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O ALVO HUMANO
Enquanto o rifle de um tiro dava lugar ao rifle de repeti��o,
o excelente atirador de longa dist�ncia se tornava praticamente extinto.
Acertar o alvo, animal ou homem, na primeira tentativa,
j� n�o parecia uma quest�o de grande import�ncia,
por que a recarga era instant�nea.
Enquanto o desrespeito a lei aumentava no crescente Oeste,
a necessidade pelo bom atirador se tornou aparente.
Restavam poucos homens assim. Esta � a hist�ria de um deles.
Vejo que conseguiu desta vez. Algum problema?
-Ei, olhe estes buracos de bala. -Vi alguns tiros sendo disparados...
-que mal posso acreditar. -N�o diga.
-Haviam quantos deles? -Cinco.
Perto de Borrow Flats, o mesmo lugar que me assaltaram da �ltima vez.
Bem, eles pretendiam me cortar, como fizeram na semana passada.
E Mike os viu primeiro. Estavam cerca de 600 jardas.
N�o percebi a chegada deles, e olha estou neste lugar h� muitos anos.
Sim, n�s sabemos. O que voc� fez, Martin?
-Pegou algum? -Com certeza.
Como eu disse, haviam cinco deles. Bem, para encurtar a hist�ria,
dois escaparam, mas h� tr�s foras-da-lei mortos na pradaria.
Um para cada tiro que o Mike Martin disparou.
-Isso � tudo verdade, Mike? -Acho que sim.
Exceto a dist�ncia, acho que estavam a 250 jardas.
-Ainda assim � um belo tiro. -Alguma not�cia?
-Vamos entrar. -Ou�a isso.
Est�vamos a caminho e de repente um tiro foi disparado.
Eles usavam Winchesters, ele os matou com um tiro.
-Aqui est�, Mike. -Obrigado, Bob.
Voc� pode mudar de ideia depois de passar algum tempo como homem da lei.
-�s vezes � um trabalho dif�cil. -Isso n�o ir� me incomodar.
Bom, eu sempre quis ser um delegado.
Sabe como as crian�as querem ser m�dicos, advogados ou pastores?
-Sei o que quer dizer. -Aposto que quase deixou o...
governador surdo de tanto pedir para que eu fosse apontado.
N�o foi t�o dif�cil, Mike. Muitas pessoas j� ouviram...
falar da sua habilidade. At� mesmo na capital.
� por isso que fui apontado? Por que sei usar um rifle?
Voc� n�o sabe apenas usar um rifle, Mike.
Voc� sabe disso. N�o h� outro homem no...
territ�rio que atire como voc� Claro que usei isso como base...
para te conseguir esse trabalho, mas seu tipo de habilidade pode...
-ser muito valiosa para n�s. -Mas n�o � por isso que quero...
ser delegado, Bob. Acredito na lei.
Esta terra est� crescendo r�pido e homens da lei honestos s�o...
os �nicos que podem garantir isso.
Voc� est� certo, e ter� chance de fazer sua parte, nesse meio tempo...
Nesse meio tempo serei o carrasco do governador.
-� isso que acontecer�. -Esse n�o � o jeito de se ver isso.
Voc� ser� um sub-delegado livre, no momento, trabalhar� comigo.
Outras miss�es podem te levar a todo o territ�rio.
Outras miss�es. Voc� quer dizer, atirar nos outros.
Quando se trabalha para o governo, a primeira coisa que aprende,
� seguir as ordens. Certo?
Certo.
Mike.
O delegado est� te chamando. Encurralamos a gangue do Burton.
Traga seu rifle.
-Chegou r�pido, Mike. -Sim.
Esta cabana parece uma fortaleza. Seguraria at� um regimento.
Fiquem longe da janela. Escurecer� em menos de uma hora.
Conseguiremos sair daqui.
Eles se afastaram das janelas. Acho melhor atacarmos.
Espere um pouco, Bob. Acho que posso abrir...
aquela porta para voc�.
Voc�s tem 15 segundos para sa�rem com as m�os para o alto.
