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Revis�o DSergio

LEONARDO EPIS�DIO 3

Sr. Embaixador?

Oficial Giraldi!

- Leu meu depoimento? - Eu li.

Ent�o voc� sabe tudo.

Eu vi Leonardo matar a pobre Caterina.

Com todo o respeito, viu-a morrer envenenada.

Voc� n�o viu Leonardo administrar o veneno.

Acha que ele � inocente?

Em seu depoimento, disse que ela escreveu para voc�

pedindo para encontr�-lo no dia da morte dela.

- Sim. - Ela disse o motivo?

N�o.

O senhor n�o a v� h� anos, no entanto voc� veio.

Pensei nela muitas vezes em todos esses anos.

Sei como os tr�s se conheceram, mas n�o como se separaram.

Por amor, claro.

Amor � o veneno para a raz�o.

11 ANOS ATR�S

MIL�O

Nenhuma imagem, nem mesmo a menor,

foge aos olhos de ponta cabe�a.

Voc� est� ficando vermelho.

Sim.

As pessoas est�o olhando.

N�o para n�s.

Abram caminho para o Duque Regente!

Viu? Se Lodovico Sforza o visse assim,

ele o consideraria um louco.

O fluxo de sangue extra parece ter ajudado

a descobrir como interess�-lo.

Mas voc� disse que ele j� ofereceu apoio.

Eu recusei.

- Voc� fez o qu�? - Eu disse n�o.

E ele n�o faz a mesma oferta duas vezes.

E n�o pensou em me contar isso antes de sairmos de Floren�a?

N�o.

Poder�amos ter ido para M�ntua, ou N�poles.

Vai ficar bravo comigo por quanto tempo?

Por tempo suficiente.

Isso � pelo bem maior.

- Desculpe. - Perdoe-nos.

Por favor, n�o se desculpe.

Cuidarei disso. Pegue uma bebida.

Desculpe, senhores. D�sol�!

Mentiroso!

N�o.

Ator!

De onde venho, chama-se "ator".

Vamos voltar a Floren�a.

N�o h� futuro para mim em Floren�a.

Eu n�o gosto daqui.

H� mais soldados aqui do que mulheres.

Exatamente.

O que � isto?

M�quina de guerra.

Que ideia maravilhosa.

Exceto que voc� n�o � um engenheiro militar.

Quem disse que n�o sou?

PAL�CIO SFORZA

- Voc� � o artista? - Sim. Sou eu.

Sua Excel�ncia o aguarda.

Obrigado.

O Duque Regente o receber� em seus aposentos particulares.

Ao encontrar Sua Excel�ncia,

curve-se somente o necess�rio.

Curvar-se demais � considerado vulgar

e curvar-se pouco � uma ofensa.

N�o inicie uma conversa com Sua Excel�ncia.

N�o fa�a contato visual, salvo quando ele falar contigo.

Se voc� for apresentado a Senhora Beatrice,

curve-se respeitosamente,

mas n�o tanto quanto para Sua Excel�ncia.

S� pode referir-se a ela como "Milady" ou "Madona".

Por aqui.

N�o se mexa por um segundo.

Bom menino!

Vossa Excel�ncia? Leonardo da Vinci.

Vossa Senhoria.

Acha que a coleira combina com ele?

Creio que � dever do homem tornar belo tudo ao seu redor.

Voc� concorda?

- Verdade e beleza, sim. - Certo.

A verdade deve ser adornada para torn�-la decente.

O que o traz a Mil�o?

Deixei tudo claro em nosso �ltimo encontro.

� improv�vel que esteja aqui para pedir minha prote��o.

O senhor...

Isso foi quando o senhor falou comigo como artista.

Hoje venho diante de ti como engenheiro.

Eu tenho algumas ideias

para proteger sua cidade.

Pode dar uma olhada?

A primeira ideia...

� um mecanismo para empurrar as escadas do cerco das paredes.

E aqui...

Este � um canh�o m�vel.

Protege as pessoas dentro,

com uma armadura por fora.

Voc� embelezou a verdade.

Voc� n�o tem paix�o por guerra.

Acabou com sua reputa��o em Floren�a

e agora tenta sua sorte comigo.

Al�m disso, tenho toda a defesa que preciso.

Tem raz�o, Vossa Senhoria.

N�o tenho paix�o por guerra.

