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- Art Subs - 12 anos fazendo Arte para voc�!
Legenda - zumBRAL -
Revis�o - Vekka -
Ops, desculpa.
- Aqui, m�e, isto � para voc�. - Obrigada, querida.
Est� com uma barriguinha, Rannveig.
Voc� nunca teve barriga antes, teve?
Bem, n�o sei.
Ela tinha essa barriga grande antes?
Ela tem uma barriga normal. Que besteira.
Pode pelo menos se alegrar por n�o ter
e um queixo pontudo e chamativo como o nosso.
- Claro. - � verdade.
E as covinhas no queixo, como voc�s, minhas irm�s.
- O qu�? - Cad� a Agnes?
Tudo isso vem da fam�lia Patrekur.
Volto em um minuto.
Agnes?
- Agnes? - M�e, estou na maldita privada.
J� vamos come�ar.
J� disse que n�o vou.
N�o deveria ter voltado �s 6h da manh�,
voc� sabia muito bem, que ter�amos esse encontro.
- N�o tenho nem um violino. - Eu trouxe um.
Tome isso, querida. E venha logo.
Acho que voc� est� com o avental vomitado.
Ai, cale a boca.
Acho que sou al�rgica a licor de alca�uz.
Ou tenho algum tipo de intoler�ncia ao alca�uz.
E agora...
Agnes subir� ao palco, filha de Rannveig,
depois as filhas de Herdis,
as filhas de Hulldora e as filhas de Sigurleig.
Agnes, por favor.
- Ol�. - Boa tarde.
Einar, por que n�o d� uma olhada no problema da campainha?
Est� me deixando louca.
- J� estou indo. - Sim, claro...
Terei que arranjar tempo.
- Hadlur? - Sim?
Tem como tirar os pallets do corredor?
Voc� pode tirar os pallets do corredor?
O que disse?
Voc� pode tirar os pallets do corredor?
Fazemos isso no fim do dia.
N�o d� para carreg�-los o tempo todo.
Por que n�o arruma? Empilhe no corredor.
Seria trabalho dobrado transportar esses pallets.
A n�o ser que voc� nos pague hora extra para mover os pallets.
A terceiriza��o de m�o de obra � bem vista em nosso pa�s.
Sem problemas, sem lam�rias.
Os trabalhadores estrangeiros
n�o te importunam por f�rias,
n�o param toda hora para um caf�.
Comem no carro no caminho do trabalho,
e se reunem no canto da pista.
E a gente n�o precisa ouvir nenhuma besteira deles.
Em rela��o �s contrata��es, deixem com as ag�ncias.
Portanto, todo mundo ganha.
J� discutimos tanto esse assunto.
Voc�s sabem o que penso sobre essas ag�ncias.
Sim, e tamb�m sabemos a taxa hor�ria nessas ag�ncias...
� menos da metade do que nossos motoristas ganham.
Esses s�o os fatos.
Al�m disso, como todos sabem,
essa forma de proceder reflete a modernidade:
- terceirizar tudo. - Sim, eu entendo.
Mas simplesmente n�o me interessa romper acordos coletivos
ou violar a legisla��o sobre isso
para compactuar com uma escravid�o moderna.
Simplesmente n�o parece certo
contratar pessoas via ag�ncias estrangeiras
apenas para precarizar as rela��es e pagar sal�rios mais baixos.
Bem, a prop�sito, minha fam�lia e eu...
Vamos passar o Natal e o Ano Novo nas Filipinas.
- Uau. - Muito bem.
- Legal. - Pois �.
Unnure assumir� enquanto eu estiver fora.
Ela � �tima e conhece todas as nuances.
Fica �timo em voc�. Vestiu muito bem.
Certo, bem...
N�o � um pouco grande?
- N�o, � assim que deve ser. - Mesmo?
Acha que vai us�-lo com frequ�ncia, querida?
- Posso usar na escola e em festas. - Exatamente.
� mais como um vestido casual.
Pode us�-lo para sair ou para o dia a dia.
� muito vers�til.
Bem, talvez com um cinto fique melhor.
E voc�, n�o est� interessada em ningu�m?
N�o. Eles s�o todos cheios de vida e arrogantes.
- S� falam de cerveja e futebol. - Ainda h� muito tempo.
Bem, voc� que perguntou.
N�o se preocupe.
N�o perco o sono com isso.
Mas seria bom ter algu�m com quem eu pudesse conversar.
Ali foi onde eu e seu pai viv�amos, no in�cio.
Quando ele entrou numa escola de arte.
Sempre cheirava t�o bem l� dentro.
Ainda sinto o cheiro s� de olhar para l�.
Seu pai tentava cozinhar
o goulash perfeito.
Muitos legumes e alho. Era t�o bom.
Algu�m sempre nos visitava na hora do almo�o.
E Cyvar... aquele... Cyvar Pietures.
Voc� n�o era apaixonada por ele?
- Na terceira s�rie? - Era um menino bonito.
Oi.
Einar, trouxe sushi.
Que se foda, cara.
Aquele gol que Buddy marcou na ter�a-feira...
Ainda est� falando disso?
Ele � o �nico que entende de futebol.
