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DUELO DE ASSASSINOS
Esta � uma p�gina negra e macabra na hist�ria do Texas.
Isso � relacionado aos 3 anos, de 1870 a 1873,
no qual texanos sofreram sob a administra��o
do governador E.J. Davis.
As leis texanas eram administradas e aplicadas
por uma organiza��o d�spota chamada Pol�cia Estadual Texana,
conhecida como "Barriga Azul". Direitos constitucionais eram ignorados,
como o direito de andar armado, o direito de fazer reuni�es p�blicas,
direitos de propriedade privada e a maioria das outras express�es
de dignidade humana e liberdade da qual o Texas sempre se orgulhou.
Naturalmente, eles fizeram algo sobre isso...
E j� faz tr�s anos que eles vem nos privando de direitos constitucionais.
Agora, o que precisamos fazer � levar todo texano as urnas
e tirar o E.J. Davis e sua organiza��o do poder.
BARRIGAS AZUIS V�O PARA CASA
GOVERNADOR E. J DAVIS CORONEL DOS PRIMEIROS
V�o para casa, "Barrigas Azuis".
Eles fizeram outra demonstra��o na sa�da da cidade.
- A tropa foi atr�s deles. - Chefe, aposto que
enforcaram o governador de novo.
"Barrigas Azuis", v�o para casa.
"Barrigas Azuis", v�o para casa.
Vi o que aconteceu, capit�o, depois da primeira explos�o.
Cheguei a tempo de v�-lo explodindo a esta��o.
- Quem fez isso? - N�o tenho certeza.
Ele cavalgava depressa e n�o mostrou o rosto.
- Pode ter sido o Tom Cameron? - Sim, pode, mas...
Como disse, n�o vi seu rosto.
Re�na a tropa, encontre o Cameron e traga-o para a esta��o.
- Limpe essa bagun�a. - Sim, chefe.
Venha comigo.
Certo, pessoal. Sentem-se, por favor.
Faremos o leil�o. Certo.
Agora, quem dar� o primeiro lance nesta linda cesta de almo�o?
- $2. - $2 para o Sr. Novak.
- Algu�m d� $3? - $2,50.
- $3. - Bem, Sr. Cameron,
est�vamos prestes a desistir de voc�. Tom Cameron deu $3.
- Algu�m d� $4? - $4.
- $6. - Bem...
Parece que eles sabem quem preparou essa cesta.
Se sabem, deve ser amor. Por que a Laurie Bannerman
n�o sabe cozinhar.
Voc� pode comprar uma vaca por $6.
Vamos, Ray. N�o deixe-o vencer.
- $6,50. - $10.
Agora sabemos quem roubou aquele ianque na semana passada.
Ele d� $10. Algu�m d� $10,50?
Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido para o Sr. Cameron.
Se n�o estou enganado, sua parceira, Sr. Cameron,
� a Millie Roark.
N�o �, n�o. Essa � minha cesta.
Bem, � mesmo. Imagine confundir
Bannerman com Roark. Preciso de �culos novos.
Tudo bem. Agora temos outra.
Amassada, mas nem tanto. Mas, sem d�vida,
cheia de boa comida.
Onde estava, Tom? O que aconteceu?
Nada demais. Como o Ray sabia que era sua?
Ele me viu tirando-a da carro�a. Como voc� sabia?
O la�o.
Voc� o usou no cabelo h� tr�s anos atr�s.
Al�m do mais, olhei pela janela da cozinha quando passei pelo
seu rancho esta manh�.
Voc� � muito tolo com seu dinheiro, Tom.
Poderia ter comprado a cesta da Mellie Roark por menos.
N�o estou apaixonado por ela.
Tom.
Que n�o haja outro homem.
J� houve?
N�o.
"Barrigas Azuis"!
Fiquem sentados.
Aonde vai? Sente-se.
Qual de voc�s nos chamou de "Barrigas Azuis"?
Voc�, levante-se.
Seu pai costumava ser o xerife daqui, n�o?
- Isso mesmo. - Uma vez,
ele me tirou do saloon e me jogou no cocho.
N�o, Tom.
Fique fora disso, por favor.
O capit�o n�o mandou te levar, mas farei isso mesmo assim,
por que nos chamou de "Barrigas Azuis".
Cad� o Tom Cameron?
Parece que n�o poderei ficar de fora.
Coloque esses homens contra a parede.
� com voc�, Laurie. Me diga o que fazer e farei.
V� com eles, mas n�o brigue. Se comporte como...
Como o Ray? Tudo bem, tentarei.
Mas n�o ser� f�cil.
Volte para a minha casa. Espere por mim l�.
- Tudo bem, Tom. - Cameron?
Voltamos, capit�o.
Foi ele quem viu?
Pode ser, capit�o, mas n�o tenho certeza.
Saia daqui.
Pensei ter dito ao seu pai para te manter longe de problemas.
- Eu n�o fiz nada. - S� nos chamou de "Barrigas Azuis".
- Comece a falar. - N�o tenho nada a dizer.
Agora, tem?
Traga-o para mim.
- Ent�o, somo "Barrigas Azuis", n�o? - N�o fui eu quem disse isso.
Voc� � a lei aqui. Talvez n�o concorde com o jeito
que trabalha, mas � melhor do que n�o ter lei.
Entre no meu escrit�rio.
Sente-se.
Voc� tem se mantido fora de problema at� agora.
