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Original subtitles

Em poucas palavras...

O rapaz estava sozinho, e a invocou em seu banheiro.

Primeiro ouviu uns passos.

Depois o barulho das tesouras.

Uma mulher de preto

apareceu no espelho.

E depois?

Bom, no come�o n�o aconteceu nada.

Depois,

quando olhou para o espelho,

ele a viu.

Ent�o ela come�ou a cortar seu cabelo

e trouxe a desgra�a.

O rapaz se assustou.

Quando ele contava esta hist�ria,

todos riam dele.

At� seus pais o internaram numa cl�nica psiqui�trica.

Tudo terminou quando...

que ele...

se jogou pela janela.

� uma loucura.

Ent�o, como invoc�-la?

Voc� pega um batom

e, no espelho...

desenha...

uma porta e uma escada que leva at� ela.

P�e uma vela

e diz tr�s vezes:

"Rainha de Espadas, apare�a".

Anna.

Vamos fazer isso?

N�o, n�o vou fazer.

Voc� � a mais corajosa.

Vamos l�, desenhe.

Fa�a isso, t�nhamos combinado.

-N�o farei isso. -Est� com medo?

Rainha de Espadas, apare�a.

Mais alto.

Rainha de Espadas, apare�a.

Rainha de Espadas, apare�a.

O que � isso?

Pessoal, estou ouvindo algo.

A DAMA DO ESPELHO O RITUAL DAS TREVAS

Subrip: Pix Sincronia by DanDee

Pequena, saia. Quero falar com voc�.

Entre, mam�e est� no trabalho.

Hoje acordei no meio da noite

porque escutei a respira��o de algu�m.

Tenho um espelho pendurado na frente da minha cama.

Quando olhei,

ela estava refletida no espelho.

-Est� brincando? -N�o.

Lembra quando Katya disse

que ela corta o cabelo?

Sim.

Volto j�.

Matvey, quer um ch�?

Anton!

-N�o v� que estou ocupado? -Anton!

Est� ligando como uma louca.

Marina, estou ocupado.

Anton, pode vir?

Irei na pr�xima semana.

O qu�?

O que Anna tem?

Ivan!

Pode me dizer o que ela tem?

Andrey, levarei o carro do cliente.

N�o quer me ajudar? Temos que liquidar os impostos.

Vou e venho. Voltarei em uma hora.

O gerador do carro n�o funciona.

Quando voltar, eu mudo.

N�o posso fazer tudo sozinho.

Matvey, nosso vizinho.

Morreu anteontem.

Tinha 17 anos.

Como morreu?

Do cora��o.

Passou mal aqui em casa.

Anna chamou uma ambul�ncia. Eu estava no trabalho.

Sei.

Acordei nesta noite, e ela estava sentada

na cama, sussurrando algo.

Ent�o perguntei o que aconteceu.

Disse que sonhou, que chegou uma mulher e cortou seu cabelo.

Marina, deixei o trabalho por causa dos sonhos de Anna?

E ontem foi a chaleira.

Disse que na chaleira viu o reflexo de uma mulher.

Disse com seriedade.

Pegou um guardanapo e cobriu a chaleira.

O que quer que eu fa�a?

Ol�.

Por que est� aqui?

Como vai?

Mam�e disse que ontem viu algo na chaleira.

Anna.

Avisei que n�o ligasse. S� por e-mail.

Isto � muito importante.

N�o nos deixar� em paz. Diga-me o que fazer.

Eu j� disse tudo.

Por favor...

Est� bem. T�m um walkie-talkie em casa?

Anton.

-Voc� vai embora assim? -O que mais posso fazer?

N�o v� o que est� acontecendo com ela?

Marina, n�o tenho tempo para suas fantasias.

Virei na pr�xima semana.

Ol�.

-Anton, n�o se lembra...? -J� vou para l�, calma.

Vamos l�, pegue.

O que est� acontecendo?

Est� tudo bem.

Voc� � o pai de Anna?

