ser um peixe no verão, numa água fresca como essa.

É?

Eu também não morderia a sua isca.

Ora.

Você também tem senso de humor.

Sabe, eu nunca gostei de crianças.

A maioria eram uns monstrinhos.

São os adultos que fazem elas assim.

Tá legal, não gosto muito de você também.

Mas é o jovem mais estranho que conheci.

Sim, senhor. Mas você não é um cavalheiro muito estranho?

Isso é típico.

Onde estão seus pais?

Dan disse que estavam mortos.

E seus outros parentes?

Acho que nunca tive algum.

Deus abençoe minha alma.

Está por conta própria agora.

Parceiro, pegue toda a fruta que quiser.

Não vá embora. Eu já volto.

Teve alguma sorte?

Sim, sim. Peguei um.

-Um grande? -Não, um pequeno.

Em cima da minha árvore de maçã.

-Um peixe?! -Não, um garoto.

Eu o repreendi, severamente, bem severamente.

Cuidado para não queimar os dedos.

Uma coisa afortunada, muito afortunada.

O que é essa coisa afortunada, meu querido?

De não termos filhos.

Eu penso cada vez mais com o passar dos anos.

E com mais gratidão ao Nosso Senhor Todo Poderoso

de nos dispensar de tal afeição.

Eu sou grata também.

Sim, criança é a última palavra em imperfeição humana.

Elas choram, exigem ser alimentadas

dar banho, limpar o nariz.

Você está bem certo. Temos muita sorte.

Exatamente.

Um casal como nós, deve evitar crianças como se fossem um germe.

É, certamente uma pessoa esperta como eu nunca se tornará um pai.

Sim, querido.

Claro, eu suponho que podemos adotar um.

Adotar?!

Minha nossa!

Quem foi que sempre disse

que nunca seria responsável por outra pessoa

ou indiscrições sobre os meus ombros?

Quem foi?

Eu sei, eu sei... mas...

uma pessoa pode mudar de ideia, não é?

As mulheres fazem o tempo todo.

Eu acho que...

Quer saber?

O fato é que encontrei um garoto incrível,

e decidi me tornar um pai.

É bom arrumar mais um lugar.

Garoto?

-Garoto, onde está você? -Aqui!

Nunca fica no mesmo lugar?

-Tenho uma surpresa para você. -É? O que é?

Deus seja louvado.

O que acha disso?

É uma beleza.

Por que acha que não queria morder a minha isca?

Estava pescando no lugar errado.

Sabe, você não é só um filósofo, mas também um mágico.

Vou colocá-lo na água, para mantê-lo fresco.

Sim, está bem, tudo bem.

Meu jovem, temos que conversar algumas coisas.

O que é, senhor?

Bem, este mundo em que vivemos é grande.

Califórnia é só uma pequena parte.

-Eu sei. -Mas, é cheia de pessoas.

Tentando encontrar o seu caminho.

E o problema é...

não há muita panificadora para todos se alimentarem.

-Está me entendendo? -Sim, senhor.

Bem, o que acha de vir morar aqui com a gente?

Darei roupas e comida.

E coisas para estudar.

E em troca eu gostaria mantivesse o meu cavalo e charrete limpos.

Não haverá salário, mas se quiser partir...

a porta estará aberta e...

lhe darei um pouco de dinheiro para começar a vida.

O que acha?

Acho que gostaria muito disso.

Ah, bom, bom.

Então está resolvido. Tudo bem.

Entre na casa e tome um belo café da manhã.

-Café da manhã? -Isso mesmo.

Bem, senhor. Eu me esqueci de uma coisa.

Do quê?

Não tem só eu.

Tem o Tobby também.

Quem é?

Bem, também nunca gostei muito de cães, mas me acompanhe.

Você também, Tobby.

A propósito, qual é o seu nome?

-David. -David, né?

Aqui está ele, minha querida.

Este é David, e David esta é minha esposa, Samuella.

Oh, não é bonito? Olhos tão lindos.

-Ah, não, não, não. -O que foi que eu fiz?

Não deve paparicá-lo como um bebê.

Deve tratar esse jovem filósofo com mais respeito.

-Como vai, meu jovem? -Isso, assim é melhor.

-Bem, agora... -Sim, querido,

suponho que queira ir terminar o seu café da manhã

-enquanto converso com ele. -Sim, mas...

Por favor, vá em frente.

Bem, tudo bem, mas nada de sentimentalismo, e sem beijo.

Ah, não.

Você não tem medo de mim, não é David?

-Não. -Isso é bom.