Mas tenho paix�o pela arte.

E por pinturas.

E perd�o ser franco,

mas o que o senhor n�o tem � uma verdadeira obra de arte.

N�o me refiro a isto, mas a algo

t�o belo que o mundo todo ir� se maravilhar.

Sei que o senhor disse que n�o d� uma segunda chance,

mas eu juro que se me der uma,

vou entregar uma obra-prima,

� tudo o que me resta para realizar.

Senhora Beatrice pede sua opini�o

no baile de hoje, senhor.

Muito bem.

Vamos.

Vossa Alteza!

Senhoras e senhores!

Moralidade pela gl�ria da castidade!

M�sica!

Bravo!

Obrigada, meu amor.

Prometo que ser� ainda mais bonito � noite.

- Tenho certeza. - Haver� ninfas, lobos...

- E o unic�rnio? - O unic�rnio � fant�stico!

Parece que perdi meu brinco.

N�o viu por a�, viu?

- Caterina? - Oi.

Sabe, ver seu rosto durante o ensaio

foi a coisa mais divertida em semanas.

O que voc� est� fazendo no pal�cio?

- O que faz em Mil�o? - Bernardo veio a neg�cios.

E voc�, trabalhando para o Moreau?

N�o, n�o estou aqui a convite de Lodovico,

mas porque n�o tenho para onde ir.

Moreau n�o me ofereceu um emprego.

Por que n�o me contou?

Porque estava t�o feliz.

N�o quis estragar tudo.

- Senti sua falta. - E eu senti a sua.

Senhor Leonardo!

Que prazer rev�-lo.

Igualmente, Embaixador Bembo.

Sanseverino, est� diante de um grande artista.

Nesse caso, � uma honra conhec�-lo.

Sanseverino cuida da seguran�a do Duque Regente.

- A� est� voc�, Caterina. - Vossa Excel�ncia.

Querida, voc� ser� uma excelente Cle�patra.

Obrigada, Vossa Alteza.

Logo nos tornaremos amigas.

Senhor, eu queria...

Falei sobre voc� com minha esposa.

Temos uma incub�ncia para voc�, uma muito importante.

Sim. Artistas vieram at� n�s para apresentar

A F�bula de Orfeu, de Poliziano.

Para nosso sobrinho, ele � um jovem triste.

Insuportavelmente infeliz.

E ele precisa ser encorajado.

Um desempenho brilhante faria isso.

Voc� pode organizar uma produ��o?

Voc� viu o baile de m�scaras, parta da�.

Eu n�o entendo.

Nossa pr�xima apresenta��o.

Estou t�o feliz que projetar� isso para n�s!

Esta � uma oportunidade para provar

que � digno de meu apoio.

Adoraria ter a paix�o de Moreau pelo baile de m�scaras.

Mas receio n�o ter um cora��o de artista.

Bailes de m�scaras n�o s�o arte.

Quem � ele?

Duque de Mil�o.

Orfeu tocava lira t�o lindamente,

que at� os p�ssaros ficaram hipnotizados.

Mas seu grande amor era sua esposa Eur�dice.

Quando Eur�dice morreu,

ele orou para Hades traz�-la de volta.

Hades concordou, por�m com uma condi��o.

Ele n�o deveria olhar para ela

at� que partissem desse mundo.

Desculpe, senhores. D�sol�.

Mas ele desobedeceu e Eur�dice desapareceu para sempre.

Bravo! Muito bom, companheiros!

E aqui est� nosso novo projetista.

Bravo! Eu sei do que voc� precisa!

- Uma boa ta�a de vinho. - Sim, gostaria muito.

- Sim? - Ent�o...

Quando podemos conversar sobre seus planos?

N�s planejamos apenas cantar.

Sim, entendo, mas e quanto...

ao cen�rio e ao palco?

Construa um com t�buas de madeira, se preferir.

E �rvores! Fa�a algumas �rvores, as que preferir.

- Sim. - N�o salgueiros. S�o sombrios.

- �rvores, claramente. - Isso � tudo.

Isso � tudo que preciso para o Mouro...

E o seu cachorro.

Eu falei sobre Thierry?

O ator principal da pe�a?

O convenvcido vaidoso que o impede de criar?

Mencionou uma vez, melhor, uma centena de vezes.

Eu devia estar estudando, descutindo

sobre os mist�rios da natureza do homem.