Tenho que discordar de voc�.
No �ltimo jogo, Buddy jogou s� 7 minutos.
S�o quase 23h. Se formos agora, d� tempo.
N�o adianta ir � cidade agora,
pra levar a noite inteira dirigindo de volta pra casa.
T�, tudo bem.
Vamos pra outro lugar, ent�o.
Agnes, onde vamos "agitar"?
Vamos pensar em algo.
- Ei, posso ver o placar? - Claro, cara.
Formid�vel! Boom! Feito.
- E a�, est� se divertindo? - Opa, ol�!
Oi.
Bem, � sexta-feira � noite, n�o �? Posso me dar uma folga.
- E voc�, quer ficar chapada? - N�o.
Vamos tomar uma bebida.
N�o � prudente me dar �lcool.
�, bebida � com voc� mesmo. Melhor n�o te dar.
- Sozinha em casa? - Sim.
N�o. Einar est� assistindo alguma s�rie na Netflix.
Einar?
Einar?
Einar?
Boa noite.
N�o entendo porque eles n�o se divorciam.
Voc� j� lhes disse que n�o quer viver com eles?
Eles est�o sempre em seus quartos.
Nunca os vejo juntos.
Minha m�e deve achar que eu ficaria chateada se eles se divorciassem.
Voc� sabe que tem que ir comigo?
- Para as Filipinas? - N�o, obrigada.
Para Reykjav�k.
N�o posso mais ficar aqui.
N�o consigo respirar.
- Boa tarde. - Boa.
- Teve muitos convidados? - Sim, casa cheia.
Ai.
Agnes, por que est� dormindo com essas roupas?
N�o conseguiu nem chegar at� a cama?
E esse cheio de �lcool. N�o d� nem para respirar.
A casa inteira est� fedendo.
Como est� indo na escola? N�o tem nada para estudar?
Hein?
Ainda nem tocou nos seus livros?
Voc� tem que pensar no futuro.
A menos que voc� queira trabalhar o resto da vida na loja.
- Rannveig... - O qu�?
� simples assim.
N�o acho que isso seja sensato, Agnes.
Voc� costumava ler, ter aulas de violino,
e agora fica s� vadiando por a�.
N�o vai conseguir nada assim.
N�o sei o que deu em voc� ultimamente.
Desculpe, mas o que � isso?
N�o posso acreditar, s�rio!
- Ambos sentados, suspirando. - �.
Estou falando s�rio.
Voc� precisa ficar esperta e focar nos estudos.
Vivo dizendo isso.
Voc� tem que ser mais ativa na vida da fam�lia, como n�s.
- Meu Deus... - Estou falando s�rio.
- T� bom... - "T� bom"?
N�o � para concordar e fugir.
Na geladeira tem iogurte de coco e mel.
Einar, abra a porta. Estou no banheiro.
N�o quero te atrapalhar.
- S� se voc� tiver mesmo. - N�o se preocupe. Entre.
Esta � minha esposa, Rannveig.
Ol�. Eu sou Haydn.
- Rannveig Baldursdottir. - Sou o inquilino ao lado.
Da casa amarela?
Que bom, finalmente ter� vida por l�.
- Bem-vindo. - Obrigado.
Aqui � �timo.
- Ele quer uma extens�o emprestada. - Voc� tem algo de familiar...
Tem algum parente aqui na regi�o?
- Ele � ator. - Talvez j� tenha me visto.
- O policial de "A Armadilha"? - Sim, mas n�o t�o assustador.
Foi s� um papel. N�o se preocupe.
Bem, vou buscar a extens�o.
Os domingos eram sagrados para n�s.
- Bem, eu n�o assistia. - � mesmo?
Era um �timo programa.
- S�rio? - Sim.
- Est� � Agnes, nossa filha. - Ol�, Haydn.
- Ol�, Agnes. - Prazer.
- � o novo vizinho. - Certo.
Aqui, tenho duas.
Espero que alguma funcione. � s� limpar a poeira.
Lembre-me de devolv�-las.
Eu costumo esquecer. � um desastre.
N�o se preocupe.
Estaremos nos esbarrando sempre. N�o h� onde se esconder.
- Foi um prazer. - Nos vemos por a�.
A carne est� muito macia.
- Obrigado. - Muito boa.
Voc� sempre...
Tudo est� delicioso, Einar.
N�o era muito do meu gosto, Rannveig,
quando voc� usava... Aquelas especiarias africanas.
- Sim, teve isso. Voc� n�o gostava? - N�o.
� interessante mudar as coisas.
Experimentar novos sabores, novos odores.
Deus, mal posso esperar para provar os sabores da viagem.
M�e...
- N�o quero ir com voc�s. - Ir conosco?
Para as Filipinas.
Acho que n�o estou pronta para isso.
Estamos nos preparando desde a sua confirma��o.
- Voc� ansiava por isso. - Falamos disso no outro dia.
Voc� estava falando disso.
Voc�s n�o podem me obrigar a ir se eu n�o quiser.
- Mas o que mudou? - Voc�s mudaram.
Bom, e eu tenho outros planos.
- Que planos s�o esses? - Meus planos.
