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LEONARDO EPIS�DIO 1
A MAIOR OBRA-PRIMA DE LEONARDO DA VINCI,
LEDA E O CISNE, NUNCA FOI ENCONTRADA.
A RAZ�O DO SEU DESAPARECIMENTO
PERMANECE UM MIST�RIO...
AT� HOJE.
Esperava ver um gigante.
Pensei que veria os dedos brilhando.
Dizem que usa magia negra,
- Maestro Leonardo. - Abra!
Pode contribuir, se n�o quiser ser enforcado.
Abra em nome de Podest�.
- Prendam-no! - N�o! N�o!
Voc� est� preso por assassinato.
MIL�O, IT�LIA
O que mais dizem sobre mim?
Alguns, que voc� � um g�nio.
Alguns? E quanto ao resto?
O resto tem medo de voc�.
E quanto a voc�, oficial...
Giraldi.
Giraldi.
Me fale sobre aquela mulher.
Caterina da Cremona.
O que devo dizer?
Dizem que tiveram uma briga.
Ela queimou algumas de suas pinturas.
E por isso a envenenou.
Se isso � realmente o que dizem,
� apenas uma mentira.
Voc� a conhecia bem?
Conhecia o contorno de seu rosto
melhor do que o meu.
O que era ela para voc�?
Amor.
Uma amante?
Alguma vez olha para o c�u?
O ar...
� incolor.
Invis�vel.
Mas o c�u � colorido de azul.
Sim, de azul, e da�?
Um mist�rio como o c�u.
� isso que ela era para mim.
FLOREN�A 16 ANOS ANTES
V� l�, � a sua vez.
Vamos. Se apressem. Peguem as t�buas.
Ponha seu p� aqui.
Queixo para cima.
Amarre um cinto nela.
Dobre o bra�o. Dobre seu bra�o.
Guarde suas m�os para voc� mesmo.
Devo ter entendido mal.
Desculpe. Pronto, senhor.
Certo. Bra�o para cima.
Coloquem a aljava.
Cabelo para tr�s.
Muito bem, mais no queixo, assim.
Agora n�o se mexa.
Diana. A Deusa da Ca�a.
A guardi� do submundo.
Alfonso. Tem poeira no alto da n�dega dela.
Vamos l�, comecem.
Comecem pela cabe�a e terminem na sola dos p�s.
A anatomia tem um caminho particular.
Lixo!
Isso n�o s�o seios, parecem sacos de farinha.
- Fa�a de novo. - D�-me isto.
Obrigada.
H� algum problema com a mercadoria?
- O qu�? - Por que n�o me desenhou?
- Muito desgastada. - Como?
Voc� parece exausta.
Desgastada.
Defeituosa.
Diga-me, voc� flerta sempre assim com as mulheres?
Precisa rever suas t�ticas.
Voc� j� foi perfeita.
Todos n�s viemos ao mundo perfeitos.
Mas aos poucos, a perfei��o se desgasta.
As marteladas nos transformam em obra de arte.
Tem no��o de como voc� parece estranho?
Voc� trabalhou
quase toda a sua vida como criada.
- N�o entendi. - H� calos em suas m�os.
E cera de vela no cabelo.
Eu posso ver tudo.
Ent�o n�o sou bonita o bastante para um retrato?
- Eu n�o disse isso. - Mas pensou isso.
N�o, nada disso. Voc�...
Voc� tem uma qualidade
que � muito dif�cil de definir, s� isso.
Tarde demais.
Logo ele escolher� o primeiro aprendiz.
Desculpe, mas esse cargo j� tem meu nome.
- Qual o problema, Leonardo? - Ele n�o terminou a Diana.
De novo ficou preso em seu pr�prio perfeccionismo.
N�o ser� o primeiro aprendiz assim.
J� perceberam como a luz da vela � diferente da luz do sol?
Sua cor e intensidade.
Incr�vel, nunca percebi.
H� diferentes tipos de luz.
N�o � surpreendente?
Est� nos cansando com essas perguntas, Leonardo.
- Beba. - Isso!
- N�o pode ser! - � um sete. Eu fico com isso.
Muito obrigado, � um prazer jogar com voc�s.