- O que te fez mudar esta noite? - Eu n�o mudei, capit�o.
- Quem fez isso? - Eu n�o sei.
Novak, voc� pode me ajudar. Voc� sabe quem s�o os problem�ticos
e quem os lidera. O que acha de me dizer o nome deles?
- Eu vivo aqui, capit�o. - Bem...
- Quem saberia que me contou? - Eles descobririam.
Ent�o voc� sabe.
Comece a agir com intelig�ncia. Vamos.
Diga os nomes.
Diga os nomes.
N�o. N�o!
- Voc� falar�? - N�o posso.
N�o ousaria.
Traga-o aqui.
Por que est� espancando ele? Ele n�o fez nada.
O fiz uma proposta e ele n�o aceitou.
Bom.
Voc� disse que ele n�o fez nada. Quem fez, al�m de voc�?
- Eu falei l� fora? - N�o.
Ent�o terei que encontrar outro jeito de obrig�-lo.
Segure o Novak.
Isso � s� uma amostra. Devo bater mais?
Tom... Conte o que ele quer saber.
- N�o deixe-o fazer isso comigo. - Deixe-o em paz.
S� se falar.
Tudo bem. Eu fiz o boneco e joguei a dinamite.
- Quem mais fez parte disso? - Alguns homens do outro condado.
Nunca o vi antes.
- Como eles se chamam? - Eu n�o sei.
E n�o te contaria se soubesse.
- Ray, voc� o matar�. - Eu n�o me importo!
Se importar� quando te enforcarem.
Ent�o montamos nossos cavalos e partimos.
- N�o fomos vistos. - O capit�o Thornton est� morto?
Tenho certeza de que n�o est�. Mas logo estar� aqui.
Pode selar o Red para mim, pai? Temos que fugir.
- Tom, tem certeza de que quer fugir? - Temos que fazer isso.
- Sinto muito, m�e. - A culpa � minha.
Perdi a cabe�a e o acertei. Por que fiz isso?
- Est� feito. - Tom, dev�amos voltar
- e acabar logo com isso. - Acabar com que?
De ser espancados?
Vamos sair daqui. Iremos para a terra do Big Ben.
- Big Ben � para homens em fuga. - O que acha que somos?
Thornton e seus homens foram para a minha casa.
Eles vir�o para c� em seguida. Ray, o que aconteceu com voc�?
Ele aguentou o tratamento especial do Thornton enquanto p�de,
- ent�o o espancou. - Seu tolo.
Pai, ele estava me batendo por algo que n�o fiz.
Isso n�o � motivo para desrespeitar a lei.
- Voc�s tem que se entregar. - Se nos pegarem esta noite,
- eles nos matar�o, Sr. Novak. - Tom est� metido nisso tamb�m.
- Trarei a comida. - S� precisamos de cobertores, m�e.
Voc�s precisar�o de mais que isso.
Agora, n�o culpe o Ray, Sr. Novak, os "Barrigas Azuis" mereceram.
S� n�o os acertei por que o Ray fez isso na minha frente.
Esse � o �nico motivo, Tom?
N�o, fiquei pensando em voc�.
Fiz o melhor para ficar longe de problema.
- Continue pensando em mim. - Em quem mais?
Desta vez, n�o ser� t�o dif�cil partir. N�o terei que me preocupar
- com voc� e o Ray. - N�o diga isso.
Sempre foi voc�, Tom.
M�e.
Preciso pegar os cobertores.
Eu pego.
Obrigado, m�e.
� melhor se apressar, filho.
N�o h� por que dizer que sinto muito, pai.
N�o h� mesmo. Entregue-se.
Pare de falar besteira. D� sua arma ao rapaz.
Arma s� traz problema.
Ray.
Aqui.
- Use-a do lado da lei, se puder. - Tudo bem, pai.
Vamos logo, Tom.
Espere por mim.
Isso servir� at� anoitecer. Estou acabado.
Estava come�ando a achar que tinha perdido a voz.
- O que h� para falar? - Sua companhia ser� �tima.
H� algu�m acampado aqui.
E n�o est� tomando caf� da manh�.
- � cedo para cavalgarem, n�o? - Isso depende.
Pensamos em acampar por aqui. Acho que pensamos errado,
- ent�o iremos embora. - Por que fazer isso?
N�o me importo em ter companhia, de vez em quando.
N�o ouviu o homem? Ele gosta de companhia.
Fogueira ind�gena. Aqui tem algo para comermos.
Como sabia que eu precisava de comida?
Voc� olhou o saco e nos pediu para ficar.
- Faz tempo desde que comi. - E dormiu.
Bastante tempo.
- � melhor dormir um pouco. - E voc�?
Um de n�s tem que ficar de olho nele.
Tudo bem. Diga.
Voc� tem pensado nisso desde que olhou para ele.
Quem � ele?
Eu j� devia ter descoberto. Mas aquela barba me enganou.
O vi num cartaz do governo. Ele � o Sam Garrett.
Ele tem uma reputa��o e tanto. Devo checar as marcas na arma dele?
Ver se o que dizem sobre ele � verdade?
- � verdade sim. - Isso � para que?
Ele � procurado pelo governo. Vale $10.000.
- Somos procurados tamb�m. - Isso mudar�.
Guarde isso. Ele n�o fez nada conosco.
- Deixe a lei peg�-lo. - Voc� ouviu o que eu disse?