� amiga dela?

Sou Katya.

Sua vizinha.

Ol�.

Sou Anton.

Ser� melhor vendar sua m�o.

Andrey, a que horas vir� o cliente?

Trarei o carro de manh�. N�o se preocupe.

Onde est�o seus pais?

Vivo com minha tia.

Como soube que eu era o pai de Anna?

Imaginei.

Diga...

N�o lembra mesmo de mim?

Quando Anna era pequena, eu cuidava dela.

� verdade que as deixou por uma amante?

Qual � sua idade?

Ningu�m vai preso por minha causa.

Quem veem nos espelhos?

-� sua tia? -N�o.

Minha tia n�o vir� at� amanh�.

-Ol�. -Ol�.

Tire os sapatos.

Resumindo, tenho uma ideia.

Contatei um cara pela internet, aparentemente sabe sobre isso.

Sergey, apresento o pai de Anna.

-Ol�. -Ol�.

Quem sabe sobre estas coisas?

Ele j� sabe.

Esse cara disse para descobrir o que ela quer de n�s.

N�o disse nada sobre Matvey, poderia se assustar.

Resumindo:

Pensamos que a Rainha de Espadas

matou Matvey.

N�o tentaram escrever contos? T�m muita imagina��o.

Eu a gravei em v�deo. Se n�o acredita posso mostrar.

Quero v�-la a�. Por que a escondem?

Est� aqui, certo?

Pode v�-la a�?

Sergey...

Voc� � idiota por acaso?

Anton Sergeevich, n�o est� em sua casa.

Marina?

Anna?

Anna, o que faz a�?

Nossa.

Seu namorado te deu?

S� tenho 12 anos. Ainda n�o tenho namorado.

Como p�de entrar?

Todas as portas est�o abertas. N�o tem medo?

Acho que mam�e esqueceu de fech�-las.

Por que voltou?

Decidi voltar para educ�-la um pouco.

Onde est� mam�e?

Hoje tem turno noturno.

O jantar est� na cozinha, pode esquentar. N�o comerei.

Me ajude a preparar.

Vamos.

-Coma. -N�o quero.

Coma.

-Quando vai embora? -Amanh�.

Amanh� ser� o funeral de Matvey, voc� vai?

Vou ver.

Sabe o que costuma acontecer?

A pessoa imagina algo e fica pensando nisso.

Uma coisa leva � outra. Foram essas as circunst�ncias,

-e o rapaz morreu. -Papai, est� tudo bem.

Anna, foi por voc� que falei com seus amigos.

Quem pediu que se metesse?

-Anna... -Pai, n�o se meta!

-Preocupe-se por mam�e. -Anna...

Seus amigos s�o uns idiotas!

N�o tem outra pessoa com quem se relacionar?

Anna?

Por que n�o dorme?

Saia da�.

Anna, o que faz a�?

Ela est� aqui.

Est� cortando meu cabelo.

Papai, n�o entre a�.

Essa n�o sou eu.

Por que n�o dorme?

Estava gritando como um louco.

Tive um pesadelo idiota. V� se deitar.

Anna, se n�o quer entrar, podemos ir embora.

N�o. Entremos.

V�o. Esperarei aqui.

Tem algu�m a�?

Aqui tem uma porta que n�o abre!

-O que est� fazendo? -Est� tudo bem.

Aconteceu alguma coisa?

N�o, tudo bem.

Mostre sua m�o.

N�o tenha medo, sou m�dico.

Por que est� tremendo?

Porque n�o estou acostumado com funerais.

Est�o velando o rapaz?

Sim.

17 anos, mioc�rdio.

Tinha um corte bem grande.

E o que significa isso?

Significa que...

tinha uma doen�a cong�nita do cora��o.

Ent�o n�o houve nada estranho?

Em que sentido?

N�o, nada. S� pensei.

Ent�o vamos.

Vamos.

Sempre tiro fotos para o relat�rio.

O que � isto?

Est� retocada?

Pensei que era um problema da foto.

