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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

POL�CIA

-Bom dia. -Obrigado.

Sou o Inspetor Guerrieri. Como est� indo o trabalho?

Ainda estamos procurando o cr�nio. O local � complicado.

Eles usaram a escavadeira com tudo.

Soube que voc�s acharam um bracelete.

Sim, e ossos humanos tamb�m, mandamos para a per�cia.

-Obrigado. -De nada.

Por causa da greve dos funcion�rios, a opera��o

de embarque e desembarque de bagagens pode sofrer atrasos.

Pedimos desculpas.

VOLTOU DEMAIS

Por causa da greve, a opera��o

de embarque e desembarque de bagagens pode sofrer atrasos.

Pedimos desculpas.

-Vou perder o voo. -O que est� fazendo?

Desculpe!

Seguran�a!

Ent�o, voc� estava presente...

-Sim. -E o que voc� viu?

Nada.

Aqui? Obrigado.

-Bom dia. -Oi.

-Carlo! -Quem eu estava procurando.

-Tudo bem? Voc� n�o mudou nada. -Bem. E voc�? Que bom.

N�o exatamente.

Santagata disse que voc� foi promovido.

N�o posso reclamar. Sou chefe da seguran�a.

Gosto daqui.

-�timo! -Mesmo tendo come�ado mal.

-Hist�ria terr�vel. -Como ela foi encontrada?

O carregador estava levando malas para o dep�sito.

Uma delas caiu e abriu.

-Que merda ele est� fazendo? -Ele est� comigo.

-Como assim? -� um dos meus homens.

Desculpe... Eu nunca pensei...

-Nem fale! Vejo voc� depois. -Est� bem. At�.

-O que temos? -Sem documento, sem sangue.

Tente n�o tocar nada com as m�os.

N�o quero problemas com a per�cia.

-H� regras. -Voc� j� disse.

N�o fazemos trabalho dos outros, nem fazemos nada sem te consultar.

-Exatamente! -Esse � o nome do propriet�rio.

Grande coisa.

-Oi, pai. -Oi, querida.

Ainda com este su�ter largo?

Sim. Eu gosto dele.

-Oi. -Oi.

Est� melhor?

Sim.

-Foi identificada? -Ainda n�o.

Parece uma menina.

-Achamos o dono da mala. -Est� bem.

Viu? N�o precisava se mostrar com as fotos.

Vamos.

Voc� deixou sua mala sozinha?

Imposs�vel. Meu equipamento de mergulho est� nela.

Eu ia mergulhar em Cozumel.

Est� morta?

-Voc� a conhece? -N�o.

No entanto, ela estava na sua mala.

Inspetor?

Sergio, eu j� volto.

-Acha que eu estou envolvido? -N�o, n�o se preocupe.

A mala dele pesava 20kg no check-in.

Vinte quilos... Ent�o n�o foi ele.

Ele despachou a mala e a enfiou l� depois?

-N�o. -Foi isso que eu disse.

Eu tamb�m pensei.

-Voc� tamb�m pensou? -Bem...

Ent�o � melhor checarmos.

-Farei isso agora mesmo. -Obrigado, Mario.

Outra manh� assim e dou � luz antes da hora.

Sente-se aqui.

Agora...

Vai ligar para minha m�e?

Para o bar. Achei que voc� ia querer uma cerveja.

Que merda...

� a terceira vez que foge de casa.

Eu n�o fugi.

Fui dar uma volta, depois fui na minha irm�.

Voc� � menor.

Se voc� passa duas noites fora sem permiss�o, � uma fugitiva.

Eu vou sozinha para casa. Vamos, me deixe ir.

Ainda n�o entendeu? Sua m�e a deu como desaparecida

e n�s a achamos. Logo...

Posso pegar um chocolate quente?

-Muzo, pode me ajudar? -N�o posso nem ir ao banheiro?

Veja isto. Carlo precisa disto urgente.

Tenho outra coisa para fazer.

Est� bem.

-Leve-as para esteira. -Certo.

Como uma bagagem embarcando pode acabar na esteira de chegada?

Com greve, tudo pode acontecer.

As c�meras da �rea de triagem funcionam?

Acho que n�o est�o em greve.

Ao menos elas!

