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Sabe o que eu odeio

mais do que qualquer coisa no mundo?

Pessoas que não dão descarga.

Vou perguntar pela última vez.

Cadê o dinheiro?

Eu disse: "Cadê o dinheiro?"

CAPÍTULO 1 GANCHO

BANCO UNICORN

FELIZ ANIVERSÁRIO, NOSSO CLIENTE VALIOSO.

MENU - CONTATOS

CONTATOS - FAVORITOS - JUBRIL

O número que você ligou está fora de serviço.

Verifique o número novamente.

O número que você ligou está fora de serviço.

Verifique o número novamente.

Esta é a história de como morri no meu aniversário.

DILEMA DO ANDREW

Você já recebeu notícias que mudaram tudo,

afetaram suas esperanças e sonhos

e o transformaram em quem nunca pensou que seria?

Se eu não ganhar dez milhões em três dias,

vou morrer.

Dá pra acreditar?

Jubril!

Shade!

Jubril!

Jubril!

Liguei para você o dia todo. Por que não atendeu?

Lamento não ter atendido. Eles a levaram.

Levaram quem?

A Shade.

Eles levaram a Shade?

-Quando? -Ela saiu ontem e nunca mais voltou.

Liguei pro telefone dela, e a ligação não completa.

Isto estava debaixo da porta esta manhã. Leia.

Andrew.

-Bom dia, senhor. -O que faz aqui?

Liguei para Jubril a manhã toda, e ele não atendeu,

daí vim pra cá e soube que a Shade foi sequestrada.

Sim, uma coisa terrível, né?

Esses sequestradores têm que ser detidos. Isso é terrível. Né?

Não se preocupe. Vamos dar o nosso melhor.

O partido todo vai apoiá-lo.

Vou fazer umas ligações. Que bom que está aqui!

Apoie-o. Fique com ele, por favor.

Força, Jubril.

Cara,

por que não avisamos à polícia?

Polícia? Você não leu o bilhete?

"Se chamar a polícia, terá que se preparar para um enterro."

Sinto muito, irmão. O que vamos fazer agora?

Posso faltar o trabalho hoje

para que pelo menos possamos sair para procurá-la ou tentar…

Não precisa se preocupar.

Pode ir trabalhar.

Não se meta em encrenca. Eu mesmo faço isso.

Sequestraram sua esposa e ainda está falando de trabalho?

Que trabalho idiota!

Dá pra ver o número dele.

Vamos chamar a polícia para rastreá-lo. Todos grampeiam ligação hoje em dia.

Você não entende…

Tenho seis seguranças nesta casa.

E colocaram isto debaixo da porta do meu quarto.

Vi de manhã e liguei pra todos.

Ninguém soube responder.

É impossível.

-Havia seis seguranças aqui? -Sim.

Foi isso. Com certeza estão envolvidos. Devem estar mancomunados.

-Por isso despediu todos? -Sim. Agora, não confio em ninguém.

Todos querem meu dinheiro.

Todos ao meu redor querem meu dinheiro.

-Sabe que pode confiar em mim, né? -É claro.

Se não podemos chamar a polícia, o que faremos?

Espere…

E seus amigos políticos?

Não posso pedir ajuda a nenhum deles.

Acho que estão por trás do sequestro.

Não entendo. Você é uma boa pessoa. Por que feri-lo?

Dinheiro.

Quem quer dinheiro fará qualquer coisa por ele.

Talvez por isso continuemos sendo pessoas boas.

Sim.

Bem…

Eu sempre lhe disse para me procurar em caso de problema,

que o ajudaria.

Sabe que somos como irmãos. Né?

Jubril… Sinto muito, cara.

Já disse pra não ficar assim,

especialmente quando não fez nada de errado.

E hoje é seu aniversário.

-Não me esqueci disso. -Não me lembre, por favor.

Jubril… Poxa, cara…

É seu presente de aniversário. Feliz aniversário, irmão.

Obrigado, cara.

Eu agradeço muito.

-Tudo bem. -O que você me deu?

É surpresa.

Obrigado, mas o que faremos?

Esse fardo é meu.

Os telefones estão aqui.

Eu esperava a ligação, porque não disseram quando vão me ligar,

e pra qual das minhas linhas vão ligar,

então tive que trazer todas as linhas que tenho.

Baba…

Vamos resgatá-la.

Vamos resgatá-la.

Quatro ladrões armados foram capturados no banco da União em Ojuelegba.

Todos os três seguranças foram mortos…

Soji, você ouviu isso?

O que, velho?

Disseram que ladrões armados mataram três pessoas no banco ontem.

Por isso nosso país está arruinado.

O que está rolando?

É a primeira vez que matam alguém? Por que me atrapalha?

Tenho certeza de que os seguranças do banco

não foram bem treinados.

Se eu estivesse lá, teria lutado bem.

Pare de mentir, velho.

Você sempre diz

que é o Bruce Lee, que lutou na guerra. Tudo bem.

-Sempre cita isso. Por quê? -Cale a boca!

Acha que foi uma guerra comum? Estou falando da Guerra Civil da Nigéria.

Guerra Civil da Nigéria, onde muitas pessoas morreram,

e muitos heróis também surgiram.

Ainda somos os heróis trabalhando como seguranças.

Sim.

Chega, estou farto de suas histórias. Você nunca lutou na guerra.

Então sou mentiroso?

Sou mentiroso?

Espere, velho, vamos pensar.

Qual é sua idade?

Você era muito novo pra ser soldado quando matou todos.

-Matou, sozinho, todos e as mães deles. -Cale a boca!

Quem disse que eu era soldado? Eu disse que era?

Durante a Guerra Civil da Nigéria, especialmente a Guerra de Biafra,

você não precisava ser soldado para lutar, matar ou morrer.

Você não sabe de nada. Só porque um leopardo está deitado,

de boas, relaxando, não significa que ele seja um covarde.

Meu chefão!

-Presidente. -Bom dia, senhor.

Bom trabalho.

-E a família? -Vai bem.

-E sua esposa? -Bem.

-Não torrou sua grana, né? -Não.

Gasto tudo com bebida antes que notem.

