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Original subtitles

Zulema!

Hei de apanhar-te!

Estamos c� fora!

Estamos c� fora, porra!

A veda��o!

Venham!

Subam!

Venham!

Vamos!

Aqui est�.

Vamos!

Eu n�o vou.

Quando eu estiver a salvo, faz o

que quiseres. Agora, entra no carro!

Entra!

Vamos.

�timo.

- Tirem j� essas merdas! - Vamos, dispam-se!

Tirem a roupa, vamos! Vamos vestir-nos como raparigas.

Tirem-na.

Vamos.

Loirinha, vamos!

Vamos.

C'um cara�as!

- Para! - Apanhem-na!

Cabra de merda! Vamos! Arranca!

Macarena!

Para!

Est� morta.

Que pena.

Mataste-a.

S� tinhas de esperar 30, 40, 50

minutos e, depois, ias embora.

Agora, est�s fodida. V�.

- V�. - V�, vamo-nos embora!

Tu decides. Vens ou ficas?

Tens cinco segundos.

- Tiquetaque. - Vamos!

Tiquetaque...

Ol�, querido.

Estou aqui contigo.

Tudo bem. J� passou tudo.

Foste agredido e perdeste muito sangue.

� por isso que est�s aqui.

Mas n�o te preocupes.

N�o te preocupes, est� tudo bem.

Est� tudo bem.

Senti tanto a tua falta.

Parece que est�s totalmente acordado.

Estou contente por ver que h� partes tuas

n�o afetadas pela tareia.

Quero a separa��o.

Enviem patrulhas para as autoestradas A-4, A-5 e A-6.

Quero vigil�ncia extensiva em aeroportos

e esta��es de comboios e de autocarros.

Quero ver fotos das fugitivas por todo o lado.

Quero as caras delas nos notici�rios

desta noite. Mart�nez, liga ao juiz.

Pede um mandado para escutas nos telem�veis dos familiares.

Castillo.

O carro usado na fuga foi

encontrado abandonado num descampado

junto � Estrada de Badajoz, no marco 53.

- Est� bem.

Ativem todas as c�maras da A-5 como se fosse o Big Brother.

Vamos, mexe-te!

Filhos da m�e.

Por aqui, por favor.

S� Deus sabe onde raio est�o agora.

Vamos.

Se alguma de voc�s come�ar com disparates,

borrifo-vos com gasolina e pego-vos fogo.

Estamos entendidas?

Calma, cabra.

Nenhuma de n�s quer voltar para a pris�o.

Certo.

- Compra-me uns doces. - Eu ouvi-te.

Aonde vais, porra? N�o ouviste a Zulema?

H� horas que preciso de fazer chichi e n�o vou esperar mais.

- Ent�o, vou � casa de banho. - �s chata.

Faz o que quiseres, mas n�o me fa�as ir procurar-te.

Ou tamb�m me vais partir o pesco�o?

Assassina.

Vejamos...

Que cabe�a a minha.

Sei que n�o aceita notas de 500 euros,

mas deixei os cart�es de cr�dito em casa.

S� tenho isto.

Muito bem. E...

Fique com o troco.

Adeus.

Que raio fazemos aqui?

N�o sei.

Eles sabem algo?

Acho que n�o.

- Onde est� a loirinha? - Na casa de banho.

Cabra tola.

O que se passa?

V� l�.

V� l�, por favor.

Quem �?

V� l�, pai, por favor. Atende.

Atende.

Estou?

Estou?

O que foi?

Tamb�m vens fazer chichi comigo?

Chichi e coc�.

- Anda. - J� vou.

Estamos a perder tempo.

- O que se passa? - M�e, acalma-te.

Ela n�o apareceu no tribunal. Nem voc�s.

- O que se passa? - Acalma-te.

Devo ter-vos ligado 15 vezes e nunca atenderam. Onde estavam?

Tivemos de...

- Mat�mos o Eg�pcio. - Por favor!

N�o � o s�tio para discutir isso.

Podem ligar-vos a isso?

N�o te preocupes, m�e.

Ningu�m ir� procurar aquele sacana.

E nunca o encontrar�o onde o enterr�mos.

Obrigada, meu Deus.

Obrigada, meu Deus.

Obrigada, meu Deus.

Desculpem.

Chamei-vos aqui para vos informar

sobre os eventos das �ltimas horas.

A vossa filha fugiu da pris�o com outras quatro reclusas.

A fuga foi liderada pela Zulema.

Fugiram atrav�s de um t�nel, como na porra dos filmes.

N�o faz sentido.

A Macarena tinha uma audi�ncia.

O caso dela ia ser revisto.

Creio que n�o ser� libertada. Vejam isto.

Recebemos esta grava��o de uma

c�mara de seguran�a, h� tr�s horas.

Durante a fuga, a Macarena lutou com uma das reclusas

e matou-a.