Ent�o fui e tirei outra foto.

O que pode ser isto?

N�o sei.

Pessoal, est�o com fome?

Depois de um funeral, n�o posso nem ver comida.

Espere, Sergey.

Podem ir. J� pego voc�s.

Venha, vamos conversar.

Est� tudo bem.

Voc� queria que eu visse um v�deo?

Rainha de Espadas, apare�a.

Rainha de Espadas, apare�a.

Rainha de Espadas, apare�a.

Pessoal, estou ouvindo algo.

Voc� � um idiota.

-Isso foi ideia minha? -Idiota!

Pare de filmar.

Venha aqui, Anna.

Desculpe.

Zombavam de Anna?

Por que acha que zomb�vamos? Simplesmente...

queriam fazer uma brincadeira.

Nesse momento, n�o sabia de nada.

Vi de novo em casa. Vou pausar aqui.

Olhe.

Agora aparecer�.

A�.

Que diabos � isso?

Precisa disso para qu�?

� o meio para falar com ela, ou para fazer perguntas.

Ou algo parecido.

Acha que vai responder?

Deve perguntar de um jeito que responda "sim" ou "n�o".

Pessoal, � suficiente. N�o metam isso na cabe�a.

Deixe que tentem.

Por que deixa fazerem isso? Ficar�o pior ainda.

Voc� queria que eu participasse.

Fa�amos o seguinte: cuide disto sozinha,

ou n�o se meta.

Preciso que cada um de voc�s ponha um objeto pessoal.

Melhor n�o.

� necess�rio.

Rainha de Espadas, apare�a.

Vamos l�.

Rainha de Espadas, apare�a.

Rainha de Espadas, apare�a.

Rainha de Espadas, apare�a.

Talvez dev�ssemos dar as m�os.

Foi suficiente.

Espere, est� tudo bem.

O que quer de n�s?

"Sim" ou "n�o", idiota.

� verdade.

Est� nos perseguindo?

Quer todos n�s?

Quer s� um de n�s?

Katya?

Eu?

� Anna?

� um jogo idiota.

Cad� o outro walkie-talkie?

N�o h� outro walkie-talkie.

Voc�s planejaram isso?

-Cad� o outro walkie-talkie? -Anna, venha.

Acha isso engra�ado, n�o �?

Cad� o outro walkie-talkie?

O que est� fazendo?

N�o temos outro.

-Sergey, voc� vem? -Vamos parar por aqui.

Onde est�? O cliente est� aqui. Estou sem o carro. O que digo?

O carro est� quebrado.

Vai nos denunciar. A pol�cia vir�

-e teremos problemas. -Diga que virei logo.

-Vai ou fica? -Tenho que voltar para casa.

Esqueceu seu brinquedo!

SEJAM CUIDADOSOS, N�O A ENFURE�AM

SE A RAINHA JUNTAR FOR�AS, SER� MUITO PERIGOSA

Eu disse desde o princ�pio para n�o se juntar a eles.

Entendeu?

Papai, n�o v�.

Continua assustada, n�o �?

Vamos.

V� para casa.

At� logo.

Mam�e, est� em casa?

Mam�e?

-Sim? -Sergey morreu.

O qu�?

Sergey morreu.

Anton?

Anton. Ol�.

Anton, por que est� calado?

-Anna est� com voc�? -Sim.

-Como ela est�? -Assustada.

Vou para l�. Chegarei logo.

Arrumem suas coisas. Vou lev�-las para casa.

Aonde voc� vai?

Entrem no carro. Volto j�.

Vamos embora. Venha conosco.

N�o posso.

Minha tia vai vir logo.

Espere.

Se acontecer algo, quero saber.

Se soubesse antes, teria limpado.

Somos pessoas inteligentes.

Sabemos que isso n�o pode estar acontecendo.

Anton, estou com medo.

-Por que eles est�o morrendo? -Beba.

O que � isto?

Ch�.

V� se deitar. Eu dormirei no div�.