Não fique surpreso com as maneiras do meu marido,

porque ele é o homem mais gentil do mundo.

Ele é tão inteligente que às vezes fica difícil de entendê-lo.

Sim, senhora.

Crescendo você vai se acostumando, e então vai amá-lo,

porque ninguém pode evitar isso.

Quanto a mim, eu tento fazê-lo feliz

não irei atormentá-lo,

tenho certeza que poderemos ser bons amigos.

Não sou muito inteligente, mas...

tenho bons instintos.

Levantem-se todos!

A corte está em sessão. Sentem-se.

-Ah, bom dia, Homer. -Bom dia, Jackson.

O outorgante está aqui e a criança aparenta estar.

-Meritíssimo? -Sim.

Este é o meu primo, Lucius, de Sacramento.

-Feliz em saber. -Ele é advogado lá.

-Ele cuida de todos os meus casos. -Sim, sim, está bom.

-Ele... -Sente-se.

Sim, sim.

O que a fez se atrasar, senhora?

-Desculpe o atraso. -Agora está aqui, sente-se.

-Bom dia. Bom dia, juiz. -Bom dia, sente-se.

Agora é com você, Homer Brown, conhecido como Doc, e

Samuella Spouse Sain, residentes de Mountain Medal

fizeram um pedido a esta corte.

Fazendo um pedido formal de adoção a esta criança

conhecido apenas como David. É isso?

Sim, meritíssimo.

Tanto quanto este garoto, com todas as intenções e propósitos

foi abandonado sem tutor ou tutora,

e já que a testemunha aqui presente

vota pelo bom caráter dos pais adotivos.

Você vota a favor, não é, Myra?

Certamente que sim.

E quero dizer que nenhum garoto terá uma melhor cozinheira.

Você, Jim.

Sim, juiz, eu defendo a proposta.

Bem, garoto.

Para quem possa interessar, você está adotado.

-Meritíssimo! -O que foi?

Antes de finalizar os procedimentos dessa adoção,

poderia ter uma palavra com o meu primo?

Obrigado.

Homer, você me telegrafou no meio da semana

pra vir aqui em Sacramento,

deixar os meus negócios para atender os seus,

então eu presumo que queira o meu conselho.

Sim, sim.

Obrigo, Homer,

estou abismado por saber que pretende adotar uma criança.

Mas você sempre cometeu atos precipitados e tolos.

Mas você, Samuella, você!

Eu com certeza esperava que você tivesse melhor senso.

Bem, obrigada, primo Lucius.

Toda a ideia é um absurdo.

Contudo você é eloquente...

graças a minha administração.

E praticamente já se decidiu com esse procedimento insano?

Bem, nós estamos decididos.

Bem, então não farei mais objeções.

Mas primeiro tenho algumas perguntas para fazer ao garoto.

-Quantos anos você tem? -11, eu acho.

Você acha?

Essa é uma resposta brilhante. Você não sabe?

Não, senhor. Não sei. Ele nunca me disse.

Ele? Quem nunca lhe disse?

Baltimore Dan.

-Quem você disse? -Baltimore Dan.

Veja, Lucius.

A existência desse garoto é uma coisa incrível.

Crescendo no meio de ladrões e trapaceiros.

E passou forte pela sociedade e... amizade de filósofos.

Ladrões?

Sim, ladrões.

E eu suponho que você nunca tenha roubado nada?

Sim, senhor, eu roubei.

David é um contador de verdades.

E está me dizendo que pretende trazer para o seu lar

um garoto que foi cúmplice de criminosos...

E um bêbado arruaceiro.

Perdoe-me. Só um minuto.

Isso é mais motivo para lhe dar um bom lar, não acha?

Quem é você, senhor?

Jim é um vizinho nosso.

Por que você mencionou bêbado arruaceiro?

Eu falei?

O fato é que Dan bebia muito, ele morreu disso, para ser exato.

Mas não me lembro de ninguém ter comentado isso com você.

Eu estou sendo julgado aqui?

Não, Jim.

Não implique com o Lucius.

Jim não está insinuando nada.

Ele está estudando para ser advogado

e tem um pensamento legal.

Meritíssimo, eu peço para adiar a decisão neste caso...

até investigar mais sobre a morte do pai dele.

Tenho certeza que não encontrará nada nisso.

Isso será descoberto.

Não ficará para comer? Farei carne de porco.

Não tenho tempo. Negócios primeiro, eu odeio carne de porco.

Trarei um relatório sobre o garoto o mais rápido possível.

-Pra mim, serve. -Pra mim também.