H� acesso � �rea de triagem pela �rea de embarque?

Sim, mas � preciso conhecer o aeroporto.

Quero as filmagens das �ltimas 24h.

Podemos ver a mulher ainda viva.

Sobretudo quero saber onde s�o as sa�das,

incluindo as de emerg�ncia.

S�o assim em interrogat�rios tamb�m?

Vou lhes dar a lista de todas as sa�das e mapas dos andares.

Vai levar uma vida para verificar todas, mas voc� as ter�.

-Oi. -Oi.

-Estava procurando meu pai. -Ele foi verificar uma coisa.

Ela foi estrangulada com algo liso e fino.

Talvez um cabo el�trico.

Ela mostra ferimentos nos pulsos.

Talvez ela tentou se defender e o assassino a imobilizou.

-Hora? -Entre 19h e 22h de ontem.

Por ora, � o que posso dizer.

-Obrigado. -De nada.

Seu pai tem raz�o sobre o su�ter.

� a �nica coisa em que concordamos.

Fico contente de ajudar na sua rela��o.

Oi.

Veja a filmagem da chegada do voo de Kiev.

-Certo. -Achou algo?

Esta mala achada no lixo. Tem um nome:

Irina Kolestova. Ela est� na lista de passageiros do voo de Kiev.

Repola j� a identificou. Mandou uma foto.

Vamos ver se a achamos.

Quero ver se ela chegou s� ou acompanhada.

Irina Kolestova, 27 anos, de Kiev.

Ela chegou no voo das 20h05,

viajava sozinha e n�o tem liga��es com o crime.

Veio para It�lia pela primeira vez em 2010.

Trabalhava como gar�onete e como int�rprete

na empresa Parisi Trading,

de importa��o e exporta��o. Legalmente empregada.

Em mar�o de 2013,

ela se demitiu e em outubro voltou para seu pa�s de vez.

Ela voltou a Roma umas quatro vezes,

mas s� viagens breves de tr�s dias cada.

-Ela � vista em outras c�meras? -N�o. Mas ainda n�o vimos todas.

Esta � a �ltima imagem dela viva.

� o cad�ver de uma mulher

de 25 a 30 anos.

L� est� sua m�e.

N�o quero mais v�-la aqui. Certo?

Tchau.

Ela fugiu de novo.

Certo. Novidades sobre os registros?

Cantabella est� nisso, mas a operadora � na Ucr�nia. Pode demorar.

Tem algo estranho.

Entre sua demiss�o e o retorno para Kiev, h� um buraco.

Como assim?

Tirando um registro na pol�cia, nada.

Que registro?

A pol�cia a parou em uma blitz

em Sacrofano dia 23 de agosto.

-Tudo em ordem. -O carro era dela?

Sim, estou verificando se ela o vendeu ou descartou.

Continue investigando e avise os colegas em Sacrofano.

Voc� viu o Muzo?

Ele veio esta manh�, disse que tinha um compromisso e sumiu.

Como ele estava?

Estranho.

Como sempre, ultimamente.

Sulco escoriado em volta do pesco�o.

Em ucraniano quer dizer: "Tchau, meu amor."

Se este amor dela � ucraniano, a Interpol deve procur�-lo.

Obrigado.

-Acabou com a busca? -Sim. Comecei com a filmagem.

Obrigado.

Achei o pai.

Ele trabalha em Frosinone.

Ela deve ter vindo visitar o pai.

Desta vez, talvez. Das outras n�o, e ele est� na It�lia h� um ano.

Sim. Tudo bem.

Sou o Inspetor Guerrieri.

Malik Soprani.

-Voc� quer um caf�? -Por favor.

Por aqui.

N�o sabia que ela tinha vindo.

Ap�s a morte da minha esposa, minha irm� cuidava da Irina.

Ela n�o sabia de nada.

Achamos estes brinquedos na mala da sua filha.

Sabe se ela tinha amigos com filhos?

N�o sei.

-Tome. -Obrigado.

Talvez algu�m a procurou daqui, da It�lia.

Acho que n�o. A It�lia era passado.

Eu n�o diria isso. Nos �ltimos anos, ela veio a Roma umas vezes.

� mesmo?

