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-O que foi, Dave? -Olhe, sr. Carter.
Um �ndio.
Acha que ele � batedor de um grupo de guerreiros?
Ele n�o est� usando pintura de guerra.
Isso n�o faria diferen�a, haveria centenas deles escondidos nas rochas,
-n�o ter�amos chance de v�-los. -Se eles quisessem problema s�
-os ver�amos quando nos atacassem. -Vamos sair daqui agora, Dave,
-n�o quero perder o escalpo. -Achei que todos os �ndios deste
-territ�rio estivessem na reserva. -Eles deveriam estar,
mas n�o correrei risco, vamos seguir em frente.
SERVI�O IND�GENA AMERICANO RESERVA BOULDER
Sr. Hutchins, Agente
Onde est� a comida que prometeu nos trazer?
-N�o consegui. -Nosso tratado requer
alimento mensalmente, n�o era muito, mas nos mantiam vivos.
-Agora n�o h� nada. -N�o � minha culpa...
Queremos comida, n�o desculpas. Milho, carne e farinha.
-Onde est�? -Me solte.
Red Fox, voc� n�o consegue controlar seu povo?
-Acho que eles est�o enlouquecendo. -Pessoas famintas enlouquecem.
Voc� sabe que n�o deve-se comportar assim, voc� n�o � como os outros,
voc� foi educado.
Voc� fez uma promessa ao meu povo.
Se n�o mant�-la, seus cora��es est�o pesados e suas barrigas vazias.
Meu beb� est� com fome e ela � t�o pequena e indefesa.
N�o h� nada que eu possa fazer, Torquoise, as carro�as com
suprimentos ainda n�o chegaram.
Um dos meus homens viu as carro�as atravessarem o canyon esta manh�.
� mesmo? O que seus bravos faziam fora da reserva?
-Ca�ando comida. -Ele mentiu para voc�.
Sabemos que a comida chegou e n�o recebemos, onde ela est�?
Temos que implorar pelo que � nosso de acordo com a lei do homem branco?
Voc� n�o conseguir� nada falando comigo desta forma.
Quando os suprimentos chegarem, voc�s receber�o o que � devido.
Isso se ficarem nesta reserva e se comportarem.
Sen�o ser�o punidos e n�o receber�o nada!
Largue-o!
Red Fox, voc� e a Torquoise v�o para sua cabana.
O resto de voc�s saiam daqui, voc�s tamb�m!
Leve-os para o celeiro e comecem a descarregar.
Ol�, Hutchins, estou feliz que esteja aqui.
Por que os �ndios est�o fora da reserva? Peguei um deles nos espiando.
� por isso que estou te esperando, meus �ndios est�o agitados.
-� seu trabalho previnir isso. -O chefe Red Fox est�
-est� os incitando a irem para a guerra. -Voc� foi apontado agente �ndio
para control�-los, voc� tem armas e eles n�o, cuide dos problem�ticos.
O problema acabar� se entregar a comida que voc� acabou de trazer.
Isso est� fora de quest�o, a venderei assim que tirarem a marca do governo.
Mas voc� n�o pode, estes s�o os suprimentos que pedi a Washington.
-Tenho que entreg�-los aos �ndios. -Mas voc� n�o entregar�.
H� uma grande febre do ouro em Black Hills,
as pessoas est�o se amontoando l�, h� pouco suprimento, lucraremos muito.
N�o gostei disso, se Washington souber o que estamos fazendo
-iremos para a cadeia. -Por que n�o para de se preocupar?
Eles n�o sabem de nada at� agora, sabem?
Quando eu vender a comida, receberemos e todos ficar�o felizes.
Sim, mas que bem o dinheiro me far� com uma flecha nas costas?
J� passamos por isso antes e nada aconteceu.
Ent�o assine o recebimento do suprimento como sempre.
-Mas, Carter... -Te vejo amanh�.
Assine aqui, Chito.
Obrigado, senhor.
-Dave. -Obrigado.
Levarei algumas carro�as para o Leste daqui alguns dias,
gostaria que viessem comigo, o que dizem?