-Feliz aniversário, senhor. -Obrigado, baba.

-Parabéns. -Obrigado, vocês se saíram bem.

Vamos ficar sem festa?

Eu jamais faria isso. Está no carro.

Muito bem, senhor.

-Parabéns. -Até mais.

-Tudo de bom. -Obrigado.

-Viverá até os 150. -Amém.

-Amém. -Amém.

Tudo bem. Bom trabalho.

Quem te bateu assim?

Esqueça. Ninguém me bateu. Estou bem.

Cara, você não está bem. Nem um pouco.

Diga, o que houve?

Porque você se mete em encrenca o tempo todo.

-O que houve? -Cara, se acalme.

Se visse o cara com quem lutei, sentiria pena dele.

Você parece um macaco que lambeu limão.

Está dizendo que…

Saia fora!

Você é muito lento.

Sempre que quiser lutar, me chame, que eu ajudo.

-Mas você não ouve. -Chamar você?

Dizem que duas cabeças pensam melhor do que uma.

Só quero saber como bateram em você. Parece que duelou com o Mike Tyson.

Cara, pare, não tem graça.

Arrumei encrenca. Fim.

Que tipo de encrenca?

Não vou contar.

Senão você vai rir feito hiena.

Vamos, me conte.

Não vou insultá-lo, juro.

-Não vai rir de mim? -Não. Eu prometo.

Jure pela sua mãe.

Essa história deve ser muito interessante.

Juro pela minha mãe mortinha. Não vou rir.

Então… Tem um cara que mora perto de mim.

Fui à casa dele.

Eu estava na casa, na cama dele, e ele voltou pra casa.

Não entendo o que está dizendo.

Você foi à casa de um vizinho,

à casa de um cara e dormiu na cama dele.

Aí ele lhe deu uma surra?

Você não é nada inteligente.

Não tem a mínima noção.

Age como se soubesse das coisas, mas não sabe nada.

Falei que estava dormindo com a mulher do cara na cama dele.

Morri.

Qual é a graça? Como consegue rir?

-Não jurou por sua mãe? -Deixe-a fora disso.

Ela morreu! Deixe-a descansar em paz.

Então dormiu com uma casada?

De calças arriadas. No pelo.

Então estava indefeso.

Mesmo que ele o atacasse, tinha que se defender.

Você me conhece. Sou o Monday.

Sou das ruas. Dei uma surra nele.

Mas como eu estava pelado, foi difícil lutar.

-Meu pênis me atrapalhava. -Ele não ligava pro seu pênis.

Por pouco, ele não matou você.

Quem vai morrer é você.

Idiota.

O que aconteceu é bom para você.

É bom para você.

Porque você vive atrás de vagina. A mulher não pode ser esperta,

porque não entendo por que ela escolheria você.

-Você está louco. -Vá pro inferno.

Sua geração… Eles vão pegar você. Matar você.

-Vão… -Bom dia, senhor.

-Bom dia, Sunday. -Bom dia, senhor.

Monday, o que houve com seu rosto?

Senhor, não é nada sério.

Seu rosto está assim, e diz que não é sério?

É que, ontem, quando eu voltava pra casa,

havia um buraco grande no caminho,

e eu caí dentro dele por engano.

E deixou seu rosto assim?

-Pode se recompor? -Por que está rindo?

-Por nada. -O que houve com ele?

Senhor, não devo revelar essa informação valiosa,

mas ele estava atrás de vagina. Ele vive fazendo isso.

Não estou à toa como vocês. Logo cedo? Me dê o relatório de ontem!

Sim, senhor.

É cedo demais pra falarem de vagina.

Não usem isso para não trabalharem hoje.

-Vão matá-lo. -Você não está bem.

Você é um macaco.

Você que é. Sua geração é de babuínos.

Qual de nós parece mais um macaco? Idiota.

Ele tem nariz de babuíno.

Sou Andrew Onokoya,

gerente do posto de gasolina Lubcon.

E hoje, sexta-feira, 23 de julho,

vou roubar este lugar.

Agora, nós, da Lubcon, somos diferentes de outros postos.

Não ligamos se vendemos combustível ou não.

Qual é o seu problema?

-Eu pegaria dois… -Me dê gasolina.

Se tivesse feito isto, teria vencido.

-Por favor, me dê gasolina. Cinco mil. -Vou lhe ensinar.

Falei para me dar gasolina! Quero comprar!

-Quero comprar gasolina. -Me deixe em paz.

Por favor, venha me atender. Cinco mil.

Velho, está me desconcentrando.

Por favor.

Vieram trabalhar ou jogar? Falei que quero comprar gasolina.

Sunday, não confio em você.

-Sempre rouba. -Que porcaria é essa?

É surdo? Falei que quero abastecer o meu carro.

Que brincadeira sem graça é essa?

Que besteira é essa?

Falei pra me vender combustível. Estou perdendo tempo.

Velho…

-Vai me vender gasolina ou não? -O senhor é dodói da cabeça?

-Eu? -Sim, senhor.

-Não viu que eu ia ganhar o jogo? -Ia ganhar?

-Então não vai me vender? -Ia ganhar, e…

Não ia ganhar, Monday.

Por favor… Fiz um monte de cálculos, aí este…

"Este" o quê?

Velho, não me irrite.

Fizemos uma aposta neste jogo.

Logo, você me deve 5.000.

-Foi o que perdi. -Está me ouvindo?

-Ouça. Me conhece? -Tô ouvindo.

-Não. -Não?

Você vai me conhecer.

Cadê seu gerente?

-Cadê o gerente? -Ele está aí.

-Ele não liga. -Velho…

Velho, venha.

Venha aqui.

-O que está havendo? -Preciso falar com você.

-O que está havendo? -Chegue mais perto.

O que quer fazer?

-OK. Agora, vaze. -Monday…

-Ele pegou minha chave! -Mandei vazar.

-Pague o que deve! -Me dê a chave.

-Não me irrite. -Qual é o problema, velhote?

-O que quer? Vai me bater? -Velhote!

Velho, qual é o problema?

Quis comprar combustível. Ele estava jogando damas.

Só falei pra ele abastecer meu carro, e ele deu piti.

