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DAVY CROCKETT O REI DAS FRONTEIRAS
AGRADECEMOS � NA��O IND�GENA CHEROKEE DA CAROLINA DO NORTE:
AOS GUARDAS-FLORESTAIS DO PARQUE NACIONAL DAS MONTANHAS FUMEGANTES:
E AO POVO DO TENNESSEE E DO TEXAS
PELA SUA GENEROSA COOPERA��O NA GRAVA��O DESTA HIST�RIA.
Davy
Davy Crockett
O homem que nada teme
Davy
Davy Crockett
O Rei das Fronteiras
Nas montanhas do Tennessee nasceu
No estado mais verde da terra da liberdade
Como a palma da m�o O bosque conhecia
Com tr�s anos, um urso mataria
Davy
Davy Crockett
Com peles sempre se vestia
Em 1813, os Creeks se revoltaram
E flechas aos males do pa�s somaram
O velho Andy Jackson, Devo acrescentar
� o general que enviaram Para os inimigos enfrentar
Major! Major Norton!
- Sim, senhor? - O batedor que lhe pedi?
Dizem que o melhor � um volunt�rio, um tal de Crockett.
Onde est� ele?
Na verdade, General,
ele foi ca�ar.
Ca�ar?
Faltam provis�es. Ele atravessou o rio.
Atravessou o rio? Isso � territ�rio inimigo!
Falta-te intelig�ncia, n�o provis�es.
Ele n�o foi armado, senhor.
Quero que me traga j� esse tal Crockett.
- Vai busc�-lo! - Sim, senhor.
Crockett!
Crockett!
Davy Crockett!
O Crockett?
Fala, homem!
Onde est� ele?
O que faz ele ali?
Est� a ca�ar um urso com um sorriso.
A ca�ar com um...
Seus idiotas selvagens, acham que acreditamos em tudo?
Crockett!
Crockett, n�o me ouves?
Sai da�, homem! Tenho uma miss�o...
Estragou tudo.
Agora, tenho de o fazer � moda antiga.
D�-lhe o que ele merece, Davy!
N�o desistas, Davy!
Major, o que queria falar comigo?
O General Jackson chamou-te.
Depois de recolhermos aquele urso.
Venham, rapazes. N�o � muito grande.
Hoje, comemos todos, rapazes!
Queria falar comigo, General?
Exactamente. Entra.
Como mataste aquela besta?
Com a minha faca.
Ia sorrir-lhe at� � morte, mas aqui o major
apareceu e desconcentrou-me.
Sorrir at� � morte?
O que raio � isso?
� algo que ando a experimentar.
N�o h� nada mais irresist�vel
do que um bom e velho sorriso.
Assim.
Comecei pelos guaxinins.
Tornei-me t�o bom que, um dia, um guaxinim p�s as m�os no ar
quando me viu os dentes.
"Apanhaste-me, Davy!", disse ele. Desceu da �rvore
e saltou para a minha sacola num instante.
Achei que seria igual com os ursos,
mas nunca cheguei a saber.
O major apareceu e desconcentrou-me.
Tive de lutar com esta criatura para o matar.
Porque queria falar comigo, general?
Estamos perto de territ�rio inimigo.
Quero que descubram o que os �ndios andam a tramar.
O major Norton e um pelot�o v�o acompanhar-te.
Isso n�o facilitaria a miss�o, general.
Certifica-te que o major traz a informa��o que quero.
Venha, major.
Para alguns, a �gua era muito funda.
� melhor ver a p�lvora.
Recarreguem as armas!
A partir daqui, n�o podem fazer barulho.
N�o falem, n�o se atrasem e mantenham-se juntos.
Vamos!
N�o se afaste, major.
Pass�mos o dia a atravessar p�ntanos e matagais.
Vejo ali um caminho. N�o faz sentido n�o o seguirmos.
O general tem a morada da sua esposa?
Se for por aquele caminho, ter� de lhe enviar uma carta tr�gica.
Temos de localizar os �ndios, Crockett, e o teu m�todo n�o me agrada.
Cobriremos mais territ�rio se nos separarmos.
Eu vou pelo caminho.
Estaremos aqui ao amanhecer.
Vem c� ter.
Precisamos de um sinal para nos identificarmos.
Sabe imitar uma coruja?
Claro.
Os �ndios v�o cair que nem patinhos.
Vamos.
S�o guerreiros. Um grupo grande.
E v�m ali mais. Vamos esconder-nos.
- Era o Pau Vermelho. - Como sabes?
Os creeks s� t�m um chefe jovem.
Tem de ser ele.
Deixemos os cavalos aqui.
Parece que o Pau Vermelho convenceu a tribo a segui-lo.
N�o sei o que lhes disse, mas n�o me agrada.
Espero que isto ainda demore.
Temos de ir ter com o major.
Protejam-se todos!
Protejam-se!
Parece que o major se meteu em sarilhos.
Sim, e teremos de ser n�s a ajud�-lo.
- Como? - Vamos cerc�-los.
Somos suficientes?
Usamos o velho ataque do Crockett.
Em frente!
Companhia, alto!
Brigada, atacar!
Companhia, atacar!
� o general e o regimento!
Mais r�pido! Disparem!
Ao ataque!
Linha da frente, avan�ar!
Pelot�o, desmontar!
Est�o a fugir!
Baionetas!
Companhia B, atacar!
Avan�ar!
Atacar!
Vamos l�!
Companhia A apresenta-se, major.
E os restantes, major.
Companhia B apresenta-se, major.
- S� voc�s os dois? - Foi o suficiente, n�o foi?
O grupo que atacou era pequeno.
A Na��o Creek est� toda l� em cima.
Cuide dos seus feridos.
Daremos a not�cia ao general assim que apanharmos os cavalos.
O general espera-me.
Desculpe incomodar, general.
N�o faz mal. O que descobriste?
Querem lutar. Ontem � noite, fizeram uma dan�a de guerra.
- Onde? - Na montanha,
a 30 quil�metros de onde atravess�mos o rio.
- O Pau Vermelho est� l�. - O Pau Vermelho?
Gostava de lhe p�r as m�os.
Temos de ser r�pidos. Est�o quase prontos.
O major Norton?
Teve uns problemas. Deve estar a chegar.
Sentinela! Que tipo de problemas?
Com os �ndios. Houve algumas baixas.
Sim, senhor?