Ele � o Sam Garrett. Ele matou 20 homens
e continuar� matando se ningu�m o parar.
Parar um homem assim n�o � trabalho somente para a lei.
� o trabalho de todo homem que quer viver em paz.
De todo homem que quer que a lei e ordem voltem para o Texas.
E para todo homem que quer salvar sua pele e coletar $10.000.
Pare de fazer discursos, Ray.
Cuidado, Sam!
Seu covarde safado. Voc� o mataria dormindo
s� para salvar sua pele.
- Eu devia pisotear sua cabe�a. - Certo, saia da frente.
- Eu cuidarei disso. - N�o o mate.
Que tipo de homem acha que sou?
Ele est� desarmado. Descarregue isso.
Levante-se.
Eu te pegarei. Pegarei voc�s dois.
Agora, saia daqui.
- Por que interferiu? - Voc� estava dormindo.
Isso te custou $10.000. Voc� sabe disso, n�o?
Ele me disse. O pai dele costumava ser
o delegado de John City.
Sei reconhecer um homem em fuga quando o vejo.
Ele est� fugindo. Assim como voc�.
Sim, brigamos com a Pol�cia Estadual.
- Me matar livraria voc�s? - Provavelmente.
S� um tolo se arrisca pelos outros. N�o se acostume com isso.
Eu devia ter matado ele.
Um homem como eu n�o devia ter escr�pulos.
Pode, ao menos, me agradecer.
- Obrigado. - Partirei tamb�m.
Por que?
Voc� o ouviu dizendo que me pegaria.
Ele falou s�rio.
Armas ruins s�o como maus amigos.
Te decepcionam quando mais precisa deles.
Aqui. Pegue-as.
As peguei de um homem na fronteira. Ele n�o p�de dizer "n�o".
Voc� venceu. Ficarei de guarda enquanto dorme.
- � isso que quer, n�o? - Acho que nos daremos bem.
N�o durmo assim h� semanas.
Acha que pode atirar t�o bem quanto as manuseia?
- Bem o suficiente. - Isso � algo que nenhum homem faz.
Atirar bem o suficiente. Se continuar procurando,
cedo ou tarde, voc� encontrar� algu�m mais rapido.
- Acha que isso acontecer� com voc�? - N�o planejo viver para sempre.
Vai para o sul esta noite?
- Sozinho? - Isso depende de voc�.
Estou indo para as terras do Big Ben. Se quiser me acompanhar
e ficar fora do caminho dos "Barrigas Azuis", est� bom para mim.
Podemos revezar quando dormirmos e nos separarmos quando chegarmos no rio.
Acha que eu viajaria com um novato?
Voc� tem planejado isso desde que o Ray partiu, n�o?
Olhe no meu alforje. H� um cintur�o l�.
Coloque-o.
Algumas pessoas te dir�o que um bom pistoleiro s� precisa de uma arma.
Isso � tolice.
Dois de qualquer coisa � melhor que um.
Agora, solte o cintur�o e deixa sua arma ca�da
para que sua m�o encoste no cabo. O cemit�rio est� cheio de homens
que n�o sabem disso.
Certo. Agora, saque.
Muito bom.
Mas n�o o suficiente para um homem que quer seguir vivendo.
Trabalharemos nisso. Vamos.
Mas n�o para as terras do Big Ben. Seu amigo pode nos procurar l�.
N�o saque.
Desmonte.
Tire a sela.
H� dois de n�s, Clayton.
Somos amigos. Guarde sua arma.
Sam. Soube que estava no Kansas.
Um texano gosta de ver sua terra natal, de vez em quando.
Qual � voc�? Paul ou Buck?
Paul.
Aquele homem descuidado � o Tom Cameron.
Eu n�o esperava ningu�m a p�.
D�-me sua sela. Meu cavalo est� manco,
n�o poderei lev�-lo.
Tive que sacrificar o meu. Ele pisou num buraco
e quebrou a pata.
- Despistou quem te seguia? - Sim.
Uma posse nos atacou nos arredores de John City, ontem.
Ent�o nos separamos. Um rebelde bateu num "Barriga Azul".
Eles tem atacado ranchos e parado todo mundo.
O que disse sobre atacarem ranchos?
- Eles devem estar te procurando. - Eu sou um deles.
Tem algum parente l�?
Isso � uma pena.
- Aonde acha que vai? - Para casa.
N�o esta tarde. S� se for andando.
N�o me importa o que te aconte�a, mas n�o deixarei matar um bom cavalo.
Espere at� amanh�. Deixe-o descansar esta noite.
- Voc� viajar� mais r�pido assim. - E os meus pais?
O que quer que v� acontecer com eles, j� aconteceu.
� melhor ouvir o Sam. Voc� precisar� de um cavalo.
Eu sei disso.
- Tudo bem. - Suba.
- N�o notei ele mancando. - N�o?
- � melhor deixar seu cavalo � vista. - Voc� far� o mesmo?
Paul gosta de cavalos bons. Al�m do mais, ele n�o me roubaria.
Clayton.
Estava acordado quando ele saiu daqui?
Sim.
E n�o se incomodou em me contar?
Voc� acordou. Al�m do mais, n�o era da minha conta.
- Voc� � um �timo amigo. - Te avisei sobre ele.
O que queria que eu fizesse? Atirasse nele por voc�?
� melhor aprender que um homem cuida dos seus pr�prios duelos.