Anna.

Mam�e j� est� dormindo.

Deite-se junto dela.

Aqui estamos rec�m-casados.

Aqui voc� nasceu.

O dia em que nasceu chovia torrencialmente.

N�o podia chegar ao hospital.

Tudo boiava. Havia acidentes. Eu estava muito molhado.

Estava na estrada, gritando.

Era de noite. Ningu�m queria me levar.

Como chegou?

N�o cheguei.

S� pude chegar de manh�.

Mam�e estava com voc� na janela.

Por que n�o foi com ela?

Vai entender quando crescer.

-Papai. -O que �?

O que vai acontecer agora?

Estar� tudo bem.

Pensarei em algo.

-Anna, o que voc� tem? Anna! -Ela est� aqui!

Ela est� aqui!

Anton, o que foi?

Acalme-se.

-Anna. -Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

Minha menina.

Acalme-se.

Acalme-se.

SE A RAINHA JUNTAR FOR�AS, SER� MUITO PERIGOSA

-EST� A�? -O QUE FOI?

Pode fazer uma videoconfer�ncia daqui.

Talvez n�o nos ou�a.

Estou ouvindo.

Est� aqui.

Como podemos nos livrar dela?

J� disse tudo a Sergey.

Poderia vir aqui e ver? Ou n�s poder�amos visit�-lo.

N�o. � imposs�vel.

Pessoas est�o morrendo. Crian�as.

Sergey n�o me disse que algu�m tinha morrido.

Sergey morreu.

Desculpe, n�o posso ajud�-lo.

LIGA��O INTERROMPIDA

Sabe onde mora?

Aqui est� o n�mero.

Sou Smirnov.

Pe�o desculpas, pensei que era um ladr�o.

Por que � t�o insistente?

N�o entendeu o que disse?

Agora essa maldita tamb�m me perseguir�.

Diga como me livrar dela.

Como?

N�o h� como.

N�o pronunciem algumas palavras na frente do espelho.

Esse � Vova.

� uma criatura muito perspicaz.

Ent�o escute.

No final do s�culo 19,

uma velha solteirona,

uma aristocrata falida, criou um orfanato.

N�o fez isso por miseric�rdia.

Recebia um subs�dio por cada crian�a.

Quando recebia o dinheiro, os matava.

Ela os afogava na banheira.

Mas, antes de afog�-los, cantava esta can��o de ninar.

Voc� a reconhece?

19 crian�as

foram assassinadas por ela.

Quando descobriram, foi presa,

espancada quase at� a morte, cortaram sua l�ngua,

rasparam sua cabe�a e a sepultaram viva.

A partir desse momento, tudo come�ou.

O primeiro registro da apari��o em p�blico desse dem�nio,

de uma mulher raspada e vestida de preto,

foi no in�cio do s�culo 20.

Devido ao preto e esfarrapado vestido,

as pessoas a chamaram de "Rainha de Espadas".

Isso depois de muito tempo.

Ano 1963.

Tr�s adolescentes morreram num acampamento de pioneiros.

Garotos foram visitados por um fantasma que saiu do espelho.

Ano 1985.

Duas meninas de 15 anos se suicidaram.

A m�e de uma delas culpou uma mulher vestida de preto.

Ano 1998.

Um menino se jogou de um guindaste.

Uma das testemunhas oculares

disse que viu perto uma mulher vestida de preto.

H� muitos outros casos como esses.

� uma loucura.

-Juntou este material sozinho? -Sim.

Tinha um motivo.

Tem que haver algum jeito...

-Algum jeito de det�-la. -N�o existe nenhum jeito.

� imposs�vel det�-la.

Tem que vir comigo.

Prepare-se. Leve o que for necess�rio.

-Estou pedindo. -N�o fa�o mais essas coisas!

-Sei como isso acabar�! -E como ser�?

Olhe.

Esta � minha filha.

Se voc� n�o vier comigo...

qual � o seu problema? Eu o assustei?