Tudo bem, estamos saindo.
Amarre-os, rapazes.
Tenho uma surpresa para voc�, Mike.
�? Qual �?
Uma carta de recomenda��o do capit�o.
Pelo seu trabalho na pris�o da gangue do Burton.
Aquele foi um trabalho importante, Mike.
Muito importante. Voc� provavelmente...
salvou muitas vidas com sua alma.
J� tirei mais vidas do que salvei, Bob, tenho certeza disso.
Bem, n�o tenho tanta certeza. Toda vez que um fora-da-lei �...
eliminado, seja capturado ou morto, isso faz do Oeste um lugar mais...
-seguro para as pessoas honestas. -Eu sei disso.
Tamb�m sei que � normal um delegado matar de vez em quando...
no cumprimento do dever, mas n�o o tempo todo.
N�o aguentarei por muito tempo, Bob.
-N�o vai ou n�o quer, Mike? -N�o vou me demitir, sabe disso.
Mas n�o gosto desta rotina. Me sinto como um carrasco.
D�-me apenas uma miss�o onde eu possa usar meu c�rebro ao inv�s...
-daquele rifle. -Governador.
-Prazer em v�-lo, senhor. -Ol�, delegado.
Governador, este � o sub-delegado Martin.
-Mike, o governador Watson. -Como vai, filho?
-Prazer, senhor. -O jovem atirador.
-Prazer em conhec�-lo. -Obrigado.
A viagem foi calorenta. Sente-se, Scott.
Tenho uma miss�o para voc�. E ela � muito importante.
Por que n�o mandou me chamar? N�o precisava fazer essa viagem...
Sim, eu precisava. N�o se consegue manter nada...
-em segredo em Oklahoma City. -Vou l� fora para garantir que...
n�o sejam incomodados enquanto conversam.
S� um instante, Mike. Prefiro que ele fique.
Se essa miss�o for fora daqui, o Mike assumir� meu lugar.
Quero que ele saiba o que est� havendo.
-Se n�o se importa, senhor. -Tudo bem.
Mas nao conte a ningu�m. Lembre-se disso.
-Sim, senhor. -Esse � um trabalho...
que ir� requerer intelig�ncia, Scott. � grande, perigoso e talvez imposs�vel.
Quero que localize alguns ladr�es para mim.
N�o deve ser imposs�vel, senhor. Fizemos isso muitas vezes.
Sim, mais isso � diferente. Vem acontecendo h� mais de 3 anos.
Arruinou 12 rancheiros e custou muito dinheiro ao governo.
-Como assim? -Isso vem acontecendo...
nas terras do governo. Terras arrendadas aos rancheiros...
de acordo com a Lei dos Colonos. � nosso dever proteger aquela terra...
e n�o temos sido capazes de fazer isso.
Isso custou uma fortuna at� agora. Tivemos investigadores e delegados
verificando o estado inteiro e n�o chegamos a lugar algum.
-Nenhum gado foi recuperado? -Nenhuma cabe�a sequer.
A �nica coisa que sabemos � que o gado est� sendo atravessado
pelas montanhas Sangre de Cristo. Depois disso, eles desaparecem.
Sangre de cristo? Ela tem mais de 500 milhas.
� isso.
O gado est� escondido em alguma parte daquelas montanhas.
N�o sei se mudam a marca ou os mant�m para reprodu��o.
Os rancheiros que moram nos p�s das colinas foram investigados?
Sim, foram, e n�o ajudou em nada.
Todos eles perderam gado para os ladr�es.
J� perdemos algum homem nessas investiga��es?
N�o, os rancheiros tem cooperado tamb�m, eles est�o t�o ansiosos como n�s para
acabar com isso, o que precisa ser feito rapidamente.
Se continuar, em alguns anos n�o haver� um rancho de gado no estado todo.
-Voc� sabe o que isso significa? -Sim, eu sei.
Voc� tem mais alguma instru��o? Algum modo em particular que
-queira que eu cuide disso? -N�o, exceto que esta miss�o
deve ser secreta. Voc� pode escolher os m�todos.