-Eu n�o. -Qual o problema, Chito?
Isso n�o � trabalho para um vaqueiro, procuro por um emprego
que n�o precise trabalhar e com um bom sal�rio.
Bem, quando encontr�-lo me avise que me juntarei a voc�.
Trabalhamos com gado, n�o com carga, aceitamos esse trabalho com um prop�sito.
-Qual? -O dinheiro.
Temos um rancho em Long Valley e queremos trabalhar para comprar gado.
Suponha que compre 50 vacas, no ano seguinte elas dar�o a luz.
Logo, estes novilhos crescer�o e dar�o a luz tamb�m.
-Isso continua at� enriquecemos. -Voc� faz parecer f�cil.
-Bem, boa sorte com seu rancho. -Obrigado, sr. Carter.
Vamos.
-Lolita, Margarita, Chiquita... -Espere um pouco.
-Me d� esse dinheiro. -Por qu�?
Voc� n�o gastar� seu dinheiro com garotas desta vez.
Garotas? Estou dando nome as vacas.
Dave, est� vendo isso?
O que acha disso?
Parece que est�o preparados para um ataque.
E est�o indo na dine��o do nosso rancho.
Vamos sair de vista e ver o que eles est�o aprontando.
Este � um belo lugar, n�o?
Olhe aquelas montanhas e as nuvens l� em cima.
Se depender de mim, voc� pode devolv�-la aos �ndios.
Inky, olhe.
Eles devem ter me ouvido, n�o precisavam levar t�o a s�rio.
-Algu�m ferido? -N�o.
Sorte sua termos aparecido, senhorita.
Esta foi uma recep��o selvagem de sua terra.
Obrigada por nos ajudar. Sou Ellen Wheeler.
Como vai, srta. Wheeler? Sou Dave Taylor e este � Chito.
Prazer em conhec�-la. srta. Sou Chito Jose Gonzalez Rafferty.
-Rafferty? -Sim, senhor.
-Voc� faz o que? -Salvo o escalpo de pessoas como voc�.
-� mesmo. -Ele sempre faz isso.
-N�o � mesmo, Inky? -Inky?
Este � meu nome e tenho orgulho dele.
-Por que? -Por que?
Tenho uma gr�fica ambulante, j� trabalhei do Texas a Calif�rnia.
-� isso que os �ndios queriam? -Acho que n�o,
o que eles fariam com uma prensa?
-O que far� com isso, senhorita? -Ela n�o abrir� um sal�o de dan�a.
-N�o estou falando com voc�, Stinky. -Meu nome � Inky.
-Que diferen�a faz? -Chito, pare com isso.
Acho melhor acompanharmos voc�s a cidade.
Eu me sentiria mais segura, ficaria feliz em pag�-los pelo seu tempo.
Srta., para uma garota como voc� tenho todo tempo do mundo.
Eu vou na carro�a, voc� leva o cavalo.
-Voc� sempre faz isso. -� cada um por si, n�o �?
A futura prensa de Boulder ser� aqui.
-Esse � um trabalho dif�cil. -Bem, tenho tinta no sangue.
Quis dizer para uma garota.
Meu av� criou a primeira prensa de Chicago, criarei a primeira aqui.
J� tenho at� o slogan: "A prensa do Boulder imprime
todas as not�cias, boas ou ruins o que temos a perder?".
-S� sua vida. -Por que diz isso, Chito?
O �ltimo editor que veio para esta cidade foi baleado.
Ele est� morto.
-Voc�s devem estar brincando. -N�o, senhorita.
S�rio, h� alguns homens dif�ceis por aqui,
se n�o gostarem do que imprimir eles podem ficar violentos.
Pare de brincar. J� ouvi estas hist�rias do Oeste antes.
-Isso acontece sempre? -Voc� se acostuma, senhorita.
-Ao menos � excitante. -Quer que eu te leve para a esta��o?
N�o mesmo, gostarei daqui. Se montarmos a prensa podemos
-fazer disso a manchete. -Sim.
-Comece a descarregar. -Sempre que quiser uma hist�ria.