- E se ele tivesse atirado em mim? - Ele n�o fez isso.
O que prova algo. Paul Clayton n�o era
o pior pistoleiro no Texas.
Mas n�o o melhor. N�o t�o bom quanto seu irm�o, Buck?
- Nem chegava perto. - E n�o queria o Buck te seguindo.
J� tenho homens o suficiente me perseguindo.
- Esse � o nosso fim. - Bem...
Chegar�amos ao fim em algumas horas mesmo.
Pegue o que precisar. Enterrarei o primeiro homem
que j� matei.
Voc� n�o deve querer conselho, mas o darei mesmo assim.
Siga para o sul. Se voltar para casa,
- voc� s� ter� problemas. - Vou para casa me entregar.
Vai dizer que matou o Paul Clayton para pegarem leve com voc�?
N�o quero nada de um homem que pensa que eu faria algo assim.
Uma tolice de cada vez � o suficiente.
N�o terei uso para elas na cadeia.
A cadeia est� longe daqui. Buck Clayton, n�o.
Deixe-me d�-lo outro conselho.
Se aconteceu algo com seus pais, n�o enfrente a pol�cia sozinho.
Voc� n�o � t�o bom assim.
Ol�.
- Encontrou algu�m na trilha? - H� muitas trilhas por aqui.
E muitos estranhos que querem seguir sendo estranhos.
- Voc�, por exemplo? - Essa pessoa que procura...
- � algu�m em particular? - Voc� n�o o viu,
ou n�o teria perguntado isso. Somos iguais.
- Aonde acha que vai? - S� quero diz�-los que sinto muito.
- N�o pode me deixar fazer isso? - Tudo bem, v� em frente.
Obrigado.
Tom.
Oh, Tom.
Isso � coisa de mulher.
Um homem volta e ela come�a a chorar.
Pare, Laurie. Voltei para ficar.
- Quem �? - Sou eu, Tom, Sr. Bannerman.
Laurie, voc� n�o tem dec�ncia? V� ao seu quarto e se vista.
A verei v�rias vezes assim, de agora em diante, Sr. Bannerman.
Vamos nos casar pela manh�.
Voc� n�o pode, Tom.
Posso, se ela aceitar.
Vou me entregar, Laurie, ent�o n�o teremos uma lua de mel.
Todos os "Barrigas Azuis" neste estado estar�o esperando do lado de fora
da igreja.
Tom, voc�... N�o foi em casa ainda, foi?
N�o, vim direto para c�.
- O que h� de errado? - Seu pai, Tom.
Ele est� morto.
Quando?
Ter�a-feira.
O enterramos esta manh�.
Como minha m�e est�?
Minha m�e e a Sra. Novak est�o l�.
- � melhor eu ir para casa. - Eu vou com voc�.
Por que?
Como?
- Diga-me. - Foi um acidente.
Os "Barrigas Azuis". Eles o mataram, n�o?
- Diga-me, Laurie. - Tom...
Voc� n�o pode fazer nada agora. Voc� n�o pode traz�-lo de volta.
Algu�m ter� que te dizer isso, ent�o � melhor que seja eu.
Estavam empurrando ele, tentando conseguir informa��es
sobre o seu paradeiro. Ent�o um "Barriga Azul"
o acertou com uma arma. Mas a Laurie est� certa,
voc� n�o pode traz�-lo de volta.
Fale com sua m�e, ent�o saia daqui.
Voc� n�o usar� essas armas, Tom. Voc� ir� embora e irei com voc�.
Meu cavalo est� l� fora. Em algum lugar da trilha,
encontraremos um homem para nos casar.
Foi o capit�o Thornton que matou meu pai.
Eu sei. � por isso que estou aqui.
N�o quero passar minha vida colocando flores na sua cova.
Tenho um trabalho a fazer. S� posso partir depois disso.
Est� decidido?
Mesmo que signifique nunca mais me ver?
N�o me pe�a para escolher, Laurie.
Tudo bem, Tom.
- N�o deixem-no te matar. - Eles n�o far�o isso.
- Volte. - Um dia.
Voc� estar� aqui quando eu voltar?
Ou irei at� voc�.
Fa�a algo por mim.
Fique aqui at� a minha m�e acordar.
D� lembran�as a ela.
Se afaste do bar, capit�o. Vou te matar.
N�o me ouviu?
Abaixe as m�os. Voc� n�o pode sacar assim.
Eu disse para abaixar as m�os!
Estou te dando uma chance, capit�o. � melhor aceit�-la.
Tom, se n�o tiver cuidado, voc� morrer� antes do tempo.
- Mate-o a vamos sair daqui. - Ele n�o quer sacar.
Ele deu a seu pai a chance de sacar?
V� em frente. Mate-o.
N�o posso fazer isso, Sam.
Traga-o para a frente.
Se ele tivesse te enchido de chumbo, eu n�o o culparia.
N�o estou armado.
Se estivesse, voc� teria nos matado pelas costas.
Soltem seus cintur�es e joguem-nos para longe.
Agora, venham para a porta, onde eu possa v�-los.
Quero me despedir.
Agora, pela �ltima vez, quem fez isso?
- Aqui est�o eles, sargento. - Deixe-os entrar.
- O que fez com ele? - S� estou colocando ju�zo nele
para ele falar.
Agora, voc� falar� ou devo prend�-los?
Posso falar com eles a s�s?
5 minutos.
O que aconteceu?