Diga ao sargento para levantar acampamento.
Vamos embora.
- Eliminamos os vigias, general. - �ptimo.
Quando apanharmos o Pau Vermelho esta guerra acabar�.
S� tem duas formas de sair do acampamento.
Tenho-o preso.
Quando os soldados estiverem em posi��o, voc�s aparecem e causam confus�o.
Avancem, rapaziada!
Disparem e recuem!
Disparar!
Toca para forma��o.
Aposto que o machado dele ficou pior.
- Ele fugiu, n�o foi? - Sim, mas muitos deles n�o.
Obrigado por me salvares o escalpe.
A Sra. Crockett vai dar-te um beijo quando regressarmos.
- Sentes-te melhor? - Sobrevivo. S� �gua?
N�o foi uma vit�ria, major.
Tiveram muitas mais baixas que n�s.
Capturamos tr�s chefes e querem discutir os termos da paz.
- Paz? - Desculpe, general.
O que queres?
Nada de mais. Vim dizer adeus.
Adeus? Onde pensas que vais?
Para casa?
Vai procurar o Pau Vermelho com o resto da companhia.
A guerra n�o terminou.
N�o vamos desistir da guerra. Voltaremos.
General, voluntari�mo-nos por 60 dias, que j� passaram.
Apanhar o Pau Vermelho pode demorar o resto do ano.
Temos de ver as nossas fam�lias antes de embarcarmos em algo assim.
N�o podem sair daqui.
� uma ordem.
A minha esposa ficaria preocupada. Desculpe, general.
Se ele for embora, acaba-se a disciplina de todo o ex�rcito.
Ele est� sob suas ordens, major.
Ent�o, vou det�-lo.
Alto!
Estou a avisar-te, Crockett. Volta aqui.
Major, sabes que vamos a casa.
Preparar para disparar.
Cuidado. N�o se queime.
Quando voltares, traz-nos carne de urso.
Claro. Quer alguma coisa, major?
Nunca vi volunt�rios t�o bons.
Voluntariam-se para lutar e lutam.
Voluntariam-se para ir a casa e v�o.
Pelo bosque Ele foi a cavalo
A criar hist�rias e a cantar
M�e!
O pai voltou!
Davy, voltaste!
Ol�, pai.
Ol�, pai.
� uma boa altura para recolher a minha recompensa.
Georgie Russell, o que te aconteceu enquanto estiveste fora?
O Davy deu permiss�o por lhe ter salvado a vida.
� verdade.
Bem, nesse caso...
Nunca vais conquistar ningu�m assim.
Tenho de te ensinar.
Tive tantas saudades tuas.
Eu tamb�m.
Os mi�dos n�o param de me chatear.
N�o houve uma manh� em que n�o dissessem:
"Talvez o pai volte hoje."
Mas agora, gra�as a Deus, voltaste de vez.
Bem, n�o exactamente.
A guerra ainda n�o acabou.
Vais voltar?
S� daqui a uns dias.
N�o volto enquanto n�o conseguir carne
para voc�s comerem no inverno.
Vais estar o inverno todo fora?
Espero que n�o,
mas n�o sei por quanto tempo ser�.
Davy.
N�o fiques assim.
N�o foi f�cil conseguir vir a casa.
O meu major n�o queria que viesse,
mas achei que era o melhor.
E j� me conheces.
Quando sei que tenho raz�o, n�o desisto.
O lar deixou para � guerra voltar
Mas o Pau Vermelho n�o se deixou ficar
A guerra continuava sem parar
Pelos p�ntanos da Fl�rida a proliferar
Davy
Davy Crockett
No encal�o dos �ndios ele vai
Alto! Quem vem l�?
S� n�s, eu e o Davy.
Como nos encontraram neste fim do mundo?
Deixaram um bom rasto.
Equipamento militar, cavalos mancos e soldados doentes.
Nem mais.
� melhor falarmos com o general.
O general Jackson n�o est� aqui.
Foi chamado a Nova Orle�es.
Ent�o, quem est� no comando?
O major Norton.
Se soubesse, n�o teria voltado.
Vamos l� despachar isto.
Admito que estou feliz por te ver, Crockett.
A ti tamb�m, Russell.
J� n�o sei o que fazer.
A maioria dos soldados apanharam mal�ria.
Temo que tamb�m tenha apanhado.
E o Pau Vermelho? Continuam atr�s dele?
J� n�o sei quem persegue quem.
Nenhum dos soldados que enviem voltou.
J� n�o deve ter muitos guerreiros.
Quero localiz�-los,
mas sabem esconder-se bem neste p�ntano infernal.
Eu e o Russell descans�mos.
Podemos ir procur�-los.
N�o. Esse �ndio j� nos custou vidas suficientes.
Recuso-me a deixar-vos ir sozinhos.
Parece que temos de voltar a desobedecer a ordens.
Jacar� beb�s. N�o s�o fofos?
Tenho mais medo de cobras e jacar�s
do que de �ndios.
T�m dois dias, talvez mais.
S�o de mocassins gastos.
Continuam � volta do lago.
Dividimo-nos e encontramo-nos no outro lado?
Se vires ind�cios recentes, imita um tordo.
Como um tordo-dos-bosques.
Os outros?
Tu n�o vir sozinho.
Vim sozinho.
Guerreiros, ou�am-me!
Mais algu�m acha que n�o vale a pena ouvirem-me?
Fala, homem branco.
N�o sou um soldado.
Sou um colono.
Um ca�ador, como voc�s.
Ca�ador?
Ca�as �ndios.
Porque compraram guerra connosco.
Os vossos chefes, os inteligentes, desistiram.
Aperceberam-se que a guerra � algo mau.
Conversa de homem branco.
Guerra ser m� porque soldados morrer todos.
Quantos dos vossos guerreiros morreram?
Quantas mulheres choram os maridos?
Quantas crian�as ficaram sem pais?
Tu falar como mulher.
Tenho raz�o, e tu sabes.
�s corajoso, Pau Vermelho, e os teus guerreiros tamb�m.
Mas v�o acabar todos por morrer
porque seres um mau chefe.
Por ficar com muitos escalpes brancos?
Por, em breve, ir queimar o teu amigo?
N�o, Pau Vermelho.
Porque se ouvissem a raz�o, regressariam a casa em paz.
Mas como n�o o fazem,
terei de te desafiar, segundo a lei �ndia.