Vou arrumar um emprego e estudar remotamente.
- Remotamente? - Sim, preciso respirar.
Eu tenho dinheiro.
- Mesmo? E onde est� o dinheiro? - Na minha poupan�a.
Sua poupan�a? Que voc� vai precisar no futuro?
Voc� n�o sabe que ter uma poupan�a
� um investimento para o futuro? Que bobagem � essa?
Voc� vai passar de ano, se formar, e vamos viajar, certo?
- Sim. - Sim.
L� se foi um agrad�vel jantar.
Vai dar tudo certo.
Tamb�m n�o podemos for��-la a ir para o exterior...
N�o, � claro, especialmente se voc� n�o quiser.
Voc� tamb�m era assim, Rannveig, na idade da Agnes.
Tinha uma opini�o sobre tudo,
mas nunca teve coragem de levar a cabo.
Voc� vai ver, ela vai superar.
Rannveig.
- Al�, aqui � o Aurmann. - Sim, ol�.
Voc� viu minha mensagem?
Sim, sim, eu vi sua mensagem.
Desculpe, n�o tive tempo de...
- Ent�o sabe o que aconteceu? - Sim, sei.
- A carga est� presa... - Isso.
Ent�o eu posso...
N�o, eu sei. Clareza � fundamental Concordo totalmente.
J� n�o � a primeira vez...
A saga de Nyala; a saga de Egil; a saga de Gisli, filho de Sour...
Como as outras sagas islandesas, elas contam hist�rias
principalmente de honra e dignidade.
A linguagem delas � simples, o estilo � refinado e elegante.
A estrutura das frases � simples, as frases s�o curtas,
e os di�logos s�o substanciais.
E, consequentemente, muito deve ser interpretado pelo pr�prio leitor.
Ou�am isto.
"Gunnar era bonito. Seu rosto era branco."
Al�?
- Rannwig, querida... - Oi, m�e.
Voc� comprou o pat� de f�gado dinamarqu�s que eu pedi?
N�o tinha, ent�o Agnes comprou outro.
Os outros me d�o dor de est�mago, voc� sabe disso.
- J� lhe disse muitas vezes. - N�o, voc� j� comeu esse.
J� comprei antes, quando n�o achava o seu.
Estou ocupada aqui. Vou desligar.
- Vejo voc� mais tarde. - Est� bem...
- M�e, tenho que ir. - N�o esque�a o pat�.
Est� bem, m�e.
Agnes...
� melhor beber isso do que roubar minhas bebidas velhas.
est� uma caixa de Egils Gull.
� melhor beber isso do que roubar. minhas bebidas velhas.
Deixar�o voc� doente.
Certo. Desculpa.
Aumente o r�dio, por favor, querida.
Como est� o seu ciclo? Ainda est� regular?
Sim... Sim, sim.
Como est�o as ondas de calor?
Elas n�o incomodam? Suores noturnos?
N�o... Se bem que sim...
�s vezes, transpiro � noite,
mas � quente dentro de casa.
Bem, e dispepsia? Constipa��o?
- Hemorroidas? - Por Deus, n�o.
Tenho apenas algumas dores de cabe�a.
- Sente suas pernas pesadas? - N�o.
- C�ibras? - N�o.
- Dor no peito? - N�o, n�o, n�o, n�o.
Entendi. Voc� tem mudan�as de humor abruptas?
Olhe, n�o eu estou aqui pelas varizes,
mudan�as de humor, ou como quiser chamar.
Estou apenas estressada, durmo mal e ponto final.
Certo.
Vamos ver...
Para mulheres de sua idade, recomendo
uma investiga��o geral,
para que as mudan�as n�o cheguem de surpresa.
� importante ter apoio do seu parceiro,
quando essas mudan�as chegarem.
- Sua vida conjugal est� indo bem? - N�o quero ser indelicada,
mas n�o tenho tempo para estes "conselhos femininos",
se � que voc� me entende.
Essa conversa ficar� para depois.
E bem, sim. Meu marido e eu estamos muito bem.
Certo.
Muito bem, Rannveig, vou te passar comprimidos para dormir.
"Precisa-se de zeladores
na World Class em Gravarholt e em Spyngin."
"Limpeza, arruma��o, muito trabalho e infinitas possibilidades, ISS".
Fascinante.
N�o seja rid�culo e negativo.
N�o sou negativo, sou realista.
- Oi, m�e. - Oi, querida. Onde voc� est�?
Na loja, conversando com o Skari.
A vov� e eu vamos ao cemit�rio. Quer ir?
N�o, infelizmente n�o posso. Tenho crossfit.
Que pena! Talvez da pr�xima vez ent�o.
- D� um "oi" para a vov�. - Darei.
- Certo, tchau. - Tchau.
Skari, quando terminar a�,
poderia preparar a grelha e verificar a fritadeira?
- Ela estava estranha mais cedo. - Tudo bem, sem problemas.
� horr�vel ver mulheres t�o jovens
se deixarem ficar t�o gordas.
- � mesmo. - N�o �? Horr�vel.
Como � domingo, talvez possa comer em nossa casa?