Bom, ent�o acho que viajarei como garimpeiro.
Isso me dar� a liberdade de viajar que precisarei.
Muito bem. Comece o mais cedo poss�vel.
Sinto muito por n�o te dar mais informa��es, mas n�o h� mais nenhuma.
Voc� ter� que entrar em Sangre de Cristo pelo sul
e viajar em dire��o ao norte. Toda vez que chegar em
algum assentamento, entro em contato com voc�.
-Por carta ou tel�grafo. -�timo, n�o tente efetuar
nenhuma pris�o, s� descubra se puder, quem tem roubado o gado e como.
Ent�o, mandarei os homens que precisar assim que me disser o local.
-Certo. -Boa sorte.
Obrigado.
-Adeus, filho. -Adeus, senhor.
Cuide das coisas enquanto eu estiver fora, Mike.
N�o deixe ningu�m desrespeitar muito as leis.
-Gostaria de poder ir com voc�. -Eu tamb�m.
Mas voc� ouviu as ordens. Darei not�cias em duas semanas.
Agora, n�o fique muito impaciente. S� mantenha a paz e siga as ordens.
-Boa sorte, Bob. -Obrigado.
Vamos, Jenny.
Sabe, Leo, �s vezes me pergunto por que as pessoas perdem tempo
criando gado quando � t�o f�cil roub�-los.
-Fico feliz que fa�am isso, sr. Wiley. -Bem, n�o h� nenhum risco,
s� n�s conhecemos este canyon. E fa�o o papel de rancheiro
-respeit�vel para todos verem. -Foi um belo toque
reclamar a perda de gado junto ao governo como todo os outros.
Foi, n�o foi?
-Sua correspond�ncia, sr. Wiley. -Obrigado, Kincaid.
-Algo novo na cidade? -N�o, mas h� um garimpeiro
nas colinas ao oeste, o vi a caminho daqui.
Contanto que ele n�o venha at� aqui e veja o gado,
-n�o tem problema. -Certo.
Leo, parece que receberemos uma dama do Leste.
-Uma dama? -Sim, minha sobrinha.
Ela se chama Jane Warren. Diz aqui que � escritora, est�
escrevendo um livro sobre o Oeste e quer observar o povo de perto.
-Acho que somos n�s, Leo. -Sim, mas quanto menos pessoas
-souberem sobre n�s, melhor. -Ela n�o precisa saber.
� s� mant�-la longe daqui.
Esse ser� seu trabalho por alguns meses, ajudante de escritora.
Bem, talvez seja melhor pedir a um dos outros rapazes.
N�o acho que se importar�, Leo. Se me lembro bem, ela � linda.
Qual � o problema? N�o quer ser imortalizado
na fic��o americana?
Sr. Wiley, o Kincaid disse que acha que conhece aquele garimpeiro.
Disse que ele � um delegado federal.
-O que? -Ele parece um homem
chamado Scott. Ele era o delegado
-na �ltima vez que o vi. -Quando foi isso? E onde?
Em Abilene, cerca de 10 anos atr�s. Ele separou uma briga no saloon
-e prendeu v�rios de n�s. -Tem certeza de que se
-trata do mesmo homem? -Absoluta.
Dei uma olhada nele com meu bin�culo.
Fa�am uma visita a esse garimpeiro.
O cavalo selado se foi.
Acho que sei onde ele foi.
Sim, para a cordilheira.
Vamos subir a p�. � mais r�pido assim e
ele n�o nos ouvir� chegando. Vamos.
N�o se mova, delegado.
Ol�, delegado.
Gostaria de falar com o sr. Watson, por favor.
Me chamo Martin. Sou sub-delegado de Sicamore.
O governador est� ocupado no momento.
S� um instante. Eu disse que o governador
est� ocupado. Voc� ter� que marcar uma visita.
Olhe, amigo. Preciso falar com ele
sobre algo importante. Ele me ver�.
Agora, voc� dir� a ele que estou aqui ou devo diz�-lo pessoalmente?
Quem? � claro que quero v�-lo.