Jovem, o que aconteceu?

Sunday e eu estávamos sentados aqui, curtindo o clima,

fazendo apostas, quando ele apareceu e arruinou meu jogo.

Eram 5.000 em jogo, então ele deve pagar pela chave.

Agora entendi.

-Ele arruinou o seu jogo? -Mande-o pagar.

Você enlouqueceu.

-Eu? Velho… -Você é louco.

-O que eu fiz? -Está aqui pra jogar?

Ou pra vender gasolina pros clientes? Me dê a chave.

-Velho… -Me dê a chave.

-Me dê a chave. -Dê.

Não é justo.

-Ele está bem na cabeça? -Me dê a chave.

Senhor, não fique bravo.

Há combustível disponível?

-Faça ele me pagar. -Não tem combustível.

-Quanto devo lhe pagar? -Não pague nada.

Temos um grupo muito seleto de clientes.

-Combustível, chefe? -Sim, por favor, 50 litros.

Uma clientela muito lucrativa.

Se me perguntasse o que fazíamos, eu responderia: "Drogas."

Quem está aí?

-Não tenho certeza. -Quem está aí?

Mas tem muito dinheiro envolvido.

Uma vez, vi rapidamente a sala do contador,

e só havia dinheiro.

-Está sozinho? -Pra todo lado.

-Sim, senhor. -Tem certeza?

Tenho certeza, senhor.

O posto está completamente indefeso. Só tem dois guardas e algumas fechaduras.

Só preciso entrar rapidamente e logo estarei em casa.

Ninguém vai notar.

Isso vai ser moleza.

Quero dizer…

Se você rouba de ladrões, está roubando mesmo?

Só preciso fazer isso antes das 15h,

quando o Mad Dog Max chegar.

Quando eu retirar isto, fique calada,

ou vou machucá-la.

Fui claro?

Fui claro?

Acho bom.

Por favor, não me machuque! Eu imploro.

Meu marido é político e tem o dinheiro que você quer.

-Não me machuque. -Faça o que eu mandar e não precisarei.

Se eu quisesse matá-la, você já estaria morta.

Relaxe, não é veneno.

Como quiser.

Por favor, não me machuque. Eu imploro.

Com licença, vou fazer uma ligação.

-Alô. Quem é? -Estou com a sua mulher.

Seu merda! Vou achá-lo! Vou matá-lo!

-Vou fazer questão de… -É melhor se acalmar.

Lembre-se: estou com sua esposa.

Além do mais, é melhor não me irritar,

ou vou descontar nela.

Tá?

-E nós dois gostamos dela, né? -Onde ela está?

Em um lugar seguro.

Onde ela está?

Vou fazê-lo morrer lentamente.

-Você vai ver só! -Ei, você, não…

Vou desligar agora se não se acalmar.

Sinto muito.

Eu. Vou ficar calmo.

É que ela é tudo pra mim.

Relaxe.

Seu "tudo" está bem.

É só…

fazer o que eu mandar.

O que quer de mim?

Sou um homem razoável.

Só quero meio milhão de dólares em duas horas.

Quinhentos mil dólares? Não tenho esse dinheiro.

Não chore por sua esposa, nem minta pra mim

por eu falar o que fazer pra resgatá-la!

Não minta pra mim.

Olhe, não sei do que está falando.

Não tenho esse dinheiro todo.

Está falando de cem milhões de nairas.

Não minta. Se mentir para mim,

vou cortar um dos dedos dela.

Sei que tem esse dinheiro.

Quem é você? Eu o conheço?

Sei que recebeu um milhão de dólares em uma pasta,

na reunião com autoridades sauditas,

que escondeu no seu armário lá em cima.

Como sabia disso?

Sei muito mais do que pensa.

Sei também que você tem quatro contas na Suíça,

nas quais ilegalmente canalizou dinheiro

dos quatro subsídios.

Quem mandou você?

Não pergunte o que não importa.

-Quer ver sua esposa? -Sim, quero.

-Por favor, eu a quero. -Ótimo.

Então se concentre. Agora…

não estou sendo irracional pedindo meio milhão

já que ele não é seu mesmo.

Vou achá-lo.

Como? E para quem vai contar?

Por isso adoro roubar ladrões.

Certo, temos um acordo.

Fechado.

Que bom que voltou a si…

Posso falar com ela?

Relaxe. Ela está bem.

Você tem duas horas, está bem?

E isso faz muita diferença.

A diferença entre a vida e a morte.

Entendeu?

-Quer falar com ela? -Sim, quero.

Tem o meu dinheiro?

Sim, tenho. Por favor, me deixe falar com ela.

Por favor.

Seu marido quer falar com você.

Quer saber que está bem.

Sem gracinhas.

Alô? Shade? Você está bem?

Sim, estou aqui.

Desculpe. Não contei sobre o dinheiro.

-Não sei como… -Jubril, tudo bem.

Não me importo com o dinheiro.

Por favor, dê ao homem o que ele quer.

Ele não é normal, por favor.

Me fale onde está.

Certo.

Agora, ouça com muita atenção, senão…

farei picadinho dela

e devolvê-la em vários sacos de náilon.

O plano é muito simples.

Não precisa de violência.

O primeiro passo é fácil.

Eles só precisam cair na isca.

Sunday!

Sunday!

Sunday!

Entre.

Vá até o porta-malas do meu carro. Verá uma caixa de cerveja lá.

Traga-a aqui. No banco de trás, verá um bolo. Traga tudo.

-Tudo bem. -Certo.

-Parabéns, senhor. -Obrigado, Sunday.

Lembre-se de trazer um abridor.

Certo, senhor.

Senhor, todos vamos comemorar?

Sim, todos nós. Não se preocupe.

E me ajude a chamar contador.

-Tudo bem. -Certo.

Vou apelar para a ganância deles.

-Sunday, obrigado. -Tudo bem, senhor.

Você é o melhor.

-Quando estiver pronto, chamo todos vocês. -Obrigado.

-Chefe… -Monday, o que foi?

Notei que não temos uma faca para o bolo,

então pedi emprestada a do contador.

Agora que você viu comida, ficou confuso.