Como assim? Do que est� falando?
S� para variar.
Depois Einar pode lev�-la em casa. Seria mais f�cil para mim.
"Para mim"?
Em vez de eu ir para sua casa e cozinhar l�,
fa�o a comida na minha e comemos l� tamb�m.
"Para mim". Ouviu o que disse, Rannveig?
Merda...
Cuidado.
- N�o precisa exagerar. - Estou indo a 20km/h.
N�o tenha pressa, ouviu?
Yohanna nos convidou para um caf�.
- Tem feira de artesanato. - Quem � Yohanna?
Yohanna est� ali.
Os idosos fizeram uma feira de artesanato.
S� um caf�?
Voc� sabe muito bem o que acho disso, Rannveig.
Enquanto eu viver, n�o entro ali.
As pessoas v�o para l� para morrer.
J� lhe disse muitas vezes.
Bem, que mal tem em falar com as pessoas,
j� que voc� n�o dirige mais, n�o sai mais?
L� voc� pode tomar caf� quando quiser
e aprender a fazer artesanato.
N�o vou deixar que voc� me mande para um abrigo de idosos.
Ningu�m vai mand�-la a lugar nenhum.
Para ser entupida de sedativos
e ter estrangeiros limpando a minha bunda.
Certo. Agora as m�os. �timo.
Agnes...
� um exerc�cio dif�cil. V� devagar.
Primeiro domine a t�cnica,
e depois execute lentamente.
Certo.
Skari, vou pedir para expuls�-lo, se voc� n�o parar.
Muito bem.
Aperte os m�sculos abdominais.
- Oi, querida. - Ol�.
Oi.
- Ol�? - Ei! Oi!
- Trouxe de volta. - Elas funcionaram?
N�o, mas comprei uma nova, ent�o tudo bem.
- Certo. - Escute...
Est� reformando? Quer ajuda?
N�o. Apenas me instalando. Mas obrigado.
Gostaria de vir para um churrasco?
Estivemos pensando, o tempo est� bom...
E sempre � uma boa hora para fazer espetinhos.
- Certo. Quando ser�? - Quando quiser.
- Seis horas. - �timo, nos vemos ent�o.
- Obrigado. Foi um prazer. - Igualmente.
E a churrasqueira l� de fora? Est� funcionando?
N�o t�nhamos uma churrasqueira maior?
Sim, mas est� enferrujada e cheia de limo.
�timo.
Mam�e, estou com pressa. Trouxe lagosta e salada.
Minha nossa. Aconteceu alguma coisa?
N�o, estava apenas com vontade de mimar voc�.
Est� bom assim?
Sim, � claro. Vai almo�ar comigo?
Hoje n�o posso. Tenho que correr.
N�o esque�a o bot�o de emerg�ncia, se precisar.
Ligo mais tarde. Tchau, mam�e.
- Quanto tempo vai ficar aqui? - Fico indo e voltando.
Vou para a cidade amanh�.
Tenho um teste para um papel no cinema.
Bastante promissor, n�o � um mau papel.
J� est�o bebendo em casa?
Bela camisa.
Posso te trazer uma cerveja?
Realmente n�o bebo.
Por qu�?
Bem, era o dia de formatura
e um policial me pede para encostar.
N�o se para algu�m no dia da sua formatura.
De todo modo, as autoridades me mandaram parar,
- e preferi n�o contrariar. - Est� brincando, Einar?
- N�o posso fazer uma piada? - S� se tiver senso de humor.
Naquela �poca, voc� teve sua pr�pria opini�o.
� s�rio que vamos discutir por causa daquele dia?
Por onde come�amos? Pelo discurso ou a partir da queda no palco?
Ai, m�e, n�o seja t�o certinha.
Olha, por que n�o fazemos um brinde.
Um brinde a... A voc�.
- Igualmente. - Obrigado pelo convite.
Foi uma festa �tima.
Einar, pode nos servir um copo?
Que tal um conhaque?
- Voc� bebe conhaque? - Eu? Sim.
� claro.
Em algum lugar, em algum dia, novamente
Eu amo tanto esta can��o.
Seu caminho vai encontrar o meu
E voc� dir�: "Tive saudades suas"
- A letra � fant�stica. - A melhor j� feita.
"Tive saudades suas"
Sussurros silenciosos na noite, palavras de amor
Na long�nqua dist�ncia Quem vai escutar agora?
Fora da minha vida, voc� caminha a passos largos
Voc� caminha
E agora o refr�o. Einar, onde voc� est�?
Mas eu n�o quero ficar aqui
Embora meus pensamentos estejam quase sempre com voc�
A vida tamb�m est� me esperando
J� chega de dor e tristeza
Por isso, estou partindo
� procura de alguma companhia
- Agora voc�. - N�o consigo.
Vamos l�.
Afinal, hesita��o e derrota s�o a mesma coisa
- Uau, grande voz. - Que isso.
N�o, voc� precisa assumir o vocal. Uau.
Vamos l�: Em algum lugar
- E a�, como voc� est�? - Tudo certo.
Foi muito divertido ontem � noite.
� um bom rapaz, esse tal de Haydn.