Lei �ndia ser m� para homem branco.
Porqu�?
A nossa lei seria boa para voc�s se lhe dessem uma hip�tese.
Ent�o, Pau Vermelho?
Machados.
Bem, funcionou com um urso.
Queres ouvir a raz�o, Pau Vermelho?
Eu ouvir.
Solta o meu amigo e baixa as armas.
Junta-te aos outros chefes e aceita o tratado.
Se o fizeres, prometo que o governo deixar-vos-� viver em paz
nas vossas terras.
Promessas n�o servir.
O governo branco mentir.
O Davy Crockett n�o mente.
Tens a minha palavra.
Porque tu n�o matar eu?
Talvez por causa de outra lei.
Nem sempre a cumprimos.
� boa para os �ndios e para os brancos.
N�o matar�s.
No inverno, a casa voltou
E felizes como nunca conseguiram ser
Mas a primavera chegou e ele come�ou
A ter vontade de novos s�tios conhecer
Davy
Davy Crockett
Parado n�o sabe estar
J� nos despedimos muitas vezes,
mas n�o se torna mais f�cil.
Espero que seja a �ltima vez, Davy.
Agora que a guerra acabou,
tenta encontrar um terreno onde queiras assentar.
� o meu objectivo, Polly.
Dizem que o novo territ�rio � um para�so.
N�o mates os ursos todos antes de n�s chegarmos.
� melhor ir andando.
N�o olhem, meninos.
� melhor sentares-te.
Sim.
Vai ser um beijo longo.
Meninos, tomem conta da casa.
Cuida-te, Davy.
E tu tamb�m, Georgie Russell.
Quando voltares, ter�s mais m�sicas sobre o Davy.
Lembrei-me de uma agora.
Um s�tio com ar puro Ele vai procurar
Com relva verdejante e �rvores a abundar
Com um rio repleto de peixes a nadar
E o bosque de presas a abarrotar
Davy
Davy Crockett
� procura do para�so
Continuamos?
Eu n�o.
Este s�tio � perfeito.
Desculpe, senhor.
Com quem falamos para comprar um terreno?
Comigo.
Mas ter� de esperar pelo fim da competi��o de tiro.
Competi��o de tiro?
Ser� que dois estranhos podem participar?
Poupem o vosso dinheiro.
Competir�o contra o Mason P� Grande.
Arriscamos?
Come�aram sem mim.
Devias ter esperado por mim, P� Grande.
N�o estavas aqui.
Mesmo no centro, P� grande.
Foi a �ltima ronda. A vaca � minha.
Calma l�!
N�o � justo.
Eles s�o teus amigos.
Ouves os perdedores a queixarem-se?
Quanto vale a vaca que ganhaste?
Quinze d�lares em dinheiro. Porqu�?
Nunca fui a uma competi��o de tiro sem disparar, pelo menos, um tiro.
Que seja.
Bruno, traz a outra espingarda
e p�e mais dois cartuchos.
Tome estas moedas. Desta vez, o senhor � o j�ri.
� uma bela arma para esta zona.
�, n�o �?
O P� Grande acertou no centro.
Este tamb�m acertou no centro!
Ter� de haver outra ronda.
Tiveste sorte.
A menos de um dedo do centro.
Poupa a tua p�lvora, estranho.
Nem acertou no papel!
J� podes perder esse ar presun�oso!
Precipitaste-te.
Vamos ver.
Nem acertou na madeira!
N�o tenho tanta certeza.
Vejam s�!
Uma bala atr�s da outra.
Isto � que � pontaria!
Vamos.
Toma.
S�o os primeiros a comprar naquela zona.
O vizinho mais pr�ximo � um cherokee chamado Charlie Duas Camisas.
Boa pessoa.
Obrigado, Sr. Russell.
"Davy..."
� o Davy Crockett?
Sim.
Davy Crockett.
N�o admira que tenha ganhado a vaca ao P� Grande.
N�o pareceu ficar muito contente.
Pois, n�o est� habituado a ser desafiado.
Tem toda a gente na palma da m�o.
Eu reparei.
Constru�mos uma comunidade decente
antes de ele e a sua ral� aparecerem.
O que fazem eles aqui?
Ningu�m se atreve a falar nisso,
mas eles roubam terras aos �ndios
e vendem-nas a rec�m-chegados que n�o sabem de nada.
H� um tratado que dita que as terras s�o dos �ndios.
O P� Grande n�o quer saber de tratados.
Porque n�o o impedem?
Houve um magistrado que tentou.
Foi ter com ele com um mandado.
Nunca mais voltou.
Nunca tinha visto uma espingarda t�o bonita como a dele.
Ningu�m sabe o que lhe aconteceu, mas sabemos onde a arma dele est�.
Sim. O P� Grande usou-a hoje contra o Davy.
Exactamente.
Crockett, � o �nico que conhe�o capaz de o enfrentar.
Quer ser o nosso magistrado?
O que teria de fazer?
Impor a lei e a ordem.
Agrade�o, mas j� tenho muito que fazer.
Temos de construir a cabana para poder trazer a minha fam�lia.
N�o � um bom s�tio para criar fam�lia com aqueles rufias � solta.
O que me diz?
Vou pensar.
Estou a morrer de sede.
Traz para mim tamb�m.
Foi isto que te assustou?
Pareceu-me ter visto um homem.
Ningu�m vos vai fazer mal. Podem sair.
Sai da�!
Quem �s tu?
Charlie Duas Camisas.
� o nosso vizinho.
O que lhe aconteceu?
Tr�s brancos aparecer na minha quinta.
Dizer ao Charlie para ir embora.
Eu dizer que a terra � minha.
Eles dizer que os �ndios n�o t�m terras.
Eu mostrar papel.
Esta terra � dos cherokees.
Eles rasgar papel.
Charlie ter de lutar.
Vou exercer o cargo de magistrado imediatamente.
P� Grande.
Est�o � procura de algu�m?
Sim.
Do homem que roubou a terra ao meu amigo.
Eu sei quem tu �s.
Desde quando �s amigo dos �ndios?
Sempre fui amigo dos cherokees.
N�o tenho problemas com eles desde que se assinou o tratado.
A terra � demasiado boa para eles. Vou reivindic�-la.
N�o, n�o vais.
Os �ndios t�m direitos.
S�o pessoas como os outros.
N�o vai ser f�cil convencer-me disso.