Lamento.

- Quanto � tr�s dias? - Em horas?

Vinte e quatro vezes tr�s...

- Setenta e duas. - Sim.

Quanto tempo at� elas voltarem?

Aposto este marisco que est�o de volta em 48 horas.

�s t�o porca. J� est� tomado.

Ent�o, 47.

Voc�s subestimam a Zulema.

Ningu�m cava um buraco durante cinco

meses por umas horas de liberdade.

N�o subestimo os pol�cias.

Apanharam o meu marido e o meu cunhado 20 vezes.

� verdade, n�o �?

Mas o teu cunhado n�o tem nove milh�es na carrinha, Antonia.

N�o subestimem o poder da Cigana.

- Isso � verdade. - Ouve.

Eu digo que nunca as encontrar�o

e a banca ficar� com tudo.

Eu digo que n�o chegam a 23 horas.

Estar�o de volta antes do fim do dia.

Queres apostar? Mas n�o o fa�as com o cora��o, zebra.

N�o � sensato misturar neg�cios e cunil�ngua.

V� l�, ningu�m foge quando est� prestes a ser libertado.

A Macarena vai voltar.

Est� bem, melodram�tica.

Apostemos noutra coisa.

Como vai a Sole sair da sala de opera��es?

Num saco para cad�ver, digo eu!

�s uma imbecil, Anabel.

Diretora, os trabalhadores est�o aqui.

Leve-os para a lavandaria.

Mande-os tapar j� aquele maldito buraco.

Sabe o que tem nas suas celas, Sra. Aguirre?

Esc�ria.

Falando sem rodeios, s�o filhas da puta.

Acha que a esc�ria gosta de poesia?

At� agora, este ano, gastou 5300 euros em livros.

Nem Camilo Jos� Cela gastou tanto na biblioteca dele.

Foi o nosso �nico investimento.

Isso e a remodela��o do gin�sio.

Acho que elas t�m de ler, estando

tanto tempo dentro destas paredes.

As paredes onde cavam buracos para fugir?

Calma, elas n�o mordem.

- Tens as cuecas limpas? - O qu�?

- V� quem vem a�. - Que corpo!

Ol�, sexy!

Muito bem.

- Desculpe, � montanhista? - N�o, senhora.

N�o? Olhe, pode come�ar a treinar nestas.

O que est�s a fazer? Para tr�s!

Deixe-o tocar-me.

- Vou dren�-lo todo! - Antonia!

Diga-me.

O que devo dizer ao grupo investidor que represento?

Na sua pris�o, matam-se umas �s

outras e fogem, mas leem poesia.

Sabe porque o modelo de pris�o privada

funciona nos pa�ses desenvolvidos?

Porque a gest�o � eficiente...

Porque nenhum funcion�rio p�blico

pode esbofetear uma filha da puta.

Ou met�-la num buraco e bater nela at� se comportar.

Deixo-o emaranhar-me os pelos

com a sua ferramenta, sexy! - Vila Roig.

A menos que tema a mata que ela tem l� em baixo.

Na minha opini�o, os erros...

O erro foi deixar uma catequista gerir

o que julgou ser um acampamento de escuteiros.

Isso n�o a torna incompetente, Sra. Aguirre.

Torna-a incrivelmente est�pida.

Desculpe!

Desculpe. Se me permitir, eu

gostaria de dizer algumas coisas.

Primeiro: exijo respeito e bons modos.

Sen�o, n�o h� diferen�a entre o que

diz o senhor e aquela "esc�ria".

Segundo: como membro do comit� de gest�o,

assumo a responsabilidade por ter vetado todas as medidas

mais duras e restritivas propostas pela Sra. Aguirre.

Sou eu que as tenho tentado reabilitar

atrav�s de confian�a e terapia.

A �nica coisa que pode censurar � Miranda...

� ter-me ouvido.

- Nada mais. - Muito bem.

Est� destitu�do do comit� de gest�o.

Quanto a si, Miranda,

tem um m�s para tomar novas medidas.

Aconselho-a a escolher uma equipa

com tomates para lidar com isto.

- A comida! - Que raio se passa aqui?

Palacios?

Veem um tipo e ficam molhadas como putas com o cio?

Querem que eu tire a minha ferramenta?

- C� vai o Madelman de novo. - Ouve l�.

O que se passa contigo?

Nada.

Voc� � nojento.

O que se passa, chocolate?

Ris-te com estas cabras, mas n�o gostas de ser o alvo?

Estou a fazer-te uma pergunta!

Acalmemo-nos todos!

Vamos! Mexam-se! Terminou a festa.

Que raio se passa contigo?

S�o todas loucas.

Estivemos sempre um passo atr�s das fugitivas.

Trocaram de carro pelo menos quatro vezes.

Entraram em Portugal �s 18h45. A

vigil�ncia rodovi�ria filmou-as.