-basta me procurar. -Chito promete qualquer
-coisa a uma garota bonita. -Reconhe�o o tipo.
-Quando voltarei a v�-la? -Ela espera que nunca.
Vamos, Chito, temos que voltar ao rancho antes que anoite�a.
-Adeus, srta. Wheeler. -Adeus, obrigada.
Adeus. Adeus, Stinky.
A porta est� aberta. Voc� n�o a trancou quando partimos?
Sim.
Tem certeza?
N�o.
-Dave. -Qual � o problema?
Olhe.
Marcas de �ndio.
Talvez ele ainda esteja aqui.
-De onde voc� veio? -Quem � ela?
-Como ela veio parar aqui? -Ol�.
Os p�s dela diminuiram desde que entrou aqui.
Este beb� n�o andou at� aqui.
O que foi, querida?
Onde est� a pequenina?
O que voc� fez com ela?
N�o pude suportar v�-la com fome.
Deixei-a onde ela ser� bem cuidada.
Isso � errado, isso s� causar� mais problemas.
Por que saiu da reserva, Torquoise?
Onde est� seu beb�?
Responda-me!
O que fez com seu beb�?
Farei ela falar.
-N�o direi, mesmo que me mate. -N�o falar�, heim?
Largue-a. Vamos.
Red Fox.
Por que n�o me deixou em paz? Eu a faria falar.
-H� outros jeitos. -Se ela deixou aquele beb�
com algu�m branco eles come�ar�o a fazer perguntas.
-N�o podemos ser investigados. -Por isso disse que h� outros jeitos.
Torquoise nos levar� ao beb�, ela n�o ficar� longe por muito tempo.
Fique de olho nela.
-Ela tem �timos pulm�es. -Por que n�o canta para ela?
-Eu? Cantar? -Sim. Depressa.
Voc� a est� assustando, voc� soa como um velho corvo, me d� ela.
Te mostrarei como.
Voc� n�o � nada melhor.
Talvez o grampo esteja furando ela.
�ndios n�o usam grampos nos seus beb�s.
-O que usam para prender a fralda? -Como eu saberia?
Aqui, me d� ela.
-J� sei, aposto que ela est� com fome. -Pegarei um pouco de bacon.
Bom. Sim, pegaremos comida para voc�.
Pegaremos comida para voc�. O que acha?
-Voc� n�o pode dar isso a um beb�. -Por que n�o?
-N�o est� cozido. -Pegarei feij�o.
-Voc� quer deixar este beb� doente? -O que sabe sobre beb�s?
Quando eu era pequeno minha m�e me dava chili e feij�o
-com cebolas cruas. -Este beb� precisa de leite.
-Vou pegar a vaca. -N�o.
V� at� a cozinha e me traga uma garrafa limpa.
-S� temos garrafas com whisky. -Tudo bem jogue o whisky fora.
Voc� � louco.
Volto em um minuto. Fique a�.
Preciso de uma lata de leite e �gua limpa.
R�pido.
Isso. Agora sim.
Isso � bom.
-Chito, o caf� da manh� est� pronto. -Um minuto, tenho que pegar
-as roupas da Patche. -Patche?
Sim, esse � o novo nome do beb�.
Ela tamb�m est� pronta para o caf� da manh�.
O leite est� no fogo.
Bom dia. Entre.
Me chamo Nichols, sou assistente do agente �ndio na reserva.
-Bom dia, senhor. -Aceita um copo de caf�?
N�o tenho tempo, n�o sabia que algu�m morava nesta cabana.
-Estivemos fora. -Voc�s viram uma �ndia aqui ontem?
-Como ela era? -Jovem...
-Desta altura? -Sim.
-Bonita? -Sim, para uma �ndia, onde a viu?
-N�o vi. -O que ela fez?
-Ela perdeu seu beb�. -Como uma m�e perde seu beb�?
Ela disse que estava no campo colhendo frutas e a crian�a saiu engatinhando.
Isso n�o faz sentido, para come�ar n�o h� frutas por aqui,
em segundo lugar n�o estamos na esta��o certa.