- Oi, vizinho. - Opa.
- Como est�? - Muito bem.
Cuidando para n�o apodrecer?
Sim, isso tem que ser feito todos os anos.
- Preciso terminar at� o inverno. - Certo.
Olha, pode me ajudar aqui?
- O que �? - S� uma coisinha.
Claro, por que n�o?
Kristmundur e Erlingur...
- olhando pela janela. - N�o.
- Leio o que Erlingur diz? - Voc� � Erlingur.
Diga o que ele diz da forma mais natural poss�vel.
- Sem problema. - Pode fazer? Serei o Kristmundur.
"H� sempre uma n�voa sobre a prisao?"
- "Bem, sim." - "Bem, sim."
- "Sim..." - "Mas..."
"Mas..."
- "E isso...". "Isso n�o..." - "Isso n�o me afetar�".
- "...n�o vai me impedir." - Lembrei agora.
"Bem, sim. Mas isso n�o vai me impedir."
- "Enquanto meu velho..." - "Velho..."
"Velho..."
- "Velho pai..." - "Velho pai..."
- "Cuida de..." - "Enquanto meu velho pai
cuida de mim e me mostra o caminho de volta."
Eu tenho que ler assim? Como diz aqui?
Bem, n�o � Shakespeare, mas vamos ler como tal.
- Ent�o, ele mostra o caminho. - Ele mostra o caminho.
"Alguns j� teriam ficado em terra firme, esperando a tempestade."
"Nadarei em qualquer tempo,
em paz com Deus e com os homens."
"Mas... quem � seu Deus, Kristmundur?"
Uau, isso foi muito bom.
Foi melhor que eu.
Bem, eu n�o interpreto desde a faculdade.
Certo, vamos fazer novamente.
Pode tirar um pouco mais, um pouco mais que da �ltima vez.
J� n�o me lembro mais como voc� fazia.
Faz tanto tempo desde a �ltima vez.
Sim, verdade.
Des�a sua calcinha at� onde quer depilar.
Certo.
- Aqui. - Tanto assim?
�, assim est� bom.
N�o faz mal variar.
Depila��o na virilha e no quadril...
D� 6,900.
- Acabou de chegar. - Maravilhoso.
� incr�vel.
- � esse que voc� usa? - Sim.
Acrescente na conta.
- Pode deixar. - � maravilhoso.
- Ol�. - Ol�.
- Foi um �timo encontro. - Foi mesmo.
Voc� n�o ia para Reykjav�k?
Irei amanh�.
Espere, voc� � aquele ator?
Talvez eu seja.
Ei, acho que estou... Percebendo algum tipo de vibra��o?
- O que est� acontecendo aqui? - Voc� � t�o est�pido.
Voc�s s�o muito engra�ados.
�...
E se eu te afogasse agora mesmo?
N�o seria divertido?
Estou brincando, cara.
Merda.
- Boa tarde. - Boa tarde.
Por que est� dirigindo?
Voc� sabe que n�o pode dirigir. � perigoso.
Por que voc� mudou tudo por aqui?
J� conversamos antes, m�e. Voc� n�o pode dirigir.
Como seu batom est� brilhante.
N�o mexa nesses pap�is. Preciso deles.
� muito ousado para uma mulher da sua idade.
Quero a chave do carro.
Oi. Ol�, Max.
- Voc� � t�o curioso. - Vem aqui! Vem c�, rapaz!
Ele � t�o curioso.
Vamos l�, rapaz.
Suas rosas est�o �timas. Como voc� faz?
Bem, n�o � m�rito meu.
Os que moraram aqui antes... Eles que cuidaram.
Sim, precisam de cuidado.
Realmente. N�o tenho escolha.
- E esta, qual �? - � uma h�brida.
- Uma �ris? - Uma h�brida.
Tamb�m comprei um buxo-comum.
- Buxo... - Comum. Buxo-comum.
� linda.
Voc� � jardineiro?
N�o, apenas curioso.
- Bem, voc� sabe alguma coisa. - Sim...
- E eu tenho uma paix�o secreta. - Estou vendo.
� bom estar com a naturea e...
- Sim, claro. - Respirar.
- Respirar. Sim, respirar � bom. - Muito bom.
Sempre quisemos nos mudar para Reykjav�k.
Comprar uma casa no centro com parquinho e tudo mais.
Tamb�m quer�amos ir para o exterior estudar.
E ent�o papai faleceu, e...
�, isso mudou tudo.
� dif�cil para minha m�e, ela est� envelhecendo...
E n�o posso mais cuidar da empresa sozinha.
Bem, voc� sabe como �.
O tempo apenas voa longe para algum lugar.
Agnes j� criou ra�zes aqui.
N�o posso fazer isso com ela nem com a mam�e.
Deix�-la aqui sozinha.
Codepend�ncia.
Para os outros � muito conveniente,
mas para voc� n�o � nada bom.
Bom, eu vivo muito bem aqui.
- � bom ser solid�ria e tamb�m... - N�o, espere.
Voc� n�o pode esquecer de si mesma e de seus sonhos.
Tem que lembrar que voc� tamb�m precisa de cuidado.
Assim como as rosas.