Isso te machucar�, Laurie.
Por que o Tom matou o capit�o?
Eu sabia que ele ia fazer isso.
- Eu o deixei vir. - Sim, ele o matou.
Mas � sangue frio. Ele e um soldado.
Eles estavam com as m�os para cima.
Eu estava nos fundos pegando um pano quando entraram.
Ele e o Sam Garrett.
O gar�om pegou uma espingarda e o Garrett o matou.
O capit�o e o soldado estavam com as m�os para o alto.
Tom mandou o capit�o sacar, mas ele n�o fez isso.
Ele e o soldado jogaram suas armas no ch�o.
Ent�o o Tom atirou nos dois. Agora voc� v� por que fiquei calado?
- Voc� devia ter contado a eles. - Pai, eles s�o "Barrigas Azuis".
Voc� n�o pode entregar seu pr�prio povo.
Eu disse que foi o Sam Garrett. Disse que n�o sabia quem era
o outro homem.
Mas eles n�o acreditaram em mim. Eles sabem que o Tom estava aqui.
Mas manterei minha hist�ria nem que me espanquem at� a morte.
N�o, filho. Isso � assassinato.
- O pai do Tom tamb�m foi assassinado. - Dois erros n�o fazem um acerto.
Ele estava louco de �dio, ou n�o teria feito isso.
Ele estava frio e mortal. E sabia o que estava fazendo.
Como quando tentou me esfaquear por xing�-lo quando �ramos crian�as.
- V� contar a eles. - Diga-me o que fazer.
- Diga a verdade a eles. - Laurie, voc� o ama.
- Eu superarei. - Se o pegarem, o enforcar�o.
V� contar a verdade.
Com rela��o a mim, o Tom est� morto.
Ele morreu no saloon com duas armas nas m�os.
- N�o foi muito ruim, foi? - Voc� errou algumas.
Nessa velocidade, o que esperava?
Tente de novo e te mostrarei.
Pronto?
Saque.
Vejo o que quis dizer.
- Quando come�arei a aprender? - Eles colocam mira numa arma
por um motivo. Tente us�-la.
Voc� pode treinar seu saque depois.
Agora, sem sacar, mire naquilo.
Imagine que est� apontando uma arma.
Certo.
Agora, saque e dispare...
Lentamente com a m�o direita.
Certo. Agora, com a outra m�o.
Agora, quando eu estalar os dedos,
saque e dispare da cintura o mais r�pido que puder.
Voc� tem muito que aprender, mas servir�.
Levei dois anos para aprender a atirar assim.
E agora, Sam? Para onde iremos daqui?
Para o norte, depois leste para a esta��o de Red River.
Arrumaremos uma travessia a caminho de Abilene.
Voc� faz parecer f�cil. Os "Barrigas Azuis" nos seguindo
e pediremos um trabalho ao chefe de travessia?
A lei n�o incomoda as travessias. Rancheiros e compradores cuidam disso.
O trabalho deles � atravessar o gado e contratam qualquer um.
- Espero que saiba do que est� falando. - � melhor eu saber.
Est�o oferecendo uma recompensa por mim.
N�o haver� nenhum policial na esta��o.
A n�o ser que as coisas mudaram desde que estive l�.
Se houver, s� precisamos cruzar o rio para chegarmos no territ�rio �nd�gena.
E n�o nos seguir�o at� l�.
� seguro entrarmos? Quero terminar uma carta e envi�-la.
Claro, v� em frente. N�o gosto de multid�o,
ent�o farei o acampamento. Verei se encontro
um chefe de travessia que n�o fa�a muitas perguntas.
- D�-me suas r�deas. - H� algum lugar em Abilene
em que uma boa garota possa esperar por um homem?
Hotel Drover.
Voc� tem um selo e um envelope, por favor?
Sim.
O saco de correspond�ncia est� na porta.
Obrigado.
Chegaram juntos?
Cad� o Sam Garrett?
- Quem? - Ele chegou com voc�.
- Ent�o era ele? - Sim.
Era ele. Aonde ele foi?
N�o perguntei e ele n�o disse.
Voc� o ver� novamente?
Se o vir, diga-o que estou procurando por ele.
- Para mat�-lo. - O que ele fez para voc�?
- Matou meu irm�o. - Matou, heim?
- Por que ele faria isso? - Eu n�o sei.
Mas encontrei a cova do Paul perto de onde te encontrei h� duas semanas.
E sei que n�o o matou. Seria preciso um bom pistoleiro
para fazer isso.
Um realmente bom, como o Sam Garrett.
Se o homem que viu me acompanhando for o Sam Garrett,
n�o sei se ele matou seu irm�o. S� o encontrei hoje.
Voc� est� mentindo.
- Se acha. - Diga ao Garrett o que falei.
Se o vir.
- Sam? - Sim.
E se n�o fosse eu? N�o diga meu nome
se n�o tiver certeza.
Enviou a carta?
- Voc� demorou. - Tive muito o que escrever.
- Disse para onde est� indo? - Sim, ela me encontrar� l�.
Muita coisa pode acontecer daqui a Abilene.
Se lave. Te servirei.
Consegui o trabalho.
Eles querem dois vaqueiros para ajudar na travessia.
Onde conseguiu o cozido?
No mesmo lugar em que consegui o trabalho.
O chefe de travessia � um velho amigo.
Ele sabe quanto voc� vale?
Ele sabe como uso minhas armas.