Foi por isso que vim.
J� derrotei homens melhores que tu.
- Como vai ser, P� Grande? - Sem regras.
Vale tudo.
� desta, P� Grande!
Eu concordo!
Acaba com ele, Davy!
Desarma-o, Charlie.
Vamos.
Levanta-te.
Levanta-te!
Obrigado, Charlie.
Vamos! A andar!
O que nos vais fazer?
Eu? Nada.
Mas v�o ser julgados.
T�m muito pelo que responder.
Ponham-se a andar.
Davy Crockett!
Viva!
Viva!
Viva, Sr. Russell.
Que bela festa.
Sem d�vida.
Desde que o Davy � magistrado, podemos divertir-nos sem haver problemas.
Eu trato disto e vou ter contigo � festa.
Guarda uma beldade para mim.
Antes de ir dan�ar, quero falar consigo.
Venha at� minha casa e conto-lhe tudo.
As pessoas est�o orgulhosas do que fez por n�s, Davy.
Desde que se livrou do P� Grande e dos rufias,
recebemos colonos honestos.
Ali�s, s�o tantos que teremos um representante em Nashville.
Era sobre isso que queria falar consigo.
Reunimo-nos ontem
para escolher um representante para a assembleia estadual.
Ganhou sem margem para d�vidas.
Sinto-me lisonjeado pela honra,
mas n�o sou nenhum pol�tico.
N�o sou a pessoa indicada, juiz.
Arranje algu�m mais adequado.
Como o Amos Thorpe,
o advogado que defendeu o P� Grande?
N�o o escolheriam a ele.
N�o, mas a oposi��o escolheu.
E ele tem muito dinheiro para gastar na campanha.
Pois, que ganhou com os ladr�es de terras.
Achamos que � o �nico que o pedo derrotar.
Vai candidatar-se contra ele?
Sendo assim, n�o tenho escolha.
Tenho uma carta para ti.
J� volto.
Larguem as m�os!
S� chegou h� um m�s.
N�o � a letra da Polly.
Que p�ssima letra.
V� se consegues perceber.
� da tua cunhada, a esposa do John.
Porque me escreveu?
"Querido David, escrevo-te para te dar uma triste not�cia.
"A tua amada Polly ficou...
"... ficou doente
"e morreu apesar dos nossos esfor�os para a salvar.
"A sua morte foi serena.
"Sepult�mo-la no outeiro perto da vossa cabana.
"N�o te preocupes com os mi�dos. Est�o a viver connosco e est�o bem.
"Eles precisam de uma m�e,
"e j� os vejo como meus.
"Sabemos que est�s a sofrer a maior perda que um homem pode sofrer,
"mas Deus sabe o que faz.
"A tua querida cunhada."
N�o sei o que dizer, Davy.
H� algo que possa fazer?
Preciso de estar sozinho.
Perdeu a sua amada E de luto estava
Para tr�s tudo queria deixar
E na floresta para sempre ficar
Mas o chamamento do seu pa�s Resolveu aceitar
DAVY CROCKETT PRECISA DO SEU VOTO
Davy
Davy Crockett
VOTE NO AMOS THORPE
Come�ou a sua campanha
Bom, aqui vai.
O meu honroso opositor sabe que n�o sou dado a discursos.
� muito gentil da sua parte deixar-me come�ar
para poder dizer que � tudo mentira.
A verdade � que n�o sei nada sobre pol�tica.
Deixo isso para ele.
Mas conhe�o o bosque e o povo que nele vive.
Se me elegerem para Nashville,
irei representar-vos de forma honesta.
Viva o Davy!
� tudo.
Apesar de o meu discurso ser curto,
parece que o meu opositor est� pronto para compensar com o dele.
Se o discurso dele vai ser t�o seco quanto parece,
� melhor irmos � taverna beber alguma coisa.
Sim, vamos l�.
Sigam-me.
Eleitores do estado soberano do Tennessee,
tenho consci�ncia da responsabilidade
que est�o prestes a conferir-me...
Para Nashville enviaram O melhor que encontraram
Num esp�rito lutador E mente sagaz votaram
Davy
Davy Crockett
A escolha das fronteiras
H�SPEDES: DEIXEM O G�S DESLIGADO
Sim, senhor?
- O Coronel Crockett est�? - N�o, mas estou � espera dele.
Sou o Tobias Norton, um velho amigo.
Ele serviu sob meu comando na Guerra �ndia.
Quer esperar por ele no quarto dele?
Obrigado.
Lembras-te de mim, certo?
O senhor � o Tobias Norton.
Nunca soube o seu primeiro nome, major.
J� n�o sou major, Davy.
Sa� do ex�rcito h� tr�s anos.
Agora, sou s� o Sr. Norton.
Sente-se. Em que posso ajudar?
� uma visita social.
Queria encontr�-lo h� algum tempo.
N�o tenho nada para lhe oferecer.
Obrigado, mas n�o bebo durante o dia, coronel.
N�o sou coronel.
Isso foi na mil�cia no matagal.
N�s temos seguido a tua carreira na assembleia
muito atentamente.
N�s quem?
O general Jackson e eu.
Como deves saber,
travamos uma luta pol�tica com a actual administra��o.
Vamos tornar o Andrew Jackson
no pr�ximo presidente dos Estados Unidos.
Que estranho. Pensei que estava tudo a correr bem.
Bem, toda a gente precisa de ajuda.
Sou o director de campanha. N�o � nada oficial, claro.
Davy, j� foste � mans�o Hermitage?
N�o, mas j� ouvi falar muito dela.
O que dirias se te convidasse?
O general ficaria feliz por te ver.
Seria um prazer.
Viva, general.
Bem-vindo, Crockett.
Entra.
Vou cal�as as botas e j� des�o.
N�o se aprece, general.
Boa tarde, Sr. Crockett.
Quer que guarde o chap�u?
Ainda bem que vieste, Crockett.
J� n�o nos v�amos h� muito tempo.
N�o mudou muito, general.
Mas j� n�o imp�e tanto respeito sem o uniforme.
Tamb�m n�o imp�es tanto respeito sem as peles.
Entra.
Sim, � tudo importado...
... excepto isto.
Reservo-o para os locais.
No decantador estraga-se.
� sua sa�da, Crockett.
E h� outra coisa que tamb�m tenho de manter escondida.