E n�o pintando bugigangas para tolos!

Pare de se torturar.

Este teatro � s� um teste e nada mais.

D� ao Mouro a performance que ele anseia.

- N�o posso. - Ele o recompensar�.

- Ele mesmo disse. - E se ele mudar de ideia?

O que devo fazer? N�o sou como voc�, Caterina.

N�o sei como... viver.

E voc� tem dom para isso.

N�o � verdade. Voc� d� vida a tudo.

Me deu vida.

Me deu asas para sair da pobreza.

Eu n�o tinha ideia

de como a vida na corte era exaustiva.

Semana passada, estive em tr�s bailes,

uma festa e dois banquetes.

E voc� me ensinou a jogar xadrez.

Xeque.

Voc� precisa de m�scaras e fogos de artif�cio.

� o que todo mundo precisa.

N�o me impressiono com as coisas que eles gostam.

Por que n�o protestei?

Eu apenas fiquei parado

olhando para Lodovico como...

um peixe assustado.

Isso n�o � o fim da sua hist�ria.

Acredite em mim.

Parece ser xeque-mate.

Onde est� Antonio?

Dei folga a ele essa noite.

Ele est� muito cansado.

Voc� logo se acostumar� com os servos.

Espero que n�o.

O Doge de Veneza n�o ficar� freliz

quando n�o receber seu relat�rio

porque estava fazendo amor com sua amante.

S� porque ele n�o viu minha amante.

O que �?

Safiras azuis da P�rsia

e os diamantes s�o polidos por Lodewick van Berken.

N�o posso aceitar isso.

- Eu insisto. - N�o.

Vai usar para mim.

Com uma condi��o.

Pe�a ao Mouro para tirar o Leonardo da apresenta��o

e pe�a a incub�ncia de um quadro dele.

Ele vai ouvir voc�.

Isso n�o � da minha conta.

Leonardo � talentoso demais

para vestir p�neis e unic�rnios.

Voc� sabe disso.

Por favor.

Por favor.

Por favor, por favor.

- Sim. - Isso!

Estou muito agradecida.

Assim como ele ficar�! Obrigada!

- Madona? - N�o. N�o, obrigada.

- Por favor. - Tudo bem.

- Obrigada. - De nada.

Pois toda coisa mortal

o tempo para.

Pois toda coisa mortal o tempo para.

Vossa Excel�ncia, estou intrigado por que

designou Messire Leonardo para elaborar a pe�a teatral.

Claro, suas decis�es s�o inquestion�veis.

Mas me parece ser uma incub�ncia simples

para um artista com um talento excepcional.

Entendo.

Entende o que, exatamente?

Estamos acima das fofocas, claro.

Mas at� eu ouvi dizer

que o garanh�o de Veneza finalmente foi domado,

e por uma criatura t�o humilde.

Qualquer garanh�o mataria

para ser domado por uma criatura t�o bela.

E agora est� defendendo os interesses do amante dela.

Foi a querida Caterina

que pediu que falasse sobre isso comigo, n�o foi?

- Senhor, Leonardo n�o... - Tem ci�ncia que frequentam

uma taverna regurlamente � noite sozinhos?

Confesso que lhe admiro.

Pessoalmente, n�o toleraria a ideia

de que um campon�s satifaz minha amante melhor que eu.

Estou brincando com voc�. � brincadeira.

Por que est� aqui?

Eu?

O camareiro insistiu para que eu estivesse presente.

Ent�o aqui estou.

Amo isso. Am�ndoas. Minhas favoritas.

Como est�?

- N�o, n�o. - N�o toque nisso.

- Por qu�? - Quer perder os dedos?

Isso...

N�o foi isso que pedi.

Preciso fazer esse teatro

o melhor espet�culo j� visto em Mil�o.

Meu futuro depende disso. Por favor, v� embora!

Acho que nem um anjo � capaz de tal espet�culo.

- N�o seria solit�rio? - Sua reputa��o est� em jogo.

- N�o se importa? - Com o qu�?

Com o que homens como Ludovico pensam?

O que sabem de m�sica e arte?

Ent�o voc� tem sorte.

N�o posso pintar sem o apoio dele.

- Por favor, devolva. - Voc� quer?

- Devolva. - Pegue-o.

Ora, pegue. Pegue!