A corte está suspensa.

Já estava na hora de ir tomar um ar fresco.

O que você está fazendo?

Agora, minha querida. Isso é uma nova experiência.

Muito importante.

Eu tenho pólvora misturada aqui,

preciso para suplantar o masterplaster.

Tenha cuidado.

Nossa! Certamente está brilhando.

Nunca consegui fazer o Homer cumprir com o dever

de manter o cavalo e a charrete limpos.

Quando ele terminará de escrever o livro?

Você será velho até que esse dia chegue.

Que tipo de livro é?

Só Deus sabe.

Um tipo de enciclopédia médica.

Ele chama de Farmercopédia.

Ele vem trabalhando há sete anos e só acaba de chegar ao oitavo.

Mesmo assim o mantém fora das expedições.

Expedições, ele?

Oh, você nunca adivinharia agora, mas era alegre e cheio de energia.

O Doc era?

Isso foi em 1949.

Tínhamos muito dinheiro naquela época.

Ele encontrou uma mina de ouro no rio Curve durante a corrida pelo ouro.

Falando de extravagâncias, eu também era.

Nossa, as coisas bonitas que tive.

E perdeu tudo?

A maioria perdeu no jogo.

Ele era um leão feroz quando continuava.

Eu pensei que não podia suportar o interior, sabe?

Agora, não teria vontade se ele quisesse voltar para São Francisco.

Você me prometeu.

Algum dia vai explodir tudo.

Muita pólvora.

Opa, opa! Não quero que toque em nada.

Não houve danos. Quero privacidade.

Bem, está na minha hora da caminhada

com David, de qualquer forma.

Bem, belo trabalho você fez na charrete.

Você deve usar meus métodos.

Venha, David.

Vou conduzi-lo aos pastos verdes.

Venha, Tobby.

Aqui, Tobby.

David, sente-se um pouco aqui, eu...

acho que você precisa de descanso.

O melhor da Califórnia.

Não é raro, mas muito bonito.

O que é aquela montanha grande?

Aquela é a minha franquia.

Às vezes quando quero encontrar algo bem raro

eu vou até lá e exploro.

Talvez até encontre um tesouro.

Tesouro?!

Isso te interassa, não é?

-É um tesouro enterrado? -É o que dizem.

Eu gostaria de encontrar um tesouro. Seríamos ricos, não é?

Meu garoto, acho que mal começou a sua educação.

Nos velhos tempos um homem podia pegar um barril

e reunir uma fortuna antes do almoço.

Mas a procura que é o melhor, e não o achar.

Eu encontrei ouro, meu irmão Bem morreu.

E não posso pensar no dia mais azarado da minha vida.

Por quê?

Porque o dinheiro é uma coisa suja. Eu desprezo.

Ele corrompe, come o coração.

Separa um irmão do outro.

Quer dizer que prefere ser pobre?

Bem, digamos que eu aprecio da minha situação financeira modesta.

Estou livre de todas as preocupações que o dinheiro traz.

Eu tenho boa comida, bom ar, meios de me conduzir.

-Posso querer mais? -Não, senhor.

Se eu fosse rico, ainda estaria em São Francisco,

em vez de uma boa comida caseira, bebendo champanhe,

não se apegando a algumas coisas.

-Não voltará nunca mais? -Nunca.

A cidade é um lugar perverso.

Posso ter febre pelo jogo de novo.

20 mil numa virada de carta.

Sam já me contou que você era um viciado em jogos.

Ela fez isso, não é?

Bem, se eu for, darei adeus a milhões.

Não serei eu mesmo.

E David...

se você me ver comprando uma passagem para São Francisco

não hesite, queime a diligência, destrua o trem...

qualquer coisa que permita eu alcançar a cidade vivo.

-Vai se lembrar disso? -Sim, senhor, vou me lembrar.

Bom.

Ei! É melhor voltarmos para casa.

Teremos torta de mirtilo no jantar.

Falta muito para chegar?

Alcançamos a floresta, só falta alguns minutos agora.

Toda essa floresta faz parte da franquia.

Sabe, em um ou dois meses isso vai virar fumaça.

Sinta o cheiro da montanha.

Vil como o café matinal.

Você nunca ri de nenhuma de minhas piadas. Não gosta?

Sim, senhor. Eu gosto de piadas.

Está vendo, David. Cachoeira da franquia.

-Não é magnífica? -Sim, senhor.

E ali em baixo onde cai a água...

é chamado de Devil Colbourn.

Aquilo é o fundo do poço.

Quem cair ali se perderá para sempre.