$10.000 pode faz�-lo esquecer. Talvez seja melhor n�o aceitarmos
esse trabalho. Chegamos at� aqui sozinhos.
Ele precisa tanto de ajuda que n�o pensar� na recompensa
at� chegarmos em Abilene.
E quando chegarmos l�, ele n�o ter� sem sorte,
por que eu e o delegado conhecemos as mesmas pessoas mortas.
Voc� est� muito confiante, n�o?
N�o.
S� confio em mim mesmo.
E nelas. E em voc�.
Voc�, por que ainda estou vivo.
� por isso que quebrei minha regra de n�o me arriscar pelos outros.
Voc� faria isso de novo?
N�o seria preciso.
Voc� � bom o suficiente para cuidar de si mesmo, de agora em diante.
Voc� pode estar errado sobre isso.
Se estiver, voc� se arriscar�?
N�o.
Eu quero, por que gosto de t�-lo por perto.
O que � um erro.
Um homem como eu n�o pode gostar de ningu�m
para permanecer vivo.
Voc� come�a a se preocupar com outra pessoa e esquece de si.
Voc�, por exemplo. Voc� ficou nervoso
Voc� ama uma garota e a contou onde estar�.
E como sabe que ser� ela quem estar� te esperando?
- Conhe�o a Laurie. - Sim.
Voc� acha que a conhece. Como acho que o conhe�o.
Tom, coloque f� apenas em si mesmo. � mais dif�cil se machucar assim.
- Quer mais cozido? - N�o, comi o suficiente.
Sam, n�o quero arriscar aceitando aquele trabalho.
- Quero sair daqui esta noite. - Est� com medo de ficar comigo?
N�o, s� acho que assim tenho mais chance de chegar inteiro a Abilene.
Bem...
Tente lembrar de tudo que te ensinei.
- Voc� n�o vem? - N�o.
Tenho que pensar em mim tamb�m. Arriscarei fazendo a travessia.
J� estava na hora de chegar. Coma e mova as carro�as.
- Algu�m me procurou? - Sim, eu.
Sirva-me. Estou com fome.
Seu parceiro te contou o que eu disse?
- Ningu�m me disse nada. - Ent�o direi.
Vou te matar.
Sente-se e me conte o motivo enquanto termino o caf� da manh�.
Encontrei a cova que fez para o Paul.
- Voc� me viu enterrando ele? - N�o foi preciso, voc� o matou.
N�o matou, n�o. Eu o matei.
Ele perdeu o cavalo e tentou roubar o meu.
- Pergunte ao Sam. - N�o me importa o motivo.
Voc� morrer� por isso.
- Saia de perto, Sam. - Voc� n�o est� pronto para ele, Tom.
Voc� disse que devia pensar na sua pele.
Comece a pensar nela.
Voc� tamb�m disse que um homem devia cuidar dos seus pr�prios duelos.
As vezes, eu falo demais.
Voc� � r�pido, Tom. E atira reto.
Vamos tomar uma x�cara de caf�.
Ei, pai. A� vem o Ray Novak.
Ray, soube que tinham te libertado. Fico feliz em v�-lo, rapaz.
Obrigado, Sr. Garner. � bom estar livre.
Estou indo para casa. Pode me emprestar um cavalo?
Claro. Pat, sele um cavalo.
- Alguma carta para n�s? - J� te digo.
Aqui tem uma para o seu pai. Outra.
Vou passar no rancho Bannerman. Se tiver alguma carta, eu entrego.
Bom, Ray. Bom.
- Aqui est�. - Certo.
- Adeus, Sr. Garner. - Adeus, Ray.
- Mande lembran�as aos seus pais. - Obrigado.
- Ray, eles te soltaram. - Sim, estou livre, Laurie.
- Parei e peguei sua correspond�ncia. - Obrigado, Ray.
Com licen�a.
N�o h� chance, h�? Voc� n�o consegue esquec�-lo.
Te disse que ele estava morto.
Se tivesse falado s�rio, n�o agiria assim.
Voc� supera as coisas, Ray.
Leva tempo, mas voc� as supera.
Obrigado por ser t�o gentil. Com licen�a.
Suma.
N�o comece a contar o dinheiro da recompensa,
n�o o pegamos ainda.
Teremos que aguentar isso por mais quanto tempo?
S� mais duas semanas. Pare de reclamar.
Isso � melhor do que ser enforcado.
ESCRIT�RIO - DELEGADO FEDERAL ABILENE, KANSAS
Voc� � o Langley?
Sim.
Interessado em prender o Sam Garrett?
N�o � f�cil prend�-lo, senhor.
Ent�o o rumor sobre ter medo dele � verdade.
Pode ser. Ou talvez eu esteja
preocupado em cumprir meu dever, que � manter a paz.
$10.000 � muito dinheiro.
Mate-o e comece a contar.
Que tal o homem que est� com ele?
- Um homem chamado Cameron? - Ele e o Sam est�o trabalhando para mim.
Desde que deixamos a esta��o de Red River.
Neste momento, eles est�o com a manada.
- A traremos para c�. - Quando ser� isso?
H� uma recompensa pelo Cameron?
- Sim. - Receberei uma parte?
Sim.
Chegar�o na cidade depois de amanh�.
Os pagarei quando chegarem.
Caso n�o saiba, ser� dif�cil pegar o Cameron tamb�m.