As Fa�anhas de Davy Crockett nas Montanhas Rochosas.
Nunca estive a oeste do Mississ�pi.
- Deixe-me ver. - Claro.
Algu�m tem uma imagina��o f�rtil.
"Contadas pelo seu amigo, G. E. Russell."
Georgie Russell?
J� seria de esperar.
Est� a torn�-lo famoso.
Neste momento, juntamente comigo, � o homem mais famoso do Tennessee.
N�o admira que as pessoas me reconhe�am.
N�o � s� por causa destas hist�rias.
Tem-se tornado um nome sonante da pol�tica local.
Com vinagre n�o se apanham moscas.
Isso � um facto.
Ouve-me com aten��o.
Vou candidatar-me � presid�ncia.
Os meus inimigos v�o tentar derrubar-me se eu chegar a Washington,
mas tenciono derrub�-los primeiro com a ajuda certa.
Crockett, quero que se candidate � Assembleia.
� Assembleia?
General, n�o bateu com a cabe�a?
Estou a falar a s�rio.
Quero homens em quem posso confiar, que est�o do meu lado
e que podem p�r o resto do pa�s do meu lado.
Se fizesse o que me pede e fosse bem-sucedido,
n�o estaria sob suas ordens, general.
Mas sim sob as de quem me elegeu.
Era a resposta que queria que me desses.
Os votos foram contados Com grande margem ganhou
E para Washington ele se mudou
� altura se vestiu
Mas de peles continuou
E numa lenda viva se tornou
Davy
Davy Crockett
O Deputado do Matagal
Bom dia.
Bom dia.
Um minuto, senhor.
Viva, Davy.
Velho soldado!
Sabia que ias por aparecer.
Seu ca�ador de ursos!
Como est�s?
Podes cantar mentiras sobre mim � vontade,
mas escrev�-las para todos lerem � ir longe demais.
- Ajudaram-te a chegar aqui. - Sim, e agora estou � altura delas.
Achas que posso aparecer vestido como um deputado? N�o.
Tenho de aparecer vestido de Rei das Fronteiras,
- gra�as a ti. - Davy, isso � ingrato.
Vim do rio Obion para te desejar boa sorte para o teu primeiro discurso.
Ent�o, vai para a tribuna.
Este vai ser dos bons.
Antes de darmos in�cio � ordem de trabalhos,
vamos ouvir o novo cavalheiro do Tennessee,
o honroso David Crockett.
Sr. Presidente e cavalheiros,
foi-me dito que um novo deputado deve fazer um discurso de apresenta��o.
Aqui vai.
Sou o David Crockett,
acabado de chegar do sert�o.
Sou metade cavalo, metade jacar�
e parente de tartaruga-mordedora.
Tenho o cavalo mais r�pido, a irm� mais bonita, a melhor espingarda
e o c�o mais feio do Tennessee.
O meu pai � melhor que qualquer outro homem no Kentucky.
E eu sou melhor que o meu pai.
Aproximo-me mais de um urso que qualquer outro
e derroto qualquer um que se oponha a Andy Jackson.
Muitos deputados gostam de falar muito sem dizer nada,
como estou agora a fazer.
Outros n�o fazem nada, apenas passam os dias a ouvir.
Alvejem-me, se me limitar a ouvir.
Da pr�xima vez que estiver aqui,
terei algo importante para dizer.
Est� muito bem instalado, general.
Est� a construir um est�bulo para os cavalos de corrida?
Tenho de ter algo com que me distrair.
Isto � mais dif�cil do que enfrentar �ndios
e n�o � t�o divertido.
Compreendo.
Resolvem-se mais assuntos em bailes do que na Assembleia.
Faz-se o que se pode, Davy.
J� devias saber disso.
O importante � manter homens como tu do meu lado.
�s vezes, pressiona-me, Sr. Presidente.
Cometer� erros, como toda a gente, mas tamb�m far� coisas extraordin�rias.
Davy, o presidente n�o pode pensar apenas num grupo.
Estamos a crescer rapidamente. J� somos quase 13 milh�es.
Estamos a transbordar.
Precisamos de espa�o para crescer.
Crescimento, � nisso que estou a pensar.
Crescimento! E juro por Deus,
n�o deixarei que nada o impe�a.
Bom dia, deputado.
Quero falar contigo.
Com licen�a.
Estou a ver que n�o te livraste de todas as carra�as.
O Norton mudou.
Tem-me ajudado muito.
Ainda bem que te encontro.
Planeava falar contigo mais tarde.
Quando chegaste, Russell?
Preparei tudo.
Vais discursar nas grandes cidades da zona leste.
- Mas tenho que fazer. - Pode esperar. Isto � mais importante.
Falei com o presidente e �s a escolha �bvia.
Espere l�. Porqu� eu?
N�o percebes que te tornaste numa figura nacional?
Toda a gente ouviu falar de ti. Agora, querem ver-te.
Podes fazer muito pelo pa�s.
Como? Contando mais piadas sobre o sert�o?
Estou a falar a s�rio, Davy. A digress�o � uma oportunidade.
Tens de pensar no futuro.
� o segundo mandato do general Jackson.
Daqui a tr�s anos, ir�o eleger um novo presidente.
E muito acham que podes ser tu.
Assim sendo, n�o podes recusar.
Podes partir no domingo?
Bem, acho que sim.
Excelente. Tratarei de tudo.
Foi um prazer, Russell.
Davy, tinhas um lema:
"Certifica-te de que est�s certo, depois avan�a."
Espero que estejas certo.
BEM-VINDO DAVID CROCKETT. BOSTON
Ele e as suas piadas Pelo pa�s viajaram
E por todo o lado amigos se fizeram
ANIMA-TE, DAVY EST�S EM NOVA IORQUE!
Os seus ideais pol�ticos adoravam
Sem hesitar Todos o cumprimentavam
FILAD�LFIA D� AS BOAS-VINDAS A DAVY CROCKETT
Davy Davy Crockett
Cada vez uma lenda maior
Cidad�os de Filad�lfia,
este � a espingarda mais bonita que j� vi.
� t�o bonita que lhe vou dar um nome.
Gostam de Betsy?
Dizem que cacei 105 ursos num s� inverno.
A Betsy n�o ser� usada para isso.
Matar animais j� n�o me d� prazer.
O �ltimo urso que cacei, levei-o vivo para casa.
Domei-o e agora senta-se � mesa como um homem.