E aquela rampa é para pular do topo...

aquilo é cara os índios fazerem suas execuções.

Eles jogam as vítimas da ponta.

E se um curandeiro perder três paciente seguidos

morte segura.

É um negócio arriscado ser um doutor nesses dias.

Isso é uma piada também, David.

A missão é por aqui.

Eu pensei que tivesse dito que isso era uma missão.

Bem, isso é o que sobrou.

Mas não era exatamente uma missão.

Era mais como uma fraternidade.

Nos velhos tempos dos espanhóis

os padres caminhavam por essas regiões

devotando suas vida a Deus.

ajudando cada um como é suposto.

Um dia durante a revolta dos índios

todo esse lugar foi destruído,

e então foi descoberto que eles não eram padres,

mas ladrões fingindo ser padres.

Eles roubavam os ranchos por toda a parte costeira,

-e escondiam os roubos aqui. -Havia um verdadeiro tesouro?

Eu acho que era um monte de besteira para os românticos,

eu não acreditei.

Vamos ficar aqui perto da quedas.

Sabe, vi coisas típicas da flora e fauna, talvez encontramos algo.

-Olhe, Doc? -O quê?

Têm umas flores ali. O que é?

Daqui pare serem lírios.

Deus me abençoe, garoto, são lírios.

É muito raro?

Bem, poderia dizer que sim.

Posso pegar para você, se quiser.

Não, é muito perigoso. Você pode escorregar.

Ei! É bom você comer mais.

Ei, Doc! Doc!

Doc! Doc!

Doc, ajude-me!

David!

-David, onde está você? -Eu estou bem, Doc.

Então volte para cá.

Doc, tem algo estranho aqui, como um túnel ou uma caverna.

Uma caverna? Bem, é melhor eu descer aí.

Melhor não, Doc. Colocará em risco a sua vida.

Não, sem chance.

Peguei as flores para você.

Ah, sim. Bom trabalho David.

Receio que não seja aconselhável, mas...

este buraco não estava aqui antes.

A sujeira desceu e descobriu.

É realmente uma caverna mesmo.

Deus me abençoe. Esqueletos.

Devem ter ficado presos aqui.

Foi um massacre, provavelmente.

Olhe, tem uma caixa.

Mas é um baú.

Um baú, e está trancado, mas

consegui abrir.

É um tesouro.

Você está certo, David. Você está certo.

Olhe, ouro...

jóias, diamantes.

Moedas.

Moedas de ouro. Moedas espanholas.

Nisso tem mais ouro.

Bagas.

Muitas e muitas.

David.

-Sabe o que é isso? -É um prato.

Besteira.

Isso é uma cocheira.

É. Isso.

Suponho que me diria que isso é um castiçal.

-O que é? -O nosso futuro.

Isso é São Francisco.

Isso significa que é rico de novo.

Sim!

Rico.

Muito rico.

É isso.

Agora se lembre.

Se encontrarmos alguém, nem um pio.

O que é? Não é seu?

É meu, até agora não era de ninguém.

Vamos, vamos. Entre.

Não temos que desamarrar o cavalo?

O quê? Sim, sim. Depressa.

Tenho que ir a cidade para enviar um telegrama para o Lucius.

-Ele sabe como se livrar disso. -Seu primo, Lucius?

Isso mesmo. Vamos lá, anda Romeu.

Bem...

Eu quero fazer umas compras.

-Está bem, o que quer? -Vejamos...

-Aquela seda azul. -Está bem.

Quantos metros?

O rolo inteiro.

E...

Pegue isso, David. Coloque aí dentro pra mim.

Comprei uns presentes para a Samuella.

Leve a charrete e me encontre do outro lado da rua e...

silêncio.

Até mais, rapazes. Vou para casa para o jantar.

Ora, ora, ora... voltando aos velhos tempos.

Lamento fazê-lo esperar.

Aqui estamos.

Ei, está tudo bem com o tesouro?

-Sim, senhor. -Alguém fez perguntas?

-Não, senhor. -Bom.

Vamos indo!

Você não vai ficar com o tesouro, não é, Doc?

Certamente ficarei.

Mas o dinheiro é o mal. Você mesmo falou.

Bem, não importa o que falei.

Não fique jogando minhas palavras de volta para mim como um pirata.

Mas você disse que não queria ser rico.

Bem, essa não é a questão agora.

Vai voltar para São Francisco?

Bem, com certeza voltarei.

A estrada está aberta...

veio o sucesso moderno e remodelado.

Aposto que a Samuella não permitirá.