N�o, n�o foi voc� quem o assustou.

Voc� trouxe algo?

Algum objeto?

Algum objeto do falecido.

S� me faltava um referente.

Quantos anos sua filha tem?

Logo far� 13.

Parece que essa hist�ria nunca acabar�.

Anna, voc� est� bem?

Sim, estou bem, mam�e.

-O que aconteceu? -N�o me toque!

-N�o me toque! -O que voc� tem? Anna?

Anna? Anton!

-Me deixem! -Acalme-se.

Segurem. Deixem que a veja.

Vamos, segurem a m�o. Segurem a m�o!

Droga.

Este � o referente.

-O qu�? -O referente.

-Ajudem. Segurem ela. -O que...?

-O que est� fazendo? -N�o se preocupe, sou m�dico.

Ex-m�dico.

Segurem mais forte!

S� isso. S�.

Acalme-se, olhe para mim.

Ela precisa descansar.

O referente

� um objeto maldito.

Pode ser qualquer coisa.

Um bot�o, uma correntinha, um objeto decorativo.

Qualquer objeto que o dem�nio use para aproximar-se da v�tima.

Mas � uma simples bijuteria chinesa.

Voc� me faz rir. Meu Deus.

Estadunidense, chinesa.

Qual � a diferen�a para o dem�nio?

Dormiu?

Para que � isso?

� Vova.

Os can�rios detectam as varia��es do ultrassom.

S�o o melhor detector.

As pessoas n�o conseguem ouvir.

-Bem. -O que �?

Vamos ver.

Ela se alimenta de qualquer superf�cie capaz de refletir.

F�tons. Quando a luz reflete no espelho, aumenta a influ�ncia.

N�o h� nenhuma bruxaria, � apenas f�sica.

-O que est� fazendo? -Afaste-se.

Quando crian�as, nunca tentaram ver atrav�s da borda do espelho?

Fizeram certo.

� melhor n�o tentar.

C�mera smena, eu tinha uma assim.

Os sais de prata no negativo

captam todo o espectro eletromagn�tico.

As c�meras digitais funcionam pior.

Ent�o era assim.

-Fiquem quietos. -N�o se preocupe, calma.

� atividade eletromagn�tica.

N�o fa�a isso. N�o cubra.

Deixemos que apare�a.

Anna.

Anna!

O que est� acontecendo?

-Ela est� aqui. -Onde?

Ela...

-Est� tudo bem. -Ela...

Est� me estrangulando.

Saia. Deixe eu ver.

Olhe para mim, levante a cabe�a.

Anton, cubra o espelho.

A campainha n�o funciona.

Entre.

Eu tive...

um filho...

adolescente.

Naquela �poca,

trabalhava no hospital como terapeuta.

Foi ele...

que me falou pela primeira vez sobre a Rainha.

Que ela sa�a do espelho.

N�o acreditei nele, pensei que era bobagem.

Pensei que ele n�o queria estudar.

Depois come�ou

a sofrer histerias, eram horrendas.

Tinha um amigo em psiquiatria, ent�o pedi ajuda a ele.

Claro, diagnosticaram o que j� se esperava.

Quando percebi que ele n�o tinha esquizofrenia,

j� era tarde.

E como terminou tudo?

Terminou mal.

A� est� ela.

Voc� sabe como det�-la?

Bem...

Este n�o � o mesmo espelho, �?

Ela n�o foi invocada neste espelho.

Ela foi invocada num espelho rachado.

N�o devem ter espelhos quebrados, s�o mais perigosos.

T�m que fazer o mesmo que daquela vez.

Repitam tudo com exatid�o.

Para que ela apare�a.

Devolvam a ela o referente, ou seja o anel.

Como faremos para devolver o anel?

N�o sei.

N�o h� um m�todo espec�fico. Voc�s t�m que senti-lo.

O anel � um s�mbolo.

T�m que se liberar mentalmente da Rainha.

Devolver o medo que ela provoca.

A pequena a invocou, ent�o ela que fa�a isso.