Chamei-lhe Abra�o Mortal.
N�o me admirava se, um dia, ele viajasse e se tornasse deputado.
Odeio discursos longos, e esta j� vai longo.
Irei sempre estimar este s�mbolo da vossa amizade.
Com uma arma destas, qualquer um consegue perfurar a lua.
Assim que puder, vou tentar.
Obrigado.
O que fazes aqui? O que foi agora?
Lembras-te de me dizeres que o Norton te ajudou?
- Sim. - Ajudou-te muito.
A sair de Washington para n�o atrapalhares.
- Atrapalhar o qu�? - O projecto-lei sobre os �ndios.
N�o foi � Assembleia?
- Est� a ser debatido agora. - O qu�?
Dois amigos est�o a tentar empatar, mas n�o sei quanto tempo ir� durar.
Esta digress�o acaba agora.
- Qual � o transporte mais r�pido? - Como eu vim, a cavalo.
Sei onde podemos arranjar cavalos.
WASHINGTON 13 KM
WASHINGTON 5 KM
Ainda n�o conseguiram for�ar a vota��o?
A oposi��o n�o cede.
Fa�am a vota��o.
Davy, achei que s� voltavas na pr�xima semana.
Eu sei.
Se � a lei dos �ndios que te preocupa, j� acabou.
J� foi aprovada.
Ter�o de mudar de ideias.
Estou a avisar-te, Crockett. Se fores l�, � suic�dio pol�tico.
Sabes o que penso da tua pol�tica?
Passo a palavra ao cavalheiro do Tennessee.
Sr. Presidente,
colegas deputados da Assembleia,
J� aqui estivemos muitas vezes.
Discutimos, divertimo-nos
e rimo-nos uma ou duas vezes pelo bem do pa�s e o nosso.
Mas hoje, podem guardar os sorrisos,
pois n�o contarei nenhuma piada.
T�m diante de voc�s o projecto-lei sobre os �ndios.
N�o tenciono que continuemos a discutir o assunto.
J� o discutiram o suficiente.
Mas antes de votarmos quero lembrar-vos de algo.
O crescimento � algo fant�stico.
� �bvio que temos de nos expandir.
Mas n�o � custa das coisas que este pa�s foi fundado para proteger.
As promessas do governo inclu�das nos tratados
s�o t�o sagradas como a vossa palavra.
O crescimento n�o � desculpa para perseguir parte do nosso povo
por terem pele vermelha e outra educa��o.
Votarem a favor desta lei n�o beneficiaria os colonos em nada.
Apenas tornariam ricos os oportunistas que a�ambarcam as terras
e querem esta lei aprovada.
Quem s�o estes patifes?
Um deles poderia ser o pr�prio presidente,
manipulando a Assembleia para benef�cio pr�prio.
Mas conhe�o o general Jackson h� muitos anos
e sei que apenas quer o bem deste pa�s.
N�o, s�o s� uns ladr�ezitos
que organizam jantares e festas para continuarem aqui
e tentarem a�ambarcar tudo o que podem.
Mas a exist�ncia destes z�-ningu�ns � natural.
Os verdadeiros patifes desta capital somos n�s.
Tu e eu, e eu sou o pior de todos.
Faltei a tantas reuni�es como qualquer um de voc�s.
Ainda por a� a dar � l�ngua quando devia ter estado aqui.
Se esta lei for aprovada, a culpa � nossa e s� nossa.
Somos respons�veis por este jovem grande e vibrante pa�s.
Somos respons�veis por ajud�-lo a crescer
e torn�-lo na na��o que Deus queria que fosse.
Se fossemos o tipo de homens
que os nossos amigos e vizinhos achavam quando nos elegeram,
uma lei destas nunca chegaria �s nossas secret�rias
e muito menos iria a votos.
Ao falar sabia Que a sua carreira acabaria
Mas sem medo falou E o seu ponto de vista passou
Nas suas coisas pegou E a espingarda levou
Atr�s do sol foi e n�o hesitou
Davy
Davy Crockett
A fazer-se ao caminho voltou
Aqui est�s tu.
Ent�o, Davy,
n�o vais dormir?
- Tenho estado a pensar. - Eu tamb�m.
J� descemos bastante o rio.
N�o est� na altura de decidirmos para onde vamos?
Sempre soube para onde ir.
Para onde?
"Independ�ncia do Texas amea�ada.
"O general Santa Anna promete expulsar colonos."
Texas?
Podemos ir para qualquer ponto do pa�s e tinhas de escolher...
L� � um ninho de problemas.
Est�o americanos em apuros.
Sim, um idiotas malucos a tentar enfrentar um ex�rcito.
Est�o t�o longe do resto do pa�s
que sabem que ningu�m vai ajudar.
S�o um grupo de ignorantes que n�o desistem
porque acham que t�m raz�o.
Quando vamos partir para l�?
Depois de chegarmos a Little Rock.
Um patrim�nio impressionante atirado para a sarjeta,
um magn�fico legado de mente e corpo
desperdi�ado imprudentemente com o homem comum,
talentos dissipados, valentia abandonada,
car�cter destru�do.
Cavalheiros!
Estava mesmo � sua espera.
� verdade o que dizem:
"A esperan�a � eterna."
Acho que ainda posso encontrar reden��o
convivendo com um exemplo de virilidade e virtude como o senhor.
E na sua tamb�m, claro.
Por outras palavras, quer que o Davy seja o seu pilar.
Pilar?
Isso � muito frontal, senhor.
Na realidade, estou a oferecer ao coronel a minha companhia inigual�vel.
Eu e o Russell estamos a pensar ir para o Texas.
N�o � um s�tio adequado
para um comerciante indefeso.
H� alturas em que a cobardia � uma virtude, querido coronel.
Facilita a tomada de decis�es.
N�o sei nada sobre esse s�tio, o Texas,
mas conhe�o bem a f�ria dos indignados lacaios da lei.
E como consequ�ncia,
temos mais o meu passado do que a incerteza do futuro.
� certo que n�o me vai negar o prazer da sua ilustre companhia.
Bem, de manh�, n�o se esque�a que foi ideia sua.
De Houston e Austin ouviu falar
�s plan�cies do Texas tinha de chegar
TERRIT�RIO �NDIO
Com terra a fugir de vista E espa�o para crescer
Um inimigo a liberdade tinha de deter
Davy Davy Crockett
O Rei das Fronteiras
Ali est� ele.