Pegue. Saiam da frente. Saiam da frente!

Que segredos sombrios guarda o Maestro da Vinci?

- Me deixa ver. Um minuto! - Por favor, devolva!

Por favor.

Viu?

Espera.

Voc� elaborou tudo isso?

Sabem sobre isso?

Quantos desenhos s�o?

Nunca vi m�quinas como essas.

Engrenagens.

Meu pai construia rel�gios.

Fa�a de Orfeu o seu mundo.

Traga-o � vida.

Preciso de mais tempo.

Voc� tem um m�s.

Podemos ajudar.

Sim?

Sim.

Me desculpe.

Obrigado, Francesca.

O artista tem o que precisamos?

Qual � o seu nome?

Leonardo da Vinci.

Por favor, deixe-nos.

Sabe quem eu sou?

Sim, Vossa Excel�ncia.

"Pobre garoto, preso pelo pr�prio tio."

� isso que falam de mim?

Por favor, sente-se.

Diga-me, Leonardo da Vinci,

o que acha da ca�a?

N�o ligo para ela.

Meu tio diz que ela me tornar� um homem.

Ele n�o sabe que j� sou um

e que n�o preciso matar p�ssaros para provar.

Como algu�m pode ser t�o cruel?

Qual � o seu p�ssaro favorito?

Acho que o meu � o pelicano.

Sabia que os pelicanos amam muito seus filhotes?

Se encontram os filhotes mortos picados por cobra,

eles se bicam no cora��o

e banham os filhotes de sangue para que ressucitem.

Gosto de pombos.

Sinto pena deles.

S�o t�o normais.

Sim, pombos sofrem bastante, n�o �?

Pombo tamb�m � s�mbolo de ingratid�o,

porque quando conseguem se alimentar sozinhos,

come�am a brigar com o pai.

E a briga s� termina quando consegue expuls�-lo.

Vossa Excel�ncia,

n�o quis ofend�-lo.

Meu tio foi sobrecarregado

quando minha m�e me abandonou.

N�o tenho inten��o de destitu�-lo.

Queria que fosse o Duque ao inv�s de mim.

Se voc� � um fardo para ele,

por que ele organizaria um espet�culo para voc�?

Espet�culo?

Um que te deixar� completamente abismado.

Como voc� sabe?

Ele me encarregou de projet�-lo.

S�rio?

Que tal m�scaras e fogos de artif�cio?

N�o.

Nunca vi um homem t�o duro quanto um punho.

N�o consigo achar a verdade nisso.

� apenas uma divers�o trivial. Um pouco de prazer.

Est� l� por um momento e depois desaparece.

Por que importa?

Importa porque a arte nos eleva.

Ela transcende e d� sentido a nossa vida.

- Por isso importa. - N�o, n�o h� sentido.

Estamos aqui por um tempo e depois desaparecemos. � isso.

Teatro � sobre o momento. O agora.

Se concentrar-se por um tempo para ver isso,

pode acabar at� gostando.

- Deixa pra l�. - N�o posso.

Deixa pra l�. Venha comigo.

Sabia que tem uma mariposa s� vive por um dia?

Dante, Dio, est�o prontos?

Isso ser� divertido.

Relaxe, n�o se apavore.

- Tirem-me daqui! - Solte-se.

Solte-se e divirta-se.

Voc� est� voando.

Voc� est� voando, meu amigo. Est� voando.

- Voc� est� voando. - Estou voando.

Voc� estava errado. Se as mariposas s� vivem um dia,

esse dia n�o � insignificante. Tem que significar tudo.

- O voo deu certo. - Mas eu n�o tinha te entendido.

Voc� disse: "Fa�a o mundo de Orfeu o seu mundo".

Devo criar um mundo dentro de outro mundo.

Devo usar os quatro elementos que os deuses usam,

o ar, a terra, a �gua e o fogo.

Um artista deve observar como um cientista,

e criar usando fantasia. Onde o c�u e o inferno,

harmoniosamente, tornam-se um s�.

Os dois lados de n�s mesmos,

o bem e o mal, como Deus nos criou.

E a plateia n�o deve apenas ver, mas sentir.

O fedor do h�lito de um dem�nio.

O beijo de um anjo.

O cora��o partido do homem perdendo o verdadeiro amor.

A plateia deve sentir tudo.

Caterina.