Onde est� o Leonardo?
Quem vai saber? Deve estar caminhando.
O que est� fazendo?
Quantos esbo�os voc� fez?
Ainda n�o est� pronto.
- Voc� n�o finaliza nada. - N�o!
Leonardo, somos estudantes. N�o se preocupe.
E ent�o?
Bem...
Vai mostrar isso a Verrocchio?
Mas n�o foi o que ele pediu, foi?
Voc� n�o a retratou como Diana.
Aquele traje e adere�os est�pidos.
Ela � t�o real.
Ela parece uma camponesa e n�o uma deusa.
T�nhamos que desenhar o que v�amos. Eu vi isso.
Mas isso n�o quer dizer que os outros querem ver assim.
Desculpe-me.
Eu s� n�o quero que voc� seja expulso daqui.
Diga-me, sua m�e te ama?
Sim. Receio que sim.
�timo. Porque sinto o contr�rio.
Macacos jogando porcaria t�m mais talento que voc�.
Saia do meu est�dio. V� logo.
Abra.
Boas linhas. Boa forma.
- Obrigado. - Mas n�o tem alma.
- Desculpe-me, senhor? - Voc� s� desenhou o que viu.
Voc� deve aprender a desenhar o que sente.
Reflita nisso.
D�-me isso.
Est� me zombando?
N�o, Maestro.
Onde est�?
Eu...
N�o consegui encontrar uma inspira��o.
Talvez encontrasse mais r�pido se a barriga n�o estivesse cheia
e se dormisse no esgoto.
Traga tudo para c�, assim que poss�vel.
E voc� limpe aqui, t�o limpo
ao ponto de poder comer algo do ch�o. E corram.
- Senhor. Boa tarde, senhor? - Deus do c�u!
- Eu j� disse. - Mas precisa do meu trabalho.
Voc� j� fez e foi despedida.
Por favor. Posso posar como o que quiser.
Imperatriz Romana, Virgem Maria, Rainha de Sab�, qualquer coisa.
Por favor.
Desculpe. N�o precisamos de voc�.
Voc�! � sua culpa!
Eles n�o me querem mais porque disse que sou defeituosa.
N�o.
N�o! Eu s� penso em voc�. Ainda quero te desenhar.
Quero recome�ar. Posso te pagar.
Venha comigo.
Voc� mora aqui?
S� por enquanto.
Os pisos de m�rmore da nova vila ainda n�o est�o prontos.
Voc� n�o � bom com piadas, n�o �?
- O qu�? - Entre.
- Vamos l�. - Bem...
- Mostre o dinheiro. - Claro.
Aqui.
Sess�es privadas s�o mais caras.
Obrigada.
Isso faz parte do contrato. O artista paga a modelo.
- Nada mais que isso. - Claro.
Estou pronta.
Qual o seu nome?
Katerina. De Cremona.
Cremona.
Sou Leonardo.
De Vinci.
Voc� � muito bonita.
Apesar de todo o sofrimento.
Ou talvez, por causa deles.
Voc� � sempre estranho ou precisa de ajuda nisso?
Eu n�o desenho como os outros.
E voc� n�o fala como os outros.
Sim. Sim.
Eles pintam o que querem mostrar ao mundo.
Um ideal. Eu n�o fa�o isso.
Eu pinto o que vejo.
Acredito que a natureza � a grande obra de arte.
A �nica cria��o perfeita.
Como o voo dos p�ssaros,
os caminhos serpenteantes dos rios,
ou hist�rias escritas nos rostos das pessoas.
� isso que quero recriar. N�o uma imita��o vazia.
� isso.
Ent�o, diga-me como devo ficar.
Sente-se normalmente.
Poderia tirar a roupa dos ombros?
Assim?
Sim, agora mova um pouco os cabelos...
Com licen�a, o que est� fazendo?
Perd�o.
N�o quero que desenhe a cicatriz.
N�o quero que conte essa hist�ria.
N�o pode comprar tudo com dinheiro.
Venham todos aqui! R�pido. Por favor. Vamos!
Fa�am sil�ncio a� no fundo.
Maestro.