Ela n�o me contou.

Sabe o que sua filha fazia antes de voltar para Ucr�nia?

Quando ela estava em Roma? Era int�rprete.

Sim, mas soubemos que ela se demitiu em mar�o. E depois?

N�o sei. Ela nem me falou da demiss�o.

Eu n�o sei...

Tudo bem.

Sei o que podem estar pensando.

Mas minha filha era uma pessoa boa.

Ela n�o veio para It�lia procurar um italiano.

Ela s� queria trabalhar.

S� trabalhar.

Eu s� quero descobrir quem a matou.

� s� o que me interessa, acredite.

-Tchau. -Tchau.

Mentiras, uma tatuagem, dois rob�s na mala.

O que acha?

Amanh� de manh� vou ao lugar onde ela trabalhava.

Quero saber por que se demitiu.

-Eu pego voc� �s oito. -Disse "eu vou", n�o "n�s vamos".

Tenho que aprender.

Ent�o � melhor passar muito tempo com voc�.

� a �nica coisa sensata que eu ouvi.

Cinzia, j� vou.

N�o fique at� tarde. Emma vai ficar cansada.

Vou terminar este v�deo e j� vou.

Vou chegar tarde amanh�, tenho um exame.

-Est� bem. Novidades do Muzo? -N�o. Liguei, mas ele n�o atendeu.

Eu ligo.

-Posso dizer uma coisa? -Claro.

Agora que Malik � um de n�s...

Esta brincadeira com a mesa do Petrone � necess�ria?

-Voc� e Cantabella est�o contra mim? -N�o! � s� que...

V�-lo ali sozinho, no escuro...

Eu me sinto mal.

Vou pensar.

-Como me achou? -Um palpite.

E o GPS no seu carro ajudou um pouco.

Claro!

D� pr�xima vez que sentir mal, em vez de vir aqui, eu me mato.

O que eles disseram?

Ataque de p�nico. Acredita?

Logo eu! Nunca tive medo de nada.

Medo n�o tem nada a ver com ataques de p�nico. Tem tratamento.

Com rem�dios?

Se isto vazar, estou acabado.

Eles v�o me enfiar em um arquivo de merda.

N�o v�o vazar. S� eu sei disso.

Mas voc� precisa se tratar.

Temos not�cias da obra.

Os restos mortais s�o de Danilo Bosca.

Bosca?

-Como pode saber? -O bracelete.

� id�ntico ao que a Clara usava.

BRACELETE � UMA PISTA

Eles mandaram fazer quando estavam juntos.

Por isso foi at� a obra. Mattaj te viu. Voc� fez besteira.

Eu sei.

-Reporte como crime n�o resolvido. -N�o posso.

Protegi Alba a vida toda disto. Como poderia agora?

Ela n�o pode saber da m�e.

Entendi.

Eu dou novidades sobre a investiga��o.

Isto fica entre Mattaj e eu. Ele me deve muitos favores.

Voc� consegue isto?

Vamos.

-Alba? -Oi. O que est� fazendo aqui?

Eu queria perguntar uma coisa.

� sobre o estrangulamento.

Voc� disse que primeiro ele fez com as m�os, depois usou um cabo. Por qu�?

-Para terminar o trabalho. -Ele n�o era forte?

Acho que n�o � por isso.

Ele esmagou a laringe dela. N�o � um problema de for�a.

Talvez ele n�o conseguiu olhar para ela enquanto ela morria.

Amanh� � tarde, no m�ximo,

mando o relat�rio.

D� pr�xima vez, ligue. Voc� me pegou �s pressas.

-Mas eu peguei voc�. -Sim.

Quer beber algo?

Para conversarmos.

Hoje n�o posso. Estou atrasada.

Espero que n�o d� a partida.

Lamento.

Gosto quando voc� abre a porta com sua chave.

-Por qu�? -N�o sei. D� a sensa��o de fam�lia.

E se formos � praia?

O que houve?

Se um amigo seu fez uma merda no passado...

E hoje, para evitar que isso apare�a,

ele ia repetir o erro, o que voc� diria a ele?

H� quanto tempo?

Muito tempo atr�s.

-E ele ainda est� numa fria? -Eu diria que sim.