H� imagens de seguran�a delas duas horas depois

no porto de Peniche, a norte de Lisboa.

O Eg�pcio n�o parece estar com elas.

Se foi ele quem planeou a

fuga, porque n�o as foi buscar?

Porque � que o Karim, o S�rio, tamb�m n�o apareceu?

Segundo a Interpol, ele n�o voltou para Fran�a.

Mais importante...

onde raio est� agora?

Hanbal?

CHAMADAS RECENTES

A LIGAR

Pris�o Cruz del Sur. Em que o posso ajudar?

Esta � a foto do porto.

� a �ltima pista que temos.

Fizeram-se ao mar num barco insufl�vel,

talvez para chegar a �guas internacionais.

Qual � o plano quando l� chegarem?

Irem para um s�tio sem extradi��o.

Exatamente.

Elas podem ser apanhadas por um cargueiro ou uma baleeira.

Neste momento, podem estar na Guiana,

nas Cara�bas ou no M�dio Oriente.

O mundo � muito grande.

Sou demasiado velho para estas brincadeiras com aquela cabra.

Esperemos que cometam um erro.

V�, pessoal. Continuem a trabalhar.

O nosso transporte j� c� devia estar.

Eles sa�ram da L�bia h� dois dias.

Fizeram o �ltimo contacto de A�n Salah, Arg�lia.

Calma, deve ter havido um contratempo, mas vir�o.

Quero-os aqui agora. Ou mandem outra escolta.

� o m�nimo que podem fazer por aquilo que vos pago.

Passa-se algo, Zulema?

Nada.

Agora, somos turistas.

Quatro amigas a divertirem-se ao

m�ximo antes de nos virem buscar.

� fant�stico, n�o?

Uns charros, cerveja...

N�o penso em sexo.

Quando nos v�m buscar?

Ningu�m se pode afastar mais de 50 metros.

Isso significa que n�o podem ir � aldeia,

falar com algu�m ou usar o telefone.

Se alguma de v�s cometer um erro, morre. Entendido?

Perfeitamente.

Desfrutem das f�rias.

Vendi o amor da minha vida.

Vendi o amor da minha vida.

Quando vendemos o amor da nossa

vida para podermos ser livres,

percebemos que nadamos numa po�a de lama.

E afundamo-nos...

lentamente.

Lentamente.

Parece duro.

Mas Nagasaki tamb�m foi.

Quarenta mil mortos em segundos?

A pris�o mata-nos lentamente, dia a dia.

Sabem porqu�? Porque aqui todo o tempo � morto.

Todo.

Estou a ir, cabras!

Ouve l�, loirinha!

O que se passa? Vem para a �gua!

Anda, loirinha!

Precisas de bra�adeiras ou qu�?

- Anda, rata! - Vamos l�, loirinha!

Desculpe n�o ter podido vir mais cedo.

- Como est�? - Vivo.

- Deram-lhe alta? - N�o.

Estou sob observa��o.

- Pode beber cerveja? - N�o.

� isto que posso tomar.

Corticoides, anti-inflamat�rios,

antimerdas de oito em oito horas.

Se n�o me sentir tonto nem desmaiar em 48 horas,

ent�o, ficarei bem.

Porque n�o ficou no hospital?

Pedi a separa��o � minha mulher, por

isso, n�o era o melhor lugar onde ficar.

- Pode dar-me um bilhete? - Claro, qual prefere?

Escolha voc�. Se ganhar, compro uns bolinhos.

� demasiada press�o.

- N�mero nove. - Est� bem.

Acho que tamb�m vou beber uma cerveja.

- Mas uma pequena, por favor. - Sim.

Acabou de deixar a sua mulher e de sair do hospital,

mas parece �timo.

- Parece feliz. - E estou.

Quero voltar para Cruz del Sur.

Terei alta daqui a dois dias, mas

n�o tenho nada melhor para fazer.

Claro.

Obrigada.

O que se passa?

Estou suspensa por um fio, Fabio.

A fuga colocou-me numa posi��o dif�cil.

O conselho desfez-me.

Sabe em que pensei enquanto era crucificada?

No sacana que voc� �.

Sempre que falou em livre

tr�nsito, na col�nia de f�rias...

A minha gest�o tem sido p�ssima.

V� l�. Veja o lado positivo.

Agora, tocam piano, leem poesia...

Sim.

Doravante, as coisas v�o mudar.

Vou ouvir as pessoas

que devia ter ouvido desde o in�cio.

Carlos.

Obrigada. N�o, a s�rio.

Por favor.

O que fez foi muito generoso.

Mas muito injusto.

Miranda, eu estava farto do comit� de gest�o.

As diretivas, a papelada... Chega.

Agora, terei mais tempo para

olhar pela janela. Gosto disso.

O que devo fazer?

O que faria se fosse eu?