De qualquer jeito, tenho que encontr�-la.
-Melhor tentar o pr�ximo rancho. -� melhor voc� se apressar.
� uma pena que n�o possa ficar, volte para nos visitar.
O que � aquilo?
Isso pertence ao beb� �ndio. Onde ela est�?
-Tudo bem, eu a encontrarei. -Espere um pouco.
-Tudo bem, estamos com o beb�. -Ent�o entregue-a.
Gostar�amos de entreg�-la pessoalmente na reserva.
-Por qu�? -Gostamos dela.
Gostaria de conversar com seus pais.
At� um animal selvagem n�o abandona sua cria.
E quando um ser humano o faz, geralmente h� uma raz�o.
-Qual � a raz�o, Nichols? -Voc� � um cowboy muito curioso.
-Traga o beb� aqui. -N�o entregue-a a ele, Dave.
N�o acho que farei isso. Al�m do mais, n�o te conhe�o.
-E onde est� sua autoridade? -Aqui mesmo.
Me entregue o beb� ou voltarei com o xerife.
-Tem certeza que ele se foi? -Sim, ele se foi.
-N�s cuidamos dele? -Sim, cuidamos.
Receio que ele voltar�.
Teremos problemas, ele est� com a lei ao seu lado.
-S� por que temos um beb� �ndio? -Sim.
Por que n�o podemos ficar com ela?
Por que a Patche � �ndia e isso � assunto do governo.
-O que isso significa? -Significa que se n�o a entregarmos
� autoridade correta, terminaremos na cadeia.
S� n�o entendo por que deixaram a Patche aqui.
Por que o Nichols ficou t�o preocupado quando perguntei sobre a m�e?
N�o sei.
Por que os �ndios atacaram a srta. Wheeler ontem?
O que eles queriam?
�ndos n�o seguem o caminho da guerra sem motivo.
Eu gostaria de saber a hist�ria por tr�s de tudo isso.
O que nos importa essa hist�ria? Por que nos meter�amos nisso?
Talvez a mulher do jornal consiga saber a hist�ria.
Estou feliz que finalmente esteja interessado.
Pegue a Patche, vamos � cidade. Pego seu cavalo para voc�.
Depressa.
Patche, vamos dar uma volta e seu tio Chito n�o deixar� ningu�m machuc�-la.
Se seus pais n�o a querem, eu a quero, serei seu pai.
Ent�o voc� ser� Patche Gonzalez Bustamente Rafferty.
-Chito, leve-a para a cidade. -Por qu�?
-Algu�m est� nos seguindo. -Como voc� sabe?
-Meu cavalo me disse. -Agora ele fala?
-Te encontro na cidade. -Mas, Dave...
V�.
Levante.
Vamos, levante!
Por que est� me seguindo?
Voc� � o chefe Red Fox.
Voc� estava com o grupo que atacou aquela carro�a ontem.
-Isso mesmo. -Sabe o que isso significa, n�o?
Sim, voc� me entregar� ao xerife.
Quando o agente �ndio descobrir, serei punido.
Vamos, me entregue.
Por que est� cooperando? O que est� por tr�s de tudo isso?
Vamos, fale.
O homem branco sempre convence o �ndio com uma arma na m�o.
Red Fox, n�o sou seu inimigo.
Quando parti, seu povo era pac�fico, quando voltei eles haviam mudado.
At� eu estou tendo problemas por causa do seu povo.
Achei um beb� �ndio na minha casa.
Espere um pouco, isso est� come�ando a ficar claro.
-Voc� � o pai do beb�, n�o �? -Sim, eu sou.
-Ent�o � por isso que nos seguia. -Isso mesmo.
Voc� pensou que a entregar�amos ao xerife.
-Voc�s n�o v�o? -N�o, Red Fox.
N�o acredito na palavra de nenhum homem branco.
Como posso te provar que sou seu amigo?
Me leve ao meu beb�.
Tudo bem.
Monte seu cavalo.