A palavra pra você é fidelidade.

Ouviu? Ouviu isso?

Fidelidade, fidelidade... dade... dade.

Já estava na hora.

Ei, os heróis retornam.

Leve os presentes.

Pegue isso, David. Pode ir. Nenhuma palavra sobre o tesouro.

Você saíram há muito tempo, onde andaram?

-O que é tudo isso? -Samuella...

Doc falou que vai voltar para São Francisco.

-Você... -Você vai com ele?

Claro que não. O que aconteceu aqui?

Ela me ama e ele a ama.

Bem, olhe quem está aqui?

Posso perguntar onde esteve todo esse tempo?

O que são todas essas coisas?

Eu jogo, agora na cidade

David, o que ele fez?

Onde passaram o tempo?

Eu tenho dinheiro agora Eu tenho dinheiro agora

O quê? O que é isso?

O quê?

Estou com a garota perfeita, ela é elegante e agora está comigo

Por favor, queira me dizer o que está havendo?

Nós vamos para São Francisco mais ricos do que nunca

Adeus humilde casa.

Adeus a nossa existência no interior.

Homer, isso é bobagem.

Querida, você usará diamantes tão grandes quanto ovos.

Fique bem aí. Agora.

Abracadabra.

De quem é isso?

Este minha querida, é o tesouro da Franquia.

Oh, Homer.

Aqui está. Tão seguro quanto em qualquer outro lugar.

Teremos que garantir que esteja trancado.

E amanhã o primo virá, e o levará para a cidade.

Talvez todos nós iremos até Sacramento.

Acho que o Romeu não se importará de ficar na rua por uma noite.

Arranjarei uma bela manta nova.

É, não precisaremos mais dele.

Tudo bem, David.

De volta a champanhe.

Agora, pelos bons e velhos tempos.

Eu me lembro dos momentos de alegria que costumávamos ter.

Só espera até chegarmos a São Francisco.

Você terá as roupas mais elegantes da cidade.

E eu jogarei um jogo de alto risco que eles nunca esquecerão.

Temos dinheiro para queimar!

O que há com David?

-Ora, ora... -Não ficou um pouco mais esperto?

O que aconteceu, está quieto?

-Vamos cantar para animá-lo. -Eu não conseguiria.

Sim, claro que você consegue. Venha. Venha, David!

Traga a champanhe.

-O que vamos cantar para ele? -Vejamos...

Minhas cordas vocais estão enferrujadas.

Você nunca contou ao David a história da sua vida passada.

Esqueci de lhe dizer, eu costumava atuar no palco.

Com certeza.

Tinha um pôster na casa de espetáculo.

-Lá estava eu. -Lembra dessa?

-Não, canalhas. -São uns salafrários.

Devem ter carregado num saco.

Deve ter no mínimo uns quatro deles.

Quatro?

Se pelo menos tivesse chovido ontem à noite.

Por quê?

Haveria lama, pegadas.

Não tinha ideia que você era tão bom detetive.

Se me perguntasse, esse trabalho foi feito por especialistas.

Como pode dizer isso?

Só uma gangue de criminosos especialistas

poderia ter levado sem deixar rastros.

Eu vou precisar estudar isso.

Com um processo de raciocínio eu serei capaz

de chegar a uma solução exata.

Enquanto faz isso vou tentar arrumar a casa.

David.

Você está parecendo calmo nessa manhã, depois de uma coisa dessa.

Nem se desesperou.

Essa é a primeira marca de um filósofo.

Homer, temos companhia.

O quê?

Ah, ora, Lucius. Aqui está você de novo.

Samuella me disse que poderia ter economizado minha viagem até aqui.

É, minha fortuna foi feita e desfeita da noite pro dia.

Sua fortuna?

Como sabe o valor daquele lixo que encontrou?

Bem, eu conheço ouro e pedras preciosas, eu vi.

É mesmo? Diga-me...

Quem estava na casa ontem à noite?

Samuella, eu e o David.

Ah, o garoto? Venha aqui um pouco.

Suponho que saiba onde foi colocado o tesouro.

Ele estava junto quando foi guardado.

É mesmo?

Como costumava ser um ladrão, não é?

Como saberemos se não continua sendo um ladrão?

Não, Lucius.

Sabemos que ele saber abrir uma porta trancada.

-Não é, garoto? -Sim, senhor.

Então foi você quem roubou o tesouro, não foi?

-Vamos lá, seria bom admitir. -Pare, Lucius!

Olhe para mim, olhe nos meus olhos.

Você roubou aquele tesouro, não foi?