Mande-o entrar.
-Ol�, governador. -Ol�, Martin.
Prazer em rev�-lo. Teve not�cias do delegado Scott?
N�o, senhor. Voc� n�o teve?
Faz mais de um m�s que n�o. A �ltima carta dele veio
-de Willow Springs. -Willow Springs?
Sim.
Foi de l� que ele me escreveu pela �ltima vez tamb�m.
Ele teve tempo para chegar em Painted Rock.
-Ele deve estar por aqui. -Sim.
-Ser� que algo aconteceu a ele? -� isso que pretendo descobrir.
Voc� n�o tem experi�ncia nisso. Mandarei outra pessoa.
Eu vou, senhor, com ou sem a sua permiss�o oficial.
-Scott � meu melhor amigo. -Eu sei.
Entendo como se sente. Mas caso algo tenha dado errado,
acho que faria muito mais sentido...
-O que est� fazendo, Martin? -Estou me demitindo, senhor.
N�o quero que fa�a isso, voc� tem um �timo hist�rico e preciso de voc�.
N�o quero me demitir, mas tenho que ir atr�s do Bob.
E se n�o tiver sua permiss�o, me demitirei.
Ou�a, quero ajudar o delegado Scott tanto quanto voc�.
Mas n�o posso ter um homem inexperiente estragando suas chances.
N�o precisa se preocupar comigo estragando....
N�o preciso mesmo me escute, meu jovem.
S� te contratei como sub-delegado pela sua mira e voc� sabe disso.
Bem, sei disso agora.
Aquele rifle vir� a calhar quando estiver procurando pelo Bob.
-Martin, te proibo... -Voc� n�o pode me proibir
de fazer nada que n�o seja contra a lei.
-N�o trabalho mais para voc�. -N�o seja tolo.
Se realmente quiser ajudar o Scott, voc� n�o pode ir procurar por ele
-com um rifle nas m�os. -Por que n�o?
Seria a mesma coisa que anunciar suas inten��es.
E se o Scott for um prisioneiro? Por quanto tempo acha que
ele viveria depois que um atirador come�asse a bisbilhotar por l�?
Talvez esteja certo, n�o levarei o rifle.
Me passarei por um garimpeiro, como ele fez.
Como disse antes, com aquele rifle, voc� � um homem valioso.
Sem ele, voc� n�o vale nada. Na verdade, acho que voc�
acabar� machucando seu amigo ao inv�s de ajud�-lo.
-Sinto muito, governador, pretendo... -Ir da mesma forma.
Eu sei. Bem, aqui.
Estou te dando a miss�o. Sei que n�o posso imped�-lo de ir,
ent�o � melhor que seja numa miss�o oficial.
-Obrigado, senhor. -Agora, sente-se e me escute.
Voc� estar� sozinho. Se tiver problemas,
n�o haver� ningu�m para ajud�-lo. Se vai se passar por um garimpeiro,
garimpe. Cuide dos seus assuntos.
N�o fa�a muitas perguntas. N�o confie em ningu�m.
N�o... De que adianta.
Tentar te ensinar em minutos o que homens como o Scott levaram a vida
-toda para aprender. -N�o se preocupe, governador.
-Posso cuidar disso. -Espero que sim.
Sinceramente. Mas, lembre-se,
s� quero que encontre o delegado Scott.
O encontrarei se ele estiver vivo.
-Mas se n�o estiver... -Vingan�a n�o � o seu trabalho.
Suas ordens s�o para investigar e reportar.
Mandarei outro homem para substitu�-lo em Sicamore.
Bem, acho que � tudo. Exceto que...
Tenha cuidado.
Obrigado, governador.
Aqui, garoto.
De quem voc� fugiu?
A� est� voc�. Estou feliz em v�-la.
-E a mim? -Estou feliz em v�-lo tamb�m.
Por que a encontrou para mim. Muito obrigada.
N�o h� de qu�, senhorita.
-Espero... -Espera o que?
Que seja senhorita.
�, me chamo Jane Warren, talvez tenha ouvido falar de mim.