Senhores, nossa nova obra.
O Duomo.
Entretanto, ainda est� incompleta.
O que est� faltando?
Falta a Cruz no topo.
Esta aqui!
2 metros e meio de di�metro, pesando 18 toneladas.
Vamos coloc�-la acima do domo
da catedral.
Para a gl�ria eterna de nosso Senhor.
E de Verrocchio, � claro.
Deixe-o em paz, Marco.
S� estou curioso para onde ele vai � noite.
Ele tem direito � privacidade. N�o � mesmo, Leonardo?
Pode nos dizer se for uma garota.
� claro que � por uma garota, idiota.
O que est� fazendo?
S�o os pigmentos que usarei na pintura.
- Onde os conseguiu? - N�o queira saber.
Desenhar-me n�o basta?
Por que pintar?
Nada me basta.
Alcan�ar o inalcan��vel.
� como se alcan�a a verdadeira gl�ria.
Maestro?
Leonardo.
O que o pertuba, maestro?
Confesso...
que posso ter exagerado.
A esfera era muito pesada.
O guindaste passar� na primeira metade do caminho,
mas subir at� o topo...
- A envergadura n�o aguenta. - Exato.
Quando o guindaste se desdobrar, tudo entrar� em colapso.
Minha reputa��o depende disso.
V� dormir, Leonardo. V� dormir.
Este � o meu fardo.
Leve.
Deve ser leve.
N�o � poss�vel.
Todas essas roldanas o tornam leve.
Vamos, movam nas engrenagens.
Vamos, vamos.
Muito bem, maestro!
Aonde vamos?
Ao meu lugar favorito, eu disse.
Tudo bem.
- � isso? - � isso.
- Este � o seu lugar favorito? - Sim, � este.
Venho aqui para desenhar as pessoas.
- Enquanto lavam roupa? - Sim.
Isso me relaxa. O som da �gua.
- Isto � estranho? - Sim!
Deixe-me mostrar outra coisa.
Quando crian�a, eu observava as pessoas
e n�o dizia nada, apenas as olhava.
Voc� ainda parece uma crian�a.
O que isso significa?
Nada, � pelo seu cora��o.
� que quando voc� � crian�a
tudo � m�gico e maravilhoso.
Somos naturalmente curiosos. Como se...
Qualquer pessoa olha para aquela fonte
e v� apenas �gua que flui pelo canal.
O que voc� v�?
Tamb�m posso ver a �gua, mas h� milhares de perguntas:
Como ela flui? Como aquilo gira? Como aquilo cai?
Como ela interage com tudo ao seu redor?
Milhares de perguntas que precisam de respostas.
Me entende?
Estou tentando.
Eu poderia olhar esses rostos o dia todo.
E o que voc� v� quando os olha?
Hist�rias.
Cada um tem sua pr�pria bagagem.
E d� para ver em seus rostos.
Se chega perto, ver� claramente.
O que diz sobre esse rosto?
- Esse rosto? - Sim.
Ela parece
- forte. - Sim.
- Determinada. - Gostei.
Ela quer uma vida melhor.
Mas tamb�m...
foi machucada.
E ela n�o quer que aconte�a de novo.
Certo.
O que me diz de Leonardo da Vinci?
Qual � a hist�ria dele?
Bem...
Preciso trabalhar.
- Mas acabamos de chegar. - Te vejo de noite.
- Prometo. - Mas... Leonardo!
Venha, Guillermo! Vem aqui.
Quer ir ao mercado com seu pai?
Pai! Pai!
Pai!
Pai!
Pai!
Pai!
Oi.
Desculpe por ter te deixado.
Qual o problema?
Por que est� chorando?
N�o deveria ter olhado. Ainda n�o terminei.
Eu te pedi. Implorei.
Implorei para n�o desenhar a cicatriz!
N�o posso fechar meus olhos!
- Tenho que pintar o que vejo. - Como voc� n�o entende?
Aconteceu algo terr�vel comigo. E n�o quero lembrar disso!
N�o sei. Pensei...
que �ramos amigos. Mas voc� n�o tem sentimentos.
Voc�...
Voc� s� � ego�sta.
Voc� s� se preocupa com sua arte.