Estou feliz que tenha se alocado aqui, srta. Wheleerr,
um jornal significa progresso para uma comunidade.
Se precisar de ajuda, basta me avisar.
Obrigada, sr. Carter.
Chito, o que voc� tem a�?
Olhe que beb� lindo.
-Ent�o voc� conhece o Chito. -Nos conhecemos ontem.
Devo muito a ele e ao seu amigo Dave.
-Olhe este sorriso lindo. -Parab�ns, Chito.
Obrigado, senhor.
O mesmo para voc�, sr. Carter. Por que est� me parabenizando?
N�o � a toa que estava com pressa de voltar para casa,
parece que algo aconteceu quando voc� estava longe.
Sim, senhor, muita coisa aconteceu.
Ela n�o parece irlandesa, nem espanhola.
S�rio, senhorita, n�o sou casado, achamos este beb� no nosso rancho.
E queremos descobrir o por que. Ent�o quando ele chegar aqui
voc� nos acompanhar� a reserva ind�gena.
-Mas por que eu? -Voc� n�o disse que queria uma hist�ria?
Talvez seja essa. De qualquer forma, descobriremos.
Fique com o beb� enquanto pego a carro�a.
-Com licen�a, sr. Carter. -Claro.
Eu...
Est� tudo bem, n�o tente falar.
O que aconteceu aqui?
-Algu�m nos emboscou das rochas. -Quem?
N�o sei.
Uma emboscada? Essa � uma hist�ria estranha.
Por que eu teria problemas com o Red Fox?
Pela mesma raz�o que teve problemas comigo.
Por que fez isso, Dave?
-Eu n�o atirei nele. -Deixe-me ver sua arma.
A outra.
Como eu te disse, xerife, os �ndios j� est�o inquietos,
a morte do seu chefe s� piorar� as coisas.
Ele ainda est� vivo, � melhor lev�-lo de volta a reserva.
-Ent�o ele pode me inocentar. -S� quando ele puder falar.
Terei que prend�-lo, Dave. Monte seu cavalo.
Espere um pouco, xerife, e a crian�a?
-Ela est� na cidade com o Chito. -� melhor vir comigo, Hutchins.
Mais tarde passarei na reserva para dar uma olhada no Red Fox.
Vamos.
N�o pud�mos nos aproximar da reserva, Dave, um guarda armado nos impediu.
-Foi o Nichols. -Ele disse que haveria problema
-com os �ndios. -Eles est�o te culpando.
-Red Fox sabe que n�o atirei nele. -N�o sabemos se ele sobreviveu.
-Quem poderia ter atirado nele? -Hutchins?
-N�o, ele chegou com o xerife. -N�o foi o Nichols por que ele
estava com o xerife tamb�m.
Tem que ser algu�m com medo do que o Red Fox falaria.
-O que descobriu, xerife? -O Red Fox ficar� bem.
-Ele me inocentou? -N�o. Ele n�o falou comigo.
Tenho um palpite de que ele odeia todos os homens brancos.
N�o entendo isso, ele foi amig�vel comigo.
Ao menos voc� teve uma folga, a acusa��o n�o ser� de assassinato.
Isso � bom, eles n�o o enforcar�o, ao menos n�o hoje.
Ent�o voc� pode estipular uma fian�a, n�o pode?
-Quem assinar� a fian�a? -Eu assinarei.
Estou feliz por voc�.
Estou te avisando, Dave, n�o deixe a jurisdi��o deste condado.
-Pode pegar meu cavalo? -Sim.
-Obrigado por se arriscar por mim. -Voc� fez o mesmo por mim ontem,
isso � o m�nimo que eu poderia ter feito.
-O que voc� far� agora? -Verei o Red Fox.
Mas como? Eles n�o deixar�o.
Tenho que tentar, ele pode me dar alguma pista.
-Dave. Sim?
-Voc� ser� cuidadoso, n�o? -Ficarei fora de problemas.
-Isso � uma promessa? -Sim.
-N�o pode parar esta dan�a de guerra? -S� o Red Fox pode par�-los.
Sim, e ele n�o quer.