Parece que o telefone j� est� bom.
Sim, ele liga, mas quando atendo, desliga sozinho.
Temos que lev�-lo para consertar. � rapido.
Certo. Olha...
J� que vou te levar at� a loja,
voc� ter� que me ajudar no meu teste de cena.
- Este aqui? - Sim.
N�o decorei direito. Preciso repassar de novo.
- Voc� � Disa. Eu sou Kristmundur. - Certo.
- "Voc� me deixou sozinha..." - Devagar, mais devagar.
- Pode ler com calma. - Desculpa.
- Pronta? - Sim.
- Com licen�a, onde � o banheiro? - Ali atr�s, � direita.
Vou buscar uma coisa. Espere aqui, est� bem?
N�o vou demorar.
- Ol�. - Ol�.
Esta � a �ltima.
As outras porcarias no arm�rio j� joguei fora.
Eram coisas sem utilidade.
- Voc� jogou fora? - Relaxe.
Eram umas camisas horr�veis. Doei para caridade.
Poxa vida...
- Emma est� em casa? - Sim.
Assistindo � TV.
Estava pensando, talvez, em andar de motoneve
ou ir ao cinema com ela.
Acho que ela j� passou por muita coisa.
Ela tem pai, tudo bem, isso j� � suficiente para ela.
Ela n�o precisa fazer viagens
nem esperar promessas que nunca s�o cumpridas,
ou s�o adiadas indefinidamente.
S� a deixa desapontada.
Oi, filha. � bom ver voc�.
- Como est� indo? - Bem.
Nossa, que gatinha.
Quantos anos ela tem, 15?
Brigna, � apenas uma garota de Akranes,
para quem estou dando carona.
- N�o tem nada a ver. - D� adeus ao papai.
- Tchau, filha. - Tchau.
Adorei te ver.
S�rio.
Boa sorte, querido.
Ol�.
Oi, Dowry ligou e disse que n�o pode vir.
- Ent�o... - H� algo de errado com ela?
N�o sei, ela apenas n�o vem. Tem uma substituta?
- Tenho uma agenda para cumprir... - Certo.
Ela n�o pode... Agnes, minha amiga, fazer a cena... comigo?
- Claro. Por mim, tudo bem. - S�rio?
Sim, muito bem. Vamos l�.
"O que posso dizer...
Al�m de 'sinto muito'?"
"Por que n�o disse nada? N�o ligou,
n�o deixou um bilhete, de verdade?
Pensei que estivesse morto."
"Estava apenas assustado, Disa."
"Com medo de qu�? De mim? De nosso beb�?"
"Eu tinha medo de amar, Disa.
Estava t�o assustado.
Com medo de n�o ser um bom pai para nosso filho.
Mas saiba disso...
N�o se passa nem um dia
nem um minuto,
que eu n�o pense em voc�,
em n�s.
Eu te amo, Disa.
Sempre amei por todos esses anos."
Uau, obrigada.
Muito obrigada mesmo.
Est� feito. �timo.
Relaxe, n�o � t�o grave assim.
Ela tem 19 anos de idade.
Ela pode fazer o exame depois, tem a recupera��o.
E al�m disso,
cabe a ela decidir.
Essa ideia de ensino � dist�ncia � um completo disparate.
Como n�o tem que ir � escola, ela vai passar o dia todo na loja.
N�o d�. N�o no meu turno.
Seu turno? Voc� fala como se fosse uma f�brica.
Uma fam�lia n�o � uma planilha do Excel.
Einar, por que n�o me ajuda e me apoia nisto?
- Parece que estou sozinha. - Ajud�-la em qu�?
Na sua chatice di�ria?
A vida n�o pode ser uma aventura em fam�lia?
Seria �timo se fosse uma aventura.
- Sim! - Sim.
Claro, quando n�o se tem que pensar em nada,
e tudo j� foi planejado por algu�m.
Como voc� acha que Agnes ficou irrespons�vel?
Claro, finja ser o Dalai Lama,
enquanto sua filha foge da prova final.
Droga, voc� � um chata.
- Est� �timo, gordinho. - Ol�.
Como est�? Como foi o teste?
Fui muito bem. Detonei.
N�o � oficial, mas o papel j� � meu,
ou os avaliadores est�o loucos.
Voc� tamb�m foi �tima, fant�stica.
- Quer alguma coisa? - Cerveja.
Cerveja para ela, e o de sempre para mim.
- Nem vou cobrar. - Certo.
Ent�o, esse Kristmundur...
- Ele � um idiota. - O qu�?
- Por seu comportamento. - Idiota?
- �. - Por que isso?
Bem, � o que eu acho.
Porque ele est� assustado naquela situa��o?
Porque ele � apenas um homem, ou por mostrar sentimentos?
Isso � proibido? Por que ele � o idiota?
N�o, n�o disse isso.
- � que... um idiota � um idiota. - Existe um idiota...?
Voc� n�o pode dizer isso?
N�o, � que, voc� sabe, n�o � t�o simples assim.
N�o h� apenas preto e branco, n�o funciona assim.
H� esta �rea cinza aqui no meio, onde nos encontramos,
Isso � a vida, sabe?