Bom te ver de novo.

Por que est� aqui em Mil�o?

- Eu... - Voc� mentiu para mim.

Menti.

Mas Leonardo sabe o que fiz, e ele me perdoou.

O cora��o dele � mais mole do que o meu.

- Se voc� machuc�-lo de novo... - Por que o machucaria?

- Meu sucesso depende do dele. - Certo.

Lembre-se disso.

Est� ficando boa nesse jogo.

N�o s� no xadrez.

No fim, as pessoas ricas n�o s�o diferentes

daquelas das ruas de Floren�a.

S� tem roupas melhores.

� bom que est� passando tempo com as damas da corte.

Mais apropriado do que a companhia do Leonardo.

Ele est� ocupado demais para me ver.

Tenho certeza que isso mudar� quando o teatro acabar.

N�o tenho d�vidas.

Voc� se importa em usar algo atraente esta noite?

Atraente?

Pode me ajudar a cair nas gra�as do Mouro.

Est� bem.

Mas n�o fique muito confiante.

Conheci homens como Ludovico.

Eles pressionam para ver at� onde voc� se curva.

E se voc� n�o se defender, jamais te respeitar�o.

Desculpe, falo demais.

Posso parar, se isso te desagrada.

N�o desagrada.

De forma alguma.

Na realidade, voc� agrada muito.

Escute, n�o quis comentar antes de ter certeza,

mas acho que algu�m tem nos roubado.

- Leonardo? - O qu�?

Quando?

Ontem, talvez anteontem. N�o tenho certeza.

Ficamos tanto tempo no pal�cio, � dif�cil saber.

- Irei resolver. - Maestro! Maestro Leonardo!

- O que � isso? - S� preciso conversar.

N�o posso ficar muito. Tenho um jantar mais tarde.

- N�o v�. - O qu�?

Apenas n�o v�.

O que est� dizendo? Tenho que ir, ser� com o Mouro.

Sim, sim, est� certo. Voc� deveria.

Enfim, n�o � bom me ter por perto

- uma noite antes da estreia. - O que � uma pena.

N�o haveria uma apresenta��o sem voc� me inspirando, ent�o...

Obrigado.

� engra�ado.

Lembra que te conheci?

Do que est� rindo?

Diga.

"N�o consigo encontrar a verdade nisso."

- Lembra? - Foi uma boa imita��o, ali�s.

- N�o, n�o foi, mas... - �.

Mas me conhece, sou um homem de muitas facetas.

Enfim, o que...

O que queria dizer �...

O qu�?

Venha para a Fran�a comigo.

Irei me atrasar.

Megastomo?

Aqui garoto!

Bom garoto.

Bom garoto.

Venha. Bom garoto.

Venha aqui.

Bom garoto.

Treze � a idade da maturidade.

O que significa que � hora de parar de focar na arte

e mudar sua aten��o para pol�tica.

N�o concorda, Messire Leonardo?

Pe�o desculpas.

Caterina me alertando que h� fais�o aqui

e n�o como p�ssaros.

Ou outros animais, a prop�sito.

Meu corpo n�o ser� um t�mulo para outras criaturas.

Nunca ouvi isso antes.

Gosto da ideia.

Embora adoraria ouvir sobre os triciclos.

- Nos conte mais! - Ficar� pasma!

H� uma m�quina que...

Acho que Leonardo gostaria que fosse surpresa.

Conte agora...

Teremos tempo suficiente...

Eu...

Eu... Deveria...

- Querido! - Eu...

Eu tenho...

Tio?

Querido!

N�o! N�o encoste nele! N�o chegue perto!

Traga carv�o, a�afr�o, sal e leite da cozinha.

- Levem o Duke embora! - Guardas, peguem o cachorro!

- N�o encostem com as m�os nuas! - O que est� acontecendo? Diga!

Acho que algu�m botou veneno no cachorro.

Conhe�o o ant�doto, mas ele nem sempre funciona.

Trouxeram os ingredientes, aqui est�o. Espalhe isso.

Meu Deus! Meu amor!

Vamos, mais r�pido! Anda, Leonardo!

Amor! Por favor, anda logo!

Voc� n�o parece muito bem.

Tenha piedade! Eu lhe imploro!

Sanseverino, por favor! N�o, por favor!

Leonardo, por favor, salve-o!

Respire.