Eu endureceria os protocolos de seguran�a.

Todos eles.

O livre tr�nsito terminou, Miranda.

Tem raz�o.

Estas mulheres t�m de compreender a

gravidade de uma fuga ou de uma luta.

Todas elas.

Pavilh�o 2 preparado para encerrar.

O que est� a fazer?

Porque nos trancam agora?

O que se passa, seus sacanas?

Calem-se!

Calem-se!

Acabaram-se os passeios noturnos.

Doravante e at� instalarem sanitas nas vossas celas,

quem quiser mijar ter� de se p�r de c�coras.

Dev�amos restringir todas as

liberdades e privil�gios delas.

Dev�amos impor um recolher obrigat�rio.

Exato.

E proibir a comunica��o com o exterior at� novo aviso.

Aumentar a seguran�a, mais c�maras, mais revistas...

Sim.

Sabe o que podia ser mesmo eficaz

para se saber o que realmente se passa l�?

P�r olhos e ouvidos entre as reclusas.

Podemos escolher reclusas que sejam l�deres natas

e dar-lhes algum poder.

�timo.

Podemos chamar-lhes sentinelas.

Adoro. Sabe o que eu faria?

Escolheria as mais ignoradas para serem sentinelas.

As que foram sempre negligenciadas.

Podiam servir de c�es de guarda.

Dignas de confian�a e inflex�veis.

As bra�adeiras que vos dei tornam-vos minhas sentinelas.

Precisamos de um chefe de seguran�a.

- Sim. - O Fabio.

� uma pessoa firme.

O que acha?

O Fabio � perfeito.

Mas...

Sabe exatamente porque hesito.

� dif�cil lidar e controlar o Fabio.

N�o precisa de algu�m que voe

sozinho ou debilite a sua autoridade.

N�o.

Precisa de algu�m que execute, que n�o pense.

Sou o novo chefe de seguran�a de Cruz del Sur.

Isso significa que n�o permitirei mais tretas.

A forma mais eficaz de incutir

medo � dar duas armas a um macaco.

T�m a autoridade e a responsabilidade

de garantir que se cumprem as regras.

Entendido?

E se elas nos ignorarem? H� aqui muitas filhas da puta.

N�o sabe quem ele vai alvejar, nem porqu� ou quando.

Como sentinelas, ter�o benef�cios especiais.

Mas tamb�m servir�o de exemplo para as outras se falharem.

E sabe porqu�?

Porque � um macaco.

Um macaco n�o pensa.

N�o quero ser sentinela.

Cala a boca. N�o pedi a tua opini�o.

A partir de hoje, cada �rea ser� vigiada por uma sentinela

que responder� por todas.

O medo � a �nica forma de controlo, Miranda.

A �nica forma de controlo.

Quem teria imaginado que eu iria de f�rias contigo?

Explica-me isto.

Porque foste � lavandaria?

Porque a Carac�is me beijou e sujou-me a blusa com batom.

A Carac�is � uma cabra.

- Isso foi baixo. - Porqu�?

- Foi sem querer. - Certo.

A Carac�is sabia que �amos fugir. Fui despedir-me dela.

Acho que foi de prop�sito.

�s mesmo perversa.

Isso n�o faz sentido.

Mas n�o � surpresa, vindo de ti.

- Vamos ver. - O qu�?

- Sim, vamos ver. - O que h� para ver?

Ias ser libertada, certo?

- Sim. - Exato.

Ias esperar l� fora pela Carac�is

como se fosse o amor da tua vida?

Talvez tivesse esperado.

Uma rapariga elegante como tu?

Nem sequer �s fufa.

Nem pensar.

Sei eu, sabe a Carac�is, sabem pessoas na China.

Por isso ela te mandou para n�s.

Assim, seria mais prov�vel que voltasses para a pris�o.

Para estarem juntas.

V� l�, n�o fiques assim.

Est� tudo bem. O teu navio zarpou, s� isso.

Se sentes a falta do peixe que comias,

tenho aqui uma am�ijoa para ti.

Sa�da do mar, muito fresca.

Vem a� algu�m.

Tapa os seios.

Sentem-se, por favor.

- Bom dia. - Bom dia.

Reuni-vos para explicar as novas

medidas que iremos implementar,

tais como a nomea��o do Valbuena

como chefe de seguran�a.

Eu gostaria de ouvir as vossas sugest�es

para melhorar a disciplina das reclusas.

Tenho uma opini�o.

Mas preferia comunic�-la em privado

porque diz respeito a um colega.

Ao Valbuena, para ser exato.

Podes dizer o que queres, n�o h� problema.

Na verdade, agrade�o a tua sinceridade.

Muito bem.

Acho que ele n�o � a escolha certa para chefe de seguran�a.

Gostaria de saber porqu�.

Porqu�?

Porque ele n�o tem autoridade, s� sabe usar a for�a.