N�o. Deveria?
-Sou novo por aqui. -Sou uma escritora.
Pensei que pudesse ter lido um dos meus livros.
N�o posso dizer que sim. N�o sou muito de ler.
-Que tipo de livros escreve? -De todos os tipos.
Amor, aventura, intriga. Talvez tenha ouvido falar
sobre "O Ninho do Amor"?
"O Amor Pirata"?
Talvez tenha visto algum na loja de livros?
Loja de livros? Est� dizendo que
existem lojas que vendem apenas livros?
� claro que sim. Talvez n�o aqui no Oeste,
mas devia. Ler � algo importante
-para o crescimento mental. -Sim, de fato �.
Isso � �gua? Estou sedenta.
-Fique a vontade. -Obrigada.
Voc� deve ter andado bastante e essas botas n�o foram feitas
para caminhada.
Sei disso agora. Ela quis brincar e
n�o pude acompanh�-la.
Para onde vai? Por sinal, me chamo Mike...
-Mike Johnson. -Obrigada, sr. Johnson.
Acho que descansarei alguns minutos antes de partir.
Voc� se veste diferente dos homens por aqui, sr. Johnson.
-Por que isso? -Bem, a maioria dos homens
por aqui s�o vaqueiros, eu sou um garimpeiro.
S�rio? Voc� n�o parece um.
N�o? Quantos garimpeiros j� conheceu?
Bem, nenhum pessoalmente, mas li bastante sobre eles e
sempre achei que fossem velhos com barbas longas.
Voc� n�o � nem um pouco velho.
Voc� l� muito, srta. Warren.
Teve sucesso no garimpo? Ficou rico, como dizem?
Ainda n�o, mas quem sabe um dia.
Bem, acho melhor eu ir, meu tio deve estar preocupado comigo.
-Ele � um dos rancheiros daqui? -Sim, ele se chama Champ Wiley.
Seu rancho fica poucas milhas daqui. Estou passando f�rias l�.
Ele � um �timo homem. Voc� gostaria dele.
Tenho certeza que sim. Gostaria de conhec�-lo.
Ele gostaria de voc�. Sabe, acho que colocarei
voc�s dois no meu pr�ximo livro. Acho que o chamarei de...
"Os Amantes Selvagens do Oeste Selvagem".
-O que achou do t�tulo? -Bom.
Voc� deve saber bastante sobre o amor, srta. Warren.
-O que quer dizer com isso? -Nada, honestamente,
s� estava curioso.
Obrigada mais uma vez por sua ajuda.
-Adeus. -Eu te ajudo.
-Obrigada. -Adeus, Jane.
Adeus.
-Ol�. -Ol�.
-Garimpando? -Isso mesmo.
Voc� n�o ter� muita sorte por aqui, n�o h� dep�sitos de minerais por milhas.
Voc� deve estar certo, mas somos engra�ados,
gostamos de convencer a n�s mesmos.
-N�o estou invadindo, estou? -N�o, essa terra � do governo.
Passei por uma cabana a uma milha, acha que eu poderia ficar l� por
-alguns dias? -Bem, voc� ter� que
perguntar o sr. Wiley sobre isso. Ele � o dono.
Sou seu encarregado, estou indo para o rancho agora,
se quiser me acompanhar e falar com ele.
Tudo bem. Me chamo Mike Johnson.
-Me chamo Santee. -Prazer em conhec�-lo.
Igualmente. Por aqui.
Entre.
Sr. Wiley, este � o sr. Johnson. Outro garimpeiro.
Sim, minha sobrinha me contou sobre voc�, obrigado por ajud�-la.
Foi um prazer, sr. Wiley. Seu encarregado foi gentil
em me trazer aqui para pergunt�-lo se posso usar sua cabana por alguns dias.
� claro, n�o sei se ficar� confort�vel, mas fique a vontade.
-� melhor do que acampar. -Voc�s garimpeiros trabalham muito.
Todos os anos v�rios passam por aqui. Uns dois passaram h� um m�s atr�s.