-N�o gosto do que isso parece. -Eu tamb�m n�o,
aquele �ndios n�o parecem felizes.
Mantenha-se Longe Propriedade do Governo
Veja se consegue manter o Nichols ocupado.
-O que quer? -Ouvir a m�sica.
Isso despertou o espanhol em mim, ent�o vim v�-los.
Voc� n�o os ver�, esta � uma dan�a de guerra, quer ser escalpelado?
N�o senhor, acho que verei o beb�.
Quantas vezes tenho que dizer? Voc� n�o entrar�.
-Isso � propriedade de governo. -Isso � bom, ent�o sou o propriet�rio.
Voc� � o propriet�rio? Por que diz isso?
Bem, eu li uma vez que o governo � o povo, eu sou o povo.
E quando pago meus impostos, pago seu sal�rio.
Agora que est� trabalhando para mim, saia da minha terra.
Espere um pouco, n�o h� nada disso no meu livro.
Explicarei a voc�, h� dois tipos de governo, monarquia e democracia.
E para se ter um bom governo, voc� precisa de uma boa constitui��o.
Eu tenho uma.
Devagar, Red Fox, cuidado com sua ferida.
Voc� sabe que n�o atirei em voc�, n�o sabe?
Ent�o por que n�o contou ao xerife?
Seu povo ir� para a guerra por que um homem branco atirou em voc�.
Centenas dos nossos povos ser�o mortos.
N�o � por que fui baleado, � mais do que isso.
-O que foi, diga-me? -O que voc� faria se tirassem
sua comida e estivesse faminto?
Comida?
Por isso que atacaram aquela carro�a ontem.
Voc� pensou que havia comida nela.
Est�vamos desesperados.
Ent�o � por isso que deixou o beb�.
Red Fox, isso n�o faz sentido. Seus suprimentos chegaram
com o Carter, sei disso por que eu estava com ele.
Fazem meses que nenhuma carro�a com suprimentos chega a reserva.
-Por isso os tambores de guerra. -Voc� tem que par�-los.
Trarei sua comida, tenho amigos, fale com seu povo.
� muito tarde para falar com eles, as lan�as j� foram afiadas.
N�o sabe que quando atacarem todo seu povo ser� baleado?
Eles preferem morrer r�pido pelas armas do que devagar pela fome.
-Quanto tempo pode segur�-los? -N�o por muito tempo.
Segure-os pelo tempo que puder.
Como eu te disse, o governo � para o povo e do povo.
-Voc� nem sabe quem disse isso. -Sim, eu sei.
Foi o...
O primeiro presidente foi George Washington,
o segundo, John Adams, o terceiro foi Thomas Jefferson...
Tudo bem, vamos, quem te disse isso?
Abraham Lincoln, n�o tenho mais tempo para ensin�-lo, adeus.
-Levaram as carro�as. -Mas cad� o povo?
Vamos olhar dentro do armaz�m.
Sei que o sr. Carter n�o fez isso com os �ndios.
N�o fa�a mais barulho.
-N�o darei um pio. -Saia de vista.
Est� mais silencioso do que um cemit�rio aqui.
N�o poderia falar de algo mais engra�ado?
Onde est�o as coisas que trouxemos nas carro�as?
H� algumas caixas l� dentro.
Elas est�o vazias.
-Por que n�o � mais cuidadoso? -N�o sabia que as caixas
cairiam sobre mim. De qualquer forma,
n�o h� ningu�m por aqui.
Vamos ver o que est�o aprontando.
J� era hora de chegarem aqui, estou esperando pelos recibos.
Eu os trouxe. Estou a caminho do forte.
-Vou pedir uma tropa da cavalaria. -Quem te disse para chamar os soldados?
Preciso de prote��o, a tribo inteira est� prestes a fugir.
-Serei o primeiro a pegarem. -Esque�a a cavalaria e
-me d� estes recibos. -Voc� quer ter certeza
de estar limpo se algo acontecer a mim.
-Voc� n�o assinou? -Tudo est� acontecendo muito r�pido.
Assine-os.