O Texas.
Espa�o suficiente para todos os sonhos que tive.
Disso n�o h� d�vida. At� h� espa�o a mais.
Um deserto desolado e �rido,
intocado pelo homem e por Deus.
H� algu�m por perto e sabem que estamos aqui.
�ndios?
Comanches, provavelmente.
Comanches?
O grupo b�rbaro a quem chamam
os Cossacos das Plan�cies?
Sim, esses mesmo.
N�o � melhor irmos andando?
Que manifesta��o sobrenatural � esta?
Vamos descobrir?
Ali t�m os Comanches.
Foi ele que os fez fugir.
Aquele �ndio � louco, vai directo ao monte do c�o-da-pradaria.
N�o fiques a� parado! Ajuda-me!
Tiveste mais olhos que barriga, Davy?
Pode n�o parecer, mas � um �ndio forte.
Se nos tornarmos amigos, ele pode ser um bom guia.
Mal posso esperar por comer nesta carne de b�falo.
O teu amigo acordou.
�ptimo.
Vou falar com ele.
O coronel consegue conversar com aquele ind�gena?
Observa.
Est� a falar ao Davy sobre si, mas n�o percebo tudo.
Pelo que percebi, ele tem passado um mau bocado.
Participou em muitas guerras, mas nunca conseguiu um escalpe.
O curandeiro roubou-lhe a parceira e expulsou-o da tribo.
Al�m disso, o cavalo dele caiu e ele perdeu um b�falo.
Como azar que tem, de certeza que ainda o queres como guia?
Tivemos sorte em encontr�-lo.
Se tiv�ssemos seguido caminho, t�nhamos ficado sem cabelo.
Sem cabelo?
Cheira bem.
Est� disposto a levar-nos at� um povoado branco.
- Eu n�o confio nesse selvagem p�rfido. - � bom que confies nele.
� o �nico que sabe onde podemos encontrar �gua.
Buenos d�as.
Bom dia.
� suposto haver um povoado de texanos por aqui.
Sabe onde fica?
Refere-se a San Antonio de Bejar?
Sim, San Antone.
N�o � seguro, se�ores.
O general Santa Anna j� tomou Bejar.
O Santa Anna tomou vila? E os Texanos?
Est�o no �lamo,
num forte do outro lado do rio.
- Parece que cheg�mos tarde. - Vamos remediar isso.
N�o v�o l�, se�ores.
O �lamo est� cercado pelo ex�rcito,
e h� muitas patrulhas por a�.
Atravess�mos o territ�rio ind�gena sem problemas.
Companhia, avan�ar!
N�o parecem muito amig�veis.
Vamos.
Protejam-nos!
Foi por poucos. Est�o bem?
Sim. � o respons�vel?
N�o. Estamos sob comando do coronel Bowie.
Jim Bowie? O que inventou a faca?
Esse mesmo.
Venha.
Ele est� de cama.
Caiu a ajudar a instalar o canh�o.
E desde ent�o que est� doente.
Coronel, recebemos refor�os.
Vou tratar dos seus homens.
Obrigado.
- Coronel Bowie? - Sim.
Trouxe uma companhia. Vim apresentar-me.
Sou o Davy Crockett do Tennessee.
Davy Crockett?
J� devia estar � espera.
Juro por Deus que nunca pensei v�-lo por estes lados.
Sente-se.
N�o me livro desta tosse.
Quantos homens trouxe?
Quatro, incluindo eu.
Quatro? Tenho quase 1 hectare para defender.
Precisaria de, no m�nimo, mil homens para operar esta guarni��o
e tenho menos de 200 volunt�rios.
Duzentos homens obstinados podem fazer muita coisa.
Crockett, vou ser sincero.
Este forte miser�vel � a nossa �ltima esperan�a.
Se n�o aguentarmos o Santa Anna aqui at� Houston reorganizar o ex�rcito,
perdemos o Texas.
S� temos de o defender.
Certo.
Mas aqui entre n�s, vou dizer-lhe o que enfrentamos.
Sabe que estamos cercados?
Al�m disso, n�o temos comida suficiente para um jantar para uma fam�lia.
P�lvora?
S� nos resta o suficiente para ca�ar um peru.
Escusado ser� dizer que nada disto pode sair daqui.
Claro, coronel.
- Os 200 homens que tem. - Sim?
N�o h� mais texanos por a�?
Temos enviado mensageiros.
Um deles voltou de Gonzales com 32 homens.
H� alguns homens em Goliad.
Partiu um mensageiro h� uns dias, mas acho que n�o sobreviveu.
Tem um cavalo descansado? Eu posso tentar l� ir.
N�o, Davy. Precisamos de homens como o senhor aqui.
Metade cavalo, metade jacar�?
Ambos sabemos que a quantidade de p�lvora na arma n�o importante tanto
como o esp�rito do atirador.
Ser confiante � meio caminho andado para vencer.
Crockett, pela primeira vez desde que c� estou,
acho que conseguimos aguentar.
Com a velha Betsy e esta sua faca de Arkansas,
como podemos perder?
Olha para aquele acampamento.
Todas as manh�s, chegam mais homens.
Aposto que s�o para a� 2000.
Quero � saber porque � que o Santa Anna pediu tr�guas
e enviou o mensageiro.
Seja o que for, n�o � bom.
Com os cumprimentos de sua excel�ncia.
Crockett, venha c�.
Ou�a isto, coronel.
Com tanto floreado
deve ter sido escrito por um advogado qualquer.
Por alto, diz que, se n�o nos rendermos sob as suas condi��es...
N�o tenho por h�bito render-me.
Eu tamb�m n�o.
Muito bem!
Sua Excel�ncia pediu que nos rend�ssemos.
Est� � espera de uma resposta. Vamos dar-lha.
Disparem o canh�o.
Baixem-se!
Dizem que a guerra � a experi�ncia mais gloriosa
que um homem pode viver.
Para mim, � o suic�dio mais aborrecido e miser�vel.
Disparam dia e noite, mas ainda n�o atingiram ningu�m.
N�o tens nada com que te preocupar, Thimblerig.
Ningu�m te vai acertar, n�o paras quieto.
Volunt�rios, comam e descansem enquanto podem.
Lamento, Moriarty, os artilheiros e os oficiais n�o podem descansar.