Diria ao seu amigo para pensar com cuidado.

A merda de hoje pode ser pior que a de ontem.

Est� bem?

Deixe, mam�e. Eu fa�o amanh�.

-N�o! -Voc� cozinhou.

Fiz um milagre, pois n�o tinha nada na geladeira.

V� l�.

-Podemos sentar um pouco? -Sim.

-Est� tudo bem? -Sim.

� que... Desde que voc� contou sobre suas lembran�as,

eu decidi fazer uma pesquisa.

Por qu�?

Sente aqui.

Porque havia a possibilidade de terem recuperado o corpo.

N�o sei...

Eu tinha esperan�a que houvesse um lugar

para voc� ir visit�-la.

Infelizmente n�o.

Ela morreu para me salvar.

Ela morreu para voc� poder viver.

Sempre se lembre disso.

-Toque voc�. -Por qu�?

� melhor. Tem uma c�mera.

Vai l�, toque.

Agora est�o tocando tamb�m? N�o queremos nada.

Pol�cia. Este � meu parceiro.

Precisamos falar com o Dr. Parisi.

Entrem, por favor.

N�o queremos perder tempo, vamos ao ponto.

Sabemos que Irina Kolestova trabalhou aqui at� mar�o de 2013.

Depois pediu demiss�o. Por qu�?

N�o sei. Ela deve ter achado coisa melhor.

Se est�o procurando por ela, talvez devam me contar por qu�.

N�o estamos procurando por ela.

N�s a achamos estrangulada e enfiada em uma mala.

Quando se conheceram?

Ela trabalhava...

num bar perto.

Era bonita, determinada. Achei que era desperd�cio ser gar�onete.

-E ficaram amantes. -N�o!

-N�o � o que est� pensando. -Pela sua rea��o, sim.

Quando a chamei para trabalhar, n�o havia nada entre n�s, ent�o...

Quanto tempo durou seu caso?

-Pouco mais de um ano. -Por que acabou?

Porque ela ficou gr�vida.

Eu era rec�m-casado. Sabem como �.

N�o, n�o sabemos. Explique.

Pedi o aborto.

Assumi a responsabilidade.

Marquei o procedimento na Cl�nica Sant'Ennio e paguei.

Eu quis ir, mas ela n�o deixou.

E o que aconteceu?

No dia do procedimento, ela veio aqui...

Ela me deu o certificado e o recibo,

e disse: "Pronto. Pode descontar dos seus impostos."

Pegou suas coisas e foi embora.

E voc� n�o a viu nem soube dela desde ent�o?

N�o.

Bem... Obrigado. Por ora � suficiente.

-Tchau. -Desculpe...

O que vai acontecer?

Minha esposa n�o sabe de nada.

Adeus.

-Ele falou demais. -Nervoso.

Mas n�o ajudou muito.

Eu j� o vi em algum lugar.

Doutora, pode vir aqui?

Tenho uma d�vida.

Na verdade, � uma suspeita.

Vamos ver.

Voc� notou que a garota s� vinha � It�lia em setembro?

Sempre entre os dias 24 e 29.

Desta vez n�o � setembro.

� diferente sobretudo porque ela est� morta.

-Pesa? -Est� falando da barriga?

Sim, um pouco.

Vou fazer uma c�pia.

-Vamos falar para o Carlo sobre setembro. -Sim.

Preciso ver a filmagem.

Pe�a o computador da Repola.

-Cinzia? Posso usar seu computador? -Sim.

-Oi, Cinzia. -Oi.

-Lisi! -Carlo.

-Quanto tempo! Como vai? -Exausto.

O treinamento extra � de sobreviv�ncia. Tudo bem?

Ainda na mesma.

Santagata te deixou o negro como presente de despedida. Que...

-O que acha dele? -� um bom rapaz.

-Boa sorte. -At� mais.

-Foi aqui que vi o cara! -Calma.

Irina n�o chegou a sair, mas Parisi estava esperando por ela.

-Conseguimos os registros da Ucr�nia? -Ainda n�o.

-Pe�o urg�ncia? -N�o.

Se eles se falavam, os registros de Parisi v�o mostrar.

-Agora temos motivos para pedi-los. -Sim.

Vou fazer isso agora.