Sim! Eu fiz.

-Você devia se envergonhar. -Me envergonhar?

Você me disse que foi roubado. Eu encontrei o ladrão para você

e agora me diz que tenho que me sentir envergonhado.

Deve ter alguma explicação.

Ele não faria isso sem uma razão.

Está me dizendo que vai perdoar aquele ladrãozinho?

Por que você fez, David?

Você disse que o dinheiro era o mal, não traria felicidade.

E me disse para não deixá-lo voltar para São Francisco.

Isso mesmo, eu fiz isso.

Mas sabe, David, os adultos não falam a sério tudo o que dizem.

Há circunstâncias em todos os casos.

Só me diga o que fez com ele.

Não vai adiantar. Você não conseguirá ele de volta. Jamais.

Mas é claro que conseguiremos.

Você me mostre onde colocou. Conseguiremos de volta.

Bem, é aqui que você jogou. Esse é o fim do tesouro.

Sim, o que você quer?

-Onde está o garoto? -Qual garoto?

David, viemos levá-lo de volta.

-De volta para onde? -Ao show medicinal?

Bem, ele não está aqui e além disso você não o levará a parte alguma.

Eu não teria muita certeza sobre isso.

Homer!

Eles são do show medicinal, eles querem levar o David.

Não farão isso.

Qual o sentido disso?

Adotamos esse garoto legalmente.

Este é o lar dele, não podem levá-lo daqui.

Podemos e o garoto virá com a gente.

Espere um pouco!

Você se envolverá num grande problema.

-O garoto virá com a gente. -Doc, ajude!

Deixe-o em paz!

Pare com isso, está me ouvindo?

-Está bem, você! -Homer, faça algo!

Pare, está me ouvindo? Colocarei a polícia em cima de você!

Oh, espere, Homer...

Ajude-me!

Pare aí! Pare!

Pare aí!

Para onde estão o levando?

Vou até a cidade chamar o xerife.

Homer, olhe, é o Jim!

Jim, Jim!

Os dois rapazes do circo, sabe? O cara do show medicinal.

Eles acabaram de pegar o David e foram para a colina.

-Vá pegá-los, tá? -Vou tentar, Doc.

Desça daí, David.

Vamos para a cidade, rapazes, tem um lugar na prisão pra vocês.

Bem, rapazes. Vocês ficaram presos por dez dias,

espero que tenha servido de lição.

Teriam ficado muito mais tempo se o Doc tivesse prestado queixa.

Bem, acho que me sinto mais seguro com eles fora da cidade.

Eu acho que está cometendo um erro, Doc.

Acho que temos que interrogá-los.

Bem, que seja rápido.

Bem, você não quer prestar queixa, não podemos segurá-los.

Não quero perder muito tempo,

quero voltar antes que comece a chuva.

Que chuva? Não há uma nuvem no céu.

Mas haverá. Meu barômetro está dizendo.

-Boa tarde, senhores. -Tchau, Doc.

-Podemos ir agora? -Acho que sim.

Se fosse da minha maneira, vocês ficariam presos.

Só um minuto. Não os deixe ir, juiz,

tem algo estranho acontecendo aqui. Me dá um minuto com eles?

-Eu não sei, Jim. -Soltem-nos!

Você não tem o direito de nos manter aqui.

Não! Desafiando a minha autoridade, né?

Prenda-os de novo, xerife.

-Viu o que você fez? -Cale-se.

Eu não sei o que você tem em mente, Jim, mas...

-eu lhe darei até sexta feira. -Isso é tempo o suficiente.

David, você não está brincando com pólvora, não é?

Não, senhora. O Doc me disse que sou um cientista nato.

Só estou destilando água.

Não sei por que fazer isso, tem água boa na torneira.

Veja só isso.

Me deu um grande susto. O que fez com aqueles homens?

Soltamos.

Acho que não deveria.

Não minha querida, não há nada com que se preocupar.

Não voltaremos a vê-los.

Olá, jovem cientista.

Está ouvindo?

É, eu certamente fiz um bom trabalho com isso.

Montei sozinho, estava em pedacinhos.

É, realmente vai chover.

É melhor que não chova, você ainda não consertou o buraco na telhado.

Quase arruinou o piano da última vez, lembra-se?

É, mas David e eu podemos cuidar disso em dois minutos.

Eu ia fazer com o David de qualquer forma, há bastante tempo.

Vamos David, temos que nos apressar.

David!

David!

-Onde está você, Doc? -Estou aqui.

Me dê uma mão, me ajude.

Samuella!

-Sami... -O que foi?