-Receio que n�o tiveram sorte. -Nunca se sabe.
Posso encontrar algo que eles n�o foram capazes.
Espero que sim. Ei, Johnson,
por que n�o janta conosco, j� que est� aqui?
-Eu adoraria. -Leo, mostre-o
onde ele pode se lavar.
A torta est� otima, Jane. Voc� a preparou?
Receio que n�o. Acho que estou
muito ocupada com meu livro para aprender a cozinhar.
Nosso convidado gostou da sua comida, Lita.
Lita disse que nunca conseguirei um homem se n�o aprender a cozinhar.
Acho que ela est� certa. -N�o concordo, Johnson.
Uma boa escrita � algo importante neste mundo.
-Obrigada, Leo. -Sim, �.
Mas uma boa refei��o tamb�m � importante.
Depois de um longo dia de trabalho, � dif�cil sentar e comer um livro,
n�o importa o qu�o tenso seja.
Voc� � um fil�sofo. sr. Johnson, mas suponho que a maioria dos
-garimpeiros sejam. -Acho que sim.
Passamos muito tempo sozinhos.
Voc� parece jovem para esse tipo de trabalho.
-Faz isso h� muito tempo? -S� h� alguns anos.
-Estudei geologia na universidade. -Universidade?
-Voc� � um universit�rio? -Sim, isso � algo ruim?
N�o, s� estou surpresa.
Um garimpeiro jovem, bonito e que frequentou a universidade.
T�pico interessante para o seu livro, n�o �, Jane?
Muito.
Gostaria que parasse de me encarar assim.
Sei o que quer dizer, sr. Johnson, ela vem me olhando assim h� semanas.
Acho que � o pre�o a se pagar por nos tornarmos personagens
-em um grande livro americano. -Esse livro eu lerei.
Bem, sr. Wiley, desculpe por sair logo depois de comer,
mas tenho que cuidar dos meus cavalos.
-Agrade�o a sua hospitalidade. -O prazer foi meu.
-Apare�a quando quiser. -Obrigado.
Voc� tem um belo rancho e parentes ador�veis.
Obrigado.
Notei seu gado quando cheguei, eles parecem muito saud�veis.
-Tem muitos deles? -Nem tanto.
Soube que esse lugar est� cheio de problemas com ladr�es.
Verdade, perdi muito gado nos �ltimos anos.
� uma pena. O governo deveria fazer algo sobre isso.
Bem, eles tentaram. Mandaram v�rios investigadores,
-mas ainda estou perdendo gado. -� complicado.
-Boa noite, Jane. -Boa noite, Mike.
-Te vejo amanh�. -Est� bem.
-Boa noite, sr. Santee. -Boa noite.
-Boa noite, Johnson. -Boa noite, sr. Wiley.
Me pergunto o que o fez se tornar um garimpeiro.
-Eu tamb�m. -Acha mesmo que
usar� um personagem como o Johnson no seu livro, Jane?
-Sim, posso at� fazer dele o her�i. -Bem, ent�o voc� ter� que descobrir
mais coisa sobre ele, n�o? De onde ele veio,
por que trabalha com isso, por que veio para esse territ�rio.
Acho que tudo isso pode ser importante para voc�.
Sim, voc� est� certo. Farei isso.
-Boa noite. -Boa noite, querida.
-N�o gosto da presen�a dele, sr. Wiley. -Podemos nos livrar dele, se necess�rio.
Enquanto isso, a Jane descobrir� tudo sobre ele.
-N�o gosto disso tamb�m. -Acho que � o m�todo perfeito.
Jane o manter� t�o ocupado com suas perguntas que ele n�o ter�
tempo para bisbilhotar, caso esteja aqui para isso.
Vasculharemos os pertences dele. Pessoalmente, acho que ele �
-realmente um garimpeiro. -Eu n�o.
Ele fez muitas perguntas sobre os ladr�es.
Isso � outra coisa. Nenhum homem da lei
seria t�o est�pido para fazer tantas perguntas.
Ele � jovem, inexperiente. N�o acho que o governo
mandaria um homem como ele para fazer um servi�o como esse.