Ou fazem como eu digo ou n�o dar� em nada.

Rainha de Espadas, apare�a.

Continue.

Rainha de Espadas, apare�a.

Rainha de Espadas, apare�a.

O que fazemos agora?

Esperem.

-Fizemos algo errado? -N�o se distraiam.

Estou vendo!

O p�ssaro deveria perceb�-la.

Papai, ela vem.

Algo est� errado. O p�ssaro n�o a percebe.

Est� morto.

Papai!

N�o, n�o deve entrar!

Anna!

Anna!

N�o deve entrar. Devem fazer isso sozinhas.

Ajudem a abrir esta porta!

N�o! N�o deve fazer isso!

Anna?

Anna, est� me ouvindo?

Anna, o anel...

Tem que devolver o anel. Anna, devolva o anel!

Anna, est� me ouvindo?

Por favor, fa�a alguma coisa!

O que posso fazer? Ela tem que fazer isso sozinha!

Anna? Anna.

Anna? Anna!

N�o v� para l�.

Anna...

Anna.

-Anna... -Anna?

Anna!

Anna!

Anna?

Minha menina.

Como est�o as garotas?

Bem.

Ainda est�o dormindo.

Lembra? Eu sempre preparava o caf� da manh�.

Voc� nunca preparou.

Eu sempre o preparava.

N�o. Voc� esqueceu.

N�o esqueci nada.

Esqueceu de tudo.

Como est�o?

Como se sentem?

Ela n�o est�.

Isso � bom.

Isso � bom.

O que voc� tem?

Vamos. Agora est� tudo bem.

Espero que sua m�e compre algo para comer.

Pois seu pai n�o sabe cozinhar.

N�o diga nada sobre isso.

Anna?

Anna, o que voc� tem?

O que voc� tem, Anna?

Realmente n�o sabe cozinhar.

O que vamos fazer? Est� passando mal de novo.

N�o tem problema. N�o estou com pressa.

Temos que voltar logo.

Eu me cortei. Que azar!

Anna, o que foi?

Anna?

Pessoal?

Onde est�o?

Onde est� Anna?

N�o fa�a isso. N�o v� para l�.

Calma, calma.

Anna? Anna!

Acalme-se.

Menina, acalme-se!

Anna est� ardendo em febre. Chame uma ambul�ncia.

Calma.

-Misture l�tica. R�pido! -O qu�?

Anna!

Sente-se. N�o atrapalhe!

Acalme-se. Est� se asfixiando!

-Como est�? -N�o sei, n�o me deixam v�-la.

Claro. E n�o v�o deixar.

N�o deveria t�-la hospitalizado.

Tinha convuls�es, eu me assustei.

Sigam-me.

Depressa. R�pido. Temos pouco tempo.

Com certeza os m�dicos acham que � um ataque epil�tico.

Fortes convuls�es. Alto ritmo card�aco.

A cor da pele � como numa hipoxia, n�o �?

Sim.

A Rainha n�o precisa mais do anel.

Juntou for�a suficiente para um novo referente.

Agora o referente �

sua filha.

O qu�?

R�pido. Entrem.

Coloquem isso.

V�o pelo corredor at� o final do setor.

Sem serem vistos, tirem sua filha

e v�o at� o andar de manuten��o t�cnica.

V�o � velha sala de cirurgia.

Como sabe disso?

Antes trabalhava aqui.

O que foi, papai?

Encontrou uma nova vadia?

Anna, n�o fa�a isso!

Anna!

Afaste-se!

Deite-se, vamos l�.

Voc� vai morrer, m�e.

Voc� vai morrer!

Anna!

Me sigam, r�pido. Temos pouco tempo.

Deitem-na.

Amarrem-na.

Papai.

Papai, onde estamos?

Est� tudo bem, Anna.

Est� tudo bem, Anna.

N�o falem com ela.

N�o � ela.

Papai,

vamos embora daqui.

Tentarei expulsar a Rainha do corpo de Anna.