Buck Clayton descobriu isso. E dizem que ele era muito bom.
- Ele matou o Buck? - E o irm�o g�meo dele.
Esse Cameron deve ser um homem e tanto.
Sil�ncio. Sil�ncio.
O pagamento s� ser� feito depois de amanh�.
Ficaremos aqui at� l�. Ent�o se acalmem.
Ouviu o que eu disse, rapaz? Cad� o Sam?
Voc� devia trabalhar esta noite, n�o esta tarde, Sam.
N�o estava trabalhando. Estava sentado na colina
vendo voc� pegar a trilha para Abilene.
- O que h� de novo na cidade? - N�o cheguei t�o longe.
N�o foi ao escrit�rio do delegado?
- O que eu faria l�? - Ver se meu cartaz est� na parede.
S� me importo em vender a manada e voltar para o Texas.
Ent�o n�o ficar� chateado se nos despedirmos.
- Quando? - Agora.
N�o queremos nada em Abilene.
N�o posso fazer nada se voc�s se sentem assim.
N�o pode mesmo. Ent�o nos pague.
Est� pronto?
Voc� nos deve $80. Pode pagar a ele.
Pegarei minhas coisas.
Sam.
Tenho que ir para Abilene. Ela estar� l�.
� para l� que iremos, assim que encontrar um riacho para despist�-lo.
Vamos ver se o Jim Langley ainda � o delegado.
Cavalheiros, � pro�bido usar arma de fogo nos limites da cidade.
- Larguem suas armas. - Ele ainda � o delegado.
- Sam, quem diria? - Jim, como vai?
- N�o estava me esperando, heim? - S� daqui a dois dias.
Recebeu uma visita hoje, heim?
Sim, recebi.
Conhe�a meu amigo, Tom Cameron.
O nome dele significa algo para voc�?
N�o. Deveria?
N�o t�o longe ao norte. Ele n�o fez muita coisa.
- Mas n�o custa ter certeza. - Vamos tomar uma bebida.
N�o, obrigado. Temos que ir.
- At� mais. - Sim.
HOTEL DROVER
- Bem, adeus, Sam. - N�o, ainda n�o.
V� descobrir se ela est� aqui. Ent�o encontraremos um lugar seguro
- para dormirmos. - Por que?
- O delegado n�o me conhecia. - Esse � o problema,
ele devia conhecer. Voc� matou os g�meos Clayton.
Ela est� aqui, Sam. O recepcionista me disse.
Voc� n�o quer encontr�-la cheirando como uma cabra.
Ent�o venha tomar banho e trocar de roupa.
- Est� ficando descuidado. - A porta est� trancada.
- Ela pode ser aberta. - O que est� havendo l� fora?
O povo de Abilene parece feliz esta noite.
O texanos em Abilene est�o celebrando a elei��o.
Mas n�o faz diferen�a para mim o tipo de lei que tiverem no Texas.
- Quebrei todas elas. - De que elei��o est� falando?
Parece que fizeram uma elei��o enquanto fug�amos da lei.
Texas tem um novo governador agora, um homem chamado Richard Coke.
Coke?
Davis e seus "Barrigas Azuis" est�o acabados?
Por isso que est�o celebrando. Quero dormir um pouco.
Sam, n�o percebe o que isso significa? Estou livre agora.
N�o preciso mais fugir.
Isso mesmo, voc� estava sendo perseguido pelos "Barrigas Azuis".
Parab�ns.
Isso quer dizer que posso ir para casa com a Laurie e me casar l�.
Laurie?
Coloque as m�os atr�s da cabe�a e n�o se vire.
- Cuide dele at� eu voltar. - Para que?
- Os "Barrigas Azuis" se foram. - Eu sei, mas isso n�o te ajuda.
Voc� � procurado por assassinato.
Tom.
Quer que eu pe�a ao guarda para parar? Ela parecia ansiosa para falar com voc�.
Se estiver, ela sabe onde me encontrar.
Se n�o fosse por ela, eu n�o estaria aqui.
Voc� pode estar errado.
Tom!
Como eu disse, ela sabe onde me encontrar.
� o Tom Cameron na dilig�ncia!
� o Tom Cameron na dilig�ncia!
O que est� havendo, Sr. Novak?
Eu nunca assassinei ningu�m. E s� matei em duelos justos.
Voc� n�o matou o capit�o Thornton assim.
Capit�o Thornton? Eu n�o matei ele.
Sequer sabia que ele estava morto.
- Ou�a, Sr. Novak... - N�o sou o juiz, Tom.
Voc� ter� um julgamento justo quando ele chegar, na semana que vem.
Naquela cela ali.
Muito obrigado, delegado. Sua parte da recompensa
- ser� enviada da capital. - Minha parte?
Sim, o informante que nos disse que o Cameron estaria em Abilene
receber� a metade. Nenhuma obje��o, espero.
N�o, o informante receber� tudo que merece.
Quem foi, Sr. Novak?
- N�o importa, Tom. - Importa para mim.
- Quem disse que matei o Thornton? - Uma testemunha ocular.
Voc� ouvir� seu testemunho no julgamento.
Delegado Langley, de Abilene, senhora.
Tive o prazer de v�-la na estrada h� pouco.
- Voc� trouxe o Tom? - Sim, senhora.
Voc� deve ter conversado com ele. Me chamo Laurie Bannerman.
- Ele falou de mim? - Com amargura, sinto em dizer.