S� nos resta esperar.

- O que est� acontecendo? - Ainda n�o sei.

O doutor n�o saiu de perto dele a noite toda.

Espero ter ajudado.

Maestro?

O Mouro acordou.

E ele quer te agradecer.

- V�. - Sim.

Messer Leonardo.

Salvaste a vida do meu marido.

Se n�o fosse por voc� e seu ant�doto na hora certa...

Como um artista pode saber tanto

sobre ant�dotos?

Muitos dos pigmentos nas pinturas s�o venenosos.

Pesquisei os elementos t�xicos e ant�dotos para cada um deles,

mas esse pigmento de cobre, algu�m usou esse para matar...

N�o � f�cil de encontrar em Mil�o.

Encontrei em Floren�a, mas n�o aqui.

Leonardo?

A apresenta��o deve ocorrer de acordo com o planejado.

Sim, Vossa Senhoria.

Acha que sou traidor?

Sei o qu�o importante � o apoio do Mouro pra voc�.

Como voc� desaprovou a tarefa que lhe foi dada.

E o qu�o inventivo voc� pode ser.

N�o. N�o estou envolvido nisso.

Escute. Eu vi algo ontem.

Vi algu�m falando com o camareiro,

mas n�o vi muito bem.

Ele pareceu suspeito, talvez tivesse um c�mplice.

Ele tinha um medalh�o de ouro e a cabe�a de um le�o nas botas.

Obrigado.

Ele parece nervoso. Vou falar com ele.

N�o ouse.

O qu�?

Voc� n�o o ver� novamente.

Por qu�?

N�o serei motivo de risada.

Bernardo, voc� n�o pode mandar em mim.

Se n�o estiver satisfeita com nosso acordo,

apenas me diga.

Est� livre para retornar �s ruas de Floren�a.

- Aconteceu algo terr�vel. - Eu soube.

- Voc� soube? - Soube.

Eles acham que fui eu.

- O que vou fazer? - Esque�a-os.

- Mas eu... - Esque�a-os.

� o seu momento.

E se n�o der certo? E se eu n�o passar de um nada?

Voc� �, sim.

Voc� � um deus.

Leonardo?

- Leonardo! - O que foi?

- O que foi? - Hora de come�ar.

- Eles est�o prontos? - Estamos prontos?

- Estamos. - Sim, n�s estamos.

Fuma�a!

- R�pido! O rio! - A �gua!

R�pido! Por aqui. Venham, vamos!

Orfeu tocou a lira de forma t�o bela

que at� os p�ssaros ficaram encantados.

Mas o grande amor dele era a esposa, Eur�dice.

Quando ele soube que ela morreu,

Orfeu foi at� Hades, o deus da morte,

para traz�-la de volta.

Fogo! Fogo!

Fogo!

Engrenagens!

Hades, concordou. Mas sob uma condi��o:

Orfeu, n�o deveria contempl�-la,

at� que eles sa�ssem do mundo dos mortos.

Mas ele desobedeceu,

e, Eur�dice, desapareceu para sempre.

Esta...

� uma demonstra��o p�blica

do destino

que aguarda a todos os traidores.

Quero que levem esta mensagem

a todos os milaneses.

Tire-o daqui.

Saiam todos!

Parada! Por ali, senhora.

O ator se usou de voc�

para fracassar na causa e chegar mais perto do Mouro.

Era parte de um plano conspirat�rio

em nome de Lu�s, o rei da Fran�a.

A pista sobre o medalh�o s� confirmou o respons�vel.

Estou em d�vida pela informa��o.

Esta surpresa deve ter sido bem dolorosa para voc�.

Eu tamb�m fui envolvido.

Somos apenas humanos.

Tente n�o se culpar.

O amor

� envenenador por algum motivo.

O amor � envenenador por algum motivo.

T�-lo conhecido foi uma desgra�a.

Embaixador, ainda n�o me explicou

como pode estar t�o certo

de que Leonardo foi o respons�vel.

Se a minha palavra n�o basta, vamos aos fatos.

Obra � morte.

O veneno que quase matou Ludovico,

foi o mesmo veneno usado para matar Caterina.

- Coincid�ncia, talvez? - N�o est� me entendendo.

Se Leonardo sabia como salvar o Ludovico,

por que ele n�o a salvou?

A salva��o dela estava nas m�os dele.

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