E mostrou iniciativa.

Se eu soubesse que comida o motivava, teria usado antes. Me dê a faca.

Peça ao contador e aos outros pra me darem cinco minutos pra me preparar.

-Certo. -Depois, volte.

Sim, chefe.

Saia daqui!

Merda, eu conheço você!

Por favor, sinto muito…

Tudo bem. Calma.

Calma. Tudo bem.

Está tudo bem.

Não…

Já a tratei mal?

Já a tratei mal?

Isso é simplesmente uma questão política, certo?

Seu marido pegou dinheiro que não era dele.

Olhe, peguei o resgate.

Sem problema. Está tudo bem, certo?

Vamos lá!

Desculpe, juro que não contarei a Jubril.

Eu prometo.

Não tem problema. Está tudo bem.

Vou levá-la para casa, acabou.

Olhe… Eu a machuquei?

Uma bela garota como você, e não fiz nada. Está feliz?

Vamos para casa.

Vamos lá.

Vamos, levante-se.

Vamos, levante-se.

Espere.

Minha corrente. Certo. Vamos.

Venha.

Está tudo bem…

Agora, não tem mais volta.

Monday!

Monday!

Sim, chefe.

Entre.

Você vai…

Ele já está confuso. Pode ficar de pé ali?

Ajude-me a chamar o segurança, o contador e o Sunday.

-Venham todos. Vamos relaxar. -Certo.

Vou devolver a faca.

Tome.

-Não corte a língua. -Sunday!

Caralho…

Merda…

Oi, chefe!

Está com o dinheiro?

Sim.

Ótimo. Por isso gosto de trabalhar com você. Você é profissional.

Obrigado.

Às vezes, temos que ensinar uma lição a essas crianças.

Pega tudo e não me dá minha parte?

Vamos fazer o seguinte.

Você vai abandoná-la,

vá ao posto de gasolina e pegue o pagamento da semana.

Sem problemas.

O mais importante…

Isto é muito importante:

não encoste um dedo nessa mulher, certo?

Devolva-a como a encontrou.

Não podemos sair ferindo as mulheres dos membros do partido.

Isso não é certo.

É ruim para os negócios. Certo?

Claro, chefe. Eu entendo.

Muito bem.

Por isso gosto de trabalhar com você, Mad Dog.

Sempre posso contar com você. Certo? Continue assim.

Obrigado.

-Sim? -Alô, Banke.

Ouça com muita atenção.

Certo.

Certo.

Faça as malas, vamos embora.

Agora!

Sua vida será longa.

Amém.

Obrigado, Sunday.

Soji, cadê aquele velho?

Sabe como ele é. Está sempre em guarda. Garantindo que tudo está seguro.

Certo. Muito bem. Só quero agradecer a todos.

Hoje é meu aniversário.

-Como podem ver… -Sim. Feliz aniversário, senhor.

Como sempre dizemos…

-Vida longa e… -Monday!

Posso terminar?

Desculpe, senhor.

Só quero agradecer a todos, pois sei que ralam muito

por esta empresa.

Não importa a natureza do trabalho, vocês ainda o fazem.

E como todos sabemos, o trabalho não está tão dentro da lei,

mas ainda assim vocês fazem.

Só queria dar parabéns pelo esforço.

Obrigado, senhor.

-Bom trabalho. -Com licença, senhor?

Agora, pode falar.

Bem…

-Em nome de todos, só queria agradecer. -Sim.

Porque sempre é o irmão mais velho de todos.

Faz com que todos se sintam bem.

Então, gostaria de dar três vivas para o melhor gerente

de todos os postos de gasolina da Nigéria.

-O senhor mesmo. -Um, dois, três. Já!

Viva!

Viva!

Viva!

Ele é um bom companheiro

Ele é um bom companheiro

Ele é um bom companheiro

Companheiro

Vocês tentaram.

Obrigado a todos. Bom trabalho. Estou feliz.

-O senhor é demais. -Estou feliz hoje.

Comemoro meu aniversário com vocês, porque trabalhei em muitos lugares,

mas nunca vi trabalharem tanto. Sei o que estou tentando dizer.

-Obrigado, senhor. -Enfim…

-Só digo isso. Vocês estão tentando. -Obrigado, senhor.

-Sim, o senhor se esforça ao máximo. -Certo. Divirtam-se.

Nos divertir?

-Todos vocês. -Ele me pediu para levar o pedaço dele.

-Vai pegar o dele e adicionar ao seu? -É pra você, Soji.

À vontade. Pegue.

Bom trabalho.

Lembre-se de devolver as garrafas.

-Como? -Falei pra devolver a garrafa.

Chefe, está bebendo isso?

Não, pegue tudo.

Até o bolo, se quiser…

Conte sempre com a incapacidade nigeriana de recusar uma refeição grátis.

E, assim, meu plano foi implementado.

CAPÍTULO 2 ISCA

Meu chefe, viverá para sempre. Feliz aniversário.

Um a um, todos mordem a isca.

Você não foi parabenizar o chefe.

Enfim, acabou a bebida.

Você tem que se virar com este bolo.

Este pedaço é seu.

Este é meu.

Não se preocupe.

Não vai lhe desejar feliz aniversário?

Gosto do meu bolo molhado.

Feliz aniversário.

Lixo é o seu sobrenome.

Lixo.

Você é muito irritante!

Coma seu bolo, velho. Feliz aniversário.

Ou devo ajudá-la a comer a sua?

Caíram como patinhos.

O DILEMA DE MONDAY

Que roupa é essa?

Como assim?

É de idiota.

Não é assim que os caras se vestem quando se encontram pra relaxar?

De onde tirou essa ideia?

De Nollywood. Você não assiste aos filmes?

Está faltando um cigarro e um brinco.

Está com minha grana, né?

Não, chefe, mas tenho algo melhor.

Se funcionar, vai esquecer aquela mixaria.

Não entendo.

Como assim? Não está com o dinheiro?

Não, o que quero dizer é que tenho algo melhor.

Se der certo…

Quando me pediu dinheiro, falei que tinha algo melhor?

Ou lhe dei o dinheiro?

Calma. Não é assim.