-Oi. Alba. -Oi. Voc� tem um minuto?

�s vezes, as pessoas fazem tatuagens para cobrir cicatrizes.

Neste caso, ela cobre uma cesariana.

N�o temos informa��es de ela ter filhos.

Ela fez uma cesariana. N�o se pode apagar os sinais.

Quando ela fez esse procedimento?

N�o sei exatamente, mas a cicatriz � de uns anos atr�s.

Ela saiu da It�lia em 2013,

precisamos saber se foi na It�lia ou na Ucr�nia.

Cinco chamadas.

Cinco chamadas entre Parisi e a mo�a em uma semana.

Tr�s dela em Kiev, as outras de Parisi.

A �ltima foi

no dia do homic�dio, �s 20h15, mas sem resposta.

Eu sabia que ela estava vindo e fui busc�-la.

Mas ela n�o chegou. Ou, pelo menos, eu n�o a vi, prometo.

Voc� j� mentiu muito. � dif�cil acreditar.

Estou dizendo a verdade. Eu at� liguei para saber dela.

-Podem verificar isso. -Pode ter feito isso como �libi.

Que �libi? Eu juro!

Voc� j� admitiu ter mentido. N�o tem nada a perder.

Esteve com Irina nas outras vezes que ela veio � It�lia?

Tenho outro apartamento.

Ela costumava dormir l�. Desta vez tamb�m.

-Ent�o voc�s n�o tinham terminado? -N�o! Acabou h� um tempo!

Ela queria contar para minha esposa!

Por que vir � It�lia, se n�o para ver voc�?

Eu n�o sei. Ela n�o me disse.

Sabia que Irina teve um filho?

Um filho?

-Um filho. -N�o.

Depois de separados, ela n�o contou.

Voc� n�o deve ter mais o recibo do aborto.

Obviamente.

Voc�s teriam guardado?

Data exata do procedimento e o nome do cirurgi�o.

Espero que voc� n�o tenha esquecido.

-Diga, Cinzia? -O pai da Irina descarta a gravidez.

Entendi...

-Ele tem certeza? -Ele diz que sim.

Certo, falo com ele.

� bom ver que voc� est� bem.

-Obrigado, inspetor. -Tudo de bom.

Quem �?

Um cara que eu prendi h� um tempo. Agora trabalha aqui.

Repola ligou. O pai nega que Irina engravidou depois de voltar da It�lia.

As fam�lias sempre s�o as �ltimas a saberem.

� diferente.

Irina voltou para Kiev doente.

Ela perdeu muito peso. Por isso a controlavam.

Confundiram perda de peso p�s-parto com depress�o...

Sim, talvez. Pode ser.

Vamos falar com a Dra. Palardi.

Aqui est�. Irina Kolestova. Est� tudo aqui.

Exames, ecografias,

certificado de interrup��o da gravidez.

-Por favor. -Obrigado.

Posso saber agora o motivo da visita?

Esta mo�a foi estrangulada e enfiada em uma mala.

� ela? Eu vi no notici�rio, mas n�o pensei ser ela.

Esse procedimento foi h� cinco anos.

Precisamos descobrir como ela pariu antes de sair da It�lia em outubro,

-se fez um aborto em mar�o. -N�o podem.

� imposs�vel.

Ainda assim, ela pariu.

A aut�psia revelou uma cesariana.

Claro, mas deve ter sido depois do aborto.

O intervalo n�o pode ser o que contaram.

INTERRUP��O DE GRAVIDEZ

Sei que estou certa.

Se acreditamos no pai, s� h� uma possibilidade.

Este certificado � falso.

-Sem aborto, ent�o. -Sem aborto.

Se for assim, Parisi � o pai.

Mas n�o era para ele saber.

Agora temos que descobrir o que aconteceu com o beb�.

Carlo, qual foi sua impress�o desta Dra. Palardi?

Nenhuma. E quando isso acontece, fico desconfiado.

-Voc� � desconfiado por natureza. -Eu confirmo isso!

Ent�o...

Sua teoria � sugestiva, mas baseada em suposi��es.

Mas n�o arrumem confus�o com uma cl�nica como a Sant'Ennio.

Tragam mais dados, e veremos.