Ei, ele � um jovem bonito, n�o?
Quantos anos tinha quando veio para o Oeste, Mike?
Cerca de 3 anos.
-Seus pais ainda est�o vivos? -N�o.
-Que tipo de trabalho seu pai fazia? -Ele era fazendeiro antes
de ser morto.
-�ndios? -N�o, o homem branco.
Foras-da-lei. Eles roubaram alguns dos
nossos cavalos numa noite e quando meu pai tentou imped�-los,
eles o mataram.
-E sua m�e? -A mataram tamb�m.
Pode parar com essas perguntas tolas e me deixar em paz?
-Tenho trabalho a fazer. -Sinto muito.
Sinceramente.
N�o devia ter perdido a calma, mas n�o gosto de falar sobre isso.
Eu entendo. N�o mencionarei de novo.
S�rio, eu preciso me concentrar no trabalho.
N�o te incomodarei. Ficarei fora do seu caminho.
S� preciso te perguntar mais algumas coisas.
O que preciso fazer para te convencer de que quero ficar sozinho?
N�o seja tolo, Mike, voc� sabe que n�o usarei seu nome verdadeiro na hist�ria.
Ningu�m saber� que teve algo a ver com isso.
Acho que sei como faz�-la sair daqui.
-Sabe? -Sim.
Meu plano n�o est� dando certo.
Nem o meu.
� melhor voc� voltar para o rancho, Jane.
-Por que? -Ou�a, sr. Santee,
n�o sei o quanto viu, mas te digo uma coisa,
o que quer que tenha visto, foi minha culpa, n�o dela.
Eu sei disso. V� para casa, Jane.
-Por favor. -Irei quando estiver pronta,
-e n�o estou. -Receio que esteja.
-Monte seu cavalo. -Tudo bem, Santee...
-Sinto muito, Mike. -Eu tamb�m, Jane
Sobre a briga, n�o sobre qualquer outra coisa.
� melhor voc� voltar com ele.
Ent�o a briga come�ou. Fui t�o respons�vel
quanto seu encarregado. Talvez mais.
Agrade�o por ter vindo contar seu lado da hist�ria, Johnson.
-Acredito em voc�. -Agrade�o sua hospitalidade, sr. Wiley.
E quero que saiba que n�o foi por ingratid�o que briguei com o Santee.
Gostaria de me despedir de voc� e da Jane, se ela estiver por perto.
-Est� partindo? -Sim.
Entao n�o encontrou o que veio procurar aqui?
N�o, estava certo sobre n�o haver dep�sitos de minerais.
-S� arrumei problemas. -Eu n�o me preocuparia com isso.
As coisas se acalmar�o. Talvez ache alguma coisa
ao norte, soube que h� dep�sitos de minerais por l�.
Espero que sim. Quando a Jane voltar�?
A qualquer momento. Ela foi dar uma volta.
-Que tal uma bebida? -N�o, obrigado.
-Voc� tem uma bela cole��o de armas. -Sim, tenho muito orgulho dela.
-Posso? -� claro.
Tenha cuidado, est� carregada.
Por um momento, pensei que realmente fosse um garimpeiro.
Santee sabia desde o in�cio. Meu encarregado � esperto.
Terei que lhe dar um aumento. Poderia ter escapado se n�o
carregasse aquele distintivo com tanto orgulho.
-Voc� matou o Scott. -N�o pessoalmente,
mas ele est� morto, assim como voc�.
N�o!
Re�na os homens e v� atr�s dele. Ele s� pode ter ido para o penhasco.
E s� tem seis balas.
-V� para o seu quarto. -O que acontecer� comigo?
N�o sei ainda. Voc� ficar� trancada
no seu quarto at� eu decidir.
Ei, homens. Homens!
O garimpeiro � um delegado.
-N�o h� nenhum sinal dele. -Ele est� l�, em algum lugar.
-Ele tem que estar. -Talvez sim.
Vamos nos espalhar.
-Aquilo n�o foi uma Winchester. -N�o, foi o Johnson.