� med�ocre, tem complexos de inferioridade

e n�o � muito inteligente.

Que explos�o.

O que foi? Queres o lugar?

N�o. Mas qualquer um o faria melhor.

J� que o Fabio se autonomeia,

tamb�m tenho uma opini�o sobre ele.

Como pode um tipo que n�o segue as

regras ser nomeado chefe de seguran�a?

- Que faz sexo com reclusas. - Desculpa?

Valbuena, � uma acusa��o muito grave que ter� de provar.

Est� bem.

- Cerveja? - N�o.

- Ofere�o-as eu. - Cerveja?

- Sim. - N�o, obrigada.

- Italianas ou espanholas? - N�o. Cigana.

- Sabes o que � uma cigana? - Boa. Sim, uma bela cigana.

Sim.

Cheli, amo-te

Saray.

Cheli, adoro-te

Saray, para.

Vou apresentar-te. Casper. Mustaf�, faz a tua parte.

- Saray. - Para a cerveja.

- O que est�s a fazer? - Fala com ela.

Tapa os seios.

Por favor.

Tu tamb�m. Veste-a.

�s a chefe delas ou qu�?

Vai-te embora.

Se est�s excitado, vai masturbar-te.

Porra.

C�us.

Pode explicar isto, Fabio?

Miranda, por favor.

Eu sabia que havia vigil�ncia.

� o que lhe digo quando ela olha para a c�mara.

Que tipo de pessoa � voc�?

Tem ou n�o uma rela��o com a Macarena Ferreiro?

Quero uma resposta.

A resposta � n�o.

Cuidado, porque aquelas reclusas

devem ter tido ajuda de um guarda.

Se tens uma rela��o com uma delas,

as probabilidades est�o contra ti.

Quem � o inteligente agora?

Pergunta � tua m�e, filho da puta.

Fabio, cale-se.

Terei de tomar medidas disciplinares!

Miranda.

Senhores,

todos cometemos erros de um modo ou de outro.

Mas est� na hora de seguir em frente.

Se continuarmos a remexer nas merdas do passado,

n�o vamos realizar nada.

Proponho enterrar estes erros de uma vez por todas

e deix�-los l� para sempre.

Erros como o meu abuso de autoridade.

Como a minha neglig�ncia.

Ou os meus diagn�sticos falsos.

Caso contr�rio, n�o controlaremos

esta pris�o, acreditem.

Muito bem.

Esta merda n�o funciona.

De que precisas?

Preciso de um credifone. O meu est� esgotado.

Por 40 euros, dou-te um novo.

- V� l�, � para uma amiga. - Nem que seja para a Lady Di.

- Os mortos tamb�m pagam. - Dou-te 20.

Trinta.

E se ela estiver morta, leiloo eu a cama, n�o tu.

- Sua cabra. - Tudo bem. Toma 30.

Ent�o, diz-me.

Est� bem.

Pronto.

Estou? Passe-me � Cardiologia.

Estou a ligar sobre uma paciente.

- A Soledad N��ez. - Sim.

- Sim, sou da fam�lia. - �timo.

Sei que n�o podem dar informa��es ao telefone,

mas sou a filha dela.

Est� bem, pode dizer-me se o transplante correu bem?

Est� bem, mas...

Cago nas campas da sua fam�lia...

Estou?

- Desligaram, Antonia. - Porra.

Pelo menos, desabafei.

Al�m disso, n�o te dizem nada.

Tere, liga � tua irm� e pede-lhe

para passar pelo hospital.

A minha irm� voltou a consumir hero�na.

- O qu�? - E coca�na.

E speed.

- Mas anda, n�o? - Parece uma zombie.

Vou ligar de novo para o hospital.

Eu estava a falar com a minha m�e!

O que raio est� a fazer? Estou a telefonar.

N�o estamos a fazer nada de errado.

S�o cart�es dela. Estou a vigiar.

As comunica��es com o exterior s�o proibidas at� novo aviso.

Onde diz isso?

S�o as novas regras de seguran�a.

Portanto, podem esquecer as antigas.

Doravante, para ligarem para o exterior...

as reclusas ter�o de pedir por escrito,

dizendo o motivo da chamada e

sempre na presen�a de um guarda.

Temos de acabar com os privil�gios e concess�es.

Quando perderem tudo, ficar�o satisfeitas com restos.

Respeitarei as suas novas regras daqui a cinco minutos.

Melhor ainda, daqui a um. Porque agora,

vou ligar para saber se a Sole fez o transplante.

� pela Sole, Valbuena.

Pousa o telefone.

Passe-me � Cardiologia, por favor.

Estas s�o armas de

eletrochoque de baixa voltagem.

Muito eficazes para reduzir qualquer tipo de agress�o.

T�-las-�o convosco como meio de dissuas�o.

S� devem ser usadas nas situa��es mais violentas.