É melhor ficar aqui enquanto o David sobe.

Você passa as telhas para o David e ele passa pra mim, tá?

Tudo bem.

Obrigado.

Essa tem um buraco, não serve.

Estou sentindo que algo está queimando.

Tem algo no forno?

Meu pão, mas acabei de colocá-lo.

Não me parece cheiro de pão.

Talvez a casa esteja em chamas.

O que vamos fazer?

-O que vamos fazer? -Vamos ver, fiquem calmos.

Como vamos parar?

-Doc, a Farmercopédia. -Deixa pra lá.

Vá buscar os bombeiros!

Homer, aqui.

Homer.

Homer!

Não, não é hora pra isso, fique nervosa,

apenas mantenha a calma.

É melhor irmos para fora.

Pegue os baldes, vamos rápido para lá!

Não se preocupe, Doc.

Vamos lá, rapazes!

Como começou, Doc?

Combustão espontânea, provavelmente.

Nunca ouvi falar disso.

Bem, poderia ter entrado para a história

como o autor celebrado o criador da Farmercopédia.

Mas agora tudo virou cinzas.

Não pode reescrevê-lo, Doc?

Acho que posso.

Nossa querida casinha.

Meu pobre garoto, o único lar que teve.

Não, Sami, deixa disso.

Nós...

Aqui, olhe o que salvei para você.

Precisávamos de um novo lar,

só resgatarei alguns títulos e nós reconstruiremos.

Não sei como pode ficar tão animado.

Enquanto isso ficaremos com a Sra. Crabtree.

Diga a ela que estamos aqui, para preparar um quarto para nós.

Vamos, David. Vamos tirar o resto das coisas daqui e entrar.

-Doc? -Sim.

O que o senhor disse sobre combustão espontânea.

-Bem, não foi isso. -Não.

Foi eu. Eu deixei a lamparina acesa.

Eu sinto muito, Doc.

Está tudo bem, David. Tudo bem.

Eu não quero mais ouvir sobre isso.

Sabe, um sábio uma vez disse:

"Nada tem valor até que seja testado pelo fogo."

E tivemos um dos bons.

Agora, tudo o que temos que fazer

é mandar um telegrama para o primo Lucius

e teremos uma casa nova rapidinho.

Olhe isso. Eu sabia.

-Homer! -Entre, Lucius.

Eu recebi o seu telegrama.

E trazer dinheiro para a casa nova.

Isso mesmo. E aqui está a planta.

Eu mesmo fiz.

Eu sempre tive vontade de ser arquiteto.

Não haverá uma casa nova.

Esse é o meu novo laboratório.

-Longe da casa, todo de tijolo. -Ouviu o que eu disse?

Sim, você disse que não haverá...

Como assim?

Eu disse para não comprar aqueles títulos.

Você escolheu ignorar o meu conselho.

Muito bem, a bolsa de valores caiu, não valem nada.

Você não tem um níquel no seu nome.

Como pode acontecer?

Em Wall Street tudo pode acontecer, Homer.

E normalmente acontece. Como sempre te falei.

Olá, Lucius. Você sabe que a nossa casa foi destruída.

Bem, eu... Eu tenho que te dinheiro.

Você vai nos emprestar para construir a casa, não?

Lamento, Homer, eu simplesmente não tenho.

-Homer, o que aconteceu? -Eu digo.

Está sem dinheiro, agora tem que trabalhar.

Posso até te arranjar um emprego num banco em Sacramento.

Talvez cuidando do dinheiro dos outros

aprenda a cuidar do seu próprio.

Qual é o problema, Doc?

Oh, saia daqui, garoto, saia.

Homer, você não deve fazer isso.

Você não entende, estamos sem dinheiro, falidos.

Sinto muito, Doc.

Pode lamentar mesmo.

Ele está aborrecido, não sabe o que diz.

-Escute, não é culpa do David. -Ele botou fogo na casa.

E o tesouro? É uma coisa que poderia nos salvar.

Homer Brown, escute-me.

Tenho vergonha de você, sentado aí sentindo pena de si mesmo.

Pare com isso de uma vez, me ouviu?

Onde está a sua filosofia?

Devia tomar cuidado com a forma de falar na frente do David.

Você sabe como ele é sensível.

Apenas pense, querido. Você já fez duas fortunas,

não há razão para que não possa fazer outra.

Você está certa, minha querida. Você está perfeitamente certa.

Eu ainda tenho minha sabedoria e boa saúde.

E eu tenho você, minha querida, e eu tenho o David.

As coisas poderiam ser bem piores.