- Ela apenas... - Existe.
Melhor beber. S� um minuto...
Um brinde.
- Obrigada pela carona. - Eu que agrade�o.
- Agnes... - Diz.
De qualquer forma...
� melhor que isto fique apenas entre n�s.
Isto o qu�?
- Nos vemos por a�. - Certo.
N�o ligo para o que voc� ou os outros pensam disso.
J� disse: n�o vou fazer esse exame.
- Vai fazer sim. - N�o.
Claro que voc� vai fazer.
- Depois viajaremos como planejado. - Sem chance.
Onde esteve o dia todo?
E a noite toda? N�o estava com o Skari?
Fui a Reykjav�k para trocar meu cart�o SIM.
- Foi como? - De carona.
- Com quem? - M�e, por favor.
Agnes, confio em voc�, mas n�o confio nos outros.
- Confia em mim? - Sim.
N�o, nunca confiou.
Voc� s� sabe dizer que sou deprimente.
- Que bobagem? - Agnes...
N�o quero ir nem com voc� nem com o papai
nessa merda de viagem para as Filipinas.
- Voc�s se odeiam. - Agnes!
- Que diabos, querida? - Admitam!
Voc�s s� se importam com o que os outros pensam.
Uma fam�lia t�o ador�vel com a menina adotada,
que deve ser sempre uma mocinha bonita.
O que... Como assim?
Voc�s s� n�o se separam por minha causa,
e isso � uma merda.
Isso j� passou dos limites.
Precisamos nos acalmar!
Acalmar? � s� isso que tem a dizer?
O que quer que eu diga?
O que quer ouvir? O que mais h� a fazer?
De que diabos voc� est� falando?
- Isto � sobre o futuro dela. - Agnes.
- �timo... - �timo? O que est� �timo?
Volte para o computador, e eu n�o vou...
Sim, claro, maravilha. Jogue a culpa nos outros.
Passei muito tempo tentando te agradar.
E voc� sempre sendo autorit�ria.
Assim como sua m�e!
- Ol�. - Oi, oi.
- Est� tudo bem? - Sim, estou apenas
respirando um pouco de ar fresco.
N�o conseguia dormir.
Ele ficou sozinho o dia todo.
- � bom sair com ele, pegar um ar. - Sim, claro.
Fazer ele se exercitar.
- Voc� n�o est� com frio? - Sim, estou arrepiada.
Tome o meu casaco.
Voc� � muito gentil.
Obrigada.
Vai l�. Vai para casa, rapaz.
N�o quero voltar para casa.
Com o que est� t�o preocupada?
Bem, com tudo.
Com Agnes, em primeiro lugar.
Desde que ela era apenas um beb�,
eu tinha pesadelos
sempre que eu a deixava sair de minhas m�os.
E a� ela ca�a da escada, ou do balc�o.
Ainda estou assim.
Ela mergulha na piscina, e fico sufocada at� que ela saia.
E ela j� tem 19 anos.
Estou sempre preocupada com alguma coisa...
E parece que a vida j� foi vivida.
Isso que eu fa�o l� fora no jardim?
Cuidando de um maldito canteiro de flores.
Tentando me manter ocupada.
Fico no escrit�rio...
Com pessoas que n�o quero ver.
Tudo � excessivamente chato.
Estou aborrecendo a Agnes. Entendo isso perfeitamente.
Fa�o o mesmo com a mam�e e o Einar.
Mas estou t�o aterrorizada por eles.
� noite, eu...
E ao mesmo tempo, empurro-os para longe de mim.
Estou solit�ria.
- Bem, � isso. - Ora, vamos l�...
N�o...
Onde voc� esteve?
Sinto muito.
Oi?
Onde voc� esteve?
Por que n�o atendeu o telefone?
Fui para Reykjav�k.
Precisava de um novo SIM.
Agnes, n�o minta para mim, por favor.
N�o fa�a isso. S�rio.
Eu estava com Haydn.
Qual � o seu problema, Agnes?
Caramba!
- Boa tarde. - Boa.
Red Rizla.
Espere um minuto, voc� n�o � aquele ator?
Sim, sou eu.
Voc� era aquele advogado fodido que passava na TV?
- Era apenas um papel. - Claro.
- Obrigado. - Ol�, Kristmundur.
Como voc� est�?
Bem. E voc�?
- Excelente. - Mesmo?
Estou com um pouco de pressa... Nos vemos por a�.
- Como �, vai fugir assim? - Qu�?
N�o... Estou apenas com pressa.
Espere, n�o v�.
Agnes...
Haydn.
Einar?
M�e, estou ocupada agora.
Voc� n�o me atendeu.
Estou ligando desde ontem.
Quero leite, caf� e...
Est� bem, eu ligo mais tarde.
Quer sopa?
N�o, obrigado.
M�e?
Voc� viu a Agnes?
- Sabe onde ela est�? - N�o sei.
Se voc� souber onde ela est�... Preciso encontr�-la.
- N�o sou bab� da Agnes. - Oscar!
- Provavelmente est� no crossfit. - Crossfit? Obrigada.
Isso, �timo.