Não se irrite. Eu queria pagar, mas…

A aposta que fiz não saiu como eu esperava.

Entendeu? Não que eu não quisesse pagar.

Você enlouqueceu?

É culpa minha?

-Quero meu dinheiro hoje, senão… -Relaxe, chefe. Veja só.

O que é isto?

Veja só.

Confie em mim. É a melhor coisa.

É tão lindo e puro…

-E isso é só uma amostra. -Tem certeza?

Está batendo muito rápido.

É uma amostra. Sei onde conseguir muito mais.

Exatamente quanto mais? Onde está?

Me conte, meu chapa.

-Chefe, calma. -Meu chapa.

Vamos fazer o seguinte:

Não podemos falar de negócios aqui. Entende?

Vamos embora. Podemos conversar em um lugar reservado.

-DJ? -Sim.

Vamos.

Só precisamos fazer isto…

Entrar, pegar o dinheiro

e pegar as drogas.

Dividimos metade pra cada um.

Por que dividir minha grana com um viciado?

Como assim?

Acha que não sei que está devendo?

Sabe que está.

Sr. Jogador…

Sei quem é você. Perguntei por aí.

Não saio emprestando dinheiro.

Você me entende?

Sr. Açougueiro…

Agora quer mostrar quem é de verdade?

Acha que sou uma galinha que você pode abater?

Mas a ideia é minha!

E eu devo dinheiro a muita gente. E daí?

É mesmo?

DJ?

Certo. Vamos ajudá-lo a se desconfundir.

-Vamos lembrá-lo. -Sim.

Ele precisa saber.

Está louco? Deus o castigou?

Ele precisa se situar.

Eu sou seu dono.

-Sua vida é minha. -Faço tudo. Por favor.

Parece que esqueceu.

Não, eu não estava lutando com você.

Eu só estava…

Juro por Deus. Pode levar tudo.

É tudo seu. Eu juro.

-Então não quer mais dividir? -Eu?

Eu não estava lutando, chefe.

Olhe…

Acho que seu cérebro precisa ser reiniciado.

Entende?

Sem animosidade, né?

Não podem esquecer quem sou, Monday.

Não esqueci quem você é.

Gosto de você, mas se eu não resolver isso,

vai abrir precedente, né?

-Falou bem. -Sim, exatamente.

-Sei que entende. -Tomou a decisão certa.

DJ…

Dê um jeito nele!

O Monday avisaria os colegas?

Nunca! O quê?

Ele é jogador. Só sabe jogar.

Ele é um covarde.

Não sabe?

Ele só é corajoso com dinheiro.

Não há o que temer.

Parece bem calmo.

Sem segurança.

Cara, tenho uma sensação estranha sobre este trabalho.

É melhor chamar a polícia.

Pense, cara.

Quando também virou covarde?

Não sou, e você sabe.

Não sou covarde.

Só estou dizendo

que devemos esperar o Monday com a grana.

Devemos esperar.

Não precisamos ficar aqui.

Olhe,

sei qual é o problema. Está perdendo a coragem.

Ouviu?

Não ceda ao nervosismo.

Pense nisso.

Por que nos conformamos com uma fatia de bolo do Monday

quando podemos ficar com tudo?

Estamos diante de tudo.

Por que nos contentarmos com pouco? Pense.

DJ?

Bem…

Hoje,

ficaremos milionários.

-Repita comigo… -Qual é dele?

Fale!

Fale!

Milionários.

-Milionários. -Fale com vontade!

Milionários.

É isso aí!

Hoje, ficaremos milionários!

E qual é o plano?

Entramos lá…

Mãos ao alto!

Você, traga a cocaína.

…levamos a droga…

Parado aí!

Certo, solte-a.

Parados aí!

-Vamos. -…e vamos embora.

Parados aí!

Que tal?

Vamos simplesmente entrar e roubar? Eles vão deixar?

Os dois, mãos ao alto!

Atire em mim!

Atire em mim.

Não vê nossas armas?

Por favor. Elas são só pra manter a aparência.

Por favor, nunca matei ninguém. E hoje não será a primeira vez.

Cale-se! Não vai matar ninguém.

Falei em matar?

Vamos fazer o seguinte.

Ao entrar no posto,

se não colaborarem e derem as drogas, você agarrará um deles.

Depois, atire nele.

Tá surdo? Não quero matar!

Não terminei de falar. Você é louco?

Não vai matá-lo. Apenas atire pro alto.

Vão achar que é real. Deixe que pensem.

-Entende? -Pro alto.

Sim, só pro alto.

Eles vão se borrar. Não aguentam.

Vão se mijar.

Bem…

Acho que o plano vai dar certo.

O que deu em você?

Vai, sim!

Vai dar certo.

Exatamente.

Hoje, seremos milionários.

Cara, estou morrendo de fome.

Devíamos ter comido.

Vir pra cá só de barriga cheia.

Ai, cara…

Droga!

Veja como aquele cara está comendo bolo.

Parece o Monday.

É ele!

As chaves do banheiro, por favor?

Ei, meu amigo! Rápido, por favor.

Amigo, me dê a chave.

Alô?

Cale-se! Viemos fazer uma retirada.

O que fazem aqui?

Eu disse que traria seu dinheiro hoje.

É uma retirada pessoal.

Como é que é?

Aja normalmente quando entrarmos.

Finja que não nos conhece.

Que problema é esse, pelo amor de Deus?

Quem está aqui?

Quem é? Estou dentro.

Ei, amigo, se bater de novo, vai se ver comigo. É idiota?

Alguns laxantes para tirar o contador do escritório

e manter os outros ocupados.

Terei ido embora antes que percebam.

-Sunday. -Senhor?

-Você ainda está aqui? -Sim, estou.

Certo. Já volto.

Senhor!

E suas chaves?

Esqueci completamente. Estão com você?

Este país…

Sabe Deus o que eu comi.

Velho?

-Não vai limpar as nádegas? -Não precisa.

Aquele bolo tinha algo errado.

Não ligo para isso, velho.

O bolo estava delicioso.

Mas você tem um grande problema de ganância.

O quê?

Deixe que me mate.