L� na selva, n�o te ensinam a ler? O que diz isto?

"Chefe de Seguran�a."

Pousa o telefone.

- Pousa a merda do telefone. - V�, Carac�is.

Ou queres um choque?

- Carac�is, v� l�. - Faz isso.

- Pousa o telefone. - V�, Carac�is.

Para de me irritar e pousa a merda do telefone.

Pousa-o, rapariga.

Nada de choques, por favor,

Valbuena. Isso frisar-me-� o cabelo.

Adoro a tua rebeldia.

Mas j� s�o duas faltas, cuidado.

Vamos.

Maluca.

Eles descobriram a escolta que vos devia apanhar no deserto.

Cortaram-lhes as m�os esquerdas.

Sangraram at� � morte.

Cortam a m�o esquerda aos

traidores. Sabe quem pode ter sido?

Preciso que prepare j� outra escolta.

N�o, demito-me. Valorizo as minhas m�os.

Que Al� vos proteja.

- Karim? - Achas que podias vir aqui

e olhar-nos com superioridade como se f�ssemos teus criados?

Vou mostrar-te quem manda aqui.

N�o te mexas ou corto-te a garganta.

Terminou a festa. Larga-a.

Larga-a ou dou-te um tiro.

Agora, levanta-te lentamente.

Larga isso.

Larga-o!

Mata-o.

Mata-o.

Vai-te embora.

Que merda est�s a fazer? D�-me isso!

Por que raio n�o disparaste?

- Devias agradecer-me. - Agradecer-te porqu�?

Por deixares aquele filho da puta viver?

O que far�amos ao corpo dele? Ficava

numa cama de rede a bronzear-se?

N�o voltes a tocar nas minhas coisas.

- Ol�, Estefan�a. - Ol�.

N�o nos deixam contactar com o exterior.

Devido � fuga.

Por isso, se nos deixam falar, devem estar a gravar-nos.

Ol�, Inspetor Gadget. Ora viva.

Estefan�a.

Estou aqui por causa da Macarena.

Sei que �s a melhor amiga dela.

Bem...

Dorme com as suas melhores amigas?

Certo. Ent�o, a namorada dela.

A namorada.

N�o tenho problemas com isso.

Est� bem.

Na verdade...

fico contente que a Macarena tenha algu�m aqui.

- Estefan�a. - Carac�is.

Carac�is.

Preciso que me digas o que sabes sobre a fuga.

Porque � que a Maca foi quando ia ser libertada?

Acho que foi s� azar.

Acho que ela estava no s�tio errado � hora errada.

Ela estava muito feliz.

Por isso, imagino que elas a obrigaram.

Est� bem, Inspetor?

A Macarena n�o queria fugir.

Ouve.

Os meus telefones est�o sob escuta.

Tal como os da minha fam�lia.

Ela n�o ligar� para n�s, mas pode ligar para ti.

Se ligar para ti ou te contactar de algum modo,

tens de a convencer a entregar-se.

Isto ainda pode ser resolvido.

Claro que pode.

Se ela ligar, digo-lhe, est� bem?

Obrigado.

Leopoldo, pode ir ao Hospital La Paz, por favor?

Pergunte pela Soledad N��ez.

Fez um transplante de cora��o e n�o sabemos nada.

Estou numa situa��o muito

dif�cil. Acho que n�o posso ir.

Sim, pode.

Depois, ligue-me.

Verei o que posso fazer.

Est� bem.

Se ela voltar...

cuida da minha filha. - Considere-o feito.

E se algum dia sairmos daqui

e formos de f�rias como uma fam�lia,

� praia ou assim...

digo-lhe desde j� que dormirei com a sua filha, ouviu?

Pensem o que pensarem.

Cuida-te, Carac�is.

O senhor tamb�m.

Aconteceu algo? Quando disse que isto podia ser resolvido,

referia-se � fuga, n�o?

V� l�, sogro. N�o me deixe assim.

Claro que me referia � fuga.

Podemos nunca nos livrar da dor,

mas a luta terminou, mana.

N�o te pedirei para vingares o teu

sobrinho porque sei o que far�s.

Ir�s perseguir e matar quem o traiu.

At� estarem todos mortos.

Sou m�e de sete.

Se nos tra�ssem, ter�amos de ripostar.

Por eles e pela nossa honra.

Isso � verdade.

Pe�o-te que tragas de volta o corpo do meu filho.

Encontra-o...

e tr�-lo para casa.

Para que ele possa descansar em paz.

Tr�-lo-ei de volta e iremos

sepult�-lo e orar pela alma dele.

V� l�, Fabio.

Interrogaram-me durante tr�s horas sobre rela��es

entre um guarda e uma reclusa.

O que podia fazer? Mentir � Pol�cia?

Fizeste o que tinhas de fazer. Est� tudo bem.

Porque deixaste a Carolina?