Piores? Elas podem ser bem melhores.

Este é o início de um novo ciclo.

Como o Phoenix que se ergueu das cinzas

e espalhou suas esplendidas asas de novo.

Você imitando um grande pássaro.

Eu vou gostar da nova oportunidade.

Eu vou dizer ao Lucius que aceito o emprego.

-Lucius! -Sim, Homer.

Bem... o que estamos esperando?

Não tenho nada para empacotar.

Só tenho que parar no estábulo para pegar a minha charrete

e podemos chegar a Sacramento até antes do anoitecer.

-Já que o diz, Homer. -Onde está o David?

Acho que vi ele subindo as escadas.

David?

Mas, fugir dessa forma.

Não é do feitio do David, fazer tal coisa.

Mas, Homer. Você queria que o garoto fosse embora.

Ele não falou sério e você sabe disso.

Claro. Onde ele estaria?

Assim que ele souber que não tem um centavo ele fugirá.

-Não acredito nisso. -Não?

Você é o homem mais otimista de toda a criação.

Talvez seja...

mas não sairei dessa cadeira até que o David volte.

Não? Então tenha uma boa e longa espera.

Homer, eu fiz uma proposta, pelo que me diz respeito,

você pode aceitá-la ou negá-la, lavo as minhas mãos.

Eu não vou esperar mais. Você pode ficar aqui se quiser.

Bom dia, senhoras.

Vamos!

Olá, Jim. Você não viu o David pelo caminho, não é?

-Não, não vi. -Por que toda a agitação?

Nunca vi você com tanta pressa.

Eu estive em Sacramento fazendo uma longa investigação.

Onde está o seu primo Lucius, é ele quem estou procurando?

-Acabou de sair daqui. -Ele está voltando para Sacramento.

Agora, por que Jim está procurando o primo Lucius?

Espere aí, Sr. Brindoff.

O que você quer?

Quero que volte a cidade comigo,

há umas perguntas que queremos fazer.

Eu não vou voltar a cidade e não vou responder nenhuma pergunta.

Vamos, garoto. Afaste-se desse cavalo!

Farei prendê-lo. É isso que tenho em mente.

Vamos!

Eu andei investigando isso:

Este homem vem vem sistematicamente

mexendo nos títulos de seu irmão há anos,

e se eu fosse você, perguntaria sobre os seus títulos também.

Mentiras, mentiras e nada além de mentiras.

Bem, eu não sei sobre isso.

Eu trouxe esses registros, Doc.

Você pode dar uma olhada.

Nunca achei que um ser humano pudesse ser capaz de tal traição.

Sinto muito, Homer. Eu estava desesperado.

O suficiente para abalar a fundação da minha filosofia.

Eu o compensarei, prometo.

Seus títulos, os seus títulos eu os devolverei, ainda são bons.

Mentiu sobre aqueles também?

Bem, isso não importa agora.

Mas o que não entendo é...

por que tenta destruir o meu garoto?

O que você tem contra o David?

Não tenho nada!

Nunca ouvi do garoto até ter chegado a você.

Eu dei uma paradinha na cadeia antes de vir aqui.

Xerife!

É este homem?

-É ele, isso mesmo. -É ele!

Não queria mos fazer nenhum mal. Não sabíamos de quem era o garoto.

-Ele nos mandou ir atrás dele... -Cale-se, seu tolo!

Obrigado, xerife. Isso é tudo.

Oh, Doc.

Isso significa algo para você?

Sim, isso é meu. Onde você o encontrou?

Com o Paddy na cadeia.

Ele disse que tirou do David quando ele era um bebê.

Esta é a outra metade da moeda do seu irmão.

Mas se foi tirada do David quando era bebê...

David...

Do nosso próprio sangue. Meu irmão Sam.

David!

David!

David.

David, meu garoto.

-David. -O quê?

Você está bem?

Eu trouxe o tesouro de volta para você.

David, meu garoto, você não deveria.

Você disse que o queria de volta,

para comprar todas as coisas que queria.

Você não vai voltar para São Francisco?

Não, David. Sabe o que vou fazer com o tesouro?

Eu vou devolvê-lo ao ao governo.

Você tem a ver com isso.

Além disso eu tenho algo muito melhor que isso.

O quê?

Está vendo estas duas metades da moeda?

Você acreditaria que elas valem mais do que um baú cheio de ouro?

-Eu não entendo isso. -Não.

Eu vou explicar para você.

É uma história bem longa.

Olhe, era uma vez... dois irmãos...

Tradução: virtualnet

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.