Fique com a pintura, n�o preciso dela.
N�o fa�a isso, o quadro � seu, voc� o pintou.
- Eu s�... - Vou encontrar outra modelo.
Tem muitas modelos em Floren�a, n�o s� voc�.
Est� bem. Ent�o, v� embora.
Entregue-me a bolsa.
Foram presentes do seu pai?
N�o, Maestro.
Ent�o...
Voc� admite que roubou de mim.
Voc� gostaria de dizer algo em sua defesa
antes de eu te despensar?
Eu queria pintar algo perfeito.
Quero que saia daqui.
V�.
Obrigado.
J� disse, n�o h� mais trabalho para voc� aqui. V� embora.
Preciso ver Leonardo da Vinci.
- N�o est� aqui. - E aonde ele foi?
- Embora. - Como assim?
N�o aceitamos ladr�es em nosso est�dio. V� embora.
Ladr�es? Preciso falar com seu Maestro.
Se voc� n�o sair agora,
a pol�cia ir� lev�-la direto ao Bargello.
Pare. Voc� n�o � bem-vinda.
Maestro, tentei impedi-la, mas ela invadiu.
Preciso mostrar-lhe uma coisa.
N�o se preocupe, Alfonso. Podem ir.
Precisa ver isso.
E ent�o?
� do Leonardo?
Sei onde ele possa estar.
Maestro?
Voc� estava escondendo algo de mim.
Maestro?
O esbo�o para subir o topo do Duomo.
Voc� quem fez?
Sim.
Volte para o est�dio. Voc� ser� meu primeiro aprendiz.
Recebemos um pedido.
Criar uma pintura no altar da Igreja de San Salvi.
"O Batismo de Cristo".
Veja,
Jesus, Jo�o
e os anjos.
Voc� vai pintar comigo.
Claro, mas por que eu, Maestro?
Porque voc�...
tem o dom de um anjo.
Posso falar com voc�, por favor?
Aconteceu alguma coisa?
- Voc� parece feliz. - Sim,
estou feliz.
Gra�as a voc�.
Primeiro aprendiz.
Ou�a.
Vim aqui para te pedir perd�o
por tudo o que eu disse e por meu comportamento.
E tamb�m gostaria de te agradecer.
Eu...
Em toda a minha vida,
eu n�o me valorizava.
At� agora.
E...
At� conhecer voc�, ent�o...
Vamos comemorar? Por favor?
- Sim! - Venha, vamos!
Vamos.
Para o primeiro aprendiz.
- Viva! - Viva!
Algum dia...
toda essa cidade ser� sua.
� verdade.
O que foi?
Agora � a hora que voc� me beija.
- S�rio? - S�rio.
Que tipo de beijo est� pensando?
Aquele em que nossos l�bios se fundem apaixonadamente.
- O beijo tradicional, ent�o? - Sim.
Certo.
N�o, espere, espere.
Desculpe, n�o posso.
- Por qu�? - Desculpe, n�o.
- O que foi? - Eu n�o quero isto.
- � porque estou defeituosa? - Voc�...
Acha que se me seduzir
pode se tornar minha amante.
- � por isso que voc� faz isso. - Amante?
- Sim. - Do que est� falando?
Acha que se me seduzir, vou tirar voc� daqui?
N�o, de onde voc� tirou isso?
Por isso mostrou minha pintura ao Maestro.
- Eu queria te ajudar. - N�o, se ajudar. Foi por isso.
O qu�? Realmente pensa isso de mim?
Que sou uma prostituta?
- N�o. - Qual o seu problema?
V� embora.
- Perd�o. - Mandei ir embora!
Nunca mais volte aqui!
Primeira li��o.
Vamos.
Existem tr�s tipos de luz.
A primeira � a luz direta.
Vem de uma janela ou de uma vela.
A segunda...
� a luz difusa.
V� como a sombra cria
volume e profundidade?
- A sombra ilumina como a luz. - Exato.
O escuro controla a luz.
E a luz controla o escuro.
O claro-escuro.
N�o existe linha s�lida na natureza,
mas n�o � assim que o olho humano v�.
N�s pintamos a verdade.