Porque ela andava a foder o homem do g�s.

Merda.

Pelo menos, seria uma desculpa para a deixar

sem me questionares como se eu fosse uma crian�a.

Por amor de Deus. Eu j� pensava nisso h� 11 meses.

Fiz o que tinha de fazer. O amor acabou, ponto final.

- O amor? - Sim, o amor, e depois?

Ela est� cega.

E �s o parceiro dela na vida.

Devias encontrar um meio de recuperar o amor.

Sim.

Tenho uma chamada para o Fabio. � a mulher dele.

Passa-a.

A tua mulher.

- Carolina. - Fabio, sou a Macarena.

Fabio, est� vivo!

Meu Deus, pensei que n�o sairia disto vivo.

- Como est�? - Bem. O que se passa?

Desculpe, eu n�o sabia a quem ligar.

N�o � seguro ligar � minha fam�lia.

Fizeste bem em ligar para mim. N�o h� problema.

N�o estou em Espanha.

Eu n�o queria fugir, Fabio, mas

elas n�o me deixaram outra op��o.

Tentei voltar, mas foi imposs�vel.

Eu sei. Tem calma.

Aquela rapariga perseguia-me.

Nem sequer sei o nome dela.

N�o sei como aconteceu. Ela magoou-se.

Vi-a a cair ao ch�o e sangrar. Deix�mo-la l�.

Eu n�o a queria magoar nem matar.

Juro que n�o a queria matar.

N�o sei se isto faz de mim assassina,

mas juro que n�o a queria matar.

N�o sei o que fazer. Diga-me.

- Preciso que me ajude. - Espera um minuto.

Esta � uma conversa privada.

Macarena, ouve-me com aten��o.

Que raio fazes a�?

Mandaram-me limpar isto.

Claro. Voc�s, macacos da selva, n�o perdem

uma oportunidade para trepar, pois n�o?

De que document�rio nazi deturpado fugiu voc�?

Quem porra se julga para me falar assim?

Limpa esta merda.

- V�. - J� est� limpa.

N�o.

Deixaste escapar algo, escurinha.

O ch�o aqui est� coberto de mijo.

Adoro quando ripostas.

O meu pai adorava cavalos. Criava-os em Huesca.

Ensinou-me que as melhores �guas eram as selvagens

porque t�nhamos de as estimular...

de as domar.

Mas no fim, davam-nos a maior satisfa��o.

Limpa a merda do ch�o, escurinha.

Casper? O que disseste?

O qu�? Eu n�o disse nada.

Desculpa, pensei que estavas a falar comigo.

- O que se passa? - N�o sei.

Casper?

N�o sei se devo tentar fugir.

Eu podia arriscar enquanto elas dormem.

N�o, podes fazer algo melhor.

O qu�?

Entrega a Zulema. Podemos tentar

fazer um acordo com o juiz.

Dizer que mataste aquela rapariga em autodefesa

ou obter uma pena reduzida.

Privil�gios prisionais especiais.

Entendes?

Mas, Fabio, como posso fazer isso?

N�o estou em posi��o para negociar. Fui raptada.

Eu fa�o-o, Macarena.

Diz-me onde est�s e tratarei disso.

Casper.

Casper, abre a merda da porta ou deito-a abaixo.

- Esse telem�vel que roubaste? - Posso enterr�-lo na areia

ou atir�-lo ao mar.

- N�o, podes fazer melhor do que isso.

N�o te desfa�as do telem�vel

ou a Zulema saber� que a denunciaste.

Quando voltar para a pris�o, matam-me.

Exatamente. Da� precisarmos que

a Zulema encontre o telem�vel.

Para perceber porque � que a Pol�cia apareceu.

Ela n�o te pode associar ao telem�vel.

Casper, abre a merda da porta ou deito-a abaixo.

- O que se passa? - Casper!

O que foi?

Com quem estavas a falar?

Com ningu�m. Estava no duche.

Isso n�o � meu.

Zulema, juro que n�o sabia que o telem�vel estava ali.

Zulema!

O que se passa?

T�m cinco segundos. Vamo-nos embora.

- O que queres? - Sil�ncio.

Antonia, v� l�! N�o ouvimos nada.

Meninas...

Quem me dera que isso me acontecesse.

O que est�s a fazer?

Estamos a tentar ver a telenovela.

Isto � muito melhor.

N�o. Para.

N�o podes fazer isto, n�o a TV. V�o culpar-me. Para.

Tere, diz-me l�.

De que lado est�s?

Somos as boas da fita. Sabes disso, n�o �?

V�, fica a vigiar.

Merda.

Preparem-se.

Estamos quase l�.

Incr�vel.

- Vejam. - O que � isto?

Ol�, meninas.

Aqui estou.

Fui operada durante 11 horas.

Dizem que houve complica��es

e que as coisas ficaram feias l� dentro.