-V� derrubar uma pilha de caixas. -Voc� me disse para fazer sil�ncio,
-agora quer que eu fa�a barulho. -Exatamente, vamos.
-O que foi isso? -Veio do armaz�m.
Isso aconteceu antes, tem algu�m bisbilhotando por aqui.
L� est� ele.
Ei, tirem-me daqui!
Fiquem parados.
Chito. Pegue as armas.
Depressa!
Vamos!
-Os recibos. -Sumiram.
-Dave os pegou. -E eu os assinei.
Estou fora e quero minha parte do �ltimo neg�cio.
Minhas carro�as est�o a caminho de Black Buits
e s� receberei quando elas forem entregues.
E voc� n�o receber� sua parte at� merecer.
Merecer? Fiz �ndios passarem fome e suei sangue por esse dinheiro,
este golpe deveria lucrar bastante e os recibos s�o prova contra mim.
Mas seu eu parar em uma pris�o federal te levarei comigo.
Espere um pouco, Hutchins. Talvez voc� esteja certo.
Talvez eu tenha agido errado com voc� e voc� mere�a o que prometi.
Voc� receber� tudo que merece.
Agora mesmo.
Largue isso, voc� n�o precisar� dela. Est� vazia mesmo, lembra?
Por que atirou nele?
O que acha de ser o novo agente �ndio?
-Voc� me ajudar� a ser nomeado? -Claro, farei o que puder.
Tenho muito amigos poderosos, pegue um cobertor.
-Dave, estava preocupado contigo. -N�o h� raz�o para isso.
-Voc�s acharam algo? -Muita coisa.
-E o Carter est� envolvido. -Mas voc� tem alguma prova?
Pode apostar, d� a ela, Dave.
D� uma olhada nisso, senhorita.
Estes s�o recibos de alimentos. Olhe a assinatura no fim da folha.
Estou come�ando a entender. Carter e o agente enganaram
os �ndios, venderam a mercadoria e dividiram os lucros.
-�o que parece. -Tenho certeza que Washington
n�o sabe nada sobre isso. Espere at� eles saberem.
Inky, prepare a primeira p�gina, este � o t�tulo:
-"Tr�gico ataque aos �ndios." -Chamarei o xerife.
Dave, venha c�.
Olhe.
-Hutchins, heim? -Isso mesmo.
Ficarei com suas armas, Dave.
-Qual � a acusa��o? -Assassinato.
E desta vez voc� n�o ter� fian�a. Qual era seu problema com o Hutchins?
-Ent�o agora eu matei o Hutchins? -Aqui h� duas testemunhas.
Voc� tem sorte de ter uma hist�ria como essa para imprimir, senhorita.
Carter, voc� n�o perdeu tempo me acusando.
� o dever do servidor p�blico prender o assassino.
S� um instante, xerife, pe�a ao sr. Carter para explicar isso.
N�o h� nada para explicar, o agente �ndio sempre assina
estes recibos quando entrego os alimentos.
-Sim, mas voc� n�o fez a entrega. -Isso � rid�culo.
Estive na reserva e eles n�o receberam os suprimentos que ajudei a trazer.
-Onde est�o os suprimentos, sr. Carter? -Isso eu n�o sei.
Minhas responsabilidades terminam quando estes recibos s�o assinados.
Morto, o Hutchins n�o pode contradiz�-lo, pode?
-Ei, onde acha que vai? -N�o sei.
O mexicano estava nisso tamb�m, xerife, � melhor lev�-lo junto.
Sim, senhor, eu vou onde o Dave for.
-Quer minha arma, xerife? -Entregue-a, Chito.
-Tome, Chito. -Voc� se arrepender� disso, Dave.
� melhor me arrepender fora da cadeia, vamos, para l�.
Voltem para dentro.
O que faremos agora?
Nada, o xerife est� atr�s deles.
-Voltarei a reserva. -Certo.
Espere um pouco.
Pensando bem � melhor voltar a cidade e ficar de olho no jornal.
-Eles devem aparecer l�. -Tudo bem.
Indo a algum lugar, sr. Carter?