Mas ser� complicado.

Injetarei uma toxina muito forte nela.

Isso provocar� uma fibrila��o ventricular

e seu cora��o deixar� de bater. E em estado de morte cl�nica...

Eu entendo. Soa horr�vel. Mas me escute.

Quando estiver com morte cl�nica,

a Rainha sair� de Anna.

Em tr�s minutos, a reanimarei. Os processos s�o revers�veis.

Estou com medo. Papai...

Anton, vamos sair daqui.

N�o t�m outra op��o.

Se n�o fizer isso,

a Rainha a parasitar� e perder�o sua filha.

� uma oportunidade.

Sua filha � forte, resistir�.

� perigoso, mas prometo que o cora��o dela bater� de novo.

Isso � uma loucura.

Anton, aconteceu o mesmo com meu filho.

Ent�o voc� o matou?

N�o. Mas devia...

Devia ter tentado.

-Anton, n�o escute isso! -N�o importa o que aconteceu!

Ajude-me.

Papai.

Voc� sabe que tenho raz�o.

Estou aqui sozinho por sua filha.

Se n�o fosse por ela, eu n�o estaria aqui com voc�s.

N�o fa�am isso comigo.

Anton, tem que tomar uma decis�o.

N�o fa�am isso comigo, papai.

Por favor, n�o fa�am isso, papai.

N�o fa�am isso comigo.

Fa�a.

Voc� ficou louco!

-Por favor. -Anna!

Voc� ficou louco!

Escute-me.

Ele tem raz�o. N�o temos outra op��o.

N�o devem passar mais de tr�s minutos.

O DNA do rato � 70% similar ao nosso.

A Rainha entrar� no rato, ent�o a eliminaremos.

-Ajudem-me. -N�o fa�am isso!

Segurem-na.

Vai lamentar por isso!

Seu cora��o parou.

Pronto.

Afastem-se.

Tem que ser assim?

N�o sei.

N�o acontece nada.

-Reanime-a! -Ainda n�o.

Como sabe que ela passar� para esse rato?

Tem que passar.

Sen�o perder� o contato com nosso mundo.

Vamos.

N�o vai passar para o rato.

-Pare! -N�o!

Vamos.

Vamos!

Entre em mim!

Fa�a isso!

Fa�a isso!

A Rainha est� entrando nele.

Anton, est� me ouvindo?

Aguente.

Vamos, r�pido.

Aguente.

N�o vai dar certo. N�o suportar�.

N�o!

Vamos.

Ningu�m sentir� minha falta.

Pare, eu estou aqui.

Afaste-se, deixe comigo.

Droga!

J� vai.

Pronto.

Afastem-se. Tirem as m�os!

Sim.

Droga.

Precisa de mais, 400.

Mais uma vez.

Mais uma vez. Vamos.

Anna!

Minha menina.

Saiam.

V�o l� para cima.

N�o falem com ningu�m. Esque�am esta hist�ria.

E voc�?

N�o. Devo acabar com isso.

N�o tem outro jeito?

N�o.

Temos contas a acertar.

Cuidem da sua filha.

Obrigada.

E o que vai fazer agora?

Parab�ns pra voc�

nessa data querida

muitas felicidades, querida Anna

muitos anos de vida

-Qual foi seu pedido? -N�o direi ou n�o se realizar�.

-Quem vai cortar o bolo? -Papai.

Claro. Vamos.

Corte voc�. Volto j�.

Ol�. Gostaria de assinar a nossa revista?

N�o. Eu agrade�o.

Quer comprar para sua esposa ou filha? Agora tem desconto.

N�o. Obrigado, senhorita. Agora n�o.

Est� bem. Boa noite.

Como conseguiu esse anel?

-Ganhei de presente. -Quem te deu?

Um homem me deu.

Jogue isso fora.

Cretino.

Quem era?

Erraram de apartamento.

Coma. Pegue.

Papai, est� tudo bem?

Agora sim, est� tudo bem.

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