Est� bem.

Vamos.

E deixe-o em paz.

Eu vou deix�-lo falar.

-Ele est� de olho na Alba? -Tchau.

Eu daria uma surra nele...

Sem brincadeiras. N�o tem gra�a.

Cantabella, venha. Vamos pegar um caf�.

-J� bebi. -Fa�a-nos companhia.

Voc� tem uma miss�o especial agora.

O que devo fazer?

-Voc� � amigo do Malik, certo? -Sou.

Se ele falar com Alba,

se ele olhar para Alba,

se ele pensar nela, eu preciso saber.

-E se ele escrever para ela? -Tamb�m.

Entendido?

O problema � que ele � negro?

-Ele me chamou de racista. -Qu�?

-N�o falei isso. -Como ousa...

Carlo?

Eu vi e revi as filmagens.

Se pararam Irina antes de ela sair, foi um fantasma.

Deve haver um ponto cego. Parisi esperava l� fora.

Se ela mudou a rota, deve ter motivo.

Vamos descobrir o que ela fez entre mar�o e outubro.

Cantabella, rastreie o policial que a parou em agosto.

Ande. R�pido!

-Caf�. -Preto?

N�o tem gra�a.

Eu me lembro.

Foi meu turno.

Meu primeiro posto foi Sacrofano.

-O que ela estava fazendo em Sacrofano? -Faz quatro anos!

Lembro que ela estava com medo. Achou que eu ia prend�-la.

Naquela condi��o... Eu decidi liber�-la.

Que condi��o?

Uma barriga assim. Ela devia estar quase dando � luz.

Est� bem.

-Obrigado. -Obrigado. Voc� ajudou muito.

Foi meu dever.

Tchau.

� a prova que Santagata queria.

A Dra. Palardi mentiu. N�o houve aborto naquela cl�nica.

-Vamos prend�-la. -N�o.

N�o se queremos saber para quem venderam o beb�.

M�e!

M�e!

N�o!

N�o!

-Bom trabalho. -Obrigado.

Ande, as enfermeiras v�o chegar.

-Meu macac�o est� l� dentro. -Certo.

Nunca achei que ficaria de guarda.

Eu que o diga!

Entre.

LAVANDERIA DISPENSA

SALA DA SEGURAN�A

ESTEIRA DE BAGAGEM

SALA DA GER�NCIA

Merda...

-Sim, al�? -Carlo?

Sei quem a matou.

Eu tamb�m. E tamb�m sei onde est� o beb�.

Vamos chegar atrasados. Pegou o lanche?

Vamos!

Bom dia.

Oi. Sargento Cinzia Repola, Delegacia de Monti.

-Voc� tem que vir conosco. -N�o entendi.

Para poupar a crian�a, vou com voc�

e meu colega vai na frente.

-Quero falar com meu marido. -Senhora? Fa�a o que eu digo, por favor.

Sergio?

� o Guerrieri.

Sei que est� em casa.

N�o se mexa.

Ponha a arma no ch�o. Devagar.

No ch�o.

Agora, vamos.

Malik?

Malik?

N�o fa�a besteiras, Sergio.

Deixe-me com minha esposa e filho e fica tudo bem.

-Ele n�o � seu filho. -Calado!

Voc� j� foi policial. Sabe que � melhor colaborar.

-N�o sabe como sofremos. -Precisamente.

Quer deixar sua esposa s�?

"Sua esposa sofre de depress�o." Os m�dicos falaram isso.

Estava deprimida pois n�o podia ter filhos.

-Ela estava muito mal. -O que vamos fazer?

Vamos soltar as armas. Veja.

Vamos l�.

Sabe como estas coisas acabam, Sergio.

Est� cheio de colegas l� fora.

Solte a arma.

Que merda voc� fez?

Conheci Palardi na investiga��o.

Eu descobri o que ela fez.

Ela me ofereceu muito dinheiro para cobri-la.

Em vez disso, eu pedi um beb�, depois sa� da pol�cia.

Como Irina descobriu que o beb� estava com voc�?

Ela sempre soube. N�s a conhecemos quando ainda estava gr�vida.

O acordo era claro. Ap�s dar � luz, ela voltaria para casa

e esqueceria de n�s e do beb�... De tudo.