Segure bem com a outra m�o.
Muito bem!
Voc� est� arrasando!
Que diabos est� acontecendo aqui?
O que est� fazendo?
- M�e... - O que � isso?
- Ela est�... - Voc� fique fora disso.
O que est� fazendo?
- M�e, pare. - Vai me dizer...
Qual � o seu problema, pode me dizer?
- M�e, por favor... - Vai ser dan�arina de pole, �?
Est� me dizendo que esfrega sua bunda num poste,
em plena luz do dia?
Na frente desses idiotas?
� isto que voc� faz? Voc� est� fora de si?
- Ela tem 19 anos de idade! - M�e!
Ela tem 19 anos! Deveriam ter vergonha,
todos voc�s. � repugnante assistir!
Agnes! Agnes!
- Oi. - Oi. Como posso ajud�-la?
Uma cerveja grande, por favor.
Ele n�o vai a lugar algum conosco.
- O qu�? Por qu�? - S�rio. Ela n�o vai permitir.
- Ela est� doente. - Doente?
- N�o tem nem um m�s. - Um m�s, pelo menos.
Isso � palha�ada. � nosso retiro anual.
Ela j� planejava isso antes de engravidar.
Surpresa.
O que...
Eu estava na cidade e estava com sede.
Legal. Bem-vinda.
Esta � a Agnes, um amiga.
- Ol�, Vidir. - Agnes.
Ol�, Bjarki.
- Voc� fala um �timo island�s. - Obrigada.
Aqui.
- Sa�de. - Sa�de.
Posso ficar na sua casa hoje � noite?
Isso n�o � uma boa id�ia.
Nos vemos.
Beleza, tchau.
- Oi, n�o estou aqui. - Agnes...
N�o deixe mensagens. N�o envie mensagens.
N�o quero contato.
Ei, espere, o que voc� est�... O que voc� est� fazendo?
Calma, querida.
Eu n�o entendo.
Disse a ela tantas vezes para n�o dirigir.
Ela sabia que n�o podia dirigir. Eu lhe disse muitas vezes.
Bem...
Sua m�e sempre fez tudo � pr�pria maneira.
Minhas sinceras condol�ncias.
- Ela estava doente? - N�o.
N�o. Voc� sabe que...
Est� tudo bem.
Acho que �s vezes � bom que eles apenas...
Simplesmente v�o embora.
Sai daqui.
Coitadinho, tem que fazer xixi.
Voc� quer ir l� fora?
Agnes, o funeral ser� na pr�xima semana e...
Podemos lev�-la. Basta chamar que viremos.
Acho que o mais prudente a fazer � voltar conosco.
Haydn me levar� ao funeral.
Acho melhor n�o.
Ser� uma cerim�nia familiar, querida.
M�e...
Isso n�o cabe a voc� decidir. N�o tenho mais 15 anos.
Sei o que eu quero, e quero estar com Haydn.
Muito bem. � sua escolha.
Agnes, o que sua m�e est� dizendo,
acho que est� certo.
J� est� na hora de voc�s serem uma fam�lia.
- Ela s� quer dar ordens. - Eu sei, meu bem.
Entendo muito bem.
Mas acho que voc� precisa...
Vou voltar l�, n�o posso deix�-la ali.
- Ela n�o quer vir conosco. - Mas ele n�o a quer.
N�o vou deixar minha filha com aquele babaca.
Primeiro fodeu minha esposa,
e agora anda fodendo minha filha.
O idiota tem a mesma idade que eu.
Acho que peguei aquela maldita gripe
de que todos est�o falando.
- Estou me sentindo uma porcaria. - Claro, est� bem.
O que est� acontecendo aqui?
- O qu�? - Haydn!
Saia j�! Voc� s� tinha permiss�o para passar duas noites.
Pensei que voc� s� viria amanh�.
Eu sei! Est� bem.
Pensei que voc� viria amanh�.
- As flores j� est�o regadas. - Sim, � claro! �timo.
- Relaxe. - O que � isso?
Uma amiga dormiu aqui. Algum problema? Relaxe.
Trazendo prostitutas � minha casa?
Quantos anos ela tem, afinal?
Voc� est� louco, seu idiota?
Jesus Cristo, porra!
Saia. Agora. E leve sua puta tamb�m.
- N�o. - Sim!
Desculpa, eu n�o sou puta.
Meu nome � Agnes Joy Einarsdottir.
Sou de Akranes.
Tenha uma boa estada.
Ap�s negociar com meus funcion�rios mais pr�ximos,
encontramos um caminho, com a minha sa�da...
A partir de hoje.
E a verdade � que...
�, eu n�o quero ficar aqui nem um minuto a mais.
Mas eu gostaria de aproveitar a oportunidade
para agradecer sinceramente a cada um de voc�s pela coopera��o.
E desejar-lhes tudo de bom.
Para voc� tamb�m.
Obrigada.
- Sim, igualmente. - Obrigada.
S� mais uma coisa.
A terceiriza��o
nunca ser� utilizada nesta empresa.
Fiz quest�o de garantir que permane�a assim.
- Art Subs - 12 anos fazendo Arte para voc�!
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