Vou pegar mais.

Me espere…

Nós nascemos juntos? Velho, cague sozinho.

Senhor?

Fique ali.

Velho, espere. Você sempre diz que foi soldado.

Faça algo. Você estrangulava gente.

-Sim, bem… -Vamos.

Temos algo a fazer. Você, vá lá e faça algo.

-Velho… -Vou dar um pulo lá em casa.

Espere aí!

Aonde ele vai? Aonde vamos?

Aonde vamos?

Chefe, nenhuma bomba funciona. Estamos…

-Pro chão, agora. Tá louco? -Estão cometendo um erro.

Idiota.

Não olhe para mim. Tá louco?

-E aí? -Caminho livre.

-Tem certeza? -Sim.

-Vocês são os únicos aqui? -Não, senhor.

Quantos são?

-Seis, senhor. -Onde eles estão?

O contador está no banheiro.

Não sei dos guardas.

Não olhe pra mim.

Abra a porta.

Ei, tem gente. Por favor, vá embora.

Abra esta porta!

Quem está aí? Já disse, tem gente. É idiota?

Meu amigo!

Meu Deus!

Ande!

Junte-se a eles.

Sente-se.

Pois bem…

Hora da oferenda.

DJ.

Me deem os celulares.

Seu celular!

Seu celular.

Me dê o telefone, desgraçado!

Ficou louco? Não estou brincando.

Cadê seu telefone?

Não tem telefone?

Desculpem. Ele foi rude.

Ele só quer que ninguém convide qualquer companhia indesejada.

Entenderam?

-É a 1ª vez que passam por isso? -Não pode ser!

É o seguinte:

descobrimos que situações como esta

só têm duas saídas.

Do jeito fácil, todos saímos felizes.

Do jeito difícil,

vai ser sangrento.

Espero que façamos isso da maneira mais fácil.

O dinheiro não é de vocês.

Quando eu perguntar onde ele está, me digam.

Ele não é de vocês.

Nunca ficarão com ele, então não adianta mentir.

Estão ouvindo?

Quer morrer por um cara rico?

Você é um herói, né?

Já volto pra você.

Ei, você!

Quer morrer por um rico?

-Cadê a cocaína? -Sim…

-Na minha sala. -Cadê?

Está na minha sala…

Por favor, sem violência. Eu imploro.

-Bom garoto. -Por favor, não atire em mim.

-Não me mate. -Você não quer do jeito difícil.

-Não. -Certo. Ande!

Está louco?

Agora, preciso que todos fiquem quietos…

Quem desobedecer vai sofrer.

Explodirei alguém hoje.

Entre!

Está louco?

Cadê? Embale tudo.

Embale tudo!

Não está aqui.

Do que está falando? Enlouqueceu?

Embale! Estão bem aí.

Cara, o dinheiro estava aqui.

-Que dinheiro? -Eu deixei aqui.

Estava fazendo a contabilidade semanal.

Quanto dinheiro?

Cara, uns 15 milhões.

-Foi o que contei da última vez. -Meu Deus! Viu? Bingo!

-Estava aqui. -Onde estava?

Certo, espere. O cofre.

Abra! Não desperdice meu tempo.

-Devo ter deixado no cofre. -Abra!

-Está louco? Está me zoando? -Não!

-Está me zoando? -Não!

-Não estou zoando! -Então cadê?

Não sei. Estava aqui!

Deixei tudo na mesa antes de ir ao banheiro!

Foi cagar lá?

Você foi cagar?

Perdeu a cabeça! Foi cagar no banheiro?

Estão me zoando?

Imploro em nome de Deus.

-Estão me zoando? -Jesus… Estou morto.

Já fui bom o bastante.

Falei pra fazer do jeito fácil. Mas quis ser irracional.

Cara, eu vou cooperar.

-Cadê o dinheiro? -Não sei. Por favor, não me mate.

Tem dinheiro?

Cadê o dinheiro?

Vou matar você se não me responder quando eu contar até cinco.

-Jesus! -Um…

Estou morto…

-Dois… -Estou morto…

-Estou morto… Jesus! -Três…

-Quatro! -Jesus!

Não atire!

Sei onde está a grana.

E aí? Onde está?

Ele levou.

Sunday?

A grana estava com você?

Ei! Levante-se!

Venha.

Farei uma ou duas perguntas

e você responderá com sinceridade. Ouviu?

Sim, senhor.

Cadê a grana?

Senhor, eu juro por Deus. O dinheiro não está comigo.

Sou contador.

Por que mente? Vi você pegando a grana.

Quando me viu pegar a grana?

Você enlouqueceu?

Você quer morrer!

Cara, juro que não peguei o dinheiro.

-Juro por Deus. Não peguei o dinheiro. -Ele vai castigá-lo.

-Não pegou? Vi você pegando. -Qual é a sua?

-Você pegou. -Quando me viu pegar?

Sou responsável pela grana, Monday?

Por favor, não fale meu nome!

O contador é responsável pela grana. Não eu!

-Quando me viu pegá-la? -Chefe, Deus castiga.

-Quando me viu? -Foi você.

-Quando? Que palhaçada é essa? -DJ…

Que palhaçada é essa?

-Hein? -Calem a boca!

-Eu… -Cale-se!

-DJ? -Sim.

Devem pensar que somos tolos, então enlouqueceram.

Querem assim?

Não é isso. Não peguei esse dinheiro.

Senhor, juro que não fui eu.

-Se quer assim… -Juro que não fui eu!

Você quer assim.

DJ!

É hora do nosso plano.

Leve-o pros fundos e mate-o.

Mate-o lá. Não quero sangue aqui.

Venha cá!

-Por que disse que eu peguei? -Venha cá!

-Por que falou isso? -Tá louco?

Por quê?

-Tá doido? -Tá doido?

Por que diria que fui eu?

Por que faria isso?

Então não quer contar?

-Não quer? -Quando me viu?

-A grana tá com você! -Ande!

Com você. Você vai morrer hoje.

-Você já era. -Não está comigo!

Não quero morrer.

Ei, você. Venha aqui.

Venha cá! Está doido?

Depressa! Fique de joelhos!