Mas no segundo anivers�rio dele, ela apareceu.

Ela queria v�-lo. Eu fui contra.

Minha esposa cedeu.

Uma, duas, tr�s vezes!

O que houve desta vez? Ela queria mais dinheiro?

Ela queria o beb� de volta.

Eu tentei argumentar com ela. Carlo, eu tentei.

Mas ela estava disposta a tudo. At� procurar a pol�cia.

-Ela era a m�e. -Deveria ter pensando nisso antes.

A m�e dele � minha esposa.

Vamos.

V�.

Entre.

Trouxeram Palardi para a sala de interroga��o.

Eu posso dividir esse prazer, se quiser.

A pessoa que mais me enoja � ela.

A mim tamb�m. Vamos l�.

Ou�a... Eu fiz uma coisa sozinha.

Eu sei que deveria ter contado, mas j� foi.

-O que voc� fez? -Eu intimei Parisi.

� filho dele. Ele tem que saber de tudo.

� para isso que servem os assistentes sociais.

Mas eu queria que voc� contasse.

Eu? Voc� o chamou, voc� conta.

E voc� est� gr�vida. Quem mais indicado?

Voc� que tem instinto paterno.

E meus horm�nios est�o doidos.

Se ele falar algo errado, posso machuc�-lo.

Voc� fez o certo.

Voc� vem ao brinde para Santagata?

Sim.

Ele te disse que a mesa do Petrone j� est� liberada?

Petrone n�o vai voltar?

-Ele est� morto, coitado. -N�o est� morto.

Foi transferido.

-Como ousa? -L� est� ele.

Voc� � pior que eu.

Por favor.

Eu lamento.

Mas minha situa��o �... Tenho uma filha.

E as coisas v�o bem com minha esposa. N�o quero estragar tudo.

N�o disse para fazer isso.

N�o consigo pensar nele como meu filho. N�o me julgue mal.

Um filho � importante.

Voc� nunca para de aprender o quanto.

Em tr�s dias, minha aventura na pol�cia acabar�.

O que posso dizer a voc�s?

N�o sentirei falta de voc�s.

� isso.

Mas, s�rio, de todos voc�s,

at� dos mais novos...

Otelo continua olhando para voc�. N�o reparou?

-N�o, n�o parece. -Certo. Ele est� olhando para mim.

Vamos l�, v� se divertir!

Eu dei tudo... Demos tudo de n�s.

-Sempre que ganhamos... -Desculpe.

...foi por causa do nosso esp�rito de equipe.

-Tem certeza? -Sim, eu o conhe�o... Eu acho.

Agrade�o de cora��o, mesmo que saibam que n�o tendo um.

-� isso ent�o. Obrigado! -Com licen�a. Desculpe.

N�o, n�s...

Como achamos que voc� sentiria saudade de n�s...

-Sim, claro. -Pelo menos, n�s esperamos.

N�s pensamos que um...

Bem... isto.

� lindo. Obrigado.

-Como ele se chama? -Rione Monti.

Muito criativo.

Obrigado.

Eu disse que ele ia gostar.

Que fofo!

Obrigado.

Carlo?

Eles montaram o cr�nio.

Est�o perto de identificar.

N�o quero que liguem Clara ao Bosca.

N�o fa�a burrices.

Farei o que devo fazer.

-Por aqui, inspetor. -Obrigado.

-O que est� procurando? -Eu procuro, obrigado.

Finalmente podemos falar.

Bem, n�o � minha culpa.

-Prontos? -Um brinde � Delegacia Monti!

-Parab�ns! -Obrigado.

-O que est�o comemorando? -Minha aposentadoria.

-Obrigado. -Sa�de!

Sa�de!

-Lisa! -Eu disse...

"Na delegacia. Fico at� tarde, te vejo amanh�."

Quer ir ao cinema?

Sim.

-Legal. Vou me vestir. -Claro.

Oi.

Oi.

N�s combinamos que seria legal nos vermos de novo,

ou estou errada?

N�s dissemos isso.

Mas eu disse, "sem surpresas".

�s vezes pode ser divertido voltar atr�s na palavra,

n�o acha?

Legendas: Marianna Dias

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