E penso que t�m raz�o

porque adivinhem quem vi l� dentro.

O meu querido marido defunto.

Deviam t�-lo visto, moreno at� dizer chega.

N�o sei como as coisas funcionam no C�u,

mas o cirurgi�o que me operou aqui na Terra,

que me abriu como uma porca, parece ter cuidado bem de mim.

At� disse que eu podia viver muitos anos.

Mas, primeiro, tenho de me assegurar...

Claro que sim.

Que o meu corpo n�o rejeita este �rg�o novo.

Depois, tenho de comer fruta, n�o

fumar nem beber e fazer exerc�cio.

Eles t�m de se assegurar de que estou em boas condi��es.

Aguenta-te a�.

N�o ser� f�cil.

Sinto a vossa falta, meninas.

E n�s a tua.

Adoro-vos a todas e at� breve.

- Linda. - Muito em breve.

Conseguem ouvir o meu cora��o novo? Est� a bater.

Linda!

For�a, Sole!

Sil�ncio!

Quem raio p�s este v�deo a correr...

sem autoriza��o?

De quem � este telem�vel?

� teu?

- Ou teu? - N�o.

Teresa. Vem c�.

Quem foi?

�s a sentinela.

Diz-me quem raio foi ou ser�s castigada por ela.

Foi a Carac�is.

Lamento muito. Mas � o meu trabalho.

Elas fazem chamadas, vendem drogas,

fogem, matam-se umas �s outras,

enviam mensagens. N�o controlamos esta pris�o.

- E nunca controlaremos. - N�o da noite para o dia.

H� l� impunidade, Diretora, porque

h� uma falta total de respeito.

A s�rio? E porqu�?

E porqu�?

Porque n�o h� medo.

Elas n�o podem fazer o que querem

sem sofrer as consequ�ncias.

Essa � a sua responsabilidade, Valbuena.

� o chefe de seguran�a, mas parece que nada mudou.

Se acha que lhe pedimos mais do que pode assumir,

prefiro que mo diga agora.

O erro foi meu e vou repar�-lo.

Ent�o, v� faz�-lo!

Isto � um exemplo claro do que n�o pode acontecer de novo.

Tranque a reclusa e castigue-a.

Fa�a o que tem de fazer!

N�o faremos perguntas.

Bom dia.

Zulema, venha c�. Sente-se.

Venha. Sente-se.

Se est� armada, por favor, ponha a arma na mesa.

Sem movimentos bruscos.

Tire-a pela culatra com dois dedos,

para que eu a veja. Bastante devagar.

Muito bem. Isso mesmo.

Vamos!

H� aqui dinheiro suficiente para

todos. Podia fazer o que quisesse.

Mandar remover as tatuagens horr�veis das suas pernas,

meter um bal�o intrag�strico...

come�ar uma nova vida na praia...

Tudo o que quisesse.

Na verdade, bem o mere�o.

Ap�s 30 anos a perseguir filhos da puta...

mereci-o.

Fale com o seu pessoal e com a Pol�cia �rabe.

O suborno faz parte da cultura.

Castillo...

Podemos resolver isto aqui e agora.

Ningu�m tem de saber.

Para ser sincero, � uma oferta tentadora.

Eu pagaria para n�o ver a minha mulher de fato de banho.

Apesar de a adorar.

O que vou encontrar ali dentro?

Uma mulher branca, de 29 anos.

Morta por um tiro na cabe�a com ferimento de sa�da.

Suicidou-se.

Porra, Zulema! Faz-me sempre isto!

Esta podia ter sido uma extradi��o tranquila.

Mas agora, os tribunais est�o envolvidos,

h� uma cena de crime... Merda!

C'um cara�as.

Venha, para ali e vire-se.

Pavilh�o 2 preparado para encerrar.

Estive aqui uma hora, porra. Porque me fechou?

� o teu dia de sorte, escurinha.

Ficas com o gin�sio todo para ti.

Toque-me e farei queixa de si � Pol�cia,

ao juiz, � imprensa. Lixo-lhe a vida.

Estou s� a domar a �gua.

N�o farei nada que n�o me pe�as para fazer.

Ser� apanhado pela merda das c�maras.

- Sim, h� c�maras. - E est� a ser filmado.

Mas est�o desligadas.

Estes aparelhos s�o �ptimos.

N�o deixam marcas. Na pior das

hip�teses, talvez mordas a l�ngua.

Levanta-te, porra.

O que quer?

Despe-te.

Tenho a noite toda.

Vais despir-te ou queres outro choque?

Faz alguns movimentos. Quero que me excites.

Tira a merda das cuecas.

Ajoelha-te.

Com o rabo no ar.

Est� na hora de um passeiozinho.

Ou�amos-te a relinchar.

Relincha!

A quem raio ia a Casper ligar?

Foste tu.

Legendas: Ana Paula Moreira

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