Fique de joelhos!

Cadê a grana?

-O quê? -Estamos perdidos.

Não estamos perdidos.

Estamos dirigindo há 20 minutos. Já devíamos ter chegado à casa dela.

Eu não queria ir.

E ela me odeia, então…

Querido, o marido a traiu com a secretária.

E sou a irmã mais velha. Ela precisa de mim.

E eu com isso?

Este GPS não está carregando.

Yemi?

Sim.

Talvez devêssemos procurar um posto de gasolina

e pedir informações.

Está bem. Certo.

-Mas vão dizer o mesmo que eu disse. -Vamos confirmar.

Devem estar lá dentro. Vou perguntar.

-Vou com você. -Não precisa.

Volto em dois segundos.

-Tem certeza? -Sim.

Não se preocupe.

Espere, vamos voltar.

Vamos embora.

Meu Deus…

Antes, era pra pedir informações. Agora, é pra ir embora?

Querido, é sério. Não tem graça.

Estou com uma sensação estranha.

Chame de intuição feminina. Vamos, por favor!

Falou que estávamos perdidos.

Então vamos perguntar. Será rapidinho.

Certo, e prometa que ficará seguro, por favor.

Sim, ficarei seguro e voltarei. É só um posto. Nada pode acontecer.

Certo, chaves.

Obrigada.

Onde está o dinheiro?

Quem são aqueles?

Não sei. Direi que estamos fechados.

-Posso dizer que estamos fechados. -Silêncio.

Vou ficar de olho.

Não tente nada estúpido.

-Vou estourar seus miolos! Está louco? -Por favor, não me mate.

-Boa tarde. Minha esposa e eu… -Preciso que fique calmo.

-Me ajude. É questão de vida ou morte. -Se quer grana, não tenho.

E você tem um emprego. Por que está mentindo?

-Fique calmo. Pode fazer isso? -Pare de me tocar.

Tô tentando ajudá-lo.

Então me dê instruções para meu destino ou deixe alguém lá de dentro me ajudar.

-Senhor, por favor. -Ficou louco?

-Só quero salvar sua vida. -O que há?

Olhe pra mim. Há ladrões armados lá.

-É pro seu bem. -O quê?

Mandei olhar para mim.

Balance a cabeça, como se conversássemos.

DILEMA DE SUNDAY

Por que sempre faz isso?

Tenho que treinar pra não ser pego.

Rapaz…

Esqueceu que o conheço muito bem

e não há nada que possa esconder de mim?

Quero lhe contar uma coisa.

Tem que me prometer

que não vai ficar bravo.

-Como posso prometer isso? -Simplesmente prometa.

Certo. Prometo. O que é?

Estou grávida.

Está grávida?

Então vai largar aquele emprego?

Né?

Ireti, não posso fazer isso.

Por quê? Não faz sentido.

Quero que meu filho tenha um pai.

Ireti…

Não posso largar o emprego assim.

Não é assim.

Eles vão pegá-lo.

-Sinto que será pego, e ficarei sozinha. -Ireti, não…

Ninguém vai me pegar.

Ninguém nem me olha.

É só um posto de gasolina.

Voltarei antes que perceba.

Não virão mesmo nos procurar aqui?

Ninguém virá nos procurar.

Como seu marido, lhe prometo que vou voltar e ninguém vai nos ferir.

Está bem?

Não faça promessas que não pode cumprir.

Ótimo. Me escute com atenção. Balance a cabeça se entendeu.

Ligue pra 999 e diga ao detetive responsável

que o detetive Jide Aina mandou ligar.

-Sacou? -Sim.

-Repita. -Devo ligar pro 999…

Pedirei pra falar com o detetive e direi que Jide Aina me mandou ligar.

Exatamente.

Agora, volte, vá embora e não olhe para trás.

Faça isso, vá.

-Abra a porta! -Não sei onde está a grana!

Entre aqui!

-Eu juro! Não sei! -Ajoelhe-se!

E foi aqui que começamos.

O fim da minha vida.

Sem alarde.

Sem testemunhas.

Completamente sozinho.

-Não sei onde está o dinheiro. -Entre.

-Não me mate! -Cabeça na privada.

Cabeça na privada.

Vou perguntar pela última vez.

Cadê o dinheiro?

Vou falar.

-Cadê o dinheiro? -Vou falar!

Parado aí!

Yemi?

Parado aí!

-As chaves! -Wazaga!

Wazaga!

Wazaga!

Wazaga!

O que está acontecendo? O que está havendo?

Está tudo uma confusão.

Precisamos sair daqui agora.

Calma.

Calma.

Me diga. O que está acontecendo?

Ladrões armados vieram pegar o dinheiro.

Precisamos sair daqui agora.

Cale-se. Pegar o dinheiro?

Ouça, o dinheiro é meu, tá?

O dinheiro é meu, tá?

Quantos são?

Eram dois.

Agora, só resta um.

Vamos lá.

No balcão.

-Onde? -No balcão.

Cadê o DJ, caralho?

Era para ser direto ao ponto.

Ei…

Cadê minha corrente?

Estão lá dentro?

Não olhem para mim.

Largue a arma devagar.

-Senhor, podemos conversar. -Vou atirar.

Largue a arma.

Vou largar.

CAPÍTULO 3 BINGO

Sentem-se.

Mandei se sentarem! Malditos.

Você, junte-se a eles.

Vou simplificar bastante, tá?

Não confio em nenhum de vocês,

mas um de vocês era o líder dos amadores, né?

Então tenho notícias para todos vocês. O Mad Dog Max está no comando agora.

Cadê o dinheiro?

Cadê o dinheiro?

Esse é o problema, cara.

Esse é o problema.

Não tem dinheiro. Alguém o roubou.

Não tem dinheiro?

Não tinha hoje cedo?

Sim. Eu estava contando todo o dinheiro no meu escritório.

Mas, depois, fui cagar no banheiro,

voltei e não vi o dinheiro de novo.

O dinheiro tinha sumido. Alguém pegou.

Você foi cagar, e o dinheiro sumiu? Está me zoando?

-Com quem está a grana? -Espere…

O Sunday disse que o gerente pegou o dinheiro.