- Por que? - Ele se sente tra�do, senhora.
Por mim? Como eu tra�ria ele?
N�o acho que poderia, Srta. Bannerman.
Laurie, sinto muito. Meu pai disse que ele
n�o pode receber visitas at� o julgamento.
- Onde fazem os julgamentos por aqui? - Na escola.
Obrigado.
N�o me importa se o Tom � culpado. Ele deveria ser solto.
- O capit�o Thornton merecia morrer. - Quem disse que ele culpado?
Soube que h� uma testemunha surpresa que viu o tiroteio.
Sim, h�. Ele ter� um julgamento justo.
Acha justo julgar um homem por matar um safado como o Thornton?
Pensei em ficar por perto para ver o julgamento.
- N�o se importa, n�o �? - Fico feliz com isso, delegado.
- Parece que est�o � favor do Cameron. - Sim, parece.
H� outra maneira de chegar a cidade, al�m da rua principal?
H� v�rias trilhas descendo as montanhas.
- Por que? - Curiosidade, s� isso.
O Estado do Texas contra o r�u, Tom Cameron.
A acusa��o � assassinato.
Certo, Sr. Wilson.
Cavalheiros do juri, me chamo Wilson.
Sou o promotor estadual.
� meu trabalho provar para voc�s que o r�u,
por vontade pr�pria e premeditadamente,
assassinou o capit�o Thornton no dia 10 de outubro de 1873,
nesta cidade.
Come�arei chamando a testemunha do estado.
Sr. Ray Novak, pode vir a bancada?
Ordem, por favor. Ordem no tribunal.
Levante a m�o direita.
Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade?
- Eu juro. - Sente-se.
Agora, Sr. Novak, pode, por favor, dizer ao tribunal exatamente o que viu?
Vi o Tom Cameron atirar no capit�o Thornton e
num dos seus soldados no saloon.
Eles estavam armados quando foram mortos?
- N�o, eles n�o estavam. - Ele est� mentindo.
- Ele sequer estava no saloon. - Sim, eu estava.
Estava lavando o ch�o atr�s da mesa.
O r�u ter� a chance de falar, se assim desejar.
Prossiga, Sr. Wilson.
Est�o vendo, cavalheiros? O r�u admitiu que estava no saloon.
Claro que estava. Fui matar o Thornton,
mas ele n�o quis sacar sua arma.
E se estava l�, voc� me viu sair sem matar ningu�m.
Meu jovem, esta conduta n�o est� te ajudando.
- Prossiga, Sr. Wilson. - Terminei, Excel�ncia.
Muito bem. Soube que o r�u
se recusou a contratar um advogado para falar por ele, ent�o...
Eu falarei por ele.
Voc�s n�o ouviram todas as testemunhas ainda.
Eu tamb�m estava l�.
Eu guardaria essa arma se fosse voc�, delegado.
N�o pretendo us�-la, Sam, se n�o fizer nada al�m de falar.
� tudo que pretendo fazer. A n�o ser que esses homens da lei
fiquem ansiosos.
Sente-se. E fique a�.
- S� um momento... - Me juramente, juiz.
- O que? - Disse para me juramentar.
- Se apresse. - Bem...
Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade?
Sim.
Voc�s j� devem ter ouvido falar de mim.
Mas se n�o ouviram, direi quem sou.
Me chamo Sam Garrett.
Nunca atirei num homem desarmado. Nem o Tom Cameron aqui.
Mas o Ray Novak faria isso.
E fez.
O vi no saloon quando parti.
Tom j� estava do lado de fora montado e o Thornton e seu soldado
- ainda estavam vivos. - Ele est� mentindo!
Voc� n�o vai acreditar na palavra de um fora da lei contra a minha.
Excel�ncia, conhe�o o Garrett.
O conhe�o h� muito tempo.
Ele fez muitas coisas que o levariam a forca, mas nunca mentiu.
Sinto muito por interromper assim, mas gostaria de fazer uma pergunta
ao xerife.
Xerife, quem � o informante de quem falou?
A pessoa que sabia que o Cameron estaria em Abilene?
N�o acho que isso tenha algo a ver com este julgamento, delegado.
Sim, voc� acha, xerife.
Acho que sei quem foi.
Aquele homem.
O fato dele ter interceptado uma carta para uma garota
possibilitou a captura do Tom Cameron.
Com isso, ele fica com a metade da recompensa.
E com o Tom fora do caminho, ele fica com a garota tamb�m.
Sou diferente do Sam Garrett.
N�o sou contra atirar num homem desarmado, sendo ele um assassino.
Volte e sente-se.
Cavalheiros, acho que n�o h� nada mais para ouvirem.
Como consideram o r�u, Tom Cameron?
Culpado ou inocente?
Inocente.
Parab�ns, meu garoto.
Sil�ncio. Sil�ncio no tribunal.
Temos outro suspeito para julgar por assassinato.
Tom, acho que pode esquecer o que eu disse sobre n�o confiar em ningu�m.
- N�o � a primeira vez que erro. - Te direi uma coisa, Sam...
Voc� estava certo sobre vir aqui.
Agora, saia daqui antes que me lembre que h� uma recompensa por voc�.
Pare com isso, Jim. Voc� nunca sacaria
mais r�pido que eu.
Eu sei. Ent�o suma
e n�o me fa�a provar isso.
- Boa sorte a voc�s dois. - Sam...
Obrigado, Sam.
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