N�o precisa empacotar nada, voc� n�o precisar� onde est� indo.
-Onde estou indo? -Para a cadeia.
-Pelo que? -Pelos crimes que cometeu
contra os �ndios. Voc� atirou no Red Fox.
-Voc� ser� enforcado. -N�o irei n�o.
N�o atirei no Red Fox, al�m do mais ele n�o est� morto.
Mas o Hutchins est�. Voc� o usou enquanto pode,
-ent�o voc� o assassinou. -Voc� n�o pode provar isso.
N�o precisarei. Voc� confessar�.
Chito, amarre-o.
-Onde est�o as carro�as, Carter? -Isso � assunto meu.
Se tiver um m�nimo de dec�ncia, nos dir� onde est�o as carro�as.
N�o te direi nada, voc� n�o me far� confessar.
Traga-o, Chito.
-Onde est�o me levando? -Onde podemos tirar a informa��o
-que queremos de voc�, vamos. -Ande.
-Des�a. -N�o.
-N�o ir� me entregar a eles, ir�? -A n�o ser que voc� fale.
-Eles me torturar�o. -Voc� os torturou quando
roubou a comida deles e os deixou morrendo de fome.
J� parou para pensar nisso? O que voc� tem a dizer?
-Nada. -Red Fox, foi ele quem atirou em voc�.
-O que eles far�o agora? -Est�o preparando algo para voc�.
Voc� n�o deixar� eles me torturarem, n�o �?
-Eles est�o desesperados, Carter. -A culpa disso � do Hutchins.
Sei que isso n�o � verdade e eles tamb�m.
-Onde est�o suas carro�as? -J� disse que n�o sei.
Tudo bem, ent�o n�o h� nada que eu possa fazer por voc�.
N�o. Pare-os!
N�o, n�o, n�o! -Voc� falar�?
Pare, eu conto! Eu conto!
Eu atirei no Red Fox, tentei culpar voc� por isso.
-Por que matou o Hutchins? -Eu n�o o matei.
Foi o Nichols, ele queria ser o agente �ndio, eles brigaram.
N�o acredito nisso. Onde est�o suas carro�as?
-Eu te levo at� elas. -Voc� ficar� aqui at� eu traz�-las.
-Onde elas est�o? -� caminho de Black Buits.
Eles est�o tendo uma febre do ouro.
-Red Fox, seu truque funcionou. -Quer que meus bravos te acompanhem?
N�o, mas voc� pode ir chamar o xerife.
Vamos.
Pare.
-Ol�, Dave. -Ol�, Chito.
-Se juntar�o a n�s de novo? -Sim, o Carter mandou levar as
-carro�as para a reserva ind�gena. -Mandou? O que fez mudar de ideia?
N�o sei, mas estas s�o as ordens.
D�em a volta, rapazes.
Nichols, venha c�.
Desamarre-o. Vamos, mandei desamarr�-lo!
Me d� sua arma.
O xerife est� na cidade, posso cham�-lo.
Esque�a-o.
N�o queremos que o xerife descubra o que aconteceu com as carro�as.
Parem.
-Agora eles vir�o atr�s de n�s. -Vamos para as rochas.
-Me d� seu rifle. -Esque�a isso,
tirem essas carro�as daqui, d�em a volta.
N�o podemos deixar aquelas carro�as escaparem.
Atirem!
Deixem as carro�as e se protejam.
Nichols, se aproxime deles.
Parado, Carter.
Obrigado, Dave.
Monte seu cavalo, Carter.
TRAMA COM �NDIOS EXPOSTA
Chefe Red Fox � chamado a Washington
Voc� ajudou muito esses �ndios, Dave.
-Est� pronto para ir, Red Fox? -Sim.
Passamos para agradec�-lo por tudo que fez, Dave.
N�o precisa agradecer. Boa sorte na sua viagem.
-Obrigado. -Voc� tamb�m vai, Torquoise?
-Sim. -E a Patche?
-Quem vai cuidar dela? -Eu.
-Voc� vai? -Sim, senhor.
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