A grana estaria com ele.

-Está com você? -Não quero morrer.

Está com você?

Não peguei o dinheiro, mas vi o gerente pegando.

Sunday, Deus o castigará.

Tente de novo!

-O que deu em você? -Vamos…

Qual é a sua, Sunday?

Estão me zoando?

Não. Vi o gerente entrar com uma bolsa e pegar tudo.

-O viu na sala? -Sim.

-E a grana? -Louco!

Contou isso a eles. Por que mentiu? Foi você quem…

Pare de chorar como um bebê?

Cale a boca!

-Senhor? -Sim.

Olhe…

-Cadê? -No porta-malas.

-De pé! -Tá no porta-malas…

No porta-malas. Desculpe, senhor.

Eu…

Tenho câncer, por isso preciso do dinheiro.

-Desculpe, senhor -Está com câncer?

Terá mais do que câncer se não me mostrar onde está a grana.

-Tá no porta-malas. Vamos. -Vamos.

-No porta-malas. -Vamos lá!

E vocês fiquem aqui! Sem gracinha.

Andem!

Se achou o Van Damme, né?

Onde está o dinheiro?

No porta-malas.

Abra.

-A chave está no carro. -Abra.

Não tente nenhuma gracinha. Ande logo.

Abra essa porcaria.

Monday, vamos conversar.

Abra para mim.

-Qual das duas? -Esta.

Traga para fora.

Depressa. Feche o porta-malas.

Abra.

Espertinho.

Feche de novo.

Me dê as chaves.

-O carro tá ruim. -Oi?

Está com defeito.

-Ligue-o. -Não vai ligar.

Ligue pra mim! Vá!

Se tentar alguma coisa, vou acabar com você.

Certo. Saia.

Veja este carro para mim.

Depressa! Ande!

Recomponha -se.

-Está vindo me buscar. -O quê? Quem?

Está vindo me buscar.

Olhe, a mascarada…

Estou morto.

-Por favor, não me deixe. -Tem telefone na sua sala?

-O quê? -Tem telefone na sua sala?

Não, mas acho que tem na sala do gerente.

Aonde está indo?

-Fique aqui! -Não me deixe, por favor.

Voltarei para buscá-lo.

QUERIDO AMIGO ANDREW,

SEI QUE ODEIA ARMAS, MAS DEPOIS DE HOJE,

TINHA QUE LHE DAR UMA. NUNCA SE SABE QUANDO PRECISARÁ. PARABÉNS.

-As chaves estão aí? -Não.

Ande.

Ande. Estou falando francês?

Cadê o Sunday?

Não sei.

Como assim? Deixei vocês aqui.

Procure as chaves nos bolsos dele.

Veja nos bolsos. Depressa!

Mais rápido!

A chave não está aqui.

Certo. Ande. Veja nos bolsos do Van Damme.

Mais rápido!

-Nem aqui. -Também não estão aí?

-Não, nada. -Ele levou.

Quem? O quê?

O Sunday levou a chave.

Ele deve ter ido embora. Certo, ande. Sente-se ao lado dele.

Monday, não posso deixá-lo ir com a bolsa.

Isso é da sua conta?

É, sim. Você está por fora.

Como assim?

Não me chamo Sunday.

Sou o detetive Jide Aina.

Detetive? Como?

É o Sunday que fala inglês e iorubá assim?

Posso testemunhar que você matou em legítima defesa.

Não direi que participou do roubo.

Sunday…

Boa jogada.

Você é detetive?

Se me contassem, eu negaria.

Estou atrás de um peixe grande.

Por isso preciso da grana. Largue-a e vá embora.

Ir embora? Como?

-Só me dê o dinheiro. -Desistir do dinheiro?

Deixar a bolsa e ir? Sabe há quanto tempo trabalho por isto?

Você não é o único com segredos.

Não sei há quanto tempo trabalha para isso.

É só deixar o dinheiro e acabar com isso.

-E não irá atrás de mim? -Ninguém irá atrás de você.

-Posso pegar uma parte? Devo a bandidos. -Não posso permitir. São provas.

Fala sério. O que você pode ganhar com esse dinheiro?

Me dê as chaves para eu ir.

Não posso. Precisamos da grana pra concluir o caso.

Precisa da grana? E eu?

Sunday, quer mesmo morrer pelos seus supervisores?

Se pegar esse dinheiro, eles vão dividir.

Não vou morrer,

Mas se eu tiver que matá-lo, eu mato.

Me matar.

Monday, eu o conheço.

Somos amigos.

-Não tem coragem. -Por isso quero resolver na amizade.

-Deixe a bolsa antes de a coisa feder. -E falei que não posso!

Há tempos estou atrás disto. Agora, a grana está aqui.

Vou quitar as dívidas e comprar um matadouro.

Posso ser açougueiro de novo.

Não posso desistir da grana.

Monday…

tratei-o como responsável, mas você não ouve.

Não precisa terminar assim.

Nessa altura do campeonato, não há outro jeito.

Então, realmente tem câncer de pulmão?

Que chato, cara…

-Então, pode me dar parte do dinheiro? -Não.

Não posso.

É melhor você ir embora.

Não vou dizer nada.

Obrigado.

Espere.

As chaves do Mad Dog.

Use o carro.

Obrigado.

-Quem… -Sou eu.

Que susto, Jubril!

O que houve com você?

-É uma longa história. -Espere, cadê a Shade?

Eles a devolveram?

Eu dei o dinheiro, mas ainda não a vi.

Sei lá. Ninguém ligou. Estou esperando a ligação.

Desculpe, cara.

-Tudo bem. Talvez a soltem amanhã. -Sim, talvez.

-E cadê o carro que lhe dei? Qual é esse? -Jubril, é uma longa história.

Vamos conversar lá dentro. Vou contar.

Então vamos tomar um drinque.

O que foi agora?

Minhas chaves estão no escritório.

Tudo bem.

Verifique o porta-malas. Pegue o macaco.

Vamos quebrar o cadeado. Compro um novo para você.

O que foi?

Acho que hoje é o dia da minha morte…

ou talvez não.

Legendas: Andressa Gatto

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