Ele escapou com um dos rifles do chefe.
-Ele pegou o Mackland. -Voc� o viu?
N�o, mas ele est� na cordilheira.
Bem, ele s� tem mais 5 balas. N�o pode pegar todos n�s.
Do jeito que atira, ele pegar� n�s cinco.
Mantenham-se separados enquanto avan�amos.
N�s o pegaremos. Vamos!
S� sobramos n�s dois. N�o conseguimos sequer v�-lo,
muito menos atirar nele.
-Ele ainda tem tr�s balas. -�.
N�o quero ser baleado, voc� quer?
-Vamos falar com o Wiley. -Talvez ele tenha um ideia.
� melhor que sim.
-Ent�o? -Ele pegou o
-Collins, o Burt e o Mackland. -E ainda tem tr�s balas.
N�o h� ningu�m vigiando a colina? Qual � o problema com voc�s?
-Ele pode estar a caminho daqui. -Decidi que n�o vou esperar
-para descobrir. -Espere um pouco.
-Voc� n�o pode fazer isso. -Sim, eu posso.
Se forem inteligentes, sair�o daqui tamb�m enquanto ainda h� tempo.
E agora?
Parado, Kincaid!
S� restaram duas balas. S� h� uma coisa a fazer.
Pegue a Jane no quarto e traga-a aqui.
-O que far� com ela? -A usaremos para atra�-lo.
S� ela o for�ar� a aparecer. V�, depressa.
-N�o, eu n�o vou l� fora. -O que voc� disse?
Eu disse...
Vamos pegar um cavalo no curral. Voc� montar� primeiro.
Lembre-se que esta arma estar� apontada para voc� a cada minuto.
Wiley, est� me ouvindo?
Sim, estou, Johnson. N�o arriscaria a usar
as �ltimas duas balas se fosse voc�.
Mesmo que me acerte, voc� n�o pode me impedir de puxar o gatilho.
Des�a as escadas.
-Voc� est� bem? -Mike, o que est� havendo?
Seu tio comandava uma das maiores gangues de ladr�es de gado do Oeste.
E eu pensei que ele fosse um rancheiro respeit�vel.
-At� ele tentar mat�-lo. -Sim, eu tamb�m.
Tenho que ir para Oklahoma City hoje.
Vou ter que lev�-la como testemunha.
Tudo bem, Mike.
E quando me virei da janela, ele tinha uma arma na m�o.
O acusei de ser respons�vel pela morte do Scott e ele admitiu.
Ent�o, tentou me matar, a Jane o impediu e fugi.
-J� te contei o restante. -Voc� fez um belo trabalho, Martin.
� uma pena sobre o Scott, mas voc� n�o poderia t�-lo ajudado.
Ele estava morto antes de voc� partir.
Sim.
Sabe, fiz tudo que n�o devia ter feito e eles foram t�o gentis
comigo, que nunca suspeitei que fossem ladr�es.
Eu ia at� dizer a eles que era um homem da lei quando descobriram.
-Bem, deu tudo certo. -S� por causa do rifle.
Voc� v� agora o qu�o valioso � como um atirador, n�o v�, Mike?
Sim, senhor, nunca mais reclamarei.
Tenho certeza disso e fa�a com que nenhum dos
seus alunos reclamem tamb�m.
-Alunos? -Sim.
Quero que todo delegado e sub-delegado neste estado
atire como voc�, ou o mais pr�ximo poss�vel.
-Voc� ir� ensin�-los. -Isso parece um �timo trabalho.
-Obrigado. -Voc� tem direito
a algumas semanas de f�rias, caso queira fazer alguma coisa.
Sim, qual � o posicionamento do governo sobre o casamento
-de seus funcion�rios? -O governo aprova.
Na verdade, o governo recomenda.
H� alguma livraria por aqui, sr. Watson?
Uma livraria? Jane, acabei de te propor...
J� aceitei, querido. S� quero algo para ler
na nossa lua de mel. � s� isso.
Voc� vai ler um livro na nossa lua de mel?
Um livro de receitas.
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