V�o comer.
Tu tamb�m.
V�o descansar.
Eu trago-te comida, Davy.
- Alguns homens j� est�o a ceder, coronel. - Quatro dias e n�o morreu ningu�m.
� incr�vel.
- At� quando durar� a nossa sorte? - Sorte? Isto n�o � sorte.
� a Provid�ncia Divina.
Acreditas mesmo nisso, n�o �?
Sem d�vida.
Eu tamb�m, Davy.
Isto � uma dose?
Assim � dif�cil preservar a valentia.
Queres testar a tua sorte?
O dobro ou nada?
Porque n�o? O meu est�mago n�o vai sentir falta disto.
Segura nisto, Azarado.
Muito bem, meu amigo.
Vamos testar a sorte com esta ervilha.
N�o � vudu, azar nem hindu�smo.
Prestidigita��o, uma antiga e honrosa arte.
V�s, agora n�o v�s. Escolhe.
Queres arriscar a tua dose pela hip�tese de encher a barriga?
Muito bem, ind�gena esfomeado, j� que pediste...
Escolhe.
Este.
Como est�s?
Mantenho-me acordado.
Davy, soube agora de uma coisa.
Estamos aqui presos.
E estamos a ficar sem muni��es. A ajuda n�o est� a caminho.
Sei disso desde que cheg�mos. Estamos a aguentar-nos, certo?
Desde que cheg�mos...
Sabes disto h� tanto tempo?
O coronel pediu-me para n�o contar a ningu�m.
E achaste que n�o podias confiar em mim? Depois de tudo pelo que pass�mos?
Pensei que est�vamos nisto juntos.
Estamos ambos exaustos. Vai dormir.
Est� bem. A partir de agora, � cada um por si.
- O que queres? - Tenho de falar consigo.
Era preciso acordares-me?
N�o tenho medo de batalhas, mas isto n�o vai ser uma batalha.
- Vai ser um massacre. - Se a ajuda de Goliad chegar, n�o.
Mas n�o a tem.
Nem sabe se a ter�, a menos que um mensageiro consiga passar.
- Era sobre isso que vinha falar. - Porque achas que �s capaz?
J� calquei muitas armadilhas de ursos e ainda tenho os dedos todos.
- Quando queres tentar? - Agora.
Est� bem, Russell. Mandarei selar o cavalo do coronel Bowie.
�ptimo. Como chego a Goliad?
Boa pergunta.
Isto � uma valeta de esgoto, como que um trilho.
Se n�o houver luz do luar
e os sentinelas estiverem a dormir,
e se tiver mais sorte que ju�zo,
poder� conseguir passar por eles aqui.
Ele est� a desertar.
A desertar? � o teu amigo Russell a tentar ir buscar ajuda a Goliad.
O Russell?
N�o esteja preocupado com o Russell. S� partiu h� dois dias.
Goliad fica a 160 km daqui.
N�o teve tempo de voltar.
N�o. De qualquer maneira, teria de esperar pela noite.
Ali est�o eles.
Artilheiros, ali ao fundo!
N�o usem a grade, gasta muita p�lvora!
N�o est�o t�o longe como pensam.
Certo, Latham?
Foram muito am�veis ao aproximarem-se tanto.
Moriarty, espera.
Est� muito vento.
Vou ver mais de cima.
Precisam de praticar mais.
Diz que lhes acerto com a Betsy.
Assim, sim!
� o Russell!
Abram o port�o!
Quantos homens viram de Goliad?
N�o podem enviar nenhum.
Seu idiota!
Estavas a salvo!
Porque voltaste?
Senti-me sozinho.
Cortou-te bem.
Eles t�m m� pontaria.
Goliad n�o vai ajudar.
Crockett, n�o posso continuar a esconder isto.
Vai avisar o coronel Bowie.
E muda-o para um quarto na capela, onde est� mais protegido.
�s tu, Davy.
Obrigado por me visitares.
Um homem de cama sente-se sozinho.
� bom ver um amigo.
Somos amigos h� menos de uma semana.
� pena n�o nos termos conhecido antes.
O Russell voltou de Goliad.
Diz-me, ele...
N�o v�o ajudar.
Trouxe os homens para aqui.
Devia estar com eles.
V� com calma, coronel.
Eu ponho-o l� fora.
Hornbuckle, Contreras.
Levem o coronel l� para fora.
Reuni-vos, pois, est� na hora de saberem a verdade.
O Russell trouxe m�s not�cias.
A defesa do �lamo depende apenas de n�s.
O general Santa Anna tem 5000 homens.
N�o vos posso levar para l� do vosso patriotismo e consci�ncia.
Enquanto est� de noite, podem fugir para um local seguro.
N�o criticarei quem n�o quiser ficar.
Quem quiser ficar...
... que passe a linha.
N�o consigo mexer-me sozinho.
Agradecia se me ajudassem a passar a linha.
Obrigado, homens.
Pass�mos muito tempo juntos, Georgie.
Sim, muitos anos.
Muitas mem�rias.
Toca-nos uma m�sica.
Porque n�o tocas tu, Davy?
Aquela que compuseste quando deixamos o Tennessee.
- Sabia que te ias lembrar dessa. - Claro.
Foi a �nica que escreveste.
Eles tamb�m gostam.
� melhor iram descansar.
Boa ideia. Pode ser a �ltima vez.
Est�o a atacar-nos!
V�m a�! Acordem, homens!
Acordem! Levanta-te!
Estamos a afugent�-los!
Coronel, que toque foi este?
� o sinal para n�o terem clem�ncia.
Ai sim?
V�o voltar a toc�-lo.
V�m a�!
Entraram pelo muro a norte!
Vamos virar o canh�o! Venham!
Disparar o canh�o!
D�-lhes o que merecem, Davy.
Segundos os livros, Todos morreram
Mas n�o foi assim Que as coisas ocorreram
Os seus esp�ritos viver�o E as suas lendas perdurar�o
6 DE MAR�O DE 1836 LIBERDADE E INDEPEND�NCIA PARA SEMPRE!
Enquanto o �lamo N�o esquecermos, n�o
DI�RIO DE DAVY CROCKETT ESCRITO PELO PR�PRIO
Davy Davy Crockett
A lutar pela liberdade
DI�RIO DE DAVY CROCKETT ESCRITO PELO PR�PRIO
O FIM
Legendas: Joana Miranda
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