Uma transi��o da luz...
para a escurid�o.
E o terceiro tipo de luz?
Vai ver agora. Acompanhe-me.
O terceiro tipo de luz.
Passei a vida falhando em tentar reproduzir
a maravilha disso,
mas, infelizmente, est� fora do meu alcance.
Venha, vamos trabalhar.
Transformar o sonhador em um verdadeiro artista.
Segunda li��o: como nasce a cor.
Viu s�? � verde-oliva.
V�? Uma mistura equilibrada.
Sim, maestro.
Segure assim.
Muito suave.
Vou pintar o anjo de azul, voc� pinta a outra.
N�o se preocupe, pode cometer erros.
A� est� ela.
A famosa modelo.
E agora, como ele est�?
Trabalhando.
Em uma obra. Ele e Verrocchio est�o trabalhando muito.
Isso � bom.
Fico feliz por ele.
Ele merece ter sucesso.
Agora diga novamente de uma maneira convincente.
Ele n�o vem mais te ver?
Eu...
Sou est�pida.
Confundi o nosso relacionamento, ent�o...
Est� me dizendo que ele te rejeitou?
Uma bela mulher como voc�?
� um idiota.
Sim,
o aprendiz superou o Mestre.
- Boa noite. - Boa noite.
Obrigado.
Leonardo, como voc� est�?
Nervoso.
Esse momento � seu. Todos vieram por sua causa.
- Vamos. - Vamos.
Bravo!
Alegre-se, Leonardo.
� o primeiro triunfo de um artista.
Um momento que nunca ser� esquecido.
Sim, Maestro.
- Cardeal! - Bravo, Leonardo!
Finalmente est� terminado.
- Parab�ns. - Obrigado.
Bom trabalho.
Not�vel.
N�o �?
Creio que Verrocchio desenhou um anjo � direita.
Soube que o outro foi desenhado por seu primeiro aprendiz.
Sim.
Um aprendiz canhoto, se n�o me engano.
Comnsigo perceber.
Voc� � canhoto.
Sou o primeiro aprendiz.
Ent�o,
talvez outra hist�ria esteja sendo contada na pintura.
Jo�o est� batizando Jesus.
E Verrocchio
est� te batizando como seu sucessor.
Voc� � o Leonardo?
Sabem quem eu sou?
Sei sim, Vossa Gra�a. Lodovico Sforza.
Venha pintar comigo em Mil�o.
Pago-te em dobro.
Voc� ter� o seu pr�prio ateli�.
N�o posso. Acabei de aceitar um trabalho aqui.
Mas agrade�o-lhe, Sr. Duque.
N�o ofere�o uma proposta duas vezes.
Uma pena.
Veja s� quem �.
- � o Lodovico Sforza. - O Duque de Mil�o.
Parab�ns.
Voc� veio.
Que observa��o supreendente, artista.
Quando nos conhecemos, conversamos aqui neste lugar.
- E eu a ofendi. - Nos dois trocamos ofensas.
Que mem�ria boa.
� mesmo.
- Eu... - Katerina?
Parabenizo-o.
- Vamos indo? - Sim.
- Se � assim, por que a matou? - Eu n�o a matei.
Eu n�o seria capaz.
H� testemunhas. Sabemos que � um alquimista.
Se voc� � inocente, onde est� a prova?
Pelo menos, tente me convencer.
N�o tenho como.
- E ent�o? - Ele n�o confessou.
- Mas foi preso em flagrante. - � isso que me preocupa.
Trata-se do melhor pintor do momento.
Quanta estupidez dele mat�-la com tanta obviedade?
N�o fa�o nem ideia.
Mas voc� ter� de descobrir. E depressa.
- Do que est� falando? - Voc� quer ser promovido.
- N�o �? - Sim, j� me foi prometido.
Stefano, n�o pode esperar
que o governador franc�s mantenha a palavra.
Sobretudo, se decepcionar
deixando de obter a confiss�o de Leonardo.
Aonde vai?
Assegurar-me de que Leonardo seja sentenciado.
Entregue-se � sua inSanidade! Junte-se a n�s.
@inSanosubs fb.com/inSanos
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